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Maurice Merleau Ponty

Biografia de Maurice Merleau Ponty

Maurice Merleau-Ponty nasceu em Rochefort-sur-Mer (Charente-Maritime) em


14 de março de 1908. Seu pai morreu quando Maurice ainda era uma criança, e ele e sua
irmã foram criadas por sua mãe em Paris. A infância foi uma uma invulgarmente feliz, e
Merleau-Ponty manteve ao longo dos anos um vínculo estreito e afetuoso com sua
mãe. Mais tarde na vida ele deixou de praticar o catolicismo, que ele já havia
compartilhado com sua mãe devota. Mas, aparentemente, antes de sua morte havia
ocorrido uma reconciliação, já que ele foi sepultado com os ritos solenes da Igreja.

Merleau-Ponty foi educado no Liceu Louis-le-Grand e entrou na École Normale


Supérieure em 1926, formando-se quatro anos mais tarde. Na década que se seguiu ele
lecionou em liceus em Beauvais e Chartres e, depois de 1935, como um membro júnior
da faculdade na École Normale.Após a invasão nazista da Polônia, ele entrou para o
exército e serviu como um tenente da infantaria. Com o colapso da França, ele foi
desmobilizado, e ele voltou para o seu ensino. Durante a ocupação nazista, ele era ativo
na Resistência. Quando a Libertação veio, ele se juntou ao corpo docente da
Universidade de Lyon e tornou-se co-editor, com Jean Paul Sartre, um velho amigo dos
tempos de escola, das novas revista Les Temps modernes Les . Em 1950, ele foi
convidado para a Sorbonne como professor de psicologia e pedagogia. E dois anos
depois, ele foi eleito para o Collège de France para a cadeira anteriormente ocupada por
Henri Bergson. Ele foi o mais jovem filósofo sempre a ocupar este cargo, e ele a
manteve até sua morte.

A Fenomenologia de Maurice Merleau Ponty


A sua filosofia pode ser denominada de: reflexão e interrogação. Este autor faz
uma ligação da psicologia com a fenomenologia. Nesta ligação das duas correntes ele
se fundamenta e abastece-se no movimento dialético de perguntas e respostas. As
interrogações vêm dos próprios fenômenos, são as coisas mesmas em seu silencio que
trazem a expressão do sentido. A pergunta não é a negação de algo, mas o lugar do ser;
é o que a visão nos leva á reflexão.

O refletir deixa a fraqueza, a forma simples da realidade que o sentido e o sem


sentido são constituintes da uma filosofia da ambiguidade, consciente do que o que
existe é uma tarefa infinita de ver a coisa, o mundo o nós o próprio ver.

Assim sendo a filosofia de Merleau Ponty nada mais é do que o mundo da


percepção que assume o significado da realidade, na abertura sobre as outras coisas,
que se exprimem na linguagem e começa uma nova ordem na vontade.
A filosofia de Merleau Ponty parte da ontologia para o logos. O filosofo perante
a natureza deixa de entender muita coisa. A percepção é o nível onde o olhar tem uma
visão englobante na sua obra mais importante “A estrutura do comportamento” o
autor tenta juntar a visão coerente das teorias físicas e psicológicas e o de definir a
partir das noções de estrutura, de forma, de ordem. A partir disso temos um novo
conceito de objetividade.

O livro de Ponty analisa a experiência, a ciência e seus dados. Assim a


fenomenologia de Ponty está no fenômeno do comportamento ou como podemos
tratar o mundo, de ser no mundo e o de existir.

A filosofia se transforma em fenomenologia, isto é, a analise da consciência


como meio de captar o significado do universo.

Em sua obra “Fenomenologia da Percepção” ele fala da experiência concreta,


vivida no vislumbre de uma filosofia que está por si fazer; inédita, aporética, aquela
filosofia que nos desperta para aquilo que a existência do mundo e a nossa tem de
problemática em si, e assim voltar ás próprias coisas, ao próprio fenômeno. A tarefa
da fenomenologia é ensinar a ver o mundo de novo.

