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5 SÉRIE 6 ANO
ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS
Volume 2

EDUCAÇÃO
FÍSICA
Linguagens

CADERNO DO PROFESSOR
GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO
SECRETARIA DA EDUCAÇÃO

MATERIAL DE APOIO AO
CURRÍCULO DO ESTADO DE SÃO PAULO
CADERNO DO PROFESSOR

EDUCAÇÃO FÍSICA
ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS
5a SÉRIE/6o ANO
VOLUME 2

Nova edição

2014 - 2017

São Paulo
Governo do Estado de São Paulo
Governador
Geraldo Alckmin
Vice-Governador
Guilherme Afif Domingos
Secretário da Educação
Herman Voorwald
Secretária-Adjunta
Cleide Bauab Eid Bochixio
Chefe de Gabinete
Fernando Padula Novaes
Subsecretária de Articulação Regional
Rosania Morales Morroni
Coordenadora da Escola de Formação e
Aperfeiçoamento dos Professores – EFAP
Silvia Andrade da Cunha Galletta
Coordenadora de Gestão da
Educação Básica
Maria Elizabete da Costa
Coordenadora de Gestão de
Recursos Humanos
Cleide Bauab Eid Bochixio
Coordenadora de Informação,
Monitoramento e Avaliação
Educacional
Ione Cristina Ribeiro de Assunção
Coordenadora de Infraestrutura e
Serviços Escolares
Dione Whitehurst Di Pietro
Coordenadora de Orçamento e
Finanças
Claudia Chiaroni Afuso
Presidente da Fundação para o
Desenvolvimento da Educação – FDE
Barjas Negri
Senhoras e senhores docentes,

A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo sente-se honrada em tê-los como colabo-
radores nesta nova edição do Caderno do Professor, realizada a partir dos estudos e análises que
permitiram consolidar a articulação do currículo proposto com aquele em ação nas salas de aula
de todo o Estado de São Paulo. Para isso, o trabalho realizado em parceria com os PCNP e com
os professores da rede de ensino tem sido basal para o aprofundamento analítico e crítico da abor-
dagem dos materiais de apoio ao currículo. Essa ação, efetivada por meio do programa Educação
— Compromisso de São Paulo, é de fundamental importância para a Pasta, que despende, neste
programa, seus maiores esforços ao intensificar ações de avaliação e monitoramento da utilização
dos diferentes materiais de apoio à implementação do currículo e ao empregar o Caderno nas ações
de formação de professores e gestores da rede de ensino. Além disso, firma seu dever com a busca
por uma educação paulista de qualidade ao promover estudos sobre os impactos gerados pelo uso
do material do São Paulo Faz Escola nos resultados da rede, por meio do Saresp e do Ideb.

Enfim, o Caderno do Professor, criado pelo programa São Paulo Faz Escola, apresenta orien-
tações didático-pedagógicas e traz como base o conteúdo do Currículo Oficial do Estado de São
Paulo, que pode ser utilizado como complemento à Matriz Curricular. Observem que as atividades
ora propostas podem ser complementadas por outras que julgarem pertinentes ou necessárias,
dependendo do seu planejamento e da adequação da proposta de ensino deste material à realidade
da sua escola e de seus alunos. O Caderno tem a proposição de apoiá-los no planejamento de suas
aulas para que explorem em seus alunos as competências e habilidades necessárias que comportam
a construção do saber e a apropriação dos conteúdos das disciplinas, além de permitir uma avalia-
ção constante, por parte dos docentes, das práticas metodológicas em sala de aula, objetivando a
diversificação do ensino e a melhoria da qualidade do fazer pedagógico.

Revigoram-se assim os esforços desta Secretaria no sentido de apoiá-los e mobilizá-los em seu


trabalho e esperamos que o Caderno, ora apresentado, contribua para valorizar o ofício de ensinar
e elevar nossos discentes à categoria de protagonistas de sua história.

Contamos com nosso Magistério para a efetiva, contínua e renovada implementação do currículo.

Bom trabalho!

Herman Voorwald
Secretário da Educação do Estado de São Paulo
A NOVA EDIÇÃO
Os materiais de apoio à implementação f incorporar todas as atividades presentes
do Currículo do Estado de São Paulo nos Cadernos do Aluno, considerando
são oferecidos a gestores, professores e alunos também os textos e imagens, sempre que
da rede estadual de ensino desde 2008, quando possível na mesma ordem;
foram originalmente editados os Cadernos f orientar possibilidades de extrapolação
do Professor. Desde então, novos materiais dos conteúdos oferecidos nos Cadernos do
foram publicados, entre os quais os Cadernos Aluno, inclusive com sugestão de novas ati-
do Aluno, elaborados pela primeira vez vidades;
em 2009. f apresentar as respostas ou expectativas
de aprendizagem para cada atividade pre-
Na nova edição 2014-2017, os Cadernos do sente nos Cadernos do Aluno – gabarito
Professor e do Aluno foram reestruturados para que, nas demais edições, esteve disponível
atender às sugestões e demandas dos professo- somente na internet.
res da rede estadual de ensino paulista, de modo
a ampliar as conexões entre as orientações ofe- Esse processo de compatibilização buscou
recidas aos docentes e o conjunto de atividades respeitar as características e especificidades de
propostas aos estudantes. Agora organizados cada disciplina, a fim de preservar a identidade
em dois volumes semestrais para cada série/ de cada área do saber e o movimento metodo-
ano do Ensino Fundamental – Anos Finais e lógico proposto. Assim, além de reproduzir as
série do Ensino Médio, esses materiais foram re- atividades conforme aparecem nos Cadernos
vistos de modo a ampliar a autonomia docente do Aluno, algumas disciplinas optaram por des-
no planejamento do trabalho com os conteúdos crever a atividade e apresentar orientações mais
e habilidades propostos no Currículo Oficial detalhadas para sua aplicação, como também in-
de São Paulo e contribuir ainda mais com as cluir o ícone ou o nome da seção no Caderno do
ações em sala de aula, oferecendo novas orien- Professor (uma estratégia editorial para facilitar
tações para o desenvolvimento das Situações de a identificação da orientação de cada atividade).
Aprendizagem.
A incorporação das respostas também res-
Para tanto, as diversas equipes curricula- peitou a natureza de cada disciplina. Por isso,
res da Coordenadoria de Gestão da Educação elas podem tanto ser apresentadas diretamente
Básica (CGEB) da Secretaria da Educação do após as atividades reproduzidas nos Cadernos
Estado de São Paulo reorganizaram os Cader- do Professor quanto ao final dos Cadernos, no
nos do Professor, tendo em vista as seguintes Gabarito. Quando incluídas junto das ativida-
finalidades: des, elas aparecem destacadas.
Além dessas alterações, os Cadernos do possibilitando que os conteúdos do Currículo
Professor e do Aluno também foram anali- continuem a ser abordados de maneira próxi-
sados pelas equipes curriculares da CGEB ma ao cotidiano dos alunos e às necessidades
com o objetivo de atualizar dados, exemplos, de aprendizagem colocadas pelo mundo con-
situações e imagens em todas as disciplinas, temporâneo.

Seções e ícones

Leitura e análise Aprendendo a


aprender
Para começo de Você aprendeu?
conversa

?
!

Pesquisa individual Lição de casa

O que penso Situated learning


sobre arte?

Learn to learn Pesquisa em grupo

Homework Roteiro de
experimentação

Pesquisa de Ação expressiva


campo
Para saber mais Apreciação
SUMÁRIO
Orientação sobre os conteúdos do volume 7

Tema 1 – Esporte – Modalidade individual: ginástica artística (GA) 9


Situação de Aprendizagem 1 – Conhecimento declarativo sobre a ginástica 13
Situação de Aprendizagem 2 – O mundo em diferentes posições 20
Atividade Avaliadora 26
Proposta de Situações de Recuperação 27
Recursos para ampliar a perspectiva do professor e do aluno para a compreensão
do tema 27

Tema 2 – Organismo humano, movimento e saúde – Aparelho locomotor 28


Situação de Aprendizagem 3 – (Re)conhecendo meu corpo em movimento 31
Situação de Aprendizagem 4 – Identificação das estruturas na GA 37
Atividade Avaliadora 40
Proposta de Situações de Recuperação 40
Recursos para ampliar a perspectiva do professor e do aluno para a compreensão
do tema 43

Tema 3 – Esporte – Modalidade coletiva: handebol 44


Situação de Aprendizagem 5 – Familiarização com o handebol 47
Situação de Aprendizagem 6 – Qualificando o jogo de handebol 51
Atividade Avaliadora 56
Proposta de Situações de Recuperação 56
Recursos para ampliar a perspectiva do professor e do aluno para a compreensão
do tema 57

Tema 4 – Atividade rítmica – Noções gerais sobre ritmo e jogos rítmicos 58


Situação de Aprendizagem 7 – Apresentação ritmada 59
Situação de Aprendizagem 8 – No passo do compasso 66
Atividade Avaliadora 71
Proposta de Situações de Recuperação 71
Recursos para ampliar a perspectiva do professor e do aluno para a compreensão
do tema 74

Quadro de conteúdos do Ensino Fundamental – Anos Finais 75


Educação Física – 5a série/6o ano – Volume 2

ORIENTAÇÃO SOBRE OS CONTEÚDOS DO VOLUME


Professor, este Caderno foi elaborado para No tema Esporte – Modalidade coleti-
servir de apoio ao seu trabalho pedagógico va serão discutidos os aspectos técnico-tá-
cotidiano com a 5a série/6o ano do Ensino ticos do handebol, privilegiando situações
Fundamental. Os temas deste volume são centradas nos princípios operacionais dos
enfocados com base na concepção teórica da jogos esportivos coletivos, para permitir
disciplina, já explicitada anteriormente, fun- que os alunos identifiquem e caracterizem
damentada nos conceitos de Cultura de Movi- sua dinâmica de jogo, em termos de regras,
mento e Se-Movimentar. funções dos jogadores e ações de ataque e
defesa, aplicando os princípios técnico-tá-
Assim, pretende-se que as Situações de ticos aprendidos em situações de jogo – e
Aprendizagem aqui sugeridas para os temas também conheçam o processo histórico
Esporte, Atividade rítmica e Organismo hu- dessa modalidade.
mano, movimento e saúde possibilitem que
os alunos diversifiquem, sistematizem e apro- O tema Atividade rítmica estará cen-
fundem suas experiências do Se-Movimentar trado nas noções gerais sobre ritmo e sua
no âmbito das culturas gímnica, lúdica e es- presença no Se-Movimentar, por meio de
portiva, assim como proporcionar novas ex- elementos, como a acentuação, a frequên-
periências de Se-Movimentar, permitindo a cia, o espaço, a forma, o movimento e o
eles ressignificar experiências já vivenciadas. repouso, a tensão e o relaxamento. Preten-
Espera-se que o enfoque adotado para o de- de-se que os alunos percebam o ritmo do
senvolvimento dos conteúdos deste volume próprio corpo e dos movimentos, associan-
seja compatível com as intencionalidades do do-os, especialmente, a diferentes estilos de
projeto político-pedagógico de cada escola. músicas e danças brasileiras.

O tema Esporte – Modalidade individual As estratégias escolhidas – que incluem


abordará a ginástica artística (GA) com base em pesquisas sobre os temas, vivência de exer-
seu processo histórico e em seus principais gestos cícios e movimentos específicos, elaboração
e regras. A intenção é que os alunos consigam de pequenas descrições escritas, a projeção
relacionar diferentes movimentos do cotidiano de vídeos, elaboração de desenhos etc. – pos-
com a GA, além de identificar e nomear seus sibilitam aos alunos a reflexão com base no
gestos e movimentos, associando-os aos exercí- confronto de suas próprias experiências de
cios e aparelhos obrigatórios da modalidade. Se-Movimentar com a sistematização e o
aprofundamento dos conhecimentos no âm-
Em relação ao tema Organismo humano, bito da Cultura de Movimento. As Situações
movimento e saúde, a ênfase será dada na com- de Aprendizagem sugeridas privilegiam os
preensão inicial sobre o aparelho locomotor, ne- jogos rítmicos, aqui entendidos como proces-
cessária para a prática de várias manifestações sos que despertam combinações de esforços
da Cultura de Movimento. Espera-se também acompanhadas/estruturadas por determina-
nesse tema que os alunos possam identificar e das regras (como a organização dos com-
nomear as estruturas do aparelho locomotor passos, um tipo de movimento), além de
com a GA, desenvolvida neste volume, e com o possuírem o caráter lúdico e o potencial de
futsal, desenvolvido no semestre anterior. criação e/ou realização coletiva.

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Os procedimentos propostos para a ava- Aprendizagem como as únicas a serem reali-
liação caminham na direção de uma avaliação zadas, nem restringir sua criatividade, como
integrada ao processo de ensino e aprendi- professor, para outras atividades ou varia-
zagem, sem estabelecer procedimentos iso- ções de abordagem dos mesmos temas.
lados e formais. As Atividades Avaliadoras
devem favorecer a geração, por parte dos Nesse mesmo sentido, o Caderno do Aluno
alunos, de informações ou indícios, qualita- é mais um instrumento para servir de apoio
tivos e quantitativos, verbais e não verbais, ao seu trabalho e ao aprendizado dos alunos.
que serão interpretados pelo professor, nos Elaborado com base no Caderno do Profes-
termos das competências e habilidades que sor, esse material adicional não tem a preten-
se pretende desenvolver em cada tema/conte- são de restringir ou limitar as possibilidades
údo. Privilegia-se a proposição de Situações do seu fazer pedagógico.
de Aprendizagem que favoreçam a aplicação
dos conhecimentos em situações reais e a ela- De acordo com o projeto político-pe-
boração de textos-síntese relacionados aos dagógico da escola e do planejamento do
temas abordados. São também priorizados componente curricular, é possível que os
os questionamentos dirigidos aos alunos ao temas nele elencados, selecionados entre os
longo das aulas, para que se verifique a com- propostos no Caderno do Professor, não
preensão dos conteúdos e a aquisição das coincidam com as atividades que vêm sen-
competências e habilidades propostas. do desenvolvidas na escola. Neste caso, a
expectativa é subsidiar o seu trabalho para
A quadra é o tradicional espaço de aula que as competências e habilidades propos-
de Educação Física, mas algumas Situações tas, tanto no Caderno do Professor quanto
de Aprendizagem aqui sugeridas poderão ser no Caderno do Aluno, sejam alcançadas.
desenvolvidas no espaço convencional da sala
de aula, no pátio externo, na biblioteca, na Para otimizar o tempo pedagogicamente
sala de informática ou de vídeo, bem como necessário para a aula, o Caderno do Aluno
em espaços da comunidade local, desde que apresenta as Situações de Aprendizagem de
compatíveis com as atividades programadas. caráter teórico, também propostas no Cader-
Algumas etapas podem ser também realizadas no do Professor, como sugestões de pesquisa e
pelos alunos como atividade extra-aula (pes- atividades de lição de casa. Além disso, traz,
quisas, produção de textos etc.). em todos os volumes, dicas sobre nutrição e
postura, a fim de contribuir para a construção
As orientações e sugestões a seguir têm da autonomia dos alunos, um dos princípios
por objetivo oferecer-lhe subsídios para o do Currículo da disciplina.
desenvolvimento dos temas apresentados.
Não pretendem apresentar as Situações de Isto posto, professor, bom trabalho!

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Educação Física – 5a série/6o ano – Volume 2

TEMA 1 – ESPORTE – MODALIDADE INDIVIDUAL:


GINÁSTICA ARTÍSTICA (GA)

A ginástica, como manifestação do ser relhos localizados em uma floresta voltada


humano, vem ao longo da história se consti- para a formação de ginastas com interesses
tuindo de diferentes maneiras. A preocupação patrióticos. O “cavalo” para o treinamento foi
com o exercício físico acompanha o ser hu- construído em madeira para que os ginastas
mano desde a pré-história, período no qual a se tornassem hábeis na hora em que precisas-
sobrevivência era a sua maior preocupação: sem ficar em pé ou girar sobre a coluna do
defender-se e atacar sempre que necessário. verdadeiro cavalo enquanto este seguisse em
grande velocidade contra o inimigo.
Na Grécia, a ginástica foi marcada por

© Bettmann/Corbis/Latinstock
contradições apontadas por Platão na busca
do homem harmonioso, de alma purificada e
corpo sadio. Na Idade Média, as festividades e
os jogos marcavam os primeiros indícios para
o que mais tarde se tornariam os métodos gi-
násticos clássicos. Hoje, a ginástica artística
(GA), modalidade esportiva individual cuja
essência percorreu a história da humanidade,
configura-se como um dos mais belos espetá-
culos do ponto de vista estético e da supera-
ção de limites, marcada por gestos corporais
fortes – graciosamente alinhados e tensiona-
dos, suspensos, invertidos e equilibrados no
solo, apoiados ou não em aparelhos, sempre
testando os limites da gravidade.
Figura 1 – Salto sobre o cavalo.

No mundo contemporâneo, o corpo e a Durante os Jogos Olímpicos de Atenas de


arte de se exercitar livremente assumem as 1896, os movimentos que caracterizavam a gi-
mais diversas características, cujos símbolos e nástica – conhecida por ginástica olímpica –
códigos estão presentes no jogo, no esporte, consistiam, entre outras provas, em exercícios
na dança, na luta, na capoeira e na ginástica. nas barras paralelas (individual e por equipe),
na barra fixa (individual e por equipe), no ca-
Como modalidade esportiva individual, a valo com alças, em salto sobre o cavalo e em
GA surgiu no século XIX, em um contexto subida em cordas verticais. As provas eram
marcado por exercícios preparatórios para a exclusivamente masculinas.
guerra. Seu idealizador foi o alemão Johann
Friedrich Ludwig Jahn, também conhecido Em 1900, quando os Jogos Olímpicos ocor-
como “o pai da ginástica”. reram em Paris, a competição combinou pro-
vas realizadas nos jogos de Atenas com os
A GA teve sua origem em uma espécie exercícios de salto em altura, salto com vara,
de “grande playground” com diferentes apa- salto em distância e o histórico cabo de guerra.

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© Bob Thomas/Popperfoto/Getty Images

Figura 2 – Ginástica: demonstração de exercício em barras paralelas.

Em 1904, em Saint Louis (Estados Unidos aliadas à diversidade de estilos e aparelhos,


da América), foram incluídos os exercícios motivaram também a necessidade de defini-
de suspensão nas argolas. Já em Estocolmo ção quanto às suas regras.
(Suécia), em 1912, os exercícios no solo ca-
racterizavam-se por deixar as mãos livres e Foi em 1952, em Helsinque (Finlândia),
marcar a criatividade nas apresentações. que a GA iniciou seu período como esporte
(no conceito atual de fenômeno social), quan-
O ano de 1928, em Amsterdã (Holanda), do as regras para julgamento dos exercícios
foi um marco para as mulheres, que até en- foram uniformizadas e definidas por meio
tão disputavam oficialmente as competições de um código de pontuação. Foi nessa edi-
esportivas apenas em demonstrações. Os exer- ção dos Jogos Olímpicos que, pela primeira
cícios femininos em conjunto eram realizados vez, as provas deixaram de ser realizadas em
nas barras paralelas masculinas baixas. local aberto.

Na cidade de Berlim (Alemanha), em 1936, As quatro provas tradicionais femininas


as competições masculinas nos seis aparelhos (individual geral e por equipe) – salto, barras
(solo, cavalo, argolas, barras paralelas, salto e paralelas assimétricas, trave de equilíbrio e
barra fixa) e os exercícios femininos (paralelas solo – foram incluídas nos Jogos Olímpicos de
assimétricas, solo e trave de equilíbrio) impri- Roma (Itália), em 1960. O programa femini-
miram a imagem da ginástica: técnica, força no, a exemplo do masculino, não sofreu alte-
e habilidades complexas. Diferentes provas, rações significativas desde então.

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Educação Física – 5a série/6o ano – Volume 2

© IOC Olympic Museum/Hulton Archive/Getty Images


Figura 3 – Estocolmo, julho de 1912, 5a edição dos Jogos Olímpicos modernos.

Informações básicas sobre a GA

f Posições básicas do corpo: estendida, grupada, carpada, afastada, afastada-carpada, em situa-


ções de equilíbrio, suspensão e apoio.
f Competições: por equipe, individual geral e individual por aparelho.
f Provas ou aparelhos de competição:
– Femininas: salto sobre a mesa, paralelas assimétricas, trave de equilíbrio e solo.
– Masculinas: solo, cavalo com alças, argolas, salto sobre a mesa, barras paralelas e
barra fixa.
f Os movimentos característicos da GA envolvem: giros sobre si mesmo, aberturas e fechamen-
tos, passar por apoios invertidos, saltos e aterrissagens, equilíbrios com diferentes apoios, des-
locamentos com diferentes apoios (bipedia, quadrupedia), suspensões, balanceios e volteios.
© Bob Thomas/Getty Images

Figura 4 – Exercício de equilíbrio na trave.

