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CURSO DE OPÇÕES BINÁRIAS -

IOPTION
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AULA 1 – CONCEITOS INICIAIS e TIPOS DE GRÁFICOS
CURSO BÁSICO DE ANÁLISE TÉCNICA PARA TRADERS!
AULA 01 – CONCEITOS INICIAIS e TIPOS DE GRÁFICOS
O objetivo deste curso básico, é apresentar a quem inicia no mercado financeiro, os principais conceito s da
ANÁLISE TÉCNICA.
Estudaremos inicialmente os Candlesticks, voltando-nos aos aspectos práticos, e deixando de lado os detalhes
históricos e demais aspectos que poderão e deverão ser pesquisados e estudados pelo interessado em outras fontes.
Apesar de básico, podemos afirmar que este curso irá preencher uma lacuna de conhecimento, e por si só será
suficiente para que o aprendiz inicie sua inserção nos mercados de OPÇÕES BINÁRIAS, FOREX e outros mercados
que se utilizam da ANÁLISE TÉCNICA como ferramenta.
Iniciamos com um breve conceito do que é a ANÁLISE TÉCNICA propriamente dita.
O que é análise técnica?
Análise técnica, de uma maneira simples, é uma abordagem que permite ao seu praticante avaliar
qual o melhor momento (timing) para se iniciar e encerrar uma operação de compra ou de venda de
um ativo financeiro ou quando deve ficar fora do mercado. Para tanto, utiliza gráficos e teorias formuladas sobre sua
dinâmica e, mais recentemente, estudos matemáticos -estatísticos complementares que conhecerão ao longo deste e
de outros cursos que aqui serão ministrados.
As primeiras teorias e métodos operacionais surgiram no início do século XX1. Pesquisando, encontramos que, em
1901, durante a fusão da U.S.Steel, um dos seus diretores James R. Keene utilizava a técnica dos gráficos Ponto-
Figura intensamente. Posteriormente, alguns “scalpers” (operadores de pregão) passaram a utilizá-la nas suas
operações day-trade (intra dia) e a prática do mercado acabou convertendo-a numa teoria de uso comum, não se
sabendo ao certo quem foi o seu criador.
Na mesma época, Charles H. Dow, proprietário de um serviço de informações voltado para o
mercado financeiro – Dow-Jones Financial News – e a quem é creditada a invenção dos índices no
mercado de ações, em artigos escritos para o Wall Street Journal definiu os conceitos básicos do
viria a se tornar uma teoria. Após sua morte em 1902, seu sucessor na editoria do jornal, William P.
Hamilton, continuou escrevendo nos 27 anos seguintes novos editoriais e dando forma àquilo que
hoje é mundialmente conhecido como “A Teoria de Dow”, em nossa opinião, a essência da análise
técnica e por onde começaremos. Mas, antes, será preciso que conheçamos algumas noções básicas
para melhor entendimento de suas regras e conceitos.
A ANÁLISE TÉCNICA se utiliza de figuras variadas para representação dos preços. É com estas figuras, que se
formam os gráficos.
Iremos, neste artigo, esclarecer alguns conceitos em torno dos gráficos e suas aplicabilidades.
Um gráfico de cotações é uma sequência de pontos definidos numa dada janela de amostragem usando para isso uma
dada base de tempo (timeframe). Cada gráfico tem dois eixos. No eixo X vem a escala do tempo e no eixo Y temos
os valores das cotações.

A base de tempo (timeframe) utilizada pode variar de gráfico para gráfico dependendo da estratégia do analista. Pode
ser utilizada uma base de tempo intraday, diária, semanal, mensal, trimestral ou anual. Quanto menor for a base de
tempo, menor compressão terá a visualização do gráfico.
Uma base de tempo diária utiliza para desenhar o gráfico um ponto por cada dia de sessão em Bolsa enquanto que
uma base de tempo semanal utiliza um ponto para cada 7 dias. Por exemplo, se num gráfico diário visualizarmos 100
pontos de informação, num gráfico semanal com o mesmo número de pontos iremos visualizar 5 meses (um ano
corresponderá, grosso modo, a 252 pontos) de cotações. Geralmente os analistas utilizam gráficos intraday
(visualização da variação das cotações ao longo da sessão de bolsa) ou gráficos diários com o intuito de analisar a
evolução de curto-prazo das cotações. Se quiserem analisar as tendências de médio/longo prazo de uma empresa
deverão utilizar gráficos mensais ou anuais.
Basicamente há 3 tipos diferentes de gráficos utilizados na ANÁLISE TÉCNICA: gráficos de linhas, de barras e
candlesticks:
1. Gráficos de linhas
O gráfico de linha é o gráfico mais simplista. Desenha-se unindo por uma linha, cada ponto consecutivo desenhado
no gráfico y-x. A coordenada no eixo Y será a cotação de fechamento e a coordenada no eixo X será a data do pregão
em que ocorreu a cotação. A grande vantagem destes gráficos é que a sua análise é bastante intuitiva.

2. Gráfico de barras
O gráfico de barras já é um gráfico mais complexo. Para desenhá-lo são precisos 4 dados por data: a cotação de
fechamento, o valor máximo e mínimo do dia, bem como a cotação na abertura. O máximo da sessão e o mínimo da
sessão definem os extremos da linha definida por cada dia. A pequena linha horizontal para a direita define a cotação
de fechamento, enquanto a que aponta para a esquerda define o valor da abertura.

A grande vantagem deste tipo de gráfico face ao gráfico de linha é que oferece mais informação, ainda que seja de
leitura mais densa.
3. Gráfico Candlestick
Este gráfico é proveniente do Japão e tornou-se muito popular na última década. Num gráfico candlestick são
necessários os valores de fechamento e abertura, bem como o máximo e mínimo da sessão. A grande vantagem
destes gráficos é que permitem uma leitura rápida da relação entre o preço final e de abertura. Se o candle for branco,
significa que o valor de fechamento foi superior ao valor de abertura. Se o candle for preto é porque a cotação de
fechamento terminou abaixo do valor de abertura.

Os candlesticks surgiram no Japão no século 17 com o mercado de arroz.


De lá para cá esse sistema de representação foi sofrendo alterações até
chegar nos dias atuais, onde é bastante usado para a análise gráfica.
Como qualquer análise técnica, deve ser usado junto com outras
ferramentas.
Para se criar o candlestick usa-se o preço de abertura, fechamento,
máximo e mínimo de cada período. O corpo do candlestick é representado por
uma barra cuja altura é dada pela diferença entre o preço de fechamento e
abertura, enquanto a linha acima e abaixo correspondem ao preço máximo e
mínimo respectivamente.
Quando o preço de fechamento é maior que o preço de abertura do período, o
candlestick é representado aqui pela cor azul para facilitar a visualização.
E quando o preço de fechamento é menor que o preço de abertura do período,
utiliza-se a cor vermelha.

