Você está na página 1de 15

Decupagem sequencial - La jetée

Sequência aeroporto

1- Plano aéreo e um travelling que se afasta nessa visão aérea do


aeroporto.

(Créditos na imagem)

2. Tela negra – “Essa é a história de um homem marcado por uma


imagem de infância. A cena que o perturbou por sua violência...”
3. Vemos o sol ao lado de uma torre, ouvimos os sons de sinos.
4. Visão ampla do aeroporto, ou do píer de Orly enquanto ouvimo a
voz de chamada de vôos.
5. Avião na pista.
6. As famílias no aeroporto. Narrativa fala dessa ida da família ao píer
aos domingos.
7. Plano detalhe dos pés da criança mostrada junto a família no plano
anterior. “Nesse domingo, a criança cujo a história contamos se
lembraria por muito tempo do sol fixo...
8. Plano da aeromoças indo pro avião.
9. Plano aberto em que vemos no canto do fim do mulher uma mulher.
“... da estrutura armada do píer...”
10. “ e de um rosto de uma mulher” Close do rosto da mulher com
o cabelo assanhado pelo vento. A imagem ainda dura na tela
mesmo depois que a narração encerra o que diz. “Nada distingue a
lembrança dos outros momentos, só mais tarde elas se fazem
reconhecer por suas cicatrizes” “Esse rosto, a única imagem do
tempo de paz a chegar ao tempo de guerra. Ele se perguntou por
muito tempo se a havia realmente visto ou se havia criado esse
momento de doçura para protegê-lo do momento de loucura que
estava por vir.”
11. Plano de um avião no ar. Interrupção.
12. Vemos no plano a mulher da imagem assustada e o em
detalhe as pernas de um homem indo em sua direção.
13. Plano de outras pessoas no píer olhando em direção a algo.
14. .
15. Vemos a imagem desfocada de um avião na pista e um
barulho de turbina.
16. Tela negra: “Mais tarde, entendeu que tinha visto a morte de
um homem”

Sequência ruínas e subterrâneos (02:47)


17.Tela negra: narração “E algum tempo depois houve a destruição de
Paris”
18. Plano aberto de Paris destruída em que vemos a Torrei Eifell
ao fundo ao som de uma música clássica épica, como uma ópera.
19. Outro plano aéreo da cidade destruída.
20. …
21. Tela negra e narração: “Alguns se acreditavam vencedores e
outros prisioneiros..”
22. Plano dos subterrâneos em que vemos a escuridão e a luz
somente através de uma espécie de porta no centro do plano.
23. Mais cenas dos subterrâneos..
24. Plano dos “vencedores”. Vemos um deles em close com seus
óculos estilizados.
25. Vemos um outro homem assustado dos subterrâneos junto
aos encanamentos do lugar.
26. Vemos um outro homem ao fundo em meio a escuridão dos
subterrâneos em meio a grandes canos, o mesmo com os óculos
estilizados.
27. Close do segundo homem.
28. Plano dos cientistas e dos prisioneiros já é uma espécie de
experiência.
29. Closes dos cientistas. Ouvimos ao fundo conchicos em lingua
alemã.
30. Plano aberto do grupo de “vencedores” e um homem em uma
espécie de rede sendo submetido a uma experiência.
31. Close do homem submetido com seu rosto tapado por uma
espécie de tampões curativos.
32. Plano aberto dos homens acompanhando a experiência e do
homem submetido como se se contorcesse.
33. Closes do homem submetido a experiência.
34. Sequência da reação dos vencedores ao final e do rosto do
homem“Ao fim das experiências ou estavam mortos ou loucos”
35. Rosto do homem submetido em primeiro plano, olhos
arregalados, assustado, expressão insana.
36. Imagens do subterrâneo precário, escuro e pouco espaçoso.

