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BOLETIM DE Nº 22

CONHECIMENTO abril 2016


TÉCNICO

SEGURANÇA EM 1º LUGAR
"O STRESS NO TRABALHO:
UM DESAFIO COLETIVO"
Hoje, muitos trabalhadores enfrentam grande pressão para cumprir as
exigências da vida de trabalho moderno.....
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SEGURANÇA EM 1º LUGAR SEGURANÇA EM 1º LUGAR

Utilização de escadas e escadotes Equipamentos de Proteção


como plataformas de trabalhos Coletiva – Soluções!
ESPECIAL // pág. 5 // pág. 08

DIA MUNDIAL DA
SEGURANÇA
— GESTÃO DIREITO A FALAR
28 DE ABRIL Implementação da Metodologia Trabalho Temporário – Alguns
Balanced Scorecard (BSC) na Casais esclarecimentos
// pág. 9 // pág. 15

“O Engenho” é um Boletim de Conhecimento Técnico Mensal, os conteúdos não podem ser reproduzidos ou copiados sem a devida autorização dos autores.
Todos os direitos reservados. Grupo Casais © 2016 www.casais.pt | www.casaisnet.casais.pt
Boletim de Conhecimento Técnico Nº 22/2016

SEGURANÇA EM 1º LUGAR
"O STRESS NO TRABALHO: UM DESAFIO COLETIVO"

Margarida Santos Hoje, muitos trabalhadores enfrentam grande pressão para


Departamento de Prevenção
e Segurança, Portugal
cumprir as exigências da vida de trabalho moderno.

Os riscos psicossociais, tais como o devido às mudanças substanciais nas


aumento da competitividade, expec- relações de trabalho e à crise econó-
tativas mais elevadas para o desem- mica atual, os trabalhadores estão a
penho e longas horas de trabalho experimentar mudanças organiza-
contribuem para ambientes locais de cionais e de reestruturação, menos
trabalho cada vez mais stressantes. oportunidades de emprego, aumento
Com o ritmo de trabalho ditado por do trabalho precário, medo da perda
comunicações instantâneas e altos de emprego, demissões, desempre-
níveis de competitividade global, as go e menos estabilidade financeira,
linhas divisórias entre trabalho e vida com graves consequências para a sua
privada são cada vez mais difíceis saúde mental e bem-estar.
de identificar no tempo. Além disso,

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SEGURANÇA EM 1º LUGAR

Nos últimos anos, o impacto dos RISCOS PSICOSSOCIAIS / RISCOS PSICOSSOCIAIS


riscos psicossociais e stresse relacio- RISCOS EMERGENTES: – DADOS:
nado com o trabalho tem recebido
mais atenção entre pesquisadores, São riscos emergentes porque: • O stress relacionado com o traba-
profissionais e decisores políticos de • É cada vez maior o número de peri- lho está entre as principais causas
cada vez. O stress no trabalho é hoje gos (fatores de risco) que conduzem de doença, afetando cerca de 40
reconhecido como um problema glo- ao risco psicossocial no trabalho; milhões trabalhadores na EU.
bal que afeta todos os países, todas • Aumenta cada vez mais o número Representa 50 a 60% dos dias de
as profissões e todos os trabalhado- de pessoas expostas (frequência); trabalho perdidos;
res de ambos os países desenvolvi- • São cada vez mais graves as suas • Em 2002 o custo económico anual
dos e em desenvolvimento. consequências (para a sociedade, para do stresse do trabalho na EU foi esti-
as empresas e para os indivíduos); mado em 20.000 milhões de euros;
Neste contexto complexo, o local de • É cada vez maior a perceção social • Estudos da EU revelam que 4% da
trabalho é uma importante fonte ou pública para este tipo de risco. população ativa tem sido vítima de
de riscos psicossociais e, ao mes- violência física por parte de pes-
mo tempo adequado para tratar e soas estranhas ao local de trabalho;
proteger a saúde e bem-estar dos • A melhoria da dignidade no
trabalhadores em vez disso. trabalho implica a prevenção de
fenómenos relacionados com os
riscos psicossociais;
• É urgente conhecer os fatores de risco.

