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LIBERTANDO-SE DOS CATIVEIROS DAS FINANÇAS

Joel 2.12-27
Falar sobre finanças parece ser algo muito pouco espiritual. Acontece,
entretanto, que, na prática, não podemos ignorar o fato de que lidamos com
esse assunto todos os dias.

Existem 1.565 versículos que falam em dinheiro. Curiosamente, dos 107


versículos do sermão do monte 28 se referem a dinheiro. Além disso, Jesus se
referiu ao dinheiro (ou riqueza) em 13 parábolas. Isso mostra como a Bíblia trata
desse assunto com expressividade.

O Deus é Senhor sobre todas as coisas, inclusive sobre as riquezas e os recursos.


Ele tem todo o poder e autoridade sobre tudo e todos. O profeta Ageu escreveu
que o Senhor dos Exércitos disse: "minha é a prata e meu é o ouro" (Ageu 2.8).
Desde os tempos de Moisés havia a compreensão que "é Ele que te dá força para
adquirires riquezas..." (Deuteronômio 8.18)
Descartar os Princípios Bíblicos, no que concerne as finanças, é ignorar a Deus e a
Sua Palavra.
Três princípios financeiros estão ligados diretamente a Deus, e são dízimos,
ofertas e primícias.
Quando negligenciamos a Palavra de Deus, somos responsáveis pelos nossos
atos diante do próprio Deus. Não conhecer a Palavra, não nos torna livres dos
princípios desta mesma Palavra.
Hoje, damos início ao Seminário de Primícias, mas também é culto de Cura de
Libertação. E, o meu desejo é que vocês sejam libertos dos cativeiros nas suas
finanças.
O contexto do Profeta Joel, bem como o de Malaquias, não difere em muito do
nosso contexto do Brasil atual. A crise financeira.
Fazia cerca de 100 anos que os judeus tinham regressado do cativeiro. Só que
cem anos se passaram desde a volta do cativeiro, e as coisas não estavam
acontecendo conforme a expectativa. Promessas tinha sido feita, mas a realidade
não estava de acordo com elas.
A dedicação e o amor para com Deus haviam se esvaído do coração do povo (1.1-
5). Os sacerdotes estavam corrompidos (1.6 – 2.9). O povo havia se casado com
mulheres estrangeiras que cultuavam deuses pagãos (2.10-15; Ed 9 – 10; Ne
13.23-27). Estavam cometendo injustiças sociais (3.5; Ne 5.1-13). E, finalmente,
vemos a infidelidade do povo para com Deus retendo os dízimos e as ofertas (3.6-
12; Ne 13.10-14).
Uma grande invasão de gafanhotos destruiu quase toda a plantação que havia na
Terra Prometida, afetando toda a terra, resultando, assim, numa grave crise
econômica (1.7-20).
O profeta Joel descreve 4 tipos literais de gafanhotos enviados por Deus, como
castigo sobre a infidelidade do seu povo:

O Cortador (“gazam”) é um tipo de gafanhoto que se instala ou habita na


plantação. Ele destrói uma parte dos frutos apenas. Sendo assim, o agricultor na
época da colheita sofre certo prejuízo financeiro perdendo uma parte dela que
fica imprópria para o consumo alimentar. “Gazam” (traduzida como gafanhoto
cortador). Essa palavra hebraica só aparece de novo em Am 4,9: “Feri-vos com
crestamento e ferrugem; a multidão das vossas hortas, e das vossas vinhas, e das
vossas figueiras, e das vossas oliveiras, foi devorada pela locusta (“gazam”);
contudo não vos convertestes a mim, diz o Senhor”.

O Migrador (“’arbeh”), diferente do cortador que habita nas plantações, é um


tipo de gafanhoto que voa em bando por diferentes lugares e que aparece de
repente na plantação destruindo mais a colheita aumentando mais o prejuízo do
agricultor. “'arbeh” (traduzido como gafanhoto migrador). Ocorre mais de vinte
vezes na Bíblia. É um dos insetos que o livro de Levítico (Lv 11,22) permite
comer: “Deles, comereis estes: a locusta (“'arbeh”), segundo a sua espécie...”.

