Você está na página 1de 55

Curso – Catecismo da Igreja Católica

Módulo VI – A Economia Sacramental


Economia Sacramental – A Celebração do Mistério Cristão

• A liturgia é o lugar privilegiado da


catequese.
• Catequese e liturgia interligadas.
• A catequese litúrgica tem o objetivo de
introduzir as pessoas no Mistério de Cristo
e é chamada de Mistagógica
Economia Sacramental – A Celebração do Mistério Cristão
Porque a Liturgia?
• A Igreja confessou sua fé no Mistério da Trindade;
• O mistério econômico culmina em Cristo, sobretudo, no seu
Mistério Pascal (Mistério da Salvação, do lado aberto na
Cruz, ou seja, da sua total doação, nasce a Igreja);

• A liturgia é ação sagrada por excelência, cuja eficácia, no


mesmo grau, não é igualada por nenhuma outra ação da
Igreja.
Economia Sacramental – A Celebração do Mistério Cristão
O que significa Liturgia?
• Origem na língua grega e clássica;
• Grego – Leitourgía – letourgía – litourgia –
• Leit de léos – laós = povo, que significa geralmente público,
pertencente ao povo;
• Ergon ergázomai = agir, operar no sentido de ação, obra para
o povo, como valor secundário, o valor público da ação. Pode
se traduzida também como ação, obra pública.

Antigo Testamento Novo Testamento

Sherét – Abhád – serviço É mais abrangente e designa também


Levítico sacerdotal – 170 vezes anúncio do Evangelho e a caridade em ato,
mas sempre um serviço de Deus e homens.
Economia Sacramental – A Celebração do Mistério Cristão
A Liturgia nos primeiros séculos

CIC 766
A vida litúrgica está presente nos primeiros séculos da Igreja:
Batismo, a transmissão do múnus apostólico, a oração pelos
enfermos, às orações nas diversas horas do dia e, sobretudo, a
Ceia do Senhor.
At 2, 42-46
At 20, 7
I Cor 11, 23-26
Ap 1, 10
Economia Sacramental – A Celebração do Mistério Cristão
A Liturgia nos primeiros séculos

Didaqué 14 (Ensinamento dos 12 apóstolos)

Reúna-se no dia do Senhor para partir o pão e agradecer após ter


confessado seus pecados, para que o sacrifício seja puro. Aquele
que está brigado com seu companheiro não pode juntar-se antes
de se reconciliar, para que o sacrifício oferecido não seja
profanado. Esse é o sacrifício do qual o Senhor disse: ‘Em todo
lugar e em todo tempo, seja oferecido um sacrifício puro porque
sou um grande rei’ - diz o Senhor - e o meu nome é admirável
entre as nações.
Economia Sacramental – A Celebração do Mistério Cristão
A Liturgia nos primeiros séculos

• São Justino da metade do século II, mais ou menos


150 d.C.:
No dia do sol, todos se reúnem; lêem passagens dos
escritos dos Apóstolos e dos Profetas; acompanham a
homilia e as orações de intercessão; em seguida, levam-
se o pão e o vinho misturados com água e o presidente
da assembléia pronuncia sobre eles, “da forma como
melhor sabe”, orações e agradecimentos, aos quais
todos respondem com um Amém; os dons, assim
“Eucaristizados” são distribuídos a todos; agora eles são
mudados em carne e sangue de Jesus Encarnado (Apol.
I, 67).
Economia Sacramental – A Celebração do Mistério Cristão

