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EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) DOUTOR(A) JUIZ(A) DE

DIREITO TITULAR DA ______ VARA DE FAMÍLIA DA


COMARCA DE VITÓRIA – ES

“Quando um homem tomar uma nova mulher, não será incorporado ao


exército nem se lhe imporá alguma carga; será livre de tudo para se
dedicar a seu lar, durante um ano, e para alegrar a mulher que tomou.”

Deuteronômio 24;5.

parte, brasileiro, ____ vem respeitosamente à presença de Vossa Excelência,


por intermédio de seu advogado(doc. 01), com escritório à ___, onde
receberá intimações e notificações de estilo, para propor a presente

AÇÃO DE RECONHECIMENTO E DISSOLUÇÃO DE UNIÃO ESTÁVEL C/C


PARTILHA DE BENS, GUARDA E ALIMENTOS, COM PEDIDO DE MEDIDA
LIMINAR

Contra sua companheira, REQUERIDA, brasileira, _____, com fundamento


no artigo 226, § 3º da Constituição Federal, bem como nos artigos 1.723 e
seguintes do Código Civil, Lei 9.278/96, art. 300, 301, 311, 693 e
seguintes do CPC, pelos Fatos e Fundamentos a seguir expostos:
1 – DO BENEFÍCIO DA ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA

Inicialmente, requer a Vossa Excelência que sejam deferidos os benefícios da


Assistência Judiciária Gratuita, por não ter condições de arcar com as custas
processuais e honorários advocatícios, sem comprometer o seu orçamento
familiar.

Conforme inteligência do parágrafo único, do artigo 2º da Lei nº 1.060/50,


temos a definição legal da pessoa desprovida de meios financeiros, ao
estabelecer que:

Art. 2º. (...) Parágrafo Único. Considera-se necessitado, para os fins


legais, todo aquele cuja situação econômica não lhe permita pagar as
custas do processo e os honorários de advogado, sem prejuízo do
sustento próprio ou da família.

Sendo assim, segundo dispõe o artigo 4º, da Lei n.º 1.060/50, com as
alterações introduzidas pela Lei n.º 7.510/86, a parte gozará dos benefícios da
assistência judiciária, mediante simples afirmação, na própria petição inicial, de
que não está em condições de pagar as custas do processo e os honorários de
advogado, sem prejuízo próprio ou de sua família.

Pelo exposto, com base na garantia jurídica que a lei oferece, requer o
requerente a concessão do benefício da justiça gratuita, em todos os seus
termos, a fim que seja isento de qualquer ônus decorrente do presente feito.

2 - DA MEDIDA LIMINAR – AFASTAMENTO DO LAR DA REQUERIDA –


TUTELA DE EVIDÊNCIA

O Código de Processo Civil dispõe que a tutela provisória pode fundamentar-se


em urgência ou evidência, acolhendo a tutela antecipatória como forma de
distribuição do ônus do processo, a qual impossibilita que uma das partes
pratique determinados atos nocivos à outra, funcionando como verdadeiro
mecanismo de prevenção de danos, ou mesmo impedindo que seus efeitos se
prolonguem.

É bem verdade que, para a concessão de tutela de evidência não é necessário


demonstrar qualquer perigo de dano ou risco ao resultado do processo,
conforme disciplina o art. 311 do CPC, o que será demonstrado abaixo.

Assim, leciona o art. .311, II e IV do CPC que, na tutela de evidência dispensa-


se o perigo, e ela cabe uma vez que as alegações de fato puderem ser
comprovadas apenas documentalmente e quando a petição inicial for instruída
com prova documental suficiente dos fatos constitutivos do direito do autor

Assim, passamos, portanto, a exposição SUMÁRIA dos fatos:


O Requerente viveu com a Requerida por 12 anos como se marido e mulher
fossem fato este público e notório, cuja finalidade dessa relação sempre foi de
constituir família.

Como resultado desse relacionamento, aos 19 de novembro de 2010, nasceu o


filho do casal João Pedro Diniz.

