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RESUMO EXPANDIDO - BIOMEDICINA

ASSOCIAÇÃO ENTRE TROMBOEMBOLISMO VENOSO E USO DE


CONTRACEPTIVOS ORAIS COMBINADOS

Lázaro Alessandro Soares Nunes (lazaroalessandro@gmail.com)


Thaís De Oliveira (thais_oliveira04@hotmail.com)
Andrezza Cristina Santos Sereno (andrezzasantos72@yahoo.com.br)
Raissa Tavares Alcantanra (raissatavaresalcantara@gmail.com)

RESUMO

INTRODUÇÃO: os contraceptivos orais combinados (COC) contendo


estrogênios e progestógenos são amplamente utilizados pelas mulheres em
idade reprodutiva para o controle da natalidade. Embora sejam muito efetivos,
podem apresentar entre outros efeitos colaterais, ganho de peso, náuseas,
dores de cabeça e alterações no perfil lipídico. O tromboembolismo venoso
profundo (TVP) é o principal evento adverso relacionado ao uso de COC. O
TVP é a formação de coágulos no interior dos vasos, ocasionando uma oclusão
total ou parcial do vaso. Os COC mais relacionados com eventos trombóticos
são os de terceira geração que contém etinilestradiol (estrogênio sintético)
associado ao gestodeno ou desogestrel (ambos derivados de progesterona). O
levonorgestrel (progestógeno de terceira geração) foi sintetizado com o objetivo
de obter mais benefícios e menos efeitos androgênicos indesejáveis. O
etinilestradiol interfere na coagulação sanguínea favorecendo a formação de
trombos. Isso ocorre devido a capacidade de indução de alterações no sistema
hemostático, ocasionando o aumento de trombina e fatores de coagulação e
reduzindo os inibidores naturais do processo trombótico. OBJETIVO GERAL:
avaliar estudos publicados na literatura que relacionam o uso de contraceptivo
oral combinado e eventos de tromboembolismo venoso profundo.
METODOLOGIA: esta pesquisa constitui-se de uma revisão da literatura com
caráter descritivo. Foram utilizados artigos publicados entre os anos 2000 a
2016, retirados de base dados eletrônicos como PubMed, Scielo, Web of
Science e Google Acadêmico, utilizando as seguintes palavras-chave:
tromboembolismo, contraceptivos, hemostasia, combined oral contraceptives,
thrombosis, ethinyl estradiol e hypercoagulability. RESULTADOS: a trombose é
considerada um diagnóstico grave e que incide em mais de 80% dos casos e
consiste na formação de um coágulo sanguíneo dentro de um vaso intacto,
este estado ocorre principalmente pela turbulência sanguínea, lesões no
endotélio e estados de hipercoagulabilidade que se caracterizam como tríade
de Virchow. Alguns estudos tem mostrado que o uso de anticoncepcionais
orais aumenta de 3 a 4 vezes o risco relativo para um evento trombótico. Esse
risco se torna maior em pacientes com presença de mutações na protrombina e
no fator V de Leiden, aumento na proteína C-reativa e fatores de coagulação e
na redução de anticoagulantes. Além disso, o risco de trombose é dose
dependente. Estudos mostraram que as classes de COC contendo
progestógeno de terceira geração associam-se a risco duas vezes maior. Foi
verificado também que o levonorgestrel está associado ao menor risco em
casos de trombose, possivelmente ser mais androgênico. Foi possível verificar
também que as pacientes apresentam um alto índice de desenvolver um
quadro trombótico mesmo em concentrações diminuídas e isoladas de
progestagênio. No entanto, não foram registrados efeitos negativos sobre
parâmetros de coagulação e anticoagulação. CONCLUSÃO: diante dessa
revisão da literatura, evidenciou-se que o uso de COCs contendo estrogênios e
progestógenos aumentam de duas a quatro vezes o risco de eventos
trombóticos. Alguns estudos mostram que este risco pode ser dose e hormônio
dependente.

Palavras-chave: tromboembolismo, contraceptivos, hemostasia,


progestógenos