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BOLETIM DE Nº 31

CONHECIMENTO janeiro 2017


TÉCNICO

QUAL O SIGNIFICADO DO BIM 5-D


PARA AS ATUAIS EMPRESAS DE
CONSTRUÇÃO?
O BIM (Building Information Modeling) já não é novidade para as empresas de construção
(ou pelo menos não devia ser). Inicialmente adotado pelos Arquitetos, o BIM é atualmente um
processo comum usado pelas construtoras...
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CASAIS GLOBAL SOURCING


NOVAS MÁQUINAS COLOCADAS AO SERVIÇO
EM DEZEMBRO E JANEIRO
// pág. 04

ENGENHARIA DIREITO A FALAR


CARO ENGENHEIRO, PLANO DE SEGURANÇA E SAÚDE – PSS:
AINDA TE LEMBRAS DISTO? ALGUMAS QUESTÕES
// pág. 08 // pág. 09

“O Engenho” é um Boletim de Conhecimento Técnico Mensal, os conteúdos não podem ser reproduzidos ou copiados sem a devida autorização dos autores.
Todos os direitos reservados. Grupo Casais © 2017 www.casais.pt | www.casaisnet.casais.pt
Boletim de Conhecimento Técnico Nº 31/2017

ENGENHARIA * Adaptação do texto de Walt


Davis, Curtis Peltz & Stacy
Scopano

Qual o significado
do BIM 5-D para as
atuais empresas de
construção?

O BIM (Building Information Modeling) já não é novidade para as


Sérgio Laranjeira empresas de construção (ou pelo menos não devia ser). Inicialmente
Produção - Portugal adotado pelos Arquitetos, o BIM é atualmente um processo comum
usado pelas construtoras para, digitalmente, avaliarem os projetos
antes de colocarem as máquinas no terreno.

De facto, 32% das empresas esperam aumentar o uso do BIM em


2017, de acordo com uma recente sondagem realizada nos EUA sobre
o tema: “Os desafios que se enfrentam perante uma indústria em crescen-
do: a contratação e as perspetivas de negócio em 2017”. A maioria dos
construtores está familiarizada com a vantagem da visualização 3D.
Alguns até usarão o que se chama de BIM 4D, que interliga o modelo
3D com o planeamento. No entanto, o BIM 5D, também chamado de
Orçamentação baseada na modelação 4D, está agora a dar os primei-
ros passos, apesar do crescente interesse para que seja usado para
melhor definir o custo dos projetos.

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ENGENHARIA

As Vantagens do BIM 5D resulta dos modelos tridimensionais O próximo passo


Os orçamentistas do setor AEC como um dos grandes desafios para O BIM 5D está a entrar num nível
(Arquitetura, Engenharia e Constru- atingir os benefícios do BIM 5D. de sofisticação, desta vez focado
ção) já estão a utilizar modelos para “Estamos a atravessar um período diretamente nas necessidades
os orçamentos, ou para fazer um de transição onde alguns projetistas dos orçamentistas do setor AEC.
double-check aos mapas de quan- estão mais adiantados por usar o Enquanto a informação contida
tidades. Estes modelos oferecem BIM e outros ainda o estão a apren- num modelo 3D/4D irá continuar
aos orçamentistas uma perceção der” explicando, “assim a quantidade a avançar, os orçamentistas ainda
muito mais realista do projeto, de informação para orçamentação, irão utilizar a informação 2D, como
o que lhes permite verificar as incluída num modelo tridimensional, suplemento destes modelos, duran-
quantidades e validar os custos. pode variar consideravelmente”. te algum tempo.
Os modelos também ajudam os Como resultado, os orçamentistas
orçamentistas a melhor perceber têm de recorrer aos desenhos 2D Essencialmente, pretende-se que os
a complexidade dos projetos e a para mais detalhes. orçamentistas não necessitem de
identificar potenciais áreas de risco aprender e usar mais de uma ferra-
do ponto de vista do custo. Miller reconhece que muitas das menta, ou continuem a contar com
ferramentas de modelação 3D irão outros procedimentos complicados.
As construtoras estão também à gerar informação 2D a partir do mo- Isto simplifica o agora fragmentado
procura de formas mais eficazes de delo tridimensional, incluindo plantas, processo da orçamentação, elimi-
integrar as ferramentas BIM com especificações e anotações. Contudo, nando o trabalho propenso a erros
os softwares de orçamentação para o fluxo de trabalho que implica a ex- e permitindo que os orçamentistas
acelerar o processo de orçamen- tração dessa informação 2D a partir obtenham uma visualização global
tação. A meta é obter a máxima do modelo para uso quotidiano na do processo.
informação possível do modelo, orçamentação, não será um processo
eliminando o máximo de tempo fácil. Afirma ainda que, para muitos, A possibilidade de ligar objetos de
possível na obtenção dos mapas de é mais rápido usar as habituais fer- um modelo a uma base de dados
quantidades. Os orçamentistas ga- ramentas 2D. Consequentemente, os de orçamentação é agora possível,
nham assim mais tempo que pode orçamentistas têm de usar, atualmen- dando aos orçamentistas as espe-
ser utilizado em value engineering, ou te, uma multiplicidade de métodos 2D cificações que, por vezes, faltavam
revisões de preços. e 3D desconectados entre si, compli- nos modelos.
cando o processo e aumentando as
Em última análise, o BIM 5D levar- hipóteses de erro. A perceção dos modelos tridimen-
-nos-á a uma maior certeza nos cus- sionais varia entre quem os criou
tos, ainda na fase de planeamento. Outra preocupação com os modelos e quem os vai orçamentar. A tec-
Isto resulta numa maior previsibilida- tridimensionais é falta de especi- nologia que temos hoje, reconhece
de dos mesmos e minimiza altera- ficações que são necessárias ao esta diferença e torna mais fácil que
ções tardias nos trabalhos a realizar, orçamentista. Do ponto de vista do estas duas disciplinas partilhem
devido a derrapagens nos custos. projetista – particularmente para informação. As incompatibilidades
aqueles em nome individual – é do projeto, identificação de questões
pouca a vantagem de colocar todas de segurança e coordenação de es-
Obstáculos atuais as especificações nos modelos pecialidades, são as principais razões
Kevin Miller, professor em gestão de 3D/4D. De facto, poderá não ser pelas quais as construtoras usam o
projeto na Brigham Young Universi- possível construir um modelo con- BIM. Agora, o sucesso da construção
ty, especialista em orçamentação tendo todas as especificações sem do ponto de vista dos custos pode
através de modelos tridimensionais, que tenha impacto no seu tamanho ser adicionado a esta lista.
vê a diferença na qualidade da e performance.
informação para orçamentação, que