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SEGURANÇA EM 1º LUGAR

Pretende-se então: Aumentar a conscientização sobre a Desenvolver e promover a utilização de


problemática dos RPS nos locais de ferramentas práticas simples, especial-
Acreditar que apesar da sua natu- trabalho e sobre os efeitos positivos mente para micro e pequenas empresas.
reza sensível, os riscos psicossociais da sua eliminação, incluindo vanta-
no trabalho podem ser reduzidos e gens económicas.
tratados da mesma forma lógica e
sistemática como outras questões de Aumentar o conhecimento prático
SST com sucesso. das empresas para reconhecer e pre-
venir os riscos psicossociais nos seus
locais de trabalho.

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SEGURANÇA EM 1º LUGAR

UTILIZAÇÃO DE ESCADAS E ESCADOTES


COMO PLATAFORMAS DE TRABALHOS

Daniel Pintor Com este artigo, pretendemos alertar para a realidade de


Departamento de Prevenção
e Segurança, Gibraltar
continuarmos, frequentemente, a utilizar equipamentos
ultrapassados. A utilização está tão enraizada no nosso dia a
dia que não nos apercebemos que o mercado já apresenta
alternativas e ferramentas muito mais evoluídas e eficazes.

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SEGURANÇA EM 1º LUGAR

Os acidentes do tipo queda em altura resultantes da má/incorreta


utilização de escadas e escadotes continuam a alimentar os índices
de sinistralidade dentro das três principais causas de acidentes
graves no ramo da construção civil.

Atualmente existem soluções no mercado que minimizam o risco


de quedas em altura resultante da utilização de escadas e escadotes
de forma bastante elevada, prática e credível. Além disso, estes
equipamentos possuem uma relação custo/beneficio bastante
favorável, pois também aumentam a produtividade/rentabilidade.

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SEGURANÇA EM 1º LUGAR

Devido ao índice elevado de aci- Acreditar no “equilibrismo” deixou de


dentes derivados da utilização de ter razão de ser, existindo no mer-
escadas e escadotes, várias empre- cado equipamentos que permitem
sas de construção civil (ex: Vinci, praticamente eliminar este risco.
Bouygues…) e inclusive municípios
(em Inglaterra e França) baniram a A legislação refere que devemos
sua utilização e limitaram este tipo evoluir os equipamentos/ferramen-
de equipamento exclusivamente a tas de trabalho.
meio de acesso temporário.

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SEGURANÇA EM 1º LUGAR

EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO
COLETIVA – SOLUÇÕES!

Orlando Teixeira Equipamentos de Proteção Coletiva (EPC)


Departamento de Prevenção são o conjunto dos meios a utilizar, destinados a proteger todos os grupos
e Segurança, Alemanha definidos como trabalhadores em estaleiro. A sua aplicação nos locais
adequados deverá ser em função dos riscos aos quais os trabalhadores podem
estar expostos, de acordo com o que está estipulado nos requisitos legais.

Sistema de “cones” colocados durante betonagem


para futura colocação de prumos de guarda-corpos.
Este sistema não permite a entrada de sujidade para
o interior dos negativos.

Sistema que é colocado na face da Laje servindo


para posterior receção de prumo de guarda-corpos.
Este sistema permite ser ajustado horizontalmente.

Proteção de ferros em espera com réguas em plástico


com reforço interior em aço. Podem ser aplicadas
vertical e horizontalmente.

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G E S TÃ O

ALINHAMENTO ESTRATÉGICO
Implementação da Metodologia Balanced
Scorecard (BSC) na Casais

Maria José Pires O alinhamento estratégico e a restruturação global dos objetivos,


Engenharia Empresarial
Casais Office
metas e indicadores é uma das iniciativas mais relevantes para o
ano 2016, no âmbito dos sistemas de gestão.

Para o efeito, foi adotada uma metodologia baseada nos


princípios do Balanced Scorecard (BSC).