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© Mike Powell/Allsport Concepts/
© William Sallaz/Bridge/ Getty Images
© William Sallaz/Duomo/ Corbis/Latinstock
Corbis/Latinstock
© David Woolfall/
The Image Bank/Getty Images

(barras paralelas).
Figura 9 – Carpado
Figura 5 – Barras assimétricas.

Figura 7 – Giros (barra fixa).

Figura 11 – Afastado (barra fixa).


Alguns movimentos e aparelhos da GA:

© Paulo Manzi
© Mojgan B. Azimi/ © Matthias Tunger/ © John Lamb/
The Image Bank/Getty Images The Image Bank/Getty Images The Image Bank/Getty Images

(solo).
(barras assimétricas).
Figura 8 – Suspensões

Figura 12 – Estendido
Figura 6 – Salto sobre a mesa.

Figura 10 – Grupado (trave).


Educação Física – 5a série/6o ano – Volume 2

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 1
CONHECIMENTO DECLARATIVO SOBRE A GINÁSTICA

O universo da ginástica, especificamen- escola apresentam possibilidades de iden-


te da GA, está presente em diferentes si- tificar, perceber e reconhecer determina-
tuações do cotidiano dos alunos. As brin- dos gestos e movimentos que caracterizam
cadeiras e os jogos realizados na rua ou na a GA.

Conteúdo e temas: a GA no cotidiano dos alunos: exploração de movimentos; os gestos e os movimen-


tos da GA presentes nos jogos e nas brincadeiras de rua.
Competências e habilidades: identificar e relacionar diferentes movimentos do cotidiano com a GA.
Sugestão de recursos: banco sueco, cordas, trave, arcos, colchonete ou colchões de ginástica, placas de
EVA, bastões de madeira, aparelho de som, giz branco e colorido, folha de papel kraft.

Desenvolvimento da Situação de f É possível realizar um salto sobre um ob-


Aprendizagem 1 jeto ou sobre uma pessoa? Como fazer
isso?
Etapa 1 – Letra a... altura! Letra b... f Quem sabe ou conhece a brincadeira “plan-
beleza! Letra c... colchão! Letra d... tar bananeira”? E a “estrelinha”?
Daiane dos Santos! f Como fazer para suspender (elevar/levan-
tar) o próprio corpo? E o corpo do colega,
Inicialmente, solicite aos alunos que es- pode ser suspendido (elevado/levantado)?
crevam em uma folha tudo o que conhecem f É possível transportar (carregar) o colega
sobre a GA, como se fosse o jogo/a brinca- nos braços? Como?
deira stop. O professor menciona uma letra e f É possível equilibrar-se em uma perna só?
os alunos escrevem algo sobre o referido as- f É possível equilibrar-se e flexionar o tronco
sunto; depois de um tempo, o professor fala sem cair?
stop e todos param de escrever, aguardando a f É possível equilibrar-se em uma perna só e
próxima letra. Ao final, todos compartilham andar ou saltar?
com a turma o que escreveram, podendo, se f É possível deitar no chão, unir as duas per-
quiserem, pontuar seus acertos. Esse jogo nas e elevá-las? Como?
auxiliará na compreensão dos conceitos que f E com as pernas afastadas? É mais fácil
serão vivenciados nas próximas etapas. elevá-las?

Na sequência, faça algumas perguntas solici- Etapa 2 – Reconhecendo os movimentos e


tando aos alunos que realizem movimentos ou os gestos no cotidiano
gestos como forma de resposta. Por exemplo:
Para esta etapa, é necessário providen-
f É possível andar e correr usando as mãos? ciar imagens ou vídeos com alguns movi-
f O que é ou como se realiza uma cambalhota? mentos realizados na etapa anterior ou soli-
f A cambalhota pode ser feita só para a frente? citar aos alunos que façam uma pesquisa de
f Quais as diferentes maneiras de realizar imagens associando os movimentos e gestos
um salto? realizados.

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Os alunos podem utilizar o laboratório Para a realização dos rolamentos, solicite aos
de informática, pois a internet pode ser um alunos que os realizem da maneira como sabem.
meio de visualizar esses gestos e movimentos. Durante a vivência, lance ideias e dicas para
Dê prioridade para os que são realizados no orientar os movimentos, como: impulsionar o
chão, para caracterizar os exercícios de solo corpo para a frente, flexionar os dois cotovelos,
da GA. Depois, peça aos alunos que realizem encostar o queixo no peito, encostar a nuca no
diferentes saltos, giros, corridas e rolamentos, chão etc., para que percebam e identifiquem
nos planos alto, médio e baixo. como se realiza o rolamento para a frente.

No decorrer da criação desses movimen- Em outro momento da vivência do ro-


tos, conceitue os saltos grupados, carpados, lamento, apresente as finalizações do movi-
estendidos e afastados, de modo a facilitar a mento, sugerindo a sua realização grupada,
compreensão deles em outras situações. Nes- carpada e afastada.
se momento, será possível descobrir o nível
de conhecimento dos alunos para um futuro Professor, faça uma reflexão com
agrupamento em pares avançados, mesclando os alunos sobre as considerações
os que conhecem ou sabem realizar determi- apresentadas nas questões da seção
nados movimentos com aqueles que estão ain- “Para começo de conversa”, no Ca-
da em processo de aprendizagem. derno do Aluno.
© Tyler Edwards/Digital Vision/Getty Images

Quem nunca brincou de “plantar bananei- O desempenho do Brasil nessa modalidade


ra” ou de “virar estrela”? tem melhorado nas competições internacio-
nais, e hoje há alguns ginastas que já consegui-
Pois é, os dois são movimentos de ginásti- ram colocar o nome do país na história dessas
ca. Mas não uma ginástica qualquer. São mo- competições. Vamos ver se você está ligado no
vimentos da ginástica artística (GA), que há mundo do esporte e da GA.
bem pouco tempo era chamada de ginástica
olímpica. Trata-se de uma modalidade esporti- 1. Em 2003, uma brasileira conseguiu um
va individual, isto é, o desempenho durante a fato inédito para a história da GA do país.
competição depende apenas do próprio ginasta. Ela conquistou uma medalha de ouro no

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Educação Física – 5a série/6o ano – Volume 2

campeonato mundial da modalidade, no (X) Cavalo com alças.


aparelho solo. Nessa competição, ela rea- (X) Paralelas assimétricas.
lizou um movimento denominado “duplo ( ) Arcos.
twist carpado”, que passou a se chamar (X) Barra fixa.
“Dos Santos” em sua homenagem. Você (X) Barras paralelas.
sabe quem é essa ginasta? Coloque o nome (X) Salto sobre a mesa.
dela a seguir. ( ) Bola.
Daiane dos Santos. (X) Trave de equilíbrio.
( ) Peteca.
2. Há outro movimento que também rece-
beu o nome de um ginasta brasileiro, por 5. Desses aparelhos, seis fazem parte das
ele ter sido o primeiro a realizar o “duplo competições masculinas. Quais são eles?
twist carpado com mortal na segunda pi- Relacione-os a seguir.
rueta”. O movimento passou a ser conhe-
cido como “Hypolito”. Esse esportista tem a) Solo.
uma irmã, que também é ginasta e integra b) Barra fixa.
a equipe nacional de GA feminina. Você c) Barras paralelas.
sabe o nome dele? d) Argolas.
Diego Hypolito. e) Cavalo com alças.
f) Salto sobre a mesa.
3. E a irmã desse ginasta, você sabe quem é?
Caso você se lembre, escreva o nome dela 6. Quatro deles fazem parte das competições
a seguir. femininas. Quais são?
Daniele Hypolito.
a) Solo.
A GA é uma modalidade olímpica desde b) Paralelas assimétricas.
que os Jogos Olímpicos foram restabelecidos c) Trave de equilíbrio.
pelo Barão de Coubertin, em 1896, e a partir d) Salto sobre a mesa.
de então sempre esteve nos programas olímpi-
cos. Costuma ser muito aguardada por todos, Professor, solicite que os alunos
pois é um show de beleza, habilidade e destreza. observem as posições corporais
nas imagens e completem as
Vejamos se você conhece alguns aspec- questões apresentadas na seção
tos importantes das competições de gi- “Pesquisa individual”, no Caderno do Aluno.
nástica artística. Tente se lembrar do que
assistiu pela TV ou internet da Olimpíada O corpo humano pode assumir diferentes
mais recente que você acompanhou. posições, parado ou em deslocamento. Por
exemplo, estar em pé é uma posição corpo-
Nas competições de GA, os ginastas têm ral. Se um ginasta fica em pé, com os braços
de se apresentar em diferentes aparelhos, que elevados, como aparece na primeira imagem,
compõem o conjunto de provas da competição. dizemos que essa é uma posição estendida. O
corpo também fica estendido durante muitos
4. Assinale com um X os aparelhos da GA. movimentos da GA. Veja na segunda imagem
uma passagem em apoio sobre uma das mãos
( X ) Solo. em uma sequência de movimentos sobre o ca-
( X ) Argolas. valo com alças.

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© Mike Powell/Allsport Concepts/Getty Images

Observe as posições corporais nas imagens


a seguir:

© Erik Isakson/Rubberball
Productions/Getty Images
Carpado-afastado.

© Dorling Kindersley/Getty Images


© Patrik Giardino/Corbis/Latinstock

Grupado.
© Dorling Kindersley/Getty Images

Algumas outras posições corporais mui-


to comuns na GA são as posições carpadas,
afastadas e grupadas. Há variações das po-
sições das pernas, do tronco em relação às
pernas e também uma combinação entre elas. Estendido.

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Educação Física – 5a série/6o ano – Volume 2

© Chris Garrett/Photonica/Getty Images


© Dorling Kindersley/Getty Images

c) Grupado.
Carpado.

© Ghislain & Marie David de Lossy/


The Image Bank/Getty Images
1. Há posições corporais do dia a dia que
também são executadas na GA. Identi-
fique as posições corporais (estendido,
grupado etc.) nas imagens a seguir, regis-
trando-as no espaço correspondente:
© David Madison/Allsport
Concepts/Getty Images

a) Estendido.
© Kane Skennar/Digital Vision/Getty Images

d) Carpado-afastado.

2. Faça uma lista de outros movimentos que


você observa no dia a dia e que envolvem
as posições estudadas.
Nesta atividade, espera-se que o aluno consiga listar outros
movimentos, como por exemplo: saltar para alcançar um
objeto (estendido), manobras de skate (grupado), saltar
para dentro de uma piscina (estendido, grupado, afastado,
b) Carpado. carpado) etc.

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Etapa 3 – Eu e meus colegas... desafios carpado (joelhos estendidos e pernas unidas
para saltar com o quadril flexionado).

Uma sugestão relacionada ao aparelho Etapa 4 – Eu e meus colegas... desafios de


solo e ao salto sobre a mesa é a brincadei- equilíbrio!
ra de “pular sela” ou, de acordo com algu-
mas obras do pintor Cândido Portinari, o A brincadeira “amarelinha” é muito conhe-
“pular carniça”. A altura e a distância da cida pelos alunos e apresenta uma infinidade
sela poderão ser definidas pelos alunos; é de combinações gestuais, sendo muito motiva-
interessante propor à turma uma sequência dora quando acompanhada de desafios, como
de selas (formada por trios, quartetos, saltar duas casas ou modificar o formato carac-
quintetos etc.). terizado como tradicional.
© João Cândido Portinari/Acervo do Projeto Portinari

Solicite aos alunos que desenhem a ama-


relinha que conhecem, com giz branco ou co-
lorido, no chão da quadra. Se preferir, utilize
arcos e/ou cordas para fazer outro traçado
desejado. Os saltos podem ser feitos com o
apoio de ambas as pernas ou com as pernas
alternadas, ora à direita, ora à esquerda. É im-
portante que os alunos procurem não perder o
equilíbrio durante a vivência.

Proponha também o jogo “mãe da rua”,


que estimula atividades de equilíbrio, mui-
to evidenciado em outros aparelhos da GA,
como a trave.
Figura 13 – PORTINARI, C. Meninos pulando carniça,
1939, pintura a óleo sobre tela, 59,5 cm x 72,5 cm.
A trave é um aparelho que pode ser adaptado
Outra brincadeira, bastante conhecida, que na escola com um banco sueco invertido ou até
poderá ser sugerida é o “duro-mole com pula mesmo com cordas ou tiras de papel, papelão ou
sela”, na qual quando alguém é pego deve ficar tecidos, com largura aproximada da trave. Outra
parado com a coluna curvada (tronco flexiona- possibilidade é providenciar suportes e apoiar
do) e abaixado até ser salvo, com um ou dois toras de madeira em locais como o playground –
saltos sobre a sela, por quem estiver livre. se a escola ou a comunidade possuir um – a fim
de simular o andar sobre uma trave.
O “pular sapo” é outra possibilidade. Ao
colocar os membros superiores no solo e im- Partindo de músicas com diferentes ritmos,
pulsionar os membros inferiores para a frente, os alunos poderão realizar movimentos bási-
procurando distâncias e direções variadas, os cos (corridas, saltos, giros, rolamentos). Ao pa-
alunos podem comparar o movimento com o rar a música, a turma, individualmente ou em
salto grupado. grupos, realizará uma situação de equilíbrio
estático, com variados apoios solicitados pelo
Se sentir necessidade, apresente a eles a po- professor. Essa proposta permitirá um diálogo
sição de cada salto: grupado (os dois joelhos com outras possibilidades da GA, como a pre-
flexionados), afastado (pernas afastadas) e sença da música e da dança.

18
Educação Física – 5a série/6o ano – Volume 2

© Carol Whaley Addassi/The Image Bank/Getty Images

© Dorling Kindersley/Getty Images


b)

Grupada.

© International Rescue/
Stone/Getty Images
c)

Figura 14 – Amarelinha: equilíbrio e salto.

Professor, solicite aos alunos


que observem as imagens e res- Carpada.
pondam às questões da seção

© International Rescue/Stone/
Getty Images
“Você aprendeu?”, no Cader- d)
no do Aluno.

Observe as imagens a seguir e troque ideias


com seus colegas para responder às questões.

1. Qual é a posição corporal em que o exe-


cutante se encontra: estendida, grupada,
carpada, afastada ou combinada (carpada-
-afastada, por exemplo)? Afastada.
© Mike Powell/Allsport Concepts/Getty Images

a) 2. Como o executante se encontra em cada


uma das situações apresentadas (equilibra-
do, apoiado ou suspenso)? Discuta com
seus colegas.
© Scott McDermott/
Corbis/Latinstock

a)

Estendida. Suspenso.

19
b) © Ryan McVay/Allsport Concepts/Getty Images
c)

© Mike Powell/Allsport Concepts/Getty Images


Apoiado. Equilibrado.

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 2
O MUNDO EM DIFERENTES POSIÇÕES
As posições invertidas e as suspensões característicos da GA. É importante que os
também compõem o universo cotidiano dos alunos relacionem as vivências com os ges-
alunos. Alguns jogos e brincadeiras apresen- tos e os movimentos dessa modalidade es-
tam possibilidades de perceber, identificar e portiva e colaborem entre si no processo de
nomear determinados gestos e movimentos realização deles.

Conteúdo e temas: os exercícios de solo e suspensão na GA; associação dos movimentos com regras da GA.
Competências e habilidades: identificar e nomear os gestos e os movimentos da GA associando-os aos
exercícios e aparelhos obrigatórios; reconhecer a importância de condutas colaborativas na execução
dos movimentos da GA.
Sugestão de recursos: colchões ou colchonetes, bastões de madeira, playground.

Desenvolvimento da Situação de Sugira que retomem o movimento da “estre-


Aprendizagem 2 linha”. Organize-os em grupos e preocupe-se
em garantir que em cada grupo tenha pelo
Etapa 1 – Percebendo o mundo de cabeça menos um aluno que saiba fazer o movimen-
para baixo... com dois apoios! to. Lembre esse aluno que ele deve auxiliar
os outros integrantes do grupo. Considere os
Na primeira Situação de Aprendizagem momentos de diálogo com os alunos, valori-
foram identificados os alunos que conseguem zando o que eles conhecem, sabem e percebem
realizar movimentos em posições invertidas. sobre o conteúdo.

20
Educação Física – 5a série/6o ano – Volume 2

© João Cândido Portinari/Acervo do


Projeto Portinari
Etapa 2 – O mundo de cabeça para
baixo... com três apoios... com dois apoios!

Solicite aos alunos que se organizem em


duplas. Cada dupla utilizará um giz para ris-
car um triângulo no chão ou no colchão. Um
dos alunos colocará a cabeça (apoio sobre a
testa) em uma das pontas do triângulo e as
mãos nas outras pontas, levando o corpo à
frente até o seu peso ficar distribuído sobre
os três apoios. Ele deve elevar uma perna por
vez, procurando alcançar a posição inverti-
da, com pernas estendidas e unidas. O outro Figura 15 – PORTINARI, C., Meninos brincando,
aluno apoiará/auxiliará o movimento ficando 1955, pintura a óleo sobre tela, 60 cm x 72,5 cm.
na frente do colega, apoiando lateralmente
sua perna (no momento em que este assume a Com o enfoque ainda no aparelho solo,
posição invertida), segurando-o pelas pernas motive a turma a se reunir em grupos de cinco
para que ele não caia (parada com três apoios ou seis alunos para que organizem uma com-
– parada de cabeça). Como sugestão de expe- binação dos movimentos vivenciados, orga-
rimentação, proponha a realização da parada nizando uma sequência de exercícios de solo,
de cabeça próxima a uma parede. como as que existem nas competições de GA.

É importante que as outras etapas tenham Etapa 3 – Carregando meus colegas... ou


propiciado aos alunos situações nas quais melhor, suspendendo meus amigos!
possam confiar no colega para realizar dife-
rentes movimentos, motivo pelo qual as con- Após o aparelho solo, já é possível trazer al-
dutas colaborativas devem ser enfatizadas. guns elementos que serão identificados em ou-
tros aparelhos. Para iniciar, há a possibilidade de
Para a exploração do movimento da pa- utilizar cabos de vassoura ou bastões de madeira
rada de mãos, pode-se solicitar inicialmen- (certifique-se das condições e da quantidade ne-
te aos alunos que realizem o movimento da cessária dos materiais), para que os alunos ana-
“estrela”. Na sequência, eles poderão execu- lisem e percebam o que é estar em apoio e em
tar o movimento, utilizando somente os dois suspensão. Os apoios e as suspensões são movi-
apoios (mão-mão), realizando um movimen- mentos característicos das barras e das argolas.
to com as pernas chamado “tesourinha”, ou
seja, impulsiona-se uma perna no ar, trocam- A situação de carregar o outro em cadeirinha
-se as pernas no ar, retornando-as para o solo, torna perceptível, para aquele que carrega, os
sucessivamente. Nesta vivência, talvez nem diferentes pesos, o que permite classificar estes
todos os alunos consigam realizar a parada de pesos e buscar certa compensação, conforme a
mãos propriamente dita (dois apoios). autopercepção corporal. Em seguida, agrupe os
alunos em trios ou em quartetos e, com os bas-
Posteriormente, remeta à brincadeira de tões de madeira ou cabos de vassoura, proponha
“plantar bananeira” e proponha aos alunos a situações de apoio (movimentos com predomi-
realização do movimento, ficando com os dois nância nos membros inferiores) e de suspensão
apoios (mãos) sobre um colchão ou colchone- (movimentos com predominância nos membros
te, elevando e apoiando as pernas na parede. superiores). Por exemplo: dois alunos seguram

21
nas extremidades dos bastões e um terceiro fica- Por exemplo, o trepa-trepa poderá servir
rá em suspensão, realizando balanceios. Outra de barras, conforme algumas das sequências:
maneira é ir alternando as empunhaduras. Os
alunos que já se sentirem confiantes poderão f deslocar-se na posição grupada, ou seja,
tentar ficar em pé nos bastões. Nesse momento, com os membros inferiores flexionados em
faça relação com as barras assimétricas, simétri- direção ao tronco;
cas ou paralelas e a fixa. f balanço nas barras, segurando em ambas:
na posição estendida, com a predominân-
Caso as traves do gol estejam em perfeitas cia dos membros inferiores; evidenciando
condições e sem ganchos, bem fixadas ao chão, o movimento articular de retroversão e
utilize-as para que os alunos experimentem os anteversão, semelhante a um pêndulo;
movimentos. Lembre-se de preservar a segurança f andar em pé sobre as barras;
dos alunos. Organize-os em quartetos. É impor- f andar engatinhando sobre as barras;
tante colocar colchões embaixo da trave e uma f pendurar-se nas barras e ir se deslocando,
cadeira nas suas laterais como auxílio para que trocando a empunhadura;
os alunos possam subir e descer. No início da f esquadro: sentado, membros inferiores na
atividade, um colega acompanha e observa late- posição afastada, segurando nas barras
ralmente como o companheiro se desloca ou se e realizando um movimento de apoio, ou
movimenta. Este deve se deslocar em suspensão seja, mantendo todo o peso do corpo nos
de frente, ou seja, pendurado, o que coloca a força membros superiores enquanto os mem-
predominante nos membros superiores. Outras bros inferiores permanecem em isometria;
maneiras de se deslocar na trave são de costas e f carpado: em apoio na posição carpada
lateralmente ou em posição estendida, trocando (pernas unidas estendidas com flexão de
a empunhadura (segurar com as mãos, ora com quadril), ou seja, membros inferiores à
a direita, ora com a esquerda). frente na altura da barra paralelamente.
Num primeiro momento parado e, poste-
Outra sugestão que pode ser explorada para riormente, em movimento. Todos os mo-
simular os movimentos realizados nas barras é vimentos descritos neste parágrafo devem
utilizar um playground (relacionar com o histó- acontecer com os cotovelos estendidos,
rico da GA), se a escola ou comunidade pos- por segurança.
suir algum.
Etapa 4 – Reconhecendo os gestos e os
movimentos característicos da GA
© George Marks/Retrofile/Getty Images

Organize os alunos em grupos mistos de


cinco ou seis componentes e escolha ou sor-
teie dois movimentos característicos da GA
para que eles realizem.

