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Henri Fayol

Fayol (1841-1925) realizou seus trabalhos basicamente na mesma época de Taylor. Dentro do
seu estudo estão os cinco elementos do processo administrativo: planejamento, organização,
direção, coordenação e controle, utilizados até hoje. No transcorrer de seus estudos Fayol
estabeleceu também os quatorze princípios básicos de gerência: a divisão do trabalho, a
autoridade, a disciplina, a unidade de comando, a unidade de direção, a subordinação do
interesse individual ao interesse comum, a remuneração, a centralização, a cadeia de
autoridade, a ordem, a equidade, a estabilidade no emprego, a iniciativa e a moral.
O que distingue o estudo de Fayol ao de Taylor é o interesse pelo gerenciamento de alto nível.
Embora os dois aceitassem a divisão do trabalho, Fayol iniciou pelos níveis organizacionais de
cúpula administrativa, enquanto Taylor pelo nível operacional.

Quanto as limitações na aplicabilidade das teorias de Fayol, é tácito em afirmar que elas são
restritas, ou seja, funcionavam muito bem na companhia mineradora de carvão que ele dirigia.
Na época, início do século, o setor da mineração era considerado grande e dentro deste tipo de
empresa, exceto alguns engenheiros, o restante dos trabalhadores eram braçais. Além disso,
outras características auxiliam no desenvolvimento das teorias, como por exemplo: trabalhar com
um só produto, que não exigia muito tratamento; ter poucos mercados no qual o carvão dominava
praticamente um monopólio; e manter o mesmo processo de trabalho, devido à falta de campo
para a inovação.

Frederick Taylor
Taylor (1856-1917) estava preocupado com a produtividade das fábricas e para tanto
desenvolveu um estudo no qual seu objetivo principal era aumentar a produtividade dos
operários. Para tanto, deteve-se no estudo dos tempos e movimentos dos trabalhadores em suas
atividades, a especialização de tarefas e criou um novo sistema de pagamento de salários.
Taylor acreditava que as pessoas trabalhavam exclusivamente por dinheiro e que, no seu
sistema de trabalho "constatava-se um elemento vigoroso de desumanização da força de
trabalho". Por esse motivo as organizações trabalhistas condenaram os métodos de Taylor. Um
sindicato norte-americano chegou a afirmar que: "Nenhum tirano ou feitor de escravos, no êxtase
de seu mais delirante sonho, jamais visou a impor a objetos servos uma situação tão repugnante”

Ao se referir ao taylorismo o professor Salm (1993) faz uma crítica ao movimento das relações
humanas. Na opinião de Salm (1993), este tipo de movimento centra a pessoa em um grupo e
faz com que ela se atenha aos valores do mesmo. As técnicas de treinamento, argumenta o
professor, traduzem muito bem este tipo de conduta: as pessoas são induzidas a se integrarem
e adequarem seus valores aos estabelecidos pelo grupo, impedindo as pessoas de pensarem e
de criarem outras formas que não as esperadas pelo grupo.

Dentro dessa ótica, Edward Deming (apud Ken Starkey, 1997: 342), líder do movimento pela
qualidade, afirma que: "nosso sistema de gestão predominante tem destruído nossas pessoas".
Neste sentido, vê-se que o excesso de formalidade prende as pessoas num círculo vicioso,
dentro do qual não há vazão para opiniões, aspirações e curiosidades. Muitas organizações
ainda estão presas a modelos tayloristas, nos quais predomina o controle ao invés da
aprendizagem. Assim, num ambiente excessivamente formal, os membros da organização não
têm muito espaço para expor suas ideias.
Ford
Henry Ford I (1863-1917) ficou famoso por volta de 1914 quando, em sua linha de montagem,
elevou o salário mínimo dos operários e projetou um carro com o mais baixo preço entre seus
concorrentes. No entanto, Clutter e Crainer (1993) afirmam que Ford I não fez tudo isso movido
por sua generosidade, queria apenas que, a partir da renda maior de seus funcionários e da
oferta de um carro com preço baixo, os operários pudessem adquirir os carros da Ford.

Só que esse sucesso não durou muito tempo. O que no início da década de 1920 era considerado
a maior e mais lucrativa empresa industrial do mundo, no final da década, estava em terceiro
lugar entre os fabricantes de automóveis dos Estados Unidos e, a cada dia, perdia mais dinheiro.
Theodore Levitt argumenta que Ford I não tinha talento para a produção e sim para a
comercialização. Somente em 1944, quando Henry Ford II assumiu o controle.