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A água como o principio da vida

Todo o processo vital está intrinsecamente ligado, directa ou indirecta à água.

A água é, por isso, de um modo genérico, elemento vital tanto para as plantas
como para o ser humano, entre todos os animais.

A água tem um papel de primordial importância como meio de transporte e de


dissolução.
Quer a absorção e transporte dos nutrientes essenciais, bem como todo o
metabolismo do organismo humano, implicam elementos dissolvidos.
A água torna possível ao organismo resolver o processo vital que consiste na
preparação das albuminas e de alguns hidratos de carbono de modo a que
estas possam ser assimiladas
A maior parte das reacções biológicas das células processa-se num estado
aquoso e muitas reacções metabólicas originam água como elemento final.

A água constitui ainda o meio ambiente para muitos organismos por ex. os
peixes.

A água é um verdadeiro produto natural e é constituído pelos dois elementos


que mais surgem na terra: Hidrogénio e oxigénio.
Da reacção química de dois átomos de hidrogénio (H) e um átomo de oxigénio
(O) resulta 1 molécula de água, simbolizada pela formula universalmente
conhecida H2O.

A superfície da terra está coberta em 71% por água. Desta deste enorme
volume, porém, apenas uma pequena parte é água doce. (cerca de 0,7 %) – a
base de água potável.

A água move-se ininterruptamente, em círculo, como nenhum outro elemento


na terra. A cada minuto, evapora-se dos mares, rios, oceanos e dos próprios
continentes cerca de 1 bilião de metros cúbicos de água.

Na evaporação da água dos continentes são as plantas que desempenham o


maior papel, por ex. 1 Ha. De floresta pode fazer evaporar, num dia quente de
verão, 40 m3 de água.

O vapor de água sobe na atmosfera, concentra-se pela baixa temperatura e


formam-se nuvens. Pela acção do vento uma parte das nuvens é transportada
e a humidade formada cai sob a forma de chuva, granizo ou neve.

Uma parte desta precipitação fica à superfície, nos mares e oceanos e corre
pelos ribeiros e rios.
Uma outra parte infiltra-se na terra, fica aí ou desce para os lençóis freáticos
que alimentam ribeiros, rios e fontes.

A água nunca se perde, é, simplesmente consumida ou utilizada.

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Na base da energia – o oxigénio

1 - Todo o ciclo da vida pressupõe a existência da energia.


Vida e energia formam um todo, coexistem.

2 - Também no ser humano todas as manifestações da vida necessitam de


energia. Quer se trate de espaço físico ao intelectual, crescimento,
regeneração ou o próprio funcionamento dos órgãos.

3 - Um componente indispensável à produção de energia é o oxigénio.

4 - O oxigénio em si mesmo não contém energia. É contudo a premissa que


permite a libertação da energia contida nos elementos nutritivos.

5 - Não há qualquer outra substância que possa substituir o oxigénio nesta


função.

6 - Embora o oxigénio seja o elemento mais comum no planeta, o ser humano


apenas pode utilizar aquele que existe no ar ambiente quando pretende usá-lo
para a produção de energia.

7 - O ar ambiente é parte da atmosfera. A atmosfera forma um manto de ar que


envolve a terra, protege e purifica a vida orgânica no planeta. A atmosfera está
sujeita às leis da gravidade, daí a pressão atmosférica.

8 -Do ponto de vista físico, o ar atmosférico é um composto gasoso, composto


sobretudo de hidrogénio e oxigénio, no qual a percentagem de oxigénio é de
21%. Esta percentagem de oxigénio mantém-se até uma altitude de cerca de
100 km o que significa um enorme potencial em oxigénio, o oxigénio do ar
ambiente é produzido pelas plantas, sejam plantas marinhas ou terrestres, as
quais o emanam como resultado da fotossíntese.

O processo de absorção de oxigénio é influenciado decisivamente pela pressão


do oxigénio.

Esta pressão, também conhecida por pressão parcial (Po2) corresponde, em


condições normais, sempre à percentagem de oxigénio na pressão
atmosférica.

No ar ambiente a Po2 representa portanto 21 % da pressão atmosférica.


Sendo a pressão atmosférica 760m/hg corresponde o Po2 a 160 m/hg.

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Ao contrário da água, o organismo consome oxigénio durante as reacções que
produzem energia (oxidação biológica).

