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INTITUTO FEDERAL DA PARAÍBA

CAMPUS CAMPINA GRANDE

Danilo Lucena
Hélida B. Oliveira
Wallyton Caio
Wemilly Elias

A GEOGRAFIA POLÍTICA E GEOPOLÍTICA


NACIONALISMO E FORMAÇÃO DOS ESTADOS NACIONAIS

Campina Grande, PB
2018
INTRODUÇÃO

No século XIV, a Europa Ocidental foi afetada por uma crise generalizada, que
trouxe fome, epidemias, revoltas e guerras, no campo e nas cidades, abalando
profundamente o sistema feudal. Em dificuldades a nobreza procurou apoio nos reis, o mais
alto suserano da hierarquia feudal, com o objetivo de obter ajuda para submeter os
camponeses e garantir suas propriedades.
Acompanhando a progressiva centralização do poder dos reis, formou-se na Europa
as monarquias ou Estados nacionais unificados, que eram países de superfície territorial
variável, englobando populações de tradições, língua e passado histórico comuns,
formando mais tarde a formação dos estados.
A geografia política e Geopolítica
Nacionalismo e formação dos estados nacionais

O termo “Estados Nacionais” costuma ser utilizado para designar o resultado da dinâmica
política e econômica que levaria a uma nova formulação de Estado nos reinos europeus,
possibilitando o fortalecimento e subsequente centralização do poder real.

Os Estados nacionais ou Estados-Nação surgiram no período conhecido como Baixa Idade


Média, entre os séculos XI e XIV, após a quebra do desejo da Igreja de Roma de unificar o
continente sob sua direção, porém os povos europeus se juntaram em torno de um líder
para unificar as regiões e construir o mapa europeu da época. Esses estados foram criados
a partir de um processo de industrialização com recursos de divisão territorial internacional,
estipulando uma nova disposição política e geográfica.

Características dos Estados nacionais

– poder centralizado na mão do rei;

– dependência da nobreza feudal que passa a ser nobreza cortesã;

– acordo entre o rei e a burguesia;

– unificação de pesos e medidas;

– moeda nacional;

– exército nacional.

Monarquias Absolutistas

Nos diferentes países da Europa onde houve a implantação do Absolutismo, o monarca


estendeu o se poder através de acordos com representantes dos setores sociais mais
importantes. Diversos acordos foram feitos coma a Igreja Católica, tentando transformar os
fiéis em subordinados obedientes. Ao mesmo tempo, alguns nobres arruinados eram
mantidos pelo Estado e passaram a fazer parte da base política do rei absolutista.

Em um momento importante das relações comerciais pela Europa e dessa com as demais
regiões do mundo, o monarca absolutista se importante da mesma forma em conseguir
apoio da burguesia comercial. Esta considerou a aliança com o rei um fator importante para
a unificação dos mercados e a abertura de rotas comerciais pelo mundo, fato importante
para o crescimento dos lucros.

Além do apoio das classes sociais, O Estado absolutista foi impulsionado pelas teorias
desenvolvidas por pensadores da época. O inglês Thomas Hobbes buscou adotar o
absolutismo real em sua obra Leviatã. Nela, Hobbes afirma ser fundamental a realização de
um acordo social entre o rei e seus súditos, para que estes últimos concedam sua liberdade
para os reis, que em troca de uma sociedade pacífica.

Destacando as relações entre Estado e Igreja, o integrante do clero francês Jacques


Bossuet adotava a ditadura monárquica como se ela fosse um produto da vontade divida.
Desse modo, o poder do rei era visto como um direito deferido por Deus e, por isso, não
poderia ser questionado.

De uma forma geral, as monarquias absolutistas dominaram a Europa durante toda a Idade
Moderna. Sua estrutura começou a desaparecer conforme diversos grupos sociais
começaram a exigir o instituto de organizações políticas mais liberais. Nesse processo de
queda do Absolutismo, as Revoluções Inglesas do século XVII e a propagação dos ideais
iluministas se manifestaram como acontecimentos essenciais. E como sinal dessa crise, a
Revolução Francesa, onde o Absolutismo passa a ser reconhecido como Antigo Regime.

Um Estado nacional contemporâneo tem como princípio realizar a soberania política e


militar dentro de um determinado território delimitado por fronteiras que definem quando
termina um território e inicia outro.

O Estado nacional é também chamado de Estado-Nação, leva em consideração as pessoas


que vivem no território e que possuem características singulares segundo a sua identidade
(língua, religião, moeda, hino do país etc.) cultural, histórica, étnica, colocadas em prática
dentro do estado.

Os Estados-Nações, ou propriamente dito países, surgiram principalmente no fim do século


XVIII início do século XIX. Foram constituídos a partir do processo de industrialização
original e/ou clássica com mecanismo de divisão do espaço geográfico internacional,
estabelecendo uma nova configuração política e espacial, tudo isso é fruto da burguesia e
revolução industrial que contribuiu para proteger o mercado de um determinado território.

