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CLIMA

CLIMA – sucessão habitual dos estados de tempo mais frequentes numa dada região.

ESTADOS DE TEMPO – condições atmosféricas registadas num determinado


momento e lugar (temperatura, humidade, pressão atmosférica, vento, precipitação).

ELEMENTOS DO CLIMA:

 TEMPERATURA – grau de aquecimento do ar atmosférico.

 HUMIDADE – quantidade de vapor de água existente na atmosfera.

 PRECIPITAÇÃO – quantidade de chuva, no estado sólido (neve e granizo) e no estado líquido, caída na
terra.

 PRESSÃO ATMOSFÉRICA – força que o ar exerce sobre a terra.

 VENTO – é o ar em movimento.

 INSOLAÇÃO – nº de horas de céu descoberto com o sol acima do horizonte

Todos os dados sobre os estados de tempo são recolhidos e tratados nas Estações Meteorológicas

TEMPERATURA

LINHAS ISOTÉRMICAS – linhas que unem pontos com a mesma temperatura.

TERMOGRAMA – gráfico que representa as temperaturas.

TERMÓMETRO – instrumento que serve para medir as temperaturas.

AMPLITUDE TÉRMICA DIURNA – diferença entre a temperatura máxima e a temperatura mínima registadas
durante o dia.

TEMPERATURA MÉDIA DIURNA – é a média das temperaturas registadas durante o dia; determina-se:

1 – somando as temperaturas todas e dividindo pelo número de registos.

2 – somando a temperatura máxima com a mínima e dividindo por dois.

VARIAÇÃO DIURNA DA TEMPERATURA – ao longo do dia a temperatura varia com:

1 - Inclinação dos raios solares – quanto maior for a inclinação dos raios solares menor é a temperatura;
entre as 12h e as 15h, as temperaturas são mais elevadas porque os raios solares incidem sobre a terra
na vertical

2 - Movimento de rotação da terra – movimento que a terra faz à volta de si própria, em torno do eixo
imaginário, dura 24h e dá origem à sucessão dos dias e das noites
TEMPERATURA MÉDIA MENSAL – é a média das temperaturas registadas durante um mês (somam-se as
temperaturas médias diurnas e divide-se pelo nº de dias do mês)

AMPLITUDE TÉRMICA MENSAL – é a diferença entre a temperatura média do dia mais quente e a temperatura
média do dia mais frio

TEMPERATURA MÉDIA ANUAL – é a média das temperaturas registadas durante o ano; determina-se somando
as temperaturas médias mensais e dividindo por 12.

AMPLITUDE TÉRMICA ANUAL – diferença entre a temperatura média do mês mais quente e a temperatura média
do mês mais frio.

FATORES DE VARIAÇÃO ANUAL DA TEMPERATURA – latitude, proximidade ou afastamento do mar, correntes


marítimas, relevo/altitude, exposição das vertentes, nebulosidade, movimentos da terra

1. LATITUDE – Quanto maior for a latitude menor é a temperatura. As regiões polares têm temperaturas
mais baixas que as regiões equatoriais.

2. PROXIMIDADE/AFASTAMENTO DO MAR – As regiões litorais apresentam temperaturas mais amenas


que as do interior, devido à presença do Oceano Atlântico que funciona como fator moderador das
temperaturas, não deixando que o ar aqueça demasiado no verão nem arrefeça demasiado no inverno –
Oceanicidade. No Verão os continentes aquecem mais do que os oceanos. No Inverno são os oceanos
os que aquecem mais. As regiões mais afastadas do mar apresentam temperaturas muito elevadas no
Verão e muito baixas no Inverno, devido ao afastamento do mar – Continentalidade.

3. CORRENTES MARÍTIMAS – mesmo no Inverno, as regiões banhadas por uma corrente quente têm
temperaturas mais amenas, as que são banhadas por correntes frias têm temperaturas mais baixas.

4. RELEVO/ALTITUDE – Quanto maior for a altitude menor é a temperatura. A temperatura desce 0,6º C
por cada 100 metros de altitude.

5. EXPOSIÇÃO DAS VERTENTES – as vertentes viradas ao sol (soalheiras) apresentam temperaturas


mais elevadas do que as vertentes sombrias.

6. NEBULOSIDADE E COMPOSIÇÃO DA ATMOSFERA – à medida que aumenta a nebulosidade diminui


a temperatura.

7. MOVIMENTO DE TRANSLAÇÃO DA TERRA - movimento que a terra executa à volta do sol; dura 365
dias e dá origem às estações do ano; verões mais quentes, invernos mais frios e primavera e Outono
com temperaturas suaves.

PRECIPITAÇÃO
ISOIETAS – linhas que unem pontos com a mesma precipitação.