O casal conviveu bem, até a ocorrência do nascimento do João Pedro, pois,


depois disso, a requerida mudou totalmente o seu temperamento e
personalidade, apresentando episódios frequentes de descontrole emocional,
nervosismo, irritação e atos de ignorância em público, gritos, humilhações e por
último o requerente descobriu atos de infidelidade, que vieram a confirmar a
razão pela qual, a requerida não mais mantém relações sexuais com o
requerente desde os idos de 2012.

O requerente, durante o ano de 2015, descobriu que a sua companheira,


manteve relações sexuais extraconjugais, fato que vem se prolongando pelo
ano de 2016, uma vez que, suas comunicações via telefone celular com seus
“novos amantes”, ficavam a vontade e o mesmo descobriu tudo.

Aos 01 de julho de 2015, a requerida saiu de casa, mudou-se para a cidade de


Natal-RN, dizendo que havia passado em outro concurso público, e precisava
assumir essa vaga naquela cidade do nordeste, no Hospital Federal de clinicas
naquela capital. Após sua saída, somente retornou para Vitória-Es, em função
do aniversário do filho do casal, levando naquela capital nordestina uma vida
de “solteira”.

Que com estas atitudes ela, requerida causou problemas, transtornos, e


apreensão de toda a ordem dentro da convivência e harmonia do casal,
somente aumentando a distância e problemas de incompatibilidades insolúveis
na vida conjugal.

O casal já vive separado a mais de 01(um) ano, sem nenhum tipo de


intimidades. Todavia, em março de 2017 a requerida retornou para casa onde
conviveu com o requerente juntamente com o seu filho, abalando assim o
emocional do requerente, uma vez que, a continuidade da vida em comum
tornou-se completamente inviável em definitivo.

Diante do exposto, não soa justo que o requerente passe por mais esse
transtorno, e como já comprovado que o casal se encontra separado de fato, o
requerente pleiteia o afastamento em definitivo da requerida do lar onde reside,
para assim preservar a sua saúde emocional, tanto como a sua saúde física.

Indiscutível, pois, a plausibilidade do direito invocado, para fins de concessão


da liminar ora requerida.
2.1) DAS PROVAS DE INFIDELIDADE E CONCIÊNCIA DE SER EX-
COMPANHEIRO DO REQUERENTE

1. Mensagem da Requerida, aos 13 de outubro de 2014 encaminhada


para o Tenente.pinheiro21@ghmail.com – (Marcos):

1.1“...não estou estranha e sim envolvida...”;


“...Poder encontra-lo numa manhã de domingo e me sentir “a
companhia”, foi bem exitante e me despir foi surpreendente...”;

“...ESTOU HÁ APENAS 06 MESES, DE FATO, SEPARADA, POR SE


TRATAR DE UM (EX) UNIÃO ESTÁVEL, NÃO TIVEMOS
INTERVENÇÃO JUDICIAL...”.

2. Fotos de diálogos entre a requerida e seu “novo namorado”,


MARCOS:

2.1 - “... Marcos, tenho “ dias contados” em vix. Vamos vivewr isso
sem compromisso?...”;

2.2 – Cópia de mensagem com conteúdo ítimo entre a requerida e o


militar MARCOS:

“TIVEMOS MOMENTOS DE PRAZER QUE ATÉ PODERIAM TER


SIDO MELHORES (SEM ATA, MAIS DEPILADA, LINGERIE E COM
MAIS DISPOSIÇÃO, MAS A 1ª FOI MUUUUUUUITO GOSTOSA:
agressiva na medida certa e terna quando necessário. Cheguei a
abdicar do preservativo em função exclusiva de querer sentir a sua
real temperatura.”
Neste documento existe um item denominado “EM REFLEXÃO DE
ALGUMAS ATITUDES, SEGUEM ESCLARECIMENTOS.” Que, se
desdobram em:
1. SOLICITAÇÃO DE EXAMES;

