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1.

0 PRESSÃO
Pressão é força exercida em algo, podendo pode indicar o ato de compressão ou
pressionar. Na física corresponde a uma grandeza.

PRESSÃO EXERCIDA POR GÁS PRESSÃO EXERCIDA POR LÍQUIDO


Pressão: É a relação entre a intensidade de força que atua perpendicularmente e a
área que ela se distribui.
Ou seja:
Pressão é a força exercida em uma determinada superfície.
Podemos usar a seguinte formula:
𝑓
𝑝=
𝐴
Uma força será maior quando sua área de atuação for menor.
Pressão pode ser medida: N/m² (Newton por metro quadrado), unidade igualmente
conhecida como pascal. Existem outras unidades como bar, PSI (equivale a 0,07 bar),
mmHg, milibar, atm.
1.1.1. Pressão Atmosférica:
Em nosso cotidiano as vezes ouvíamos em noticiários, filmes e livros alguém se
referindo a pressão atmosférica. O que seria essa pressão atmosférica?
Antes de apresentar o conceito, vamos deduzir o que seria essa Pressão Atmosférica:
No início deste capítulo vimos que pressão é dada pela força dividida pela área.
Observando a denominação, pressão atmosférica: vemos que está relacionada a
palavra atmosfera.
Uma atmosfera é definida: Uma atmosfera (do grego antigo: ἀτμός, vapor, ar, e
σφαῖρα, esfera) é uma camada de gases que envolve (geralmente) um corpo material
com massa suficiente. Os gases são atraídos pela gravidade do corpo e são retidos
por um longo período de tempo se a gravidade for alta e a temperatura da
atmosfera for baixa.
Essa massa de gases exerce uma força sobre a superfície terrestre, temos assim uma
força aplica em uma determinada aérea. No entanto a superfície terrestre não possui
uma forma homogênea, devido a diversidade do relevo terrestre. No globo
encontramos regiões de montanhas, planícies, depressões entre outras variações de
relevo: devido a este fenômeno, encontramos variações da pressão atmosférica de
acordo com a região do planeta. Quanto maior a altitude menor a massa de ar, devido
a esta característica quanto maior a altitude menor a pressão atmosférica naquela
região.
Podemos definir pressão atmosférica como: RELACIONAMENTO DEVIDO AO
PESO QUE O AR EXERCE SOBRE A SUPERFÍCIE TERRESTRE, RELACIONADO
COM A ALTITUDE E COM A TEMPERATUTA.
1.1.2. PRESSÃO INTERNA DE UM VASO:
A PRESSÃO INTERNA EM UM VASO é a pressão exercida pelo fluido no interior de
vaso, esta pressão é superior a pressão atmosférica.

PRESSÃO DO FLUÍDO EM UMA PANELA DE PRESSÃO


Quando a pressão é superior aquela ao qual o vaso foi projetado, podem ocorrer
acidentes graves a vida humana.
IMAGENS DE ACIDENTES OCASIONADOS POR PRESSÃO SUPERIOR AO
PROJETO.

EXPLOSÃO DE CALDEIRA.
ACIDENTE COM VASO.

ACIDENTE COM CAMINHÃO TANQUE.


1.1.3 PRESSÃO MANOMÉTRICA E PRESSÃO ABSOLUTA.
Na atualidade possuímos equipamentos que realizam a aferição da pressão atmosférica
de dado local. Equipamentos como barômetro realizam medições em mb (milibares), a
pressão média na Terra é de 1013 mb.

