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Indústria no Brasil

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A indústria no Brasil é nova comparada à de outros países, mas teve seus


primeiros passos já no período colonial. Levou-se um certo tempo, porém,
para crescer satisfatoriamente no início do século XIX através de
investimentos autônomos estimulados pelo período monárquico e
principalmente para se solidificar e se estruturar a partir da década de 1930,
com as medidas políticas dos governos de Getúlio Vargas e Juscelino
Kubitschek. Hoje, o país é considerado um dos países subdesenvolvidos mais
industrializados do mundo e ocupa o décimo quinto lugar no segmento em
escala global.[1]
Os esforços do passado criaram uma intensificação na indústria brasileira,
que possui um enorme e variado parque industrial produzindo bens de
consumo e até mesmo tecnologia de ponta. Os principais tipos de indústrias
no Brasil são asautomobilísticas, petroquímicas, de produtos químicos,
alimentares, de minerais não metálicos, soja, têxtil, de vestuário, metalúrgica,
mecânica, etc. No Brasil, as áreas de comércio, serviço público, profissionais
liberais, educação, serviços bancários, de comunicação, de transporte e
outras estão diretamente ligadas à indústria. Mas ao mesmo tempo em que
cresce a industrialização, crescem seus impactos ambientais, produzindo
muita poluição, destruição de ecossistemas e declínio da biodiversidade
nacional. Já existem políticas públicas para combate e minimização desses
impactos, cresce a conscientização ecológica mesmo entre o empresariado e
têm sido observados alguns progressos práticos neste sentido, mas ainda há
muito por fazer neste campo.
A industrialização no Brasil, no entanto, nunca ocorreu a nível nacional. [2] O
parque industrial brasileiro atualmente está concentrado sobretudo nos
estados do Centro-Sul e nas regiões metropolitanas, embora a dispersão da
infra-estrutura de transportes, energia e comunicação tenha se espalhado
espacialmente nas últimas décadas para diversas outras regiões, inclusive no
interior dos estados.[3] Essa desconcentração é uma das características atuais
da industrialização brasileira contemporânea: segundo o IBGE, a
concentração no Sudeste baixou para 48% das indústrias. [4]
A indústria brasileira encontra-se fortemente no sudeste, especialmente no
estado de São Paulo, apesar de atualmente muitas novas unidades industriais
estarem se instalando nas regiões Sul, Centro-Oeste e Nordeste.

Índice [esconder]

 1História
o 1.1Período colonial
o 1.2Origens: décadas de 1800-1840
o 1.3Avanços: décadas de 1840 e 1860
o 1.4Primeiro Período Republicano
o 1.5Décadas de 1930 a 1960: solidificação nacional
o 1.6Atualidade
o 1.7Desindustrialização
 2Setor industrial brasileiro
 3Representatividade da indústria no Brasil
 4Importância da indústria no Brasil
 5Dados
o 5.1Eletricidade
o 5.2Petróleo
o 5.3Estatísticas
 6A indústria brasileira e o impacto ambiental
 7Ver também
 8Referências
o 8.1Bibliografia
o 8.2Notas
 9Ligações externas
História[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: História da industrialização no Brasil

Período colonial[editar | editar código-fonte]


Ver artigo principal: Brasil Colônia
Durante o período colonial, devido às regras da teoria econômica
do mercantilismo, nenhuma atividade industrial poderia ter lugar no Brasil.
Apenas uma pequena indústria para consumo interno era permitida, devido às
distâncias entre a metrópole e a colônia, e eram, principalmente, de
fiação, calçados, vasilhames. Na segunda metade do século XVIII, em
1785, Portugal proibiu fábricas na colônia, o motivo foi que os portugueses
não pretendiam criar concorrência com os produtos vendidos
no Brasil para Inglaterra.

Origens: décadas de 1800-1840[editar | editar código-fonte]

Fábrica de ferro em Sorocaba, província de São Paulo, 1884.


