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OO TribunalTribunal PenalPenal InternacionalInternacional

Tribunal Tribunal Penal Penal Internacional Internacional LucianaLuciana BoiteuxBoiteux Prof. Adjunta de Direito Penal

LucianaLuciana BoiteuxBoiteux

Prof. Adjunta de Direito Penal

Prof. Adjunta de Direito Penal

Internacional LucianaLuciana BoiteuxBoiteux Prof. Adjunta de Direito Penal Prof. Adjunta de Direito Penal FND/UFRJFND/UFRJ

FND/UFRJFND/UFRJ

ConceitosConceitos BásicosBásicos

ÉÉ oo primeiroprimeiro tribunaltribunal penalpenal internacionalinternacional permanentepermanente

OsOs tribunaistribunais internacionaisinternacionais criadoscriados atéaté entãoentão foramforam todostodos adad hochoc,, comocomo NurembergNuremberg ee Tóquio,Tóquio, aoao finalfinal dada SegundaSegunda GrandeGrande Guerra,Guerra, queque realizaramrealizaram asas experiênciasexperiências precursorasprecursoras dada responsabilizaçãoresponsabilização dede indivíduosindivíduos pelopelo direitodireito internacional.internacional.

pelopelo direitodireito internacional.internacional.  Recentemente,Recentemente, osos tribunaistribunais

Recentemente,Recentemente, osos tribunaistribunais adad hochoc parapara aa AntigaAntiga IugosláviaIugoslávia ee RuandaRuanda foramforam criadoscriados porpor atoato dodo ConselhoConselho dede SegurançaSegurança dada ONUONU ee aindaainda estãoestão emem

funcionamento.funcionamento.

dodo ConselhoConselho dede SegurançaSegurança dada ONUONU ee aindaainda estãoestão emem funcionamento.funcionamento.

DeDe NurembergNuremberg aoao TPITPI

NurembergNuremberg –– 14.11.4514.11.45 aa 01.10.4601.10.46 2222 acusados,acusados, 33 absolvidos,absolvidos, osos demaisdemais condenadoscondenados aa penaspenas dede prisãoprisão entreentre 1010 anosanos ee penapena capitalcapital TribunalTribunal militar,militar, compostocomposto porpor representantesrepresentantes dasdas quatroquatro potênciaspotências vencedorasvencedoras dada IIII GMGM

potênciaspotências vencedorasvencedoras dada IIII GMGM FoiFoi aa basebase dede umum novonovo sistemasistema

FoiFoi aa basebase dede umum novonovo sistemasistema jurídicojurídico dede direitodireito

internacional: pessoa como sujeito de dir. Int.

internacional: pessoa como sujeito de dir. Int.

é que foram retomados

é que foram retomados

Novo paradigma de Justiça Internacional dos DH

Novo paradigma de Justiça Internacional dos DH

Somente Somente 50 50 anos anos depois depois

CríticasCríticas aa NurembergNuremberg

-- ““JustiçaJustiça”” dede VencedoresVencedores contracontra VencidosVencidos

dede VencedoresVencedores contracontra VencidosVencidos -- TribunalTribunal adad hochoc ,, criadocriado

-- TribunalTribunal adad hochoc,, criadocriado posteriormenteposteriormente aosaos fatosfatos -- ViolaçãoViolação aoao princípioprincípio dada legalidade:legalidade: genocídiogenocídio ee crimescrimes contracontra aa humanidadehumanidade nãonão erameram definidosdefinidos emem leilei comocomo crimes.crimes. AA fontefonte foifoi oo costumecostume internacional.internacional. -- seleçãoseleção dosdos acusadosacusados porpor motivosmotivos políticospolíticos -- aplicaçãoaplicação dada penapena dede mortemorte (violação(violação aosaos DH´s)DH´s)

políticospolíticos -- aplicaçãoaplicação dada penapena dede mortemorte (violação(violação aosaos DH´s)DH´s)

EstatutoEstatuto dede RomaRoma (1998)(1998)

RespondeResponde àsàs críticascríticas aosaos tribunaistribunais adad hochoc

críticascríticas aosaos tribunaistribunais adad hochoc  ÉÉ oo EstatutoEstatuto queque crioucriou oo TPI.TPI.

ÉÉ oo EstatutoEstatuto queque crioucriou oo TPI.TPI.

TemTem especialespecial interesseinteresse sobsob aa óticaótica dodo direitodireito penalpenal comparado,comparado, constituindoconstituindo seuseu EstatutoEstatuto umum exemploexemplo históricohistórico dada integraçãointegração dede sistemassistemas jurídicosjurídicos dede diferentesdiferentes origensorigens ee tradições,tradições, aa serser aplicadoaplicado porpor JuízesJuízes

em 1998 em Roma.

em 1998 em Roma.

internacionaisinternacionais dede diversasdiversas nacionalidades.nacionalidades.