Corpo longo x curto : Candlestick de corpo longo mostra uma disputa mais intensa entre compradores e vendedores,
enquanto os curtos demonstram consolidação do preço. Depois de uma alta, um candle longo vermelho pode
representar o estabelecimento de um ponto de resistência. Por outro lado, após uma queda de preços, um longo
candle azul pode representar o estabelecimento de um ponto de suporte.
PADRÕES COMUNS DE CANDLESTICKS: Marubozu: Quando o preço de abertura coincide com o mínimo, e
o preço de fechamento com o máximo temos um Marubozu azul, mostrando que os compradores dominaram o
pregão na maior parte do tempo. Quando o preço de abertura coincide com o máximo, e o fechamento com o mínimo

temos um Marubozu vermelho, mostrando que os vendedores dominaram o pregão.


Martelo – Linha de mínimo grande e máximo curta: Nesse caso os vendedores dominaram durante um período,
criando uma longa linha de mínima, porém mais tarde os compradores predominaram. Pode ser azul ou vermelho,

porém quando vermelho os compradores não foram tão predominantes.


Martelo Invertido – Linha de máximo grande e mínima curta: Os compradores dominaram durante um período o
pregão, forçando uma alta, porém mais tarde houve o predomínio dos vendedores que provocaram um fechamento
menor que a abertura. Pode ser azul ou vermelho, porém quando azul os vendedores não foram tão fortes.

“Spinning Tops” – Linha de máximo e mínimo iguais e corpo pequeno: Nesse caso houve uma indecisão entre
compradores e vendedores, já que a abertura e fechamento estão muito próximos e as linhas de máximo e mínimo

são equivalentes.
Doji: No limite do padrão anterior, quando o preço de abertura e fechamento são praticamente iguais forma-se o Doji
que representa total indecisão entre compradores e vendedores. Depois de uma alta ou baixa, o aparecimento de um

Doji deve ser encarado como um alerta para alguma provável mudança de tendência.

Mais padrões de candlesticks : No Harami , o corpo do último candlestick está dentro do corpo do dia anterior. No
“engolfing” (engolfo) o corpo do dia anterior é que está dentro do último candlestick. No “Estrela” não há preço na
mesma faixa que o dia anterior, ocorrendo um “gap”.
Os candlesticks são utilizados principalmente para prever uma reversão de tendência de alta ou baixa. Dessa maneira
formam-se figuras padronizadas, muitas com nomes exóticos, que são divididas em padrões altistas ou baixistas.
Padrões altistas indicam que a tendência de baixa está próximo ao fim e padrões baixistas o fim da tendência de alta.
Há muitos desses padrões, os mais conhecidos são mostrados abaixo. Na maioria dos casos recomenda-se esperar o
próximo pregão, após o padrão, para confirmar a reversão. Os padrões “Martelo” ou “Shooting Star” independem da

cor do candlestick.
Devido à facilidade visual de se detectar o sentimento do mercado, os candlesticks são os preferidos pelos
profissionais, sendo usado em conjunto com outras ferramentas da análise técnica.

AULA 2 – TEORIA DE DOW


A teoria de Dow é uma das principais bases da análise gráfica. A teoria é composta por alguns princípios básicos que
estudaremos a seguir.
Princípio 1: Os Índices Descontam Tudo
Os índices representam a ação conjunta de inúmeros investidores, desde os mais bem informados (que contam com
as melhores informações e previsões) até os muito inexperientes. As variações diárias dos preços de um índice,
portanto, já têm incluídas (descontadas) no seu valor os eventos que irão acontecer e que são desconhecidos pela
maioria dos investidores.
Dessa forma, todo o fator que afeta a relação de oferta/demanda está refletida no preço do mercado. Entretanto,
existem os eventos que são imprevisíveis e que as pessoas não têm como saber, como calamidades naturais,
catástrofes como os atentados nas torres americanas, etc. Esses são os chamados “atos divinos” , quando acontecem
podem gerar fortes oscilações iniciais, mas acabam sendo absorvidos pelo mercado.
Resumo do Princípio:
 Todo o fator que afeta a oferta x demanda está refletido no índice.
 O Índice já possui em seu valor (já descontou) eventos futuros que a imensa maioria não conhece.
 Acontecimentos completamente inesperados são rapidamente avaliados e seus possíveis efeitos absorvidos.
Princípio 2: As Três Tendências do Mercado
O segundo princípio de Dow afirma que o mercado possui três tendências de movimento: primária, secundária e
terciária.
A tendência primária é a tendência principal de um mercado. É um movimento longo que pode ser de alta ou de
baixa e que leva a uma grande valorização ou desvalorização dos ativos. Não existem regras matemáticas exatas para
definir o tempo de duração das tendências, entretanto, as tendências primárias duram aproximadamente de 1 a 2
anos. Na figura abaixo, as linhas verticais estão fazendo uma separação entre três tendências primárias no índice
Bovespa.

Uma tendência primária não se movimenta em linha reta. Ao


observarmos o mercado (como apresenta o gráfico ) percebermos que o movimento acontece como um ziguezague.
Em um mercado de alta, após um impulso para cima que forma um novo topo (mais alto que o anterior), temos uma
correção que forma um novo fundo (também mais alto que o fundo anterior). Em uma tendência de baixa o oposto
acontece, após uma queda que forma um fundo mais baixo, acontece uma reação que cria um topo mais baixo. O
conjunto desses impulsos e correções dentro de uma tendência primária são as chamadas tendências secundárias.
Uma tendência secundária dura de 3 semanas a alguns meses e pode corrigir até dois terços da tendência primária
que ela faz parte.
As tendências terciárias fazem parte das secundárias. São movimentos menores de, em média, até 3 semanas. Elas
se comportam em relação às tendências secundárias da mesma maneira que as secundárias em relação às primárias.
Quando estamos analisando o mercado é interessante classificar as tendências do movimento atual, assim, podemos
avaliar melhor as ações a serem tomadas dentro de nossa estratégia operacional.
Princípio 3: As Três Fases dos Movimentos
Dow fez uma série de observações sobre os movimentos de preços, tanto de alta como de baixa, caracterizando
aspectos psicológicos marcantes de cada fase:
Fases do Mercado de Alta
 Fase 1: No início da alta o mercado começa a ser propulsionado por investidores mais qualificados, que
percebem logo que novos ventos estão soprando. Enquanto isso, a maioria ainda acredita que o pior ainda
está por vir, o que permite aos investidores de elite comprarem papéis muito baratos. As notícias
apresentadas pela mídia refletem as expectativas negativas da maioria.
 Fase 2: A segunda parte é uma aceleração mais acentuada do movimento. A pressão compradora aumenta
bastante.
 Fase 3: A terceira fase é marcada por grandes altas. Os participantes do mercado, de maneira geral, estão
cada vez mais seguros de seus lucros e os investidores mais bem preparados começam a vender suas
posições. A grande massa de investidores está em clima de euforia que se realimenta diariamente nos
noticiários. Está aberta a possibilidade para a fase 1 do mercado de baixa.
Fases do Mercado de Baixa
 Fase 1: Nesta fase os profissionais e investidores de elite vendem seus ativos, iniciando a retração.
 Fase 2: É uma etapa marcada por um grande nervosísmo, os investidores percebem o equívoco e tentam se
desfazer de suas posições.
 Fase 3: Com as grandes perdas e ativos muito desvalorizados a pressão vendedora se dissipa, oportunidades
para uma nova alta começam a surgir.
Princípio 4: O Princípio da Confirmação
O princípio da confirmação afirma que para uma reversão de tendência ou rompimento de nível de
suporte/resistência (suportes e resistências serão melhor explicados nos capítulos seguintes) ser válido, o fato deve
ocorrer em dois índices de composições distintas. Assim, um índice confirma o outro, demonstrando que não se trata
de uma oscilação temporária do movimento.