Nesse contexto, quem não realizasse medidas de proteção de mercado seria incapaz de
competir com produtos ingleses, então era preciso fechar o mercado. A proteção de
mercado não devia se limitar apenas a fiscalizar as fronteiras, ou taxar produtos, mais do
que isso, era preciso constituir sentimentos de amor à pátria (nacionalismo) em seu povo.

O nacionalismo e/ou patriotismo passou a ser desenvolvido através de vários meios, como
a escola era pública e obrigatória ela conseguia atingir uma grande quantidade de crianças,
as forças armadas antes constituídas por mercenários passou a aceitar somente pessoas
de mesma língua e com afinidade com o país, outras maneiras de consolidação do
sentimento nacionalista eram retratadas nas obras literárias, folclores, tradições, culinária,
datas comemorativas, modos de vestir e etc.

A concepção do Estado nacional ocasionou divergências entre reis e imperadores, no


século XVI e XVII, no XIX entre igreja e nação, e entre senhores feudais e o estado.

Posteriormente aos conflitos, o estado foi consolidado superando as ideologias e interesses


da igreja e dos senhores feudais, assim promoveu a centralização do poder, e essa dava
direito de representação da nação.
Mesmo com a vitória política do Estado-Nação ainda existem países que não detêm uma
hegemonia de nacionalidade e de língua, como, por exemplo, Canadá, Suíça, Rússia entre
outras.

O nacionalismo é um conceito desenvolvido para a compreensão de um fenômeno típico


surgido nesses séculos (XIX)
a ascensão de um certo sentimento de pertencimento a uma cultura, a uma região, a uma
língua e a um povo (ou, em alguns dos argumentos nacionalistas, a uma raça) específicos,
tendo aparecido pela primeira vez na França comandada por Napoleão Bonaparte e nos
Estados Unidos da América. Tal fenômeno passou a ser assimilado pelas forças políticas
que haviam absorvido os ideais iluministas de rejeição do Antigo Regime absolutista e que
procuravam a construção de um Estado nacional de viés democrático e constitucional, no
qual seus membros fossem cidadãos, e não súditos do rei.

Nesse sentido, o sentimento nacional do século XIX alcançou a condição de ideologia


política. Diferentemente dos Estados nacionais europeus que se formaram nos séculos XVI
e XVII, os Estados Nacionais do século XIX identificavam sua soberania no contingente de
cidadãos que compunham a nação, e não na figura do monarca. Por esse motivo, a
tendência ao regime político republicano tornou-se comum nesse período.

Além dessas características, há também um elemento indispensável para o entendimento


do nacionalismo: a formação do exército nacional por cidadãos comuns, e não por
aristocratas e mercenários, como ocorria nos Estados absolutistas. O exército napoleônico
foi o primeiro grande exército nacional composto por pessoas que lutavam pela “nação
francesa” e identificavam-se como membros de um só “corpo nacional”, de uma só pátria.

Com Napoleão Bonaparte nasceu o exército nacional francês, um elemento imprescindível


para a composição da ideologia nacionalista
Com Napoleão Bonaparte nasceu o exército nacional francês, um elemento imprescindível
para a composição da ideologia nacionalista

Sendo assim, o nacionalismo, desenvolvido no século XIX, compreendeu um conjunto de


sentimentos, ideias e atitudes políticas que resultaram na formação dos Estados-nações
contemporâneos. Acompanham a formação desses Estados-nações as noções de
soberania e de cidadania, garantidas por uma Constituição democrática. Além disso,
noções como “povo”, fronteiras nacionais e herança cultural (incluindo a língua) dão suporte
para a ideologia nacionalista. Processos históricos como a Unificação Italiana e a Unificação
Alemã derivaram dessa ideologia.

Entretanto, o desenvolvimento dessa forma de organização política combinado com o


advento das massas (grande aglomerado de pessoas em centros urbanos), que foi
provocado pela Revolução Industrial, culminou, nas primeiras décadas do século XX, na
Primeira Guerra Mundial e, posteriormente, na ascensão de regimes totalitários de viés
nacionalista extremista, como o nazismo e o fascismo. As teorias racistas e defensoras da
superioridade da raça ariana (branca) e da escolha do povo alemão como um povo
encarregado de construir um império mundial, elaboradas pelo nazismo, foram variantes
catastróficas da ideologia nacionalista.
CONCLUSÃO

Com base neste trabalho observa-se que os estados nacionais surgiram da


unificação dos feudos principalmente pela Europa, tinha como características o
poder centralizado no rei, moeda nacional dentre outros;
O conjunto dessas condições permitiu a formação das nações centralizadas.
Cada nação com sua língua, costumes e religião comuns conquistou a delimitação
de seu respectivo território, sobre o qual o rei exercia um poder nacional. Há uma
estreita relação entre o desenvolvimento econômico europeu, principalmente da
atividade comercial, e a centralização do poder real.
REFERÊNCIAS

LEITURAS DA HISTÓRIA. Formação dos Estados Nacionais. Disponível em:


<http://leiturasdahistoria.uol.com.br/formacao-dos-estados-nacionais/>. Acesso em: 30 de
janeiro de 2018.

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