Peça a todos que apreciem a execução e


apontem se os gestos e os movimentos exe-
cutados correspondem aos nomes aprendi-
dos nas etapas anteriores.

Professor, solicite aos alunos que


analisem as imagens da área assina-
Figura 16 – Posição invertida e suspensão. lada e respondam as atividades da

22
Educação Física – 5a série/6o ano – Volume 2

seção “Lição de casa” e, depois, que escrevam em 2007. Na primeira imagem, a área assina-
no diagrama os nomes destacados em verme- lada com a letra (A) destina-se às provas de
lho na seção “Desafio!”, no Caderno do Aluno. solo; a área assinalada com a letra (B) é a das
argolas; e o salto sobre a mesa é realizado na
As imagens a seguir são da arena em que área (C). Na segunda imagem, vê-se a área
foram realizadas as competições de GA dos das paralelas assimétricas (D) e, ao fundo, a
Jogos Pan-Americanos no Rio de Janeiro, área das provas de solo (A).

Fotos: © Claudio Lara


A B

23
© Dominique Douieb/PhotoAlto
Agency Collections/Getty Images
1. Analise com cuidado as duas imagens. Ne-
las, há duas ginastas executando os movi-
mentos na paralela assimétrica e na mesa
para saltos. Sobre que parte do corpo elas
estão apoiadas?
Sobre as duas mãos.

2. As duas ginastas estão, literalmente, vendo


o mundo de ponta-cabeça, não estão? Mas
será que só os ginastas ficam de ponta-cabe-
ça? Será que existem outras situações, além
da GA, em que também ficamos de cabeça b) Suspensa.
para baixo? Cite outros exemplos. Pense em

© Vincent Besnault/Photodisc/Getty Images


situações do cotidiano em que olhamos o
mundo de “cabeça para baixo”.
Espera-se que o aluno indique situações realizadas em um
playground, em que é possível alguém ficar suspenso; os mo-
vimentos de parada de cabeça, parada de mãos e a estrela, que
são feitos na capoeira e no street dance, entre outras.

Nos exercícios realizados em diferentes apa-


relhos de GA, há situações em que o ginasta está
em apoio (no aparelho ou fora dele), outras em
que está suspenso (pendurado) e outras ainda
em que se encontra em equilíbrio. Observe a c) Apoiada.
primeira imagem: o atleta está apoiado no solo,
© Debra McClinton/The
Image Bank/Getty Images

sobre as mãos. Ele precisa de muito equilíbrio e


força para manter-se nesse apoio, caso contrário
não conseguiria ficar nessa posição. É a sua vez
de fazer essa análise.

3. Para cada imagem anote se a pessoa está


prioritariamente apoiada, suspensa ou
equilibrada.
© Mike Powell/Allsport Concepts/Getty Images

d) Equilibrada.
© Scott McDermott/Corbis/
Latinstock

a) Equilibrada. e) Suspensa.

24
Educação Física – 5a série/6o ano – Volume 2

4. Agora, analise duas cenas do cotidiano:

© Janeanne Gilchrist/Dorling
Kindersley/Getty Images

© Tyler Edwards/Digital Vision/


Getty Images
a) Suspensa. b) Equilibrada.

Desafio!

Ginastas que fizeram história na GA

No quadro a seguir, você encontra alguns ginastas que fizeram história na GA. Os nomes
destacados em vermelho devem ser usados no desafio. Veja o exemplo.

Os números ao lado dos nomes indicam a quantidade de letras da palavra.

© IBGE – Japão, Brasil, EUA, Romênia, Rússia, China,


Bielorússia, União Soviética/Reprodução
Japão Brasil
Masao Takemoto (8) Arthur Zanetti (6) Jade Barbosa (4)
Mitsuo Tsukahara (9) Daiane dos Santos (6) Lais Souza (4)
Yukio Endo (5) Daniele Hypolito (7) Luísa Parente (5)
Diego Hypolito (5)

Estados Unidos da América Romênia


Nastia Liukin (6) Cătălina Ponor (8)
Shannon Miller (7) Nadia Comăneci (8)
Shawn Johnson (5)

Rússia União Soviética (até 1991)


Anna Pavlova (7) Alexander Nikolaievich Dityatin (8)
Alexei Nemov (6) Dimitri Bilozertchev (7)
Svetlana Khorkina (8) Nikolai Andrianov (9)

China Bielorrússia
Cheng Fei (3) Olga Korbut (6)
He Kexin (5) Vitaly Scherbo (6)
Zou Kai (3)

Escreva no diagrama os nomes em destaque, respeitando os cruzamentos.

25
A J
L A K
E D D A N I E L E
X C O M Ă N E C I X
E Ă E I
D I M I T R I G N
A Ă O
I L
A I L
N N S U
E P A V L O V A I
E S
T S U K A H A R A
L A
A I
S H A W N D
A N D R I A N O V
T N
Y U K I O A
V I T A L Y A S
A T A K E M O T O
F E I I O I
S H A N N O N R A
B
U
A R T H U R

ATIVIDADE AVALIADORA

Os alunos poderão preencher fichas, es- ao professor elementos que permitam ana-
crever ou desenhar os movimentos apren- lisar se os alunos conseguem identificar
didos. Imagens ou trechos de vídeos com alguns elementos da ginástica artística vi-
movimentos característicos da GA poderão venciados nas etapas realizadas. Além de
ser utilizados. Solicite aos alunos que identi- identificar e nomear os movimentos, espera-
fiquem os movimentos e os associem com jo- -se que os alunos sejam capazes de realizar
gos e brincadeiras do cotidiano. A intenção alguns desses movimentos, ainda que não se
desta Atividade Avaliadora é proporcionar exija perfeição.

26
Educação Física – 5a série/6o ano – Volume 2

PROPOSTA DE SITUAÇÕES DE RECUPERAÇÃO

Durante o percurso pelas várias etapas das f roteiro de estudos com perguntas nortea-
Situações de Aprendizagem, alguns alunos pode- doras referentes à GA. O Caderno do Alu-
rão não apreender os conteúdos da forma espera- no contém perguntas desse tipo;
da. É necessário, então, elaborar outras Situações f apreciação de gestos realizados pelos
de Aprendizagem em que os elementos que com- colegas durante as diferentes etapas das
põem a GA possam ser problematizados e per- Situações de Aprendizagem e posterior
cebidos. Essas situações devem ser diferentes, de execução;
preferência, daquelas que geraram dificuldade f pesquisas em sites ou em outras fontes
para os alunos. Tais estratégias podem ser desen- (como revistas ou jornais) para posterior
volvidas durante as aulas ou em outros momen- apresentação sobre temas como histórico,
tos e envolver todos os alunos ou apenas aqueles aparelhos (dimensões) e espaços oficiais
que apresentaram dificuldades. Por exemplo: da GA.

RECURSOS PARA AMPLIAR A PERSPECTIVA DO PROFESSOR


E DO ALUNO PARA A COMPREENSÃO DO TEMA
Livros Disponível em: <http://paginas.uepa.br/ccbs/
edfisica/files/2012.2/ALINE_WINNIE.pdf>.
BROCHADO, Fernando Augusto; BRO- Acesso em: 11 mar. 2014. As autoras apresen-
CHADO, Mônica Maria Viviani. Fundamen- tam possibilidades para o ensino do GA nas
tos de ginástica artística e de trampolins. Rio aulas, com exemplos detalhados.
de Janeiro: Guanabara Koogan, 2005. Os
autores apresentam histórico, aparelhos, des- VIGARELLO, Georges. A invenção da ginás-
crição de gestos e movimentos característicos tica no século XIX: movimentos novos, corpos
da ginástica artística. novos. Revista Brasileira de Ciências do Esporte,
Campinas, set. 2003. v. 25, n. 1, p. 9-20. Dispo-
SCHIAVON, Laurita Marconi; NISTA- nível em: <http://www.rbceonline.org.br/revista/
-PICCOLO, Vilma Leni. Aspectos pedagó- index.php/RBCE/article/view/170>. Acesso em:
gicos no ensino da ginástica artística e da gi- 11 nov. 2013. Esse artigo apresenta o histórico
nástica rítmica no cenário escolar. In: PAES, da ginástica no contexto do século XIX.
Roberto Rodrigues; BALBINO, Hermes Fer-
reira. Pedagogia do esporte: contextos e pers- Sites
pectivas. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan,
2005. Esse capítulo apresenta informações so- Confederação Brasileira de Ginástica. Dispo-
bre a ginástica artística, sugerindo adaptações nível em: <http://www.cbginastica.com.br>.
de materiais e de espaços para a sua prática. Acesso em: 11 nov. 2013. Informações sobre
o calendário esportivo da ginástica rítmica e
Artigos demais modalidades gímnicas.

ARAÚJO, Aline Winnie Galvão; FARO, Car- Federação Internacional de Ginástica. Dispo-
men L. Cunha. Possibilidades do ensino da nível em: <http://www.fig-gymnastics.com>.
ginástica artística nas aulas de educação física Acesso em: 11 nov. 2013. Informações sobre
escolar a partir da pedagogia crítico-emancipa- o calendário esportivo da ginástica e das dife-
tória. Universidade Estadual do Pará, 2012. rentes modalidades gímnicas mundiais.

27
TEMA 2 – ORGANISMO HUMANO, MOVIMENTO E
SAÚDE – APARELHO LOCOMOTOR

Ao observar uma turma de 5a série/6o ano O aparelho locomotor é composto pelos


do Ensino Fundamental, é comum verificar sistemas muscular e esquelético (osteoarticu-
uma diversidade na estatura das crianças, pois lar). Nele, estão presentes aproximadamen-
algumas já iniciaram o processo de estirão de te 656 músculos e 206 ossos, que atuam em
crescimento (entre 9 e 10 anos nas meninas e conjunto para que as pessoas possam realizar
de 10 a 12 anos nos meninos), que prossegue diversos movimentos. Os movimentos são co-
em velocidades variadas. Nessa fase de iní- mandados por uma complexa estrutura com-
cio da adolescência, o aparelho locomotor se posta do cérebro, da medula espinhal e dos
modifica significativamente, apresentando al- neurônios. Observe, no quadro a seguir, algu-
terações no tamanho, na proporção e na com- mas informações sobre o sistema muscular e
posição corporal. o esquelético.
© Patrik Giardino/Corbis/Latinstock

Figura 17 – Diferenças físicas.

28
Educação Física – 5a série/6o ano – Volume 2

Sistema muscular

© Nucleus Medical Art, Inc./PHOTOTAKE/Alamy/Glow Images


Temporal
Esternocleidomastóideo Esternocleidomastóideo
Temporal Frontal

Trapézio Orbicular Trapézio


Infraespinhal dos olhos
Peitoral maior
Tríceps Deltoide
Bíceps
Deltoide
Serrátil Reto do
Grande dorsal anterior abdome

Flexores Flexor do Oblíquo


das mãos antebraço extremo

Tensor da
Adutor fáscia lata
Grácil
Glúteo longo
Reto femoral

Bíceps femoral Grácil Vasto lateral


Grande adutor Sartório
Gastrocnêmio
Tibial anterior
Sóleo Gastrocnêmio

Figuras 18 e 19 – Principais músculos do sistema locomotor (visão dorsal e frontal).

Sistema esquelético

© Roger Harris/SPL/Latinstock
Parietal
Frontal Temporal Temporal
Occiptal
Nasal
Mandíbula Atlas
Clavícula Áxis
Costelas Clavícula
Esterno Vértebras
Escápula
Ulna Úmero Costela
Úmero
Rádio Ílio Ulna
Carpo Ílio
Sacro Rádio
Metacarpo Ísquio

Falanges
Patela Ísquio Cóccix
Fêmur Tíbia
Fêmur
Fíbula
Tarso
Metatarso

Figuras 20 e 21– Principais ossos do sistema locomotor (visão frontal e dorsal).

29
Com as alterações hormonais, ocorre um mais baixos. Mas, na Educação Física escolar,
aumento de massa muscular nos meninos e de o professor pode ressaltar que as técnicas re-
gordura nas meninas, o que pode repercutir quisitadas por diferentes modalidades podem
na percepção do próprio corpo pelos alunos e ser aperfeiçoadas por todos os alunos, indepen-
no desenvolvimento diferencial da capacidade dentemente das características individuais.
de força.
O conhecimento das modificações do pró-
Nessa fase, o melhor desempenho nos testes prio corpo contribuirá para que os alunos re-
motores está atrelado à maturação física, sen- conheçam suas potencialidades e os ajudará
do difícil, portanto, separar as consequências a adaptar-se e compreender as demandas pro-
desta dos efeitos do treinamento, pois crianças venientes do ambiente. Além disso, o conheci-
precoces são mais altas, pesadas e fortes. Em- mento das estruturas do aparelho locomotor
bora a prática sistemática de atividade física será um recurso que o professor terá para que os
ocasione adaptações no peso corporal, aumen- alunos executem os movimentos propostos com
tando a massa muscular e reduzindo a gordu- mais consciência, precisão e satisfação.
ra, não há relação com a estatura (apesar de
melhorar a mineralização e a densidade óssea). A seguir, serão sugeridas Situações de Apren-
dizagem que associam os conhecimentos sobre
A estatura e a constituição física interfe- o aparelho locomotor aos conteúdos e temas
rem no desempenho esportivo, como pode ser apresentados no volume anterior, relacionados
evidenciado nas características dos atletas de às capacidades físicas e ao esporte (futsal), a fim
basquetebol, que são mais altos, e dos ginastas, de torná-los mais significativos para os alunos.
© Patrik Giardino/Corbis/Latinstock

© Patrik Giardino/Corbis/Latinstock

Figuras 22 e 23 – A estatura e a composição corporal interferem no desempenho.

Possibilidades interdisciplinares
Professor, o tema aparelho locomotor poderá ser desenvolvido de modo integrado com a disciplina de
Ciências, pois envolve conteúdos relacionados às estruturas corporais. Converse com os professores respon-
sáveis por essa disciplina em sua escola. Com essa iniciativa, os alunos compreenderão mais facilmente os
conteúdos de forma mais global e integrada.

30
Educação Física – 5a série/6o ano – Volume 2

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 3
(RE)CONHECENDO MEU CORPO EM MOVIMENTO
Inicialmente, verifique quais as estrutu- muscular das principais estruturas envol-
ras do corpo os alunos associam às técnicas vidas na habilidade. Finalmente, propo-
mais comuns do futsal. A seguir, mostre a nha um jogo de chute a gol e ressalte as
eles os ossos, os músculos e as articulações diferenças individuais, que interferem na
envolvidos nos movimentos mais frequentes performance, e sugira adaptações na forma-
que apontaram e os oriente a, em grupos, ção dos grupos de acordo com as variadas
estimular a flexibilidade articular e a força estaturas dos alunos.

Conteúdo e temas: aparelho locomotor envolvido nas habilidades do futsal; exercícios que ativam as
estruturas do corpo (flexibilidade articular e força muscular); maturação das estruturas do aparelho
locomotor (estatura).
Competências e habilidades: identificar as próprias estruturas corporais nas habilidades do futsal; asso-
ciar exercícios de flexibilidade e força às articulações e aos músculos; associar as diferenças do aparelho
locomotor à performance em habilidades esportivas.
Sugestão de recursos: folha de papel kraft; giz; cabos de vassoura; mangueira; fios de lã; canos de PVC; fita-
-crepe adesiva ou semelhante; imagens e fotos das estruturas corporais; filmes sobre o sistema locomotor.

Desenvolvimento da Situação de movimentos e as estruturas identificadas por


Aprendizagem 3 eles para posterior análise. Solicite que ob-
servem a figura de um colega que se destaque
Etapa 1 – O que conheço do meu corpo? por conter estruturas do corpo que serão tra-
balhadas na próxima etapa (ossos, músculos,
Esta etapa inclui uma avaliação diagnóstica articulações), para que pesquisem a nomen-
em que os alunos identificam em uma figura do clatura correspondente.
corpo humano – os ossos, os músculos e as ar-
ticulações que conhecem. Oriente-os a escolher Professor, faça uma reflexão com
uma situação específica do futsal (chute, passe, os alunos sobre as considerações
cabeceio, defesa do goleiro etc.) para que seja por apresentadas nas questões da se-
eles representada numa folha de papel kraft ou ção “Para começo de conversa”,
então desenhada, contornando o próprio corpo, no Caderno do Aluno.
com giz, no solo da quadra. A utilização do papel
kraft facilitará o registro e a análise posterior. Se você tem um irmão ou irmã mais velho/
velha ou observa os alunos e as alunas das ou-
A seguir, os alunos identificarão os princi- tras séries/anos, já deve ter notado que alguns
pais ossos, músculos e articulações envolvidos crescem muito rápido, quase do dia para a
no movimento, desenhando-os ou assinalan- noite! Ou mesmo na sua própria turma: aque-
do-os na figura após a experimentação/vivên- la amiga ou menina que chamava tanto sua
cia do movimento. atenção volta das férias mais alta do que você.

Quando todos os alunos realizarem a ta- Isso é chamado de estirão de crescimen-


refa proposta, registre (anote ou fotografe) os to. Nas meninas, o estirão costuma acontecer

31
entre os 9 e os 12 anos, e, nos meninos, en- a)

© Nucleus Medical Art, Inc./Getty Images


tre os 10 e os 12 anos. Além de mais altos,
os meninos ficam também mais fortes em
função da ação hormonal. Será que, ao fi-
car mais altos e mais fortes, podem melho-
rar a performance (rendimento) esportiva?
É isso mesmo! Por isso, serão estudadas as
alterações que ocorrem no aparelho loco-
motor, em função do crescimento, e como
elas interferem na execução dos gestos.

Para começo de conversa, responda às


questões a seguir.
Órgão locomotor (perna esquerda) e músculos (perna
1. Escolha a opção que corresponde aos sis- direita). Os alunos podem se referir também aos ossos do pé
temas que formam o aparelho locomotor. direito e a uma pequena porção visível do fêmur.

a) Sistemas digestório e esquelético. b)

© Image Source/IS2/Latinstock
b) Sistemas muscular e respiratório.

c) Sistemas muscular e esquelético.

d) Sistemas digestório e respiratório.

2. A função que melhor representa o sistema


esquelético é: Ossos. Os alunos podem se referir também às falanges.

a) sustentação. c)
© Stockbyte/Getty Images

b) circulação.

c) trocas gasosas.

d) digestão.

3. Nas imagens a seguir, você verá algumas


partes do corpo humano. Analise e indi-
que se são ossos, órgãos ou músculos.

Órgãos. Os alunos podem mencionar coração ou pulmão.

32
Educação Física – 5a série/6o ano – Volume 2

© Hudson Calasans
4. Joelhos, cotovelos e tornozelos são exem-
plos de articulações. Observe esta imagem
da articulação do joelho:

© Peter Dazeley/Photographer’s
Choice/Getty Images

Articulação
1. Ombro 2.Cotovelo 3. Joelho

Deltoide Bíceps Quadríceps


Músculo

Uma articulação é a união entre: Flexão,


extensão Flexão do Extensão
a) dois ou mais ossos. Função cotovelo. do joelho.
e abdução
do ombro.
b) dois ou mais músculos.
© Hudson Calasans

c) dois ou mais órgãos. 2. Quais são os mús-


culos representados
d) dois ou mais sistemas. pelas cores azul e
vermelha na figura
Professor, solicite aos alunos ao lado?
que completem a tabela e res- Peitoral e abdominais, res-
pondam a questão da seção pectivamente.
“Pesquisa em grupo”, no Ca-
derno do Aluno.