Seu Seu texto texto foi foi aprovado aprovado

CaracterísticasCaracterísticas

PositivaPositiva princípiosprincípios ee costumescostumes dede DireitoDireito PenalPenal Internacional,Internacional, integraintegra osos sistemas:sistemas:

integraintegra osos sistemas:sistemas:  legalistalegalista -- leilei escritaescrita ((

legalistalegalista -- leilei escritaescrita ((civilcivil lawlaw),),

ee anglo-saxônicoanglo-saxônico dede precedentesprecedentes jurisprudenciaisjurisprudenciais ((commoncommon lawlaw););

SuasSuas regrasregras serãoserão aplicadasaplicadas porpor umum tribunaltribunal penalpenal internacionalinternacional permanente,permanente, comcom

competência para julgar pessoas acusadas dosos

competência para julgar pessoas acusadas d

maismais gravesgraves crimes internacionais.

crimes internacionais.

EstatutoEstatuto dede RomaRoma

FoiFoi aprovadoaprovado porpor consenso,consenso, depoisdepois dede muitasmuitas discussõesdiscussões ee reuniões,reuniões, pelapela amplaampla maioriamaioria dosdos delegadosdelegados representantesrepresentantes dosdos 162162 Estados-Estados- membros.membros.

SeteSete paísespaíses votaramvotaram contracontra (EUA,(EUA, Filipinas,Filipinas, China,China, Índia,Índia, Israel,Israel, SriSri LankaLanka ee Turquia),Turquia), tendotendo havidohavido vintevinte ee umauma abstenções.abstenções.

havidohavido vintevinte ee umauma abstenções.abstenções.  Começou a funcionar em 01.07.2002 Começou a funcionar
havidohavido vintevinte ee umauma abstenções.abstenções.  Começou a funcionar em 01.07.2002 Começou a funcionar

Começou a funcionar em 01.07.2002

Começou a funcionar em 01.07.2002

FundamentosFundamentos BásicosBásicos dodo TPITPI

aa buscabusca dada PazPaz Perpétua,Perpétua,

aa Soberania,Soberania,

aa Cidadania,Cidadania,

aa ReservaReserva LegalLegal

aa ComplementaridadeComplementaridade

 aa Cidadania,Cidadania,  aa ReservaReserva LegalLegal  aa ComplementaridadeComplementaridade
 aa Cidadania,Cidadania,  aa ReservaReserva LegalLegal  aa ComplementaridadeComplementaridade

ObjetivoObjetivo

““PacificaçãoPacificação”” dosdos conflitosconflitos internacionais,internacionais, inspirando-seinspirando-se nana noçãonoção dede ““cidadaniacidadania universaluniversal””,, fundadafundada nana dignidadedignidade dada pessoapessoa humana,humana, parapara guiarguiar suasua atuaçãoatuação comocomo instituiçãoinstituição permanente,permanente, baseadabaseada emem regrasregras previamentepreviamente definidas,definidas, comcom respeitorespeito aoao devidodevido processoprocesso legal.legal.

previamentepreviamente definidas,definidas, comcom respeitorespeito aoao devidodevido processoprocesso legal.legal.
previamentepreviamente definidas,definidas, comcom respeitorespeito aoao devidodevido processoprocesso legal.legal.

MetasMetas

OO TPITPI exerceexerce ““jurisdiçãojurisdição internacionalinternacional complementarcomplementar”” àsàs jurisdiçõesjurisdições nacionaisnacionais sobresobre osos crimescrimes maismais gravesgraves contracontra aa humanidadehumanidade ((nãonão éé justiçajustiça universaluniversal).). Considera-seConsidera-se queque aa impunidadeimpunidade dosdos autoresautores destesdestes crimescrimes atingeatinge aa comunidadecomunidade internacionalinternacional ee aa ““consciênciaconsciência universaluniversal””,, razãorazão pelapela qualqual constaconsta dodo PreâmbuloPreâmbulo dodo

qualqual constaconsta dodo PreâmbuloPreâmbulo dodo EstatutoEstatuto que uma das metas do Tribunal é que uma

EstatutoEstatuto que uma das metas do Tribunal é

que uma das metas do Tribunal é

das metas do Tribunal é que uma das metas do Tribunal é justamentejustamente garantir o respeito

justamentejustamente garantir o respeito duradouro pela

garantir o respeito duradouro pela

efetivaçãoefetivação dada justiçajustiça internacionalinternacional

TPITPI ee DireitosDireitos HumanosHumanos

NãoNão éé umum ““tribunaltribunal dede direitosdireitos humanoshumanos””

dede direitosdireitos humanoshumanos””  EmboraEmbora aindaainda nãonão sese possapossa

EmboraEmbora aindaainda nãonão sese possapossa preverprever comocomo oo TPITPI poderápoderá atuaratuar nana reduçãoredução dasdas violaçõesviolações aosaos direitosdireitos humanos,humanos, oo alcancealcance destadesta metameta dependerádependerá dodo númeronúmero dede paísespaíses envolvidosenvolvidos nono

processo,processo, queque incluiinclui aa expressãoexpressão dada reprovaçãoreprovação internacionalinternacional aa práticaspráticas ilícitasilícitas comocomo oo

genocídio e outros crimes correlatos contra

genocídio e outros crimes correlatos contra

contra genocídio e outros crimes correlatos contra minorias nacionais, raciais, étnicas ou minorias nacionais,

minorias nacionais, raciais, étnicas ou

minorias nacionais, raciais, étnicas ou

religiosas.religiosas.

