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Políticas e Gerenciamento de Destinos

Turísticos
Aula 02
Marco Regulatório do Turismo no Brasil – Estruturação e
Funcionamento
Objetivos Específicos
• Conhecer a legislação incidente no setor de Turismo.

Temas

Introdução
1 Lei Geral do Turismo: regulamentação e demais legislações do turismo
2 O turismo e sua interface com demais ramos do Direito
3 Desafios e perspectivas do aprimoramento legal da atividade no Brasil
Considerações finais
Referências

Professor Autor
Joandre Antonio Ferraz
Políticas e Gerenciamento de Destinos Turísticos

Introdução
Nesta aula trataremos do Marco Regulatório do Turismo no Brasil, desde sua instituição,
com o Decreto-Lei nª 55, de 18/11/1966, que conceituou a Política Nacional do Turismo,
criou o Conselho Nacional de Turismo – CNTur, para sua formulação, coordenação e direção,
e a Empresa (hoje Instituto) Brasileiro de Turismo – EMBRATUR, para sua execução.

O foco dessa política foram os incentivos fiscais para a construção, ampliação ou reforma
de hotéis, obras e serviços de finalidade turística, que, na prática, ficaram restritos ao
parque hoteleiro, respondendo pela metade dos investimentos que duplicaram a capacidade
instalada no país em pouco mais de 10 anos, entre 1966 e 1980.

Tal foco foi ampliado em 1977, com a instituição das áreas especiais e locais de interesse
turístico e a extensão do registro e controle, até então restritos às agências de turismo as demais
atividades turísticas, complementada por decretos regulamentares sobre meios de hospedagem,
transportadoras turísticas e organizadoras de eventos, e resoluções normativas do CNTur.

Só que as normas sobre áreas especiais e locais de interesse turístico (patrimônio


turístico), foram pouco aplicadas e, hoje, sequer são conhecidas pelo Ministério do Turismo
– responsável, em tese, por sua implementação; os incentivos fiscais foram extintos,
permanecendo, apenas, o financiamento via Fundo Geral do Turismo – FUNGETUR, com
poucos recursos; e o registro e controle foram abolidos, sendo tornado livre o exercício dessas
atividades, sujeito, apenas, ao CADASTUR, pela chamada Lei Geral do Turismo.

Ou seja, ao final dos anos de 1980, estava totalmente revogado ou abandonado o Marco
Regulatório instituído em 1966 e ampliado a partir de 1977, hiato não interrompido pela
transformação da EMBRATUR em autarquia e sua reformulação e extinção tácita do CNTur –
ou pela criação do Ministério do Turismo ou, mesmo, pela edição da Lei Geral do Turismo.

1 Lei Geral do Turismo: regulamentação e demais legislações


do turismo

1.1. O Planejamento e a Política Nacional de Turismo


A já citada Lei nº 11.771, impropriamente intitulada de Lei Geral do Turismo – posto
que não regula todos os seus aspectos – está em vigor desde 18/09/2008, e dispõe sobre
a Política Nacional de Turismo, define as atribuições do Governo Federal no planejamento,
desenvolvimento e estímulo ao setor turístico, e revoga ou modifica normas e dispositivos
legais que a antecederam.

Ela foi regulamentada pelo Decreto nº 7.381, de 02/12/2010, com conceitos sobre
Política Nacional de Turismo, Plano Nacional de Turismo, Sistema Nacional de Turismo, Comitê

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Interministerial de Facilitação Turística e outros que visam operacionalizar as regras gerais


contidas na lei acima.

Cabe, inicialmente, verificar se ela está conforme a Ordem Econômica e Financeira


regida pelos artigos 170 a 180 da Constituição Federal, que estabelecem objetivos, princípios
e instrumentos da intervenção do Estado no e sobre o domínio econômico, baseados na
valorização do trabalho, livre iniciativa e concorrência, defesa do consumidor e meio ambiente,
e tratamento favorecido às pequenas empresas.