2. DESEMPENHO SEXUAL:

3. ABORDAGEM DO DIA SEGUINTE: , QUE DEVIDO AO


CONTEÚDO E TERMOS “PESADOS”, GOSTARIA DE QUE
VOSSA ESCELÊNCIA PUDESSE LER E ENTENDER AS
PALAVRAS QUE NÃO OUSAMOS REPETIR NESSA PETIÇÃO,
MAS QUE SERVEM DE PROVA E CERTEZA DE QUE NÃO MAIS
EXISTEM MOTIVOS PARA A REQUERIDA QUERER VOLTAR
PARA O LAR E FORÇAR A CONVIVÊNCIA ONDE NÃO MAIS
EXISTE AMOR, RESPEITO E AMIZADE.
4. Foto da requerida com um outro namorado, Sr. EDUARDO, em
mensagem, aos 05 de janeiro de 2015, avisando que:
“...PARTIU VIX...; PREFERIA ESTAR AGARRADINHA CVC”

5. Fotos e cópias de diálogos entre a requerida e um outro “novo


Namorado”,SR. COSTA:
“...simplesmente sua...”;
“...vc é o homem que descobri o verdadeiro significado do
sentimento AMOR...”;

- Comprovantes de envio de presente (camisa), para o COSTA, e


foto de mensagem onde o mesmo confirma ter recebido o
presente e afirma:

“... A CAMISA JÁ SERÁ UTILIZADSA HOJE”;


E A REQUERIDA RESPONDE:
“...FICOU LINDA MESMO. NA MEDIDA SEU SORRISO NÃO TEM
PREÇO...”
- FOTOS COM A REQUERIDA E O NOVO NAMORADO “SR.
COSTA.

6. FOTO DE MENSAGEM ENTRE A REQUERIDA E O SR. LEO(CEF)

SUPLICAMOS DESDE JÁ PELA DECISÃO DE AFASTAMENTO DO


LAR EM DEFINITIVO DA REQUERIDA.

3 - DOS FATOS

O requerente conheceu e começou a namorar com a requerida no segundo


semestre de 2003, perdurando o namoro até março de 2005, quando
resolveram “morar juntos”, e a partir de então foram residir em Maceió. Em
março de 2006, mudaram-se para a cidade de alagoinhas/Bahia, onde
permaneceram até setembro de 2008, pois, por motivos de mudança de
emprego mudaram-se para essa Capital do ES, onde a requerida veio trabalhar
na Petrobras.

Como resultado desse relacionamento, aos 19 de novembro de 2010, nasceu o


filho do casal João Pedro Diniz.
O casal conviveu bem, até a ocorrência do nascimento do João Pedro, pois,
depois disso, a requerida mudou totalmente o seu temperamento e
personalidade, apresentando episódios frequentes de descontrole emocional,
nervosismo, irritação e atos de ignorância em público, gritos, humilhações e por
último o requerente descobriu atos de infidelidade, que vieram a confirmar a
razão pela qual, a requerida não mais mantém relações sexuais com o
requerente desde os idos de 2012. O requerente chega a relatar que mesmo
em uma última relação sexual com a companheira ainda em 2012, foi obrigado
a ouvir da requerida, o seguinte:

“...anda logo que quero dormir..”. é muita humilhação e desprezo


pelo companheiro, ora requerente.

O requerente, durante o ano de 2015, descobriu que a sua companheira,


manteve relações sexuais extraconjugais, fato que vem se prolongando pelo
ano de 2016, uma vez que, suas comunicações via telefone celular com seus
“novos amantes”, ficavam a vontade e o mesmo descobriu tudo.

Aos 01 de julho de 2015, a requerida saiu de casa, mudou-se para a cidade de


Natal-RN, dizendo que havia passado em outro concurso público, e precisava
assumir essa vaga naquela cidade do nordeste, no Hospital Federal de clinicas
naquela capital. Após sua saída, somente retornou para Vitória-Es, em função
do aniversário do filho do casal, levando naquela capital nordestina uma vida
de “solteira”. Esse fato, culminou com a necessidade do requerente,
confeccionar BOLETIM DE OCORRÊNCIA N.º31561351, para ficar
determinado a época correta onde a REQUERIDA ABANDONOU O LAR e
deixou de cumprir com um dos requisitos e exigência legal do “ DEVER DO
COABITAÇÃO”, comum a todos os casais que, desejam construir
honestamente uma “vida a dois”.