CrimesCrimes

• SomenteSomente osos crimescrimes maismais gravesgraves serãoserão julgadosjulgados pelopelo TPITPI –– Art.Art. 5o.5o. (1)(1) -- ETPIETPI

• GenocídioGenocídio

• CrimesCrimes contracontra aa humanidadehumanidade

• CrimesCrimes dede GuerraGuerra

• CrimeCrime dede AgressãoAgressão

contracontra aa humanidadehumanidade • CrimesCrimes dede GuerraGuerra • CrimeCrime dede AgressãoAgressão
contracontra aa humanidadehumanidade • CrimesCrimes dede GuerraGuerra • CrimeCrime dede AgressãoAgressão

PrincípioPrincípio dada LegalidadeLegalidade

previstoprevisto nono artigoartigo 22,22, queque exigeexige queque nãonão hajahaja crimecrime semsem préviaprévia leilei (§1),(§1), vedadavedada aa analogiaanalogia inin malammalam partempartem (§2),(§2), sendosendo aa dúvidadúvida resolvidaresolvida pelapela interpretaçãointerpretação emem favorfavor dodo réu.réu.

emem favorfavor dodo réu.réu.  OO artigoartigo 2424 estabeleceestabelece queque oo

OO artigoartigo 2424 estabeleceestabelece queque oo TPITPI somentesomente teráterá competênciacompetência parapara julgarjulgar osos crimescrimes previstosprevistos nono EstatutoEstatuto cometidoscometidos apósapós aa suasua entradaentrada emem vigorvigor (§1),(§1), ee prevêprevê expressamenteexpressamente aa

retroatividaderetroatividade dede normanorma penalpenal maismais benéficabenéfica

(§2).(§2).

aa retroatividaderetroatividade dede normanorma penalpenal maismais benéficabenéfica (§2).(§2).

PrincípioPrincípio dada LegalidadeLegalidade

artigoartigo 2323 –– penas;penas;

artigoartigo 7777 -- limitelimite dada penapena dede prisãoprisão emem 3030 anos,anos, excepcionando-seexcepcionando-se aa possibilidadepossibilidade dede prisãoprisão perpétuaperpétua aosaos casoscasos maismais graves,graves, sese oo elevadoelevado graugrau dede ilicitudeilicitude dodo fatofato ee asas condiçõescondições pessoaispessoais dodo condenadocondenado oo justificaremjustificarem

Art.Art. 77,77, itemitem (§(§ 2) (a) (b) - penas de multa e de

77,77, itemitem (§(§ 2) (a) (b) - penas de multa e de 2) (a) (b) -
77,77, itemitem (§(§ 2) (a) (b) - penas de multa e de 2) (a) (b) -

2) (a) (b) - penas de multa e de

confisco, ou perda de bens provenientes, direta

confisco, ou perda de bens provenientes, direta

ou indiretamente, do crime.

ou indiretamente, do crime.

InícioInício dodo procedimentoprocedimento

Art.Art. 1313 dodo ETPIETPI –– EncaminhamentoEncaminhamento dodo Caso:Caso:

1.1. viavia Procurador,Procurador, porpor denúnciadenúncia dede umum Estado-parteEstado-parte (Art.(Art. 1313 (a));(a));

2.2. viavia ConselhoConselho dede SegurançaSegurança dada ONU,ONU, agindoagindo nosnos termostermos dodo capítulocapítulo VIIVII dada CartaCarta dasdas NaçõesNações UnidasUnidas (Art.(Art. 1313 (b));(b));

3.3. pelapela própriaprópria investigaçãoinvestigação pelopelo Procurador,Procurador, comcom basebase emem informaçõesinformações recebidasrecebidas (Art.(Art. 1313 (c)(c) ee 15).15).

recebidasrecebidas (Art.(Art. 1313 (c)(c) ee 15).15).  Princípio da complementaridade: diferente dos

Princípio da complementaridade: diferente dos

Princípio da complementaridade: diferente dos

diferente dos Princípio da complementaridade: diferente dos tribunaistribunais adad hochoc (( ondeonde a jurisdição

tribunaistribunais adad hochoc ((ondeonde a jurisdição internacional tem

a jurisdição internacional tem

primazia sobre as nacionais), a jurisdição do TPI é

primazia sobre as nacionais), a jurisdição do TPI é

complementarcomplementar às jurisdições nacionais.