Em descanso físico, o organismo de um ser humano adulto consome 250 ml de


oxigénio por minuto, isto é, 15 litros de oxigénio por hora, ou seja, 350 – 360
litros por dia.

Uma vez que 1 litro de oxigénio pesa 1.428 g significa um consumo de cerca
de 500 g por dia. Com exercício físico este consumo sobe de forma
exponencial.

A produção de energia dá-se na célula, onde o oxigénio é utilizado no quadro


da oxidação biológica. Isto acontece em determinadas estruturas celulares, as
mitocôndrias, conhecidas como verdadeiras centrais energéticas do organismo.

Durante estas reacções bioquímicas, relacionadas com a cadeia respiratória,


resultam, da reacção do oxigénio com os nutrientes, compostos ricos com
energia, sobretudo representadas pela ademosinatrifosfáto (ATP).

Um dos produtos finais da oxidação biológica é o dióxido do carbono Co2. um


outro é a água.

O Co2 embora assuma papel regulador nalgumas funções orgânicas é,


contudo, necessário expeli-lo do organismo.

Um adulto expele diariamente cerca de 360 -380 litros de Co2.


Esse dióxido de carbono, por sua vez, é utilizado peles plantas, onde, pela
fotossíntese, dá origem a novo oxigénio.
Podemos entender aqui uma espécie de ciclo natural do oxigénio.

O equilíbrio hídrico do ser humano

A água é, no organismo humano a substância mais utilizada.


Tanto como “ material “ constituinte do organismo, como “ combustível “.
Dependendo sobretudo da idade, o nosso organismo é em 55 – 75 %, água.

Esta quantidade relativamente grande, não pode ser vista como um


reservatório, do qual o organismo se possa alimentar, em caso de escassear,
durante muito tempo.

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Cerca de ¾ de água do organismo encontra-se dentro das células e apenas ¼
fora delas. Daqui 3 -4 litros fazem parte do sangue, enquanto 8 – 9 litros
circulam entre as células.

A percentagem de água varia muito consoante os tecidos em que se encontra.


O órgão que mais água contém é o rim. (cerca de 83%) seguido do coração e
pulmão (79 %). O baço e os músculos (cerca de 76 %), o cérebro (75%) a pele
(cerca de 72%)

A gordura contém menos de 30% de água.

Conforme foi mencionado, o organismo não pode, contudo, viver durante muito
tempo desta água existentes nos tecidos.

A água no organismo está sempre em movimento, entra permanentemente


num ciclo. Para que este ciclo funcione é necessário manter um bom equilíbrio
hídrico no organismo.

A água está permanentemente a ser expelida através dos pulmões, rins,


intestino, tal como através da pele.

As glândulas intestinais no intestino delegado produzem diariamente cerca de 7


litros de sucos, sucos dos quais a percentagem de água é de 98%. Essa água
é quase completamente reabsorvida. A perda é de apenas 1% (cerca de
100ml).

Um litro de água é quanto os rins necessitam na sua função metabolizadora.

Um outro litro de água é expelido através da respiração da pele. (pespiratio


insensibilis). Junta-se aqui também a perda de água através das glândulas
sudoríperas.

Juntando todos estes factores que condicionam o sistema hídrico de ser


humano, necessitamos de cerca de 2 – 3 litros de água diários, que
poderá ser ainda superior no caso de formação de suor.

O metabolismo exige que esta dose diária seja, realmente, fornecida,

Caso a quantidade de água existente no organismo seja reduzida em 3 % dá-


se uma diminuição da produção de saliva e da urina. Uma redução de 5 %
origina a aceleração cardíaca e subida da temperatura do corpo.

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Sobretudo na infância e mais ainda nos bebés, como na velhice, o equilíbrio
hídrico do organismo é bastante sensível.

Doenças na infância, quando acompanhadas de febre, diarreia ou vómitos,


podem levar rapidamente a situações críticas devido à perda de líquidos.

A sede regula tanto nas crianças como nos adultos a aporte dos líquidos.

Contudo esta regulação natural do equilíbrio hídrico através da sede funciona


pior com o avançar da idade.
Mesmo em circunstâncias nas quais qualquer patologia condiciona a perda de
água ou até devido exposição solar prolongada, as pessoas mais velhas
sentem menos sede e bebem menos.

Também a quantidade de água intracelular, diminui com a idade.