Para tanto, autorizam o Estado a, na forma da lei, explorar diretamente atividades


econômicas e/ou atuar como seu agente normativo e regulador, exercendo funções de
fiscalização, de incentivo e de planejamento indicativo do setor privado, destinando à União,
Estados, Distrito Federal e Municípios o papel de promover e incentivar o turismo como fator
de desenvolvimento social e econômico.

Portanto, a lei reguladora desse papel público deveria detalhar o exercício dessas
funções de promoção e incentivo, o que não parece ser o caso da Lei Geral do Turismo,
que dá preferência à função estatal fiscalizadora em 28 de seus 49 artigos – abrangendo
funcionamento, infrações e penalidades dos prestadores de serviços turísticos – e dedica
apenas 14 artigos ao planejamento do turismo, incluindo promoção, e cinco ao seu fomento.

Sem embargo, conta a seu favor o conceito amplo, utilitário e inédito de turismo como
“(...) atividades realizadas (...) durante viagens e estadas em lugares diferentes do (...) entorno
habitual, por um período inferior a um ano, com finalidade de lazer, negócio ou outras” (cf.
art. 2º), bem como a indicação de que ele deve “gerar movimentação econômica, trabalho,
emprego, renda e receitas públicas (...)” (art. 2º, § único).

Logo, sinalizam com clareza para o mercado que o turismo não é restrito às viagens de
lazer, como, por muito tempo, o próprio Poder Público considerou, nem ao tempo mínimo de
24 horas, como antes dizia a OMT, integrando no universo de interesse turístico os atrativos
naturais e culturais motivadores das viagens e os serviços utilizados para sua realização,
ampliando o espectro de atuação da iniciativa privada setorial.

No tocante ao planejamento, como dito antes, indicativo, e não obrigatório, para o setor
privado, é criticável a técnica e redação da Lei Geral do Turismo, por serem tímidas, repetitivas
ou óbvias, quando, por exemplo, diz que a Política Nacional de Turismo é composta por leis e
normas voltadas ao planejamento e ordenamento do setor, e — não poderia ser diferente —
observará princípios constitucionais (art. 4º).

Repetitivos são seus objetivos, compostos por um conjunto de 20 saudáveis intenções


(art. 5º) que poderiam ser resumidas a uma só: o desenvolvimento organizado do setor,
gerando renda e emprego sem degradação do meio ambiente. E tímida, ao condicionar o
Plano Nacional de Turismo à aprovação do Presidente da República (art. 6º), diminuindo a
autonomia do Ministro do Turismo.

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É, de novo, óbvia ao tratar da composição do Sistema Nacional do Turismo (art. 8º), e


repetitiva ao enumerar seus 8 objetivos (art. 9º), que também poderiam ser resumidos em
um só: gerar o desenvolvimento do turismo. E tímida ao não nomear, desde aí, componentes
estratégicos para o interessante Comitê Interministerial de Facilitação Turística (art. 11) —
afinal, o setor depende de outros órgãos, como Polícia Federal, Aduana, ANAC, ANTT e Infraero.

Quanto ao fomento à atividade turística, a Lei Geral do Turismo nada cria para estimular
o setor privado, como previra a Constituição Federal, estendendo-lhe óbvio apoio via fontes
gerais de crédito e repetindo o sempre escasso FUNGETUR (arts. 16 e 18), a partir do que ela
trata só do funcionamento e fiscalização dos prestadores de serviços turísticos, embora não
tenha sido esse o papel constitucional preponderantemente conferido ao Poder Público.

1.2 Os prestadores de serviços


Presta serviço turístico, diz a Lei Geral do Turismo, e são sujeitos a cadastro obrigatório no
Ministério do Turismo, as sociedades empresariais ou simples, os empresários individuais e os
serviços sociais, como o SENAC ou o SESC, que exercem atividades econômicas remuneradas
de meios de hospedagem, agências de turismo, transportadoras turísticas, organizadoras de
eventos, parques temáticos e acampamentos turísticos (art. 21).