Escolha do homem da história para as experiências

37. Vemos sua reação, seu rosto cansado, tenso em meio a


escuridão do subterrâneo.
38. Close em uma estátua de jesus no lugar.
39. Voltamos ao rosto do protagonista e sua expressão séria.
40. Protagonista em primeiro plano.
41. Vemos um dos vencedores em um plano médio, com seus
óculos bizarros.

O protagonista caminha pelo lugar observando estátuas religiosas


espalhadas pelo subterrâneo.

42. Close no protagonista olhando para as estátuas. “ Ele estava


com medo”
43. Close no cientista de óculos.
44. Plano aberto dos subterrâneos, um corredor entre as
encanações enormes.
45. Vemos um plano de cima do protagonista em uma rede com
olhar assustados. “Ele tinha ouvido falar do diretor”.
46. Plano do diretor com olhar insano. “Lhe explicou que a raça
humana estava condenada.. que a sua única esperança estava no
Tempo .”
47. Close do protagonista na rede atento ao que “diz” o diretor.
48. Plano detalhe do braço do protagonista sendo preparado para
a experiência
49. Plano detalhe da seringa
50. Close do rosto do protagonista observando o procedimento
51. Sequência dos procedimentos
52. Fusão do rosto do protagonista adormecido para o seu rosto
com os tampõe curativos.
53. Plano aberto do personagem deitado em uma rede com os
tampões e os cientistas acompanhando. “No começo ele era
somente arrancado do presente.
54. Plano do chefe observando. “Recomeçam”
55. Sequência do protagonista que começa a se contorcer com as
experiências. “O homem não morre, não delira. Ele sofre”.
56. Close do cientista acompanhando a experiência. “Eles
continuam”
57. Plano do homem na rede.
58. Sequência de closes do homem durante a experiência que
indicam um movimento, como se ele se contorcesse, mas cada
movimento seria um dos frames.
59. Close do homem mordendo a rede onde está deitado na
experiência.

As sequências das experiências deixam claro a construção de um


movimento através da montagem com fotografias. Vemos os movimentos
do homem através dos frames, podemos perceber que ele se contorce no
início da experiência através da montagem feita por Marker.
Sequência Primeira Viagem no tempo. (10:18)

60. “No décimo dia de experiência as imagens começam a surgir


como confissões. Uma manhã do tempo de paz.” Plano da manhã
no campo, alguns animais.
61. Um quarto do tempo de paz. Um quarto de verdade.” Plano do
quarto.
62. “Crianças de verdade” Close no rosto de uma criança.
63. “Pássaros de verdade” Plano de pássaros em pleno vôo na
cidade.
64. “Gatos de verdade” Plano de gatos em uma cama olhando
para câmera.
65. “Túmulos de verdade” Plano dos túmulos em um cemitério”.
66. “No 16o dia ele está sobre o Píer. Vazio” Vemos um plano
panorâmico do píer vazio.

O trabalho da memória, das imagens fragmentadas, das imagens como


confissões, levam até o píer vazio, como se fosse no início uma memória
ainda incompleta, a ser preenchida.

67. “Às vezes ele encontra um dia de felicidade, mas diferente”


Vemos um plano aberto de um rio ou lago a silhoueta de alguém
em pé em uma barco nesse lago.

A questão do dia de felicidade “mas diferente” é fundamental para


entender esse trabalho de recomposição, esse trabalho da memória que
aos poucos recupera esses pedaços, os monta, com faltas, ausências,
como é o trabalho da memória.

68. Plano médio e frontal da mulher da lembrança olhando para


câmera.”Um rosto de felicidade, mas diferente”.

O rosto não está alegre, há algo na imagem que se perdeu, e nesse


trabalho o homem procura, esses vazios.

69.”Ruínas” Vemos as ruínas de um muro e uma paisagem.