1. Com os colegas, pesquise o nome e a


função dos músculos coloridos. Depois
complete a tabela conforme o exemplo a
seguir:

33
Etapa 2 – Exercitando meu aparelho A seguir, solicite aos alunos que se divi-
locomotor dam em grupos (de cinco a seis integrantes)
para criar exercícios que estimulem a flexi-
Selecione os gestos e os movimentos dese- bilidade das articulações e a força muscular
nhados com maior frequência pelos alunos na de um dos movimentos analisados. Espalhe
etapa anterior para que sejam analisados quanto pelo chão da quadra, ou fixe na parede da
às estruturas do corpo envolvidas. É interessan- sala, imagens de pessoas em situações cujas
te providenciar ou selecionar antecipadamente capacidades de flexibilidade e força possam
material de apoio com imagens (fotos, figuras, ser percebidas. Podem ser feitas as seguintes
filmes) dos sistemas que compõem o aparelho perguntas:
locomotor (esquelético, muscular, nervoso) para
explicar as funções e associá-las aos movimentos. f Vocês sabem o que é flexibilidade?
O conteúdo desse material de apoio sobre o apa- f Quais movimentos ou gestos requerem
relho locomotor poderá ser trabalhado conjun- flexibilidade nas articulações?
tamente com as disciplinas de Ciências e Arte. f Como identificar se um colega é forte?

É interessante usar a criatividade para ela- Depois, sugira que cada grupo ensine/de-
borar materiais alternativos (podem ser feitos monstre os exercícios criados aos demais co-
em conjunto pelos alunos em classe ou indivi- legas de classe.
dualmente, por eles, em casa), como, quebra-
-cabeças confeccionados com papel-cartão Construa uma tabela, como a que se se-
dos ossos, representações das articulações ou gue, com as análises e os exercícios elabora-
do mecanismo muscular com materiais reci- dos pelos alunos para posterior exposição
cláveis (cabo de vassoura, mangueira, fios de em sala de aula.
lã, tampinhas de garrafa).

Movimentos Articulações Flexibilidade Músculos Força


© Alfred Pasieka/SPL/Latinstock

Figura 24 – Movimento
de locomoção.
© Carol & Mike Werner/Alamy/
Glow Images

Figura 25 – Movimento
de saltar.

34
Educação Física – 5a série/6o ano – Volume 2

Movimentos Articulações Flexibilidade Músculos Força

© Jim Cummins/
Corbis/Latinstock

Figura 26 – Movimento
de cabeceio.
© Lynne Siler Photography/
Alamy/Glow Images

Figura 27 – Movimento
do chute.
© John Terence Turner/
Alamy/Glow Images

Figura 28 – Movimento
do goleiro.

Etapa 3 – Somos todos iguais? Ou duas tornando-os com fita-crepe no alambrado. Há


alturas, duas medidas...? também a possibilidade de adaptar as traves
com canos de PVC.
Providencie ou adapte quatro traves.
Um diferencial do jogo será as dimensões Defina um ponto de aproximadamente 3 m
das traves, que poderão ser assim variadas: de distância do gol para posicionar a bola. Cada
1,5 m x 1,5 m; 2 m x 2 m; 2,5 m x 2,5 m; dois grupos jogarão em um dos gols, defenden-
3 m x 3 m. Outra possibilidade é delimitar os do e atacando. Estabeleça um rodízio para que
gols desenhando-os com giz nas paredes da todos os grupos possam atacar e defender em
quadra (ou em outro espaço da escola) ou con- todas as traves.

35
© Adam Pretty/Allsport
Concepts/Getty Images
Proponha um jogo de chute ao gol a ser rea-
lizado entre oito grupos (com quatro ou cinco
integrantes cada um). Sorteie um grupo para a
defesa e outro para o ataque em cada um dos
quatro gols e determine um tempo para que
todos os integrantes possam vivenciar as duas
situações pelo menos uma vez com a mesma
equipe adversária (no mesmo gol o time A ataca
e o B defende, a seguir B ataca e A defende). É
importante que todos os grupos joguem entre si,
defendendo e atacando em todas as traves, para a) Defesa do goleiro.
que tenham condições de perceber os fatores Articulações: tornozelo, joelho, quadril,
que interferem no desempenho. ombro, cotovelo e punho.
Capacidades: força e flexibilidade.
Os grupos que estiverem nos gols meno-

© andrewlinscott.co.uk/Alamy/Glow Images
res provavelmente defenderão mais em relação
aos maiores. Discuta com os alunos as dife-
rentes condições dos jogos. Procure questionar
quais as diferenças individuais que interferem
no desempenho do goleiro. Um dos fatores que
interferirão no desempenho é a estatura, pois
isso propiciará um menor ou maior alcance da
bola. Outros fatores que também interferem na
performance poderão ser questionados pelos
alunos, como agilidade, velocidade etc. É impor-
tante ressaltar que a intenção, neste caso, é perce-
ber o quanto a estatura interfere no desempenho. b) Chute (considere apenas a perna direita).
Articulações: Tornozelo, joelho e quadril.
A seguir, proponha aos alunos que refor- Capacidades: Força.
mulem os grupos com base no critério da es-
© Loungepark/Stone/Getty Images

tatura para que a disputa entre os times seja


mais equilibrada.

O saldo de gols poderá ser registrado pelos


próprios alunos para posterior análise.

Professor, solicite aos alunos que ob-


servem as imagens e completem cada
item das atividades na seção “Lição
de casa”, no Caderno do Aluno.

1. Observe estas imagens e analise as articula- c) Grand jeté (considere apenas as pernas).
ções e as capacidades físicas acionadas em Articulações: Quadril.
cada situação. Depois complete cada item Capacidades: Flexibilidade.
seguindo o exemplo.

36
Educação Física – 5a série/6o ano – Volume 2

Somos todos iguais? Ou duas alturas, duas Você provavelmente vivenciará nas aulas
medidas...? de Educação Física uma atividade de chute
a gol com variações no tamanho das traves,
Agora que você já sabe um pouco sobre o variações de ataque e defesa etc. Após a vivên-
aparelho locomotor, vamos voltar à questão ini- cia, responda:
cial: analisar se as diferenças físicas individuais,
como estatura, força, flexibilidade etc., interfe- 2. A dimensão da trave, a estatura do goleiro
rem na performance. Você já notou que atletas ou a técnica do atacante interferiram no
de determinadas modalidades têm característi- desempenho dos participantes? Como?
cas físicas semelhantes? Por exemplo, os jogado- Espera-se que o aluno comente que essas variáveis interfe-
res de basquete costumam ser altos, e os ginastas rem no desempenho.
são mais baixos. Em uma mesma modalidade
esportiva, dependendo da posição, é comum o 3. O desempenho das equipes que defende-
jogador apresentar uma característica física se- ram gols em traves maiores foi o mesmo
melhante. Veja o futebol: em geral, os goleiros e das equipes que defenderam gols em traves
os zagueiros são mais altos. No basquetebol, os menores? Explique.
pivôs são mais altos do que os alas e os armado- Espera-se que o aluno perceba que as diferenças indivi-
res. No voleibol, o levantador costuma ser mais duais, além das variáveis materiais (trave), interferem no
baixo que os atacantes, e assim por diante. desempenho.

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 4
IDENTIFICAÇÃO DAS ESTRUTURAS NA GA

Durante o aprendizado dos movimentos descrevendo-os com o auxílio do professor. A


da GA, os alunos identificaram as articulações seguir, eles analisarão a execução dos movimen-
envolvidas nos movimentos da modalidade, tos nos colegas da própria turma.

Conteúdo e temas: articulações utilizadas na GA; nomenclatura dos movimentos das articulações usa-
das na GA.
Competências e habilidades: descrever os movimentos na GA (flexão de quadril, rotação de ombro,
extensão da coluna); perceber articulações e musculatura envolvidas em sequências de movimen-
tos da GA em si e no outro.
Sugestão de recursos: bancos suecos, cordas, colchonetes ou colchão de ginástica.

Desenvolvimento da Situação de após a vivência dos movimentos específicos


Aprendizagem 4 da modalidade, identifiquem as articulações
envolvidas e as descrevam (flexão, extensão,
Etapa 1 – Explicando as habilidades da GA rotação, adução, abdução, elevação) com a
sua ajuda. Sugere-se a utilização de material
Durante as aulas do tema GA, peça aos de apoio com imagens dos movimentos pra-
alunos que percebam as articulações envol- ticados (fotos, desenhos, recortes de jornal),
vidas nos movimentos praticados para que, como exemplificado na tabela a seguir.

37
Movimentos da ginástica artística Descrição do movimento
© Jerry Wachter/Photoresearchers/Latinstock

Figura 29 – Exercícios sobre a trave.


© Gjon Mili/Time & Life Pictures/Getty Images

Figura 30 – Salto sobre a mesa.

Etapa 2 – Somos todos iguais? f Essas diferenças interferem na execução do


movimento?
Peça aos alunos que se organizem em gru- f A força e a flexibilidade são iguais entre
pos (de cinco a seis integrantes) para que rea- meninas e meninos?
lizem e analisem os elementos que facilitam e f Como essas capacidades físicas interferem
dificultam a execução correta dos movimentos na execução do movimento?
da GA. Proponha que cada grupo selecione f Quem vivencia movimentos similares fora
um dos movimentos e perceba sua estrutura das aulas?
física e suas capacidades físicas. f Quais são os movimentos realizados no co-
tidiano em que se identificam que a força e
Pode-se questioná-los com as seguintes a flexibilidade são necessárias?
perguntas:
Oriente cada grupo a construir um painel
f Há diferença entre a estrutura física de me- com tais informações, a ser exposto aos de-
ninos e meninas? mais colegas, deixando-o afixado na escola.
f O que muda nas dimensões da estrutura fí- Segue uma tabela com sugestões de imagens
sica de meninos e meninas? e informações para auxiliar na elaboração do
painel, caso seja necessário.

38
Educação Física – 5a série/6o ano – Volume 2

Movimentos da Fatores que facilitam e


Análise do movimento
ginástica artística dificultam

© Paulo Manzi
Força na musculatura
Vela
abdominal e dorsal.

Figura 31 – Flexão de quadril.

© Paulo Manzi
Força na musculatura
Esquadro dos membros superiores
e abdominal.

Figura 32 – Flexão de cotovelos, tronco e quadril.


© Paulo Manzi

Avião Flexibilidade do quadril.

Figura 33 – Abdução de membros


inferiores e superiores.
© John Powell Photographer/
Alamy/Glow Images

Professor, solicite aos alunos a)


que respondam as questões da
seção “Você aprendeu?”, no Ca-
derno do Aluno.

1. Observe a articulação envolvida em cada


movimento nas imagens a seguir e iden-
tifique a capacidade utilizada em cada
caso.

Articulação: ombro.
Capacidade: Força.

39
b) 3. As diferenças nas dimensões corporais in-
terferem na execução dos movimentos? In-
dique uma modalidade esportiva em que a
estatura tem influência na performance.
Sim. Professor, as respostas podem ser variadas, observe
a coerência nos argumentos dos alunos. As modalidades
podem ser o basquete (geralmente a estatura é alta, para
© Paulo Manzi

estar mais próximo do alvo e favorecer nos rebotes, por


exemplo), a GA (usualmente a estatura é baixa, pois isso
facilita a execução dos movimentos nos aparelhos) ou ou-
tras destacadas pelos alunos.
Articulação: quadril.
Capacidade: Flexibilidade. 4. Pensando nas situações do dia a dia, cite dois
movimentos de força e dois de flexibilidade.
2. Depois do estirão de crescimento, quem Há várias possibilidades de resposta. Professor, verifique
costuma se tornar mais forte: os meninos os conceitos e analise as respostas sobre as atividades do
ou as meninas? Por quê? cotidiano, bem como a coerência dos movimentos sele-
Os meninos. Devido à ação hormonal. cionados pelos alunos.

ATIVIDADE AVALIADORA

Será interessante avaliar os alunos durante músculos nos movimentos do futsal e/ou
o próprio processo de ensino e aprendizagem. da GA (assinalar estruturas em desenho,
Os registros das Situações de Aprendizagem fotos ou figuras);
podem ser realizados com base na análise do f elaborem exercícios de flexibilidade e for-
conteúdo e do envolvimento de cada grupo. ça que ativem/mobilizem as estruturas
Pode-se complementar tais informações com a do corpo estudadas (articulações e mús-
avaliação individual, como atividades escritas, culos);
em que os alunos: f descrevam os movimentos da GA por
meio de imagens (fotos, figuras ou filmes/
f associem os ossos, as articulações e os vídeos).

PROPOSTA DE SITUAÇÕES DE RECUPERAÇÃO


Durante o percurso pelas várias etapas das mente ou em pequenos grupos, envolver todos
Situações de Aprendizagem, alguns alunos os alunos ou apenas aqueles que apresenta-
poderão não apreender os conteúdos e desen- ram dificuldades. Por exemplo:
volver as habilidades da forma esperada. É
necessário, então, propor outras Situações de f roteiro de estudos com perguntas norte-
Aprendizagem que permitam a esses alunos adoras com referência às estruturas do
“revisitar” o processo de outra maneira. Essas corpo que atuam em determinados movi-
situações devem ser diferentes, de preferência, mentos. O Caderno do Aluno contém per-
daquela que gerou dificuldade para eles. Tais guntas desse tipo;
estratégias podem ser desenvolvidas durante f atividade-síntese de determinado conteú-
as aulas ou em outros momentos, individual- do, em que as várias atividades serão re-

40
Educação Física – 5a série/6o ano – Volume 2

feitas numa única aula e posteriormente Professor, faça uma reflexão com os alu-
discutidas (por exemplo: circuito que con- nos sobre as considerações apresenta-
temple diferentes exercícios ou movimen- das na seção “Aprendendo a aprender”,
tos do futsal ou da GA para que os alunos “Curiosidade”, “Para refletir” e “Tome
os associem às estruturas do corpo). nota!”, do Caderno do Aluno, conforme segue:

© Henrique Manreza/Folhapress
Além das vivências realizadas nas aulas, o Cader-
no do Aluno apresenta dicas de alimentação e pos-
tura para você, que podem ser compartilhadas com
sua família e amigos. Dessa maneira, você pode con-
tribuir para que todos cuidem bem da própria saúde.

A primeira dica deste Caderno é sobre alimen-


tação. Observe se seus hábitos alimentares são
saudáveis.

Tome sempre café da manhã!

Provavelmente, você já ouviu de algum familiar as seguintes frases: “Não saia de casa sem
comer” ou “O café da manhã é a refeição mais importante do dia”. Há pelo menos cinco
razões para que nunca se deixe de tomar café da manhã.

1. Repõe a energia gasta durante o sono. Enquanto dormimos, nosso organismo continua
trabalhando. Gastamos energia, entre outras coisas, para manter nosso coração batendo e
para respirar. A glicose é o principal “combustível” do cérebro e dos músculos. Após uma
noite inteira de sono, gastamos quase todo o estoque de glicose. Por isso, precisamos recu-
perá-lo por meio de um saboroso e nutritivo café da manhã.

2. Ajuda a manter o peso e evita que se engorde. Como as pessoas que não tomam café da
manhã ficam muito tempo sem comer, elas costumam exagerar nas refeições seguintes, co-
mendo mais calorias e gorduras. Isso é inadequado! Já as pessoas que tomam um bom café
da manhã costumam ter uma alimentação mais adequada ao longo do dia.

3. Melhora o rendimento nos estudos. Quando “despertamos” o cérebro com o combustí-


vel adequado, conseguimos aumentar nossa capacidade de atenção e concentração. Assim,
podemos aprender mais e melhorar o rendimento escolar.

4. Melhora o humor e aumenta a disposição. Fazer uma refeição cheia de nutrientes e energia
ao acordar ajuda a melhorar o humor e a disposição para os exercícios e as outras atividades
do dia. As pessoas que não tomam café da manhã podem se sentir mal-humoradas e irritadas.

5. Fortalece as defesas e ajuda o organismo a funcionar melhor. Um café da manhã saudá-


vel e completo fornece nutrientes importantes, como proteínas, cálcio, carboidratos, fibras,
vitaminas e minerais, que fortalecem o organismo.

41
Depois de tudo isso, você está curioso para saber o que pode ser um café da manhã sau-
dável e completo? Então vamos lá. Ele pode ter:

f alimentos energéticos (ricos em carboidratos): pão integral, pão francês, torrada, bo-
lachas simples (como água e sal, maisena e de leite), cereais matinais ou barrinha de
cereais;
f laticínios (ricos em proteínas e cálcio): leite (que pode vir acompanhado de café ou acho-
colatado), iogurte, queijo, requeijão ou vitamina de frutas;
f frutas (ricas em vitaminas, minerais e fibras): mamão, laranja e ameixa ajudam seu intesti-
no a funcionar melhor. Os sucos de frutas também são excelentes opções.

Atenção! Alimentos como geleia de frutas, margarina ou manteiga, bolachas recheadas


e cereais matinais muito açucarados devem ser consumidos em menor quantidade, pois têm
muita gordura e/ou açúcar.

Muitas pessoas dizem não tomar o café da manhã por falta de apetite. Se você é uma delas,
experimente comer menos à noite e ao acordar tome um copo de vitamina com leite e frutas
(mamão e banana) batidos com uma colher de aveia. Assim você sairá de casa bem alimentado.

Curiosidade
Você sabe qual é a diferença entre manteiga e margarina?
A manteiga é feita de leite (de vaca ou cabra, geralmente), ou seja, é de origem animal. Já
a margarina é produzida com óleos de plantas como a soja ou o milho, portanto, é de origem
vegetal. Tanto uma quanto a outra têm muita gordura. Por isso, consuma-as com moderação.

Para refletir
f Você toma café da manhã todos os dias?
f Seu café da manhã tem alimentos energéticos, laticínios e frutas como os que foram citados?

Tome nota!
Agora você deve saber que:
f quando estamos dormindo também gastamos energia. Para que o organismo comece bem
o dia e funcione melhor, é importante tomarmos um café da manhã saudável e nutritivo;
f o café da manhã ajuda a melhorar o rendimento escolar, pois “o cérebro fica mais atento”
às informações e, assim, podemos aprender mais e melhor.

42
Educação Física – 5a série/6o ano – Volume 2

RECURSOS PARA AMPLIAR A PERSPECTIVA DO PROFESSOR


E DO ALUNO PARA A COMPREENSÃO DO TEMA
Livros
CALAIS-GERMAIN, Blandine. Anatomia KUNZ, Elenor (Org.). Didática da Educação
para o movimento: introdução à análise das téc- Física 2. 3. ed. Ijuí: Unijuí, 2005. O livro traz
nicas corporais. São Paulo: Manole, 2010. v. 1. diferentes possibilidades para pensar sobre a
Apresenta a estrutura e os movimentos das ar- transformação do tratamento de alguns temas
ticulações do corpo (tronco, ombro, cotovelo, e conteúdos da Educação Física. Destaque
punho, mão, quadril, joelho, tornozelo e pé). para a Unidade didática 5, que aborda o “co-
nhecimento de si” como essencial no processo
GUEDES, Dartagnan Pinto; GUEDES, de criação de determinados movimentos.
Joana Elisabete Ribeiro Pinto. Crescimento,
composição corporal e desempenho motor: MALINA, Robert M.; BOUCHARD, Claude.
de crianças e adolescentes. São Paulo: CLR Atividade física do atleta jovem: do crescimento
Balieiros, 1997. Expõe dados de estudos com à maturação. São Paulo: Roca, 2002. Trata do
crianças e adolescentes em diferentes testes processo de crescimento, maturação e desem-
motores e antropométricos. penho durante a infância e a juventude.

43
TEMA 3 – ESPORTE – MODALIDADE COLETIVA:
HANDEBOL

O handebol é uma modalidade esportiva ex- alemão Karl Schelenz, com base na refor-
tremamente dinâmica e simples de jogar. Não mulação de um jogo chamado torball (criado
necessita de muitos implementos, exigindo por outro alemão, Max Heiser), alterando seu
apenas uma área livre, uma bola, duas balizas e nome para handball, com regras publicadas
sete jogadores por equipe: um goleiro e seis jo- pela Federação Alemã de Ginástica.
gadores de linha. Como seu próprio nome em
inglês sugere, a bola deve ser passada com as Para Borsari (1977), porém, Karl Schelenz
mãos, o que torna essa modalidade mais fácil e teria criado o handebol, em 1919, ao buscar
motivante para os alunos, uma vez que a preci- um esporte que fosse praticado exclusiva-
são com as mãos é maior que com os pés. mente por mulheres, partindo da prática cor-
poral de um jogo tcheco chamado hazena e
Não se sabe ao certo a origem desse es- de outros jogos, como o sallon, considerado o
porte. Estudiosos indicam que o modo como precursor do handebol e muito praticado no
o handebol é jogado hoje foi pensado pelo Uruguai.
© Wilson Dias/ABr

Figura 34 – Partida em que a equipe brasileira masculina


sagrou-se bicampeã pan-americana de handebol em 2007.
© Srdjan Stevanovic/Getty Images

Figura 35 – Equipe feminina brasileira de handebol que


conquistou o campeonato mundial em 2013.