As origens industriais no Brasil datam do início do século XIX através de
oficinas de trabalho. Os estabelecimentos surgiram em sua maioria no
Sudeste brasileiro (sobretudo nas províncias do Rio de Janeiro, Minas Gerais
e, mais tarde, em São Paulo), mas também no Nordeste do país (em
Pernambuco e na Bahia). Cerca de 77 estabelecimentos registrados
entre 1808 e 1840 foram classificados como "fábricas" ou "manufaturadas".
Contudo, a maioria (cerca de 56 estabelecimentos), seriam consideradas
apenas como oficinas pelos padrões de hoje, e eram voltadas para a
produção de sabão e velas de
sebo, rapé, fiação, tecelagem, alimentos,derretimento de ferro, derretimento
de metal, lã e seda, entre outros. Na época, esses estabelecimentos
utilizavam tanto escravos quanto trabalhadores livres.[5]
Existiam cerca de vinte estabelecimentos que hoje seriam consos como
manufaturados de fato, e deste total, 13 foram criados entre os anos de 1831
e 1840. Todos, no entanto eram de porte pequeno e se assemelhavam mais a
grandes oficinas do que a fábricas próprias. Ainda assim, os produtos
manufaturados eram bastante diversificados e de uso
comum:chapéus, pentes, ferração e serrarias, fiação, tecelagem, sabão e
velas, vidros, tapetes, óleo, etc. Segundo estudiosos, provavelmente por
causa da instabilidade do período regencial, apenas nove destes
estabelecimentos ainda estavam em funcionamento pelos idos de 1841, mas
estes nove eram de grande tamanho e hoje podem ser considerados como
um "presságio de uma nova era para a fábrica" brasileira. [6]
O advento da real produção manufaturada antes da década de 1840 era
extremamente limitada, devido à auto-suficiência das regiões do país
(sobretudo as fazendas produtoras de café e cana-de-açúcar, que produziam
seus próprios alimentos, roupas, equipamentos, etc.), e também à falta
de capital e aos altos custos de produção que tornaram impossível para a
fábrica nacional competir com produtos estrangeiros à época. Segundo
estudiosos, os custos eram altos porque a maioria das matérias primas eram
importadas, apesar de algumas plantações já usarem máquinas. [7]
Avanços: décadas de 1840 e 1860[editar | editar código-fonte]

Estaleiro na cidade do Rio de Janeiro, cerca de 1862.


A promulgação da tarifa de Alves Branco modificou esse quadro. A tarifa
conseguiu aumentar as receitas do Estado e estimular o crescimento da
indústria nacional.[8][9]A proliferação repentina de capital foi direcionada para
investimentos nas áreas de serviços urbanos, transportes, comércio, bancos,
indústrias, etc.[10] A maior parte do capital investido em indústrias foi
direcionada para as têxteis.[11] Com o crescimento industrial sem precedentes,
vários estabelecimentos manufaturados surgiram, dedicados então a produtos
bem diversos: fusão de ferro e metal, maquinários, sabão e velas, vidros,
cerveja, vinagre, galões de ouro e prata, sapatos, chapéus, algodão e tecido.
[12]

Um dos principais estabelecimentos criados neste período foi a Ponta da


Areia, fábrica metalúrgica na cidade de Niterói que também construía barcos a
vapor.[13]Já a indústria têxtil algodoeira do país surgiu no ano de 1826
em Pernambuco, mas não foi bem sucedida, e só duas décadas mais tarde,
com a abertura de outras unidades, o setor foi se consolidando naquela
província.[14] Na Bahia, a produção têxtil iniciou-se em 1844. O setor têxtil foi
dinâmico durante o período monárquico brasileiro e recebeu relevantes
investimentos até 1890, quando entrou em declínio. Algumas modernizações
ocorreram, principalmente entre 1840 e 1860, quando foram criadas fábricas
de bom nível tecnológico capazes de competir com outros grandes centros
internacionais. Em 1853, havia 8 fábricas de tecidos no Brasil. Vieram outras
melhorias com a estabilização das fábricas e forjas voltadas para a produção
de equipamentos e peças para a manufatura têxtil. [15]