70. Vemos a mulher de sua lembrança. 'Uma moça que pode ser a
que ele procura”

“Pode ser” porque a essa altura do filme, na primeiro sucesso na


experiência de projetar o homem no tempo as imagens ainda são muito
fragmentadas, incertas e incompletas.
71. “Ele cruza com ela sobre o píer”. Vemos um plano de sua
silhoueta no píer de orly.

O fato da carta dizer ele “cruza” dá um idéia do trabalho de viagem no


tempo, como um percurso, em que ele pode encontrar com ela.

72. Plano da mulher da imagem que lhe sorri da janela de um


carro.
73. Vemos o plano de uma estátuas em ruínas. “Outras imagens
se apresentam, misturam-se no museu que talvez seja o da sua
memória”
74. Sequência de estátuas em ruínas.
75. Fusão que volta ao rosto perturbado do homem na
experiência.
76. Sequência de closes do rosto do homem enquanto ouvimos
uma lingua estranha de fundo, como sussurros.

Sequência Segunda Viagem no Tempo – O encontro (12:19)

77. “No 30.o dia ocorre o encontro” Vemos o homem na sua


lembrança.
78. Vemos o perfil da mulher da sua lembrança.
79. Close no rosto do homem. “Dessa vez ele tem certeza que a
reconheceu”.
80. Vemos a mulher em situação rotineira, se olhando no espelho.
“É a única coisa que ele tem certeza nesse mundo que o transtorna
por sua riqueza”
81. Vemos o homem em um plano um pouco turvo em meio a
multidão na rua.
82. Vemos a mulher arrumando o casaco enquanto ouvimos a
lingua estranha que se ouve nos subterrâneos durante as
experiências.
83. Vemos a mulher arrumando o casaco mais uma vez como em
um movimento, na rua, em meios as pessoas.
84. Vemos o homem em outro plano como que olhando para ela.
85. Vemos um plano dela seguindo pela rua, de costas, em meio a
multidão.
86. Close do protagonista com expressão confusa, transtornada.
“Em torno dele, materiais fabulosos, vidros, plásticos, tecidos
esponjosos. Quando ele saiu de seu transe a mulher desaparecera.
87. Volta ao close do homem nos subterrâneos com os olhos
cobertos. “Ele é enviado novamente. O tempo passa novamente. O
instante volta”
88. Vemos o mesmo plano do perfil da mulher antes visto nessa
sequência, no primeiro encontro nas viagens.
89. Agora vemos ele acrescentado ao plano, ao seu lado.

Aos poucos o quebra cabeça da memória vai sendo montado e o


protagonista vai preenchido os vazios da sua memória e da sua
confusão. É interessante notar como Marker representa isso,
preenchendo também a imagem, ampliando-a, acrescentando-lhe
elementos, como o homem acrescenta lembranças a esse tercido
esgarçado.

90. “Dessa vez ele está mais perto dela. Fala com ela”. Vemos a
imagem dessa proximidade em close, a continuação da cena
anterior acrescentada.
91. “Ela o acolhe sem surpresa”. Close do rosto do homem.
92. Close do rosto dela “Eles não tem lembranças nem projetos”
93. Vemos riscos escritos nas paredes, marcas do tempo.
94. “Seu tempo se constrói simplesmente em torno deles” Vemos
em close a mulher perto dele.

Marker explora o acesso ao instante, ao instante tão frágil que tudo o


que eles tem nesse retorno é isso, nem passado, nem futuro, só essa
marca frágil, como são os rabiscos na parede.