PRECIPITAÇÃO – resulta da condensação, ou seja, da passagem da água da atmosfera,


do estado gasoso ao estado líquido; também pode resultar da sublimação, ou seja, passagem
da água diretamente do estado gasoso ao estado sólido (nevoeiro, geada, orvalho)

GRÁFICO TERMOPLUVIOMÉTRICO – gráfico que representa as temperaturas


(linha vermelha) e a precipitação (barras azuis).
UDÓMETROS/PLUVIÓMETROS – são aparelhos que se destinam a medir a altura da chuva num determinado
intervalo de tempo.

NUVENS – são grandes acumulações de vapor de água, sob a forma de pequenas gotículas em suspensão na
atmosfera, resultantes da condensação desse mesmo vapor de água quando as temperaturas baixam.

FATORES DE VARIAÇÃO DA PRECIPITAÇÃO – relevo/altitude, exposição das vertentes, proximidade ou


afastamento do mar, faixas de pressão atmosférica, latitude

1. RELEVO/ALTITUDE – Quanto maior for a altitude mais elevados os valores da precipitação, podendo
mesmo acontecer sob a forma de neve.

2. EXPOSIÇÃO DAS VERTENTES – nas vertentes expostas aos ventos húmidos, as precipitações são
mais abundantes; nas vertentes concordantes com a linha de costa os ventos ficam retidos e a
precipitação é menor.

3. PROXIMIDADE/AFASTAMENTO DO MAR – a precipitação é mais abundante junto ao oceano, devido


aos ventos húmidos vindos do mar e são mais reduzidas no interior dos continentes.

4. FAIXAS DE PRESSÃO ATMOSFÉRICA – as zonas de baixas pressões (equatorial e subpolar) têm


precipitações mais abundantes: as zonas de altas pressões (subtropicais e polares) registam uma quase
total ausência de precipitação.

5. LATITUDE - As regiões mais próximas dos polos registam valores mais elevados de precipitação (neve),
do que as regiões mais afastadas.

TIPOS DE CHUVAS:

1 - CHUVAS DE CONVECÇÃO – chuvas típicas das regiões intertropicais e do interior dos continentes,
devido às elevadas temperaturas que provocam a subida do ar pelo contacto com o solo quente.

2 - CHUVAS OROGRÁFICAS – resultam da subida do ar ao longo das montanhas.

3 - CHUVAS FRONTAIS – resultam do contacto entre duas massas de ar com temperaturas diferentes; a
mais fria introduz-se debaixo da mais quente, obrigando-a a subir.

 As regiões equatoriais e as fachadas oceânicas dos continentes apresentam valores mais elevados de
Precipitação.

 O Norte da Europa é mais chuvoso que o sul e muitas vezes a Precipitação ocorre sob a forma de neve e
granizo.

 Em Portugal a precipitação é mais abundante no litoral norte e na região do Douro.


HUMIDADE

HUMIDADE ABSOLUTA - É a quantidade de vapor de água existente na atmosfera,


resultante da evaporação das águas do mar, oceanos, rios, lagos e da evapotranspiração
dos seres vivos animais e vegetais.

HUMIDADE RELATIVA - É a capacidade que o ar tem de conter mais ou menos vapor de água.

Quando o ar atinge o Ponto de Saturação, ou seja, quando não consegue conter mais vapor de água a uma
determinada temperatura, a humidade relativa é de 100%.

 Quanto mais elevada for a Temperatura, maior será o Ponto de Saturação.

 Quando ocorre a saturação formam-se Nuvens devido à presença de Núcleos de Condensação no ar


(poeiras, cinzas, fuligens,....) que por sua vez originam chuva.

PRESSÃO ATMOSFÉRICA

LINHAS ISOBÁRICAS ou ISÓBARAS – linhas que unem pontos com a mesma


pressão atmosférica.

FATORES DE VARIAÇÃO DA PRESSÃO ATMOSFÉRICA:

1 - TEMPERATURA – com o aumento da temperatura diminui a pressão atmosférica e com a diminuição da


temperatura aumenta a pressão Atmosférica.

2 - ALTITUDE – a pressão atmosférica diminui com a altitude.

3 - LATITUDE – a pressão atmosférica varia com a latitude: junto ao equador existem baixas pressões; entre os
trópicos existem altas pressões; nas zonas subpolares existem baixas pressões e nos polos as pressões são
altas.

 CENTROS DE BAIXAS PRESSÕES ou CICLONES – a pressão diminui da periferia para o centro –


sinónimo de mau tempo.
B

 CENTROS DE ALTAS PRESSÕES ou ANTICICLONE – a pressão aumenta da periferia para o centro –


sinónimo de bom tempo.
A
ZONAS CLIMÁTICAS

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