44
Educação Física – 5a série/6o ano – Volume 2

Seja como for, Schelenz difundiu o hande- Por isso, é necessário esclarecer o que se
bol pela Europa. Quando os homens também entende por técnica e tática. A técnica seria
passaram a praticar esse esporte, os limites o modo de fazer ou de realizar determinada
do espaço de jogo foram ampliados para as prática esportiva. Já a tática seria o conjunto
medidas do campo de futebol e cada equipe de razões para aquela determinada ação. Téc-
passou a contar com 11 jogadores. O diretor nica e tática estão relacionadas, dependendo
da Escola de Educação Física da Alemanha uma da outra. Nesse sentido, o que deve ser
tornou o handebol uma modalidade espor- realizado numa situação de jogo (a técnica) é
tiva oficial em 1920. Segundo Borsari (1977), constantemente mobilizado pelas exigências
a Federação Internacional de Handebol foi da situação do jogo (a tática).
criada em 1927, com a inscrição de 39 países.
Em 1936, o Comitê Olímpico Internacional Esta proposta pedagógica objetiva o
incluiu esse esporte nas Olimpíadas de Ber- desenvolvimento do processo de ensino-
lim e, dois anos depois, em 1938, a equipe -aprendizagem do handebol com base nos
alemã vencia o primeiro Campeonato Mun- “princípios operacionais” propostos por
dial de Handebol. Bayer (1994) e identificados em situações de
ataque e de defesa.
Foram os suecos que propuseram a práti-
ca do handebol em locais fechados, por causa Em situação de ataque:
das baixas temperaturas do inverno europeu.
Diante disso, o esporte passou a ser jogado 1. conservação da posse de bola;
com sete jogadores por equipe, ganhan-
2. progressão da bola e da equipe em dire-
do muita popularidade após a Segunda
Guerra Mundial. ção ao alvo adversário;

3. finalização em direção ao alvo.


O handebol chegou ao Brasil por volta de
1930, tendo sido difundido principalmente por Em situação de defesa:
imigrantes alemães na cidade de São Paulo. A
criação da Federação Paulista de Handebol, 1. recuperação da posse de bola;
em 1940, serviu de estímulo para que a mo-
dalidade esportiva passasse a ganhar muitos 2. contenção da bola e da equipe adversá-
adeptos e praticantes no país, especialmente ria em direção ao próprio alvo;
nas escolas.
3. proteção do alvo.
Para Greco (2007), o handebol pode ser
jogado e entendido com base em seus aspec- Presentes em toda prática esportiva cole-
tos técnicos e táticos. Eles estão presentes, por tiva, tais princípios serão utilizados na cons-
exemplo, nas situações de ataque e de defesa, trução do processo de ensino-aprendizagem
revelando-se em táticas individuais e coletivas do handebol. Por isso, priorizamos Situações
e conforme o comportamento dos jogadores. de Aprendizagem balizadas nesses princípios
operacionais. Eles têm mostrado grande po-
Na abordagem aqui defendida, o objetivo tencialidade ao proporcionar o entendimento
dessa prática é a construção, por parte dos alu- da dinâmica geral dos esportes, sem a fragmen-
nos, do entendimento da dinâmica tática dos tação das modalidades esportivas em funda-
esportes, proposta a partir de situações-proble- mentos técnicos ou habilidades básicas, como
ma presentes no próprio jogo formal. acontece tradicionalmente em nossa área.

45
Na prática esportiva do handebol, a equi- po de ataque. Diante disso, os jogadores de-
pe que estiver com a bola deverá progredir vem entender determinadas formas táticas
em direção à baliza/alvo, enquanto a que e técnicas de comportamento para conse-
estiver sem a posse da bola deverá buscar guir atingir o objetivo maior: fazer gols na
sua recuperação, para se deslocar ao cam- equipe adversária.

40 m
© Conexão Editorial

linha lateral

marca do goleiro linha de


tiro livre
4m 9m
marca de 7 m linha do
gol
20 m

3m
gol linha central

linha de
linha da fundo
área de área 6 m
substituição

6m 4,5 m
9m
Figura 36 – Quadra de handebol.

Assim, esta proposta não visa ao trabalho jogador em situação de ataque. Posteriormente,
a partir da recepção, do passe, do drible e dos iremos enfocar a apresentação de formas di-
arremessos do handebol. Tais elementos estão ferentes de defesa, com a apresentação dos
presentes nas Situações de Aprendizagem, mas sistemas defensivos, individual e por zona
sempre inseridos em dinâmicas táticas indivi- (6:0, 5:1 e 4:2).
duais e coletivas, privilegiando, dessa forma,
a construção do entendimento, por parte dos Esse tema será desenvolvido em duas Si-
alunos, da lógica geral do jogo de handebol. tuações de Aprendizagem. A primeira pro-
A intenção é que eles, de posse desse entendi- cura apresentar as características principais
mento, possam apreciar o esporte e praticá-lo do handebol, propondo um primeiro conta-
de forma crítica, consciente e autônoma. to dos alunos com o esporte. A segunda en-
fatiza os princípios operacionais do esporte
Em vista disso, inicialmente, vamos pri- coletivo, intencionando a construção do
vilegiar a construção da tática individual, jogo de handebol de forma mais qualificada
enfatizando a dinâmica de deslocamento do pelos alunos.

46
Educação Física – 5a série/6o ano – Volume 2

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 5
FAMILIARIZAÇÃO COM O HANDEBOL
Nesta Situação de Aprendizagem, preten- com o handebol, apresentando-lhes objetivo,
de-se propiciar o primeiro contato dos alunos principais regras e processo histórico do jogo.

Conteúdo e temas: principais regras do handebol; processo histórico, origem e difusão pelo mundo;
dinâmica geral da modalidade.
Competências e habilidades: identificar o objetivo do handebol e sua dinâmica básica; compreender
suas principais regras, reconhecendo-as na dinâmica do jogo; conhecer a origem do handebol e seu
processo de difusão pelo mundo.
Sugestão de recursos: bolas de handebol; vídeo; aparelho de DVD; televisão.

Desenvolvimento da Situação de coletiva, a intenção em cada jogada, a circula-


Aprendizagem 5 ção de bola, a ocupação dos espaços na quadra,
a comunicação entre os jogadores, as movimen-
Etapa 1 – Familiarização com o handebol tações de ataque e defesa etc. Procure fazer os
alunos perceberem essa modalidade esportiva
Forme equipes de sete alunos e coloque-as como um conhecimento a ser elaborado, enfati-
em situação de jogo. Dê algumas explicações zando que todos poderão jogar melhor se com-
gerais sobre a dinâmica do handebol e dei- preenderem a dinâmica tática do jogo.
xe os alunos à vontade para jogar da forma
como entenderam o jogo. Nessa primeira eta- Professor, faça uma reflexão com os
pa, pode ser útil a observação de uma partida alunos sobre as considerações apre-
de handebol ou de um jogo oficial previamente sentadas na seção “Para começo de
gravado, para que os alunos comecem a se fa- conversa”, no Caderno do Aluno.
miliarizar com a nova modalidade.
Neste Caderno, vamos falar de um esporte
Etapa 2 – Compreendendo o handebol cujo objetivo é fazer gols. É jogado em quadra,
e as equipes são constituídas de goleiro e joga-
Inicie uma conversa com os alunos expli- dores de linha. Parece outro jogo que você já
cando o processo histórico da modalidade, a conhece, não é? A quadra também é semelhan-
dinâmica que orienta o jogo e suas principais te, observe:
regras, destacando as infrações, as reposições de
© Hudson Calasans

bola em jogo, as cobranças de tiro livre, os es-


paços e seus limites, as regras de movimentação
etc. Nesse momento, é importante que os jogos
praticados na etapa anterior sejam analisados,
taticamente, pelos próprios alunos, comparan-
do-os, se possível, ao vídeo ou DVD assistido.
Mais do que saber qual equipe venceu ou quem
marcou mais gols, é importante problemati-
zar com o grupo a movimentação individual e

47
Mas as semelhanças com o futsal param por No início, o esporte era praticado com 11
aí. Confira algumas características dessa mo- jogadores em cada equipe, que jogavam em
dalidade. Dribla-se (quicando a bola) como no gramados com as mesmas medidas do fute-
basquete, são realizados movimentos semelhan- bol de campo. Por causa do frio europeu, os
tes aos do atletismo (correr, saltar e arremessar), suecos propuseram a prática do handebol em
há uma dinâmica intensa de combinação desses locais fechados, reduzindo as equipes a sete
movimentos e pode-se ainda andar com a bola componentes. Por volta de 1930, chegou ao
na mão sem driblar. Mas calma aí! Não é fute- Brasil e, em 1936, tornou-se modalidade olím-
bol americano, em que você pode dar quantos pica. Em 2013, a equipe brasileira feminina foi
passos quiser com a bola na mão, pois, nessa campeã mundial.
modalidade, só são permitidos três passos.
Vamos conferir o que você sabe sobre essa
© Andrej Isakovic/AFP/Getty Images

modalidade:

1. Uma equipe de handebol tem, em quadra:

a) sete jogadores na linha e um goleiro.


b) seis jogadores na linha e um goleiro.
c) cinco jogadores na linha e um goleiro.
d) quatro jogadores na linha e um goleiro.

2. Você está na arquibancada assistindo a


um jogo de handebol. Um jogador é in-
terceptado no momento do arremesso ao
gol e o árbitro marca a infração. O joga-
dor que sofreu a falta se posiciona diante
do goleiro, sem barreira adversária, e, ao
sinal do árbitro, arremessa. Essa situação
representa o:

a) tiro livre.
b) tiro de sete metros.
c) jogo passivo.
d) tiro de meta.
Jogadoras de handebol. 3. Você observa que, quando a equipe A ata-
Mas como terá surgido esse esporte que reú- ca, a equipe B faz uma barreira em frente
ne elementos de diversas modalidades? Há duas à área e se desloca, lateralmente, em bloco.
versões para a origem do esporte. Na primeira, O sistema de defesa praticado pela equipe
acredita-se que um alemão, Karl Schelenz, adap- B é o:
tou um esporte chamado torball e batizou-o de
handball. A segunda versão diz que Schelenz a) 5:1.
criou o handebol em 1919, para ser um espor- b) 6:0.
te para mulheres, com base em um jogo tcheco, c) 4:2.
chamado hazena, e em outros jogos, como o d) 3:3.
jogo uruguaio denominado sallon.

48
Educação Física – 5a série/6o ano – Volume 2

Observe algumas características do han- ração do jogo em função das categorias e


debol, tais como: as dimensões da quadra, as diferenças entre as equipes masculinas e
as variações do tamanho da bola e de du- femininas.

© Hudson Calasans
Mesa para o cronometrista
e para o secretário

Zona de
substituição

Etapa 3 – Iniciando a sistematização Professor, coordene a pesquisa


com os alunos sobre o significado
Após a análise tática dos jogos pratica- dos gestos da arbitragem e solici-
dos pelos alunos, proponha novas situa- te que completem a atividade na
ções de jogos. Observe se eles tentam seguir seção “Pesquisa individual” e, depois, chame a
as recomendações feitas na etapa anterior atenção para a seção “Curiosidade”, no Ca-
quanto à movimentação individual e cole- derno do Aluno:
tiva, à circulação de bola, à ocupação dos
espaços etc. Procure interromper a partida Nas aulas de Educação Física, você conhe-
sempre que necessário, a fim de mostrar ceu alguns gestos feitos pela arbitragem. Pes-
seu posicionamento e o da equipe adversá- quise em sites ou livros de regras esportivas o
ria, além de pontuar as principais regras da significado de cada um dos sinais representa-
modalidade. dos nas imagens a seguir:

49
Ilustrações: © Paulo Manzi

4. Falta de ataque.

1. Invasão de área.

5. Tiro lateral.
2. Deter, segurar ou empurrar.

3. Golpear. 6. Tiro de meta.

50
Educação Física – 5a série/6o ano – Volume 2

Ilustrações: © Paulo Manzi


7. Jogo passivo. 8. Gol.

Curiosidade

Beach handball

Você sabia que, assim como o voleibol e o futebol, o handebol também tem uma versão
de praia? É o beach handball, ou handebol de areia (ou de praia, como preferem alguns).
Claro que foram feitas adaptações à prática na areia – já pensou ter que driblar na areia? O
tamanho da quadra e o número de jogadores reduzidos são exemplos dessas adaptações. Em
1995, ocorreu a primeira competição oficial dessa modalidade, ocasião em que se formou
a seleção brasileira de beach handball. Se você se interessou, acesse o site da Confederação,
que está na seção “Para saber mais”, e conheça mais sobre o handebol de areia.

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 6
QUALIFICANDO O JOGO DE HANDEBOL
Nesta Situação de Aprendizagem, pre- compreendam as demandas táticas da mo-
tende-se construir o jogo de handebol a par- dalidade e possam praticá-la de forma mais
tir de algumas situações reduzidas, em que qualificada. Vale ressaltar que as atividades
os princípios operacionais do esporte cole- aqui apresentadas não esgotam as inúmeras
tivo estejam presentes, para que os alunos possibilidades de variação.

51
Conteúdo e temas: aspectos táticos individuais e coletivos do handebol; princípios operacionais do
esporte coletivo aplicados ao handebol.

Competências e habilidades: compreender e realizar os princípios operacionais do esporte coletivo


aplicados a situações específicas do handebol; elaborar pensamento tático individual e coletivo; pra-
ticar situações reduzidas do handebol.

Sugestão de recursos: bolas de handebol; cones ou garrafas PET; giz.

Desenvolvimento da Situação de que é uma forma de deslocamento típica do


Aprendizagem 6 handebol. Tal ação favorece a movimenta-
ção individual do jogador com a posse de
Etapa 1 – Conservação e circulação da bola bola no ataque, já que não é necessário qui-
no ataque car a bola no chão para o deslocamento de
até três passadas. Apresente as diferentes
Divida a turma em grupos de seis alunos. formas de passe utilizadas no handebol,
Peça aos grupos que escolham diferentes luga- mostrando-as sempre associadas à sua utili-
res para se posicionar na quadra. Com um giz, zação no jogo, para que as exigências técni-
eles deverão desenhar um círculo de aproxima- cas e táticas não se dissociem.
damente 1 m de raio, onde colocarão um cone
(ou garrafa PET), que será o alvo a ser defen- Etapa 2 – Progressão da bola e da equipe
dido. Peça que iniciem jogos rápidos de 3 x 3, ao ataque
trocando passes com as mãos, tentando acertar
o alvo. Essa atividade permite uma série de pos- Nessa etapa, pretende-se que os alunos
sibilidades de intervenção para que os alunos compreendam os mecanismos necessários à
comecem a construir o pensamento tático ofen- progressão da bola e dos jogadores em direção
sivo, que inclui a necessidade de: ao alvo (gol do adversário). Sua ênfase é a tran-
sição da equipe para o ataque, bem como sua
f circulação rápida da bola pela equipe que organização para a finalização em direção ao
ataca; gol com maiores chances de êxito.
f posicionamento à frente do defensor para
recepção da bola; Organize os alunos em grupos de seis, posi-
f buscar espaços vazios na quadra, por meio cionando-os nas extremidades da quadra (me-
de diferentes formas de fintas de corpo, para tade de cada lado). Um primeiro grupo partirá
que ocorra a oportunidade de recepção da de uma das extremidades em direção à outra
bola em situação favorável ao ataque. conduzindo a bola, enquanto o outro se posi-
cionará para defender. Deixe o jogo acontecer
Posteriormente, pode-se repetir a atividade até a conclusão do ataque. Após a finalização
realizando jogos com equipes maiores (4 x 4, do lance, a equipe que defendeu deve se des-
5 x 5 e 6 x 6), tomando o cuidado de aumentar locar em direção à extremidade oposta, com
o círculo em torno do alvo. o objetivo de atacar outro grupo de alunos,
posicionado para defender. Essa é uma boa
Durante a realização da atividade, expli- oportunidade para propor diferentes formas
que o movimento de progressão, enfatizando de condução da bola para o ataque, com um

52
Educação Física – 5a série/6o ano – Volume 2

jogador (transição lenta, utilizada quando se enfatizando as diferentes formas de deslo-


quer administrar o tempo de jogo) a dois ou camento, a construção do entendimento da
mais jogadores (imprimindo mais velocidade posição básica de defesa e a necessidade de
à transição). Além disso, pode-se fazer a bola antecipação de lances e jogadas, como for-
sair de lados diferentes da quadra. Quando a ma de surpreender os atacantes e recuperar
equipe chegar ao ataque, poderá desenvolver a bola.
estratégias praticadas na etapa anterior.
Utilize a mesma organização da etapa
As atividades dessa etapa podem gerar impor- anterior, enfatizando, porém, o posicio-
tantes momentos de reflexão sobre a necessidade namento dos jogadores na defesa. Inicial-
de desmarcação por parte dos jogadores atacan- mente, solicite aos alunos que realizem
tes, principalmente a partir de bloqueios. Essa si- marcação individual, em que cada jogador
tuação ocorre quando um jogador ofensivo traz da defesa se responsabiliza por um atacante.
seu marcador para ser bloqueado por outro, que Posteriormente, explique o posicionamento
está parado em determinado espaço da quadra, dos jogadores na defesa por zona 6:0, na
visando livrar-se dele por alguns instantes, para qual todos os defensores se localizam em
conseguir receber a bola em melhores condições torno da área de 6 m. Explique também as
para prosseguir com o ataque. organizações defensivas 5:1 e 4:2, em que
um ou dois alunos avançam em relação
Etapa 3 – Organizando a defesa aos colegas e marcam a equipe atacante um
pouco mais à frente, como forma de forçar
Nessa etapa, objetiva-se aperfeiçoar o o distanciamento da equipe que ataca em
posicionamento dos jogadores na defesa, relação à baliza.

© Conexão Editorial
40 m

7m
4m 20 m

9m

5m 3×2 m
gol

Figura 37 – Sistema defensivo 6:0. 6m

53
Explique que, no caso da defesa por zona, Etapa 4 – O handebol completo
o deslocamento dos defensores ocorre em
bloco, de acordo com a posição da bola no Após a realização de algumas situações re-
espaço. Proponha que o grupo que defende, duzidas, a intenção é a prática do jogo com-
ora se desloque somente pela lateral, ora se pleto. Inicialmente, o jogo pode ocorrer em
desloque para a frente, aproximando-se dos meia-quadra, com quatro equipes jogando
atacantes, para que os alunos assimilem a simultaneamente, aproveitando assim o espa-
importância de se intercalar essas formas de ço; e, posteriormente, na quadra toda, para
deslocamento defensivo. que os alunos coloquem em prática as expe-
riências desenvolvidas nas aulas anteriores,
Essa atividade permite uma série de pos- como a transição da defesa para o ataque, a
sibilidades de intervenção para que eles conservação e a circulação da bola no ataque
construam o pensamento tático defensivo. Fa- e a organização defensiva.
zendo uma boa marcação, devem tentar forçar
o erro do adversário. Devem tentar, também, Divida os alunos em equipes e sugira
se posicionar à frente do atacante (anteci- que escolham a melhor forma de organi-
pação), para não deixá-lo receber a bola, e/ zação defensiva, com marcação individual
ou ocupar os espaços vazios da quadra, por ou por zona (6:0, 5:1 ou 4:2). Sugira tam-
meio de diferentes formas de deslocamentos bém que eles alterem os sistemas defensi-
de corpo (para os lados ou em profundidade, vos em função da organização da equipe
ou seja, para a frente e para trás), diminuindo adversária.
assim as possibilidades de o atacante receber a
bola em situação favorável ao ataque. É importante interromper o jogo sempre
que necessário, para corrigir o posiciona-
Após a recuperação da bola, a equipe defen- mento dos alunos, explicar os sistemas de
sora pode construir o contra-ataque, aprovei- jogo, problematizar com eles as possibilida-
tando as diferentes situações que a atividade des de cada jogada, além de enfatizar as re-
em si potencializa. gras do handebol.
© Conexão Editorial

5m
4m
20 m

9m
3×2 m
7m
gol

40 m
6m Figura 38 – Sistema defensivo 5:1.

54
Educação Física – 5a série/6o ano – Volume 2

Ilustrações: © Hudson Calasans


Professor, solicite aos alunos
que classifiquem os sistemas e
assinalem com V ou F as ques-
tões da seção “Você apren-
deu?”, no Caderno do Aluno.

1. Qual é o comprimento e a largura da qua-


dra de handebol?
40 m × 20 m.

2. Sua equipe está ganhando por um gol de


diferença e faltam dois minutos para termi-
nar o jogo. Vocês combinam de trocar pas-
ses até zerar o cronômetro, mas, de repente, c) 6:0.
o árbitro apita e dá a posse de bola para a
equipe adversária. O que ele marcou? 4. Assinale com V se a afirmação for verda-
Jogo passivo. deira e F se a afirmação for falsa.

3. Classifique os sistemas de defesa nas ima- a) No handebol, em função da movimen-


gens a seguir. tação das equipes nos sistemas táticos, a
circulação de bola é, predominantemen-
te, lateral. ( V )

b) Com exceção das situações de contra-


-ataque, a movimentação dos jogadores
ocorre coletivamente em bloco, com to-
dos os jogadores participando tanto da
defesa quanto do ataque, exceto o golei-
ro (que pode até participar, embora não
seja muito usual). ( V )

c) Para que haja substituição de jogadores,


são necessárias a interrupção da partida
a) 4:2. e a autorização do árbitro. ( F )

d) A área do goleiro é território livre, ou


seja, é permitido invadi-la no momento
do arremesso. ( F )

Professor, solicite aos alunos que


analisem as imagens e depois re-
presentem os sistemas de defesa
na seção “Lição de casa”, no Ca-
derno do Aluno.