às jurisdições nacionais.

CondiçõesCondições préviasprévias aoao exercícioexercício dada jurisdiçãojurisdição

ao exercício exercício da da jurisdição jurisdição  OO EstatutoEstatuto dede RomaRoma distinguedistingue

OO EstatutoEstatuto dede RomaRoma distinguedistingue osos conceitosconceitos dede

JurisdiçãoJurisdição -- refere-serefere-se aosaos parâmetrosparâmetros legais,legais, ouou critérioscritérios positivospositivos dede jurisdição;jurisdição;

AdmissibilidadeAdmissibilidade -- prevêprevê critérioscritérios negativosnegativos –– queque excluemexcluem aa aceitaçãoaceitação dada jurisdição.jurisdição.

negativosnegativos –– queque excluemexcluem aa aceitaçãoaceitação dada jurisdição.jurisdição.

CritériosCritérios dede atribuiçãoatribuição dede competênciacompetência

ArtigoArtigo 1212 (Critérios(Critérios Positivos)Positivos)

i)i) rationeratione materiaemateriae -- crimescrimes previstosprevistos nono artigoartigo 5o.5o. dodo EstatutoEstatuto (genocídio,(genocídio, crimescrimes contracontra aa humanidade,humanidade, crimescrimes dede guerraguerra ee crimecrime dede agressão);agressão);

dede guerraguerra ee crimecrime dede agressão);agressão);  rationeratione temporistemporis (artigo(artigo 1111 --

rationeratione temporistemporis (artigo(artigo 1111 -- ilícitosilícitos cometidoscometidos apósapós aa entradaentrada emem vigorvigor dodo TPITPI ee apósapós aa acessãoacessão dodo Estado-Estado- parte);parte);

alternativamente,alternativamente, rationeratione lociloci (artigo(artigo 1212 (§2)(§2) (a)(a) -- crimecrime praticadopraticado nono territórioterritório dosdos Estados-ParteEstados-Parte ouou aa bordobordo dede umum navio,navio, ouou aeronave,aeronave, cujacuja matrículamatrícula sejaseja

daqueledaquele Estado);Estado); ouou rationeratione personaepersonae (artigo(artigo 1212 (§2)(§2)

personaepersonae (artigo(artigo 1212 (§2)(§2) (b), nacionalidade do acusado). (b), nacionalidade do

(b), nacionalidade do acusado).

(b), nacionalidade do acusado).

AdmissibilidadeAdmissibilidade

UmaUma vezvez determinadadeterminada aa jurisdição,jurisdição, aa admissibilidadeadmissibilidade funcionafunciona comocomo umauma limitaçãolimitação àà atuaçãoatuação dada Corte,Corte, nono sentidosentido dede indicarindicar quandoquando nãonão sese admiteadmite aa intervençãointervenção dodo TPI,TPI, queque nãonão poderápoderá aceitaraceitar oo casocaso quando:quando:

poderápoderá aceitaraceitar oo casocaso quando:quando:  AusenteAusente oo princípioprincípio dada

AusenteAusente oo princípioprincípio dada complementaridadecomplementaridade (artigo(artigo

17),17),

QuandoQuando oo crimecrime nãonão forfor gravegrave (artigo(artigo 17,17, (§1)(§1) (d))(d))

nosnos crimescrimes dede guerraguerra ee contracontra aa humanidade,humanidade, quandoquando nãonão estiverestiver presentepresente oo requisitorequisito dada práticaprática dodo crimecrime

e 8 (§1)).

e 8 (§1)).

em larga escala, como parte integrante de um plano

em larga escala, como parte integrante de um plano

ou ou política política (artigos (artigos 7 7 (§1) (§1)

PrincípioPrincípio dada complementaridadecomplementaridade

ElementoElemento absolutamenteabsolutamente originaloriginal contempladocontemplado nono EstatutoEstatuto dodo TPITPI -- §§ 1010 dodo PreâmbuloPreâmbulo -- ““EnfatizandoEnfatizando queque oo TribunalTribunal PenalPenal InternacionalInternacional estabelecidaestabelecida porpor meiomeio dodo presentepresente EstatutoEstatuto deverádeverá serser complementarcomplementar àsàs jurisdiçõesjurisdições penaispenais nacionaisnacionais””

