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A Abóbada , Alexandre Herculano

Revê os teus conhecimentos no âmbito da educação literária, escolhendo, em cada opção, a alternativa
correta.

«A abóbada» ilustra o projeto de reconstituição do passado histórico a partir de


momentos marcantes, como é o caso da construção do mosteiro da Batalha. Pretende
enaltecer o amor da pátria, remontando às origens da nacionalidade e à Idade Média, o
seu período a. de grandeza / de declínio. É aí onde Herculano pensa encontrar a
Imaginação
fisionomia do povo e as suas tradições.
histórica e
Dessa imaginação histórica ressalta nesta novela o facto de se fundar num assunto
sentimento
nacional, incluir personagens b. históricas / contemporâneas e de descrever pequenos
nacional
quadros do quotidiano – como o da religiosidade popular.
A criação de um sentimento nacional faz-se pela exibição c. da grandeza / do declínio
do «velho Portugal» em oposição à sua d. degeneração / regeneração no presente. Em
CONSULTA A P. 308.
«A abóbada», o mosteiro da Batalha, o «livro de pedra» de Afonso Domingues, simboliza
o sentimento coletivo de identidade nacional face ao inimigo árabe ou castelhano.

Afonso Domingues versus Mestre de Avis: Apesar de e. conformado / ressentido por


ter sido afastado da função de arquiteto, f. não culpa / responsabiliza o Mestre de Avis
pelo seu afastamento: entende que ele foi enganado por quem o aconselhou
erradamente a contratar Mestre Ouguet para o seu lugar.
Relações entre Afonso Domingues versus Mestre Ouguet – O velho arquiteto não acha o irlandês
Personagens qualificado por ser estrangeiro; Mestre Ouguet g. aprecia / menospreza Afonso
Domingues por ser português, logo de h. maior / menor qualidade.
D. João I versus Mestre Ouguet – D. João I i. não aprecia / aprecia a sobranceria do
irlandês e j. repreende-o / elogia-o por não respeitar o projeto do arquiteto português.
João das Regras versus Condestável – João das Regras k. aprecia / deprecia o
CONSULTA A P. 321. ondestável por ser apenas homem de armas.

Afonso Domingues representa o herói romântico. De facto, ele apresenta-se como o


indivíduo l. solitário / exuberante, posto à margem por ter cegado e ser m. jovem /
velho, mas esta é uma situação n. contra a qual se revolta com veemência / que aceita
com resignação.
Características
Sente-se um proscrito, um marginal, o. ao substituir / ao ser substituído por Mestre
do herói
Ouguet, um estrangeiro. No entanto, a queda da abóbada restitui-lhe o cargo perdido.
romântico
Jura reerguer a abóbada, o que p. será feito / não fará, e atesta a sua solidez ficando
debaixo dela durante três dias e três noites. Acabou por não resistir à provação, mas a
abóbada não caiu.
Afonso Domingues é, assim, um herói exemplar, que dá uma lição de valentia e de
CONSULTA A P. 296.
generosidade, recordando o velho Portugal q. medieval / contemporâneo, no qual a
nação forjou a sua identidade.

O estilo de Alexandre Herculano caracteriza-se por frases e períodos r. curtos / longos,


pelo forte pendor s. descritivo / argumentativo, nomeadamente na t. reconstituição /
reconstrução de ambientes e na descrição de vestuário e de certos aspetos ligados à
arquitetura. Daqui resulta um forte visualismo. Serve-se ainda de um vocabulário u.
moderno / arcaizante devidamente conformado com a época v. reconstruída /
Linguagem reconstituída.
e estilo e Estruturação da narrativa – «A abóbada» encontra-se dividida em cinco capítulos. No
estrutura I, a introdução, define-se a situação inicial, nos II, III e IV, que constituem o
desenvolvimento, desenrolam-se as diversas peripécias que constituem a ação, e no V, a
conclusão, verifica-se o desfecho.
Recursos expressivos – os mais frequentes são a comparação, a enumeração, a
metáfora e a personificação.
Para lá do discurso direto, o discurso indireto aparece x. com frequência / raramente
em «A abóbada» em diversas situações: reportar o discurso de outrem, retomar o
discurso e citar.