Sentido teológico
• Na tradição cristã, o povo de Deus toma parte na
“obra de Deus” e Cristo, sumo sacerdote, continua
realizando, na Igreja, pela Igreja a sua obra
redentora, mas também com a Igreja, que se faz serva
participando do sacerdócio de Cristo, pois a Liturgia
além de ser obra de Cristo é ação da Igreja. A Liturgia
manifesta-a como sinal da comunhão entre Deus e os
homens, por Cristo, único liturgo.
• A Liturgia é fonte de vida e de oração da Igreja, por
que é participação na oração de Cristo ao Pai no
Espírito, nela toda oração encontra a sua fonte e
forma o homem interior em cada um de nós.
A Economia Sacramental
• A partir de Pentecostes com a manifestação
da Igreja, Cristo age na sua Igreja, na sua
liturgia e através dos sacramentos,
comunica a salvação.
• Ocidente e Oriente – Economia
Sacramental
• São Paulo – Dispensação do Mistério dos
frutos do Mistério Pascal.
• Na liturgia sacramental temos acesso aos
bens da Redenção.

A Economia Sacramental
• A Liturgia – Obra da Santíssima Trindade

• O Pai, fonte e fim da Liturgia

• Ef 1, 3-6
• Toda obra e projeto de Deus é uma imensa
benção – dar a vida
• Abencoou homem e mulher
• A benção de Deus se manifesta na história,
vai desde a criação até hoje.
A Economia Sacramental
• A Liturgia – Obra da Santíssima Trindade

• O Pai, é adorado como fonte e fim, por


Cristo, no Espírito que contém todas as
bênçãos.

• Dupla dimensão da liturgia


• Ascendente: homem. Louvor, adoração,
oferenda, súplica a Deus.
• Descendente: Deus em favor ou proteção
pelos homens;
A Economia Sacramental
A Obra de Cristo na Liturgia
• Jesus viveu um ato único e histórico: morte,
ressurreição, descida à mansão dos mortos e
subida aos céus.
• O evento pascal atinge todos os tempos,
permanece sempre presente.
• Na liturgia, Cristo glorificado significa e
realiza o seu mistério pascal.
• O mistério pascal é o grande conteúdo do
anúncio dos Apóstolos enviados por Cristo,
não só anúncio, mas também levá-lo a
termo
A Economia Sacramental
A Obra de Cristo na Liturgia
• Será sempre Cristo, associado à sua Igreja,
que estará presente nas ações litúrgicas:

• Na pessoa do ministro
• Nas espécies eucarísticas;
• Na sua palavra, é ELE mesmo que fala
quando se lê as Sagradas Escrituras;
• Por fim está presente na Assembleia
reunida.
A Economia Sacramental
O Espírito Santo e a Igreja na Liturgia
CIC 1091
O Espírito Santo quer que vivamos da Vida de
Cristo Ressuscitado.

O Espírito Santo prepara para acolher a Cristo


• Inicia-se na preparação da Igreja na Antiga
Aliança e hoje existem elementos desta
antiga aliança: Leituras do AT, os Salmos,
Fatos tipológicos.
A Economia Sacramental
O Espírito Santo prepara para acolher a Cristo
• Prepara para encontrar-se com Cristo na
liturgia da Nova Aliança, gerando a
disposição e a comunhão necessárias entre
os filhos de Deus, que ultrapassam cor,
língua, classe social.
• É preciso se preparar, é preciso a fé, a
conversão e adesão à Vontade de Deus.
A Economia Sacramental
O Espírito Santo recorda o mistério de Cristo
• Jo 14, 26 (memória da Igreja)
• Ele e a Igreja recordará o grande Memorial
da Salvação, especialmente na Eucaristia.
1. Palavra de Deus – faz recordar o sentido
dos eventos da salvação; dá vida (sempre
há algo novo); suscita a fé; fortifica-a e faz
crescer na comunidade, pois a assembleia
litúrgica é primeiramente comunhão.
2. Fazer memória – refere-se sempre às
intervenções salvíficas de Deus na história
e das maravilhas de Deus
A Economia Sacramental
O Espírito Santo recorda o mistério de Cristo
• Anamnese – memória despertada pelo
Espírito suscita o louvor, Doxologia.