ArtigoArtigo 1º:1º: ““

nacionaisnacionais””  ArtigoArtigo 1º:1º: ““ OO TribunalTribunal seráserá umauma

OO TribunalTribunal seráserá umauma instituiçãoinstituição

permanente,permanente, estaráestará facultadafacultada aa exercerexercer suasua jurisdiçãojurisdição sobresobre indivíduosindivíduos comcom relaçãorelação osos crimescrimes maismais gravesgraves dede transcendênciatranscendência internacional,internacional, emem conformidadeconformidade

com o presente Estatuto, e terá caráter complementar

com o presente Estatuto, e terá caráter complementar

àsàs jurisdiçõesjurisdições penaispenais nacionais

nacionais

PrincípioPrincípio dada complementaridadecomplementaridade

OO caso,caso, ouou situação,situação, seráserá admitidoadmitido peranteperante oo TPITPI nasnas seguintesseguintes hipóteseshipóteses definidasdefinidas pelopelo artigoartigo 17:17:

definidasdefinidas pelopelo artigoartigo 17:17:  (a)(a) sese nãonão tivertiver sidosido objetoobjeto

(a)(a) sese nãonão tivertiver sidosido objetoobjeto dede inquéritoinquérito ouou procedimentoprocedimento criminalcriminal peranteperante oo EstadoEstado NacionalNacional comcom jurisdiçãojurisdição parapara tanto,tanto, nãonão tendotendo sidosido levadolevado adianteadiante porpor faltafalta dede capacidadecapacidade parapara fazê-lo,fazê-lo, porpor exemplo,exemplo, pelopelo colapsocolapso dodo JudiciárioJudiciário nacional;nacional;

(b)(b) sese taltal EstadoEstado tenhatenha decididodecidido nãonão dardar seguimentoseguimento aoao processoprocesso criminalcriminal contracontra aa pessoapessoa emem causa,causa, porpor

falta de vontade para tanto, ou inabilidade;

falta de vontade para tanto, ou inabilidade;

emem causa,causa, porpor falta de vontade para tanto, ou inabilidade; falta de vontade para tanto, ou

PrincípioPrincípio dada complementaridadecomplementaridade

(c)(c) mesmomesmo sese indivíduoindivíduo jájá tivertiver sidosido absolvidoabsolvido peranteperante aa CorteCorte Nacional,Nacional, quandoquando istoisto tenhatenha ocorridoocorrido comcom oo intuitointuito dede evitarevitar suasua condenaçãocondenação ee impedirimpedir aa atuaçãoatuação dodo TPI.TPI.

oo intuitointuito dede evitarevitar suasua condenaçãocondenação ee impedirimpedir aa atuaçãoatuação dodo TPI.TPI.
oo intuitointuito dede evitarevitar suasua condenaçãocondenação ee impedirimpedir aa atuaçãoatuação dodo TPI.TPI.

PrincípioPrincípio dada responsabilidaderesponsabilidade internacionalinternacional individualindividual

NoNo TPITPI éé competentecompetente tãotão somentesomente parapara julgarjulgar pessoaspessoas físicasfísicas (artigo(artigo 25,25, (§1)(§1) –– princípioprincípio dada responsabilidaderesponsabilidade penalpenal individual),individual), maioresmaiores dede 1818 anosanos (artigo(artigo 26),26), porpor crimescrimes cometidoscometidos apósapós aa entradaentrada emem vigorvigor dodo EstatutoEstatuto (artigos(artigos 1111 ee 24).24).

dodo EstatutoEstatuto (artigos(artigos 1111 ee 24).24).  Porém,Porém, aa responsabilidaderesponsabilidade

Porém,Porém, aa responsabilidaderesponsabilidade dasdas pessoaspessoas físicasfísicas pelospelos crimescrimes internacionaisinternacionais emem nadanada afetaráafetará aa responsabilidaderesponsabilidade dosdos EstadosEstados peranteperante aa ordemordem

internacional, é o que dispõe o artigo 25 (§4) do

internacional, é o que dispõe o artigo 25 (§4) do

ETPI.ETPI.

internacional, é o que dispõe o artigo 25 (§4) do internacional, é o que dispõe o

PrincípioPrincípio dada intervençãointervenção mínimamínima

ApenasApenas osos crimescrimes maismais gravesgraves estãoestão previstos,previstos, constituindoconstituindo aa gravidadegravidade umum requisitorequisito dede admissibilidade.admissibilidade.

artigoartigo 5º5º (1)(1) :: ““aa competênciacompetência dodo TribunalTribunal restringir-se-árestringir-se-á aosaos crimescrimes maismais graves,graves, queque afetamafetam aa comunidadecomunidade internacionalinternacional emem seuseu conjuntoconjunto””

graves,graves, queque afetamafetam aa comunidadecomunidade internacionalinternacional emem seuseu conjuntoconjunto””
graves,graves, queque afetamafetam aa comunidadecomunidade internacionalinternacional emem seuseu conjuntoconjunto””

PrincípioPrincípio dada humanidadehumanidade dasdas penaspenas

ArtigoArtigo 7777 (§1)(§1) -- penas:penas:

(a)(a) prisãoprisão porpor umum númeronúmero determinadodeterminado dede anos,anos, atéaté oo limitelimite máximomáximo dede 3030 anos;anos; ouou

oo limitelimite máximomáximo dede 3030 anos;anos; ouou  (b)(b) prisãoprisão perpétua,perpétua,