Figuras empreendedoras comoIrineu Evangelista de Sousa(Visconde de


Mauá) contribuíram significativamente para o crescimento da indústria no
Brasil.
De acordo com Ronaldo Vainfas,[16] não há qualquer base documental que
comprove a crença comum de que a extinção do tráfico de escravos
africanos em 1850 "liberou" créditos para o desenvolvimento industrial. Ao
contrário, o capital empregado no comércio já havia sido empregado em
setores como empresas de serviços urbanos, transportes, bancos e comércio.
No entanto, é possível que tenha ocorrido um contributo indireto para o
crescimento do setor industrial através de empréstimos bancários.[17] Em 1850,
havia cerca de 50 fábricas no Brasil com um capital de pelo menos
R$;7 000 000 000.[18]
O governo imperial criou vários incentivos para a industrialização do país. O
mais antigo destes data do reinado de Pedro I do Brasil, através de prêmios
de subsídios governamentais. O primeiro estabelecimento a receber tal
concessão foi a Fábrica das Chitas, devotada ao papel e à impressão, por um
decreto de 26 de junho de 1826. [19]A prática foi retomada na década de 1840,
quando os novos estabelecimentos industriais receberam tais subsídios. Em
1857, sete fábricas foram beneficiadas através da prática de incentivos, entre
elas a Ponta da Areia mencionada mais acima, cujo proprietário foi Irineu
Evangelista de Sousa (mais tarde conhecido como Visconde de Mauá). Um
dos critérios para a concessão desses subsídios era o emprego exclusivo a
trabalhadores livres, o que marcava um novo modo de se investir e trabalhar
no país.[20] conflitos armados: aGuerra Civil Americana e a Guerra do
Paraguai. Por causa da primeira das duas, a produção de algodão
dos EUA foi interrompida pelo bloqueio das forças da União contra a
Confederação. A segunda, por sua vez, resultou na emissão de moeda e no
aumento das tarifas de importação para cobrir os custos da guerra. Isso
resultou em um grande estímulo não só para a indústria têxtil, mas também
para outros setores, tais como o de produtos químicos, charutos, vidro, papel,
couro e instrumentos óticos e náuticos.[16]
Durante a década de 1870, graças ao declínio da região cafeeira do Vale do
Paraíba e algumas áreas de produção de açúcar, muitos proprietários de
plantações investiram não só na indústria têxtil de algodão, mas também em
outros setores industrias. A implantação de uma rede ferroviária em todo o
território nacional também estimulou o surgimento de novas atividades
industriais, principalmente em São Paulo.[21] A partir da década de 1870, a
expansão da indústria tornou-se uma constante no Brasil. [22] Em 1866, por
exemplo, havia 9 fábricas têxteis com cerca de 795 trabalhadores. [23] Em 1885,
já havia 48 fábricas de tecidos através do país, que operavam 2.111 teares e
empregavam 3.172 trabalhadores. [24][23]
A Associação apoiou novos incentivos industriais e propagandeou contra os
defensores de um Brasil essencialmente agrícola.[25] 9,6% do capital
da economia do Brasil era direcionada para a indústria em 1884, e em 1885
chegou a 11,2%. Este número, no entanto, caiu drasticamente durante
o período republicano: caiu para 5% entre 1895 e 1899, e chegou a aumentar
um pouco entre 1900 e 1904. Ainda assim, levariam muitos anos para voltar
ao nível que prevaleceu durante o Imperío. [26] No momento de sua queda, em
1889, o Brasil monárquico tinha 636 fábricas (representando um aumento
anual de 6,74% a partir de 1850) com um capital de R$ 401.630.600.000 (taxa
de crescimento anual de 10,94% desde 1850). [18] Deste montante, 60% eram
empregados no setor têxtil, 15% no de alimentos, 10% de química, 4% em
madeira, 3,5% em roupa e 3% em metalurgia. [27]
Primeiro Período Republicano[editar | editar código-fonte]
Mapa brasileiro da indústria em 1907. Naquele ano, os estados mais
industrializados do país eram Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do
Sule Pernambuco.[28]
A expansão industrial, que os economistas Aníbal Vilanova Vilela e Wilson
Suzigan do IPEA - Instituto de Planejamento Econômico e Social
(atual Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) escreveram ser um primeiro
"surto industrial" da República, teria sido interrompida com as políticas de
contenção a partir de 1898. Para eles, os principais surtos de industrialização
antes de 1945, ocorreram no período de 1903-1913, 1920-1929 e 1933-1939.
O primeiro e segundo surto (com financiamentos oriundos dos lucros do café
e da participação do capital estrangeiro) tiveram interrupções coincidentes
com as crises externas da I Guerra Mundial e da Crise da Bolsa de Nova
Iorque, respectivamente, ambas ruinosas para o comércio internacional. Além
dos fatores externos, internamente também houve a crise da Agricultura no
início da República, a Seca no Nordeste e a Revolução Paulista em 1932, que
impactaram negativamente o orçamento governamental, prejudicando o fluxo
de investimentos [29].

