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MÁQUINAS TÉRMICAS

Aula 3
Turbinas de potência
• Ondas de choque
• Escoamento do vapor em Bocais
• Elementos das Turbinas a Vapor
• Triângulos de Velocidade em Rotores
• Rendimento de uma Central a Vapor

Prof. Marcio Leme – UFLA/DEG


• Velocidade do som e número de Mach

 
V V 0
p  p 
c p 
c  velocidade do som
h  h h
   

 
Conservação da massa: Ac  (    )A( c  V ) ou: c     V  0

 
c2 ( c  V )2
Conservação da energia: h  h  h  ou: h  cV  0
2 2
p p
Segunda lei, processo isentrópico: Ts  h  0 ou: h 
 

Combinando as três equações:   p    p 


c 2  lim 0   ou: c  
  s    s
  p 
Velocidade do som em gases ideais c  
   s

p1
Equação de estado: p
 RT Processo isentrópico: p k
 1k

 p   p1  (k 1)  p
Efetuando a derivada indicada:     k  k

k
   s  1   

Obtém-se uma expressão para o cálculo da  p


c  k  kRT
velocidade do som num gás ideal 

Número de Mach V
M 
c
M  1 escoamento supersônico
M  1 sônico
M  1 escoamento subsônico
Vídeo
Escoamento do Vapor em Bocais

p/ um Gás Ideal: 𝑃𝑉 𝑦 = 𝑐𝑡𝑒

O vapor não é um gás ideal! Correção:


n = 1,135 p/ vapor saturado
𝑃𝑉 𝑛 = 𝑐𝑡𝑒
n = 1,3 p/ vapor superaquecido

𝑋
p/ vapor úmido: 𝑛 = 1,135 +
10
(relação de Zeuner)
Escoamento do Vapor em Bocais
Boca: entrada + garganta + saída.

A velocidade através de um bocal é uma função do diferencial de pressão.


Da equação da Energia têm-se:
Escoamento do Vapor em Bocais
- À medida que a pressão de saída diminui, a velocidade aumenta.
- Eventualmente, um ponto é alcançado, chamado de taxa de pressão
crítica, onde a velocidade é igual à velocidade do som no vapor.
- Qualquer redução adicional em a pressão não produzirá mais aumentos
na velocidade. A temperatura, pressão e densidade são chamados de
crítica.

A taxa de pressão crítica é de aproximadamente 0,545 para o vapor


superaquecido.
Escoamento do Vapor em Bocais

Quando a pressão de saída é projetada para ser maior que a pressão crítica,
pode ser usado um bico convergente simples.
Em um bocal convergente, mostrado na figura abaixo, a área da seção
transversal da saída e a área da seção transversal da garganta são iguais.
Escoamento do Vapor em Bocais
A operação de um bico convergente não é prática em aplicações de alta
pressão. Neste caso, o vapor tende a se expandir em todas as direções e é
muito turbulento. Isso causará maiores perdas de fricção à medida que o
vapor flui através das lâminas móveis.

Para permitir que o vapor se expanda sem turbulência, o bocal


convergente-divergente é usado. Neste tipo de bico, a área da seção da
garganta até a saída aumenta gradualmente, como mostrado na Figura.
Escoamento do Vapor em Bocais

O tamanho da garganta e o comprimento da seção divergente de cada


bocal devem ser projetados especificamente para a relação de pressão para
a qual o bocal será usado.

A temperatura na garganta, isto é, a temperatura crítica, pode ser


encontrada a partir de tabelas de vapor no valor de Pc e sc = s1. A
velocidade crítica é dada pela equação:
Escoamento do Vapor em Bocais
EFICIÊNCIA DE UM BOCAL:

O processo de expansão é irreversível devido ao atrito entre o fluido e as


paredes do bico e a fricção dentro do próprio fluido. No entanto, ainda é
aproximadamente adiabático como mostrado na Figura abaixo. 1-2’ é a queda
de entalpia isentrópica e 1 a 2 é a queda de entalpia real no bocal. Então, a
eficiência do bocal é definida como
Exercício 1
Vapor seco saturado a 2 MPa entra num bocal de vapor e deixa a 0,2 MPa.
Encontre a velocidade de saída do vapor e seu título. Assuma expansão
isentrópica e negligencie a velocidade de entrada.
Exercício 2
O vapor seco saturado é expandido em um bocal de 1,3 MPa para 0,1 MPa.
Suponha que a perda por atrito no bocal seja igual a 10% da queda total de
entalpia; calcule a massa de vapor descarregada quando o diâmetro de saída do
bocal é de 10 mm.
Exercício 3
Vapor a 7,5 MPa e 500°C se expande através de um bocal ideal até uma
pressão de 5 MPa. Qual área de saída é necessária para acomodar uma vazão
de 2,8 kg/s? Negligencie a velocidade inicial do vapor e assuma expansão
isentrópica no bocal.
Exercício 4
Considere um bocal convergente-divergente em que o vapor entra a 0,8 MPa e
deixa o bocal a 0,15 MPa. Assumindo uma expansão isentrópica e o índice n =
1,135, encontre a proporção da área da seção transversal (a área na saída e a
área na garganta) para a vazão máxima.
Elementos das TV
Triângulo de Velocidades
Triângulo de Velocidades
Triângulo de Velocidades
Triângulo de Velocidades
Triângulo de Velocidades
Triângulo de Velocidades
Triângulo de Velocidades
Triângulo de Velocidades
Triângulo de Velocidades
Triângulo de Velocidades
Triângulo de Velocidades
Triângulo de Velocidades
Triângulo de Velocidades
Triângulo de Velocidades
Exercício 5 - Triângulo de Velocidades
Exercício 1 - Triângulo de Velocidades
Exercício 1 - Triângulo de Velocidades
Exercício - Triângulo de Velocidades
TURBINA AXIAL de um único estágio
Diagrama termodinâmico para um estágio da turbina axial
p 01 p02 p1
01 02
h01 , h02
V12 2
h1 1
Palhetas
p2 V22 2 fixas

h2 2
p03
h2′ 2’ 03
h03 Palhetas
p3 móveis
V32 2
h3
h3" 3 hreaq
h3' 3”
3’
s1 s2 s3 s
Equações termodinâmicas para a turbina axial

𝑾𝒆𝒔𝒕á𝒈𝒊𝒐 = 𝒎(𝒉𝟎𝟏 − 𝒉𝟎𝟑 )

h01  h03
estágio  𝑾𝒆𝒔𝒕á𝒈𝒊𝒐 = 𝒎η𝒆𝒔𝒕á𝒈𝒊𝒐 (𝒉𝟎𝟏 − 𝒉𝟎𝟑 )
h01  h03'

(h2 - h3 ) Estágio de ação: R=0


grau de reação  R 
(h01 - h03 )
Estágio de reação: R=1
n

 h real
total  1 n=número de estágios da turbina
hi sen trópico ,total
n
Observar que normalmente é:  h
1
i sen trópico ,estágio  hi sen trópico ,total

Por tanto: total  estágio


Triângulo de velocidades - Turbina axial
U
 tan  2  tan 2
Va 2
𝑽𝟏  tan 3  tan  3
𝑽𝒂𝟏
𝑽𝒖𝟐
𝑾𝒖 = 𝝎𝑴𝒖 = 𝒎𝝎(𝒓𝟐 𝑽𝒖𝟐 + 𝒓𝟑 𝑽𝒖𝟑 )

r2  r3
𝑽𝒂𝟐
𝑽𝟐
𝑾𝒖 = 𝒎𝑼 𝑽𝒖𝟐 + 𝑽𝒖𝟑

Vu 3 = 𝒎𝑼(𝑽𝒂𝟐 𝒕𝒂𝒏𝜶𝟐 + 𝑽𝒂𝟑 𝒕𝒂𝒏𝜶𝟑 )

Para velocidade axial constante


𝑽𝒂𝟑 𝑽𝟑 através do estágio:
Va2  Va3

𝑾𝒖 = 𝒎𝑼𝑽𝒂 (𝒕𝒂𝒏𝜶𝟐 + 𝒕𝒂𝒏𝜶𝟑 )


Elementos TV
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Perdas por fugas
Estas perdas estão relacionadas com a fuga do vapor através dos selos labirínticos
do diafragma do estágio e na seção de fluxo nos labirintos das fitas de recobrimento das
palhetas móveis.

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Rendimento térmico

Rendimento térmico: Para o ciclo equivalente de Carnot, com temperatura


média termodinâmica, T1m, (fornecimento de calor ao ciclo) e com a
temperatura média termodinâmica, T2m, (rejeição de calor do ciclo), indica o
possível limite do rendimento da transformação do calor em trabalho
mecânico para níveis de temperaturas dados e processos ideais em todos
os elementos da planta.
Esquema térmico simplificado de uma instalação de
turbina a vapor

T2 m
t  1 
T1m
Rendimento das instalações de turbinas a vapor
Rendimento das instalações de turbinas a vapor
Welet
r.elet   ri  mec  g
Wa   
Wi W
e Welet
Wa Wi We
Evolução

1- unidades comerciais; 2- unidades 64


piloto