• O Espírito Santo atualiza o Mistério de


Cristo

• CIC 1104
• Epiclese – invocação sobre
A Economia Sacramental
A Comunhão do Espírito

CIC 1108

A Igreja é Sacramento de Comunhão porque o


Espírito de comunhão está nela e na liturgia de
forma mais íntima se realiza essa unidade. O
fruto então maior da liturgia será a comunhão
com a Santíssima Trindade e com os irmãos.
Epiclese é também a oração para o efeito pleno
da Assembleia com o Mistério de Cristo.
2Cor 13, 13
A Economia Sacramental – O Mistério Pascal nos
Sacramentos da Igreja
Vida litúrgica na Igreja significa, sobretudo, Sacrifício
Eucarístico e demais Sacramentos.
Batismo, confirmação, eucaristia, a Penitência, a Unção
dos Enfermos, a Ordem, o Matrimônio.

São Sacramentos de Cristo – São Sacramentos da Igreja


CIC 1114
São forças que saem de Cristo, são ações do Espírito
Operante na Igreja. São as obras-primas
Duplo sentido – existem por meio dela, e para ela
A Economia Sacramental – O Mistério Pascal nos
Sacramentos da Igreja
Vida litúrgica na Igreja significa, sobretudo, Sacrifício
Eucarístico e demais Sacramentos.
Batismo, confirmação, eucaristia, a Penitência, a Unção
dos Enfermos, a Ordem, o Matrimônio.