Décadas de 1930 a 1960: solidificação nacional[editar | editar código-


fonte]
Até à primeira metade do século XX o Brasil dependeu exclusivamente
da economia agrícola.[30] Até então, a organização das atividades econômicas
eram dispersas e as economias regionais se estruturavam praticamente de
forma totalmente autônoma.[3] Os inícios da industrialização tratados na seção
anterior e a crise do café em cerca de 1929 foram fatores importantes para
que o governo federal passasse a promover a integração dos "arquipélagos
naturais". A estrutura da indústria no Brasil cresceu e solidificou-se
consideravelmente a partir da década de 1930. O governo de Getúlio
Vargas(1882 - morto em 1954) encarregou-se dessa tarefa instalando um
sistema de transportes que ligasse os Estados brasileiros, o que terminou
aumentando o fluxo de mercadorias e pessoas entre os mesmos.[3] Os
produtos industriais produzidos sobretudos na região sudeste alcançou outras
regiões do Brasil, causando a falência de indústrias que não conseguiam
competir, e estabelecendo um forte centro econômico e industrial em São
paulo e Rio de Janeiro.
No surto industrial da década de 1930, houve indicadores crescentes no
consumo de cimento e aço, e importantes substituições de importações
decorrentes da maturação dos investimentos com aquisições de bens de
capital da indústria têxtil que haviam sido feitos entre 1921 e 1928, e com
o controle cambial instaurado em 1931 e que perdurou até 1937. Esse
crescimento foi interrompidos pelo aumento das exportações de tecido. O
declínio verificado após o último surto só teria um breve período de
recuperação durante o biênio 1943-1944, com os investimentos públicos para
a instalação da primeira siderúrgica no Brasil. O governo demonstrou
preocupação com a atividade industrial e criou a Carteira de Crédito Agrícola e
Industrial do Banco do Brasil, mas que apenas a partir de 1941 possibilitaria
financiamentos importantes [29].

Plataforma petrolífera P-51 daPetrobras, a primeira 100% brasileira.