Quanto ao seu funcionamento e atividades, a lei inova ao considerar prestador de


serviços turístico qualquer meio de hospedagem, não mais apenas os de turismo, como
fazia o sistema normativo anterior, atributo que decorria de sua classificação oficial e prevê
cadastro facultativo de, entre outros, restaurantes, cafeterias, bares, centros de eventos,
parques temáticos aquáticos, marinas, casas de espetáculos, serviços para eventos e locação
de veículos.

Andou mal nessas inovações, pois há meios de hospedagem sem a menor condição de
receber viajantes a turismo, assim como ao prever o cadastro facultativo, pois a função da
lei é impor — não sugerir ou recomendar — condutas sociais, além do que não há motivo
aparente algum para obrigar ao cadastro os parques temáticos e não os aquáticos.

Também não andou bem a Lei Geral do Turismo ao definir os meios de hospedagem (art.
23), em termos tecnicamente imprecisos, a seguir exemplificados:

• empreendimentos ou estabelecimentos (qual é a diferença?);

• independentemente de sua forma de constituição (física, econômica, jurídica?),


destinados a prestar serviços de alojamento temporário (somente?);

• ofertados em unidades (mobiliadas, equipadas?) ;

• de frequência individual e de uso exclusivo do hóspede (e acompanhantes?), bem


como outros serviços necessários aos usuários (quais, no mínimo?);

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• denominados serviços de hospedagem (óbvio);

• mediante adoção de instrumento contratual, tácito (instrumento?) ou expresso;

• e cobrança de diária (pacotes?).

Quanto aos requisitos para meios de hospedagem obterem cadastramento – licença de


funcionamento para prestar esses serviços ou, se flat ou similar, licença de construção ou
certificado de conclusão e mais vários documentos (art. 24) – a lei elege a forma e não a
essência da atividade, na clara intenção de exigir mais de flats e similares, e, assim, atender
antiga reivindicação da hotelaria convencional por isonomia nas obrigações e encargos.

Exemplificando, importa mais para o hóspede a arrumação e limpeza do alojamento do


que, como exige a lei, o mínimo de 60% das unidades habitacionais do empreendimento serem
dedicadas à exploração hoteleira (art. 24, II, c). Ou poder encerrar a cada dia o contrato de
hospedagem, do que saber que a lei não se aplica ao uso exclusivamente residencial por terceiros
de condomínios com serviços de hotelaria por períodos superiores a 90 dias (CF art. 24, § 2º).

A lei delega para o regulamento a essência do meio de hospedagem como prestador de


serviço turístico, a saber, seus requisitos mínimos de serviços, construtivos, equipamentos
e instalações para deferimento do cadastro (art. 25) e fecha o sofrível tratamento a ele
dispensado, conferindo status legal a obrigações acessórias tipicamente regulamentares,
como a Ficha Nacional de Registro de Hóspedes e o Boletim de Ocupação Hoteleira (art. 26).

Na sequência, a Lei Geral do Turismo conceitua agências de turismo como “a pessoa


jurídica que exerce a atividade econômica de intermediação remunerada entre fornecedores
e consumidores de serviços turísticos ou fornece diretamente” (art. 27), o que abrange
empresários individuais, por equiparação à pessoa jurídica, para todos os efeitos jurídicos, a
partir de seu obrigatório registro comercial e inscrição fiscal.

Segue a lei dizendo que “são considerados serviços de operação de viagens, excursões e
passeios turísticos, a organização, contratação e execução de programas, roteiros, itinerários,
bem como recepção, transferência e a assistência ao turista” (art. 27, § 1º), cabendo
questionar se é preciso acumular organização, contratação e execução ou se basta o exercício
de uma ou duas delas para restar configurado o serviço de operação.