95. “Suas únicas referências são o sabor do momento que vivem”


Vemos os dois próximos. “E os sinais nas paredes”.
96. Plano dos sinais nas paredes. Desenhos encravados, riscados.
Caveiras entre outros desenhos.
97. Vemos os dois um ao lado do outro mais uma vez.
98. Vemos os dois como que se afastando da câmera, vistos de
trás.
99. “Mais tarde, eles estão num jardim”. Vemos os dois juntos no
lugar.
100. “Ele se lembra que havia jardins”.
101. Vemos crianças no parque ou nesse jardim.
102. Vemos os dois juntos mais uma vez no parque.
103. Vemos os dois observando crianças no parque.
104. Plano dos dois entre as pessoas no lugar.
105. Close dos dois, ele a observa.
106. Mesmo plano por um outro ponto de vista. De frente. Ela olha
para algum lugar ao longe.
107. Vemos os dois quase na mesma posição em um plano mais
aberto, vemos crianças no plano também, encostadas na estátua
em que estão.
108. Vemos ela segurando o colar do homem e olhando para ele.
“Ela lhe pergunta sobre o seu colar de combatente que usava no
início da guerra que irá estourar um dia”.
109. Plano detalhe dela segurando o colar. “Ele inventa uma
explicação”
110. Close de seu rosto e de um movimento que faz com as mãos
(indicando tamanho) “Eles olham a sequóia”
111. Plano aberto deles e de outras pessoas observando a sequóia
com datas históricas.
112. Plano dos dois apontando para a sequóia.
113. Plano em close, visto de trás dos dois fazendo esse
movimento para a sequóia.
114. “Como em um sonho ele lhe mostra um ponto além da árvore”
Vemos os dois ainda acenando em um outro plano
115. Close das mãos apontando. “Ele se ouve dizendo. “Eu venho
de lá”
116. Sequência de closes da mulher olhando para baixo.
117. “E cai, exausto” Cena de volta para o subterrâneo.

É interessante destacar a questão da sequóia aqui que será retomada


em Sans Soleil retomando também a cena da sequóia em Vertigo de
Alfred Hitchcock. No filme, o casal também se volta a uma sequóia
buscando de onde a mulher misteriosa vem. Aqui Marker faz referência a
espiral do tempo tão célebre de Hitchcock que é fundamental para
entender não só esse filme, mas a forma como Marker concebe a
memória no seu cinema, esse emaranhado em que um homem ou uma
mulher estão envolvidos, buscando, recriando, reinventando a
imperfeição da memória que recria o vivido.

Outra projeção no tempo – Terceira Viagem (15:10)

118. “Então outra vaga no tempo o leva” Close do homem durante a


experiência.
120. Vemos em close a mulher que cochila sentada em um banco. “Agora
ela dorme sob o sol”
121. .
122. Agora vemos o homem olhando-a cochilar no banco, com um leve
sorriso nos lábios.
123. “Ele pensa que no mundo em que ele acaba de ser lançado ela pode
estar morta. Vemos planos em close dele observando a mulher cochilar
sentada no banco.
124. Close do rosto dela dormindo e dele ao fundo observando-a com
preocupação.
125. Plano médio dele observando-a ainda.
126. “Ela acorda. Ele lhe fala de novo de uma verdade fantástica demais
para acreditar”. Vemos ela despertando e ele ao seu lado.
125. Close dos dois enquanto ela acorda.
126. .
127. Vemos os dois caminhando no parque. Com as mesmas vestes da
viagem no tempo anterior, como se fosse uma continuidade de um
sonho, ou simplesmente da viagem.
128. .
129. Plano médio dos dois juntos no parque. Ela olha para sua própria
mão.
130. Close dos dois juntos, ela encostada no seu ombro.
131. Close do homem olhando pra ela.
132. Close dela encostada nele.
132. Vemos os dois juntos, ela olhando pra ele. “Será o mesmo dia? Ele
não sabe mais”.
133. Sequência de closes do olhar dela para ele nesse momento.
134. Vemos o plano dele como vindo em direção a câmera com uma
expressão irritada. Ela olhando para ele. “Até o momento que ele sente,
na frente deles, uma barreira.”