Nas imagens a seguir, represente os siste-


b) 5:1. mas de defesa 6:0, 5:1 e 4:2.

55
Ilustrações: © Hudson Calasans

1. 2. 3.
1 1 1
7 2 6 2
5 2
6 5 4 3 5 4 3 4 3
7 6
7

ATIVIDADE AVALIADORA
Observe os alunos durante o desenvol- Ao longo das aulas podem ser apresenta-
vimento das Situações de Aprendizagem, das algumas questões, como:
avaliando suas ações e seu entendimento a
respeito das atividades propostas. Analise as f De que forma uma equipe de handebol de-
veria se comportar em situação de defesa?
decisões tomadas pelo grupo ao longo das
f De que forma uma equipe de handebol deve-
atividades e suas ações em relação à dinâmi- ria se comportar em situação de ataque?
ca do handebol, ou seja, a forma com que f Quais poderiam ser as estratégias escolhi-
demonstram ter apreendido os princípios ope- das para a equipe defensora?
racionais do jogo. Observe e analise também f Quais poderiam ser as estratégias escolhi-
as decisões tomadas pelo grupo durante os das para a equipe atacante?
jogos, para verificar se compreenderam as re-
gras no que se refere às funções dos jogadores Procure, ao longo de cada Situação de
e às ações de ataque/defesa. Aprendizagem, estimular os alunos a realizarem
discussões, problematizações e sínteses que os
No percurso de aprendizagem, sugira a re- auxiliem a assimilar a dinâmica tática do hande-
dação de textos-síntese sobre aquilo que foi bol. Discuta as possibilidades de ações defensi-
trabalhado e vivenciado na quadra, ou faça vas e ofensivas vivenciadas em cada Situação de
questionamentos orais, individualmente ou Aprendizagem. É importante garantir o enten-
em grupo, como forma de avaliar o que com- dimento da necessidade de organização coletiva
preenderam. em detrimento de ações individuais no jogo.

PROPOSTA DE SITUAÇÕES DE RECUPERAÇÃO


Durante o percurso pelas várias etapas das Si- vidas durante as aulas ou em outros momentos,
tuações de Aprendizagem, alguns alunos pode- envolver todos os alunos ou apenas aqueles que
rão não apreender os conteúdos ou desenvolver apresentaram dificuldades. Por exemplo:
as habilidades da forma esperada. Nesse caso, é
necessário criar outras Situações de Aprendiza- f pesquisas sobre o esporte em sites ou em
gem em que as táticas do handebol e o conhe- outras fontes, para posterior apresentação;
cimento de suas regras possam ser retomados. f resolução de outras situações-problema
Preferencialmente, essas situações devem ser di- não contempladas na Atividade Avalia-
ferentes daquelas que geraram dificuldades para dora, referentes aos processos técnico-
os alunos. Tais estratégias podem ser desenvol- -táticos do handebol.

56
Educação Física – 5a série/6o ano – Volume 2

RECURSOS PARA AMPLIAR A PERSPECTIVA DO PROFESSOR


E DO ALUNO PARA A COMPREENSÃO DO TEMA
Livros
BAYER, Claude. O ensino dos desportos colecti- conteúdos. Destaque para a Unidade 6, que
vos. Lisboa: Dinalivros, 1994. O autor discute aborda o handebol.
o processo de ensino dos esportes coletivos,
apresentando os princípios operacionais co- SANTOS, Ana Lúcia Padrão dos. Manual de
muns às modalidades esportivas. minihandebol. Rio de Janeiro: Sprint, 2003. O
livro apresenta sugestões à iniciação espor-
BORSARI, José Roberto. Handebol. In: tiva no handebol, com adaptações nas condi-
BORSARI, José Roberto; FACCA, Flávio ções oficiais da modalidade esportiva para a
Berthola. Manual de educação física. São Pau- realização de jogos reduzidos.
lo: EPU, 1977. v. 1. O autor aborda o processo
de ensino e aprendizagem do handebol, enfa- Artigo
tizando aspectos técnicos dos fundamentos
do esporte. COSTA, Luciene C. A.; NASCIMENTO, Juarez
Vieira do. O ensino da técnica e da tática: no-
GARGANTA, Júlio. Para uma teoria dos vas abordagens metodológicas. Revista da Edu-
jogos desportivos colectivos. In: OLIVEIRA, cação Física, UEM, Maringá, v. 15, n. 2, p.
José; GRAÇA, Amândio (ed.). O ensino dos 49-56, jul./dez. 2004. Disponível em: <http://
jogos desportivos. 2. ed. Porto: Universidade www.periodicos.uem.br/ojs/index.php/Rev
do Porto, 1995. p. 11-25. O autor propõe uma EducFis/article/view/3421/2445>. Acesso em:
discussão sobre o processo de ensino e apren- 11 nov. 2013. Os autores fazem uma análise
dizagem das modalidades esportivas coletivas. bibliográfica sobre as metodologias de ensino
dos esportes coletivos, apresentando algumas
GRECO, Pablo Juan. Iniciação esportiva uni- abordagens a respeito da técnica e da tática.
versal: metodologia da iniciação esportiva na
escola e no clube. 1. reimpr. Belo Horizonte: Sites
UFMG, 2007. v. 2. O autor trata da iniciação
esportiva na escola e no clube, mostrando as Confederação Brasileira de Handebol. Disponí-
particularidades técnicas e os métodos de trei- vel em: <http://www.brasilhandebol.com.br/>.
namento para o esporte coletivo. Acesso em: 11 nov. 2013. Traz informações so-
bre a história do esporte, o espaço para a arbi-
KNIJNIK, Jorge Dorfman. Handebol. São tragem e informações gerais sobre campeonatos
Paulo: Odysseus, 2009. O autor valoriza a di- pelo país; também disponibiliza artigos científi-
nâmica criativa presente na modalidade es- cos sobre o handebol em sua biblioteca digital.
portiva, ressalta aspectos como a autonomia e
propostas inovadoras. Federação Paulista de Handebol. Disponível
em: <http://www.fphand.com.br>. Acesso em:
KUNZ, Elenor (Org.). Didática da Educação 11 nov. 2013. Disponibiliza informações sobre
Física 2. 3. ed. Ijuí: Unijuí, 2005. O livro traz a história do esporte no Brasil, suas regras, in-
diferentes possibilidades para pensar a trans- formações sobre campeonatos, galeria de fotos,
formação do tratamento de alguns temas e áudios e vídeos.

57
TEMA 4 – ATIVIDADE RÍTMICA – NOÇÕES GERAIS
SOBRE RITMO E JOGOS RÍTMICOS

Estritamente relacionado ao movimento, da entre as partes ou fragmentos daquilo que


o ritmo é um fenômeno universal, possível de se move. Como há fragmentos mais curtos ou
ser observado no vaivém das ondas do mar, no mais longos, com maior ou menor complexida-
canto dos pássaros, no barulho de um motor de, a comparação e a medida são fundamentais
em funcionamento, na música etc. No ser hu- à percepção do ritmo.
mano, o ritmo se manifesta já nos batimentos
cardíacos do feto no ventre da mãe, e, posterior- Outra ideia associada ao ritmo é a de or-
mente, na própria respiração ou no ato de falar. dem, pois se as descontinuidades ocorrem de
modo desordenado, provocam a sensação de
Em toda atividade corporal (trabalho, confusão.
jogo, prática esportiva etc.), podemos perce-
ber o que Idla (1972) denomina reciprocidade É importante observar que, embora o rit-
rítmica: a existência de ações recíprocas entre mo seja tratado com maior atenção nas áreas
as fases de ação e pausa, de trabalho e repou- da música e da dança, ele não é um fenômeno
so. Tal noção remete à origem da palavra rit- exclusivamente musical ou artístico. É, tam-
mo, que significa correr, fluir, flutuar, que veio bém, orgânico-biológico, podendo ser perce-
do grego rhythmos. bido não apenas quando cantamos, tocamos
um instrumento musical, ouvimos música ou
Além disso, o ritmo também está associado dançamos, mas em qualquer forma de movi-
à ideia de medida, pois existe ritmo quando há mento. E, no ser humano, é possível perceber,
descontinuidades no fluir, o que leva à possibi- em sua dinâmica, duas fases mais acentuadas:
lidade de comparação e à existência de medi- tensão e relaxamento.
© Conexão Editorial

Figura 39 – Ritmo na caminhada.

58
Educação Física – 5a série/6o ano – Volume 2

Essa reciprocidade rítmica entre tensão e (forte/fraca), os acentos e os graus de tensão.


relaxamento corresponde a um acúmulo de Em relação ao espaço, consideram-se as dire-
energia seguida de uma descarga. Pode-se di- ções das ações corporais (direita, esquerda,
zer, portanto, que o ritmo do movimento é a frente, trás), os planos (alto, médio, baixo),
divisão da dinâmica do movimento nas diver- as extensões (perto/longe), o caminho (direto,
sas fases que compõem sua estrutura. angular, curvo). No fator tempo, são conside-
radas a velocidade (rápida/lenta) e as unidades
A energia é a força propulsora do movi- de tempo (mínima, semínima, colcheia etc.);
mento – ela pode ser fraca ou forte, veloz ou no fator fluência, o fluxo (indo, interrompendo,
lenta – e se relaciona à qualidade de esforço, detendo), a ação (contínua, aos trancos, para-
que é, de acordo com Laban (1978, p. 35), da), o controle (normal, intermitente, comple-
“o modo segundo o qual é liberada a energia to), e se o corpo está em movimento contínuo,
nervosa, pela variação da composição e da se- em séries de posições ou em uma posição.
quência de seus componentes”. Vale destacar
que, para Laban (1978), os componentes que A maior parte das atividades sugeridas
constituem as diferenças nas qualidades do possui o caráter de jogos rítmicos, aqui en-
esforço resultam de uma atitude interior (seja tendidos como processos de improvisação
consciente ou inconsciente), relacionada aos que despertem certas combinações de es-
seguintes fatores de movimento: peso, espaço, forço, acompanhadas/estruturadas por de-
tempo e fluência. terminadas regras (como a organização dos
compassos, um tipo de movimento), além de
No fator peso, são considerados a energia/ possuírem o caráter lúdico e o potencial de
força muscular usada na resistência ao peso criação e/ou realização coletiva.

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 7
APRESENTAÇÃO RITMADA
Em atividades que exploram o ritmo or- no toque/percussão de diferentes partes do
gânico, busca-se fazer o aluno perceber o corpo, e com os pés e as mãos em diferentes
ritmo de seu próprio corpo. Assim, serão superfícies e objetos/instrumentos), intensi-
propostos jogos de percepção rítmica, ex- dades, durações, deslocamentos no espaço e
plorando diferenças de timbre (com base velocidade de execução dos movimentos.

Conteúdo e temas: ritmo do próprio corpo: batimentos cardíacos e respiração; percussão corporal;
ritmo e movimento.

Competências e habilidades: perceber o ritmo do próprio corpo, a partir da apropriação de infor-


mações pelos órgãos dos sentidos e da expressão corporal.

Sugestão de recursos: colchonetes (ou outro material semelhante, como placas de EVA, lençóis, estei-
ras, toalhas).

59
É necessário preparar o ambiente onde oito tempos para a inspiração e oito para
será desenvolvida esta Situação de Apren- a expiração.
dizagem. Os colchonetes ou placas de EVA
da escola podem ser utilizados pelos alunos Tal contagem de tempos pode ser utilizada
para deitar ou sentar. O espaço deve ser su- também em exercícios com emissão de sons
ficientemente amplo, além de razoavelmente vocais. Ou seja, contar dois, quatro e/ou oito
silencioso, para que você consiga promover a tempos para a inspiração e oito para a expi-
calma do estado de ânimo, que é imprescin- ração emitindo “xi”, ou “tsi”, vogais etc. (dez
dível ao trabalho de percepção de movimen- vezes, aproximadamente).
tos sutis, como a respiração, a pulsação e os
batimentos cardíacos. É necessário também Os mesmos exercícios deverão ser propos-
que o piso esteja limpo, para que os alunos tos para os alunos em postura ereta (coluna
possam rolar, rastejar etc. reta). Nesse momento, eles deverão se sentar
distribuindo o peso do corpo equilibradamente
sobre os ísquios (ossos do quadril), e atentar à
Desenvolvimento da Situação de diferença do movimento de respiração quando
Aprendizagem 7 estão deitados ou sentados.

Etapa 1 – Ritmo da respiração A seguir, solicite que fiquem por algum tempo
com a mão direita sobre o coração, sentindo seus
Solicite aos alunos que se deitem no chão batimentos, a aceleração e/ou desaceleração. Ou-
ou sobre o material disponível (colchonete, tra possibilidade é perceber a pulsação apoiando
lençol etc.), fechem os olhos e se concentrem, os dedos da mão, indicador e médio, sobre o pu-
sem conversar. Não utilize música, pois isso nho (artéria radial) ou sobre o pescoço (artéria
poderá dificultar a percepção do ritmo do carótida). Os dois últimos exercícios também
corpo. Com voz suave e pausada, peça aos poderão ser realizados em dupla, de modo que
alunos que atentem para sua própria respi- um aluno perceba a pulsação e a respiração do
ração: para o momento da inspiração (ex- outro, faça comparações entre velocidades etc.
pansão da caixa torácica, relaxamento dos
músculos abdominais, tempo de entrada de Professor, faça uma reflexão com
ar) e para o da expiração (contração dos os alunos sobre as considerações
músculos abdominais, tempo de saída do apresentadas nas questões da se-
ar). Para tanto, o aluno poderá colocar uma ção “Para começo de conversa”,
das mãos sobre o abdome para perceber no Caderno do Aluno.
que este sobe no momento da inspiração, e
desce no da expiração. Oriente-os para que
procurem diminuir, cada vez mais, a velo- CONVITE
cidade da respiração. Conte dois tempos
para a inspiração e dois para a expiração; Convidamos você a participar, neste
repita dez vezes, aproximadamente. Depois, momento, de uma aventura interessante
passe a contar quatro tempos para a inspi- e desafiadora. Vamos a um mundo dife-
ração e quatro para a expiração, pedindo rente, mas não desconhecido por você:
que atentem à dosagem/controle da quanti- o mundo da música, do ritmo e do mo-
dade de ar que entra e sai de seus pulmões. vimento. Acompanhe a primeira etapa
Dependendo do controle respiratório, é dessa aventura. Venha! Participe!
possível realizar os exercícios contando

60
Educação Física – 5a série/6o ano – Volume 2

© João Prudente/Pulsar Imagens


Você deve estar se perguntando o que música d)
e ritmo têm a ver com a Educação Física, não
é mesmo? Esse é o desafio: ver como o mundo
da música e do ritmo se relaciona com o movi-
mento. Iniciaremos agora a primeira etapa des-
sa viagem, que terá outros momentos nas outras
séries/anos do Ensino Fundamental.

1. Alguma vez você estudou ouvindo música?


Observe as imagens a seguir e assinale uma
ou mais situações semelhantes às que você
já vivenciou. Esta resposta é subjetiva e está associada às vivências de cada
aluno. Converse com o aluno e estimule sua reflexão sobre

© PhotoAlto/Laurence
Mouton/Getty Images
a) situações semelhantes às das imagens. Por exemplo: o aluno
pode não ter um tocador de MP3, mas pode ouvir música no
rádio que a mãe deixa ligado.

Provavelmente, você encontrou algumas


situações que já fizeram parte de sua vida ou
que costuma executar com frequência.

Mas você sabia que o ritmo, associado


à música, está presente também em outras
© Acestock Limited/Alamy/Glow Images

b) situações e até mesmo no funcionamento do


nosso organismo?

Você já prestou atenção no tique-taque de


um relógio? É essa batidinha constante e regu-
lar que marca as horas. É um ritmo constante,
que tem intervalos certos.

2. Marque um X nas situações cujo ritmo se


repete com regularidade:

(X) respiração.
© mediablitzimages (uk) Limited/
Alamy/Glow Images

c) ( ) chute a gol.
(X) andar.
( ) aperto de mão.
( ) espirro.
(X) dançar.

O coração, por exemplo, tem uma frequên-


cia de batimentos (frequência cardíaca) que
varia de pessoa para pessoa. Em um minuto,
o coração de uma pessoa pode bater de 60 a
100 vezes. Mas vamos pensar em você.

61
3. Ao correr, o que acontece com os batimen- Se possível, filme a atividade e, depois, passe
tos ou pulsações do coração? Nesse caso, a as imagens para os alunos perceberem os deta-
sua frequência cardíaca: lhes e o aspecto cíclico de sua movimentação.
Outra possibilidade é explorar o andar para trás
( ) diminui. e para os lados, destacando (numa sequência de
( ) fica igual. quatro tempos) que o início da ação, o tempo 1
( X ) aumenta. (o primeiro movimento da perna), é o mais forte,
pois é o que provoca a saída da inércia.
4. A respiração também tem uma frequência,
chamada frequência respiratória. O que Professor, coordene a pesquisa
acontece com ela quando você corre? com os alunos sobre variações as-
sociadas ao ritmo, solicitando que
( ) Diminui. preencham a tabela na seção “Pes-
( ) Fica igual. quisa individual”, no Caderno do Aluno.
( X ) Aumenta.
Você já percebeu que há variações associa-
Etapa 2 – Câmera lenta das ao ritmo. Na música, isso também acon-
tece. Há músicas que são bem lentas e outras,
Em atividades que envolvam locomoção, mais rápidas.
proponha aos alunos que brinquem de “câme-
ra lenta”, ou seja, que executem os movimentos A música “Um dia qualquer”, da banda
corporais da maneira mais lenta possível. Assim, Skank (composição: Chico Amaral), tem um
o aspecto cíclico do andar, por exemplo, pode- ritmo moderado, “normal”. Entretanto, a
rá ser percebido. Sugira que andem lentamente música “Arerê”, interpretada por Ivete Sanga-
sobre uma linha reta imaginária ou desenhada lo (composição: Alain Tavares/Gilson Babilô-
no chão com giz. Eles devem atentar para o mo- nia/Jorge Ben), é mais rápida. A música “Eu
mento de início da ação, ou da saída da inércia, amo você”, com O Rappa (composição: Tim
quando avançam a perna direita à frente, apoian- Maia), é lenta. Você conhece essas músicas?
do primeiro apenas o calcanhar, seguindo para Pesquise na internet e confira.
a planta dos pés, transferindo o peso corporal
para esse membro inferior, enquanto o outro é Você pode também reunir seus amigos e,
deslocado para a frente. Quando o calcanhar do com eles, cantar e dançar no ritmo de ou-
outro membro inferior tocar o solo, inicia-se a tras músicas. Você pode ouvir suas músicas
transferência do peso do corpo, momento em preferidas em diferentes mídias, como seu
que o calcanhar já perdeu contato e os artelhos equipamento de áudio, rádio, televisão ou
(dedos dos pés) estão prestes a entrar em fase internet. Enfim, use os meios necessários até
aérea. Nesse momento, empurra-se o chão para obter as informações para preencher o qua-
trás, para terminar a transferência do peso do dro a seguir. Então, mãos à obra!
corpo e iniciar o deslocamento do membro infe-
rior para a frente, em fase aérea, e assim sucessi- Ritmo Ritmo
Ritmo lento
vamente. Depois de atentar aos movimentos das moderado rápido
passadas, peça que observem a movimentação
de pêndulo dos braços, percebendo que, quando
a perna direita vai à frente, o braço direito está
atrás, e vice-versa. O mesmo processo pode ser
repetido engatinhando, rastejando etc.

62
Educação Física – 5a série/6o ano – Volume 2

As respostas neste quadro são relativas e individuais, pois Repita a sequência com os alunos até que
dependem do estilo de música que o aluno gosta e costu- eles desenvolvam a coordenação dos movimen-
ma ouvir. Para verificar se a música que ele colocou é lenta, tos das mãos e dos braços. Execute-a também
moderada ou rápida, peça que ele traga a música, que cante andando e contando mentalmente quatro tem-
com alguns colegas e depois verifique com eles se a resposta pos. Para aumentar o grau de dificuldade, peça
está correta. aos alunos que digam uma palavra exatamente
no momento em que estalam os dedos. Pode-se
acelerar gradativamente a velocidade de execu-
Etapa 3 – No ritmo do funk ção da sequência, aumentando seu grau de di-
ficuldade e trazendo elementos que permitam
Disponha os alunos em círculo e convide-os estabelecer comparações rítmicas (mais lento ou
a realizar a seguinte sequência: mais rápido, mais fraco ou mais forte). Outro
aspecto a destacar é que a diferença de timbres,
1. bater palmas; ou seja, a diferença dos sons extraídos ao tocar
diversas partes do corpo (dedo com dedo no es-
2. estalar os dedos da mão direita; talo, mão com mão na palma, mão no peito) au-
xilia no desenvolvimento da percepção rítmica
3. bater outra palma; dos sons ouvidos na realização dos movimen-
tos. Quando os alunos adquirirem maior habi-
4. bater a mão direita, seguida da esquer- lidade na execução da sequência, destaque que
da, sobre o peito. esse é o ritmo do funk (compasso quaternário).