Sim, porque operar quer dizer executar, produzir, realizar, vale dizer, o conceito legal
retrodefine pelo definido, pois quem opera, executa, diretamente ou mediante contratação,
ações bem distintas da organização, que é espécie de intermediação de serviços turísticos,
avulsos ou combinados, individuais ou coletivos, daí que as operadoras turísticas também a
exercem, tanto quanto qualquer agência de turismo, só que em maior volume.

Assemelham-se, assim, ao comerciante atacadista, e as agências de turismo ao varejista, o que


não muda o fato de ambas exercerem intermediação de serviços turísticos, considerando que só são
operadoras turísticas as que, além de intermediar, de fato executam, diretamente ou contratando
terceiros, um ou mais serviços turísticos, por exemplo, transporte e/ou hospedagem.
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O efeito prático dessa distinção está nas operadoras turísticas, nesse conceito funcional,
responderem por todos os serviços que executa, por si ou fornecedores que contrata,
enquanto as demais agências de turismo respondem pela intermediação desses serviços e
pela execução daqueles que são elas que indicam ou escolhem, não os consumidores.

Voltando à lei, ela acertou ao dizer que “o preço do serviço de intermediação é a comissão
recebida dos fornecedores ou o valor que agregar ao preço de custo desses fornecedores,
facultando-se à agência de turismo cobrar taxa de serviço do consumidor pelos serviços
prestados” (art. 27, § 2º).

O dispositivo é útil para que ele seja adotado como base de cálculo dos diversos tributos
que incidem sobre o faturamento ou receita das agências de turismo, ainda que o Fisco federal
continue entendendo que, na hipótese de valor agregado, o PIS e o COFINS devam incidir sobre
o preço total de venda dos serviços turísticos intermediados, e não apenas sobre ele.

Daí a importância dos valores recebidos pelas agências de turismo serem lançados
contabilmente com clareza distintiva entre os que compõem o preço de seu serviço e os
recebidos por conta e em nome dos fornecedores dos serviços turísticos intermediados,
visando evitar ou minimizar o risco de autos de infração, multas e execuções fiscais tributárias.

Ainda mais nos tempos atuais de receberem cada vez menos comissão dos fornecedores,
e agregarem valor ao preço deles, como ilustra o sistema adotado pelas cias aéreas, que não
mais pagam comissão para as agências de turismo pelas passagens por elas emitidas, cuja
remuneração passou a ser o acréscimo que é nelas inserido, sob siglas diversas, como DU,
RAV ou similares, criadas pelas companhias aéreas, sem significado específico.

Diz a lei que a intermediação de agências de turismo compreende a oferta, reserva e


venda a consumidores de um ou mais serviços fornecidos por terceiros, como passagens,
acomodações e outros serviços em meios de hospedagem (art. 27, § 3º), o que reforça a ideia
de que operação sem execução, direta ou contratada, é, também, mera intermediação.

É tecnicamente incorreta (i) a inclusão dos programas educacionais nesse rol, meros
motivos de viagens, como lazer, negócios ou eventos, (ii) a liberdade de sua oferta, reserva
e venda direta ao público pelos seus fornecedores, (art. 27, § 5º) e (iii) a previsão de que as
agências que operem com frota própria devam atender aos respectivos requisitos específicos
(§ 7º), por óbvias.

Entre os vetos do Executivo à Lei Geral do Turismo, vale destacar o da única disposição
sobre responsabilidade civil das agências de turismo (art. 27. § 6º), que seria objetiva, pela
intermediação ou execução direta dos serviços ofertados, e solidária com fornecedores
intermediados não identificados ou, se estrangeiros, sem representante legal no país.

Em sua proposta desse veto, o Ministério da Justiça disse que, embora buscasse “maior
equidade na distribuição de responsabilidades nas relações entre as agências de viagens e
os fornecedores dos serviços turísticos”, essa disposição poderia enfraquecer “a posição do
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consumidor frente à cadeia de fornecedores, com a possível quebra da rede de responsabilidade


solidária tecnicamente regulada pelo CDC (...)”.