(b)(b) prisãoprisão perpétua,perpétua, devendodevendo serser avaliadaavaliada aa altaalta reprovabilidadereprovabilidade dodo ilícitoilícito somadasomada àsàs condiçõescondições pessoaispessoais dodo condenado,condenado, alémalém dede multamulta ee perdaperda dede produtos,produtos, bensbens ee havereshaveres provenientesprovenientes dodo

bensbens ee havereshaveres provenientesprovenientes dodo crime (artigo 77 (§2) (a) e (b)). crime (artigo 77 (§2)

crime (artigo 77 (§2) (a) e (b)).

crime (artigo 77 (§2) (a) e (b)).

PrisãoPrisão PerpétuaPerpétua

ParaPara suasua aplicaçãoaplicação excepcionalexcepcional háhá queque estarestar presentepresente ““elevadoelevado graugrau dede ilicitudeilicitude dodo fatofato ee asas condiçõescondições pessoaispessoais dodo acusadoacusado oo justificaremjustificarem””,, comocomo prevêprevê oo artigoartigo 7777 ((§§1)1) (b).(b).

AA RevisãoRevisão dada reclusãoreclusão perpétuaperpétua éé obrigatóriaobrigatória depoisdepois dede 2525 anosanos ininterruptosininterruptos dede cumprimentocumprimento éé obrigatória,obrigatória, assimassim comocomo apósapós cumpridoscumpridos 2/32/3 dada penapena cominada.cominada.

PoderáPoderá serser reduzidareduzida aa penapena pelopelo bombom comportamentocomportamento

aa penapena pelopelo bombom comportamentocomportamento do condenado, pela colaboração com a Justiça, ajuda do

do condenado, pela colaboração com a Justiça, ajuda

do condenado, pela colaboração com a Justiça, ajuda

outra circunstância pessoal

outra circunstância pessoal

na na localização localização de de bens bens ou ou

favorável, como determina o artigo 110 (§3).

favorável, como determina o artigo 110 (§3).

O O Brasil Brasil e e o o TPI TPI

OO BrasilBrasil ee oo TPITPI

O O Brasil Brasil e e o o TPI TPI

AtuaçãoAtuação concretaconcreta

1010 anosanos dodo TPITPI -- HojeHoje sãosão 121121 Estados-ParteEstados-Parte -- 2020 mandadosmandados dede prisãoprisão foramforam emitidosemitidos -- HáHá 77 investigaçõesinvestigações emem andamentoandamento (República(República CentralCentral Africana,Africana, Uganda,Uganda, Darfur,Darfur, Kenia,Kenia, Libia,Libia, CostaCosta dodo Marfim,Marfim, Rep.Rep. DemocráticaDemocrática dodo CongoCongo

-- 1o. Condenado em 2012 – Lubango (por

dodo CongoCongo -- 1o. Condenado em 2012 – Lubango (por 1o. Condenado em 2012 – Lubango
dodo CongoCongo -- 1o. Condenado em 2012 – Lubango (por 1o. Condenado em 2012 – Lubango

1o. Condenado em 2012 – Lubango (por

recrutarrecrutar crianças em seu exército (RDC)

crianças em seu exército (RDC)

OO BrasilBrasil ee oo TPITPI

OO BrasilBrasil ratificouratificou oo tratadotratado emem 01.07.2000,01.07.2000, tendotendo sidosido editadaeditada emem 20042004 aa EmendaEmenda ConstitucionalConstitucional nºnº 45,45, queque incluiuincluiu oo §§ 4o.4o. aoao artigoartigo 5o5o dada CF/88CF/88 ee reconheceureconheceu aa submissãosubmissão dodo BrasilBrasil àà jurisdiçãojurisdição internacionalinternacional dodo Tribunal.Tribunal.

OO paíspaís depositoudepositou oo instrumentoinstrumento dede ratificaçãoratificação emem 20.06.2002,20.06.2002, tendotendo sidosido promulgadopromulgado pelopelo PresidentePresidente dada RepúblicaRepública porpor meiomeio dodo DecretoDecreto no.no. 4.388,4.388, dede

porpor meiomeio dodo DecretoDecreto no.no. 4.388,4.388, dede 25.09.2002, e passado a vigorar, para o Brasil, em

25.09.2002, e passado a vigorar, para o Brasil, em

25.09.2002, e passado a vigorar, para o Brasil, em

01.09.2002.01.09.2002.

e passado a vigorar, para o Brasil, em 25.09.2002, e passado a vigorar, para o Brasil,

PrisãoPrisão PerpétuaPerpétua ee oo BrasilBrasil

SomenteSomente osos crimescrimes maismais gravesgraves serãoserão julgadosjulgados pelopelo TPI,TPI, dosdos quais,quais, dede formaforma excepcional,excepcional, somentesomente osos maismais gravesgraves serãoserão passíveispassíveis dede prisãoprisão perpétua.perpétua.