Ele diz que a percepção não é apenas um fenômeno entre outros, mas, sim, o
fenômeno fundamental, central para toda a filosofia. Por isso a fenomenologia da
percepção pode abraçar todo o campo da experiência e desemborcar na liberdade.
Gaston Bachelard

Biografia de Gaston Bachelard


Gaston Bachelard nasceu em Champagne (Bar-sur-Aube), em 1884. De origem
humilde, Bachelard sempre trabalhou enquanto estudava. Pretendia formar-se
engenheiro até que aPrimeira Guerra Mundial eclodiu e impossibilitou-lhe a conclusão
deste projeto. Passa a lecionar no curso secundário as matérias de física e química. Aos
35 anos inicia os estudos de filosofia, a qual também passa a lecionar. Suas primeiras
teses foram publicadas em 1928 (Ensaios sobre o conhecimento aproximado e Estudo
sobre a evolução de um problema de Física: a propagação térmica dos sólidos). Seu
nome passa a se projetar e é convidado, em 1930, a lecionar na Faculdade de Dijon.
Mais tarde, em 1940, vai para a Sorbonne, onde passa a lecionar cursos que são muito
disputados pelos alunos devido ao espírito livre, original e profundo deste filósofo que,
antes de tudo, sempre foi um professor. Bachelard ingressa em 1955 na Academia das
Ciências Morais e Políticas da França e, em 1961, é laureado com o Grande Prêmio
Nacional de Letras. Bachelard morreu em 1962.

Fenomenologia de Gaston Bachelard


Gaston Bachelard em sua epistemologia sintetiza e supera o conceito de historia
e ciência. Esta epistemologia será um conhecimento autônomo. A nova epistemologia
de Bachelard tem como fundamento e importância o seu pensamento. Ele faz uma
historia das ciências e que esta ciência vai auxiliar na sua reflexão da nova
epistemologia. Bachelard mostra que o homem que se entrega ao sonho e ao devaneio, á
imaginação é o grande homem das ciências.

Ele usa o racionalismo fazendo uma critica ao aristotelismo, cartesianismo,


kantianismo, e bergsonismo. Mas a maior critica vai para os historiadores.

Ele reformulará todas as ideias de construção do conhecimento cientifico, a


descontinuidade do saber, ao racionalismo aplicado e a objetivação de determinados
temas como: a poesia que leva a um novo conceito de imagem e imaginação. Esta forma
de epistemologia e poesia vai recair numa nova noção de ciência que são
fundamentadas na racionalidade e no surrealismo.

Ele critica a verdadeira formação do sujeito no pensamento atual, as formas


hodiernas de pedagogia que usa preceitos e princípios ineficazes e que a verdadeira
forma esta na formação do sujeito.

A teoria da ciência para Bachelard é polemica e critica algumas perspectivas da


epistemologia e acaba se tornando uma filosofia no não. Ele constrói suas ideias através
do rearrumar os princípios e as categorias que eram inadequadas e que era necessários
novos caminhos que a ciência atual deveria tomar. A geometria nova, a teoria da
relatividade e a mecânica quântica tornavam-se nova a forma de pensar.

Ele é contra os pressupostos metafísicos e idealistas que sustentam o


espiritualismo.

O ponto de divergência da Bachelard com seus interlocutores baseia-se na


concepção de razão. O eram inadequadas e que era necessitantes para as filosofias da
má filosofia no neva atravncstemologia de Bechelard. O a um filo.

Para Bachelard o positivismo não expressou a ordem da aproximação que ele


chamava de ciência do novo espirito cientifico. Para o positivismo a ciência é a
descrição da exatidão entre os fatos observados e os descritos, porem para Bachelard a
ciência se dá na fenomenologia naturalista. Ele constata que os fenômenos é não levar
em conta que a abstração se tornou um instrumento importante da invenção. A ciência
para ele hoje não pretende descrever dados, o objeto cientifico não é o dado, mas o
resultado.

Paul Ricouer

Biografia de Paul Ricouer

Paul Ricoeur (Valence, 27 de Fevereiro de 1913 - Châtenay-Malabry, perto de


Paris, 20 de Maio de 2005) foi um dos grandes filósofos e pensadores franceses do
período que se seguiu à Segunda Guerra Mundial.
Nascido em 1913, em Valence, ficou órfão cedo e foi educado pelos avós protestantes.
A formação calvinista configurou sua personalidade e seu pensamento de tal maneira
que além de celebrado e renomado filósofo, Ricoeur tornou-se uma referência não só na
França como no mundo inteiro no que tange ao conhecimento da Bíblia e da teologia
cristã. Seus escritos sobre o mal são obrigatórios no estudo de tratados teológicos tão
importantes quanto os da Antropologia e da Graça. Assim também sua célebre obra
sobre hermenêutica “O conflito das interpretações: ensaio de hermenêutica (1969)” é
referência maior para o estudo da exegese bíblica e seu método.

Catedrático em Filosofia e doutor em Letras, Ricoeur tornou-se professor em 1933.


Logo marcou presença nos meios intelectuais franceses como herdeiro espiritual da
fenomenologia de Husserl e do existencialismo cristão. Prisioneiro durante a Segunda
Guerra Mundial, sua reflexão sobre a questão da violência e das guerras continuou a
chamar atenção sobre o tema no pós-guerra. Destacou-se pela oposição que fez às
Guerras da Argélia, nos anos 50, e da Bósnia, nos anos 90.