BARÔMETRO ANALÓGICO BARÔMETRO DIGITAL

1.1.3 PRESSÃO MANOMÉTRICA: É a aferição da pressão atmosférica realizado no


local. Ela pode ser igual ou superior a pressão atmosférica (positiva), podemos
encontrar em sistemas que trabalham com a pressão negativa (indica o vácuo).
1.1.3 PRESSÃO ABSOLUTA: é a pressão total de um certo ponto ou lugar, ou seja, é
o somatório de todas as contribuições para o aumento da mesma. A sua determinação
depende de diversos fatores que podem provocar um aumento de pressão no sistema.
Para um ponto no interior de um fluido:
𝑃𝑎𝑏𝑠: 𝑝𝑒𝑥𝑡 + 𝑝. 𝑔. ∆𝐻
Se a parte externa for o meio ambiente, então:
𝑃𝑒𝑥𝑡 = 𝑝𝑚

O princípio de Stevin estabelece a diferença de pressão entre dois pontos de um fluido:


∆𝑝 = 𝑝. 𝑔. ∆𝐻
Este valor é conhecido como pressão manométrica, pois é a pressão indicada pelos
manómetros. A pressão manométrica entre dois pontos de um mesmo fluido, mas com
profundidades diferentes h1 e h2 é:
𝑝 = 𝑝. 𝑔. ∆ℎ
Podemos então afirmar que:
𝑃 = 𝑝𝑎 + 𝑝𝑚
A pressão absoluta sempre é positiva (𝑝𝑎𝑏𝑠 =≥ 0), mas a pressão manométrica pode
ser positiva (em locais com pressão superior à pressão atmosférica), ou negativa (em
locais onde a pressão é inferior à pressão atmosférica).

Para determinar a diferença de pressão entre dois pontos de um sistema qualquer, são
muitas vezes empregues os manómetros de líquido. Um manómetro de líquido muito
simples pode ser um tubo é U contendo um líquido. Usando um tubo em U, podemos
medir a pressão de líquidos e gases.
O manómetro em U é conectado como na figura 2, sendo preenchido com um fluido
chamado fluido manométrico. O fluido cuja pressão será medida deve ter uma massa
específica menor que a do fluido manométrico. Os fluidos não devem misturar-se. Como
vimos, uma das consequências da variação da pressão em um fluido, é que a pressão
em dois pontos do fluido com mesma profundidade (ou quota) é igual. Portanto, na figura
, a pressão manométrica do fluido no ponto B será: {𝑝𝑏 = 𝑐}. Sabemos que:
{pc=pa+pman.g.h2}

𝑝𝑏 = 𝑝𝑎 + 𝑝. 𝑔. ℎ1
𝑝𝑎 = 𝑝𝑏 − 𝑝. 𝑔. ℎ1
Como pb = pc e 𝑝𝑐 = 𝑝𝑚𝑎𝑛. 𝑔. ℎ2 então:
𝑝𝑎 = 𝑝𝑚𝑎𝑛. 𝑔. ℎ2 − 𝑝. 𝑔. ℎ1
A experiência de Torricelli possibilitou a construção de outro instrumento para medição
de pressão atmosférica, ou para medição da pressão num dado local, que é o
barómetro, que é na verdade uma variante do manómetro. Ele foi obtido pegando-se
um tubo capilar aberto em apenas uma extremidade. Enche-se o tubo capilar com
mercúrio e tapa-se. Em seguida coloca-se o tubo capilar invertido num outro recipiente
com mercúrio e retira-se a tampa. Vai se observar que o nível de mercúrio no capilar vai
descer um bocado, originando um vácuo na extremidade fechada do capilar.

A diferença entra a pressão da parte fechada do capilar ( , Vácuo) e a pressão


no local será definida pela altura da camada de mercúrio desde a superfície livre (no
ambiente exterior) até ao ponto onde se fez o vácuo (no capilar).
Na sua experiência, Torricelli obteve o valor
de .
1.1.4. Unidades de pressão:
Podemos quantificar a pressão aferida utilizando algumas destas grandezas:

Exercícios:
1) Defina pressão?
2) O que é pressão atmosférica?
3) O que é pressão interna de um vaso?
4) Explique o que é pressão manométrica e o que é pressão absoluta?
5) Imagine que você esteja diante de uma piscina de 4 metros de profundidade.
Calcule a pressão no fundo dessa piscina em Pa (pascal) e atm. Efetuado o
cálculo, marque a alternativa CORRETA:
a) 140 atm
b) 4,1 atm
c) 14,1 atm
d) 1,4 atm
e) 4 atm
6) Calcule em atm a pressão a que um submarino fica sujeito quando baixa a uma
profundidade de 100 metros. Para a água do mar adote que a densidade vale
1000 kg/m3.
a) 10 atm
b) 11 atm
c) 12 atm
d) 13 atm
e) 14 atm
7) Suponha que uma caixa d’água de 10 metros esteja cheia de água cuja densidade
é igual a 1 g/cm3. A pressão atmosférica na região vale 105 Pa e g é igual a 10
m/s2. Calcule a pressão, em Pa, no fundo da caixa d’água e marque a opção
correta.
a) 5 . 105 Pa
b) 4,1 . 105 Pa
c) 12 . 105 Pa
d) 3,5 . 105 Pa
e) 2 . 105 Pa
8) (UNIFOR-CE) Afundando 10 m na água, fica-se sob o efeito de uma pressão,
devida ao líquido, de 1 atm. Em um líquido com 80% da densidade da água,
para ficar também sob o efeito de 1 atm de pressão devida a esse líquido,
precisa-se afundar, em metros,
a) 8
b) 11,5
c) 12
d) 12,5
e) 15

GABARITO:

1) Como sabemos que a densidade da água é igual a d = 1.000 kg/m3 e a


pressão atmosférica na superfície da água Po = 1 atm fica fácil determinar a
pressão no fundo da piscina.

Primeiramente, expressemos a pressão Po em unidades do SI:


A pressão no fundo da piscina (h = 4 m) vale:

Alternativa D

2) Supondo que a densidade da água do mar vale d = 1.000 kg/m3 e a


pressão atmosférica na superfície da água Po = 1 atm, determinamos a
pressão sobre o submarino da seguinte forma:

Colocando a pressão atmosférica em unidades do SI, temos:

Po=1 atm =1.105 𝑃𝑎

Calculando a pressão para uma profundidade igual a h = 100 m, temos:

Alternativa: B

3) De acordo com o teorema de Stevin, a pressão no fundo da caixa


d’água vale:

P=Po+d.g.h

Mas como Po = 105 Pa; d = 1 g/cm3 = 103 kg/m3 e h = 10 m, temos:

P=105+(103.10.10)
P=105+105
P=2 .105 Pa

Alternativa: E
4) Primeiramente devemos realizar algumas transformações, portanto,
temos:

Po = 1 atm = 105 Pa; h = 10 m;

Calculemos a pressão hidrostática:

P=d.g.h

105=d.10.10

d=103 kg/m3

Como a densidade do líquido é 80% da densidade da água, temos:

d'=80%.d

d'=0,8 .d

P'=d'.g.h'

105=0,8 .103.10 . h'

Alternativa: D

— Referências Bibliográficas —

[1] Jorge A. V illar Alé. MECÂNICA DOS FLUIDOS:CURSO BÁSICO, [2011].