Posição que parece inoportuna e frágil, pois o referido Ministério nada opusera quando
ouvido sobre o, então, projeto de lei encaminhado pelo Executivo ao Legislativo, e por ser
equidade, igualmente, princípio geral expresso no Código de Defesa do Consumidor – CDC,
em busca da harmonização de interesses, com base na boa fé e equilíbrio, e da educação e
informação sobre direitos e deveres entre fornecedores e consumidores (cf art. 4º, IV e V) .

E a rede de responsabilidade solidária por serviço nele prevista, ao contrário do alegado


pelo Ministério da Justiça, ainda que aplicável a todos os setores da economia, decorre de
hipóteses concretas em que haja mais de um fornecedor responsável pelo dano (cf arts. 7º, §
único, e 25, § 2º), além do que o veto não afirma, mas apenas presume, que a disposição em
questão enfraqueceria a posição do consumidor.

Ao contrário, o texto vetado reforçava essa posição, ao atribuir às agências de turismo


responsabilidade objetiva — mesmo sem culpa (negligência ou imprudência) ou dolo (com
intenção) — por sua intermediação ou execução, e mais a solidária, na intermediação de
fornecedor não identificado ou sem representante no país, como o CDC já atribui ao comerciante,
por fatos do produto— defeitos que põem em risco a saúde do consumidor (CF art. 13).

O fato é que a jurisprudência dominante só não vem responsabilizando as agências de


turismo por falhas nos serviços intermediados em casos de serviço avulso, exemplo, reserva e
emissão de passagem aérea, o que torna desproporcional o risco de seu negócio x remuneração
média de apenas 10% sobre o preço de venda dos serviços intermediados mais dependência
econômica dos respectivos fornecedores, sobre os quais não possuem qualquer gestão.

Quanto às transportadoras turísticas (arts. 28 e 29), a Lei Geral do Turismo limita-


se a tratar das terrestres e aquáticas, continuando a desprezar as que usam vias aéreas,
como voos panorâmicos, teleféricos, etc, e também prevê apenas seu cadastro obrigatório,
delegando a regulamento do Ministério do Turismo sua classificação em padrões de
conforto e serviços turísticos.

Quanto às organizadoras de eventos (art. 30), ela anda bem ao adotar um único conceito
para congressos e feiras, antes distintamente conceituadas e ao deixar claro que o preço de
seu serviço compreende o valor da organização e/ou a comissão recebida pela intermediação
na captação de recursos financeiros e/ou a taxa de administração sobre contratação de
serviços de terceiros e não recebido em nome e por conta de terceiros.

Quanto aos parques temáticos (art. 31), a Lei Geral do Turismo, a par de excluir os
aquáticos, determina sua implantação em local fixo e de forma permanente, e os sujeita
à consideração de interesse turístico pelo Ministério do Turismo, o que, além de excluir a
possibilidade de parques móveis (não podem ser temáticos?), transfere atribuição legal
privativa para regulamento do Executivo, ao sequer definir critérios para essa consideração.

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Por fim, os acampamentos turísticos são conceituados como áreas preparadas e dotadas de
instalações, equipamentos e serviços para montagem de barracas, estacionamento de reboques e
facilitação da permanência ao ar livre (art. 31), conceito insuficiente que depende de regulamento
do Poder Executivo sobre os equipamentos mínimos e necessários para seu enquadramento.

Em síntese, a Lei Geral do Turismo, de 2008, não instrumentaliza o papel constitucional do


Estado na promoção e incentivo do setor como fator de desenvolvimento social e econômico,
como fizera o antes comentado Decreto-Lei n. 55, de 1966, podendo, mesmo, ser considerado
que, sob o prisma técnico, regrediu no regramento jurídico do planejamento econômico-turístico.

E padece de sistematização sobre o funcionamento e atividades dos prestadores de


serviços turísticos, tratados de forma individual e sem conexão, como se não interagissem
no mesmo setor produtivo e distribuidor de serviços turísticos, além da omissão total à
ordenação do patrimônio turístico, conjunto dos atrativos naturais e culturais do país que
compõem sua matéria prima.

