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EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA …..

VARA CÍVEL DO FORO DA


COMARCA DE AMERICANA – SP.

CIBUS LTDA., pessoa jurídica de direito privado, inscrita no CNPJ/MF sob o n. (número), usuária
do endereço eletrônico (e-mail), com sede em Campinas-SP, em (endereço), neste ato
representada por seu advogado abaixo assinado, constituído nos termos do anexo
instrumento de mandato (doc. 01), com endereço em (cidade), (endereço), local onde
receberá intimações, vem, respeitosamente, perante Vossa Excelência, com fundamento nos
arts. 700 e seguintes do CPC, propor a presente

AÇÃO MONITÓRIA

em face de ULPIANO (sobrenome), (nacionalidade), (estado civil), comerciante, portador da


cédula de identidade RG n. (número), inscrito no CPF/MF sob o n. (número), usuário do
endereço eletrônico (e-mail), residente e domiciliado em Americana, em (endereço), pelas
razões de fato e de direito a seguir expostas.

I – DOS FATOS

A autora vem fornecendo há anos para o réu, comerciante em nome individual, vários
produtos de sua linha de fabricação.

Nos últimos seis meses, alegando problemas de ordem financeira, o réu tem deixado de pagar
as mercadorias compradas, prometendo fazê-lo assim que tiver o dinheiro disponível.

O débito, no entanto, chegou a R$ 100.000,00 (cem mil reais), sem contar os juros moratórios,
razão pela qual a indústria, mediante prévia constituição em mora, cessou o fornecimento e
pretende cobrar a dívida pretérita.

A autora não tem títulos aptos a instruir processo de execução contra o réu, pois recebia
deste, periodicamente, os pedidos escritos e emitia as correspondentes notas fiscais, faturas
para pagamentos à vista, sem sacar as duplicatas − até porque entregava as mercadorias em
uma transportadora que não cuidava de obter do réu, a quem as entregava, os respectivos
comprovantes de entrega.

Contudo, existe uma carta do réu, dirigida à autora (doc. 02), reconhecendo o débito e
pedindo prazo indefinido para quitá-lo.
Há, ainda, uma série de mensagens eletrônicas trocadas entre as partes com detalhes do
negócio e das condições comerciais a ele inerentes (doc. 03). Assim, tendo em vista a
existência da dívida que não foi paga pelo réu, não restou à autora alternativa senão propor a
presente demanda visando ao recebimento do seu crédito.

II – DO DIREITO

São claros os termos do art. 700 do CPC ao permitir àquele que pretender, com base em
documento escrito, o pagamento de soma em dinheiro, entrega de coisa fungível, infungível
ou de determinado bem móvel ou imóvel, assim como o adimplemento de obrigação de fazer.
Eis seu inteiro teor: “a ação monitória pode ser proposta por aquele que afirmar, com base em
prova escrita sem eficácia de título executivo, ter direito de exigir do devedor capaz: I – o
pagamento de quantia em dinheiro; II – a entrega de coisa fungível ou infungível ou de bem
móvel ou imóvel; III – o adimplemento de obrigação de fazer ou de não fazer”.

A autora possui um documento escrito no qual o réu reconhece expressamente o débito; não
restam dúvidas, portanto, quanto à procedência do pedido da presente ação para que aquele
pague o débito.

Nos dizeres do ilustre Professor Vicente Greco Filho:

“Prova escrita é a documental, não necessariamente o instrumento do negócio jurídico.


Podemos citar, entre outras: o documento assinado pelo devedor, mas sem testemunhas, os
títulos cambiários após o prazo de prescrição (…)”.8

Em caso semelhante ao presente assim entendeu o Egrégio Tribunal de Justiça Paulista:

APELAÇÃO. AÇÃO MONITÓRIA. DUPLICATA. APELANTE QUE NÃO NEGA A PRESTAÇÃO DOS
SERVIÇOS. CONSTITUIÇÃO DO TÍTULO EXECUTIVO JUDICIAL. A ação monitória é procedente. O
pedido da Apelada não veio amparado exclusivamente na duplicata, até porque se ela
estivesse formalmente em ordem, não seria o caso de monitória, mas, sim, de ação de
execução. O pedido veio amparado também na troca de e-mails entre as partes e onde a
Apelante reconhece o seu débito (…) (TJSP, APL 4009022-78.2013.8.26.0577, Ac. 8684210, São
José dos Campos, 38ª Câmara de Direito Privado, rel. Des. Eduardo Siqueira; j. 5-8-2015; DJESP
13-8-2015).
Portanto, estando comprovado o direito da autora, fica patente também o dever do réu de
cumprir sua obrigação no sentido de efetuar o pagamento do valor devido pela compra das
mercadorias.

III – DOS REQUERIMENTOS

Diante do exposto, com fundamento no art. 700 do CPC, requer seja expedido o competente
mandado de pagamento para que o réu pague o valor devido no prazo de 15 (quinze) dias, sob
pena de o mandado inicial ser convertido em mandado executivo, seguindo-se o procedimento
da fase de cumprimento de sentença.

Havendo pagamento no prazo, nos termos da lei, o réu estará isento do pagamento de custas
e honorários.

Na hipótese de o réu oferecer embargos, requer seja deferido à autora prazo para a
apresentação de sua impugnação e eventual produção de provas que se fizerem necessárias,
tais como depoimento pessoal do réu sob pena de confissão, oitiva de testemunhas, juntada
de novos documentos, expedição de ofícios, exames etc.

Requer, ainda, no caso de oposição de embargos, a condenação do réu ao pagamento de


custas, honorários advocatícios e demais despesas.

Considerando o procedimento especial da monitória, não é o caso de realização de audiência


de conciliação ou mediação.

Dá-se à causa o valor (dívida atualizada monetariamente) de R$ ….. (por extenso).

Nestes Termos,

Pede Deferimento.

Cidade, data, assinatura, OAB.

Anexo I – Demonstrativo de Débito Atualizado


Autor: CIBUS LTDA

Réu: ULPIANO

Valor principal: R$

Valor corrigido: R$

Valor com acréscimo de juros e multa: R$

Valor total: R$

Cidade, data, assinatura, OAB.