É ainda de considerar o facto de muitos idosos tomarem diuréticos, o que fará
aumentar o défice de água no organismo.

Sobretudo as pessoas mais idosas devem ter o cuidado de ingerir líquidos em


quantidade suficiente.

A perda diária de água deve ser reposta na totalidade.

Deve, por isso, beber-se 1 litro, melhor será 1,5 l pelos menos,
diariamente.

O resto é água contida nos diferentes alimentos.

Os alimentos mais ricos em água podem contê-los em percentagens que


variam entre 50% e 99 % (p. ex. fruta, legumes, leite, requeijão, carne fresca,
peixe fresco).

Mesmo os chamados alimentos secos, como p. Ex. os cereais, as margarinas,


as nozes e o chocolate podem ter até 20% de água.
O próprio organismo tem a capacidade de produzir uma pequena quantidade
de água, o que acontece durante a combustão dos nutrientes cerca de 300 ml
por dia.

Caso o aporte de água do exterior não ocorra por mais de 30 dias, podem
surgir complicações e até perigo de vida (p. Ex. intoxicações devido a
subprodutos do metabolismo).

Outra das tarefas importantes da água é a regulação da temperatura. Uma vez


que a água absorve e/ou emana o calor mais lentamente que outras
substâncias, auxilia deste modo a manutenção de uma temperatura constante
no organismo.

Resumindo podemos afirmar que o equilíbrio hídrico tem uma importância vital
para o organismo e que apenas pode ser garantida sendo fornecida do exterior.
A água é assim o alimento mais importante.

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Água, o alimento número um
A água que na maior parte se bebe é a água potável, o que em Portugal
significa, a água das torneiras.

A água é hoje um alimento fabricado e simultaneamente ingrediente importante


no fabrico de outros alimentos (p. Ex. pão, bebidas etc.)
O estado e as comunas não se cansam de afirmar que a água é um dos
alimentos mais controlados em Portugal.

A água potável é um produto natural e a água natural contém sempre minerais,


sais e oligoelementos. Qualidade e quantidade das substâncias dependem do
tipo do solo por onde passa.

Que substâncias e em que quantidade a água potável pode conter, está


regulamentado na legislação. Para a água potável, enquanto alimento, existem
regulamentos que indicam quais os valores máximos de certas substâncias,
tanto naturais como aditivos.

Estes valores levam em consideração o facto de a água dever ser ingerida


durante toda a vida, sem que isso conduza a riscos para a saúde.

Nas condições actuais a água á ainda um alimento relativamente barato,


embora do consumo de cerca de 136 l / dia per capita apenas 2 litros sejam
utilizados para a alimentação.

Os valores máximos permitidos para as substâncias químicas contidas na


água, devem seguir os parâmetros previstos na legislação portuguesa
específica.

Tanto a quantidade como a qualidade da água dependem de factores


meramente regionais.

Daí ser necessário maior ou menor tratamento. Este tratamento não leva a que
todas as águas passem a ser iguais uma vez que tanto a dureza como a
constituição química é diferente de região para região.

De modo a proteger o consumidor a água potável deve ser


microbiologicamente boa. Deve portanto estar livre de agentes portadores de
doenças e com baixo teor bacteriológico.

No caso da água não estar suficientemente limpa, normalmente, são-lhe


aplicados produtos que servem a desinfecção, quase sempre cloro.
Estes aditivos quase sempre levam a que a água adquira sabor e cheiro
alterados.

A lei define exactamente quais as substâncias que são permitidas para a


desinfecção e qual a quantidade máxima utilizável.

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Também em relação a outros aditivos a utilizar na preparação da água potável
existem normas definidas. Apenas podem ser utilizadas para fins específicos e
dentro de determinados parâmetros.

A única excepção é o oxigénio, o qual, no quadro de preparação da água não


tem qualquer limite máximo definido legalmente. Um nível alto de oxigénio na
água potável é sinal de boa qualidade.

A qualidade da água potável

A água potável é, sobretudo para beber, e deve poder der bebida sem a
necessidade de tratamento e com confiança.

Os consumidores, modo geral, têm consciência de que água potável de


qualidade faz parte da qualidade de vida.

Embora as entidades responsáveis pelo abastecimento da água reiterem a boa


qualidade da água que fornecem, concelhos há, onde é pouca confiança do
consumidor na água que lhe é posta à disposição.