Membro fundador do comitê da revista "Esprit", Ricoeur começou a publicar mais


intensamente a partir dos anos 50. Foi também diretor da "Revista de Metafísica e
Moral” a partir de 1974. Sendo decano da Faculdade de Letras da Universidade de
Nanterre (1969-1970), tocou-lhe enfrentar as difíceis e conflitivas questões decorrentes
dos acontecimentos de maio 1968 do movimento estudantil francês. Decepcionado com
o resultado de seus esforços de diálogo com os estudantes, “exilou-se” voluntariamente
fora da França, na Universidade de Chicago.

Entre suas principais obras, que marcaram toda uma geração de filósofos franceses,
estão: A filosofia da vontade: I. O Voluntário e o Involuntário (1950); História e
Verdade (1955); Filosofia da Vontade.II.Finitude e Culpabilidade: 1. O homem falível.
2. A simbólica do Mal (1969); Da Interpretação. Ensaio sobre Freud (1965); Ensaios
Políticos e Sociais (1974); Ensaios de Hermenêutica I (O conflito das Interpretações
(1969) e II (Do texto à ação (1986); Metáfora Viva (1975); Teoria da Interpretação: O
Discurso e o Excesso de Sentido (1976); Leituras.1.À volta da Política. (1991); Si
mesmo como um outro (1991) e A memória, a história e o esquecimento (2000).

Pensador comprometido, militante e profundamente cristão, Paul Ricoeur, Grande


Prêmio de Filosofia da Academia Francesa, estabeleceu uma ligação entre a
fenomenologia e a análise contemporânea da linguagem através da teoria da metáfora,
do mito e do modelo científico. Estudou e escreveu muito sobre a maneira como a
realidade de uma pessoa é configurada por sua percepção de eventos no mundo.

A fenomenologia de Paul Ricouer

Este autor analisa a fenomenologia como o problema da essência e que passa a


questionar a existência. Que a hermenêutica sobrepõe se insere ao problema
fenomenológico. Que ele começa a renovar a fenomenologia através da hermenêutica.
A hermenêutica e seus problemas são anteriores á fenomenologia de Husserl. O que
sempre se propôs á exegese foi a de liga-la á hermenêutica: compreender o texto, a
intenção do texto e o que o texto propriamente diz.

A hermenêutica e a exegese partem sempre da teoria dos signos e da


significação.

O grande problema esta em superar da distancia, o decorrer do tempo do texto


em que foi escrito ao tempo do leitor e assim ter uma compreensão atual do texto. A
hermenêutica buscou os auxílios da filologia e da historia.
Começa assim outro problema. A hermenêutica como fundamento da
fenomenologia. Esta é uma ontologia da compreensão. Como o sujeito que conhece
pode compreender um texto ou a historia? O ser é um ser que compreende. O ser que
existe compreendendo. Desta forma a ontologia da compreensão se esboça pela
linguística e pela semântica. Para Ricouer a solução dessa problemática se encontra no
dasein de Heidegger que tem de se optar entre a ontologia da compreensão e a
epistemologia da interpretação. No meio dessas duas esta a ontologia pura e o circulo da
interpretação.

Para Paul Ricouer a hermenêutica não é um método capaz de lutar com qualquer
outra ciência.

Martin Heidgger

Biografia de Martin Heidgger

Martin Heidegger nasceu a 26 de setembro de 1889 em Messkirch (Grão-ducado


de Baden), Alemanha, onde sua família já estava radicada há vários séculos, seu pai,
Friedrich Heidegger (1851-1924), era fazedor de barris e um sacristão católico,
incumbido das vestes e dos objetos sagrados, de tocar os sinos e também de cavar as
sepulturas no interior do templo. Sua mãe Johanna KempfHeidegger (1858-1927)
era decoradora da igreja de São Martinho e tinha uma amiga que era mãe de um
jovem que teria uma promissora carreira eclesiástica chamado Conrad Grober(1872-
1948), amigo de Heidegger. Heidegger era o filho mais velho de três: Mariele e
Fritz.

Heidegger estudou em Constança, de 1903 a 1906, e em Friburgo até 1909, onde


se tornou um excelente aluno de grego, latim e francês, interessando-se pela leitura
de Brentano e dos filósofos gregos.

Em 1909, Heidegger ingressou na Universidade de Friburgo e iniciou o curso de


teologia. Paralelamente, continuou seus estudos sobre Aristóteles, e iniciou as
primeiras leituras de Husserl, que o levariam ao método fenomenológico.
Interessou-se também pela filosofia de Maurice Blondel e pelo pensamento de
Kierkegaard, que o fez refletir sobre outro tipo de pensamento que não o católico.
A partir de 1911, influenciado pelo filósofo Heinrich Rickert , Heidegger estudou
as obras de Hegel, Schelling, Kierkegaard e Nietzsche, Kant, Dostoievsky, Rilke,
Trakl, e começou a redigir textos que resultariam em obras posteriores.