[2] Luiz F. F. Carvalho. CURSO DE FORMAÇÃO DE OPERADORES DE REFINARIA
– FÍSICA APLICADA: MECÂNICA DOS FLUIDOS, Curitiba, [2002].
[3] Daniel Fonseca de Carvalho & Leonardo Duarte Batista da Silva. FUNDAMENTOS
DE HIDRÁULICA, [2008].
[4] J. Gabriel F. Simões. MECÂNICA DOS FLUIDOS: NOTAS DAS AULAS, [2008].
[5] Luiz Eduardo Miranda J. Rodrigues. MECÂNICA DOS FLUIDOS : NOTAS DAS
AULAS, (2010)
[6] Halliday & Resnick. FUNDAMENTOS DE FÍSICA, VOL. 2 (2008)
[7] Young & Freedman. FÍSICA 2: TERMODINÂMICA E ONDAS, 10ª ed (2003)
1.2. Calor
Para dar prosseguimento em nossos estudos, neste capitulo vamos adentrar no ramo
da física denominado calorimetria. Neste ramo da física se ocupa nos fenômenos
decorrentes da transferência desta forma de energia chamada de calor.
1.2.1 NOÇÕES GERAIS: O QUE É O CALOR, O QUE É TEMPERATURA.
TEMPERATURA: Temperatura é a grandeza física que associada aos movimentos ou
agitação das moléculas. Podemos dizer que quanto mais quente está o corpo, maior os
movimentos moleculares deste corpo, enquanto o corpo mais frio, possui um menor
grau de agitação deste corpo.
Podemos medir a temperatura usando escalas termométricas. As mais usadas no
mundo atualmente são as escalas: Celsius. Fahrenheit e Kelvin. Para que se possa
converter de uma escala para a outra usamos a seguintes expressões matemáticas.
CELSIUS E FAHRENHEIT:
𝑻𝑪 𝑻𝑭 − 𝟑𝟐
=
𝟓 𝟗
CELSIUS E KELVIN
𝑻𝑲 = 𝑻𝑪 + 𝟐𝟕𝟑
CALOR: é a transferência de um corpo com energias térmicas diferentes. O calor é
transferido do corpo mais quente para o mais frio. Quando as temperaturas se igualam,
dizemos que os corpos chegaram ao equilíbrio terminco.

Caloria: quantidade calor a ser fornecido a 1 grama de água pura, para elevar sua
temperatura em 1 grau.
1𝐶𝐴𝐿 = 4,8186 𝐽
1.2.2 MODOS DE TRANSFERÊNCIA DE CALOR:
Em física, transferência, transmissão ou propagação de calor, algumas vezes citada
como propagação ou transferência térmica, é a transição de energia térmica de uma
massa (corpo) mais quente para uma massa mais fria. Noutras palavras, é a troca de
energia calorífica entre dois sistemas de temperaturas diferentes.
Temos três formas para o calor se propagar.
CONDUÇÃO
CONVECÇÃO
RADIAÇÃO
CONDUAÇÃO: Ocorre através do contato físico. Na condução a energia cinética (calor),
transfere sua energia através de colisões com as moléculas vizinhas. O calor segue o
fluxo da temperatura mais alta para a mais baixa.
A capacidade para conduzir calor (condutividade) varia de acordo com as características
da substância.
Via de regra:
Sólidos são melhores que líquidos.
Líquidos são melhores que gases.
Ex: Metais são excelentes condutores de calor, enquanto o ar é um péssimo condutor
de calor.
CONVECÇÃO: Ocorre somente entre líquidos e gases.
A transferência de calor ocorre dentro do próprio fluído, usando movimentos circulares
em seu interior.
Convecção ocorre através da diferença de densidade do fluído.

RADIAÇÃO: Transmitidos por ondas eletromagnéticas sendo propagado pela luz. A


radiação se propaga no vácuo e é o responsável por transferir o calor ao planeta.

Na imagem abaixo encontramos as três formas de transmissão do calor:


CAPACIDADE TÉRMICA E CALOR ESPECÍFICO SENSÍVEL

1.2.3. CALOR SENSÍVEL OU ESPECÍFICO


Calor sensível: Calor específico é quantidade de calor a ser fornecido ou retirado para
que a substância tenha sua temperatura alterada em um grau.
Quanto maior o calor específico da substância, maior será a quantidade de calor a ser
fornecido para que sua temperatura seja alterada.
Neste processo e tem como característica o aumento de temperatura da substância,
neste caso não ocorre a mudança de estado.