Como referimos, existem diferenças na composição da água potável, de região


para região, uma vez que a água de superfície, seja de lagos, rios ou fontes,
também é diferente.

De qualquer modo a responsabilidade das diversas companhias das águas


pela qualidade acaba, pelo menos teoricamente, na torneira central de
abastecimento do prédio onde esta é entregue.

O SABOR

Do ponto de vista da higiene deve ter-se em conta que a água é um alimento


deteriorável, isto é, apenas pode ficar um tempo determinado durante o
transporte (nas canalizações ou engarrafada) sem perder qualidades de
consumo.

Daqui resulta como efeito, que a água potável apenas tem bom sabor se
não estiver “envelhecida” e sobretudo for fresca.

Uma vez que, mesmo legalmente, o gosto, cor e composição da água nos é
imposto, cada vez o consumidor recorre mais a águas onde pretende identificar
melhor sabor e qualidade, isto é, água engarrafada.

Um dos factores que mais influencia o gosto e a sensação de frescura ao


beber-se água é a quantidade de oxigénio nela diluído.

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O Oxigénio na Água

A própria fórmula química da água (H2O) mostra-nos que esta contém oxigénio
(O). Este oxigénio, porém, é quimicamente estável, i. é, não pode por si
libertar-se da molécula de água onde está agregada.

Contudo o oxigénio também surge diluído na água.

Este oxigénio diluído na água tem origem sobretudo no ar ambiente ou nas


plantas aquáticas, que exalam oxigénio.

Este oxigénio diluído é oxigénio molecular O2 (2 átomos de oxigénio formam


uma molécula) que é utilizado pelos animais que habitam na água (p. Ex. os
peixes) de forma a permitir a formação de energia.

A quantidade de oxigénio diluído naturalmente na água depende sobretudo dos


seguintes factores:
- Pressão do oxigénio (PO2)
- Temperatura da água
- Superfície de contacto, Oxigénio – água

A pressão de oxigénio é-nos dada pela percentagem do oxigénio (21%) e pela


pressão atmosférica (na máxima 760 mm/hg. Este pode, por isso, ser de, no
máximo 160 mm/hg.

No que respeita à temperatura de água, quanto mais fria mais facilmente dilui o
oxigénio. Aumentando a temperatura da água, o oxigénio liberta-se
gradualmente para a atmosfera.

Quanto mais possibilidades de contacto ar/água existirem maior é a


capacidade de dissolução.

Em condições normais, isto é, à temperatura ambiente e pressão atmosférica


normais, a água deverá conter 8-10 mg oxigénio por litro. Quase sempre estes
valores apenas se mantêm quando a água está em contacto com o ar,
continuamente.

Os cursos de água, na natureza, garantem que isto aconteça. A absorção do


oxigénio pela água acontece de modo mais eficiente onde se dá um contacto
intenso da água com o ar ambiente (p. Ex. nos ribeiros das montanhas, nas
quedas da água).

Também se pode enriquecer a água com oxigénio ao fazer circular o ar através


da água, como p. ex. nos aquários. Mesmo assim a quantidade de oxigénio
dissolvido na água não ultrapassa os 10 mg de oxigénio p/ litro.

Mesmo no caso em que todos os factores favoráveis estão reunidos, de um


modo natural a concentração de oxigénio na água não ultrapassa os 13 mg por
litro.

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A água de nascente pode conter até 11 mg por litro. A água canalizada mostra
concentrações entre os 4 mg e os 10 mg por litro.

O menor conteúdo de oxigénio na água canalizada explica-se pelo facto de,


para além do conjunto de tratamentos que lhe são dados, passar pela
canalização, isto é, sem contacto directo c/ o ar ambiente.

Sobretudo na entrada dos prédios, nas ligações à rede, a água fica parada, por
vezes durante bastante tempo. Também aqui há empobrecimento do conteúdo
de oxigénio.

A água engarrafada, em especial a água mineral, é normalmente pobre em


oxigénio. O conteúdo de O2 é de 2 a 4 mg por litro, ou mesmo abaixo disso.

A água perde a propriedade de manter o oxigénio dissolvido à medida que


aquece. Ao chegar ao ponto de ebulição a água perde todo o oxigénio. Bebidas
quentes, como o café ou o chá estão praticamente livres de oxigénio.