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CASAI S GLOBA L SOURC ING

Novas máquinas
colocadas ao serviço
em dezembro e janeiro

CASAIS GLOBAL SOURCING

DIVULGA…

José Luís Marques


Departamento de Logística,
Portugal

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CASAI S GLOBA L SOURC ING

Máquina de projetar argamassas - PFT G54E

Trata-se de uma máquina de projetar dedicada a arga-


massas de reboco por projeção, que doseia automatica-
mente a quantidade de água a misturar na argamassa.
O operador controla o débito de argamassa a aplicar.

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CASAI S GLOBA L SOURC ING

Masterpiuma P3 da Montolit

Adquirimos as cortadoras Masterpiuma P3, da Montolit.


Tratam-se de cortadoras de grande qualidade que per-
mitem trabalhos de precisão até no corte de pastilha!

TECHNICAL DATA
Part No. 00 42 38 48
Working Pressure Max. 30 bar
Conveying output Max. 85 litre/min
Conveying distance Up to 50 m
Motor 400 V, 3Ph, 50 Hz, 5.5 kW, 400 rpm
Hopper content 145 litre
Rotor / Stator TWISTER D 6-3
Spraying gun DN25-360º S14 200 Geka
COMP M-250, 400V, 3Ph, 50Hz, 0.9 kW,
Air compressor
250 l/min
Material outflow DN35 male part
Material hose RONDO DN25 – 10 m
Water pump AV 1000 400V, 3 Ph, 50 Hz, 0.6 kW
Dimensions L / W / H 1,200 / 720 / 1,530 mm
Filling height 910 mm
Weight ~297kg

↘ Kindly note: Conveying distance depends on the used materials.

Pode ver mais informação sobre este equipamento em:


Link 1 e Link 2.

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CASAI S GLOBA L SOURC ING

• Humidade de funcionamento: 32% a 100% de humi-


dade relativa
• Consumo máximo de energia: 1,66 kW
• Nível de ruído (Medição de ruído a 1m de distância):
56 dB (A)
• Corrente nominal: 8,7 A
• Fluído refrigerante: R-407C (1300 g)
• Desumidificação automática controlada por higróstato
• Descongelamento automático a gás quente de alta
qualidade
• Compressor rotativo de longa duração
• Fácil de transportar
• Voltagem: 230V (50Hz)
• Dimensões (LxCxA): 540 x 640 x 850 mm
• Peso: 52 kg

