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Matemática Superior - UVB

Aula 12
Introdução ao Cálculo Integral

Objetivos da Aula

Contextualizar o cálculo integral , dando ênfase em sua definição


como sendo a operação inversa da diferenciação e estudar
algumas propriedades fundamentais.

Antiderivada
Definição

Uma unção F é chamada uma antiderivada de f sobre um intervalo


I se F’(x) = f (x) para todo x em I.

Por exemplo, seja . Não é difícil descobrir uma antiderivada


de f se mantivermos a Regra da Potência em mente. De fato, se
, então F ‘(x) = = f (x). Mas a função G (x) =1/3 +
100 também satisfaz G‘(x) = . Conseqüentemente, ambas F e G são
antiderivadas de f. Na verdade, qualquer função da forma H (x) = 1/3
+ C, onde C é uma constante, é uma antiderivada de f. A questão
que se levanta é: Há outras?

Para responder a esta questão, lembre-se de que usamos o Teorema de


Valor Médio para provar que se duas funções têm derivadas idênticas
em um intervalo, então elas devem ser diferentes por uma constante.

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Assim, se F e G são duas antiderivadas quaisquer de f, então

F ‘(x) = f (x) = G ‘(x)

logo G (x) - F (x) = C, onde C é uma constante. Podemos escrever isso


como G (x) = F (x) + C. Temos então o seguinte resultado.

Teorema [ 1 ]

Se F for uma antiderivada de f em um intervalo I, então a antiderivada


mais geral de f em I é
F (x) + C
onde C é uma constante arbitrária.

Voltando à função f (x) = , vemos que a antiderivada geral de f é


1/3 + C. Atribuindo valores específicos para a constante C obtemos
uma família de funções cujos gráficos são verticais transladados de
um outro (veja a figura ao lado).

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Exemplo 1:

Encontre uma derivada mais geral de cada uma das seguintes


funções.

Solução:

a) Lembre -se de que

Logo, em um intervalo (0 , ), a antiderivada de 1/x é ln x + C.


Também sabemos que

para todo x 0. O Teorema [ 1 ] ao nos diz que a antiderivada geral de


f (x) = 1/x é ln | x | + C em qualquer intervalo que não contém zero. Em
particular, isso é verdadeiro em cada um dos intervalos
(- , 0) e (0, ).

Logo a antiderivada de f é

b) Usamos a Regra da Potência para descobrir uma antiderivada de x


n. de fato, se n -1, então

Assim, a antiderivada de

Isso é válido para todo n 0, uma vez que f (x) = x está definida
em um intervalo. Se n for negativo (mas n -1), é válido em qualquer
intervalo que não contenha zero.

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Como no exemplo 1, toda a fórmula de diferenciação, quando lida da


direita para a esquerda, dá origem a uma fórmula de antidiferenciação.
Na tabela abaixo listamos algumas antiderivadas particulares. Cada
fórmula na tabela é verdadeira, pois a derivada da função na coluna
direita aparece na coluna da esquerda. Em particular, a primeira
fórmula diz que a antiderivada de uma constante vezes uma função
é a constante vezes a antiderivada da função. A segunda fórmula
estabelece que a antiderivada de uma soma é a soma das antiderivadas.
Usamos a notação F ’ = f, G ’ = g.

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Exemplo 2:

Encontre todas funções de g tal que

Solução:

Queremos achar uma antiderivada de

Usando a fórmula da tabela acima junto com o Teorema [ 1 ] obtemos

Nas aplicações do cálculo, é muito comum situações como a do exemplo


2, onde é requerido achar uma função sendo fornecidos dados sobre
suas derivadas. Uma equação que envolva as derivadas de uma função
é chamada equação diferencial. A solução geral de uma equação
diferencial envolve uma constante arbitrária (ou constantes), como
no exemplo 2. Contudo, podem ser dadas condições extras que irão
determinar as constantes e assim especificar univocamente a solução.

Integral Indefinida
Regras Básicas de Integração

Pelo fato de integração e diferenciação serem operações inversas


uma da outra, descobrimos muitas das regras de integração tentando
inicialmente “ adivinhar ” a antiderivada F da função f a ser integrada.
Tal resultado é então verificado demonstrando-se que F ’ = f.

A Integral Indefinida de uma Constante

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Para provar este resultado, observe que

Exemplo:

Encontre cada uma das seguintes integrais indefinidas.

Solução:

Cada um dos integrandos tem a forma f (x) = k, onde k é uma constante.


Aplicando a regra citada acima em cada caso teremos

Em seguida, a partir da regra de integração

obtemos a seguinte regra de integração.

Regra da Potência

Uma antiderivada de uma função potência é uma outra função


potência obtida do integrando aumentando-se seu expoente de 1 e
dividindo-se a expressão resultante pelo novo expoente.

Observe:

Exemplo:

Encontre cada uma das seguintes integrais indefinidas.

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Solução:

Cada integrando é uma função potência com expoente


n -1. Aplicando a regra da potência em cada caso, obtemos o
seguinte resultado:

Os resultados acima podem ser verificados diferenciando-se cada


uma das antiderivadas mostrando que os resultados são iguais aos
correspondentes integrandos.

Integral Indefinida de um Múltiplo Constante de


uma Função

A integral indefinida de uma constante multiplicada por uma função


é igual à constante multiplicada pela integral indefinida da função.

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Atenção:

Apenas uma constante pode ser ‘’ passada para fora ’’ do sinal da


integral. Por exemplo, seria incorreto escrever

Exemplo:

Encontre cada uma das seguintes integrais indefinidas.

Solução:

Cada integrando tem a forma cf (x), onde c é a constante. Aplicando a


regra da integral indefinida de um múltiplo constante, iremos obter:

onde C = 2K. Deste ponto em diante, denotaremos a constante de


integração por C, uma vez que um múltiplo não nulo de uma constante
arbitrária é uma constante arbitrária.

Regra da Soma e da Diferença

A integral indefinida de uma soma ou de uma diferença de


duas funções integráveis é igual à soma ou diferença de suas
integrais indefinidas.

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Exemplo:

Encontre a integral indefinida.

Solução:

Aplicando a regra da soma ou diferença de duas funções obteremos:

Note que ao combinarmos as três constantes de integração, que


surgiram durante os cálculos das três integrais indefinidas, obtivemos
apenas uma única constante C. Afinal, a soma de três constantes
arbitrárias é também uma constante arbitrária.

Regra da Integral Indefinida da Função


Exponencial

A integral indefinida da função exponencial com base e é igual à


própria função (exceto pela constante de integração).

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Exemplo:

Encontre a integral indefinida.

Solução:

Aplicando a regra da integral indefinida da função


exponencial teremos:

Regra da Integral Indefinida da Função f (x) = x -1

Esta regra cobre a integração da função f (x) = . Lembre-se de


que esta função constitui o único caso excepcional na integração da
função potência f (x) =

Exemplo:

Encontre a integral indefinida.

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Abaixo citaremos uma tabela com diversas integrais indefinidas.

Tabela de Integrais Indefinidas

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Referências Bibliográficas
TAN, S.T. Matemática Aplicada à Administração e Economia. São Paulo:
Thomson, 2001.

MEDEIROS DA SILVA, Sebastião e outros. Matemática para os cursos de


Economia, Administração, Ciências Contábeis. vol. 1. 5 Ed. São Paulo:
Atlas, 1999 .

LEITHOLD, L. O Matemática Aplicada à Economia e Administração. São


Paulo: Harbra, 1988.

STEWART JAMES, Cálculo Vol. I. 4ª Ed. São Paulo: Pioneira Thomson


Learning, 2003.

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