A regulamentação da Lei Geral do Turismo não supre essas deficiências, bem como a
posterior e recente lei específica sobre as agências de turismo , que daquela diverge em alguns
aspectos relevantes, por exemplo, a exigência de dedicação exclusiva às suas atividades e de
instalações específicas para atendimento do consumidor, nada tratando sobre agências virtuais.

Ocorre que o projeto que resultou nessa nova lei é de 2001, ou seja, bem anterior à
Lei Geral, em relação à qual sua única e efetiva serventia estaria nas disposições específicas
sobre a responsabilidade das agências de turismo perante os consumidores, todas vetadas,
também por proposta do Ministério da Justiça e sob a mesma, e frágil, argumentação básica.

Sendo posterior e específica, ela prevalece naquilo que conflitar com a Lei Geral, por exemplo,
a intermediação na reserva de hospedagem passou a ser uma complementar, e não privativa, das
agências de turismo, e ressurgiu sua classificação em agência de viagens e de viagens e turismo,
ou operadoras turísticas, ainda que sem requisitos mínimos para aquelas ou estas.

Ao lado desse cenário legal e regulamentar do turismo no Brasil, há o que trata


especificamente dos Guias de Turismo, cuja lei de instituição sofreu tantos vetos que restou
desfigurada em sua concepção, em especial, na definição de atividades privativas desses
profissionais, não suprida por seu regulamento, mesmo após a Lei Geral do Turismo.

E complementando-o, normas do Ministério do Turismo sobre cadastro e fiscalização dos


prestadores de serviços turísticos, transporte turístico e o Mapa do Turismo Brasileiro, com
regiões definidas por atrativos, serviços, equipamentos turísticos e acesso, identidade cultural,
econômica e/ou geográfica em comum, e limítrofes e/ou distribuídos de forma contígua.

2 O turismo e sua interface com demais ramos do Direito


Como é sabido, o turismo, como ciclo econômico de viajantes que utilizam atrativos,
equipamentos e serviços postos à sua disposição, depende de vários outros setores para o
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seu desenvolvimento, logo, mantém interface com vários, senão todos, os demais ramos do
Direito, conforme o ângulo de análise.

No Brasil, a legislação específica do turismo ainda não é considerada um ramo autônomo


do Direito, por falta de princípios próprios e pequena produção acadêmica específica, como
já ocorre em outros países, como a Argentina, México, Portugal, Espanha, Itália e França, em
que já adquiriam status de Direito do Turismo.

Sua interface começa com o Direito Constitucional, visto que a promoção e o incentivo ao
turismo pela União, Estados e Municípios, como fator de desenvolvimento social e econômico,
é previsto no art. 180, da Constituição Federal de 1988, na qual a ele se aplicam os demais
dispositivos da Ordem Econômica e das competências legislativas nela contidos.

Passa pelo Direito Administrativo, que regula a criação e o funcionamento dos órgãos
públicos dessas três instâncias de poder, aos quais cabe intervir no e sobre o domínio
econômico do turismo, o que situa sua legislação específica como sub-ramo do Direito
Econômico, regulador do planejamento econômico e da organização dos mercados.

E pelo Direito Aeronáutico, sabido que o transporte aéreo de passageiros e suas


bagagens é o modo mais utilizado pelos consumidores de serviços turísticos e tem natureza
constitucional de serviço público contínuo e adequado, explorado mediante concessão e sob
fiscalização do Poder Público federal.

Também pelo Direito Ambiental, que disciplina a instituição e uso das áreas de preservação
permanente, das Unidades de Conservação e de outros atrativos naturais, culturais e artificiais
de interesse turístico, ocupando, neste particular, o espaço que a antes citada Lei nº 6.513, de
1977, criara para os órgãos de turismo de todas as instâncias de Governo e que não foi por
eles ocupado.