De volta aos subeterrâneos (16:53)

135. Vemos o chefe cientista de baixo, em um fundo preto, como


que do ponto de vista do protagonista.
136. Vemos uma mão tirando a máscara do protagonista, seu olhar
desiludido.
137. Vemos ele de olhos fechados, no mesmo plano.
138. Close no rosto dele de olhos fechados.
139. “Foi o início de um período de testes onde ele a encontraria em
diferentes momentos” Vemos mãos colocando nele os tampões nos olhos
novamente.
140. Close no rosto dele com os olhos tapados.

Quarta viagem no tempo (17:17)

141. Plano dela em um campo.


142. Volta pro close do rosto dele com os tampões.
143. “Ela o acolhe simplesmente”. Vemos plano médio dela olhando para
câmera. “Ela o chama de seu Espectro.”
144. Volta ao plano dele na experiência.
145. “Um dia ela aparece amendontrada” Close do rosto tenso dela.
146. Close do rosto dele enquanto se contorce na rede.
147. “Um dia ela se inclina sobre ele” Close dela em uma penumbra,
vemos parte do seu cabelo e do seu rosto.
148. Close dele na experiência, recostado. “Ele nunca sabe se ela se
dirige a ele, se é dirigido, se ele a inventa ou se sonha.”
149. Close dele na rede, sem máscara, desmaiado.

Sequência do despertar (17:55)

150. Sequência de fotografias em close da mulher dormindo, compondo


um movimento. (9 planos)
159. No décimo → Cena do despertar. Ela desperta olhando para câmera
com um leve sorriso. Única cena em movimento do filme.

Essa cena sugere que o trabalho da memória, a exaustão do trabalho do


homem o leva a um outro nível de lembrança, a uma composição
delicada, inesquecível de um despertar que de tão vivo na memória é
acessado, é revivido em movimento,como a vida.

De volta aos subterrâneos (18:42)

160. Close do cientista chefe observando o protagonista.


161. Close no protagonista com olhar para o nada.

50.o dia – Museu de história natural (18:52)

162. “Eles se reencontram em um museu cheio de feras eternas” Vemos


um plano aberto do museu de história natural e a mulher atrás da
escultura de um grande animal.
163. Vemos o homem sério entre as peças do museu.
164. Vemos o mesmo primeiro plano da sequência em que agora os dois
aparecem, como numa junção dos dois planos anteriores, como um
quebra cabeça montado.
165.Plano médio em que vemos a mulher de costas e o lugar ao fundo.
166. Vemos agora ele olhando para ela, em um plano aberto entre os
animais do museu.
167. Plano médio com a mulher em primeiro plano e ele atrás, olhando
para cima.
168. Plao aberto dos animais do museu.
169. “Agora o foco está perfeitamente ajustado.” Plano aberto em que
vemos os dois observando os animais, ele aponta pra um deles.
170. “ Atirado no momento escolhido ele pode permanecer lá e mover-se
sem dificuldade” Vemos um plano médio de baixo dele apontando para
algo, com alguns animais ao fundo.
171. Plano médio da mulher olhando para algo fora do quadro.
172. Plano médio em que vemos os dois observando as estátuas dos
animais dos museus.
173. Plano médio dela olhando pra uma das estátuas do animal.
174. Plano médio dos dos ainda olhando as estátuas de perto.
175. Plano aberto dos dois observando.
176..
177. Close dela olhando de perto a estátua de uma ave.
178. Plano médio em que ela toca na estátua.
179. Plano aberto dos dois ainda observando as estátuas.
180. Sequência dos dois observando as estátuas.
181. Close dela mexendo no cabelo e sorridente, ainda na mesma cena.
182. Plano médio dos dois rindos olhando uma das estátuas.
183. Close dos dois sorridentes e abraçados juntos ainda no museu.
184. Vemos um plano médio da estátua de um macaco no museu.
185. Vemos os dois juntos olhando para algo fora do quadro.
186. Plano aberto dos dois próximo de uma sala de vidro com estátua de
animais.
187. Close em que vemos a mulher mexendo no cabelo, sua nuca, e ele
ao lado de perfil, observando-a.
188. Estátuas de gatos com olhar assustados.
189. Plano aberto em que vemos a mulher através do vidro de uma das
salas de estátuas.
190. Vemos os dois através do vidro.
191. “Ela também parece domesticada” Vemos a mulher em plano médio
encostada no vidro.
192. Vemos estátuas de aves.
193. Vemos os dois em um plano médio olhando para algo fora do quadro.
194. “Ela aceita como um fenômeno natural as passagens desse
visitante que aparece e desaparece” Plano médio dela rindo com a mão
no rosto.
195. Sequência desse mesmo plano, ela continua a sorrir. “que existe,
fala, ri com ela, cala-se, escuta-a e se vai.
196. Vemos os dois juntos, como numa ampliação, ou colagem com o
plano anterior, em que ela ri olhando para ele, enquanto ele olha para
algo fora do quadro.
197. Close dela sorridente olhando para algo fora do quadro.
198. Close de estátuas de aves.
199. Vemos um estátua de uma ave em um plano médio entre os dois, de
costas.
200. Plano médio lateral em que os dois observam a ave mais de perto.
201. Plano superior de uma sala de vidro com peças.
202. Plano aberto superior em que vemos os dois em meio as estátuas
de animais em uma das salas do museu.
203. Continuidade desse plano dos dois observando a estátua de uma
ave.
204. .
205. Estátuas de aves.
206. Vemos os dois em um plano médio em que olha sorridente para algo
do museu fora do quadro, e ele está atrás no plano, de olhos fechados.
207. Plano detalhe em que ela aponta para um dado sobre uma das
estátuas de aves em uma parede.
208. Plano mais detalhado do anterior.