O enriquecimento da água c/ oxigénio

Processos inovadores permitem fazer aumentar significativamente o conteúdo


natural de oxigénio na água.

As tecnologias Oxicur têm permitido obter muito bons resultados nesta área.

Esta tecnologia específica permite por exemplo no caso da água potável


doméstica, multiplicar por dez o valor do oxigénio, ou seja 40 a 60 mg de
O2 por litro de água. Se a água a utilizar for fresca o aumento pode ainda
ser superior.
Em princípio qualquer água seja água de mesa, água mineral ou qualquer outra
pode ser enriquecida com o oxigénio.

Nos processos Oxicur é utilizado oxigénio puro (99,98%) para enriquecer a


água. A entrega do oxigénio na água é feita a partir da pressão exercida sobre
as moléculas, o que obriga à aceitação do oxigénio que nela fica diluído.

Este fenómeno pode dar-se pelo contacto das moléculas de água com as do
oxigénio em grandes superfícies capilares ou, de outro modo, produzindo
bolinhas microscópicas (<30 µm)

As moléculas de oxigénio entram ou nos espaços existentes entre as


moléculas da água e são envolvidas como que por uma membrana ou os tais
espaços têm de ser “conquistados”.

Este estado, assim conseguido, é estável, isto é, a quantidade de oxigénio


permanece por vários meses invariável na água.

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Para que tal aconteça, é imprescindível que o vasilhame esteja
hermeticamente fechado e, se possível, guardado em local fresco e c/ pouca
luz.

Porém, caso a água enriquecida c/ oxigénio seja preparada para ingerir


imediatamente, (p. Ex. num copo) mantém o valor aumentado em oxigénio por
cerca de 30 – 45 minutos.

Normalmente, antes de se proceder ao enriquecimento da água c/ oxigénio,


esta deve ser “limpa” por processos biologicamente compatíveis. Sobretudo a
água canalizada é muito diferente de região para região apresentando
características muito variadas.

Os processos para tal mais utilizados baseiam-se na filtragem e absorção.

As substâncias em suspensão, tais como sujidade, sedimentos, ferrugem e


outras partículas são filtradas.

A absorção através de carvão activado que se realiza a seguir elimina cheiros


ou substâncias relacionadas c/ o sabor, tal como o cloro que é quase
completamente eliminado. Além disso reduz substancialmente substâncias
orgânicas prejudiciais bem como alguns metais pesados.

Contudo os minerais e/ou sais não são retirados pelo que se mantêm na sua
totalidade.

Caso desejável o processo de limpeza da água pode realizar-se pela osmose


invertida. Este processo permite eliminar as substâncias contidas na água, em
98 a 99%.

O efeito principal do enriquecimento da água c/ oxigénio é o da melhoria do


sabor e o aumento da sensação de frescura, ao beber água.

Aspectos Jurídicos

Segundo a legislação actual o oxigénio é considerado uma substância


complementar aos alimentos, tecnologicamente utilizável.

O oxigénio pode ser utilizado como activador do sabor dos alimentos, podendo
também ser utilizado como gaseificador da água potável.

Água enriquecida c/ oxigénio é, legalmente, um alimento.

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Regras gerais para a produção de água enriquecida c/
oxigénio

Em Portugal, a produção de alimentos em si, genericamente, não necessita de


qualquer licença em particular mas está dependente dos organismos que
supervisionam essa produção.

Uma das exigências mais importantes feitas à tecnologia de enriquecimento da


água com oxigénio é a de evitar completamente a possibilidade de
contaminação da água, durante o processo, com quaisquer agentes
patogénicos.

No caso da água enriquecida c/ oxigénio se destinar a ser imediatamente


bebida, seja em copos de vidros ou de cartolina, é da responsabilidade do
vendedor / servidor, certificar-se das condições de higiene e limpeza destes
recipientes.

Recipientes mal limpos ou contaminados podem desenvolver uma cadeia de


contaminação, isto é, a partir do recipiente mal limpo pode desenvolver-se uma
contaminação de água enriquecida que se encontra no próprio equipamento e
deste modo “infectar” a água. Em princípio até os próprios bacilos do ar podem
contaminar a água que, devido ao elevado nível de oxigénio mais propícia este
tipo de ataque.