Possibilidades interdisciplinares

O tema ritmo poderá ser desenvolvido de modo integrado com a disciplina de Arte. Os conheci-
mentos de teoria musical relativos às figuras que representam a duração do som (semibreve, mínima,
semínima, colcheia, semicolcheia, fusa, semifusa) e suas respectivas pausas (duração do silêncio, no-
ção de proporção, subdivisão dos valores etc.) poderão facilitar a compreensão dos conteúdos pelos
alunos de forma mais global e integrada. © Max Power/Corbis/Latinstock

Professor, solicite aos alunos que a)


assinalem as alternativas corre-
tas das questões na seção “Você
aprendeu?” e, depois, que preen-
cham os campos vazios na seção “Desafio!”, no
Caderno do Aluno.

1. Marque X nas situações do cotidiano que


têm ritmo.

(X)

63
b) (X) Mais rápido.
( ) Mais alto.
© Tom Grill/Corbis/Latinstock

(X) Chegou antes.


(X) Mais novo.
( ) Mais magro.

3. O tango, o frevo, o samba, o xote e o baião


são diferentes tipos de:

( ) compassos.
( ) ( X ) danças.

c) 4. O compasso quaternário se caracteriza


por ter:
© Monkey Business/Thinkstock/Getty Images

( ) o primeiro tempo forte e o segundo fraco.


( ) o primeiro tempo forte, o segundo e o
terceiro fracos.
( X ) o primeiro tempo forte, o segundo fraco,
o terceiro meio forte e o quarto fraco.

5. Associe os ritmos ao tipo de dança.


a – binário
b – ternário
c – quaternário

(X) (a) Baião.


(c) Marcha-rancho.
2. Considerando que o ritmo nos dá uma me- (a) Samba.
dida do tempo, assinale as alternativas que (b) Valsa.
estão associadas a essa noção. (a) Frevo.

Desafio!

Sudoku musical

Preencha os campos vazios, para que as notas musicais não se repitam na horizontal e na
vertical.

64
Educação Física – 5a série/6o ano – Volume 2

Ilustrações: © Hudson Calasans


Veja a solução do primeiro desafio e depois tente fazer os outros dois.

Agora é sua vez!

65
SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 8
NO PASSO DO COMPASSO
O objetivo desta Situação de Aprendiza- ternários e quaternários, associando-os a dife-
gem é familiarizar os alunos com o ritmo de rentes ritmos/estilos de danças.
movimentos baseados em compassos binários,

Conteúdo e temas: compassos binários, ternários e quaternários; ritmos musicais e danças.


Competências e habilidades: identificar o ritmo dos movimentos baseados em compassos binários,
ternários e quaternários; relacionar os diferentes compassos ao ritmo de algumas músicas e danças.
Sugestão de recursos: instrumento de percussão (uma lata ou balde); aparelho de som; filmadora;
VHS/DVD (opcional); TV e vídeo (opcional); CDs com diferentes ritmos/estilos musicais brasileiros.

Desenvolvimento da Situação de habilidade na execução, destaque as manifes-


Aprendizagem 8 tações rítmicas brasileiras que têm como base
o compasso quaternário, como marchinhas de
Etapa 1 – Compasso 4 / 4 carnaval, marcha-rancho etc.

Para trabalhar em compasso quatro por Etapa 2 – Tique-taque


quatro, peça aos alunos que:
Disponha os alunos em círculo e proponha
1. deem um passo à frente com a perna di- uma exercitação do compasso binário: conte os
reita (percebendo nessa ação o tempo 1, tempos “um, dois”, “um, dois”, sucessivamen-
mais forte); te, como se fossem as batidas do tique-taque do
relógio. Pode-se também vocalizar tique-taque
2. em seguida, um passo à frente com a per- (sendo o tique o primeiro tempo, e o taque o se-
na esquerda (tempo 2); gundo), batendo duas palmas, ao dizer tique, e
batendo uma vez as mãos abertas sobre as co-
3. depois, um passo com a perna direita para xas, ao dizer taque. Depois de coordenada a se-
trás (retornando à posição inicial, tempo 3); quência, solicite aos alunos, ainda dispostos em
círculo, que deem passadas para a lateral direita,
4. por fim, um passo para trás com a perna afastando a perna direita no tempo 1 e unindo
esquerda (também retornando à posição a perna esquerda à direita no tempo 2, e assim
inicial, tempo 4). sucessivamente. Aumente a velocidade de execu-
ção gradativamente. Eles perceberão que, quan-
Repita a sequência várias vezes: um, dois, to mais rápido for o ritmo, mais curtas deverão
andando para frente; três, quatro, andando ser as passadas, e que, quanto mais lento, mais
para trás, até que ela seja assimilada. Mante- amplas elas se tornam. O mesmo pode ser feito
nha a marcação de quatro tempos com as pas- explorando o deslocamento no espaço, propon-
sadas e solicite aos alunos que batam palmas do que caminhem livremente em diferentes di-
no tempo 1. Pode-se começar a atividade num reções. Quando eles adquirirem maior habilidade
andamento (velocidade de execução) de 60 na execução, destaque as manifestações rítmicas
batidas por minuto (uma batida por segundo) brasileiras que têm como base o compasso binário,
e depois acelerar. Quando adquirirem maior como samba, maculelê, frevo etc.

66
Educação Física – 5a série/6o ano – Volume 2

© Ormuzd Alves/LatinContent/Getty Images


Figura 40 – Frevo em Recife (PE).

Etapa 3 – Estátua 1: ao som das batidas Os alunos deverão saltitar para frente nos
quatro primeiros tempos, para trás nos quatro
Para trabalhar o compasso ternário, marque tempos seguintes, e assim sucessivamente. Eles
uma sequência de três tempos, percutindo um poderão emitir sons fortes, acentuados no pri-
pandeiro ou atabaque (lata, balde etc.). Repita meiro tempo (a vogal “a”, a sílaba “rá”, “pá”,
seguidamente a sequência, sendo o tempo 1 mais “que” etc.), que coincidirão com a saída da
forte, o 2 de força intermediária e o 3 fraco. Peça inércia (quando estão em equilíbrio estático,
então aos alunos que se desloquem pelo espaço, “estátua”) e/ou com a mudança de direção dos
respeitando o ritmo ditado e a seguinte regra: na saltitos.
ausência de som, eles deverão permanecer imó-
veis, voltando a se mover quando o som for rei- Etapa 4 – Estátua 2: ao som da música
niciado. Varie a aceleração dos toques. Quando
eles adquirirem maior habilidade na execução da Com base nos compassos binário, terná-
sequência, destaque a valsa como manifestação rio e quaternário, proponha a exploração dos
rítmica que tem como base o compasso ternário. passos básicos de danças como:

Nesse momento, aproveite para retomar f xote, frevo, baião, samba, entre outros rit-
o compasso quaternário e trabalhar o saltito mos brasileiros, para o binário;
(num andamento de 120 batidas por minu- f marcha-rancho para o quaternário;
to). Repita uma sequência de quatro tempos. f valsa para o ternário.

67
Selecione músicas de diferentes ritmos e Compasso é um conjunto de tempos.
estilos para serem reproduzidas em aparelho Como há diferentes tipos de compasso, isto
de som. A seleção musical deve destacar os é, como variam os tempos em cada um deles,
momentos de pausa, a acentuação, a frequên- para distinguir um do outro temos de identifi-
cia, as diferentes maneiras de exploração do car tempos fortes e tempos fracos.
espaço, a forma, o movimento e o repouso, a
tensão e o relaxamento, as descontinuidades Por uns instantes, bata palmas. Bata uma
no fluir, a comparação e a medida. Peça aos palma bem forte e outra fraca. Isso é conhecido
alunos que se movam livremente e dancem como compasso binário e pode ser percebido na
conforme sintam a música que estão ouvindo. música se prestarmos bastante atenção.
Pause o som a cada troca de música/ritmo,
para que eles se tornem “estátuas”, parando Veja outros compassos:
na posição em que estiverem. Aos poucos, su-
gira passos básicos das danças e/ou destaque Quaternário: a primeira palma é forte, a se-
a movimentação realizada por algum aluno, gunda, fraca, a terceira é meio forte e a quarta
para que todos a realizem também. é fraca.

Ternário: a primeira palma é forte, a segun-


A utilização de música também poderá
da e a terceira são fracas.
ocorrer ao final de cada uma das etapas an-
teriores, associada aos compassos aborda- Vamos expressar esses compassos de dife-
dos: marchinhas de carnaval, samba, frevo, rentes formas?
valsa etc.
Agora, sob a coordenação do professor e
Professor, discuta e experimente com os seus colegas, experimente os exercícios
com os alunos as considerações a seguir.
apresentadas na seção “Lição de
casa” e “Curiosidade”, no Cader- Obs.: o que está em vermelho é o tempo
no do Aluno. mais forte. O verde é o tempo menos forte. E o
preto é o fraco.
Dificilmente uma pessoa que ouve uma
música bem marcada consegue ficar parada. 1. Bata palmas, acentuando os tempos, como
Pense numa bateria de escola de samba tocan- visto anteriormente. Repita cada sequência
do: há quem batuque junto, com os dedos ou pelo menos três vezes, sem parar.
objetos, enquanto outros levantam e come-
çam a sambar.
r palma – palma (binário)
A dança e a música sempre foram muito
próximas. E, dependendo do estilo da música, r palma – palma – palma (ternário)
do tipo de compasso, é feita a dança.

Por falar em compasso, você sabe o que r palma – palma – palma – palma (quaternário)
é isso?

68
Educação Física – 5a série/6o ano – Volume 2

2. Vamos mudar a forma de marcar o com- 4. Agora é sua vez de criar. Experimente ou-
passo. Veja o que fazer: tras combinações, semelhantes àquelas que
foram feitas nos três exemplos anteriores.
Se quiser, você pode incluir objetos para
r palma – estalar os dedos / palma – esta- produzir o som em lugar das palmas (bo-
lar os dedos / palma – estalar os dedos las de borracha, bastõezinhos, caixinhas de
fósforo e/ou sons produzidos com a boca
r palma – bater uma mão no peito – ou outros objetos). Registre suas combina-
bater a outra mão no peito / palma ções na tabela a seguir:
– bater uma mão no peito – bater a
outra mão no peito / palma – bater
Compasso Combinação
uma mão no peito – bater a outra
mão no peito

r palma – estalar os dedos – bater as


mãos no peito – estalar os dedos / pal-
ma – estalar os dedos – bater as mãos
Binário
no peito – estalar os dedos / palma –
estalar os dedos – bater as mãos no
peito – estalar os dedos

3. Vamos mudar a forma mais uma vez. Ex-


perimente as seguintes variações e repita a
Ternário
sequência várias vezes, até conseguir rea-
lizá-la com mais velocidade.

r palma – deslocar o pé direito (ou es-


querdo) à frente / palma – deslocar
o pé esquerdo (ou direito) à frente /
palma – passo com o primeiro pé
Quaternário
r palma – passo – passo / palma – pas-
so – passo / palma – passo – passo

r palma – passo – bater as mãos no pei-


to – passo / palma – passo – bater as
mãos no peito – passo / palma – pas- A resposta é subjetiva. Peça que os alunos apresentem as suas
so – bater as mãos no peito – passo combinações aos demais colegas e, neste momento, apro-
veite para fazer as correções. Pode-se pedir que os alunos
ensinem suas combinações a outros colegas.

69
Curiosidade

Ilustrações: © Hudson Calasans


Você sabia que danças como samba,
frevo, baião, entre tantos outros ritmos
brasileiros, têm ritmos binários? E que as
valsas são ritmos ternários, enquanto as
marchas-rancho são quaternários?

Veja o exemplo ao lado (Fig. 1): esta é


a movimentação básica do passo de val-
sa, que tem um ritmo ternário. A primeira
figura mostra o deslocamento dos pés, se
(Fig. 1)
iniciarmos com o pé esquerdo. Se come-
çarmos com o direito, vale a forma inverti-
da. Observe como se dá o movimento, que
vem junto com o tempo forte do ritmo
ternário.

Ao lado (Fig. 2), temos uma sequência


completa do passo, iniciando com o pé es-
querdo e depois movimentando o direito.
Veja o exemplo:

(Fig. 2)

Gostou? Agora é só tentar. Experimente!

Nos ritmos binários e quaternários o esquema é semelhante, mas com dois ou quatro
passos/tempos, como nos exercícios da “Lição de casa” (das palmas, lembra?). No binário,
dê o passo com o pé esquerdo (tempo forte) e depois com o direito (tempo fraco). No quater-
nário, dê o primeiro passo com o pé esquerdo (tempo forte), nos três tempos seguintes, passo
com o direito (tempo fraco), o esquerdo (tempo médio) novamente e depois com o direito
(fraco). Vá alternando a saída, em cada novo compasso, ora com o pé direito, ora com o
esquerdo. Você poderá unir os pés no último tempo (como no exemplo do ternário) ou não.

70
Educação Física – 5a série/6o ano – Volume 2

ATIVIDADE AVALIADORA
Em roda, peça aos alunos que relatem do compassos binário, ternário e quaternário,
modo mais detalhado possível suas sensações solicite que, divididos em grupos, elaborem
na realização das atividades. Procure avaliar suas e apresentem pequenas sequências de mo-
manifestações a respeito das próprias percepções vimentos em diferentes compassos: com-
rítmicas, tanto da percepção do ritmo do próprio binando deslocamentos, movimentos de
corpo (batimentos cardíacos, respiração) como braços, palmas, percussão no próprio cor-
do ritmo presente nos movimentos realizados. po etc. Se possível, filme as apresentações,
para que sejam posteriormente assistidas e
Para avaliar a compreensão dos alunos analisadas pelos próprios alunos, sob sua
sobre o ritmo dos movimentos baseados nos orientação.

PROPOSTA DE SITUAÇÕES DE RECUPERAÇÃO


Durante o percurso pelas várias etapas e sensações na realização das diversas
das Situações de Aprendizagem, alguns alu- atividades rítmicas, registrando-as por
nos poderão ter dificuldade em apreender os escrito; ou
conteúdos ou em desenvolver as habilidades f solicitar aos alunos que apresentaram
da forma esperada. Nesse caso, é necessário maior facilidade na realização das ativi-
criar outras Situações de Aprendizagem, di- dades que auxiliem os colegas com difi-
ferentes daquelas que geraram dificuldades. culdades a elaborar e apresentar pequenas
Tais estratégias podem ser desenvolvidas du- sequências rítmicas.
rante as aulas ou em outros momentos, en-
volver todos os alunos ou apenas aqueles que Professor, faça uma reflexão com os
apresentaram dificuldades. Por exemplo: alunos sobre as considerações apre-
sentadas na seção “Aprendendo a
f em duplas, trocar e comparar impressões aprender”, no Caderno do Aluno.

Para você não perder a postura!

Quem nunca ficou “largado” no sofá ou na poltrona? E na escola, quando você vai escor-
regando na carteira, enquanto o professor explica a matéria?

Cuidado! Você pode estar desenvolvendo um hábito que, ao ser repetido, cria vícios pos-
turais, que podem prejudicar sua coluna.

Então, vamos cuidar um pouco mais do nosso corpo, praticando uma boa postura.

Vejamos algumas situações que podem acontecer no dia a dia e o que deve ser feito para
evitar problemas futuros.

Fique ligado nas dicas para uma boa postura!

71
Ilustrações: © Paulo Manzi

Certo Errado
Quando você estiver em casa, descansando ou assistindo à TV, procure sentar de forma
confortável, com as costas, a cabeça e os braços apoiados. Isso evita dores musculares.

Errado Errado

Posições em que a cabeça vai pendendo para a frente (quando as pessoas cochilam, por
exemplo), deitar de lado no sofá ou ficar sentado no chão não são recomendáveis, pois são
posturas que podem causar dolorosas contraturas musculares.

O mesmo vale quando você estiver sentado durante as aulas. Sente-se de forma que as
costas e as coxas fiquem totalmente apoiadas.

Certo Errado

72
Educação Física – 5a série/6o ano – Volume 2

Evite debruçar-se sobre a mesa para escrever. Se você está precisando abaixar muito a
cabeça para enxergar o que está escrevendo, talvez esteja com problemas de visão e precise
consultar um médico oftalmologista (que cuida dos olhos).

Ilustrações: © Paulo Manzi


Certo Certo Errado

Os pés devem estar apoiados no chão. Se seus pés não alcançarem o chão, porque a mesa
é muito alta, ajuste a cadeira ou coloque um apoio sob os pés. Agora, se você for muito alto
e as coxas não se apoiarem na cadeira, procure uma cadeira mais alta ou coloque algum
objeto no assento para que fique mais elevado.

Errado
Sente-se de forma que a coluna fique retinha, não importa se você está sentado na cadeira
da escola, à mesa para realizar seu trabalho escolar ou para fazer as refeições. Isso evita que
a coluna forme “curvas laterais”.

Cuide de sua postura. A coluna agradece!

73
RECURSOS PARA AMPLIAR A PERSPECTIVA DO PROFESSOR
E DO ALUNO PARA A COMPREENSÃO DO TEMA

Livros Dalcroze, criador da euritmia, uma pedago-


gia fundamentada no movimento corporal,
IDLA, Ernst. Movimiento y ritmo: juego na percepção auditiva e no improviso. Nesse
y recreación. Buenos Aires: Paidós, 1972. artigo, estabelecem também relação com o
Com base em uma visão integral do corpo hu- trabalho desenvolvido pelo grupo brasileiro
mano, o autor demonstra como o ritmo é uma de percussão corporal Barbatuques.
questão central para a educação do, para e
pelo movimento, apresentando exercícios que STOROLLI, Wânia. Performance e criação:
podem ser aplicados em jogos, modalidades considerações sobre a aplicação da respiração
esportivas etc. vivenciada. OPUS: Revista da ANPPOM, Goiânia,
v. 13, n. 1, p. 119-132, jun. 2007. Disponível em:
LABAN, Rudolf von. Domínio do movimento. <http://www.anppom.com.br/opus/data/issues/
3. ed. São Paulo: Summus, 1978. Compreenden- archive/13.1/files/OPUS_13_1_full.pdf>. Acesso
do o movimento humano como força de vida, em: 11 nov. 2013. A autora apresenta a prática
o autor discorre sobre os fatores do movimen- de respiração que envolve movimento e voz,
to (peso, espaço, tempo e fluência), oferecendo denominada “respiração vivenciada”, com base
subsídios para despertar as várias dimensões de na qual é possível evidenciar as relações entre
um trabalho de consciência corporal e destacan- movimento, respiração e canto.
do aspectos relacionados à noção de ritmo.
Site
SIMÕES, Rosa Maria Araújo. Artes cêni-
cas e música: expressões do lúdico no fol- Barbatuques. Disponível em: <http://www.
clore brasileiro. In: SCHWARTZ, Gisele barbatuques.com.br>. Acesso em: 11 nov. 2013.
Maria (Org.). Dinâmica lúdica: novos olhares. Site do grupo de percussão corporal Barbatuques,
Barueri: Manole, 2004. p. 33-54. Situa a questão disponibiliza vídeos de shows e oficinas.
do folclore e sua relação com o lúdico, expressa
em manifestações rítmicas das culturas popula- CDs
res brasileiras, tais como o cacuriá maranhense
e a capoeira angola baiana. Inclui descrições Tom Zé. Jogos de armar – CD auxiliar (carti-
coreográficas, letras e partituras das músicas. lha de parceiros). Rio de Janeiro: Trama, 2000.
1 CD. Explora a diversidade de ritmos brasilei-
Artigos ros, as descontinuidades no fluir, a comparação.

LIMA, Sonia A. de; RÜGER, Alexandre C. L. Palavra Cantada. Canções do Brasil. São
O trabalho corporal nos processos de sensibi- Paulo: MCD World Music, 2006. 1 CD.
lização musical. OPUS: Revista da ANPPOM, CD-livro que destaca a diversidade de rit-
Goiânia, v. 13, n. 1, p. 97-118, jun. 2007. Dispo- mos brasileiros. Apresenta músicas inter-
nível em: <http://www.anppom.com.br/opus/ pretadas por crianças e adolescentes de
data/issues/archive/13.1/files/OPUS_13_1_full. diferentes estados do Brasil, incluindo rit-
pdf>. Acesso em: 11 nov. 2013. Os autores mos, como do Olodum da Bahia, o mara-
dialogam com importantes educadores que catu de Pernambuco, o samba do Rio de
enfatizaram a importância da prática corpo- Janeiro, o bumba meu boi do Maranhão e
ral vivenciada, com destaque para Émile J. o rap de São Paulo.