O presidente Vargas, que representava os conceitos e anseios da Revolução
de 1930, passou a investir fortemente na criação da infra-estrutura industrial:
indústria de base e energia, e criou diversas companhias e instituições
decisivas para a industrialização, como o Conselho Nacional do
Petróleo (1938), a Companhia Siderúrgica Nacional (1941, energia elétrica
para as indústrias e para a população), a Companhia Vale do Rio Doce (1943,
exploração do minério de ferro) e aCompanhia Hidrelétrica do São
Francisco (1945). Foram as primeiras grandes empresas industriais do país.
[31]
Somadas a estas, a criação da Petrobrás, em 1953, contribuiu para o
aceleramento do crescimento industrial. [30] O governo de Vargas também criou
leis trabalhistas que satisfizessem os trabalhadores e que terminaram
preparando o país para a organização no crescimento das indústrias, como foi
o caso da Consolidação das Leis do Trabalho.[30]
Depois de Vargas, o governo de Juscelino Kubitschek (1956 – 1961) também
trouxe projetos governamentais em relação ao crescimento industrial, que
ganhou maior dimensão com a criação de medidas alfandegárias,
propiciando, assim, a vinda de empresas internacionais para o Brasil. [30] Seu
Plano de Metas incentivou a produção industrial, que crescia aceleradamente,
e o governo de Kubitschek concentrou atenções em investimentos na área de
energia e de transportes. Na época, diversas empresas multinacionais
investiram no Brasil, entre elas notavelmente a montadora de
automóveisVolkswagen, entre outras.[30] Dessa forma, pode-se dizer que com
medidas políticas a indústria no Brasil experimentou momentos de grande
crescimento, organização e prosperidade.[30][32]
Atualidade[editar | editar código-fonte]
Nas décadas de 1970, 1980 e 1990 a indústria no Brasil continuou a crescer,
embora tenha estagnado em certos momentos de crise econômica.[33] A
década de 80, por exemplo, ficou conhecida como a "década perdida" para a
economia brasileira devido a retração econômica da indústria. [34] O cenário
mudou e, estabilizada, a base industrial atual do país produz diversos
produtos: automóveis, máquinas, roupas, aviões, equipamentos, produtos
alimentícios industrializados, eletrodomésticos, e muitos outros. Embora seja
auto-suficiente na maioria dos setores, a indústria brasileira ainda é
dependente de tecnologia externa em campos como a informática.[33] Além
disso, o parque industrial brasileiro continua concentrado sobretudo nos
estados do Centro-Sul e nas regiões metropolitanas, embora a dispersão da
infra-estrutura de transportes, energia e comunicação tem a dispersado
espacialmente nas últimas décadas para diversas outras regiões, inclusive no
interior dos estados.[3]
Os esforços do passado criaram uma intensificação na indústria brasileira que
possui um enorme e variado parque industrial produzindo bens de consumo e
até mesmo tecnologia de ponta. Após diversas crises econômicas, o país é
hoje um dos mais industrializados do mundo e ocupa o décimo quinto lugar
em escala global nesse segmento. [1] Na primeira década do século XXI,
a privatização de empresas estatais nas áreas de mineração, bancária e
de telecomunicações foi uma característica marcante na economia brasileira.
[1]
A industrialização brasileira ainda não ocorre de maneira homogênea,
portanto certas regiões são densamente industrializadas, enquanto outras são
totalmente desprovidas desse tipo de atividade econômica. Apesar de
diversos problemas sociais, costumeiramente relacionados à maneira da
industrialização no país, o Brasil vem ocupando um lugar de destaque no
cenário econômico e industrial internacional. [1]
Desindustrialização[editar | editar código-fonte]
A participação da indústria no Produto interno bruto (PIB) vem caindo ano a
ano. No fim da década de 80, a indústria respondia por 46% do PIB. Na
década de 90, caiu para em torno de 25% e, em 2015, estava em 22,7%. Os
dados incluem a indústria extrativa, de transformação, construção civil e
serviços industriais. Das 27 unidades da federação, em 23 houve queda da
participação na geração de riqueza entre 2010 e 2013.[35] A perda de
competitividade da indústria nacional explica boa parte da forte retração do
setor no PIB. Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), para
elevar a competitividade, o país precisaria aumentar os investimentos
em infraestrutura, ampliar a participação nos mercados internacionais e
promover reformas estruturais, como a da Previdência.[36]
Setor industrial brasileiro[editar | editar código-fonte]
Esta seção não cita fontes confiáveis e independentes, o que compromete
sua credibilidade (desde novembro de 2012). Por
favor, adicione referências e insira-as corretamente no texto ou no rodapé.