São Sacramentos de Cristo – São Sacramentos da Igreja


CIC 1114
São forças que saem de Cristo, são ações do Espírito
Operante na Igreja. São as obras-primas
Duplo sentido – existem por meio dela, e para ela
• CIC 1120
A Economia Sacramental – O Mistério Pascal nos
Sacramentos da Igreja
São Sacramentos da fé
É preparado pela Palavra de Deus e pela fé
A proclamação da Palavra é indispensável ao ministério
sacramental.
Destinam-se: a)santificação dos homens; b) edificação do
corpo de Cristo; c)Culto a ser prestado a Deus; d) instrução
A fé da Igreja é anterior à fé do fiel, ele deve aderir a ela.
Lei da oração é a lei da fé / a lei do que suplica é a lei do que
crê
Nenhum rito pode ser modificado ou manipulado pelo
ministro ou comunidade.
Modificar a liturgia é querer modificar a fé.
A Economia Sacramental – O Mistério Pascal nos
Sacramentos da Igreja
São Sacramentos da salvação
Os sacramentos atuam ex opere operato (pelo próprio
fato de a ação ser realizada), isto é, o sacramento não
depende da santidade daquele que o confere ou o
recebe, mas pelo poder de Deus.
A proporção dos frutos depende das disposições de
quem os recebe.
São Sacramentos da vida Eterna
Maran athá! (O Senhor vem)
Tito 2, 13
CIC 1130
A Celebração Sacramental do Mistério Pascal
Só podemos celebrar bem se compreendermos a
Economia Sacramental.
• Sacramentos são: sinais sensíveis e eficazes,
instituídos por Cristo para comunicar-nos a graça.
• Sensíveis - porque o sobrenatural que contêm não
pode ser repassado plena e adequadamente em
linguagem racional;
• Eficazes – não só significam ou simbolizam, mas
comunicam a graça que santifica, eleva e
sobrenaturaliza o homem.
A Celebração Sacramental do Mistério Pascal
Quem celebra?
• É toda a comunidade, o Corpo de Cristo unido à sua
Cabeça, que celebra.
• SC 14
• A mãe Igreja deseja ardentemente que todos os
fiéis sejam levados àquela plena, consciente e ativa
participação nas celebrações litúrgicas que a
própria natureza da liturgia exige e à qual, tem
direito e obrigação (SC 14).
A Celebração Sacramental do Mistério Pascal
Quem celebra?
• As ações litúrgicas não são privadas, mas celebrações da
Igreja, pertencem, influem, manifestam, atingem a ela e
cada um de seus membros participantes.
• Cristo crucificado e ressuscitado é o único sumo
sacerdote, o mesmo “que oferece é oferecido, que dá e
que é dado”.
• A igreja une-se de tal forma a Cristo para o seu sacrifício,
que se torna Nele celebrante, mas, os membros não têm
todos a mesma função.
• Sacramento da Ordem – agindo na pessoa de Cristo,
CABEÇA desse “corpo místico” para serviço dos irmãos.
• O ministro ordenado é como o ícone do Cristo Sacerdote.
• Outros serviços – ministérios particulares
A Celebração Sacramental do Mistério Pascal
O que é Ministério?
• Diakonia – grego
• Ministerium – latim (serviço)
• O próprio Cristo é o diácono por excelência do Pai e
dos homens.
• Missão de servir os homens em vista dos mistérios de
Deus.
• Fazer somente aquilo que compete (SC 28-29)
A Celebração Sacramental do Mistério Pascal
As funções da Ordem Sacra
• Toda celebração legítima da Eucaristia é dirigida
pelo Bispo, pessoalmente ou através dos presbitéros,
seus auxiliares.
• Estar à frente do povo fiel reunido;
• Presidir à sua oração;
• Anunciar a mensagem da salvação;
• Associar a si o povo no oferecimento do sacrifício a Deus Pai,
por Cristo, no Espírito Santo;
• Dar aos irmãos o pão da vida eterna e participar com eles do
mesmo alimento.
A Celebração Sacramental do Mistério Pascal
As funções da Ordem Sacra
• Depois do presbítero, o diácono, em virtude da sagrada ordenação
recebida, ocupa o primeiro lugar entre aqueles que servem na
celebração Eucarística. Compete:
• O anúncio do Evangelho;
• A pregação da palavra de Deus;
• A proclamação das intenções da oração universal;
• Servir o sacerdote na preparação do altar e na celebração do
sacrifício;
• Distribuir a Eucaristia, sobretudo sob a espécie do vinho;
• E, por vezes, orientar o povo quanto aos gestos e posições do corpo.
A Celebração Sacramental do Mistério Pascal
As funções da Ordem Sacra
As funções do Povo de Deus
• Na celebração da Missa os fiéis constituem o povo santo, o
povo adquirido e o sacerdócio régio.
• Dá graças a Deus e oferece o sacrifício perfeito, juntamente
com o sacerdote;
• Manifesta um profundo senso religioso e de caridade para com
os irmãos que participam da mesma celebração;
Torna explícito o sentido de unidade da celebração, nas orações,
cantos, gestos, etc.
A Celebração Sacramental do Mistério Pascal
As funções da Ordem Sacra
Ministérios Particulares
Leitor instituído:
• o Profere as leituras da Sagrada Escritura, exceto o Evangelho;
• o Pode igualmente propor as intenções para a oração
universal;
• o Faltando o salmista, profere o salmo entre as leituras.
A Celebração Sacramental do Mistério Pascal
As funções da Ordem Sacra
Ministérios Particulares
Leitor instituído:
• o Profere as leituras da Sagrada Escritura, exceto o Evangelho;
• o Pode igualmente propor as intenções para a oração
universal;
• o Faltando o salmista, profere o salmo entre as leituras.
A Celebração Sacramental do Mistério Pascal
As funções da Ordem Sacra
Ministérios Particulares
Demais Funções:
Na ausência de acólito e leitor instituído são delegados ministros
leigos:
• Para o serviço do altar;
• Ajuda ao sacerdote e ao diácono;
• Levar a Cruz (cruciferário), as velas (luciferário), o turíbulo
(turiferário), o pão, o vinho e a água; aquele que abre a porta da
Igreja (ostiário);
• Distribuição da sagrada Comunhão.
• Proferir as leituras da Sagrada Escritura.
A Celebração Sacramental do Mistério Pascal
As funções da Ordem Sacra
Ministérios Particulares
Demais Funções:
Salmista
Grupo de cantores
Sacristão
Comentarista
Quem faz a coleta
Acolhida dos fiéis
Mestre de cerimonia
Os que desde agora a celebram, já estão na liturgia celeste,
em que a celebração é toda festa e comunhão.
A Celebração Sacramental do Mistério Pascal
Como celebrar?
• O CIC cita:
• Sinais e Simbolos (sinais, são realidades antropológicas, por
ser o homem, ao mesmo tempo, corporal e espiritual, exprime
e percebe as realidades espirituais por meio de sinais e de
símbolos materiais.
• Deus para se comunicar usa vários símbolos e sinais.
• 1º Criação
• 2º Jesus ao assumir todos esses sinais, dá um sentido novo, por
Ele mesmo ser o significado de todos eles.
A Celebração Sacramental do Mistério Pascal
Como celebrar?
• O CIC cita:
• CIC 1149