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G E S TÃ O

Muito resumidamente, o BSC pode ser definido como Sendo decomposto em objetivos, indicadores, metas e
uma metodologia de medição e gestão de desempenho iniciativas:
que serve de suporte à decisão:

Nas quatro dimensões de negócio: Financeira; Clientes;


Processos internos; Aprendizagem e crescimento:

O trabalho desenvolvido na Casais implicou uma reflexão


global ao nível de todas as áreas funcionais e processos
tendo sempre como referencial a Visão, Missão e Valores:

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G E S TÃ O

O trabalho desenvolvido na Casais implicou uma E os nossos Atributos – a nossa “Proposta de Valor”:
reflexão global ao nível de todas as áreas funcionais
e processos tendo sempre como referencial a Visão, O QUE SOMOS:
Missão e Valores: • Qualidade
• Prazo
• Capacidade de Engenharia (dar soluções)
• Proximidade ao Cliente / Fidelização (antes,
durante e depois)

O QUE NÃO SOMOS:


• Fornecedores de produto Low-Cost
• Não estamos onde não somos diferenciadores
nem competitivos

Tendo obtido os resultados esperados:

1) Definição dos objetivos de 1ª linha:


• 6 Objetivos (Casais EC)
• 3 Objetivos (Grupo Casais)

2) Alinhamento estratégico traduzido na “Desmulti-


plicação dos objetivos” pelas diversas áreas funcionais

Identificar quem
pode contribuir Atribuir Distribuir
para a perfor- responsabilidades objetivos
mance de cada
objetivo

Pretende-se com esta metodologia eliminar as barreiras


que impedem a execução da estratégia:

Para não sermos uma das 9 em cada 10


empresas que, estatisticamente, falham
a execução da estratégia!

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AMBIENTE

GREEN BUSINESS WEEK


Edifícios com necessidades quase
nulas de energia

Paulino Oliveira
Engenharia Empresarial
Casais Office

No dias 1, 2 e 3 de março realizou-se no Centro de Congressos


de Lisboa a Green Business Week, uma feira que reuniu uma
mostra tecnológica e um conjunto de conferências centradas em
três pilares: cidades inteligentes, energia e água.

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AMBIENTE

A feira contou com a participação de São edifícios com um elevado de- Assim, o pós 2018-2020 traçará desta
diversas entidades de renome ligadas sempenho energético e em que a sa- forma uma nova abordagem na
a estas temáticas, como a Agência tisfação das necessidades de energia construção dos edifícios, tornando-
Portuguesa do Ambiente, Direção resulte em grande medida de energia -os mais eficientes e com custos de
Geral de Energia e Geologia, ADENE - proveniente de fontes renováveis, de- exploração inferiores.
Agência para a Energia, entre outras. signadamente a produzida no local ou
O objetivo foi promover a troca de nas proximidades. Este conceito não é
conhecimentos sobre as soluções para novo, mas vai passar a ser obrigatório:
os desafios presentes e futuros, rela-
cionados com o meio ambiente. • Após 31 de dezembro de 2018, os
edifícios novos ocupados e detidos
O destaque da feira recaiu em grande por autoridades públicas sejam
medida na sustentabilidade dos edifí- edifícios com necessidades quase
cios, concretamente nos Edifícios com nulas de energia.
necessidades quase nulas de energia,
sendo esta também uma das princi- • O mais tardar em 31 de dezembro
pais preocupações da União Europeia de 2020, todos os edifícios novos
para os próximos anos. sejam edifícios com necessidades
quase nulas de energia;

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AMBIENTE

ETIQUETA ENERGÉTICA EUROPEIA E SISTEMA DE


ETIQUETAGEM ENERGÉTICA DE PRODUTOS

A Etiqueta Energética Europeia é um sistema de marca- A novidade surge com o aparecimento do Sistema de Eti-
ção que está amplamente implementado há muitos anos quetagem Energética de Produtos (SEEP) que é um siste-
na UE e é já obrigatório para lâmpadas e vários eletro- ma de marcação voluntário que permite ao utilizador final
domésticos: máquinas de lavar loiça, lavar roupa e secar comparar o desempenho energético de produtos pela sua
roupa, fornos elétricos, equipamentos de refrigeração classificação energética, servindo como um instrumento de
(frigoríficos, combinados e arcas), aparelhos de ar condi- incentivo à melhor escolha de produtos com o objetivo de
cionado e ainda televisores. tornar os edifícios energeticamente mais eficientes.