Para ilustrar o princípio da confirmação suponha dois índices (A


e B) de composições diferentes, mas que se comportam de maneira semelhante. O índice A, durante uma alta, vence
a zona de pressão vendedora (a linha de resistência) e parece seguir com força em sua tendência. O índice B,
entretanto, ao chegar pela primeira vez na linha de resistência não consegue o rompimento da mesma forma que A.
Um investidor que analisa o mercado apenas a partir do ponto de vista do índice A pode concluir que existem boas
oportunidade de compra logo após o rompimento. Contudo, o que acontece é uma retração, pois o mercado não
estava tão forte como demonstrou a falha de rompimento por parte de B.
Essa é a essência do princípio da confirmação. Dois índices são usados para que um pronuncie uma “segunda
opinião” sobre o outro, de modo a validar o que está acontecendo ou indicar uma armadilha. No caso brasileiro, esses
dois índices poderiam ser, por exemplo, o índice Bovespa e o IBRX.
Princípio 5: Volume Deve Confirmar a Tendência
Este princípio é bastante simples, na teoria de Dow o volume está relacionado com as tendências da seguinte
maneira:
Tendência de Alta: Em uma tendência principal de alta é esperado que o volume aumente com a valorização dos
ativos e diminua nas reações de desvalorização.
Tendência de Baixa: Em uma tendência principal de baixa é esperado que o volume aumente com a desvalorização
dos ativos e diminua nas reações de valorização.
Princípio 6: A Tendência Continua Até Surgir um Sinal Definitivo de que Houve Reversão
Embora pareça óbvio, este princípio é importante. O mercado não vai cair apenas porque atingiu um nível “alto
demais” ou subir porque “já caiu demais”. Uma das técnicas mais simples utilizadas é a identificação de falhas ao
formar um topo mais alto (em uma tendência de alta) ou um fundo mais baixo (em uma tendência de baixa). O
investidor deve possuir uma metodologia de identificação de pontos de entrada e saída, existem uma série de
ferramentas de análise técnica que ajudam nessas decisões. Neste e em outros tutoriais e artigos você aprenderá sobre
padrões clássicos, candles, indicadores e muitas outras armas da escola gráfica.
Topos e Fundos
Topos e Fundos

De maneira simples os topos e fundos são pontos extremos no


gráfico de um ativo. Partindo deste princípio onde estão os pontos extremos na figura ao lado?
Correto, basicamente estão localizados nos picos e vales do gráfico. Para ficar mais claro vamos abordar estes
importantes princípios da análise técnica separadamente.
O que é um topo?
É a extremidade ou o ponto mais alto de um movimento de alta, o qual antecede um movimento de baixa. Local onde
o preço parou de subir e começou a cair. Geralmente a formação do topo é sinalizada por um ponto de retorno de
baixa, assunto que será abordado em outro ponto do aprendizado.

Vale destacar que o topo é a região de resistência mais importante no gráfico. Por quê? Porque é um ponto de fácil
lembrança e identificação por diversos investidores, marcado pela reversão de um movimento de alta para baixa.
Exemplo – Topo
Vamos a um exemplo prático. No gráfico diário da CYRE3, figura abaixo, onde estão os topos? Para facilitar, quais
são os pontos onde o preço para de subir e começa a cair?

Isso mesmo, os círculos destacados em vermelho são os topos, pontos de reversão de um movimento de alta para um
movimento de baixa.
O que é um fundo?
É a extremidade ou o ponto mais baixo de um movimento de baixa, o qual antecede um movimento de alta. Local
onde o preço parou de cair e começou a subir. Geralmente a formação do fundo é sinalizada por um ponto de retorno
de alta, assunto que será abordado também em outro tópico do aprendizado.
Vale destacar que o fundo é a região de suporte mais importante no gráfico. Por quê? Porque é um ponto de fácil
lembrança e identificação por diversos investidores, marcado pela reversão de um movimento de baixa para alta.
Exemplo – Fundo
Vamos a um exemplo prático. No gráfico diário da CYRE3, figura abaixo, onde estão os fundos? Primeiramente
identifique os pontos extremos. Agora quais são os pontos onde o preço para de cair e começa a subir?

Isso mesmo, os círculos destacados em azul são os fundos, pontos de reversão de um movimento de baixa para um
movimento de alta.
Exemplo – Topos e Fundos
Vamos agora a um novo exemplo. No gráfico diário da BVMF3 onde estão os topos e fundos? Na tentativa de
simplificar, busque primeiramente marcar os pontos extremos.
Os picos, pontos onde o preço para de subir após um movimento de alta e começa cair, são os topos. Os vales, pontos
onde o preço para de cair após um movimento de baixa e começa a subir, são os fundos. Observe no gráfico abaixo
os topos e fundos devidamente destacados respectivamente em vermelho e azul.

A correta identificação dos topos e fundos é de fundamental importância na análise técnica, visto que facilitará o
entendimento de outros princípios essenciais, como por exemplo tendências de alta e baixa. Assunto que será
abordado em outro tópico de nosso aprendizado.

Tendência de Alta, Tendência de Baixa e Canais


Introdução
A linhas de tendência são traçadas a partir da identificação da tendência em que um papel se encontra.
Existem três tipos de tendência para os papéis:
1. Tendência de Alta;
2. Tendência de Baixa;
3. Tendência Lateral;
Para cada tendência, é possível traçar linhas de tendência, as quais os papéis respeitam enquanto a
tendência não mudar. O grafista ou analista técnico, opera a favor da tendência (A TENDÊNCIA É SUA
AMIGA!), especialmente dentro dos canais, comprando(CALL) nas bordas inferiores e vendendo(PUT)
nas bordas superiores, para obter os melhores resultados.
Tendência de Alta
A tendência de alta em uma ação é definida quando, em seu gráfico, pode-se detectar fundos ascendentes.
Isto significa que o papel em questão está formando fundos em patamares cada vez mais elevados, o que dá
continuidade à tendência de alta.

Tendência de Baixa
É possível determinar a tendência de baixa em um papel, quando seu gráfico apresenta topos descendentes.
Dessa forma, notam-se topos cada vez mais baixos.

Tendência Lateral
Um papel encontra-se em tendência lateral quando segue formando topos e fundos nos mesmos patamares
anteriores, respectivamente. Essa formação também é conhecida como retângulo.

Linha de Tendência de Alta


A linha de tendência de alta (ou lta) é traçada de forma a tangenciar por baixo os candlesticks de um papel
no gráfico. Assim, são necessários ao menos dois candlesticks para se traçar a lta. Quanto mais
candlesticks forem tocados ao se desenhar a lta, mais força ela terá.