• Palavras e ações
• Uma celebração sacramental é um encontro que exprime
como um diálogo
• Palavra de Deus e resposta do homem se intercomplementem.
• A liturgia da palavra é parte integrante das celebrações
sacramentais.
A Celebração Sacramental do Mistério Pascal
Como celebrar?
• A palavra e a ação litúrgicas são indissociáveis, elas realizam o
que significam, por meio do Espírito Santo que dá a
compreensão da Palavra de Deus, suscita a fé; realiza as
maravilhas de Deus anunciadas, torna presente e comunica a
obra do Pai realizada pelo Filho.

• Canto e Música
• A tradição musical da Igreja universal constitui um tesouro de
valor inestimável que se destaca entre as demais expressões de
arte, principalmente porque o canto sacro, ligado às palavras,
é parte necessária ou integrante da liturgia solene (SC 112).
A Celebração Sacramental do Mistério Pascal
Como celebrar?
• A Igreja continua e desenvolve esta tradição: “Quem canta reza duas
vezes” (Santo Agostinho); O canto tem duas finalidades: a glória de
Deus e a santificação dos fiéis. Faz parte da categoria de sinais
quanto mais estiver “intimamente ligado à ação litúrgica”,31 segundo
três critérios principais:
• A beleza expressiva da oração;
• A participação unânime da assembléia nos momentos previstos;
• O caráter solene da celebração.
• Isso significa que o canto não é algo separado da liturgia, mas
integrante dela, por isso deve ser baseado e selecionado segundo as
normas litúrgicas, os textos conformes à doutrina católica, tirados
de preferência das Sagradas Escrituras e das fontes litúrgicas.
A Celebração Sacramental do Mistério Pascal
Como celebrar?
• A Igreja continua e desenvolve esta tradição: “Quem canta reza duas
vezes” (Santo Agostinho); O canto tem duas finalidades: a glória de
Deus e a santificação dos fiéis. Faz parte da categoria de sinais
quanto mais estiver “intimamente ligado à ação litúrgica”,31 segundo
três critérios principais:
• A beleza expressiva da oração;
• A participação unânime da assembléia nos momentos previstos;
• O caráter solene da celebração.
• Isso significa que o canto não é algo separado da liturgia, mas
integrante dela, por isso deve ser baseado e selecionado segundo as
normas litúrgicas, os textos conformes à doutrina católica, tirados
de preferência das Sagradas Escrituras e das fontes litúrgicas.
A Celebração Sacramental do Mistério Pascal
Como celebrar?
• As Santas Imagens
• Foi à encarnação do Filho de Deus que inaugurou uma nova
“economia” das imagens; antes Deus não tinha corpo, não
podia ser representado por uma imagem, mas em Cristo
se mostrou na carne, pode-se então fazer uma imagem
daquilo que se viu de Deus. A imagem sacra, o ícone
litúrgico, representa principalmente Cristo, pois todos os
sinais da celebração litúrgica são relativos a Ele e transcreve
pela imagem a mensagem evangélica, isso vale também para
as imagens sacras da Santa Mãe de Deus e dos santos,
significam o Cristo que é glorificado neles.
• CIC 1162
A Celebração Sacramental do Mistério Pascal
Quando celebrar?
• Tempo Litúrgico - O rito se realiza não somente
num lugar sagrado, mas também num tempo
sagrado.
• O tempo litúrgico é atemporal
• Kronos e Kairos
• O apelo do Espírito Santo é este “hoje” do Deus
vivo em que o homem é chamado a entrar, é “a
hora”,35 da Páscoa de Jesus que atravessa e leva
toda a história.
A Celebração Sacramental do Mistério Pascal
Quando celebrar?
• O Dia do Senhor
• O domingo é o dia por excelência da assembléia litúrgica, onde a
“Ceia do Senhor” é seu centro. Isso se deve por ser o dia da
ressurreição de Cristo e o dia em que toda a comunidade se encontra
com o Senhor ressuscitado:
• Existem duas dimensões importantes de serem consideradas no
Domingo:
• Ele é “o primeiro dia da semana” memorial do primeiro dia da
criação: Gn. 1, 1-2. 4; 1, 3-5;
• É, ao mesmo tempo, o oitavo dia numa dimensão escatológica, que
inaugura aquele “que o Senhor fez”, o “dia que não conhece ocaso”:
A Celebração Sacramental do Mistério Pascal
Quando celebrar?
• O Dia do Senhor
• O domingo é o dia por excelência da assembléia litúrgica, onde a
“Ceia do Senhor” é seu centro. Isso se deve por ser o dia da
ressurreição de Cristo e o dia em que toda a comunidade se encontra
com o Senhor ressuscitado:
• Existem duas dimensões importantes de serem consideradas no
Domingo:
• Ele é “o primeiro dia da semana” memorial do primeiro dia da
criação: Gn. 1, 1-2. 4; 1, 3-5;
• É, ao mesmo tempo, o oitavo dia numa dimensão escatológica, que
inaugura aquele “que o Senhor fez”, o “dia que não conhece ocaso”:
• Por isso, a Igreja celebra o mistério pascal a cada oito dias, no
domingo.40
A Celebração Sacramental do Mistério Pascal
Quando celebrar?
• O ano Litúrgico
• Quem está no centro?
• CIC 1169
• Sendo assim, o mistério central da Páscoa, realizado uma vez
por todas, é celebrado, num ritmo diário, semanal e anual.
Tem um sentido crescente sendo o Tríduo Pascal a mais
importante de todas as celebrações anuais e ao mesmo tempo
ele se estende por todo o ano em cada celebração litúrgica da
Igreja.
• Jo 20, 26
A Celebração Sacramental do Mistério Pascal
Quando celebrar?
• O ano Litúrgico
• A igreja dedica e celebra também a vida dos santos (Santoral
no Ano litúrgico)
• Entre todos os santos, veneramos a Virgem Maria, com amor,
zelo e devoção. Modelo a ser seguido por todos nós.
• A liturgia das horas
• O Mistério da Páscoa penetra e transfigura o tempo.
• Para que dia e noite sejam consagrados ao Senhor, a Igreja
recomenda a Celebração da liturgia das horas.
A Celebração Sacramental do Mistério Pascal
Quando celebrar?
• A liturgia das horas
• É a oração pública da Igreja.
• “É verdadeiramente a voz da própria esposa que fala com o
esposo, e é até a oração de Cristo com seu corpo, ao Pai” (SC
84)
• As principais indicações:
• Que se harmonize a voz com o coração que reza;
• Que se adquira um conhecimento litúrgico e bíblico,
principalmente dos Salmos
A Celebração Sacramental do Mistério Pascal
Onde celebrar?
• Espaço significa dimensão indefinida. Por ser dimensão, temos a
capacidade de medir, de ir ao infinito. ME+DIR = ir a partir de mim;
MED+IR= ir ao outro, ir ao infinito.
• Os pagãos, egípcios, romanos e outros sempre tiveram dois espaços
separados: o fanum que significa o sagrado e o profanum que
significa o além do sagrado, ou após o sagrado.43
• Espaço sagrado - é o espaço onde Deus chama, convoca, fala,
celebra a Aliança.
• Jesus inaugura uma nova compreensão de espaço sagrado: (Cf. Jo. 4,
20-24).
• Os primeiros cristãos, afirmam: (Cf. At 17, 24). 45 Cf. Ef 2, 22; 1Pe 2,
4-5.
• A beleza é a síntese da bondade e verdade.48
A Celebração Sacramental do Mistério Pascal
• Peças existentes na Estrutura do Edifício Cristão
• A base do Edifício, o centro é Cristo, a rocha. A Missa é
composta por duas partes centrais: Liturgia da Palavra e
Liturgia Eucarística, assim, o espaço sagrado deverá ter duas
características principais: o da Palavra e o da Ceia. As peças
mais importantes são: O Altar, o Ambão e a Cadeira, e de
todos o Altar. Dada a sua importância devem ser fixos, do
mesmo material e de preferência sólidos.
• O Altar - É o sentido básico de orientação de um povo cristão:
conversus ad Dominum “voltados para o Senhor”. O Altar é
Cristo, por isso é o centro da igreja, é a Cruz do Senhor,50
onde se faz presente o Sacrifício da Cruz sob os sinais
sacramentais,51 a mesa onde os convidados recebem a Ceia do
Senhor.52
A Celebração Sacramental do Mistério Pascal
• Peças existentes na Estrutura do Edifício Cristão
• O Ambão - É o lugar da proclamação da Palavra de Deus. Do Ambão são
proferidas somente as leituras, o salmo responsorial e o precônio pascal;
também se pode proferir a homilia e as intenções da oração universal ou
oração dos fiéis.53
• A Cadeira - Cátedra ou Sede do Bispo ou do presbítero exprime a função
daquele que preside a assembléia e dirige a oração.
• O Tabernáculo - “Deve estar localizado nas igrejas em um dos lugares mais
dignos, com o máximo decoro. A nobreza, a disposição e a segurança do
tabernáculo eucarístico devem favorecer a adoração do Senhor realmente
presente no Santíssimo Sacramento do altar” (CIC 1183).
• O Batistério - Deve-se ter no Templo um lugar para a celebração do
Batismo, já que nele inicia-se a nossa vida cristã. Serve também para que
todos se lembrem das promessas feitas no batismo. Em geral ai está o Círio
Pascal o Altar dos santos óleos usados nos demais sacramentos.55
A Celebração Sacramental do Mistério Pascal
• Peças existentes na Estrutura do Edifício Cristão