A marcação das janelas, que são elementos com impacto


relevante no consumo energético dos edifícios, já se en-
contra em funcionamento.

O próximo passo será concluir o processo para ascensores,


escadas e tapetes rolantes.

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D I R E I T O A FA L A R

TRABALHO TEMPORÁRIO
Alguns esclarecimentos
Ricardo Carneiro Gonçalves O recurso ao trabalho temporário é No entanto, existe um conjunto de
Departamento Jurídico uma forma de contratação de pessoal regras legais a observar que impedem
relativamente rápida e tem como a afirmação de que com o trabalho
principal vantagem para as empre- temporário tudo é possível.
sas libertá-las das tarefas ligadas ao
recrutamento e à seleção dos traba- Antes de mais, cumpre recordar
lhadores, processamento de salários, algumas noções básicas do trabalho
e ao cumprimento das obrigações temporário, melhor exemplificada na
legais e sociais, possibilitando uma imagem seguinte.
gestão mais adequada e flexível dos
recursos humanos.

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D I R E I T O A FA L A R

A Empresa de Trabalho Temporário recruta, seleciona e contrata o trabalhador Tendo por base estes princípios,
temporário, paga a sua remuneração, efetua os descontos para a segurança existem algumas dúvidas e questões
social e IRS e exerce o poder disciplinar. quanto à utilização em concreto do
trabalho temporário, a que se res-
A Entidade Utilizadora é a empresa que recebe nas suas instalações um ponde de seguida.
trabalhador que não integra os seus quadros e exerce em relação a ele, por
delegação da empresa de trabalho temporário, os poderes de autoridade e 1) Ficha médica” do trabalhador
direção próprios da entidade empregadora; temporário – Quando tem de ser
realizado o exame médico?
O Trabalhador Temporário presta temporariamente o seu serviço à Entidade
Utilizadora, mas tem como empregador a Empresa de Trabalho Temporário. O empregador deve promover a rea-
lização de exames de saúde adequa-
dos a comprovar e avaliar a aptidão
física e psíquica do trabalhador para
o exercício da atividade, bem como a
repercussão desta e das condições em
Trabalhador que é prestada na saúde do mesmo.

O n.º 3 do art. 108º da lei n.º


102/2009 de 10/09 é claro:
O exame de admissão deve ser reali-
zado - antes do início da prestação de
Contrato de Dá ordens trabalho ou, se a urgência da admis-
Trabalho Paga o e dirige Presta a sua são o justificar, nos 15 dias seguintes;
Vencimento Atividade
A regra deve ser a realização do
exame de saúde antes do início da
prestação do trabalho. A exceção –
devidamente justificada – é a realiza-
Contrato de Utilização
Empresa ção do exame nos 15 dias posteriores
Empresa
de Trabalho à admissão do trabalhador. Recorda-
Utilizadora mos que muitas vezes os acidentes
Temporário Paga o Serviço
de trabalho ocorrem nos primeiros
dias de trabalho e que a falta de exa-
me de saúde constitui contraordena-
ção muito grave com coima mínima,
no caso da Casais e do seu volume
de negócios, de 9.180,00 €.