TABELA PARA CALOR ESPECÍFICO DE ALGUMAS SUBSTÂNCIAS:


OBS: Capacidade térmica ou capacidade calorífica (usualmente denotada pela
letra C) é a grandeza física que determina a relação entre a quantidade de calor
fornecida a um corpo e a variação de temperatura observada neste. A capacidade
térmica caracteriza o corpo, e não a substância que o constitui.
Pode ser calculado por:
𝑪𝒂𝒑𝒂𝒄𝒊𝒅𝒂𝒅𝒆 𝒕é𝒓𝒎𝒊𝒄𝒂
𝒄=
𝒎𝒂𝒔𝒔𝒂

Equação do calor sensível: Para calcular o calor sensível de um material, é necessário


conhecer o seu calor específico. Considerando o calor específico (c) de um corpo e a
variação da temperatura (∆θ), a equação do calor sensível pode ser descrita da seguinte
maneira:
1.3.2. CALOR LATENTE: também chamado de calor de transformação, é a grandeza
física relacionada à quantidade de calor que uma unidade de massa de determinada
substância deve receber ou ceder para que ocorra a mudança de fase, ou seja, passar
do sólido para o líquido, do líquido para o gasoso ou o inverso.

Calor Latente: Pode ser calculado pela formula:


𝑄=𝑀.𝐿
Q= Quantidade de calor recebido ou cedido
M= massa da substância
L= calor latente da água
O Valor de L deve seguir a seguinte tabela:
Substância pura: Durante o processo de mudança de fase a temperatura se mantém
constante.
Como podemos demonstrar no gráfico a seguir:

Substância composta: Durante o processo de mudança de fase, pode apresentar


variação de temperatura.
Como podemos demonstrar no gráfico a seguir:
Q< + a ganho de temperatura
Q> - a perda de temperatura
1.2.5. Vapor Saturado ou Vapor superaquecido
No diagrama de fases, as curvas de fusão, de vaporização e de sublimação convergem
no ponto triplo. Entre essas três, a curva de vaporização é a única que tem um segundo
ponto bem definido, o chamado ponto crítico, além do qual essa curva inexiste.

O estado definido pelo ponto crítico permite que a substância se apresente em equilíbrio
nas fases gasosa e líquida, com pressão, temperatura e densidade iguais. Esse ponto,
característico de cada substância, é definido pela pressão crítica e pela temperatura
crítica.

Verifica-se que uma substância na fase gasosa, com temperatura superior à


temperatura crítica, mantém-se na fase gasosa qualquer que seja a pressão à que ela
esteja submetida. Daí a distinção que se faz entre vapor e gás:

- Vapor é a substância na fase gasosa a uma temperatura igual ou inferior à temperatura


crítica. O vapor pode ser condensado, ou seja, transformado em líquido; ou cristalizado,
transformado em sólido, por aumento de pressão, mantida constante a temperatura.
Em resumo, sendo Tc a temperatura crítica da substância, na fase gasosa, e T a
temperatura em que ela se encontra, teremos:

T < Tc = vapor – condensa-se por compressão isotérmica

T > Tc = gás – não se condensa por compressão isotérmica

TIPOS DE VÁPOR:
Se água for aquecida além do ponto de ebulição, ela se vaporiza em vapor, ou água em
estado gasoso. No entanto, nem todo vapor é igual. As propriedades do vapor variam
gradativamente dependendo da pressão e temperatura na qual ele está sujeito.

Nós discutimos várias aplicações nas quais o vapor é usado. Nas seções a seguir, nós
discutiremos os tipos de vapor usado nestas aplicações.
Relação de Pressão-Temperatura da Água e Vapor
Vapor saturado (seco) é produzido quando água é aquecida até o ponto de ebulição
(aquecimento sensível) e então vaporizada com calor adicional (aquecimento latente).
Se este vapor é então aquecido acima do ponto de saturação, ele se torna vapor
superaquecido (aquecimento sensível).
Vapor saturado
Conforme indicado pela linha preta no gráfico acima, vapor saturado ocorre em
temperaturas e pressões onde o vapor (gás) e água (líquido) podem coexistir. Em outras
palavras, isto ocorre quando a taxa de vaporização da água é igual a taxa de
condensação.
Vantagens de uso do vapor saturado para aquecimento
Vapor saturado tem muitas propriedades que o torna uma excelente fonte de calor,
particularmente às temperaturas de 100 °C (212°F) e acima. Algumas destas
propriedades são:

Propriedade Vantagens

Aquecimento rápido e uniforme através de Melhorou a qualidade e produtividade


transferência do calor latente do produto

Pressão pode controlar temperatura Temperatura pode ser rapidamente e


precisamente estabelecida

Alto coeficiente de transferência do calor Menor área superficial requerida para


transferência de calor, possibilitando
redução no gasto inicial do
equipamento

Origina a partir de água Seguro, limpo e baixo custo


Dicas
Tendo dito isso, é necessário estar atento aos seguintes itens quando estiver aquecendo
com vapor saturado:
Eficiência de aquecimento pode ser diminuído se outro vapor diferente ao vapor seco
for usado para processo de aquecimento. Ao contrário da percepção comum,
virtualmente todo o vapor gerado pela caldeira não é vapor saturado seco, mas sim
vapor úmido, no qual contém algumas moléculas de água não - vaporizada.
A perda do calor radiante provoca condensação em alguma parte do vapor. O vapor
úmido gerado nestas condições torna-se mais úmido, e também forma o condensado,
que deve ser removido através da instalação de purgadores de vapor em locais
apropriados.
Condensado pesado que cai fora do fluxo de vapor pode ser removido através de
purgadores de vapor da bota de condensado. No entanto, o vapor úmido entrante
reduzirá eficiência de aquecimento, e deveria ser removido através do ponto de uso ou
distribuição das estações de separação.
Vapor que incorrer em queda de pressão devido ao atrito na tubulação, etc., pode
resultar uma perda correspondente à temperatura do vapor também.
Vapor úmido:
Esta é a forma mais comum do vapor experimentado nas plantas. Quando o vapor é
gerado usando uma caldeira, este geralmente contém umidade vinda de moléculas de
água não-vaporizada que foram carregadas para dentro do vapor distribuído. Mesmo as
melhores caldeiras podem descarregar vapor contendo 3% a 5% de umidade. À medida
em que a água se aproxima do estado saturado e começa a vaporizar, parte da água,
geralmente em forma de névoa ou gotículas, é arrastada para vapor ascendente e
distribuído em corrente abaixo. Este é um dos motivos chave de o porquê um separador
é usado para desaraste do condensado a partir do vapor distribuído.
Vapor superaquecido:
Vapor superaquecido é criado através do aquecimento adicional sobre o vapor úmido
ou saturado, acima do ponto de vapor saturado. Isto produz um vapor que tem
temperatura mais alta e densidade mais baixa do que um vapor saturado à mesma
pressão. Vapor superaquecido é usado principalmente em aplicação de
propulsão/movimento tais como turbinas, e não é tipicamente usado para aplicações de
transferência de calor.
Vantagens de uso do vapor superaquecido para movimentar turbinas:
Para manter o nível seco do vapor para equipamento movido a vapor, do qual a
performance é debilitada pela presença de condensado.
Para melhorar a eficiência térmica e capacidade de trabalho, e.g. para alcançar
mudanças maiores em volume específico a partir do estado superaquecido para
pressões mais baixas, até mesmo de vácuo.
É vantajoso tanto o fornecimento e descarga de vapor, enquanto estiver no estado
superaquecido porque não serão gerados condensados dentro do equipamento movido
a vapor durante o funcionamento normal, minimizando o risco de danos por erosão ou
a corrosão do ácido carbônico. Além disso, como a eficiência térmica teórica da turbina
é calculada a partir do valor da entalpia na entrada e saída da turbina, aumentando o
nível de superaquecimento bem como o de pressão, aumenta a entalpia no lado de
entrada da turbina, e é assim eficaz na melhoria da eficiência térmica.