No corpo do Boletim unificado, o requerente relatou o seguinte:

“...após o nascimento do filho do casal, João Pedro Diniz, aos 19 de


novembro de 2010,o comunicante sentiu que a sua companheira,
ficou diferente com o mesmo, passando a ter comportamentos
estranhos que culminou com a recusa de ter relações sexuais por três
anos seguidos, ou seja, aproximadamente a partir do ano de 2012, mas
mesmo assim estavam morando debaixo do mesmo teto, até que em 01
de julho de 2015, a companheira, mudou-se para Natal – RN, com a
desculpa de que havia passado em concurso para o emprego de
enfermeira em um hospital federal daquela distante cidade, deixando sob
os cuidados do companheiro o filho menor. O comunicante,
acrescenta que em virtude de rejeições, humilhações, traições,
irritação, impaciência, nervosismo extremos, gritos e ameaças da ex-
companheira, inclusive brigas em público, falta de relações sexuais
com a companheira, stress, gerou incompatibilidade de gênios
irreversivel...”

 Que com estas atitudes ela, requerida causou problemas,


transtornos, e apreensão de toda a ordem dentro da convivência e
harmonia do casal, somente aumentando a distância e problemas
de incompatibilidades insolúveis na vida conjugal.

 O casal já vive separado à mais de 01(um) ano, sem nenhum tipo


de intimidades.

A requerida em meados do mês de março de 2016 retornou para residência


onde conviveu com o requerido e se recusa a sair, tendo a mesma fazendo
de tudo para transformar a vida do requerente em um inferno. Sendo assim,
o requerente não encontrou outro meio senão o pedido de afastamento da
requerida do lar.

4 – DO DIREITO

4.1) DO RECONHECIMENTO DA UNIÃO ESTÁVEL COMO ENTIDADE


FAMILIAR

A Constituição Federal reconhece no art. 226, § 3º a união estável entre


homem e mulher como entidade familiar, o que foi ratificado pelo
art. 1.723 do Código Civil.

Com respeito aos deveres da união estável, estabelece o Art. 1.724 da


Legislação Substantiva Civil que as relações pessoais entre os companheiros
obedecerão aos deveres de lealdade, respeito e assistência.

Nesse sentido, o Art. 1723 do CC dispõe que é reconhecida como entidade


familiar a união estável entre o homem e a mulher, configurada na convivência
pública, contínua e duradoura e estabelecida com o objetivo de constituição de
família.

É de todo oportuno, ainda, gizar as palavras de Caio Mário da Silva Pereira:

“Conclui-se que o Código Civil reconheceu aos companheiros o direito de


pactuarem com maior liberdade os efeitos patrimoniais da União Estável.
Adotado o regime de comunhão parcial de bens na União Estável,
reporte-se aos Arts. 1.559 e 1.660 do CC, admitindo-se o direito à meação
quanto aos bens adquiridos a título oneroso, na constância da União
Estável, salvo contrato escrito.“ (PEREIRA, Caio Mário da silva.
Instituições de Direito Civil.20ª ed. Rio de Janeiro: Forense, 2012, vol. 5.
Pag. 586-587)

Não resta qualquer dúvida, embora pela sumária prova dos fatos ora levados a
efeito, que o Requerente e a Requerida viveram sob o regime de união estável,
na medida em que sempre tiveram a firme intenção de viverem publicamente
como casados.

O casal-convivente, pois, por todos estes anos foram reconhecidos pela


sociedade como marido e mulher, com os mesmos sinais exteriores de um
casamento.

No mais, em que pese à legislação não exigir qualquer período mínimo de


convivência, verifica-se que esta fora estável, com duração prolongada por
mais de 12 anos de relacionamento, período efetivamente comprometido para
a estabilidade familiar.