Daí que, a espaços regulares, sobretudo após maiores períodos de não


utilização, seja aconselhável, para além da normal desinfecção do
equipamento, a substituição dos filtros.

A água é um alimento alterável e apenas pode permanecer algum tempo no


meio que a transporta, mesmo nas canalizações, sem perder qualidade.

Este premissa diz também respeito à água enriquecida c/ oxigénio e leva à


obrigatoriedade de um prazo de validade.

A água enriquecida c/ oxigénio no momento em que será bebida deve ser


servida imediatamente ao consumidor final, no seu próprio recipiente.

O cliente é responsável pela limpeza e higiene dos seus próprios recipientes.

No caso de a água enriquecida c/ oxigénio ser vendida em garrafas é


necessário verificar as condições de higiene dessas garrafas, que deve estar
conforme com as normas de higiene para bebidas engarrafadas.
O agente de venda assume, por isso, a responsabilidade pelo estado de
higiene e limpeza da embalagem bem como do sistema de fecho (p. ex.
tampa).

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Para poder dar resposta a esta necessidade, deve ser garantido um sistema de
limpeza tanto das garrafas como das tampas, de modo a assegurar a completa
higiene.

É por isso bem claro que, durante o processo de engarrafamento tem de estar
assegurada a ausência de agentes patogénicos ou contaminantes.

As garrafas ou qualquer outro recipiente, depois de fechado, deve ser


etiquetado.

Observações fisiológicas sobre a água enriquecida c/


oxigénio
O ponto de partida para as considerações sobre os aspectos fisiológicos é o
princípio de que o oxigénio da água enriquecida se liberta no espaço do
estômago e intestinos.

Após essa libertação, há por um lado a possibilidade de difusão para as células


da mucosa e / ou dos capilares, por outro lado há a possibilidade da utilização
pelas bactérias aeróbicas que consomem oxigénio e fazem parte da flora
bacteriana intestinal.

O aporte normal de oxigénio às células da mucosa do estômago e intestino


acontece através do sistema capilares da circulação sanguínea.

O oxigénio destinado às bactérias aeróbicas, bactérias intestinais é


transportado dos capilares através das células da mucosa ao lúmen.
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Devido à baixa pressão parcial de oxigénio nestes órgãos, a quantidade de
oxigénio transportada é pequena e não ultrapassa os 80 a 100 mg por dia.

Um outro possível aporte de oxigénio seria o ar “soluçado”. Com cada soluço


pode “ser engolido” cerca de 3 ml de ar. Contudo, grande parte deste ar volta
ao meio ambiente e não fica sequer no estômago.

A quantidade de oxigénio contida nas bebidas, p. ex. na água canalizada, na


cerveja, nos refrigerantes, água mineral «etc. é bastante reduzida, para já não
falar nas bebidas quentes, café ou chá onde o oxigénio quase não existe, não
tendo por isso papel relevante.

Ao beber água enriquecida c/ oxigénio, há um aumento do potencial do


oxigénio no estômago e intestinos, pese embora o facto da multiplicação por 10
do valor do oxigénio continuar a ser na ordem dos miligramas.

Se tivermos como base 1,5 l da água enriquecida c/ oxigénio a beber


diariamente, contendo em média 50 mg de oxigénio por litro, teremos um
aporte diário de 75 mg.

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Se relacionarmos agora esta quantidade aquela que chega ao lúmen por
difusão, ou seja uns 80 a 100 mg, praticamente duplica o potencial em
oxigénio, nesta zona.

Podemos por isso verificar uma melhoria do processo metabólico nesta zona
do organismo bem como um aumento significativo das bactérias aeróbicas da
flora intestinal.

A questão polémica que tem sido colocada e / ou as contas que têm sido feitas
sobre a quantidade de água enriquecida com oxigénio que seria necessário
beber para suprir as necessidades de oxigénio do organismo, é discussão que
a nenhum resultado conduz.

Após ter sido ingerida, a água ao chegar ao estômago, em contacto com as


paredes deste, pela própria função do estômago e intestino, também pela
elevação da temperatura aos 37º a que este se encontra – a água, dizíamos,
liberta oxigénio.

Este processo é relativamente lento. Daí que no estômago não se chegue a


formar uma espécie de “balão de gás” que as bebidas que contém C O2
geram.

É ainda de referir que a pressão do oxigénio na água enriquecida com o


oxigénio é de 400 – 600 mg Hg e por isso mais alta que no ar ambiente, onde
esta é de 160 mm/Hg.

