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Conceitos de Motivação

Para (Lieury & Fenouillet, 2000, p.9) motivação é o conjunto de mecanismos biológicos
e psicológicos que possibilitam o desencadear da ação. Já (Bzuneck, 2004, p.9) afirma
que a motivação é entendida, ora como fator psicológico, ou conjunto de fatores, ora
como um processo. Levam a uma escolha, instigam, fazem iniciar um comportamento
direcionado a um objetivo

A motivação tem sido entendida, quase sempre, como aquilo que leva o sujeito a
esforçar-se numa determinada atividade. Contudo, como sublinha Pinder (1984), o
esforço pode ser concebido como uma consequência e não como um sinónimo de
motivação.

A definição mais consensual de motivação no trabalho é aquela em que a motivação é


concebida como força que opera no interior das pessoas e que determina a direção do
seu comportamento, o seu nível de esforço e de persistência, quando o
comportamento não está sujeito a fortes pressões e limitações situacionais (Kanfer,
2008).

Como acentuam Latham e Pinder (2005), trata-se de um processo psicológico que


resulta da interação entre o indivíduo (necessidades, valores, cognições, interesses,
objetivos, etc.).

De acordo com Bergamini (1997a) a motivação cobre grande variedade de formas


comportamentais. A diversidade de interesses percebida entre os indivíduos permite
aceitar que as pessoas não fazem as mesmas coisas pelas mesmas razões. É dentro
dessa diversidade que se encontra a principal fonte de informações a respeito do
comportamento motivacional.

No entanto, é imprescindível enfatizar que a tarefa da organização não é a de motivar


as pessoas que nela trabalham. Até porque isto é impossível, levando-se em
consideração que a motivação é um processo intrínseco; íntimo para cada pessoa. No
entanto, a organização pode e deve criar um ambiente motivador, onde as pessoas
devem buscar satisfazer suas necessidades próprias (ARCHER, 1997).

Assim sendo, motivação pode ser entendida como tudo aquilo que está relacionado
com os processos responsáveis pela ativação de comportamentos (satisfação de
necessidades), pela direção (escolher uma ação de entre várias possíveis), pela sua
intensidade (nível de esforço) e pela sua duração (persistência na ação).

ARCHER, Earnest R. O mito da motivação. In BERGAMINI, CECÍLIA W. e CODA,


Roberto. Psicodinâmica da vida organizacional: Motivação e Liderança. 2ª ed. São
Paulo: Atlas, 1997.

BERGAMINI, Cecilia Whitaker. Motivação: mitos, crenças e mal-entendidos. In:


BERGAMINI, Cecília W.; CODA, Roberto (Org). Psicodinâmica da vida organizacional:
motivação e liderança. 2. ed. São Paulo: Atlas,1997a. p. 69-93.

Bzuneck, J. A. (2004). A motivação do aluno: aspectos introdutórios. Em: E.


Boruchovitch e J. A. Bzuneck (Orgs.) A motivação do aluno, 3ª. Edição, pp. 9-36.
Petrópolis: Vozes.

Kanfer, R., Chen, G., & Pritchard, R. D. (2008). The three c's of work motivation:
Content, context, and change. In R. Kanfer, G. Chen & R. D. Pritchard (Eds.), Work
motivation. Past, present, and future (pp. 1-16). New York: Routledge.

Latham, G.P. & Pinder, C.C. (2005). Work motivation theory research at the down of
the twenty-first century, Annual Review of Psychology, 56, 485-516

Lieury, A. & Fenouillet, F. (2000). Motivação e aproveitamento escolar. Tradução de Y.


M. C. T. Silva. São Paulo: Loyola. (trabalho originalmente publicado em 1996).

Pinder, C. (1984). Work motivation: theory, issues and applications. NEW YORK?
HarperCollins.