4.2) DA DISSOLUSSÃO DA UNIÃO ESTÁVEL

Conforme já explanado anteriormente, os companheiros conviveram a mais de


12 anos em união estável. Porém está união veio a se dissolver a pouco mais
de um ano.

Desta feita, o requerente requer a dissolução da união estável, haja vista não
ter como conviver com a requerida, e por isso decide por diluir esse
relacionamento.

4.3 ) DA GUARDA

O instituto da guarda foi criado com o objetivo de proteger o menor,


salvaguardando seus interesses em relação aos pais que disputam o direito de
acompanhar de forma mais efetiva e próxima seu desenvolvimento, ou mesmo
no caso de não haver interessados em desempenhar esse munus.

Visto que os pais já não convivem juntos, fica necessário definir a guarda dos
filhos menores.

O representante legal já exerce a guarda unilateral de fato, almejando que


desta forma assim permaneça, haja vista ter a genitora abandonado seu lar e
seu filho no dia 01 de julho de 2015, e indo residir em outro estado, para viver
uma vida de “solteira”, tendo retornado somente uma vez para visitar o infante.

Cumpre ressaltar, que a genitora enquanto se fazia presente no lar onde reside
o menor, não dava a devida atenção ao mesmo, conforme se faz provar das
conversas extraídas do celular do requerente, no qual a mesma admite que
“...não dava mais atenção era simplesmente porque estava tentando manter as
contas...”

Ocorre Excelência, que as contas eram divididas igualmente entre o casal, e


mesmo assim o requerente arcou com as responsabilidades para com o menor,
estando com ele em todos os momentos, lhe proporcionando afeto, amor,
proteção e zelando pela sua saúde física e mental.

Ademais, a genitora não demonstra interesse em ter a guarda do filho, e sim


infernizar a vida do requerido, fato este comprovado através de conversas
entre a requerida e o requerente, na qual a mesma relata “...vou conhecer o
juiz que vai tirar a guarda do filho de uma mãe... vou transformar sua vida num
inferno...”.

Ressalta-se Excelência, que a genitora da criança vem demonstrando


comportamento agressivo, ameaçando a todo instante retirar a criança do
genitor, tento inclusive proibido a criança de se relacionar com as amizades do
mesmo, conforme ela fala em conversa via WhatsApp “..meu filho não vai
aceitar nem usar qualquer presente de D. Alessandra e de nenhuma outra... e
se ela tentar dar carinho a coisa vai engrossar pro seu lado...”.

De outro giro, o requerente sempre se fez presente na vida do menor, estando


já envolvidos em um laço de afeto, amor e carinho, e seria prejudicial para o
desenvolvimento da criança retira-la do convívio com o pai. Segue em anexo
Relatório de acompanhamento dos processos educacionais do menor, onde se
descreve que a figura paterna sempre esteve em todos seus relatos, sendo
considerado seu melhor amigo e herói.

A doutrina, com Dimas Messias de Carvalho em seu livro “Direito das


Famílias”, 3 Ed., Lavras: Unilavras, 2014, p.457, explica a guarda unilateral.

“A guarda unilateral será atribuída, portanto, ao genitor que revele aptidão


e melhores condições de exercê-la, considerando o afeto nas relações
com o filho e com o grupo familiar, permitindo-se considerar as relações
do menor também com os avós e parentes do guardião, a saúde, a
segurança e a melhor educação do menor, cabendo ao outro
supervisionar o exercício nos interesses dos filhos (art. 1.583 §§
2º e 3º, CC).”

Assim, como o genitor já exerce a guarda de fato do filho, possuindo melhores


condições de exercê-la, requer seja deferida a guarda unilateral, como forma
de resguardar o melhor interesse do menor.

Neste sentido, cumpre ressaltar recente decisão que concedeu ao pai a guarda
do infante:
TJ-RS - Agravo de Instrumento AI 70064442312 RS (TJ-RS)
Data de publicação: 30/06/2015
Ementa: AGRAVO DE
INSTRUMENTO. GUARDA PROVISÓRIA. DEFERIMENTO AO PAI. De
rigor deferir a guarda provisória ao pai, porque concretamente
demonstrado que é ele quem, há meses, está com a filha comum sob
seus cuidados fáticos, em face do abandono materno. DERAM
PROVIMENTO. (Agravo de Instrumento Nº 70064442312, Oitava
Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: José Pedro de
Oliveira Eckert, Julgado em 25/06/2015).