Conteúdo sem fontes poderá ser removido.
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Boa parte da grande indústria está concentrada no sul e sudeste.
O nordeste não é tão industrializado, mas está começando a atrair novos
investimentos, o mesmo acontecendo com as demais regiões do Brasil.
O Brasil tem o terceiro setor industrial mais avançado da América. Calculando
um terço do PIB,a indústria brasileira varia de automóveis, aço e
petroquímicos para computadores, aeronaves e bens de consumo duráveis.
Com a maior estabilidade econômica prevista pelo Plano Real, as empresas
brasileiras e multinacionais têm investido pesadamente em novos
equipamentos de tecnologia, uma grande parte dos quais foi comprado de
empresas dos E.U.A.
O Brasil possui uma diversificada e sofisticada indústria de serviços também.
Durante a década de 1990, o setor bancário representou tanto como 16% do
PIB. Apesar de sofrer uma grande reformulação, a indústria de serviços do
Brasil muitos financeiros ofereceram às empresas locais, com uma vasta
gama de produtos e está atraindo inúmeros novos operadores, incluindo
empresas americanas. financeira. São Paulo e Rio de Janeiro, as bolsas
estão passando por uma consolidação e do setor de resseguros está prestes
a ser privatizada.
O governo brasileiro empreendeu um ambicioso programa para reduzir a
dependência do petróleo importado. As importações eram responsáveis por
mais de 70% das necessidades de petróleo do país, mas em 2006 o Brasil
alcançou a auto-suficiência de petróleo. O Brasil é um dos principais
produtores mundiais de energia hidrelétrica, com capacidade atual de cerca
de 58.000 megawatts. As Hidrelétricas existentes fornece 92% da eletricidade
do país. Dois grandes projetos hidrelétricos, a 12.600 megawatts de Itaipu, no
rio Paraná - a maior represa do mundo - e da barragem de Tucuruí no Pará,
no norte do Brasil, estão em operação. Além de contar com reator
nuclear, Angra I, localizada perto do Rio de Janeiro, está em operação há
mais de 10 anos. Angra II está em construção e, depois de anos de atrasos,
está prestes a entrar na linha. Um Angra III é planejado. Os três reatores teria
uma capacidade combinada de 3.000 megawatts quando concluído.
Reservas de recursos minerais provadas são extensas. Grandes reservas de
ferro e manganês são importantes fontes de matérias-primas industrial e
receitas de exportação. Depósitos de níquel, estanho, cromita, bauxita, berílio,
cobre, chumbo, tungstênio, zinco, ouro e outros minerais são explorados. Alta
qualidade do carvão de coque grau exigido na indústria siderúrgica está em
falta.
Representatividade da indústria no Brasil[editar | editar código-fonte]
Fundada em 1938, a Confederação Nacional da Indústria é o órgão máximo
do sistema sindical patronal do setor, exercendo, desde então, um papel de
vanguarda na sociedade na promoção de debate, na busca por consensos em
torno dos grandes temas nacionais com impacto sobre o desempenho da
indústria e da economia brasileira.
Importante interlocutora no cenário nacional, a CNI representa 27 federações
de indústrias e 1.250 sindicatos patronais, aos quais são filiadas cerca de 700
mil indústrias.[37]
Importância da indústria no Brasil[editar | editar código-fonte]
A indústria brasileira tem importância crucial no país por ser um microssetor
que exige considerável investimento financeiro, por produzir os bens de maior
valor da economia e empregar milhões de brasileiros. [34] Grande parte dos
bens produzidos, ou seja, os manufaturados, estão diretamente ligados
à urbanização do país, como os produtos eletrodomésticos que a população
usa para conforto, trabalho, saúde e bem estar. [34]
Além disso, as retrações econômicas da indústria, não só no Brasil, provocam
uma série de consequências consideravelmente ruins, como o aumento do
desemprego pelo fato da demissão de trabalhadores, a elevação dos preços
de produtos para compensar as perdas financeiras que pode ocasionar
a inflação, a queda da arrecadação de impostos devido a diminuição das
vendas do comércio e, também, e sobretudo no Brasil, a redução da
capacidade de funcionamento das três esferas de governos. [34]
Não obstante, a indústria é muito importante na produção de riquezas do
Brasil, mensurada no Produto Interno Bruto (PIB). Como exemplo, podemos
citar o ano de 2009, em que o PIB brasileiro atingiu cerca de 3,14 trilhões de
reais e a indústria havia sido responsável por 25,4% de todo esse valor.
[38]
O agronegócio, cuja cadeia começa nas fábricas de tratores, de adubos e
de ração animal, é responsável por cerca de um quarto do PIB nacional. [39] Por
fim, as exportações de produtos industrializados e de produtos básicos ou
matérias-primas (commodities) também influem na riqueza de qualquer nação.
[40]