Sequência subterrâneo – Ida ao futuro (22:17)

209. Close do chefe dos cientistas sorrindo e olhando pra baixo. Algo que
imaginamos ser o ponto de vista do protagonista. “De volta à sala de
experiências”
210. Close do protagonista, na rede, com olhar transtornado. “Ele sentiu
que alguma coisa havia mudado”.
211. “O diretor estava lá” Close no diretor e em outro homem dos
subterrâneos ao fundo.
212. Plano médio do homem deitado na rede. “Pelo que se diz perto dele,
ele entende que devido ao sucesso das experiências com o passado..”
213. Vemos do ponto de vista do protagonista o cientista e outro homem.
“...eles o enviaram para o futuro”.
214. Close do protagonista com olhar atormentado. “A idéia de tal
aventura o faz esquecer que o encontro no museu foi o último”.
215. Plano médio do homem já com tampões nos olhos na rede. “O futuro
era mais protegido que o passado”
216. Vemos um plano mais aberto em que homens dos subterrâneos
acompanham a experiência.
217. Plano – Zoom em uma sequóia em preto e branco com um ponto
definido no centro. Extremo zoom que leva até espécie de moléculas.
218. Plano médio em que vemos o homem de óculos numa penumbra,
somente seu rosto iluminado. Expressão séria.
219. Plano aberto, fundo negro em que vemos só os rostos de homens e
mulheres do futuro. Eles tem sinais na testa, como terceiros olhos.
“Outros homens os esperavam”
220. Close em um dos homens.
221. Close em uma das mulheres. “Eles rejeitavam a escória de outra
época”
222. Close em outra mulher.
223. Close frontal no protagonista. “Ele recitou sua lição”
224. Close no rosto em uma mulher do futuro.
225. Sequência mais rápida dos rostos de homens e mulheres do futuro.
226. Close do homem.
226. Sequência de closes de alternância dos homens do futuro.
227. Close do protagonista.
228. “Eles lhe deram uma porção de energia”. Plano médio de um homem
do futuro.
229. “E as portas do futuro foram fechada” Vemos o ponto de vista do
protagonista através e por trás dos tampões retirados.
230. Vemos os homens ao redor do protagonista na experiência.
231. Close do homem com olhar transtornado e um homem ao fundo fora
de foco. “Pouco após o seu retorno foi transferido para outra parte do
tempo.”
232. Close em um dos cientistas.
233. “Ele sabia que seus parceiros não o poupariam”. Close do homem
deitado e com olhar desiludido.
234. Plano médio de um dos homens dos subterrâneos olhando para algo
fora do quadro.
235. Plano médios dos cientistas.
236. Close do chefe dos cientistas.
237. Close no protagonista. “Agora, ele não esperava mais que ser
liquidado com suas lembranças vividas duas vezes”.
238. Mensagem ds homens do futuro. Vemos os homens e mulheres
através de um filtro, como que dá sequóia. “Eles também viajavam no
tempo”
239. Close do homem na rede, como que contorcido.
240. Sequência de closes dos homens e mulheres do futuro através do
filtro. “Eles estavam prontos pra aceitá-lo como um igual”
241. Close do homem através do memso filtro. “Mas sua solicitação era
outra”
242. Vemos o encontro do homem com uma das mulheres do futuro
através do filtro. “ Ele queria voltar ao mundo da sua infância”.
243. Close do homem através do filtro. “...para aquela mulher que talvez
o esperasse”.