O Devorador ou Infestante (“jelek”), por sua vez, é o tipo mais devastador de


gafanhoto que, assim como o migrador, voa também em bando que chega a
cobrir o céu dando o aspecto de tempo fechado. Esta nuvem, contudo, é
composta de muitos gafanhotos que, quando pousa sobre uma plantação,
infesta e a destrói quase que por completo em cerca de meia hora, apenas,
levando o agricultor a ter mais prejuízos, pois não se dá para aproveitar muita da
colheita. “Yekeq” (traduzido por devorador). Menos de dez ocorrências, como
em Jr 51,14: “Jurou o SENHOR dos Exércitos por si mesmo, dizendo: Encher-te-ei
certamente de homens, como de gafanhotos (“yekeq”), e eles cantarão sobre ti o
eia, dos que pisam as uvas”.

O Destruidor (“chasel”), por fim, é o tipo de gafanhoto que possui o maior poder
de destruição. Quando uma plantação sofre o ataque destes insetos, ela é
completamente destruída levando o agricultor praticamente ou quase à
falência. “Hasiyl” (traduzido por destruidor). Larva de gafanhoto ou alguma praga
que atingia a lavoura, cf. 1 Rs 8,37: “Quando houver fome na terra ou peste,
quando houver crestamento ou ferrugem, gafanhotos e larvas (“hasiyl”) ...”.

Cada um destes gafanhotos pode muito bem representar demônios que agem na
vida do homem nos dias atuais. Principalmente quando se negligência os
princípios bíblicos dos dízimos, ofertas e primícias.
O descumprimento dos princípios vai dar permissão a esses demônios de levar
cativo as finanças.
O CORTADOR trabalha 24 horas por dia na vida do homem.
Este demônio tem o poder de cortar parte das riquezas, bens e salários, ou seja,
de tudo que a pessoa ganha, uma parte ele consome. Ele vai fazer você gastar
parte do seu dinheiro, trazer prejuízos, comprar o supérfluo.
O MIGRADOR é inconstante, que não permanece em lugar nenhum, a cada hora
está em um lugar diferente.
Ele vem de tempo em tempo, de mês em mês, duas ou três vezes por ano, mas,
quando ele chega, dá um prejuízo de surpresa que a pessoa não esperava. Este
demônio força o homem a gastar parte do seu salário com despesas inesperadas.
O DEVORADOR age com uma estratégia de encurralar a pessoa numa situação de
dívidas.
Ele fecha todas as portas não deixando a pessoa ganhar dinheiro, e nem arrumar
emprego. Tudo que faz não dá certo, leva a murmuração, e a um constante
desespero.
O DESTRUIDOR é um assassino, e enganador.
Ele fala aos ouvidos das pessoas para se suicidarem, provocam desastres
acompanhados de morte, usam as intempéries da natureza como fogo, tromba
d'água e ventania, para exterminar as riquezas do homem.
O Profeta Malaquias, deixa bem claro, que para repreender os gafanhotos
somente o cumprimento do princípio: “E por causa de vós repreenderei o
devorador, e ele não destruirá os frutos da vossa terra; e a vossa vide no campo
não será estéril, diz o Senhor dos Exércitos” (Ml 3.11).
Fidelidade, esta é a maior atitude para vencer o cativeiro das finanças. Se
queremos alcançar a vitória, é preciso uma atitude de arrependimento e volta
para o princípio.
Se somos dizimistas declaramos nossa fé e fidelidade ao um Deus que prover
todas as coisas.
Quando ofertamos declaramos nossa prosperidade, por damos do que temos.
E por fim, quando entregamos primícias santificamos o que nos resta e
honramos a Deus na vida do sacerdote que foi posto sobre nós.