Pode ver demonstração sobre o funcionamento destas


cortadoras aqui: Link 3

Desumidificador industrial Trotec TTK 650S

Segundo o fabricante, trata-se do desumidificador ideal


para secagem de novas construções.
Possui um compressor de 1,8 kW e vem equipado com
sistema de degelo a gás quente, que garante alto de-
sempenho, mesmo em salas sem aquecimento.
Concebido exclusivamente na Europa, a TTK 650 S é
equipada com guidão ajustável ergonômico e grandes
rodas para o transporte em terrenos acidentados ou
escadas. É perfeito para utilização comercial, envolven-
do frequentes mudanças de posição!
O TTK 650 S requer manutenção mínima graças ao Como termo de comparação, um desumidificador por-
filtro de ar lavável, de fácil acesso e fácil de limpar. tátil igual ao que usamos nas nossas habitações, tem
• Capacidade de desumidificação max.: 150 Litros/ 24h uma capacidade de desumidificação média a rondar os
• Fluxo de ar máx.: 1.000 m³/h 14 Litros / 24h.
• Temperatura de funcionamento: 5°C a 32°C

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ENGENHARIA

CARO ENGENHEIRO, AINDA


TE LEMBRAS DISTO?
p=2KN/m

30KN B C

2.50 mt

2.50 mt

A E

5.00 mt

Este exercício destina-se aos colegas com formação em Engenharia Civil,


Mecânica e outras, onde o cálculo de estruturas estáticas é fundamental.
Jorge Soares Nas disciplinas de Mecânica Aplicada e Resistência dos Materiais apren-
Direção de Produção, Portugal demos a calcular reações e respetivos momentos fletores nos apoios de
estruturas, sejam elas isostáticas ou hiper-estáticas.

Para este exercício pede-se, com algum esforço de memória das tuas
aulas passadas, que tentes calcular as reações nos apoios A (3 reações)
e E (2 reações).

AJUDA! Recorrer às 3 equações fundamentais: ∑ Fx=0, ∑Fy=0 e ∑Mf=0. A fórmula


dos momentos = 0 deve ser feita numa rótula onde, por definição, o somatório
tem que dar zero.)

Soluções RAx=-30 KN, RAy= 5 KN , MA=-150 KN.m , REy= 5 KN

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DIREITO A FALAR

Ricardo Carneiro Gonçalves


Departamento Jurídico

Plano de
segurança e
saúde - PSS
Algumas questões!

O PSS é o documento de referência para a


planificação e gestão da segurança e saúde de um
estaleiro, sendo fundamental para a definição das
regras e requisitos de segurança.

Pese embora seja dirigido aos vários intervenientes


envolvidos na execução de uma obra, certo é que, por
vezes, a sua importância é descurada e rapidamente
o PSS passa a ser apenas um documento estático,
como se de “arquivo” se tratasse.

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DIREITO A FALAR

Para recordar a importância e de mais de 20 trabalhadores em as alterações adequadas com vista


influência do PSS nas empreitadas e simultâneo; à sua validação técnica.
as obrigações dos seus intervenien- No caso de não existir a obrigatorie-
tes, reuniram-se algumas questões → As obras para cuja execução se dade de nomeação deste Coordena-
sobre o tema. preveja mais de 500 dias de traba- dor e o Dono da Obra não adjudicar
lho, isto é, quando se preveja que a outra pessoa a sua elaboração,
O que é o plano de Segurança e o somatório dos dias de trabalho deve esta ser assegurada pelo Autor
Saúde (PSS)? prestado pelos diversos trabalha- do Projeto.
O Plano de Segurança e Saúde dores ultrapasse aquele valor.
(PSS) é identificado como o principal O que é o Coordenador de Seguran-
instrumento de prevenção de riscos Se não for obrigatório PSS, o que é ça e Saúde?
profissionais no estaleiro da obra. necessário? O Coordenador de Segurança e
Para as obras de menor complexi- Saúde é o profissional que, quer em
Todas as obras têm que possuir um dade em que não seja obrigatório o projeto, quer em obra, tem um papel
PSS? PSS mas que impliquem trabalhos fulcral no âmbito da gestão do siste-
O PSS é obrigatório: com riscos especiais, a entidade ma de Segurança, Higiene e Saúde.
a. Em obras sujeitas a projeto e que executante deve dispor de Fichas de Os Coordenadores de Segurança e
envolvam trabalhos que impli- Procedimentos de Segurança (FPS), Saúde representam o dono de obra
quem riscos especiais (como por que indiquem as medidas de pre- em matéria de Segurança, Higiene
exemplo, quando existe risco de venção necessárias para executar e Saúde no Trabalho, orientando-o e
soterramento, de afundamento ou esses trabalhos. esclarecendo-o sobre todas as suas
de queda em altura, proximidade responsabilidades.
de linhas elétricas de média e alta De quem é responsabilidade de ela-
tensão, proximidade de vias ferro- boração de um plano de segurança Quantos PSS vão existir? O PSS de
viárias ou rodoviárias que se en- e saúde (PSS)? projeto e o PSS em obra?
contrem em utilização, ou na sua O dono de obra deve elaborar ou O plano deve ser elaborado a partir
proximidade, trabalhos em poços, mandar elaborar, durante a fase do da fase do projeto da obra, sendo
túneis, galerias ou caixões de ar projeto, o PSS para garantir a Segu- posteriormente desenvolvido e
comprimido, utilização de explosi- rança e Saúde de todos os interve- especificado antes de se passar à
vos e montagem e desmontagem nientes no estaleiro. execução da obra, com a abertura
de elementos prefabricados); Compete ao coordenador de segu- do estaleiro.
rança em projeto, nomeado pelo
b. Em obras sujeitas a projeto e que dono de obra, elaborar o PSS em Trata-se de um único plano de
envolvam a elaboração da Co- projeto ou, se o mesmo for elabo- segurança e saúde para a obra, cuja
municação Prévia (participação rado por outra pessoa designada elaboração acompanha a evolução
à Autoridade para as Condições pelo dono de obra, proceder à sua da fase de projeto da obra para a da
de Trabalho (ACT) da abertura de validação técnica. sua execução.
estaleiro), isto é, quando: Compete ao coordenador de segu-
rança em obra apreciar o desenvol- Cabe ao empreiteiro que se obriga
→ As obras para cuja execução vimento e as alterações do PSS para a executar a obra, ou ao dono da
se preveja mais de 30 dias e em a execução da obra e, sendo caso obra se a realizar por administração
qualquer momento a utilização disso, propor à entidade executante direta, o desenvolvimento do plano