Aí, chega ao Direito do Consumidor, cuja regulação trouxe grande impacto sobre as relações
de consumo mantidas pelas empresas de turismo, mormente porque cria solidariedade entre
elas, cujos serviços são consumidos em localidades distintas das que seus clientes residem e
vêm sendo, crescentemente, contratadas por meios eletrônicos.

E como todas as empresas, também sobre as de turismo incidem as regras do Direito do


Trabalho e do Direito Tributário, que estão longe de considerar suas especificidades, como o
funcionamento de hotéis por 24 horas, 365 dias por ano, ou as remessas de valores feitas por
agências de turismo para pagamento de serviços prestados no exterior a seus clientes.

3 Desafios e perspectivas do aprimoramento legal da


atividade no Brasil
O aprimoramento legal da atividade turística no Brasil pressupõe sua consolidação
conceitual e tipológica, pois seu regime jurídico há de ser concebido, desenvolvido e
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implementado como ferramenta instrumental do planejamento econômico setorial, sob os


princípios que norteiam a intervenção do Estado no e sobre seu domínio econômico.

Essa consolidação ainda não foi alcançada nestes, já, quase 50 anos desde a instituição
legal inicial da Política Nacional de Turismo, que tem oscilado entre objetivos irreais ou pouco
compatíveis com a realidade social e econômica do país durante esse período, e sem clareza
quanto ao modelo estrutural para sua efetiva implementação e, sobretudo, aferição de resultados.

A Lei Geral do Turismo vigente, como visto nos tópicos anteriores, também peca nesse
sentido, por ser genérica e confusa ao definir objetivos, abrangência e instrumentos das
políticas públicas setoriais, sem integração dos diversos fatores de produção, distribuição e
realimentação dos equipamentos e serviços turísticos.

Exemplificando: os atrativos de interesse turístico estão inventariados, tipificados e


classificados? Seu uso não predatório e modelo de gestão estão juridicamente instituídos e
organizados? “Santuários ecológicos” podem ser incluídos entre eles se for proibida ou muito
restrita sua visitação?

A capacidade quantitativa e qualitativa da oferta instalada é adequada às novas exigências


do consumidor moderno de serviços turísticos? Há mecanismos jurídicos que permitam aferir
isto e, mais, estimular a melhora dessa oferta, tendo em vista torná-la competitiva para os
diversos segmentos de demanda existentes, no contexto de uma atividade globalizada?

A legislação vigente permite conhecimento quantitativo e qualitativo dessa oferta?


Quantos meios de hospedagem no país atendem, de fato, viajantes a turismo? Quantas
são as agências de turismo em efetivo funcionamento e qual é o seu perfil estrutural e de
mercado? Temos parques temáticos e acampamentos turísticos cadastrados, dentre outros
novos conceitos de negócios turísticos?

O consumidor de serviços turísticos tem sido ouvido pelos órgãos setoriais? Há notícia
sobre se e o que reportam nos Livros de Reclamação que a Lei Geral do Turismo obriga os meios
de hospedagem a manter? Que resultados têm sido gerados pelos, também obrigatórios,
Boletins de Ocupação Hoteleira e Fichas Nacionais de Registro de Hóspedes?

Enfim, é a formulação e a resposta dessas e outras questões que parecem representar o


principal desafio para o aprimoramento legal do turismo no Brasil, cujas perspectivas serão
melhores na medida em que haja consenso sobre o fim utilitário de seu regime jurídico, ou
seja, de sua abrangência sistêmica dos fatores de produção, distribuição e consumo setoriais.

Considerações finais
Como observamos nessa aula, a legislação incidente no setor de turismo padece, no Brasil,
de melhor sistemática e de consolidação, e tem sido pouco útil como ferramenta instrumental
de seu desenvolvimento, papel do qual esteve mais próxima entre 1977 e 1986, com a edição
de vários atos legais e regulamentares sobre os diversos fatores de produção setorial.
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Depois, foram mais de 20 longos anos para que, com a edição da Lei Geral do Turismo,
voltasse a ser buscada uma visão sistêmica do setor, a qual, todavia, ainda carece de atos
regulamentares e complementares que permitam sua efetiva implantação e operacionalização,
não editados até aqui.