74
Educação Física – 5a série/6o ano – Volume 2

QUADRO DE CONTEÚDOS DO
ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS
5a série/6o ano 6a série/7o ano 7a série/8o ano 8a série/9o ano
Jogo e esporte: competição Esporte Esporte Luta
e cooperação Modalidade individual: atletismo Modalidade individual: atletismo Modalidade: capoeira
Jogos populares (corridas e saltos) (corridas, arremessos e lançamen- – Capoeira como luta, jogo e
Jogos cooperativos – Princípios técnicos e táticos tos) esporte
Jogos pré-desportivos – Principais regras – Princípios técnicos e táticos – Princípios técnicos e táticos
Esporte coletivo: princípios – Processo histórico – Principais regras – Processo histórico
gerais Atividade rítmica – Processo histórico Atividade rítmica
– Ataque Manifestações e representações Luta Manifestações rítmicas ligadas
– Defesa da cultura rítmica nacional Modalidade: caratê. à cultura jovem: hip-hop e
– Circulação da bola – Danças folclóricas/regionais – Princípios técnicos e táticos street dance
Organismo humano, movi- – Processo histórico – Principais regras – Coreografias
mento e saúde – A questão do gênero – Processo histórico – Diferentes estilos como
Capacidades físicas: noções Organismo humano, movimento expressão sociocultural
Organismo humano, movimento
Volume 1

gerais (agilidade, velocidade e saúde – Principais passos e


e saúde movimentos
e flexibilidade) Capacidades físicas: aplicações no Capacidades físicas: aplicações no
– A importância do alonga- atletismo e na atividade rítmica atletismo e na luta Esporte
mento e do aquecimento Esporte Modalidade coletiva: futebol
Esporte de campo
Esporte Modalidade coletiva: basquetebol Modalidade coletiva: a escolher
Modalidade coletiva: futsal – Princípios técnicos e táticos – Técnicas e táticas como fato-
– Técnicas e táticas como fatores res de aumento da complexida-
– Princípios técnicos e – Principais regras de aumento da complexidade do
táticos – Processo histórico de do jogo
jogo – Noções de arbitragem
– Principais regras Organismo humano, movimento – Noções de arbitragem
– Processo histórico – Processo histórico
e saúde Ginástica – O esporte na comunidade
Organismo humano, movi- Capacidades físicas e aplicações Práticas contemporâneas escolar e em seu entorno: espa-
mento e saúde no basquetebol – Princípios orientadores ços, tempos e interesses
Capacidades físicas: noções – Técnicas e exercícios – Espetacularização do esporte
gerais (força e resistência) e o esporte profissional
– A importância da postura – O esporte na mídia
adequada – Os grandes eventos esportivos

Esporte Esporte Atividade rítmica Esporte


Modalidade individual: Modalidade individual: ginásti- Manifestações e representações de Jogo e esporte: diferenças
ginástica artística ca rítmica outros países conceituais e na experiência
– Principais gestos – Principais gestos – Danças folclóricas dos jogadores
– Principais regras – Principais regras – Processo histórico – Modalidade “alternativa”
– Processo histórico – Processo histórico – A questão do gênero ou popular em outros países:
Organismo humano, movi- Ginástica Ginástica beisebol
mento e saúde Ginástica geral Práticas contemporâneas: ginásti- – Princípios técnicos e táticos
Aparelho locomotor e seus – Fundamentos e gestos cas de academia – Principais regras
sistemas – Processo histórico: dos – Padrões de beleza corporal, – Processo histórico

Esporte métodos ginásticos à ginástica ginástica e saúde Atividade rítmica


Modalidade coletiva: contemporânea Organismo humano, movimento Organização de festivais de
Volume 2

handebol Esporte e saúde dança


– Princípios técnicos e Modalidade coletiva: voleibol Princípios e efeitos do treinamento Esporte
táticos – Princípios técnicos e táticos físico Organização de campeonatos
– Principais regras – Principais regras Esporte
– Processo histórico – Processo histórico Modalidade individual ou coletiva
Organismo humano, movi- Luta (ainda não contemplada)
mento e saúde Princípios de confronto e – Princípios técnicos e táticos
Noções gerais sobre ritmo: oposição – Principais regras
jogos rítmicos – Classificação e organização – Processo histórico
– A questão da violência Organismo humano, movimento
e saúde
Atividade física/exercício físico:
implicações na obesidade e no
emagrecimento
Doping: substâncias proibidas

75
CONCEPÇÃO E COORDENAÇÃO GERAL Química: Ana Joaquina Simões S. de Mattos Rosângela Teodoro Gonçalves, Roseli Soares
NOVA EDIÇÃO 2014-2017 Carvalho, Jeronimo da Silva Barbosa Filho, João Jacomini, Silvia Ignês Peruquetti Bortolatto e Zilda
Batista Santos Junior, Natalina de Fátima Mateus e Meira de Aguiar Gomes.
COORDENADORIA DE GESTÃO DA Roseli Gomes de Araujo da Silva.
EDUCAÇÃO BÁSICA – CGEB Área de Ciências da Natureza
Área de Ciências Humanas
Biologia: Aureli Martins Sartori de Toledo, Evandro
Coordenadora Filosofia: Emerson Costa, Tânia Gonçalves e
Rodrigues Vargas Silvério, Fernanda Rezende
Maria Elizabete da Costa Teônia de Abreu Ferreira.
Pedroza, Regiani Braguim Chioderoli e Rosimara
Diretor do Departamento de Desenvolvimento Geografia: Andréia Cristina Barroso Cardoso, Santana da Silva Alves.
Curricular de Gestão da Educação Básica Débora Regina Aversan e Sérgio Luiz Damiati.
João Freitas da Silva Ciências: Davi Andrade Pacheco, Franklin Julio
História: Cynthia Moreira Marcucci, Maria de Melo, Liamara P. Rocha da Silva, Marceline
Diretora do Centro de Ensino Fundamental Margarete dos Santos Benedicto e Walter Nicolas
de Lima, Paulo Garcez Fernandes, Paulo Roberto
dos Anos Finais, Ensino Médio e Educação Otheguy Fernandez.
Orlandi Valdastri, Rosimeire da Cunha e Wilson
Profissional – CEFAF Luís Prati.
Sociologia: Alan Vitor Corrêa, Carlos Fernando de
Valéria Tarantello de Georgel
Almeida e Tony Shigueki Nakatani.
Coordenadora Geral do Programa São Paulo Física: Ana Claudia Cossini Martins, Ana Paula
PROFESSORES COORDENADORES DO NÚCLEO Vieira Costa, André Henrique GhelÅ RuÅno,
faz escola
PEDAGÓGICO Cristiane Gislene Bezerra, Fabiana Hernandes
Valéria Tarantello de Georgel
Área de Linguagens M. Garcia, Leandro dos Reis Marques, Marcio
Coordenação Técnica Educação Física: Ana Lucia Steidle, Eliana Cristine Bortoletto Fessel, Marta Ferreira Mafra, Rafael
Roberto Canossa Budiski de Lima, Fabiana Oliveira da Silva, Isabel Plana Simões e Rui Buosi.
Roberto Liberato Cristina Albergoni, Karina Xavier, Katia Mendes
Smelq Cristina de 9lbmimerime :oeÅe e Silva, Liliane Renata Tank Gullo, Marcia Magali Química: Armenak Bolean, Cátia Lunardi, Cirila
Rodrigues dos Santos, Mônica Antonia Cucatto da Tacconi, Daniel B. Nascimento, Elizandra C. S.
EQUIPES CURRICULARES
Silva, Patrícia Pinto Santiago, Regina Maria Lopes, Lopes, Gerson N. Silva, Idma A. C. Ferreira, Laura
Área de Linguagens Sandra Pereira Mendes, Sebastiana Gonçalves C. A. Xavier, Marcos Antônio Gimenes, Massuko
Arte: Ana Cristina dos Santos Siqueira, Carlos Ferreira Viscardi, Silvana Alves Muniz. S. Warigoda, Roza K. Morikawa, Sílvia H. M.
Eduardo Povinha, Kátia Lucila Bueno e Roseli Fernandes, Valdir P. Berti e Willian G. Jesus.
Língua Estrangeira Moderna (Inglês): Célia
Ventrella.
Regina Teixeira da Costa, Cleide Antunes Silva,
Área de Ciências Humanas
Educação Física: Marcelo Ortega Amorim, Maria Ednéa Boso, Edney Couto de Souza, Elana
Filosofia: Álex Roberto Genelhu Soares, Anderson
Elisa Kobs Zacarias, Mirna Leia Violin Brandt, Simone Schiavo Caramano, Eliane Graciela
Gomes de Paiva, Anderson Luiz Pereira, Claudio
dos Santos Santana, Elisabeth Pacheco Lomba
Rosângela Aparecida de Paiva e Sergio Roberto Nitsch Medeiros e José Aparecido Vidal.
Kozokoski, Fabiola Maciel Saldão, Isabel Cristina
Silveira.
dos Santos Dias, Juliana Munhoz dos Santos,
Kátia Vitorian Gellers, Lídia Maria Batista Geografia: Ana Helena Veneziani Vitor, Célio
Língua Estrangeira Moderna (Inglês e
BomÅm, Lindomar Alves de Oliveira, Lúcia Batista da Silva, Edison Luiz Barbosa de Souza,
Espanhol): Ana Beatriz Pereira Franco, Ana Paula
Aparecida Arantes, Mauro Celso de Souza, Edivaldo Bezerra Viana, Elizete Buranello Perez,
de Oliveira Lopes, Marina Tsunokawa Shimabukuro
Neusa A. Abrunhosa Tápias, Patrícia Helena Márcio Luiz Verni, Milton Paulo dos Santos,
e Neide Ferreira Gaspar.
Passos, Renata Motta Chicoli Belchior, Renato Mônica Estevan, Regina Célia Batista, Rita de
Língua Portuguesa e Literatura: Angela Maria José de Souza, Sandra Regina Teixeira Batista de Cássia Araujo, Rosinei Aparecida Ribeiro Libório,
Baltieri Souza, Claricia Akemi Eguti, Idê Moraes dos Campos e Silmara Santade Masiero. Sandra Raquel Scassola Dias, Selma Marli Trivellato
Santos, João Mário Santana, Kátia Regina Pessoa, e Sonia Maria M. Romano.
Língua Portuguesa: Andrea Righeto, Edilene
Mara Lúcia David, Marcos Rodrigues Ferreira, Roseli
Bachega R. Viveiros, Eliane Cristina Gonçalves História: Aparecida de Fátima dos Santos
Cordeiro Cardoso e Rozeli Frasca Bueno Alves.
Ramos, Graciana B. Ignacio Cunha, Letícia M.
Pereira, Carla Flaitt Valentini, Claudia Elisabete
Área de Matemática de Barros L. Viviani, Luciana de Paula Diniz,
Silva, Cristiane Gonçalves de Campos, Cristina
Matemática: Carlos Tadeu da Graça Barros, Márcia Regina Xavier Gardenal, Maria Cristina
de Lima Cardoso Leme, Ellen Claudia Cardoso
Ivan Castilho, João dos Santos, Otavio Yoshio Cunha Riondet Costa, Maria José de Miranda
Doretto, Ester Galesi Gryga, Karin Sant’Ana
Yamanaka, Rosana Jorge Monteiro, Sandra Maira Nascimento, Maria Márcia Zamprônio Pedroso,
Kossling, Marcia Aparecida Ferrari Salgado de
Zen Zacarias e Vanderley Aparecido Cornatione. Patrícia Fernanda Morande Roveri, Ronaldo Cesar
Barros, Mercia Albertina de Lima Camargo,
Alexandre Formici, Selma Rodrigues e
Priscila Lourenço, Rogerio Sicchieri, Sandra Maria
Área de Ciências da Natureza Sílvia Regina Peres.
Fodra e Walter Garcia de Carvalho Vilas Boas.
Biologia: Aparecida Kida Sanches, Elizabeth
Área de Matemática
Reymi Rodrigues, Juliana Pavani de Paula Bueno e
Matemática: Carlos Alexandre Emídio, Clóvis Sociologia: Anselmo Luis Fernandes Gonçalves,
Rodrigo Ponce.
Antonio de Lima, Delizabeth Evanir Malavazzi, Celso Francisco do Ó, Lucila Conceição Pereira e
Ciências: Eleuza Vania Maria Lagos Guazzelli, Edinei Pereira de Sousa, Eduardo Granado Garcia, Tânia Fetchir.
Gisele Nanini Mathias, Herbert Gomes da Silva e Evaristo Glória, Everaldo José Machado de Lima,
Maria da Graça de Jesus Mendes. Fabio Augusto Trevisan, Inês Chiarelli Dias, Ivan Apoio:
Castilho, José Maria Sales Júnior, Luciana Moraes Fundação para o Desenvolvimento da Educação
Física: Anderson Jacomini Brandão, Carolina dos Funada, Luciana Vanessa de Almeida Buranello, - FDE
Santos Batista, Fábio Bresighello Beig, Renata Mário José Pagotto, Paula Pereira Guanais, Regina
Cristina de Andrade Oliveira e Tatiana Souza da Helena de Oliveira Rodrigues, Robson Rossi, CTP, Impressão e acabamento
Luz Stroeymeyte. Rodrigo Soares de Sá, Rosana Jorge Monteiro, Esdeva Indústria GráÅca Ltda.
GESTÃO DO PROCESSO DE PRODUÇÃO CONCEPÇÃO DO PROGRAMA E ELABORAÇÃO DOS Filosofia: Paulo Miceli, Luiza Christov, Adilton Luís
EDITORIAL 2014-2017 CONTEÚDOS ORIGINAIS Martins e Renê José Trentin Silveira.

COORDENAÇÃO DO DESENVOLVIMENTO Geografia: Angela Corrêa da Silva, Jaime Tadeu


FUNDAÇÃO CARLOS ALBERTO VANZOLINI DOS CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS DOS Oliva, Raul Borges Guimarães, Regina Araujo e
CADERNOS DOS PROFESSORES E DOS Sérgio Adas.
CADERNOS DOS ALUNOS
Presidente da Diretoria Executiva
Ghisleine Trigo Silveira História: Paulo Miceli, Diego López Silva,
Mauro de Mesquita Spínola
Glaydson José da Silva, Mônica Lungov Bugelli e
CONCEPÇÃO
Raquel dos Santos Funari.
GESTÃO DE TECNOLOGIAS APLICADAS Guiomar Namo de Mello, Lino de Macedo,
À EDUCAÇÃO Luis Carlos de Menezes, Maria Inês Fini Sociologia: Heloisa Helena Teixeira de Souza
(coordenadora) e Ruy Berger (em memória).
Martins, Marcelo Santos Masset Lacombe,
Direção da Área
Melissa de Mattos Pimenta e Stella Christina
Guilherme Ary Plonski AUTORES
Schrijnemaekers.

Coordenação Executiva do Projeto Linguagens


Coordenador de área: Alice Vieira. Ciências da Natureza
Angela Sprenger e Beatriz Scavazza Coordenador de área: Luis Carlos de Menezes.
Arte: Gisa Picosque, Mirian Celeste Martins,
Geraldo de Oliveira Suzigan, Jéssica Mami Biologia: Ghisleine Trigo Silveira, Fabíola Bovo
Gestão Editorial
Makino e Sayonara Pereira. Mendonça, Felipe Bandoni de Oliveira, Lucilene
Denise Blanes
Aparecida Esperante Limp, Maria Augusta
Educação Física: Adalberto dos Santos Souza, Querubim Rodrigues Pereira, Olga Aguilar Santana,
Equipe de Produção
Carla de Meira Leite, Jocimar Daolio, Luciana Paulo Roberto da Cunha, Rodrigo Venturoso
Venâncio, Luiz Sanches Neto, Mauro Betti, Mendes da Silveira e Solange Soares de Camargo.
Editorial: Amarilis L. Maciel, Ana Paula S. Bezerra,
Renata Elsa Stark e Sérgio Roberto Silveira.
Angélica dos Santos Angelo, Bóris Fatigati da Silva,
Ciências: Ghisleine Trigo Silveira, Cristina Leite,
Bruno Reis, Carina Carvalho, Carolina H. Mestriner, LEM – Inglês: Adriana Ranelli Weigel Borges, João Carlos Miguel Tomaz Micheletti Neto,
Carolina Pedro Soares, Cíntia Leitão, Eloiza Lopes, Alzira da Silva Shimoura, Lívia de Araújo Donnini Julio Cézar Foschini Lisbôa, Lucilene Aparecida
Érika Domingues do Nascimento, Flávia Medeiros, Rodrigues, Priscila Mayumi Hayama e Sueli Salles Esperante Limp, Maíra Batistoni e Silva, Maria
Giovanna Petrólio Marcondes, Gisele Manoel, Fidalgo. Augusta Querubim Rodrigues Pereira, Paulo
Jean Xavier, Karinna Alessandra Carvalho Taddeo, Rogério Miranda Correia, Renata Alves Ribeiro,
LEM – Espanhol: Ana Maria López Ramírez, Isabel
Leslie Sandes, Mainã Greeb Vicente, Maíra de Ricardo Rechi Aguiar, Rosana dos Santos Jordão,
Gretel María Eres Fernández, Ivan Rodrigues
Freitas Bechtold, Marina Murphy, Michelangelo Martin, Margareth dos Santos e Neide T. Maia
Simone Jaconetti Ydi e Yassuko Hosoume.
Russo, Natália S. Moreira, Olivia Frade Zambone, González.
Física: Luis Carlos de Menezes, Estevam Rouxinol,
Paula Felix Palma, Pietro Ferrari, Priscila Risso,
Guilherme Brockington, Ivã Gurgel, Luís Paulo
Regiane Monteiro Pimentel Barboza, Renata Língua Portuguesa: Alice Vieira, Débora Mallet
de Carvalho Piassi, Marcelo de Carvalho Bonetti,
Regina Buset, Rodolfo Marinho, Stella Assumpção Pezarim de Angelo, Eliane Aparecida de Aguiar,
José Luís Marques López Landeira e João Maurício Pietrocola Pinto de Oliveira, Maxwell
Mendes Mesquita, Tatiana F. Souza e Tiago Jonas
Henrique Nogueira Mateos. Roger da PuriÅcação Siqueira, Sonia Salem e
de Almeida. Yassuko Hosoume.
Matemática
Direitos autorais e iconografia: Beatriz Fonseca Química: Maria Eunice Ribeiro Marcondes, Denilse
Coordenador de área: Nílson José Machado.
Micsik, Dayse de Castro Novaes Bueno, Érica Morais Zambom, Fabio Luiz de Souza, Hebe
Matemática: Nílson José Machado, Carlos
Marques, José Carlos Augusto, Juliana Prado da Eduardo de Souza Campos Granja, José Luiz Ribeiro da Cruz Peixoto, Isis Valença de Sousa
Silva, Marcus Ecclissi, Maria Aparecida Acunzo Pastore Mello, Roberto Perides Moisés, Rogério Santos, Luciane Hiromi Akahoshi, Maria Fernanda
Forli, Maria Magalhães de Alencastro, Vanessa Ferreira da Fonseca, Ruy César Pietropaolo e Penteado Lamas e Yvone Mussa Esperidião.
Bianco e Vanessa Leite Rios. Walter Spinelli.
Caderno do Gestor
Edição e Produção editorial: R2 Editorial, Jairo Souza Ciências Humanas Lino de Macedo, Maria Eliza Fini e Zuleika de
Design GráÅco e Occy Design (projeto gráÅco). Coordenador de área: Paulo Miceli. Felice Murrie.

Catalogação na Fonte: Centro de Referência em Educação Mario Covas

* Nos Cadernos do Programa São Paulo faz escola são


indicados sites para o aprofundamento de conhecimen- S239m São Paulo (Estado) Secretaria da Educação.
tos, como fonte de consulta dos conteúdos apresentados Material de apoio ao currículo do Estado de São Paulo: caderno do professor; educação
e como referências bibliográficas. Todos esses endereços física, ensino fundamental ¹ anos Ånais, -a série / 6o ano / Secretaria da Educação; coordenação
eletrônicos foram checados. No entanto, como a internet é geral, Maria Inês Fini; equipe, Jocimar Daolio, Luciana Venâncio, Luiz Sanches Neto, Mauro Betti.
um meio dinâmico e sujeito a mudanças, a Secretaria da - São Paulo: SE, 2014.
Educação do Estado de São Paulo não garante que os sites
indicados permaneçam acessíveis ou inalterados. v. 2, 80 p.
Edição atualizada pela equipe curricular do Centro de Ensino Fundamental dos Anos Finais,
* Os mapas reproduzidos no material são de autoria de Ensino Médio e Educação ProÅssional ¹ CEFAF, da Coordenadoria de Gestão da Educação Básica -
terceiros e mantêm as características dos originais, no que CGEB.
diz respeito à grafia adotada e à inclusão e composição dos
ISBN 9/8-8--/849-631-9
elementos cartográficos (escala, legenda e rosa dos ventos).
1. Ensino fundamental anos Ånais 2. Educação física 3. Atividade pedagógica I. Fini, Maria Inês.
* Os ícones do Caderno do Aluno são reproduzidos no II. Daolio, Jocimar. III. Venâncio, Luciana. IV. Neto, Luiz Sanches. V. Betti, Mauro. VI. Título.
Caderno do Professor para apoiar na identificação das CDU: 371.3:806.90
atividades.
Validade: 2014 – 2017