Propriedade Desvantagem

Baixo coeficiente de transferência de calor Produtividade reduzida

Maior área de superfície de transferência de


calor necessária

Vapor superaquecido precisa manter alta


Variação na temperatura do vapor mesmo
velocidade, senão a temperatura cairá à
em pressão constante
medida que o calor é perdido do sistema.

Queda de temperatura pode ter um impacto


Calor sensível é usado para transferir calor
negativo sobre a qualidade do produto

Materiais de construção mais fortes podem


Temperatura pode ser extremamente alta ser necessários, requerendo um alto gasto
inicial de equipamento.

Por estas e outras razões, o vapor saturado é preferível a vapor superaquecido como
meio de aquecimento em trocadores e outro equipamento de transferência de calor. Por
outro lado, quando visto como uma fonte de calor para aquecimento direto, como um
gás a alta temperatura, ele tem uma vantagem sobre o ar quente, onde ele pode ser
usado como fonte de calor para aquecimento sob as condições livres de oxigênio. A
pesquisa está sendo realizada também na utilização de vapor superaquecido em
aplicações de processamento de alimentos, tais como cozinhar e secar.
ÁGUA SUPERCRÍTICA:
Água supercrítica é a água no estado em que excede o seu ponto crítico: 22,1 Mpa,374
°C (3208 psia, 705°F). No ponto crítico, o calor latente do vapor é zero, e seu volume
específico é exatamente o mesmo, seja no estado líquido ou gasoso. Em outras
palavras, água que está na pressão e temperatura acima do ponto crítico está num
estado indistinguível que não é líquido nem gás.
Água supercrítica é usada para movimentar turbinas em usinas de energia na qual
demanda eficiência mais alta. Pesquisa sobre água supercrítica está sendo executado
com ênfase no seu uso como um fluido que tem as propriedades de ambos líquido e
gás, e em particular na sua adequação como um solvente para reações químicas.
VÁRIOS ESTADOS DA ÁGUA:

ÁGUA NÃO-SATURADA:
Esta é a água no estado mais reconhecível. Aproximadamente 70% do peso do corpo
humano vem da água. Na forma líquida da água, ponte de hidrogênio puxa as moléculas
de água juntas. Como resultado, água não-saturada tem uma estrutura relativamente
compacta, densa e estável.
VAPOR SATURADO:
Moléculas de vapor saturado são invisíveis. Quando o vapor saturado é liberado para a
atmosfera sendo expelido pela tubulação, parte dela condensa através de transferência
do seu calor para o ar ao redor, e nuvens de vapor branco (pequenas gotículas de água)
são formadas. Quando o vapor inclui estas pequenas gotículas, ele é chamado de vapor
úmido.
Em um sistema de vapor, o vapor liberado através do purgador de vapor é muitas vezes
mal interpretado como vapor saturado (vivo), onde na verdade este é o vapor flash. A
diferença entre os dois é que o vapor saturado é invisível imediatamente na saída da
tubulação, enquanto que o vapor flash contém gotículas de água visível no instante da
sua formação.
VAPOR SUPERAQUECIDO
Enquanto reter o seu estado superaquecido, o vapor superaquecido não irá condensar
mesmo que este venha a entrar em contato com a atmosfera e sua temperatura caia.
Como resultado, nenhuma nuvem de vapor é formada. Vapor superaquecido armazena
mais calor que o vapor saturado que se encontra na mesma pressão, e o movimento de
suas moléculas são mais rápidos, portanto este tem menor densidade (i.e., seu volume
específico é maior).
ÁGUA SUPERCRÍTICA
Embora não seja possível dizer através da observação visual, esta é a água em uma
forma que não é líquida nem gasosa. A ideia geral é de um movimento molecular que é
próximo ao de um gás, e uma densidade que é próxima a de um líquido.