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KRIEDTE, P.

Camponeses, Senhores e Mercadores: A Europa e a economia


Mundial (1500 – 1800).

• Século XVI: Novo momento da economia europeia. Revolução dos preços


anunciava-se. A crise do final do medievo declinava, uma nova época de expansão
marítima e o início de um sistema capitalista mundial floresciam.

Apesar de toda evolução, o modo de produção feudal ainda dominava o


conjunto das forças produtivas e das condições de produção. Mesmo o capital mercantil
penetrando na sociedade feudal, ainda estava longe de extingui-la.

“Quando se fala de um modo de produção feudal em meados de


1500, tem-se em mente o predomínio de um tipo de produção
camponesa cuja organização assentava na família, assim como
apropriação, por parte da classe feudal, de grande parte do
produto agrícola obtido pelos camponeses”(pág 7).

A família camponesa continuava sendo a unidade-base da produção,


normalmente formada apenas pelo casal e seus filhos. Em raros casos a mão de obra de
fora da família era empregada. A família era condicionada pelo ritmo das estações,
semeava cereais, criava gado para fornecer o adubo e mover o arado. A terra era
adquirida por processo de sucessão. O camponês buscava equilíbrio entre o trabalho
exercido e suas necessidades básicas, caso ocorresse desequilíbrio, ele tentava alcança-
lo mediante maior esforço. Ou seja, o objetivo camponês não estava no valor de
troca, mas sim no valor de uso.

“A unidade central dentro do sistema econômico agrário, foi até


a Idade Média a grande propriedade senhorial, onde os
camponeses trabalhavam como servos e que, desde então, foi
substituída pela comunidade camponesa”(pág 8).

Esse núcleo dava proteção, controlava e mantinha certo equilíbrio social.

•Com o fim da Idade Média, os senhores feudais se retiraram do processo de


produção. Passaram a pagar mão de obra e essa evolução se deu: 1. Porque o grande
domínio senhorial dependia da economia camponesa, visto que sua produtividade era
bem mais baixa. 2. Porque se viram obrigados a renunciar ao trabalho servil e a
organização do trabalho que se baseavam para exploração direta ruiu.

Desde então os senhores apropriaram-se do produto excedente do


camponês, sobretudo através de renda pecuniária e renda em produtos. A renda em
trabalho tinha perdido seu significado.

O controle do processo de trabalho ficou sob total controle do camponês, assim a


relação entre a economia do camponês e do senhor limitava-se apenas a pagamentos de
transferência. O processo de produção e o processo de apropriação se encontravam
separados, nesse momento.
“A dinâmica do modo de produção feudal, que,
afinal visava mais a manutenção desse modo de
produção do que sua modificação e transformação,
refletiu-se nas flutuações seculares da economia
agrícola europeia”(pág.10).

Começa na Europa uma série de períodos de expansão econômica e de crises:

“Através dos dados dos preços dos cereais e de


dados de evolução demográfica, o auge da Alta
Idade média, que foi acompanhado pelo processo
de colonização e o ressurgimento das cidades,
terminou com a crise dos séculos XIV e XVA essa
crise seguiu-se a revolução dos preços do século
XVI, que por sua vez, resultou na crise do
XVII”(pág10).

As causas para esses altos e baixos podem ser buscadas em 3 fatores:


1.Relação população/recursos: Durante o período de prosperidade
havia uma relação de equilíbrio entre o crescimento demográfico e o crescimento
econômico, porém, esse equilíbrio deixou de existir. A quantidade de pessoas
aumentou, os camponeses começaram a lavrar terras marginais e comprometeram a
criação de gado, que deixou de fornecer o adubo, a produtividade do trabalho agrícola
baixou, o produto per capita baixou. Os camponeses começaram a tirar somente o
necessário para subsistência, mas se uma colheita ia mal, passavam fome. 2.
Mecanismos de taxação: Alterações das forças produtivas afetaram as
condições de produção. Com os senhores feudais se afastando do processo de produção,
as tensões entre as classes ficavam mais agudas e os preços subiam. Os tributos que os
camponeses tinham que pagar permaneciam constantes. Os camponeses conseguiam se
virar enquanto dava pra desbravar novas terras, mas com a estagnação dos
desbravamentos(falta de espaço) os camponeses se encontraram em péssimas condições.
Sempre que possível, a nobreza feudal cobrava mais impostos. Dessa forma, os
camponeses estavam sendo influenciados por uma dupla-pressão: a margem de
subsistência caiu e as ameaças de apropriação de suas terras aumentaram. A propiciação
para a crise aumentou e desencadeou uma série de crises de fome, oriundas das más
colheitas e condicionadas por fatores meteorológicos. QUESTÃO DOS CICLOS
LONGOS E BREVES DO MODO DE PRODUÇÃO FEUDAL - NÃO ENTENDI!
Com a diminuição da população camponesa por causa da fome, diminuía a renda da
nobreza, assim os camponeses podiam exigir a diminuição dos impostos abusivos. A
nobreza viu-se obrigada a seguir novos caminhos, como o da guerra, como tentativa de
redistribuição a força das receitas e cargos públicos. Neste ponto entra o Estado, que
como Estado feudal tinha força limitada perante a classe dominante. O sistema de
tributação do estado também foi atingido com a crise. Com a agudização da crise, esse
período chegou perto de seu fim, pois quando muitos morreram, houve possibilidade de
retração necessária para que o crescimento voltasse a ocorrer. 3. Fora do modo de
produção feudal, as 3 causas da supressão demográfica foram as epidemias: Peste
vinda através de mercadores vindos do oriente. Catástrofe demográfica em virtude da
peste potencializou a crise; guerras: nem as guerras travadas pelos estados nacionais
em formação e nem a pressão exercida pelos mecanismos de taxação estão sempre
ligadas com a diminuição da renda feudal, pelo contrário, isso era uma relação frouxa,
pois já existia certa autonomia por parte dos aparelhos do Estado. As forças do
processo histórico, do modo de produção feudal tiveram uma importância que não
podemos menosprezar.

Os altos e baixos devem ser atribuídos aos fatores mencionados. Desta forma
estabilizavam o modo de produção feudal, restabeleciam novo equilíbrio entre
população e recursos e redefiniam a relação entre as classes.

•Com as cidades surgidas na Alta Idade Média, constituiu-se lado a lado com a
produção agrária primitiva, uma área especializada de produção artesanal. Assim,
nasceu uma divisão do trabalho entre campo e cidades. Produtos agrários= campo;
Produtos manufaturados= cidades.

Camponeses continuavam produzindo para consumo próprio. Algumas funções


continuavam a pertencer ao campo por causa de suas características ligadas ao campo,
como a profissão de ferreiro.

“Condição fundamental para o aparecimento e


desenvolvimento das cidades e para a separação do
trabalho entre campo e cidade foi o excedente
demográfico e agrário nas regiões circundantes”(pag17).

O crescimento das cidades só ocorreu por causa do excedente de população dos


campos. O excedente agrário começa a tomar importância por causa da revolução
agrária que melhorou a produção de grãos, sendo assim capaz de alimentar as redes de
cidades formadas. Cidades nasciam intimamente ligadas ao campo. O sistema de
tributação feudal revela-se como o núcleo social e como condição da sua existência.

A unidade fundamental em que assentava a produção artesanal era, como no


campo, a família, porém mulheres e crianças não eram geralmente incluídas no meio de
produção. Mulheres cuidavam do lar, enquanto homens cuidavam das oficinas. Existia a
figura dos aprendizes, que faziam parte do núcleo família e habitavam quase sempre a
casa do mestre, onde recebiam alimentação. O pequeno mestre artesão da cidade
produzia produtos com valor de uso e não com valor de troca. Seu objetivo era a
aquisição de alimentos que lhes cabiam socialmente, e não a produção de
excedentes.