Deste modo, requer seja concedido ao requerido a guarda do menor João


Pedro Diniz.

4.3) DOS ALIMENTOS

A Lei 5.478/68 dispõe sobre a prestação de alimentos, regulando esta. O artigo


1.696 do diploma Civil diz que:

“Art. 1.696. O direito à prestação de alimentos é recíproco entre pais e


filhos, e extensivo a todos os ascendentes, recaindo a obrigação nos mais
próximos em grau, uns em falta de outros.”

O requerente encontra amparo legal no artigo 1.695 do Código Civil que diz:

“Art. 1.695. São devidos os alimentos quando quem os pretende não tem
bens suficientes, nem pode prover, pelo seu trabalho, à própria mantença,
e aquele, de quem se reclamam, pode fornecê-los, sem desfalque no
necessário ao seu sustento.”

Ademais, o dever de prestação de alimentos está previsto expressamente


na Constituição Federal, em seu artigo 229, sendo dever dos pais satisfazer as
necessidades vitais do menor, vez que este não pode provê-las por si.

Conforme se extrai da documentação acostada aos autos, o menor encontra-se


com seu genitor, na qual exerce profissão de corretor de seguros e não possui
condições de arcar sozinha com todos os custos que uma criança necessita,
enquanto a Requerida desfruta de uma vida isenta das obrigações legais de
contribuir no sustento de seu filho.

Por outro lado, a genitora da criança é saudável, exerce atividade laborativa


remunerada que lhe propicia concorrer, ainda que minimamente, com o
sustento da prole. Uma vez que o interesse do requerente é único e
exclusivamente manter o padrão de vida do menor, para que este sofra
minimamente os danos que a separação pode causar a uma criança.

Neste sentido, trago a baila a seguinte jurisprudência:


TJ-MG - Apelação Cível AC 10338130009743001 MG (TJ-MG)
Data de publicação: 21/07/2014
Ementa: APELAÇÃO CÍVEL - ALIMENTOS - FILHOS SOB A GUARDA
DO GENITOR - OBRIGAÇÃO ALIMENTÍCIA IMPOSTA À GENITORA -
PESSOA JOVEM, SAUDÁVEL E QUE EXERCE ATIVIDADE
LABORATIVA - CAPACIDADE CONTRIBUTIVA - DEMONSTRAÇÃO -
ENCARGO FIXADO EM 30% DO SALÁRIO MÍNIMO - SENTENÇA
MANTIDA. Deve ser mantida a sentença que condena a genitora a
destinar 30% do salário mínimo aos três filhos que se encontram sob
a guarda do pai, não havendo se reconhecer a incapacidade
contributiva em situação em que a alimentante é pessoa jovem,
saudável e exerce atividade laborativa remunerada que lhe propicia
concorrer, ainda que minimamente, com o sustento da prole.
Desta feita, requer sejam fixados alimentos no percentual de 20% (vinte por
cento) dos rendimentos líquidos da genitora, bem como seja o referido valor
depositado mensalmente, preferencialmente no quinto dia útil, na conta
bancária de titularidade do Requerente.

4.4) DA DIVISÃO DE BENS

No decorrer da convivência entre os companheiros, o casal adquiriu um imóvel


no valor de $210.000,00 (duzentos e dez mil reais), sendo que o requerente
entrou com a quantia de $110.000,00 (cento e dez mil reais) e a requerida
financiou a quantia de $95.000,00 (noventa e cinco mil reais)

Todavia, o requerente durante o tempo que viveu em união estável com a


requerida arcou com varias prestações do financiamento, tendo o mesmo
aplicado no imóvel mais de 50% (cinquenta por cento).