Dados[editar | editar código-fonte]


Eletricidade[editar | editar código-fonte]
Ver artigo principal: Política energética do Brasil

Capacidade de Energia Gerada

Ano 1950 1960 1970 1980 1990 2000

Capacidade em gigawatts 0.157 0.367 0.779 13.47 53.05 73.71


Petróleo[editar | editar código-fonte]

Produção de Petróleo[41]

Ano 1960 1970 1980 1990 2000 2006

Mil barris por dia 83 169 189 653 1,271 1,809


Estatísticas[editar | editar código-fonte]
Electricidade:[42]
 Produção: 380 TWh (2004)
 Consumo: 391 TWh (2004)
Eletricidade - produção pela fonte: (2004) [42]
 Outras fontes: 9%
 Hidrelétricas: 83%
 Térmica convencional: 4%
 Nucleares: 4%
Petróleo:[43]
 Produção: 2,165 milhões barris / dia (2006)
 Consumo: 2,216 milhões barris / dia (2006)
 Importações: 0,051 milhões de barris / dia (2006
 Reservas provadas: 11,2 bilhões de barris (2006)
 Capacidade de refinação: 1,908 milhões barris / dia (2006)
Gás natural: [43]
 Produção: 9,88 bilhões de quilômetros cúbicos (2006)
 Consumo: 19,34 bilhões de quilômetros cúbicos (2006)
 Importações: 9,45 bilhões de quilômetros cúbicos (2006)
 Reservas provadas: 326 bilhões de quilômetros cúbicos (2006)
A indústria brasileira e o impacto ambiental[editar | editar código-fonte]
Ver artigo principal: Problemas ambientais do Brasil
Durante muito tempo, em todo o mundo, prevaleceu a ideia de que os
recursos naturais do planeta eram inesgotáveis e que a Terra tinha a
capacidade de se auto-regenerar infinitamente. O Brasil não fugiu a esta
tendência, mas hoje sabe-se que a aquela ideia é errônea. [44][45] Porém, sua
consequência foi a de as atividades industriais produzirem grande impacto
ambiental negativo, pois não foram concebidas dentro de um modelo
sustentável, e são grandes responsáveis pelos altos níveis de poluição do ar,
do solo e das águas, pela destruição de ecossistemas e pelo declínio
da biodiversidade nacional. Hoje sabe-se também que esses prejuízos
ambientais não são externalidades à cadeia produtiva nem à geração de
lucro, como antes se imaginava, e que eles, especialmente no longo prazo,
desencadeiam perdas econômicas e sociais graves que afetam a própria
produtividade industrial, na forma de limitações no acesso a recursos naturais
e ao fornecimento de energia, de contaminação da água usada nos processos
industriais, de queda na capacidade de aquisição do consumidor, de aumento
do risco de desastres climáticos destruidores e outras maneiras. [46][47]

Nuvem de poluição sobre São Paulo.