Nesta medida, trabalhador e meio de produção estavam intimamente ligados. Do


mesmo modo, não existia nas oficinas qualquer repartição do trabalho. Até estar
acabado, um produto passava nas mãos de apenas um artesão. A divisão do trabalho
dava lugar a uma exagerada divisão de ofícios. Cada profissional fazia um produto
específico. Esta divisão resultava em uma ineficiente repartição do trabalho, pois um
único operário raramente era hábil para fabricar produtos variados e manter o mesmo
nível de qualidade. Os vários operários encontravam-se organizados em
corporações, que tinham por finalidade a regulamentação e do trabalho para o
interior e monopolização para o exterior. Controlavam rigidamente pra não haver
diferenciação por um poder de capital, oriundo de acumulação. Seu maior objetivo
era o equilíbrio social, às vezes, em detrimento ao crescimento econômico.

A cidade era centro de produção artesanal de artigos e mercado ao mesmo


tempo. Cabia a cidade a tarefa de coordenar e organizar a economia comercial resultante
da divisão do trabalho. Excetuando os casos que o produtor podia vender ao
consumidor, eram os mercadores que faziam a ponte entre os dois outros personagens e
daí retirava seus lucros, na medida que vendiam os produtos mais caros do que
compravam. ACUMULAÇÃO DO CAPITAL. Sempre pensavam em ampliar o
negócio, pois assim podiam retirar mais lucros mesmo pagando os devidos encargos de
distribuição.

Valor de uso Valor de troca

“Embora o mercador não menospreze o lucro alcançado,


sempre visa o lucro futuro”.(pag20)

•A esfera da produção não é mais a primordial, mas, sim, a da circulação. A valorização


e a acumulação do capital mercantil constituíram, até a industrialização, o elemento
determinante na evolução da economia não agrária. Para o que contribui uma série de
motivos, tais como: Baixa capacidade de produção e acumulação do trabalho artesanal;
rígido controle das corporações e a divisão do trabalho, que era diferente, feita em ofício
não eficaz. O comércio era então a área dos lucros gigantescos.

O processo de acumulação do capital já apresentava traços capitalistas , mas os


condicionalismos típicos do sistema feudal ainda o demarcavam. A cidade e o capital
mercantil continuavam ligados ao modo de produção feudal, pois ainda se apoiavam na
classe produtiva, que eram os camponeses. Em relação a produção, o capital mercantil
se comportava de forma semelhante a dos senhores feudais. Ocorria processo de
refeudalização com os mercadores, que após algumas gerações no comércio, viravam as
costas para a profissão e adquiriam propriedades no campo. O capital mercantil
transformava-se em capital fundiário.

•A dinâmica da produção artesanal e do comércio (já admite essa atividade)


acompanhava a dinâmica do setor agrário, sem se identificar com essa última. Tirando o
comércio de produtos agrários, os setores de comércio não agrário sofreram pouco com
as crises seculares.
Capítulo 2. A crise do século XVII

-Revolução dos preços do século XVI culmina na crise do século XVII. Alternância
sempre vista nos ciclos de crise, pois quando há demasiada expansão, a tendência é que
o próximo período seja de retração.

Alguns países sofreram mais fortemente os efeitos da crise do XVII: Espanha e Itália
declinaram fortemente. Alemanha (muito prejudicada pela guerra dos trinta anos,
praticamente trava em seu território, apesar de ter envolvido diversos países da Europa,
com forte viés religioso – protestante x católicos) perde território pra França, que por
sua vez, perde território para a Inglaterra, uma das menos afetadas.

2.1 Estagnação e crise demográfica

Como mostra o gráfico 16: A parte da Europa central, Ocidental e do sul sofreu muito
com a crise e encontrou fim abrupto da expansão do século XVI. A parte a norte e
noroeste encontrou com a crise na segunda metade do século XVII, após ter relativo
crescimento na primeira metade do século.