A maneira mais conservadora, é traçar a linha tocando apenas os pontos mínimos dos candlesticks. Isto
porque, ao se identificar uma tendência de alta para uma ação, e se traçar uma lta no gráfico, uma boa
estratégia é comprar o mais próximo possível da lta, aumentando a relação risco x recompensa. Em alguns
casos, a disputa por comprar/vender o papel, pode fazer com que os preços não cheguem a tocar a lta
traçada. Em outros, pode fazer com que a lta seja levemente atravessada.
Outra maneira, que funciona muito bem em muitas situações, é traçar a lta tangenciando não os pontos
mínimos dos períodos tomados, mas o que for mais baixo entre o fechamento e a abertura do candlestick.
Ou ainda, certas linhas ficam “melhor adaptadas” ao movimento do papel, quando se busca uma
combinação das duas maneiras, de modo com que a lta seja tocada pelo maior número de vezes pelos
candlesticks de preço, obviamente sem ser atravessada por estes.
Linha de Tendência de Baixa
Analogamente à lta, a linha de tendência de baixa (ltb) é desenhada tangenciando os topos dos candlesticks
do gráfico. Da mesma forma, quanto mais candlesticks forem tocados pela ltb, maior força terá esta sobre o
papel em questão.
A forma mais defensiva de se traçar a ltb, é desenhar a linha tocando as máximas dos candlesticks.
Assim como nas lta, em muitos casos, a ltb fica melhor traçada se ao invés de se utilizar as máximas de
cada candlesticks, sejam utilizados o que for maior entre abertura e fechamento de cada candlesticks.

Interrupção de Tendência
A interrupção de uma tendência se dá quando uma linha de tendência passa a não ser mais respeitada pelos
candlesticks de preços. O primeiro sinal é quando há um fechamento além da linha de tendência.
Normalmente, a confirmação se dá quando o próximo candlestick, então, fica completamente fora do canal.
Há casos em que podem haver falsos rompimentos, nos quais mesmo após sair do canal, o papel retorna
rapidamente e segue seu caminho anterior.
O fato de uma tendência de alta ter sido interrompida, não significa obrigatoriamente que está se iniciando
uma tendência de baixa, e vice-versa. Normalmente há uma tendência lateral entre elas.
Canal de Alta
Os canais de alta são traçados após a identificação da tendência do papel. Após traçar a lta que toca os
pontos inferiores dos candlesticks, projeta-se uma outra linha paralela (ou quase paralela) à lta, de forma
que esta seja tangente aos topos dos candlesticks, envolvendo os candlesticks de preço em uma faixa de
variação, ou canal. Os preços variam como ondas nestes canais, e é possível “surfar” estas ondas
comprando(CALL) na parte inferior do canal e vendendo(PUT) na parte superior.

Canal de Baixa
O Canal de baixa é o análogo ao canal de alta. Numa tendência de baixa, ele é obtido traçando-se uma linha
tangente às mínimas dos candlesticks, paralela à ltb. Nesta caso, como a tendência é de baixa, deve-se
operar vendendo(PUT) nos topos próximos a ltb e comprando(CALL) nos fundos próximos à linha
paralela.

Conclusão
Operar dentro dos canais conforme a tendência de um papel “surfando” em suas ondas pode garantir
melhores resultados do que somente comprar e guardar o papel para o longo prazo. Obviamente essa
estratégia requer mais acompanhamento do papel, mas isso não deve ser um problema, e sim uma grande
oportunidade.
Suporte e Resistência

O conceito de suporte e resistência está intimamente ligado ao


conceito de oferta e procura. Reflete a ideia de comprar barato e vender caro, intenções de qualquer investidor. Como
já foi dito o mercado não se move de uma forma linear, é composto de “topos” e “fundos” que, de acordo com sua
direção principal, compõem uma tendência maior.
Estas mesmas ondas se subdividem em oscilações de prazos e amplitudes ainda menores. Os fundos dos movimentos
anteriores permitem identificar previamente regiões no gráfico nas quais tende a haver um aumento da procura, o
inverso ocorrendo nos topos anteriores, onde há aumento na oferta. Logo, suporte é um ponto onde a queda dos
preços é interrompida por um aumento na força de compra, e resistência é um ponto onde a alta dos preços é
interrompida por um aumento na força de venda.
A análise do suporte e da resistência é o mais importante e significativo indicador na análise gráfica, pois uma
tendência tende a prosseguir até que surja algum sinal de sua reversão. E este sinal também será indicado na linha de
tendência de suporte ou de resistência. Num nível de suporte, os investidores presumem que as cotações evoluam
para valores acima desse ponto. No caso de um nível de resistência, os investidores estimam que as cotações do ativo
evoluam para valores abaixo desse ponto.

No entanto, não se pode interpretar os níveis de suporte e de resistência como limites absolutos para a tendência dos
preços. É comum que haja rompimento destes limites, sendo um importante sinal para o investidor. Níveis de suporte
e resistência predizem reversões ao serem tocados ou marcam um forte movimento de continuação da tendência dos
preços ao serem rompidos.
“As ações são o maior mecanismo de transferência de riqueza dos apressados para os tranquilos”.
Warren Buffett
Temos uma indicação de alta quando os preços atingem um nível de suporte e começam a subir, ou, quando atingem
um ponto de resistência e o rompem, subindo ainda mais. A indicação de baixa ocorre quando os preços atingem um
ponto de resistência e voltam a cair, ou, quando atingem um suporte e o rompem, caindo ainda mais. Os níveis de
suporte geralmente são antigos fundos de mercado ou antigas fases de acumulação. Já os níveis de resistência são
antigos topos de mercado ou antigas fases de distribuição. Quanto mais tempo os preços negociam próximos destes
níveis, mais relevante se torna a resistência ou o suporte.
Ao traçar as linhas de suporte e resistência, o investidor define qual é a tendência do mercado (alta ou baixa). O
objetivo ao traçar a linha de resistência é unir o maior número de pontos de máximos de preço, e para a linha de
suporte, unir os correspondentes mínimos de preço. De maneira geral um mínimo de 3 pontos é suficiente para tornar
uma reta confiável, mas quanto maior o número de pontos atravessados maior será sua credibilidade.

É importante definir alguns fatores psicológicos envolvidos no suporte e na resistência. Ao identificá-los nos
gráficos, sabemos que muitos investidores estão dispostos a se comprometerem, comprando ou vendendo num
determinado nível, o que aumenta muito nossa confiança na operação. Caso os pontos de suporte ou de resistência
falhem, sabemos que muitos outros investidores erraram também, o que leva a um impacto menor em nossa auto-
estima. Assim, mais do que zonas de pressão compradora ou vendedora, suportes e resistências são níveis de maior
segurança psicológica.
Esses níveis sempre existirão. Aprender a operar de acordo com eles lhe trará ótimos resultados. Assim, recomenda-
se que a análise do suporte e da resistência seja feita a partir de gráficos semanais num período de 3 a 5 anos, com o
objetivo de definir a tendência primária do mercado, e posteriormente, no gráfico diário do presente ano para definir
a tendência de curto prazo. Quanto maior a periodicidade examinada, mais significativos são os seus topos e fundos
principais e, logicamente, também os níveis de suporte e de resistência. Quando em dúvida com relação à tendência
examine gráficos em períodos maiores.
Esta é a base da análise gráfica, o restante dos indicadores, tais como candlestick e indicadores técnicos (medias
moveis, estocástico, etc), devem ser usados para confirmar a tendência definida por essas linhas, possuindo uma
função secundária na análise gráfica.
“A experiência me mostrou que os grandes lucros são obtidos em ativos que indicaram ter potencial de
rentabilidade desde o começo”.
Jesse Livermore
Como Desenhar Linhas de Tendência
A tendência define o curso que as cotações de um ativo seguem ao longo de um período de tempo, seja de alta, de
baixa ou lateral. As linhas de tendência são os mais importantes instrumentos da análise técnica, servem para indicar
a direção mais provável em que os preços se desenvolverão. Permitindo assim, a entrada e a saída do mercado em
níveis de preços mais favoráveis. Por outro lado, a sua quebra é uma indicação importante de uma possível reversão
de tendência.
Uma tendência formada pela movimentação dos preços de um ativo possui sucessivos fundos e topos. As linhas de
tendência devem ser traçadas no gráfico seguindo esses pontos. Deve-se procurar uma seqüência de topos ou fundos
distintos, de forma que os pontos de referência não sejam muito próximos, e quanto mais pontos a linha passar
melhor. O não rompimento desta linha de tendência pela linha dos preços confirma a continuação da tendência dos
preços. O rompimento de uma linha de tendência é sinal de fraqueza na tendência dos preços e a probabilidade de
reversão desta é alta.