dede prisãoprisão perpétua.perpétua.  OO ETPIETPI sese mostramostra atéaté menosmenos

OO ETPIETPI sese mostramostra atéaté menosmenos punitivopunitivo dodo queque aa ConstituiçãoConstituição BrasileiraBrasileira dede 1988,1988, queque admiteadmite aa penapena dede mortemorte emem casocaso dede guerraguerra declarada,declarada, comocomo previstoprevisto nono artigoartigo 5o,5o, XLVII,XLVII, enquantoenquanto queque aqueleaquele nãonão admiteadmite penapena dede mortemorte emem nenhumanenhuma hipótese.hipótese.

queque aqueleaquele nãonão admiteadmite penapena dede mortemorte emem nenhumanenhuma hipótese.hipótese.

LegislaçãoLegislação dede ImplementaçãoImplementação

ParaPara respeitarrespeitar aa soberaniasoberania dosdos paísespaíses devemdevem serser implementadasimplementadas nasnas legislaçõeslegislações nacionaisnacionais dosdos Estados-ParteEstados-Parte dasdas regrasregras necessáriasnecessárias àà cooperaçãocooperação comcom oo TribunalTribunal ee àà persecuçãopersecução penalpenal dosdos delitosdelitos previstosprevistos nono ETPI,ETPI, dede formaforma aa concretizarconcretizar aa aplicaçãoaplicação dodo princípioprincípio dada complementaridadecomplementaridade dada jurisdiçãojurisdição dodo TPI.TPI.

dodo princípioprincípio dada complementaridadecomplementaridade dada jurisdiçãojurisdição dodo TPI.TPI.
dodo princípioprincípio dada complementaridadecomplementaridade dada jurisdiçãojurisdição dodo TPI.TPI.

TipificaçãoTipificação dosdos DelitosDelitos

EstãoEstão emem cursocurso estudosestudos visandovisando àà elaboraçãoelaboração dasdas regrasregras dede implementaçãoimplementação dodo ETPIETPI nono Brasil.Brasil.

dodo ETPIETPI nono Brasil.Brasil.  AlgunsAlguns crimescrimes jájá seremserem

AlgunsAlguns crimescrimes jájá seremserem previstosprevistos pelopelo direitodireito brasileiro,brasileiro, comocomo oo genocídiogenocídio (Lei(Lei n.n. 2.889/56),2.889/56), ee suassuas variantesvariantes estãoestão previstosprevistos nana LeiLei nºnº 2.889/56,2.889/56, ee tambémtambém nono CódigoCódigo PenalPenal MilitarMilitar (artigos(artigos 208208 ee 209209 (em(em tempotempo dede paz),paz), ee 401401 ee 402402 (em(em tempotempo dede guerra).guerra).

PorPor outrooutro lado,lado, nãonão estãoestão tipificadostipificados todostodos osos demaisdemais

crimes contra a humanidade constantes do ETPI, com

crimes contra a humanidade constantes do ETPI, com

Lei n. 9.455/97.

exceção da prática de tortura (ainda que de forma

exceção da prática de tortura (ainda que de forma

mais restrita), previsto na Lei n. 9.455/97.

mais restrita), previsto na

ExtradiçãoExtradição ouou EntregaEntrega dede Nacionais?Nacionais?

Cap.Cap. IXIX ETPIETPI –– tratatrata dada CooperaçãoCooperação internacionalinternacional (arts.(arts. 8686 aa 102)102)

internacionalinternacional (arts.(arts. 8686 aa 102)102)  Art.Art. 89(1)89(1) -- ObrigaçãoObrigação dosdos

Art.Art. 89(1)89(1) -- ObrigaçãoObrigação dosdos Estados-ParteEstados-Parte dede detençãodetenção ee entregaentrega dede indivíduosindivíduos aoao TPITPI

EntregaEntrega (vertical)(vertical) xx ExtradiçãoExtradição (horizontal)(horizontal)

TPITPI nãonão éé umauma jurisdiçãojurisdição estrangeira,estrangeira, masmas umauma jurisdiçãojurisdição internacionalinternacional dede cujacuja construçãoconstrução oo

dede cujacuja construçãoconstrução oo Brasil participou e aderiu constitucionalmente. Brasil

Brasil participou e aderiu constitucionalmente.

Brasil participou e aderiu constitucionalmente.

