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UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA

DEPARTAMENTO DE FÍSICA
FÍSICA GERAL E EXPERIMENTAL III

CLÁUDIO ALBUÉS ALVES DA SILVA

LABORATÓRIO EXPERIMENTAL
LINHAS EQUIPOTENCIAIS

Salvador
2017
CLÁUDIO ALBUÉS ALVES DA SILVA

LABORATÓRIO EXPERIMENTAL
LINHAS EQUIPOTENCIAIS

Relatório experimental solicitado para a


disciplina de Física Geral e Experimental
III, apresentado junto ao Departamento
de Física - UFBA, Campus Salvador.

Orientador: Rosana Pereira Silva.

Salvador
2017
1.0 INTRODUÇÃO

O potencial elétrico é uma propriedade que cargas possuem em relação a um ponto


qualquer, e está diretamente ligado ao conceito de trabalho. O potencial elétrico é uma
grandeza que é diretamente proporcional as cargas envolvidas, e inversamente
proporcional a distância entre elas, e é dada pela seguinte equação:

1.𝑄
𝑉=
𝑘 𝑑
Ou ainda definida pela seguinte equação envolvendo o trabalho:

𝑊
𝑉=
𝑞
Para um ponto P o potencial gerado por um conjunto de cargas n é o somatória do
potencial gerado por cada carga.
𝑛
1 𝑄1 .
𝑉= ∑
𝑘 𝑑1
𝑖=1

2.0 OBJETIVO

O experimento realizado teve como objetivo realizar um mapeamento das superfícies


equipotenciais gerados pelo campo elétrico de condutores em 4 configurações distintas
submersos em uma solução de sulfato de cobre. Desse modo, o procedimento
experimental consiste de em 4 etapas nas quais é descrito qual forma as linhas
equipotenciais assumiam para cada configuração.

3.0 MATERIAIS UTILIZADOS

1 Cuba de madeira e vidro com papel milimetrado na superfície inferior

1 Fonte de tensão

1 Eletrodo

1 Hastes e/ ou placa de metal

1 Fonte de tensão

4 Fios condutores
1 Sonda móvel

1 Sonda fixa com resistência de proteção para o galvanômetro

1 Solução de sulfato de cobre

1 Não especificado Galvanômetro de zero central

4 Folhas de papel milimetrado

4.0 PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL

O procedimento experimental consistiu em buscar os pontos onde a corrente era zero


por meio do uso do galvanômetro de base zero. Para tal foram feitas quatro
configurações distintas utilizando eletrodos fixos distintos.

Configuração 1

Nessa configuração utilizou-se os eletrodos em barra que ficaram imersos em uma


solução de sulfato de cobre, então alimentou-se o circuito com uma tensão de 4,0v.
Feito esses ajustes, foram realizadas medições com o eletrodo móvel do galvanômetro
até que se encontrasse os pontos onde a corrente elétrica fosse zero, indicando q o
eletrodo fixo e móvel estavam em uma mesma linha equipotencial. A montagem que
foi feita é a que indica o esquema da figura 1.

Figura 1 - eletrodos em barra

Fonte: www.fis.ufba.br
Os resultados das medições realizadas com a sonda móvel podem ser vistos no anexo
1, mostrando como se delineia as linhas de campo nesse caso.

Configuração 2

Nessa configuração foi utilizado dos eletros cilíndricos ambos com mesmas
dimensões. Então, procedeu-se com as medições coma sonda de prova com objetivo
de encontrar os pontos onde a corrente elétrica, medida pelo galvanômetro, fosse zero.
O esquema dessa montagem pode ser visto na figura 2, abaixo.

Figura 2 - Eletrodos cilíndricos

Fonte: Fonte: www.fis.ufba.br


Os resultados do mapeamento dos pontos de potencial zero dessa configuração
encontram-se no anexo 2.

Configuração 3

Nessa configuração foram utilizados um eletrodo em barra e um eletrodo cilíndrico.


Assim, seguindo o mesmo esquema das configurações anteriores buscou-se os pontos
onde o potencial fosse zero. O esquema dessa montagem pode ser visto na figura 3,
abaixo.
Figura 3 - Eletrodos cilíndrico-Barra

Os resultados do mapeamento dos pontos de potencial zero dessa configuração


encontram-se no anexo 3.

Configuração 4

Essa configuração consiste em utilizar dois eletrodos fixos em barra e terceiro eletrodo
fixo em forma de “L” na posição central do eletrodo positivo. Deste modo, obteve-se
a influência que um terceiro condutor pode causar nas linhas de campo. O esquema do
circuito pode ser visto na figura 4.

Figura 4- eletrodos fixos

Fonte: www.fis.ufba.br
Os resultados do mapeamento dos pontos de potencial zero dessa configuração
encontram-se no anexo 4.

5.0 CONCLUSÃO

Através dos estudos e dos experimentos realizados, pôde-se compreender que a


partir do galvanômetro d e zero central e do método de zero, é possível traçar
a família de equipotenciais de uma configuração eletrostática. Entende-se que se
dois ou mais pontos possuem o mesmo potencial, conclui-se que estes pertencem à
mesma linha equipotencial. Em cada caso do experimento, observa-se uma geometria
das linhas equipotenciais; tal fato é devido pelos motivos já explicados anteriormente:
horizontalidade da cuba e a homogeneidade da solução eletrolítica.

6.0 REFERÊNCIAS BILIOGRÁFICAS


1. HALLIDAY, David, RESNICK, Robert. Fundamentos de Física, 3ed., Rio de
Janeiro: Livros Técnicos e Científicos, Editora S.A, 1993. V.03, p.115-125.
2. Roteiro da prática: Experimento 04: Linhas equipotenciais. Departamento de Física
do Estado Sólido – Instituto de Física, Universidade Federal da Bahia, 2008.

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