•O início do declínio demográfico se encontra em fatores como Guerras, fome e


epidemias. Mas também em outros fatores tais como: Guerra dos 30 anos, Guerras
Nórdicas, crise malthusiana (Preocupado com os problemas gerados pela explosão
demográfica, elaborou a teoria da população. Segundo esta, a população cresce em PG e
a produção de alimentos em PA. Essa desproporção acarreta em guerras, fome e
epidemias. Estes fatores restauram o equilíbrio. Também aborda o controle de
natalidade como mecanismo de regulação), e crise social.

- CRISE MALTHUSIANA: População tenta controlar a natalidade, mas só surte efeito


mais tarde. Com isso, coube às crises de fome regular a situação.

- CRISE SOCIAL: Se dá pelo fato da população ter decrescido muito além do equilíbrio
que é necessário entre população/recursos.

Regiões de grande densidade demográfica e que possuíam pequenas indústrias rurais,


não adotaram esse tipo de controle de natalidade, pois encontravam ganha-pão nas
indústrias domiciliárias rurais. Casamento e trabalho fixo perderam ligação. Para se
reproduzir, não era mais necessária a herança. Trabalhar na pequena indústria caseira
pressupunha constituir família, pois mulheres e filhos eram indispensáveis no processo
de produção. “Mecanismos de controle cuja validade era cada vez menor, aliados aos
imperativos de um modo de produção que o capital mercantil instalara no campo,
fizeram com que a idade de casamento baixasse e estimulasse o crescimento
demográfico” (pg102).
2.2 A agricultura: Crise e recomeço

•Queda nos preços dos cereais; os salários reais sofreram um aumento, mas que não
compensava a quebra desastrosa do século XVI, oriunda na fartura de mão de obra
encontrada. A economia agrária mergulhou em crise. A renda das terras baixou,
arrastando os preços dos solos. Fim do desbravamento de terras virgens. Produto agrário
sofre baixa de até ¼.

-A produção seguiu outra direção. Campos de cultivo foram convertidos em pastagens.


Regiões inférteis que no século XVI foram exploradas, voltaram a dar lugar para
pastagens e prados, fomentando a volta da criação de ovelhas e de outros gêneros em
detrimento dos cereais. Assim, deu-se uma redução no intercâmbio internacional de
produtos, como os cereais. Comércio de gado também retrocedeu em alguns países.

→Com a crise do XVII, a diferença entre a Europa oriental e o restante do continente


aumentou. Inglaterra fazia agricultura voltada para o comércio, na Europa oriental,
ocorria uma segunda onda de servidão.

Inglaterra: conseguiu se sair melhor na crise, em relação a agricultura, do que os


demais países, pois conseguiu fazer a agricultura de alternância de produtos. Gado
volta a ser criado melhor, o que fornece mais adubo. Assim, as terras estavam mais
férteis. Conseguiram separar bem por regiões, de acordo com o clima, o que deveria ser
cultivado. Solos pesados e mal drenados = gado e laticínios; Solos leves e adequados =
cereais. Dissolução do antigo sistema de campos comunitários: A terra precisava ser
cercada (enclosure). Decréscimo do rendimento agrícola, fortes flutuações de preços e
pesadas cargas tributárias conduziram os camponeses a uma situação que a venda de
suas terras aos landlords era a única opção. Os grandes landlords se beneficiavam com
essa situação. Depois da ampla expropriação dos camponeses, o que mais marcou a
sociedade agrária inglesa foi a sua divisão em landlords, rendeiros que exploravam as
terras com fins comerciais e trabalhadores rurais.

Leste da Europa: Processo de refeudalização se intensificou por causa da guerra dos


30 anos, guerras nórdicas e emigração para a zona da terra negra, na Rússia. Segunda
servidão virou o sistema jurídico vigente, assim desapareceu a diferença entre o criado
que não era livre e o camponês livre de dispor de sua pessoa. A prestação de trabalho
servil já não era raridade (6 dias de trabalho servil por semana).