A linha de tendência de suporte indica os níveis mínimos de


preço que foram atingidos numa tendência. A linha de resistência indica os níveis máximos. Logo, ao serem traçadas
essas linhas de tendência espera-se que os preços de mantenham dentro dos limites estabelecidos por elas. Quando a
linha do preço cai atingindo uma linha de suporte e volta a subir, dizemos que o suporte foi confirmado. Quando
sobe e atinge uma linha de resistência e volta a cair, dizemos que a resistência foi confirmada.
“A estratégia sem tática é o caminho mais lento para a vitória. Tática sem estratégia é o ruído antes da
derrota”.
Sun Tzu

Além disso, as linhas de tendência podem ser utilizadas para


fazer uma projeção futura dos preços e dos pontos de suporte e de resistência. Avalia-se a importância de uma linha
de tendência através da análise de 4 fatores: sua periodicidade, seu comprimento, o número de vezes em que foi
tocada pelos preços e sua inclinação.
• Quanto maior a periodicidade, mais significativa será a linha. Uma linha de tendência num gráfico semanal revela
uma tendência mais importante do que uma linha de tendência num gráfico diário.
• Quanto mais tempo uma linha de tendência se mantiver sem ser rompida, maior será a sua força. E quanto mais
extensa for, mais significativo será seu rompimento.
• Quanto mais vezes ela for confirmada pela linha dos preços, maior será sua força.
• A linha de tendência não pode ser muito íngreme. Uma inclinação acentuada exige do gráfico um desenvolvimento
muito acelerado que ele não poderá manter por um longo período de tempo, tornando o seu corte pelos preços fácil e
rápido, sem que isto signifique mudança de tendência.
Não há inclinação padrão ou limite preestabelecido, sendo subjetiva sua interpretação. Linhas de tendência devem
ser retraçadas todas as vezes que se considerar necessário realizar correções, atendendo inclusive às considerações
acima.

“Quando a gente acha que sabe todas as respostas, vem a vida e muda todas as perguntas”.
Veríssimo
Operando com Suporte e Resistência

Numa tendência de alta os níveis de resistência representam


pausas no movimento dominante, áreas onde a pressão vendedora é maior que a compradora, e que tendem a ser
superados num momento seguinte. Numa tendência de baixa, níveis de suporte geralmente não são capazes de
reverter a tendência, mas são capazes de interrompê-la por algum tempo. O modo de identificar um suporte consiste
em grande parte pela identificação de antigos fundos.
Para que uma tendência de baixa continue, cada topo que se sucede deve estar em um ponto mais baixo do que o
topo anterior. A falha em atingir topos e fundos mais baixos, além de indicar fraqueza nessa tendência, mostra um
ponto de suporte no gráfico e provavelmente uma reversão pode estar perto.
O suporte em análise técnica define um nível de preço, abaixo do qual o ativo está sendo negociado, onde a pressão
compradora supera a pressão vendedora. Como resultado disto, a queda é interrompida e os preços voltam a subir.
Logo, um investidor diante de uma tendência de alta pode comprar próximo à linha de suporte quando os preços
começarem a subir novamente e, diante de uma tendência de baixa, vender próximo à linha de resistência quando os
preços voltarem a cair, até o momento em que estas linhas sejam rompidas, ocorrendo então uma reversão na
tendência.
Numa tendência de baixa a quebra de uma linha de resistência é um forte sinal de reversão para uma tendência de
alta. E numa tendência de alta, a quebra de uma linha de suporte é um forte sinal de reversão para uma tendência de
baixa.
“Na análise técnica, menos é mais. Mantenha as coisas simples”
Jake Bernstein
No gráfico ao lado a quebra da resistência confirmou a reversão da tendência de baixa e o início de uma tendência de
alta. A linha de suporte numa tendência de alta, ao ser traçada, deve passar pelo menos em 3 pontos de preços
mínimos não muito próximos.
Para que uma tendência de alta continue cada fundo que se sucede deve estar em um ponto mais alto do que o fundo
anterior. A falha em atingir topos e fundos mais altos, além de indicar fraqueza nessa tendência, mostra um ponto de
resistência no gráfico e, provavelmente, uma reversão pode estar perto.
Resistência é o oposto de suporte, ou seja, é um nível de preço acima do qual o ativo está sendo negociado onde a
pressão vendedora supera a pressão compradora. Como resultado, a alta é interrompida e os preços do ativo
começam a cair. O modo de identificar uma resistência consiste em grande parte pela identificação de antigos topos.
Numa tendência de baixa o rompimento de uma linha de suporte é um forte sinal de continuação da tendência de
baixa dos preços. E numa tendência de alta, o rompimento de uma linha de resistência é um forte sinal de
continuação da tendência de alta dos preços.

No gráfico acima a quebra do suporte confirmou a reversão da tendência de alta e início de uma tendência de baixa.
A linha de resistência numa tendência de baixa, ao ser traçada, deve passar pelo menos em 3 pontos de preços
máximos não muito próximos.
“Não há como ganhar do mercado a menos que a tendência esteja a seu favor, do momento da abertura até o
fechamento da operação”.
Jesse Livermore
Um aspecto interessante sobre suporte e resistência é a mudança de um para o outro no caso de um rompimento.
Sendo assim, um nível de suporte após ser quebrado pela linha dos preços transforma-se num nível de resistência.
Conseqüentemente, um nível de resistência após ser quebrado pela linha dos preços transforma-se num suporte.
O suporte e a resistência podem ser definidos por linhas horizontais traçadas nos pontos de mínimo, de máximo e de
congestão no gráfico. Ao olhar um gráfico, o olho treinado de um investidor deve rapidamente localizar os pontos de
suporte e resistência, avaliando sua influência no movimento dos preços. Níveis horizontais de suporte e resistência
que persistem no tempo têm maior importância e influência sobre os preços do que níveis em curtos períodos.
Alguns níveis horizontais podem ficar anos sem serem rompidos. No gráfico abaixo é possível perceber que a
resistência após ser quebrada se tornou o suporte da tendência.