Alguns exemplos são ilustrativos. Um relatório da CETESB informou que "a
qualidade do ar é significativamente influenciada pela distribuição e
intensidade das emissões de poluentes atmosféricos de origem veicular e
industrial", e segundo o Primeiro Relatório de Avaliação Nacional sobre
Mudanças Climáticas do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas,
"O aumento na incidência de desastres ambientais está associado ao intenso
processo de industrialização e urbanização verificado nas últimas décadas.
[...] A maioria dos parques industriais brasileiros localiza-se em extensas áreas
das planícies fluviais e costeiras, e muitas das instalações e infraestruturas
existentes têm emergido como áreas suscetíveis a riscos de desastres
ambientais causados por eventos climáticos extremos. Tal estruturação
concentrou uma parcela significativa da população no litoral, que apresenta
um quadro preocupante em relação à degradação ambiental. [...] Os efeitos
causados por desastres industriais podem ser devastadores, com sérias
implicações quando combinados a fatores como a falta de prevenção e a
localização de assentamentos populacionais (densamente ocupados) em
áreas de risco. Desastres gerados por atividades humanas podem ser tão
graves quanto desastres naturais, mas a associação de ambos pode gerar
catástrofes significativas, principalmente em países onde estes não ocorriam e
passaram a ocorrer com frequência devido a presença de eventos extremos
climáticos cada vez mais intensos. [...]
"Não há duvida também, que a rápida urbanização e industrialização do país
impuseram múltiplos problemas: poluição do ar e da água, aumento do
consumo de energia, utilização dos recursos naturais de maneira
desequilibrada, falta de saneamento, tratamento e disposição de lixo de forma
inadequada, degradação ambiental generalizada, desmatamento e
deterioração da qualidade de vida, principalmente em grandes centros
urbanos".[46]
Segundo ministra do Meio Ambiente Izabella Teixeira, o Brasil encontra-se
num estágio de transição entre o pensamento puramente desenvolvimentista
e o sustentável.[48] Na análise do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento
Industrial, "a sustentabilidade deveria ser uma referência e um dos vetores do
desenvolvimento brasileiro. O Brasil tem amplas condições de ser um dos
países líderes no tema, mas a política brasileira voltada à indústria, exceto de
forma marginal, o ignora".[49] No entanto, há sinais de um nítido movimento em
direção à sustentabilidade. Em 2012 Robson Braga de Andrade, presidente
da Confederação Nacional da Indústria (CNI), afirmou que a sustentabilidade
já não é considerada pelo empresariado uma jogada de marketing, mas sim
uma necessidade prática, a fim de aumentar a produtividade e a
competitividade e diminuir custos. A CNI publicou um documento ao longo dos
trabalhos da conferência Rio+20 no mesmo ano, onde apresentou avanços
em diversos setores, em que foi conseguida uma significativa redução do
impacto ambiental, diminuindo as emissões de gases estufa, que produzem
o aquecimento global, e aumentando os níveis dereciclagem de resíduos, o
uso de recursos renováveis e o reaproveitamento da água.[48]
Por outro lado, apesar dos expressivos progressos, as evidências mostram
que ainda há um longo caminho pela frente antes que o equilíbrio ecológico
esteja consolidado no centro das políticas nacionais e nas práticas industriais
cotidianas, havendo avanços em alguns setores mas retrocessos em outros,
além de deficiências conceituais, técnicas, infraestruturais e tecnológicas,
altos índices de desperdícios, contradições nas políticas públicas e sobretudo
uma grande resistência em setores influentes do empresariado, da classe
política e mesmo da população para que se efetivem as necessárias
mudanças, principalmente pelo desconhecimento das implicações sistêmicas
do desequilíbrio ecológico e pelas expectativas de lucro a curto prazo,
havendo também relativamente poucos incentivos oficiais para estimular uma
mudança em larga escala.[46][50][51][52][53]
Ver também[editar | editar código-fonte]
 História da industrialização no Brasil
 Indústria bélica do Brasil
 Indústria automobilística no Brasil
Referências[editar | editar código-fonte]
Bibliografia[editar | editar código-fonte]
 Graça Filho, Afonso de Alencastro. A economia do Império brasileiro.
São Paulo: Atual, 2004.
 Scantimburgo, João de. O Poder Moderador. São Paulo: Secretaria de
Estado da Cultura, 1980.
 Silva, Hélio. 1889 - A república não esperou o amanhecer. Porto Alegre:
L&PM, 2005.
 Sodré, Nelson Werneck. Panorama do Segundo Império, 2. ed. Rio de
Janeiro: GRAPHIA, 2004.
 Szmrecsány, Tamás and Lapa, José Roberto do Amaral. História
Econômica da Independência e do Império, 2. ed. São Paulo: USP, 2002.
 Vainfas, Ronaldo. Dicionário do Brasil Imperial. Rio de Janeiro: Objetiva,
2002.
 15. ed. São Paulo: Melhoramentos, 1994.
Notas[editar | editar código-fonte]
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Brasil". Brasil Escola. Acesso: 4 de outubro, 2012.
2. Ir para cima↑ Eduardo de Freitas. "Industrialização do Brasil".
Brasil Escola. Acesso: 4 de outubro, 2012.
3. ↑ Ir para:a b c d
"Localização da Indústria no Brasil". Acesso: 4 de
outubro, 2012.
4. Ir para cima↑ "A indústria sai da crise", in: Atualidades Vestibular
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5. Ir para cima↑ Szmrecsány, 2002, p. 282.
6. Ir para cima↑ Szmrecsány, 2002, p. 283.
7. Ir para cima↑ Szmrecsány, 2002, p. 285 a 287.
8. Ir para cima↑ Szmrecsány, p. 294
9. Ir para cima↑ Sodré, p.198-200
10. Ir para cima↑ Szmrecsány, p. 290
11. Ir para cima↑ Vainfas, p. 373
12. Ir para cima↑ Szmrecsány, p. 291
13. Ir para cima↑ Vainfas, p. 374
14. Ir para cima↑ «A torre antiga e a nova torre» (PDF).
HistóriaOral.org.br. Consultado em 22 de março de 2017
15. Ir para cima↑ Szmrecsány, p. 318-9
16. ↑ Ir para:a b Vainfas, p. 375
17. Ir para cima↑ Szmrecsány, p. 300
18. ↑ Ir para:a b Vianna, p. 496
19. Ir para cima↑ Szmrecsány, p. 298
20. Ir para cima↑ Szmrecsány, p. 298-300
21. Ir para cima↑ Szmrecsány, p. 185
22. Ir para cima↑ Vainfas, p. 373, 375
23. ↑ Ir para:a b Graça Filho, p. 80
24. Ir para cima↑ Graça Filho, p. 84
25. Ir para cima↑ Vainfas, p. 376
26. Ir para cima↑ Silva, p.61
27. Ir para cima↑ Silva, p. 60
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(IBGE). «Regional => Nível geográfico => Estados => Temas => Contas
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