ImunidadesImunidades ee PrerrogativasPrerrogativas

Art.Art. 2727 ETPIETPI -- IrrelevânciaIrrelevância dada QualidadeQualidade OficialOficial 1.1. OO presentepresente EstatutoEstatuto seráserá aplicávelaplicável dede formaforma igualigual aa todastodas asas pessoaspessoas semsem distinçãodistinção algumaalguma baseadabaseada nana

distinçãodistinção algumaalguma baseadabaseada nana qualidadequalidade oficial.oficial. EmEm

qualidadequalidade oficial.oficial. EmEm particular,particular, aa qualidadequalidade oficialoficial dede ChefeChefe dede EstadoEstado ouou dede Governo,Governo, dede membromembro dede GovernoGoverno ouou dodo Parlamento,Parlamento, dede representanterepresentante eleitoeleito ouou dede

funcionáriofuncionário públicopúblico (

)( )

2.2. AsAs imunidadesimunidades ouou normasnormas dede procedimentoprocedimento especiaisespeciais

decorrentesdecorrentes dada qualidade oficial de uma pessoa; nos

qualidade oficial de uma pessoa; nos

do direito internacional, não

do direito internacional, não

termos termos do do direito direito interno interno ou ou

deverão obstar a que o Tribunal exerça a sua jurisdição

deverão obstar a que o Tribunal exerça a sua jurisdição

sobresobre essaessa pessoa.pessoa.

ImunidadeImunidade nono Dir.Dir. Bras.Bras.

CF/88CF/88 –– ImunidadeImunidade ParlamentarParlamentar

CF/88CF/88 –– ImunidadeImunidade ParlamentarParlamentar  Art.Art. 53.53. OsOs DeputadosDeputados ee

Art.Art. 53.53. OsOs DeputadosDeputados ee SenadoresSenadores sãosão invioláveis,invioláveis, civilcivil ee penalmente,penalmente, porpor quaisquerquaisquer dede suassuas opiniões,opiniões, palavraspalavras ee votos.votos.

ee penalmente,penalmente, porpor quaisquerquaisquer dede suassuas opiniões,opiniões, palavraspalavras ee votos.votos.

ConclusõesConclusões

AA criaçãocriação dodo TribunalTribunal PenalPenal InternacionalInternacional comocomo umum foroforo permanentepermanente parapara julgarjulgar osos maismais gravesgraves crimescrimes internacionais,internacionais, nana omissãoomissão dosdos judiciáriosjudiciários nacionais,nacionais, foifoi umauma grandegrande conquistaconquista dasdas NaçõesNações UnidasUnidas nana buscabusca dada pazpaz globalglobal ee nono reconhecimentoreconhecimento dosdos direitosdireitos humanoshumanos nana esferaesfera internacional.internacional.

ee nono reconhecimentoreconhecimento dosdos direitosdireitos humanoshumanos nana esferaesfera internacional.internacional.
ee nono reconhecimentoreconhecimento dosdos direitosdireitos humanoshumanos nana esferaesfera internacional.internacional.

ConsideraçõesConsiderações FinaisFinais

OO inéditoinédito princípioprincípio dada complementaridadecomplementaridade foifoi aa saídasaída encontradaencontrada parapara aa composiçãocomposição dosdos interessesinteresses dada JustiçaJustiça InternacionalInternacional comcom aa soberaniasoberania dosdos Estados.Estados.

comcom aa soberaniasoberania dosdos Estados.Estados.  OO TPITPI julgarájulgará apenasapenas osos

OO TPITPI julgarájulgará apenasapenas osos delitosdelitos maismais graves,graves, dede carátercaráter internacional,internacional, indicadosindicados expressamenteexpressamente nono Estatuto,Estatuto, ee exerceráexercerá jurisdiçãojurisdição complementarcomplementar àsàs jurisdiçõesjurisdições nacionais,nacionais, sósó podendopodendo atuaratuar quandoquando aa jurisdiçãojurisdição nacionalnacional competentecompetente deixardeixar dede atuaratuar

devidamente, ou quando não tenha capacidade de

devidamente, ou quando não tenha capacidade de

fazê-lo.fazê-lo.

devidamente, ou quando não tenha capacidade de devidamente, ou quando não tenha capacidade de fazê-lo.fazê-lo.

ConsideraçõesConsiderações FinaisFinais

TPITPI comocomo umum exemploexemplo dede umauma transformaçãotransformação dodo direitodireito internacional:internacional: garantiasgarantias penais,penais, previsãoprevisão legallegal dada responsabilizaçãoresponsabilização dosdos superioressuperiores hierárquicoshierárquicos ouou líderes,líderes, rejeiçãorejeição dasdas imunidades,imunidades, proibiçãoproibição dada penapena dede mortemorte ee oo carátercaráter excepcionalexcepcional dada prisãoprisão perpétua.perpétua.

dada prisãoprisão perpétua.perpétua.  CriouCriou umum sistemasistema que,que, sese

CriouCriou umum sistemasistema que,que, sese funcionar,funcionar, poderápoderá serser

oo palco de responsabilização individual pelos

palco de responsabilização individual pelos

pelos palco de responsabilização individual pelos mais graves crimes contra a humanidade. mais graves crimes

mais graves crimes contra a humanidade.

mais graves crimes contra a humanidade.