• O Confessionário - Exige-se um lugar apropriado para acolher os


penitentes. A Igreja deve ser um espaço que convide ao
recolhimento e à oração silenciosa, que prolongue e interiorize a
grande oração da Eucaristia.

• O Átrio - A Igreja tem um sentido escatológico. Para entrar na casa


de Deus, é preciso atravessar um limiar, se trata de uma zona de
transição, de “passagem entre dois mundos”, espaço da purificação.
Lugar onde entramos no espaço daquele que nos santifica e envia ao
mundo. É o lugar por excelência que dá sentido à missão. A Igreja
visível simboliza a casa paterna para a qual o povo de Deus está a
caminho, por isso, deve ser belo, amplamente aberto, lugar de
acolhida do outro.
A Celebração Sacramental do Mistério Pascal

• 4.4 O Espaço Litúrgico é simbólico


• Os paramentos, sinais e demais espaços falam por si mesmos.
Quando o espaço é construído em vista do bom uso litúrgico, não é
preciso cartazes e outros artifícios explicando o significado das
coisas e da celebração. No entanto, é preciso uma educação dos
sentidos para se entrar na liturgia, e isto é tarefa da catequese
litúrgica.
• Na liturgia reza-se com tudo o que se vê, escuta, com todo o corpo.
Tudo deve ser autêntico:56 que o que deve ser pedra seja pedra e não
plástico que imita. Que as velas derretam e as flores sejam vivas, os
instrumentos sejam continuidades do respiro de uma garganta ou da
natureza e não meramente sons eletrônicos, por mais parecido que
possam ser, nada substitui o humano.57
A Celebração Sacramental do Mistério Pascal