Sequência do Píer (25:24)

244. Vemos as pessoas no píer de Orly.


245. Vemos o homem em meio as pessoas, com seus óculos.
246. Uma criança em primeiro plano e o homem atrás subindo escadas
do píer.
247. Close do protagonista.”Nessa tarde quente de domingo antes da
guerra onde ele poderia fica, pensou, com um pouco de vertigem, que o
menino que ele fora estaria ali também, olhando os aviões.
248. Plano aberto do píer em que vemos mulheres, homens e crianças e
o sol ao fundo.
249. Close do homem olhando para fora do quadro. “Ele procurou um
rosto de mulher, ao fim do píer.
250. Plano aberto do píer, em que vemos um homem de um lado e a
mulher no canto ao fundo.
251. Close da mulher olhando para o lado para algo fora do quadro.
252. Plano do homem correndo entre as pessoas, um homem observa ao
lado.
253. Homem correndo entre as pessoas.
254. Vemos o homem de trás correndo entre as pessoas no píer.
255. Continuidade do plano anterior, com o homem um pouco mais ao
fundo do píer entre as pessoas.
256. Close da mulher sorridente e do seu cabelo assanhado.
257. Homem em primeiro plano como que fazendo um grande esforço
enquanto corre para chegar a algo.
258. .
259. .
260. Close na mulher e seu cabelo assanhado pelo vento.
261. Plano aberto do homem correndo e das pessoas no píer.
262. Plano mais fechado ainda da corrida.
263. .
264. Vemos o homem de trás em um plano aberto seguindo na sua
corrida pelo píer.
265. Sequência de closes de seu rosto e de seu esforço para alcançar
algo. “Ele correu para ela”.
266. Vemos no plano ele de costas correndo, o homem do lado esquerdo
e ela ao fundo do píer.
267. Close no homem d subterrâneo com seus estranhos óculos.
268. Close da mulher e do cabelo assanhado pelo vento.
269. Plano médio do homem do subterrâneo com as mãos juntas
apontando para a câmera.
270. “Ele compreende que não havia como escapar do tempo” Plano em
que vemos o homem de braços abertos, meio caído e a mulher ao fundo.
“e que esse momento que haviam lhe concedido ver...”
271. continuidade do plano indicando um movimento dos braços abertos.
272. Close no rosto da mulher assustada. “e que nunca deixara de
obcecá-lo...”
273. Plano mais aberto com mãos do homem do subterrâneo em primeiro
plano, homem quase caído de braços abertos ao centro e mulher ao
fundo no píer.
274. Close da mulher assustada.
275. Plano médio do homem caído em primeiro plano e da mulher ao
fundo. “... era o momento da sua própria morte”.

Você também pode gostar