Quando o preço de um ativo atinge um topo, dizem que ele testou uma resistência. Ao tocá-la algumas vezes sem
conseguir subir mais, temos uma indicação de fraqueza na tendência de alta e sinal de uma possível reversão. Ao
atingir um fundo, dizem que o mercado está testando um suporte. Ao tocá-lo algumas vezes sem rompê-lo, temos
uma indicação de força no mercado, sinal de uma possível reversão para uma tendência de alta.
Níveis de suporte e de resistência costumam ser boas oportunidades para se abrir e liquidar posições. A quebra de
uma resistência pode ser um sinal para a abertura de uma nova posição comprada e uma ordem stop pode então ser
colocada abaixo dessa antiga resistência, que agora se tornou o suporte mais próximo. Esta ordem pode ser
gradualmente reajustada abaixo de cada nova resistência rompida durante o processo de alta. Uma ordem stop que
era inicialmente utilizada para limitar eventuais prejuízos passa agora a proteger os lucros de uma operação.
Quando numa posição vendida, um anterior nível de suporte é um bom local para se colocar uma ordem stop de
compra. Caso esse suporte seja rompido, pode-se abrir uma nova posição vendida e uma nova ordem stop de compra
pode ser colocada no anterior nível de suporte, que agora se tornou uma resistência.
“A coisa mais indispensável a um homem é reconhecer o uso que deve fazer do seu próprio conhecimento”.

Canais de Tendência
Este assunto já foi discutido em uma parte de uma aula anterior, mas achamos de suma importância repassá-lo nesta
aula, com mais detalhes, por seu grau de grande utilidade para os trades em geral.
O canal de tendência é uma técnica de projetar graficamente a tendência do preço. A evolução das cotações fica
limitada por uma linha de resistência (linha superior que conecta uma série de topos) e uma linha de suporte (linha
inferior que conecta uma sequência de fundos). Um canal com inclinação negativa é considerado um canal de baixa,
enquanto que um canal de tendência com inclinação positiva é considerado um canal de alta.
Traçar uma linha de canal é relativamente simples. Primeiro traça-se uma linha de tendência, depois se traça uma
linha paralela a esta, partindo-se do primeiro topo ou fundo significativo. Ambas as linhas se movem para a direita
formando um canal. Se no próximo topo formado os preços atingirem a linha do canal e depois retraírem, está
confirmado o canal de tendência. A inclinação do canal pode ser ascendente, descendente ou mesmo nula.
No caso de uma tendência de alta é uma linha traçada sobre os topos juntamente com uma linha de suporte.

Aqui, depois de traçarmos ambas as linhas, temos um canal de


alta.
No caso de uma tendência de baixa uma linha é traçada tangenciando os fundos, juntamente com uma linha de
resistência tangenciando os topos.

Aqui, assim que traçamos as duas linhas, formamos um canal de


baixa perfeitamente operável.
Quando os preços evoluem através de uma congestão lateral, portanto sem tendência, traçamos uma linha tocando os
topos e outra linha tocando os fundos, e formamos um canal lateral também perfeitamente operável. Quando os
preços estão com este movimento, formando um canal com uma amplitude razoável, abre-se a possibilidade de se
operar com opções binárias, fazendo operações de hedge e operações 2×1, onde num mesmo vencimento, o operador
pode sair vencedor em duas operações; uma da PUT (em cima) e outra de CALL( em baixo).
Concluímos portanto, que a utilidade da linha de canal é evidente, pois o investidor pode comprar quando os preços
chegam na linha de tendência e liquidar sua posição quando chegam na linha do canal. Além de servirem para
projetar os preços de um ativo no futuro.
Conforme mencionado, a linha de suporte de um canal tende a ser uma zona de pressão compradora e a linha de
resistência uma região de pressão vendedora, além de ser um excelente ponto para se colocar uma ordem stop de
venda. Dessa observação, uma das maneiras mais diretas de operar canais é comprar próximo ao suporte (linha
inferior) e vender quando os preços se aproximarem da resistência (linha superior).
Analisando esses topos e fundos dentro de um canal com o auxílio de outros indicadores, em especial osciladores
como IFR e estocástico, você perceberá que muitas vezes os indicadores sinalizarão um estado de sobre-compra ou
sobre-venda quando os preços estiverem próximos ao suporte ou à resistência. Essa indicação reforça as chances de
reversão na extremidade do canal.
Uma outra técnica interessante é a conjunção de candlesticks com canais; quando encontramos padrões de reversão
nas proximidades de uma extremidade, reforça-se a chance de que o suporte ou a resistência se manterá.
Eventualmente, também haverão oportunidades quando a linha do canal for efetivamente rompida pela linha do
preço.

Gaps

Gaps não são apenas espaços vazios nos gráficos. Eles trazem
uma série de informações importantes que podem influenciar diretamente a percepção do trader sobre o
movimento. A sua interpretação pode variar de um claro indicativo de força até uma expectativa de reversão
dependendo do contexto no qual o gap se manifesta.
Quando surge um gap?
Assumindo um período de tempo diário, um gap acontece quando o máximo do dia atual é inferior ao mínimo do dia
anterior (gap de baixa) ou quando o mínimo do dia atual é superior ao máximo anterior (gap de alta). Observando um
gap no gráfico ele é um espaço vazio entre barras consecutivas.
Obviamente, um gap pode surgir em outras periodicidades além de em nível diário, como intraday, semanal, mensal,
anual, etc. Contudo, conforme o intervalo de tempo aumenta os gaps são cada vez mais raros. Para que ocorra, por
exemplo, um gap no gráfico semanal não pode haver interseção dos preços dos 5 dias de uma semana com os preços
de nenhum dos 5 dias da semana seguinte.
O Fechamento de um Gap
Existe a ideia de que um gap será sempre fechado. Entretanto, na análise técnica, não há espaço para certezas e, por
consequência, não podemos confiar que determinado gap será prontamente preenchido. Mesmo porque o fechamento
pode ocorrer semanas, meses e até anos depois. De qualquer maneira é inegável a observação de que a maioria dos
gaps são fechados de maneira relativamente rápida.
Mas, o que significa fechar um gap? O fechamento ou preenchimento acontece quando os preços passam novamente
e cobrem o espaço vazio, veja a figura abaixo.

A principal causa do fechamento é o aspecto fortemente


emocional dos gaps. Eles mostram força para um dos lados, muitas vezes são gerados a partir de notícias surgidas
durante o período imediatamente anterior. Muitos traders possuem um relacionamento extremamente emocional com
seus ativos e operações e tomam decisões pouco racionais.
Entretanto, quando a situação começa a normalizar e os fatos são analisados de maneira mais racional, muitos
percebem que a decisão foi incorreta e começam a desfazer a posição equivocada. Esse comportamento inicia a
reação que muitas vezes culmina com o fechamento total ou parcial do gap.
Tipos de Gap
A análise técnica classificou os gaps em três tipos básicos: gaps de rompimento, gaps de continuação e gaps de
exaustão. Vamos conhecer as diferenças entre cada um deles.
Gaps de Rompimento
Este tipo de gap é formado quando o preço rompe um padrão de preços ou acumulação. Ele enfatiza a força
compradora ou vendedora do novo momento.