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DIREITO A FALAR

da fase do projeto para a da execu- Y Estrutura organizacional do Y Riscos associados a atividades


ção da obra, com vista à sua plena estaleiro; incompatíveis no tempo e/ou no
adequação à programação definitiva Y Definição das responsabilida- espaço da sua execução;
dos trabalhos e aos recursos que des dos diversos intervenientes Y Sistema de emergência (socorro
este interveniente planeia mobilizar e estabelecimento do sistema de e evacuação);
para a execução dos trabalhos. cooperação; Y Arrumação e limpeza;
Y Definição da metodologia de Y Instalações sociais;
Quando deve ser elaborado/conhe- desenvolvimento do PSS quando
cido o PSS? a execução dos trabalhos esteja •• Análise dos principais riscos e dos
O PSS deve conhecido: adjudicada pelo Dono da Obra a correspondentes tipos de medidas
• Nas obras públicas, ser patente- diversas empresas; preventivas relativos a:
ado no concurso e ficar anexo ao Y Sistema de informação e comu- Y Tipos de trabalhos a executar;
contrato de empreitada (seja qual nicação; Y Processos construtivos preco-
for o procedimento adotado no nizados;
concurso); • Gestão e organização do Estaleiro: Y Materiais preconizados;
• Nas obras particulares, ser paten- Definição de especificações a con- Y Produtos preconizados;
teado na negociação (por forma a siderar pelo empreiteiro no Projeto Y Faseamento construtivo;
que o Empreiteiro conheça o teor de Estaleiro, as quais, consoante Y Programação da execução
das especificações deste docu- as necessidades suscitadas pelo (mapa de quantidades);
mento ao contratar a execução da tipo e dimensão da obra, bem
empreitada). como pela natureza e quantidade • Análise detalhada dos riscos
de recursos a mobilizar, poderão especiais associados a qualquer
Qual a influência do PSS no prazo envolver os campos seguintes: daqueles fatores.
de execução da empreitada? Y Identificação das situações
O prazo fixado no contrato para a exe- de risco e respetivas medidas
cução da obra não começa a correr preventivas;
antes que o dono da obra comunique Y Redes técnicas provisórias;
à entidade executante a aprovação do Y Evacuação de resíduos;
plano de segurança e saúde. Y Vedação do estaleiro;
Y Controlo de acesso de pessoas
Pelo que, a entidade executante ao estaleiro;
só pode iniciar a implantação do Y Parqueamento de veículos e
estaleiro depois da aprovação pelo equipamentos;
dono da obra do plano de segurança Y Zonas de circulação de pessoas
e saúde para a execução da obra. e equipamentos;
Y Zonas de circulação vertical;
O que deve estar previsto no PSS? Y Movimentação manual e mecâ-
O PSS deve ser estruturado de nica de cargas;
forma a contemplar, no mínimo, as Y Instalações e equipamentos de
áreas seguintes: apoio à produção;
•• Gestão da segurança e saúde no Y Materiais, produtos, substân-
estaleiro: cias e preparações perigosas;

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