• 4.4 O Espaço Litúrgico é simbólico


• Os paramentos, sinais e demais espaços falam por si mesmos.
Quando o espaço é construído em vista do bom uso litúrgico, não é
preciso cartazes e outros artifícios explicando o significado das
coisas e da celebração. No entanto, é preciso uma educação dos
sentidos para se entrar na liturgia, e isto é tarefa da catequese
litúrgica.
• Na liturgia reza-se com tudo o que se vê, escuta, com todo o corpo.
Tudo deve ser autêntico:56 que o que deve ser pedra seja pedra e não
plástico que imita. Que as velas derretam e as flores sejam vivas, os
instrumentos sejam continuidades do respiro de uma garganta ou da
natureza e não meramente sons eletrônicos, por mais parecido que
possam ser, nada substitui o humano.57
A Celebração Sacramental do Mistério Pascal

• Diversidade Litúrgica e Unidade do Mistério


• Os paramentos, sinais e demais espaços falam por si mesmos.
Quando o espaço é construído em vista do bom uso litúrgico, não é
preciso cartazes e outros artifícios explicando o significado das
coisas e da celebração. No entanto, é preciso uma educação dos
sentidos para se entrar na liturgia, e isto é tarefa da catequese
litúrgica.
• Na liturgia reza-se com tudo o que se vê, escuta, com todo o corpo.
Tudo deve ser autêntico:56 que o que deve ser pedra seja pedra e não
plástico que imita. Que as velas derretam e as flores sejam vivas, os
instrumentos sejam continuidades do respiro de uma garganta ou da
natureza e não meramente sons eletrônicos, por mais parecido que
possam ser, nada substitui o humano.57
A Celebração Sacramental do Mistério Pascal

• Liturgia e Cultura
• O mesmo vale para as diversas culturas, pois a celebração
litúrgica deve corresponder à cultura dos diferentes povos.
• Na liturgia, existe uma parte imutável - por ser de instituição
divina - e partes suscetíveis de mudança, que podem e até
devem se adaptar às culturas dos povos recentemente
evangelizados.
Economia Sacramental – A Celebração do Mistério
Cristão
• Celebração de toda a Igreja – é a “ação” do “Cristo todo” (“Christus
totus”). (CIC 1136)
• Liturgia Celeste – (CIC 1138) – É celebrar o mistério da salvação nos
sacramentos – profetas, santos, mártires...
• Liturgia Sacramental – (CIC 1140) – É toda a comunidade – são as
celebrações da Igreja – “sacramentos da unidade”
• “Estas celebrações pertencem a todo o corpo da Igreja [...] , mas atingem a
cada um de seus membros de modo diferente, conforme a diversidade de
ordens, ofícios e da participação atual efetiva.” (CIC 1140, 1372)

• O Espírito Santo é o pedagogo da fé do povo de Deus, o artífice das “obras-primas


de Deus”... (CIC1091)
Palavra final
Queridos jovens, ide com confiança ao encontro de
Jesus, e, como os novos santos, não tenhais medo de
falar d’Ele! Porque Cristo é a resposta verdadeira para
todas as perguntas sobre o homem e sobre o seu
destino. É preciso que vós, jovens, vos convertais em
apóstolos dos vossos coetâneos [contemporâneos].
Sei muito bem que isto não é fácil. Muitas vezes tereis
a tentação de dizer como o profeta Jeremias: “Oh!
Senhor, eu não sei exprimir-me, sou um jovem” (Jer 1,
6). Não desanimeis, porque não estais sozinhos: o
Senhor nunca deixará de vos acompanhar, com a sua
graça e com o dom do seu Espírito. (Madrid, 03/05/03)