2.3 Protoindustrialização e capitalismo mercantil.

Divisão entre Norte e Sul na Europa: Inglaterra e Holanda dominando o Báltico e o


mar do Norte com comércio de bens de consumo, enquanto Portugal e Espanha, no
espaço mediterrâneo, continuavam com seus comércios tradicionais de cereais e
especiarias. Esse fato contribui para que impulsionasse as condições feudais de
produção. Holanda e Inglaterra se beneficiaram com o comércio intercontinental com as
Américas, quando o novo mundo começou a figurar como fiel da balança no contexto
da venda de açúcar, no século XVI. No XVI, Holanda tomava conta do comércio no
báltico, no mar do norte e no atlântico, com a Inglaterra a seguindo que lhe dava “uma
faceta moderna, caracterizada pelo intercâmbio de bens de consumo de massa, embora,
como concorrente e sucessora de Portugal nas águas asiáticas, se tivesse mantido ainda
muito presa ao sistema colonial do século XVI. Foi a Inglaterra que encerrou esse
processo. Criou-se, assim, uma das condições preliminares para que este país pudesse
ser o primeiro a entrar numa fase de crescimento industrial”(111).

-Comércio internacional se transforma, junto a isso, a região do Leste europeu e do sul


da Europa, não conseguiram acompanhar essas mudanças que eram encabeçadas pelos
países do norte europeu. Assim, a crise acertava em cheio tanto o leste quanto o sul da
Europa, enquanto a parte do norte, principalmente Inglaterra e Holanda, logo após,
seguidas pela França, se transformavam em metrópoles do capital mercantil. Espanha,
Portugal, Itália, Alemanha, países nórdicos e Leste Europeu em pesada crise. Inglaterra,
Holanda e França saindo-se melhor que os outros.

-Setor têxtil mergulhou na crise tanto na Espanha quanto na Itália. Inglaterra e Holanda
também dominavam esse tipo de comércio, pois tinham produtos mais baratos.
Quantidade de manufaturas do ramo têxtil crescia vertiginosamente. “As indústrias
espanholas que não estavam à altura da concorrência estrangeira foram vítimas de uma
divisão internacional do trabalho que começou a separar os vários estados em países
fornecedores de matérias-primas por um lado, e países industrializados, de outro”(114).

- “Na Europa central e ocidental, a economia manufatureira embora igualmente atingida


pela crise, encontrou uma resposta adequada para elas: o alargamento ao campo da
produção industrial de mercadorias”. (114)

“A crise das indústrias citadinas, orientadas para exportação, deve ser vista no contexto
de uma implantação mais alargada da produção de produtos manufaturados a que no
século XVII o capital mercantil dera um impulso ainda maior”.(116)

-No século XVI a subocupação do campo tornara-se, no século XVI, um grave


problema social. Embora no XVII a pressão demográfica tivesse atenuado, a situação da
agricultura, cada vez mais acentuada, não permitia que no campo o processo de
acumulação e desacumulação se estabilizassem, antes pelo contrário, contribuiu para a
sua maior desestabilização.

-Fatores que levaram o capital mercantil a aproveitar o potencial que representava a


mão de obra existente no campo:

1 – Numa época em que os salários nas cidades subiam, parecia evidente que se
deslocasse a produção para o campo, pois lá eram mais baixas, pois os pequenos
artífices dos campos eram desprotegidos e ficavam a mercê das exigências dos patrões,
visto que não dispunham de corporações que faziam essa proteção ao trabalhador.
Ainda podiam, ao contrário dos artífices das cidades, recorrer a toda a mão de obra da
família, sem remuneração além daquela paga ao responsável pelo trabalho.
2 – Os trabalhadores urbanos não mantinham seus vencimentos elásticos quanto a
ofertas, mantidas assim pelas próprias corporações. “Nos casos em que a economia
urbana havia sido duramente atingida pelos reflexos da guerra, tornou-se ainda mais
imperiosa para o capital mercantil a necessidade de recorrer ao potencial produtivo
rural.

-As indústrias domiciliárias: competia garantir a elasticidade da oferta de mão de obra


da qual a proto-industrialização, como sistema virado para expansão, necessitava.

Resumo para na página 118.