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Estudo das propriedades físico-químicas dos fluídos de corte aplicados

na usinagem de metais
1 2 1, 2, 3
Afonso Carlos Oliver , Eli Jorge da Cruz Júnior , Daniel de Carvalho Secco³ UNESP, Faculdade
de Engenharia de Ilha Solteira, afonso.c.oliver@gmail.com
Palavras Chave: usinagem, fluidos de corte

Introdução Em seguida é tabelado os valores da tensão


superficial.
A grande utilização de fluidos de corte pela indústria
Tabela 2: Tensão superficial dos fluidos a 25°C
de processamento de metais deve-se à
Ângulo de Tensão superficial
necessidade de minimizar o calor gerado nas Fluido
[1] torção (N/m)
operações de usinagem . Os fluidos de corte
quando empregados corretamente elevam as taxas Água 41° 0,0756
Fluido 1 28° 0,0515
de remoção de material e a vida da ferramenta,
Fluido 2 27° 0,0496
melhoram o acabamento superficial, alcançam
Fluido 3 25° 0,0459
tolerâncias mais justas e um baixo consumo de
potência da máquina, acarretando no aumento da
[2]
produtividade e redução dos custos . O estudo As manchas de corrosão obtidas no papel filtro para
intrínseco de fluidos de corte para usinagem se cada fluido são ilustradas na figura 1.
torna importante para conhecermos suas
propriedades físico-químicas e relacioná-las com
sua capacidade de lubrificação, refrigeração e
corrosão. Esses dados são necessários para a
seleção e desenvolvimento dos fluidos de corte.

Material e Métodos Figura 1 Manchas de corrosão no papel filtro


Os fluidos de corte utilizados neste trabalho são Após análise dos resultados, o fluido 1 pode
fluidos semissintéticos fornecidos pela empresa comporta-se melhor como lubrificante, pois
Blaser Swisslube – Brasil. Também foi utilizado a apresenta uma viscosidade adequada e baixa
água que serviu de base para comparações. molhabilidade. Entretanto, o fluido 3 pode
O fluido 1 é um fluido sintético Blasocut BC 20. O comporta-se melhor como refrigerante, pois
fluido 2 é um fluido semissintético Blaser universal apresenta uma maior molhabilidade e uma baixa
2000 enquanto que o fluido 3 é um fluido sintético viscosidade. O fluido 2 pode comportar-se como
recém-desenvolvido pela Blaser que ainda não foi lubrificante e refrigerante ao mesmo tempo. Ambos
lançado no mercado. Os fluidos 1, 2 e 3, foram os fluidos apresentaram uma boa capacidade anti-
adicionados em água na proporção de 8%, 8% e corrosiva, sendo o fluido 1 o melhor.
3%, respectivamente, conforme indicação do
fabricante.
Para o ensaio de molhabilidade usou-se o Conclusões
equipamento de Du-Nouy de acordo com a norma
DIN 53914. Em seguida, para o ensaio de - Os ensaios de viscosidade, molhabilidade e
viscosidade utilizou-se o viscosímetro rotacional de corrosividade se mostraram bastante eficientes,
acordo com a norma DIN 53019. Finalmente, para o apresentando resultados condizentes com os
ensaio de corrosão utilizou-se o método do papel indicados pelo fabricante dos fluidos de corte.
- O fluido 1 é mais indicado para operações mais
filtro, de acordo com a norma DIN 53019.
severas de usinagem, devido a suão ação
Resultados e Discussão lubrificante.
- O fluido 2 pode ser utilizado em aplicações gerais,
pois tem uma ação refrigerante e lubrificante
As tabela 1 apresenta os valores das viscosidades mediana.
dinâmicas e da.tensão superficial dos fluidos. - O fluido 3 é recomendado para operações onde a
Tabela 1: Viscosidade dinâmica em Cp (centiPoise) geração de calor por atrito é pequena e a
refrigeração é necessária.
Temperatura
Fluido
30°C 40°C 50°C ____________________
Água 1,44 1,41 1,38
1
Fluido 1 1,71 1,47 1,38 FERRARESI, D. “Fundamento da usinagem dos
Fluido 2 1,83 1,55 1,50 metais”. São Paulo: Edgard Blücher, 1977. 751p.
2
Fluido 3 1,35 1,29 1,20 SHAW M. C., “Metal Cutting Principles”, Oxford
University Press, Great Britain, 1984.

XXIV Congresso de Iniciação Científica