Quanto a isso, o artigo 5º da Lei nº. 9.278/96 que trata a respeito da União
Estável, estabelece que os bens móveis ou imóveis adquiridos por um ou por
ambos os conviventes, na constância da união estável e a título ONEROSO,
são considerados fruto do trabalho e da colaboração de ambos os
companheiros.

O artigo 1.725 do C. C, estabelece que na união estável, salvo contrato escrito,


o regime de bens será regido pelo o regime de comunhão parcial de bens.

Ocorre que não é justo que a divisão do único bem seja feito de forma
igualitária, uma vez que o valor investido pelo requerente é bem mais oneroso
do que o da requerida.

Sendo assim, fica o requerente impossibilitado de fazer qualquer tipo de acordo


acerca do imóvel adquirido por ambos, sem antes ouvir a proposta da
requerida. Deste modo, requer seja feito a divisão dos bens em audiência, para
que de forma justa se resolver esse impasse.

4.5) DA CONCESSÃO DA TUTELA DE EVIDÊNCIA

O art. 311 do Código de Processo Civil dispõe que a tutela de evidência será
concedida, independentemente da demonstração de perigo ou de risco ao
resultado do processo quando:

I - ficar caracterizado o abuso do direito de defesa ou o manifesto


propósito protelatório da parte;
II - as alegações de fato puderem ser comprovadas apenas
documentalmente e houver tese firmada em julgamento de casos
repetitivos ou em súmula vinculante;
III - se tratar de pedido reipersecutório fundado em prova documental
adequada do contrato de depósito, caso em que será decretada a ordem
de entrega do objeto custodiado, sob cominação de multa;
IV - a petição inicial for instruída com prova documental suficiente dos
fatos constitutivos do direito do autor, a que o réu não oponha prova
capaz de gerar dúvida razoável.
Parágrafo único. Nas hipóteses dos incisos II e III, o juiz poderá decidir
liminarmente.
Deste modo, comprovados as alegações do fato apenas documentalmente e
sendo a petição instruída com prova documental suficiente dos fatos, como
demonstrado nas provas em anexo, neste caso caberá a concessão da liminar
podendo ser antecipados os efeitos da tutela com base na evidência.

5 – DOS PEDIDOS

Diante de todo o exposto, Requer a Vossa Excelência:

a) A concessão da liminar de afastamento do lar da requerida, por está


presentes os requisitos do art 311, II e IV do CPC, uma vez que as
alegações de fato podem ser comprovadas apenas documentalmente e
a petição inicial foi instruída com prova documental suficiente dos fatos
constitutivos do direito do autor.
b) A citação da Requerida no endereço supramencionado, para que,
querendo, conteste aos fatos e pedidos apresentados nesta ação, no
prazo legal, sob pena de revelia;
c) Que seja concedido o benefício da assistência judiciária gratuita nos
termos da Lei 1.060/50 e de conformidade com a anexa declaração de
pobreza;
d) Seja deferida a guarda definitiva do menor ao requerente e
regulamentada o direito a visita livre para a genitora.
e) Requer a fixação de alimentos definitivos, no percentual de 20% (vinte
por cento) dos rendimentos líquidos da requerida, a ser depositado na
conta bancária de titularidade do Requerente.
f) Requer seja realizado a divisão dos bem oriundo da união estável
durante a audiência de conciliação;
g) Seja dada vista da presente ação ao Ilustre representante do Ministério
Público;
h) Requer sejam julgados TOTALMENTE procedentes os presentes
pedidos e requerimentos, em todos os seus termos, e que seja, por
conseguinte, decretada o RECONHECIMENTO DA UNIÃO
ESTÁVEL vividos durante os 12 anos, bem como a sua DISSOLUÇÃO a
partir do mês de Julho de 2015, nos termos e condições acima
constantes;
i) Requer, finalmente, a condenação da requerida nas custas e honorários
de advogado, pelo princípio da sucumbência.
j) Protesta por todos os meios de provas em direito admitidas.

N. Termos

Pede e Espera Deferimento

Vitória, ES, 02 de junho de 2017

DR. NELSON MOREIRA JUNIOR

OAB/ES 7960