No gráfico ao lado o gap de rompimento confirma a superação de


uma resistência. É desejável que o gap seja acompanhado por um aumento de volume no caso de gap de alta,
condição não necessária para rompimentos de baixa.
Gaps de Continuação
Os gaps de continuação surgem quando os preços estão fazendo um movimento claro em uma direção e com
rapidez. Dessa maneira, este é um tipo de gap bastante emocional que encontramos, normalmente, em rallys ou em
quedas bruscas.

Neste gráfico da ELET6 vemos dois gaps de continuação. Um


cuidado a ser tomado é que o surgimento do segundo ou terceiro gap sinaliza perigo, pois o movimento pode estar
usando de suas últimas forças.
A seguir discutimos o gap de exaustão.
Gaps de Exaustão
O gap de exaustão está associado ao final do movimento. Conforme dito, o segundo ou terceiro gap de continuação
pode ser na verdade um sinal de exaustão.
Cuidado especial deve ser tomado caso o gap seja grande em relação a outros gaps ou caso ocorra um gap de queda
no dia seguinte deixando uma barra de preços isolada. Neste caso, tem-se uma ilha de reversão. Para os japoneses
trata-se de uma padrão de candlesticks de reversão tipo estrela bastante forte chamado de bebê abandonado.
Suporte/Resistência
Vale ressaltar também que um gap tende a tornar-se uma zona de suporte/resistência. Para os japoneses um gap é
uma janela (Window) um padrão de continuação e toda a área da janela é considerada um nível potencial de pressão
compradora ou vendedora.
Existem diversas técnicas de exploração de gaps.
Observe sempre os gaps e também o contexto no qual eles aparecem.
Eles têm muita informação para ajudar em seus trades.

AULA 3 – PADRÕES GRÁFICOS


Figuras
Sabemos que a análise técnica visa identificar padrões de preço recorrentes com objetivo de obter lucro no mercado.
Dentro destes padrões gráficos há diversas formações geométricas que ocorrem com certa frequência e que
costumam sinalizar o próximo movimento do preço de um ativo.
As formações gráficas são divididas em duas categorias:
 Figuras de continuidade;
 Figuras de reversão.
Vamos abordar separadamente estas formações.
Figuras de continuidade
Primeiramente o que são as figuras de continuidade? São padrões gráficos que representam uma pausa na tendência
vigente, um momento de consolidação ou congestão do preço. Após este período há uma maior chance de
continuação da tendência que antecede o padrão.
Quais são as principais figuras de continuidade?
1 – Triângulo de Alta (ascendente);
2 – Triângulo de Baixa (descendente);
3 – Triângulo simétrico;
4 – Retângulo;
5 – Bandeira;
6 – Flâmula.
Triângulo de Alta (ascendente)
CLIQUE NA FIGURA!

A formação em triângulo ascendente é uma formação tipicamente bullish que se forma numa tendência de alta.
Em termos de padrão, a formação em triângulo ascendente é constituída pelos seguintes elementos:
Linha Horizontal Superior: neste gráfico padrão deverão existir pelo menos dois pontos de máximos que unidos
constituem uma linha horizontal. Esses pontos deverão ter uma cotação aproximada e alguma distância entre eles. No
período de tempo que os separa deverá existir um ponto de mínimo
Linha de tendência de alta: deverão existir pelo menos dois pontos de mínimos de cotação sucessivamente superiores
no tempo, que unidos constituem uma linha de tendência de alta
Duração da formação: o período de tempo abarcado por este gráfico padrão poderá ir de algumas semanas até vários
meses
Volume: tipicamente, à medida que se vai evoluindo no tempo, o volume vai diminuindo até ao ponto em que surge
o ponto de fuga. Nessa situação, se o volume aumentar significa que o ponto de fuga está confirmado.
Triângulo de Baixa (descendente)
CLIQUE NA FIGURA!

Esse triângulo é exatamente o oposto do ascendente. Ele é


formado por uma linha de suporte plana e um limite superior direcionado para baixo e composto por uma sequência
de topos descendente. Este é um sinal de que o nível dos preços pode ser ultrapassado pelos “ursos” e não pelos
“touros”. Este nível se tornou o nível de apoio e os ”ursos” foram, gradualmente, puxando os preços para baixo. O
gráfico mostra claramente como os topos descem até ao ponto em que o preço rompe o nível de suporte.
Triângulo Simétrico
O triângulo simétrico é um padrão de continuação que se desenvolveu nos mercados e que parece não ter uma
direção definida. O padrão contém pelo menos dois mínimos-superiores e dois máximos-inferiores que parecem
surgir em conjunto. Quando as linhas que ligam estes pontos são prolongadas, elas convergem, dando origem a um
triângulo simétrico.
O triângulo simétrico tem implicações de medição e de regulação. Quando o padrão estiver completo, o preço e o
volume diminuem antes de reagirem de maneira acentuada à saída dos limites do triângulo. Quando a quebra ocorre,
os preços tendem a percorrer uma distância igual à base do triângulo ou ainda mais. Numa perspectiva de tempo, a
brecha de um triângulo ocorre entre a metade e dois terços da distância a partir da base até ao vértice, isto é, o topo
do triângulo.

CLIQUE NA FIGURA!
A quebra pode ocorrer em qualquer lado do triângulo. No caso de um triângulo simétrico em alta, a quebra ocorre na
mesma direção da tendência em alta anterior. No caso de um triângulo simétrico em baixa, a quebra ocorre na mesma
direção da tendência em baixa anterior.
Retângulo
CLIQUE NA FIGURA!

O retângulo caracteriza o estado do mercado quando o preço varia entre duas linhas, uma de suporte e outra de
resistência, paralelas entre si. Os topos e os fundos formam, neste caso, uma sequência horizontal. Diferentemente da
bandeira, os retângulos surgem como zonas mais extensas de consolidação, após uma tendência forte, e os preços
saem deste padrão na mesma direção em que nele entraram.
O mercado segue na mesma direção que tinha antes da formação do retângulo, geralmente quando já reuniu força
suficiente e está pronto para continuar o movimento.
BANDEIRA
Este é o padrão mais fiável no que se refere à continuação da tendência. Ele forma um curto período de consolidação
depois de fortes oscilações. Assim, a bandeira é como um intervalo que surge depois de movimentos agitados,
quando no mercado surge a necessidade de uma pausa devido ao fato de que os “ursos” ou “touros” pegarem parte de
seus lucros. Uma vez que eles não o fazem em simultâneo, surge uma curta tendência na direção oposta. A bandeira
tem uma inclinação contrária à da tendência que dominava os preços antes da sua formação. No entanto, o
rompimento da linha da bandeira para baixo ou para cima indica a continuação da tendência descendente ou
ascendente, respectivamente. Isto é sinal para os ”touros” ou “ursos” começarem novamente a abrir posições longas
ou curtas. No entanto, um abrupto rompimento na direção oposta à esperada é sinalizar de inversão da tendência.
Como podemos verificar na figura abaixo, o rompimento da linha superior da bandeira levou a uma tendência
ascendente.
CLIQUE NA FIGURA!

FLÂMULA
A flâmula também representa uma fase curta de consolidação da tendência. Este padrão ocorre em tendências muito
marcadas, após um movimento de mercado forte. A flâmula é uma tendência de curta duração, direcionada na
direção oposta mas, no entanto, nela não se verifica nenhuma correção. A flâmula difere nas linhas convergentes, que
na bandeira são paralelas. Este padrão se parece com um triângulo, mas se forma bem mais rápido que ele.
CLIQUE NA FIGURA!