É esta uma boa premissa no que diz respeito à difusão do oxigénio a caminho
da célula.

Na zona do estômago e intestino existe um enorme potencial celular cuja


superfície de permuta é de cerca de 200 m2

É através desta superfície que se realiza este processo metabólico.

Uma das funções mais importantes das células da zona do estômago e


intestinos, consiste na absorção – e segundo os casos, secreção – das mais
diferentes substâncias, tais como os componentes alimentares, vitaminas,
minerais, medicamentos etc.

O oxigénio do lúmen pode ir directamente p/ as células ou para os capilares,


cujo sangue veio primeiro para o fígado antes de entrar na restante corrente
sanguínea.

No sangue venoso, tirado da veia de um braço consegue-se medir um aumento


da pressão parcial do oxigénio após a ingestão da água enriquecida.
É deste modo comparável que o oxigénio dissolvido na água enriquecida é
assimilado pelo organismo.

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Podemos portanto inferir que, para além dos pulmões e da pele há um outro
meio de assimilação para o oxigénio.
Precisamente nas células dos intestinos e do estômago têm lugar muitos
processos de transporte e produção que consomem muita energia. Assim,
apenas no intestino delgado são segregados cerca de 7 litros de um líquido
necessário à digestão, muito rico em enzimas, líquido esse que é absorvido em
cerca de 70 % pelo mesmo intestino delgado.
Muitos dos oligoelementos dos nutrientes exigem recurso a bastante energia
para poderem ser absorvidos.

A própria formação de ácido clorídrico no estômago pressupõe um processo de


grande consumo energético.
Ainda neste contexto, devemos mencionar o facto de, cerca de 60 % dos
outros órgãos relativos ao sistema imunológico se encontrarem nas
proximidades do estômago / intestino, todos eles formando um sistema
bastante exigente em relação ao aporte de oxigénio.

Um aporte suplementar de oxigénio favorece também certamente a


multiplicação e o crescimento da flora bacteriana aeróbicas.
É por demais do conhecimento geral que a optimização da digestão tem uma
acção positiva sobre o bem-estar geral.

Ingerir regularmente água enriquecida com oxigénio, a qual é normalmente


muito bem aceite pelo organismo, leva a uma sensação de frescura, de leveza
e bem-estar.

A quantidade diária recomendável é de 1 litro a 1 litro e meio.

Beber uma quantidade razoável após as refeições reduz sensivelmente o


cansaço, que normalmente surge sobretudo após o almoço.

Vitaminas – Minerais – Concentrados de fruta

O sabor da água enriquecida c/ oxigénio pode ser alterado, segundo o gosto


individual, ao adicionar-lhe vitaminas, minerais ou concentrados de fruta. Ao
proceder deste modo, consegue-se simultaneamente um aporte vitamínico, em
minerais e / ou energético.

Normalmente, tanto as vitaminas como os minerais fazem parte da


alimentação. O transporte, armazenamento e fabrico dos nossos alimentos
leva, contudo, à destruição de uma parte dos nutrientes. Uma alimentação
pobre em vegetais, consumo de álcool e tabaco, leva a um deficit desses
nutrientes vitais. Com o avançar da idade verifica-se muitas vezes a diminuição
da ingestão de vitaminas.

O aumento da actividade física e psíquica, o stress, mas também o aumento da


poluição do meio ambiente aumenta a necessidade do organismo em vitaminas
e minerais.

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Os deficits podem fazer baixar a capacidade geral de resistência, levar ao
aumento do cansaço, da apatia e fazer baixar a capacidade de concentração.

Os complementos alimentares não devem por isso ser vistos como um luxo,
mas sim como algo cada vez mais necessário.

As vitaminas, os minerais e os concentrados de frutas são nesta perspectiva


uma boa oportunidade de juntar o útil ao agradável.

Os concentrados dão-nos a possibilidade de preparar bebidas agradáveis de


uma forma rápida e simples. Praticamente para todos os gostos, uma vez que
existem no mercado um número quase ilimitado de sabores a partir de
concentrados de frutos naturais.

Para além de poderem ser optimizados ao nível das vitaminas e minerais os


concentrados colocam-nos ainda à disposição o combustível que
necessitamos, através dos hidratos de carbono que os integram.

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