Ela própria, como resultado de sugestões de diversos segmentos setoriais não sistematizados,
precisaria ser modificada em diversas de suas disposições, em busca de um regime jurídico
mais harmônico, abrangente e autoaplicável, como conseguiu ser, por exemplo, o Código de
Defesa do Consumidor, plenamente consolidado nestes mais de 25 anos de vigência.

As perspectivas, neste sentido, não parecem animadoras no curto prazo, pois as diversas
propostas legislativas modificativas da Lei Geral do Turismo que estão em andamento são,
todas, pontuais e representativas de interesses de segmentos específicos que pretendem ser
por ela tutelados, na expectativa de, assim, alcançarem melhores resultados.

Não consta que esteja sendo formulada uma proposta mais ampla e sistêmica, que, de
fato, defina e consolide todo o regramento jurídico do setor, sempre voltado à instrumentação
do planejamento de seu desenvolvimento, à aferição objetiva dos resultados alcançados e às
necessárias modificações de rumos que daí possam derivar.

Os resultados relativos do turismo doméstico e internacional no Brasil não tiveram


alteração expressiva com o simples desmembramento da EMBRATUR, que se tornou órgão
meramente promocional e deu lugar ao então criado Ministério do Turismo na formulação e
implementação das demais políticas públicas setoriais.

Ou seja, se estas políticas não forem claras e assumidas pelo Poder Central dos Governos
de todas as instâncias, de nada adiantará iniciativas episódicas, como essa, ou a captação
de megaeventos mundiais, como a Copa do Mundo de Futebol e as Olimpíadas, cujos
investimentos bilionários sempre ultrapassam em muito o previsto, e os festejados legados
ainda estão por ser medidos.

A legislação do turismo sucede, não antecede, o planejamento econômico setorial,


por isso, deve ser dotada de mecanismos prospectivos voltados para a obtenção, aferição
e correção de resultados futuros, diferentemente dos ramos tradicionais do Direito, que
costumam regular fatos sociais já ocorridos.

Logo, ela há de ser instrumento desse planejamento, a permitir sua implementação e


evolução, garantindo o uso não predatório do patrimônio ambiental de interesse turístico
e a segurança jurídica a todos os agentes que atuam nesse mercado, visando sua expansão
perene e autossustentável.

Referências
BRASIL. Decreto-Lei nº 55, de 18 de novembro de 1966. Define a política nacional de turismo,
cria o Conselho nacional de Turismo e a Empresa Brasileira de Turismo, e dá outras providências.

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Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/1965-1988/Del0055.htm>.


Acesso em: 24 nov. 2015.

BRASIL. Decreto-Lei nº 1.439, de 30 de dezembro de 1975. Dispõe sobre a concessão de


incentivos fiscais e outros estímulos à atividade turística nacional, altera disposições dos
Decretos-leis nº 1.376, de 12 de dezembro de 1974 e 1.338, de 28 de julho de 1974, e dá outras
providências. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/1965-1988/
Del1439.htm>. Acesso em: 24 nov. 2015.

BRASIL. Decreto-Lei nº 84.910, de 15 de julho de 1980. Regulamenta dispositivos da Lei nº 6.505,


de 13 de dezembro de 1977, referentes aos Meios de Hospedagem de Turismo, Restaurantes de
Turismo e Acampamentos Turísticos (“Campings”).Disponível em: http://www.planalto.gov.br/
ccivil_03/decreto/D84910.htm. Acesso em: 24 nov. 2015.

BRASIL. Decreto-Lei nº 87.348, de 29 de junho de 1982. Regulamenta a Lei nº 6.505, de 13 de


dezembro de 1977, e estabelece as condições em que serão prestados os serviços de transporte
turístico de superfície e dá outras providências. Disponível em: <http://www2.camara.leg.br/
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Políticas e Gerenciamento de Destinos Turísticos

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