Na figura acima podemos ver como a flâmula se posiciona em direção oposta à da tendência principal, mas, no
entanto isto não é em si um fator importante. Muito mais importante é a direção do rompimento. Até porque a
flâmula pode surgir como padrão de inversão da tendência.

AULA 4 – PADRÕES GRÁFICOS DE REVERSÃO


Reversão nos candlesticks
O gráfico de candlesticks além de proporcionar uma leitura simples e prática do comportamento do preço de um
ativo, nos possibilita a identificação de formações gráficas recorrentes, como os padrões de reversão.
Conceito
Mas o que é um padrão de reversão? É uma formação gráfica de um ou mais candles que sinaliza uma possível
mudança na direção do preço, não necessariamente na tendência do ativo. Essa mudança pode ser por exemplo uma
reversão do movimento de alta para baixa ou de baixa para alta.

Vamos verificar alguns exemplos do que pode acontecer após surgir um padrão de reversão em um movimento de
alta. Na figura 1 houve um movimento lateral antes de reverter para baixo. Na figura 2 tivemos novamente uma
lateralização, mas dessa vez com a continuação do movimento de alta. Por último, na figura 3 a mudança na direção
do preço foi imediata.

Padrões de Alta ou Baixa


Há diversos padrões de reversão no gráfico de candlesticks, os quais são diferenciados por nomes e também por
serem classificados como de alta ou baixa.
Os padrões de alta sinalizam a possibilidade de encerrar um movimento recente de queda e reverter para alta. Os
padrões de baixa indicam a possibilidade de encerrar um movimento recente de alta e reverter para baixa. O local e o
momento no gráfico são fatores importantes na ocorrência destes sinais, pois aumentam a chance de reversão do
último movimento.
Em breve iremos fazer um adendo, apresentado e explicando mais detalhadamente cada figura de candlestick e sua
função em um conjunto e numa determinada tendência.
FORMAÇÕES DE REVERSÃO
Abordando a próxima categoria das formações gráficas, o que são as figuras de reversão?
São padrões gráficos que revertem uma tendência do preço. Portanto, quando a figura ocorre dentro de uma
tendência de alta geralmente reverte para uma nova tendência de baixa, conforme mostra a figura 5.
Fig. 5

Por outro lado, quando a figura ocorre dentro de uma tendência de baixa geralmente reverte para uma nova tendência
de alta, conforme mostra a figura 6.
Fig. 6.
crédito parcial: d.vieira
Exemplos:
Ombro-cabeça-ombro
Entre os padrões de reversão existentes, um dos mais conhecidos entre os analistas técnicos, é o Ombro Cabeça
Ombro – OCO. O nome advém do próprio padrão, cuja figura aparentemente lembra os ombros e a cabeça de uma
pessoa.
FIG. 7.

O Ombro Cabeça Ombro – OCO – é uma formação de reversão de tendência de alta para baixa. Ela ocorre quando,
em uma tendência de alta, um papel sofre uma correção do topo atual (cabeça) que o leva a um patamar menor que
seu topo anterior (ombro esquerdo). Tal correção geralmente o leva muito próximo ao seu último fundo, e ao voltar a
subir, o papel não consegue força suficiente para dar continuidade à tendência de alta, voltando a cair (do topo do
ombro direito) quando atinge altura próxima à do ombro esquerdo. A reta que passa pelos fundos em torno da
cabeça, forma a denominada linha do pescoço, que geralmente é paralela ou se confunde com algum suporte, mas
também pode ter uma leve inclinação. Este padrão de reversão só é confirmado quando os preços caem
consistentemente abaixo da linha do pescoço.

A formação análoga ao OCO quando um papel vem de uma tendência de baixa e vira-se para alta, é conhecida como
Ombro Cabeça Ombro Invertido – OCOI.
Fig.8.
Um importante sinal para identificação destes padrões, além da formação do ombro direito, é que em geral os
volumes indicam tendência contrária a tendência principal. No OCO os volumes são decrescentes e no OCOI os
volumes são crescentes.
TOPOS E FUNDOS DUPLOS
Fundo Duplo ou W é um padrão tipicamente formado por 2 mínimos (A e B) intercalados por um máximo (C)
seguidos do rompimento da linha de resistência. Geralmente, este padrão marca a transição da passagem de um
período de baixa (bearish) para um período de alta (bullish). Este padrão gráfico é um padrão de inversão de
tendência, pelo que deverá existir uma tendência prévia que deverá ser invertida.

Topo Duplo ou M é um padrão tipicamente formado por 2 máximos (A e B) intercalados por um mínimo (C)
seguidos do rompimento da linha de suporte (D). Geralmente, este padrão marca a transição da passagem de um
período de alta para um período de baixa.

TOPOS E FUNDOS ARREDONDADOS


Topos e fundos arredondados são interessantes padrões da análise técnica que anunciam, com alguma antecedência,
a virada dos preços. Formações que demoram um pouco mais de tempo para concretização possuem algumas
vantagens, podemos destacar principalmente:
 Maior facilidade de identificação por parte do analista.
 Tempo maior para o planejamento do trade (como a entrada e os stops).
 Possibilidade de lucros melhores. Geralmente uma formação mais longa precede um movimento mais amplo.
Topos e fundos arredondados enquadram-se nessa categoria, uma vez que são construídos a partir de diversas barras.
Vamos conhecer mais a fundo suas características.
Forma dos Preços e Padrão de Volume
A figura abaixo ilustra, em sua parte esquerda, um fundo arredondado (saucer em inglês) e na parte direita um topo
arredondado (ou rounding top). No caso do fundo, a linha curva é traçada juntando os pontos por baixo dos preços,
ou seja, sob as mínimas. No topo, por sua vez, a linha circular é traçada sobre os máximos atingidos.
O topo arredondado é o inverso, mantendo-se apenas a característica de volume. Aliás, se analisarmos a relação
entre o volume e os preços veremos prontamente os sinais de queda, afinal, conforme aproxima-se do máximo o
volume decresce, expandindo-se novamente quando os preços mudam de direção. Essa e outras características
podem ser encontradas também no artigo sobre técnicas com volume.
No gráfico abaixo vemos a Acesita (ACES4) definindo um fundo arredondado. O volume sofre uma desaceleração
para aumentar bastante conforme os preços iniciam a alta na sequência. Observe como após o fundo arredondado a
Acesita vai de aproximadamente R$ 8,00 até cerca de R$ 24,00.

Topos e fundos arredondados são padrões que mostram uma mudança gradual na relação oferta/demanda de um
ativo. Por serem movimentos lentos dificilmente vemos rompimentos (breakouts) e também é complicado identificar
níveis claros de suporte e resistência. Contudo, é possível detectá-los com alguma facilidade e após sua conclusão,
geralmente, tem início um movimento forte que abre espaço para trades bastante lucrativos.
Apresentamos nesta aula, os principais padrões e as principais formações de reversão dos preços de um ativo;
existem várias outras, mas como não se trata de um curso avançado, mas sim um curso teórico básico, acreditamos
que com isto estamos abrindo caminho à curiosidade natural de quem quer aprender análise técnica, na busca e
pesquisa de maior profundidade sobre o tema.