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2) Contrato com empresa de traba- dor concreto mediante contrato de cada subempreiteiro ou trabalhador
lho temporário, sem indicação da utilização. independente por si contratado ou
empreitada em causa? empresa de trabalho temporário
Imaginemos, por exemplo, que a Ca- contratada que trabalhe no estaleiro
O contrato celebrado entre a empresa sais contrata um carpinteiro à VHPH durante um prazo superior a vinte e
utilizadora (que recebe o trabalhador) para a empreitada da Rua Castilho. quatro horas:
e a empresa de trabalho temporá- Este trabalhador não pode ser cedido
rio (que fornece o trabalhador) é o à Carpincasais ou à Construcasais a) A identificação completa, resi-
contrato de utilização do trabalho sem que seja realizado novo CUTT dência ou sede e número fiscal de
temporário (CUTT) com cada uma destas empresas para contribuinte;
a referida empreitada.
Este contrato para ser válido tem Nem pode ir trabalhar para obra do b) O número do registo ou da
obrigatoriamente que conter alguns Parque Infante Santo de manhã e autorização para o exercício
elementos, designadamente: à tarde ir para a empreitada da Rua da atividade de empreiteiro de
• Local e período normal de trabalho Castilho e no dia seguinte fazer o obras públicas ou de industrial
• Inicio e duração certa ou incerta inverso ou até ser enviado para outra da construção civil, bem como de
do contrato empreitada, sem que seja realizado certificação exigida por lei para o
• Data da celebração do contrato novo contrato para cada empreitada. exercício de outra atividade reali-
• Motivo justificativo – MOTIVO que zada no estaleiro;
justifica o recurso ao trabalho O trabalhador tem de estar sempre
temporário, com menção concreta vinculado a uma empresa utilizadora c) A atividade a efetuar no estalei-
dos FATOS que os integram específica mediante um CUTT, com ro e a sua calendarização;
indicação concreta da empreitada
Caso estes elementos não constem para a qual foi contratado. d) A cópia do contrato em exe-
do CUTT, o trabalhador cedido passa- cução do qual conste que exerce
rá a ficar vinculado sem termo (como 4) Obrigação de registo de cada tra- atividade no estaleiro, quando for
efetivo) à empresa utilizadora. balhador que trabalhe em estaleiro celebrado por escrito;

Assim, não é possível realizar um CUTT Diretamente relacionada com a ques- e) O responsável do subempreitei-
com a indicação genérica dos trabalhos tão anterior, a obrigação de existir ro no estaleiro.
ou do local, como, por exemplo – “tra- sempre um vínculo contratual com o
balhos de construção civil“ ou “Traba- trabalhador temporário decorre tam- Assim, para além da entidade
lhos no distrito de Braga” bém da obrigação dos empregadores executante, também cada empre-
e das entidades executantes, como gador ou utilizador deve organizar
3) Cedência de trabalhadores tem- normalmente sucede com a Casais, um registo que defina e identifique
porários entre várias empresas e registarem todos os trabalhadores rigorosamente cada trabalhador e
empreitadas? que se encontrem em estaleiro por o seu vínculo contratual na referida
prazo superior a 24 horas. empreitada e estaleiro.
Conforme resulta da questão anterior,
o trabalhador temporário tem sempre A entidade executante de uma
de estar vinculado a uma empresa de empreitada deve organizar um
trabalho temporário e a um utiliza- registo que inclua, em relação a

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5) Obrigação de cumprir prazo de


aviso prévio de denúncia do contrato
com o trabalhador temporário

As empresas utilizadoras de trabalho


temporário tem de observar aviso
prévio para proceder à denúncia do
CUTT, de modo a que a empresa de
trabalho temporário possa cumprir o
referido aviso prévio com os traba-
lhadores que contratou.

Em termos gerais, as empresas de


trabalho temporário observam os
seguintes pré-avisos para denúncia
do contrato a termo incerto com os
trabalhadores temporários:
7 dias de aviso prévio – Até 6 meses
de duração do contrato
30 dias de aviso prévio – De 6 meses
até 2 anos de duração do contrato
60 dias de aviso prévio - Mais de 2
anos de duração do contrato

Desta forma as empresas utilizadoras


de trabalho temporário devem pro-
curar observar estes prazos mínimos
de aviso prévio.

6) Quem “manda” nos trabalhadores


de trabalho temporário?

É a empresa utilizadora que é a


empresa que recebe nas suas ins-
talações o trabalhador que exerce
os poderes de autoridade e direção
próprios da entidade empregadora.

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