Concluiu o doutorado em 1914 e neste mesmo ano publicou um pequeno trabalho


intitulado A Teoria do Juízo no Psicologismo - Contribuição Crítico-Positiva à
Lógica.

Em 1915, Husserl foi para Friburgo e Heidegger tornou-se seu assistente. Husserl
o influenciou em toda a sua obra sobre o "Ser" e transmitiu a ele toda a doutrina
fenomenológica.

Dois anos depois, Heidegger casou-se com sua aluna Elfriede Petri, com quem
teve 2 filhos. Ela era luterana, filha de um oficial do exército e, desde o noivado,
empenhou-se pelo trabalho de Heidegger, que lhe dedicou grande parte de suas
obras.

Heidegger envolveu-se também com outra aluna, Hannah Arendt, de ascendência


judia, que iria se transformar em uma das mais famosas filósofas políticas. Mesmo
depois de separados, os dois mantiveram uma longa correspondência.

De 1915 a 1923, Heidegger assumiu o posto de professor substituto na


Universidade de Friburgo e, de 1923 a 1928, onde sucedeu Husserl na catedral de
filosofia em Friburgo, dando sua aula inaugural sobre O que é a Metafísica?. Nesse
mesmo ano fez o ensaio Sobre a Essência do Fundamento, bem como o livro Kant e
o Problema da Metafísica, foi professor da Universidade de Marburgo (Prússia),
publicando sua maior obra filosófica "Ser e Tempo", em 1927. Após o lançamento
dessa obra, Heidegger foi considerado o maior nome da filosofia metafísica. Depois
Sartre modificaria esse título e lançaria o termo "existencialismo",
mas Heidegger repudiou tal classificação.

Em Marburgo, Heidegger fez amizade com Rudolf Bultmann, que o levou a


conhecer melhor a teologia protestante. Também era amigo de Max Scheler e Karl
Jaspers. Entretanto, seu mestre Husserl decepcionou-se com "Ser e Tempo". Além
disso, com o crescimento do nazismo, os dois ficaram em campos diferentes, pois
Husserl tinha ascendência judia.

Heidegger inscreveu-se no partido Nazi (NSDAP) em 1 de Maio de 1933 (ano da


chegada ao poder de Adolf Hitler), tendo posteriormente sido nomeado reitor da
Universidade de Freiburg, pronunciando o discurso A Auto-afirmação da
Universidade Alemã. Porém, pouco depois se demitiu do cargo de reitor, se
colocando contra a perseguição, de cunho anti-semita, a professores da
universidade.

Em novembro 1944 Heidegger parou de lecionar. A invasão da Alemanha


derrotada pelas potências aliadas tornou difícil a situação dos nazistas mais
destacados. Em 1945 ele foi proibido de lecionar oficialmente e suas atividades
nazistas foram investigadas. Não foi incriminado em nenhum dos crimes praticados
pelos partidários de Hitler e por isso não perdeu seus direitos a uma aposentadoria.
Deu regularmente influentes conferências nos anos 1951-58, e continuou um
intelectual importante dentro do movimento fenomenológico internacional até seu
falecimento em 1976, em Freiburg-im-Breisgau, parte da Alemanha Ocidental,
cidade totalmente católica.

A fenomenologia de Martin Heidgger


Para Heidgger ele tem uma ontologia fenomenológica.

Para Heidgger era necessário conformar a ideia de fenômeno e logos. O logos


Heidgger vai a Aristoteles para explicar não só o discurso, mas o que faz ver alguma
coisa, e o faz ver a partir de si, de onde ele discorreu.

A fenomenologia em Heidgger é “fazer ver em si mesmo o que se manisfesta, tal


como de si mesmo. Esse é o sentido normal da investigação a que se deu o nome de
fenomenologia”. Para ele a fenomenologia era um retorno á ontologia: o sentido e o
fundamento, o ser do ente. O sentido do ser não remete a outra realidade, a um além-
mundo do qual deriva o fenômeno do mundo. A fenomenologia tem por tarefa essa
relação original com o Ser, podemos dizer com a razão que ela é “ a ciência do ente- a
ontologia”. Nessa relação com as coisas e com o mundo, tal como o percebemos de
imediato, funda-se sobre um a relação mais original como o próprio Ser dissimulado em
nossa maneira de ser-no-mundo.

Para alguns autores, Heidgger faz uma passagem da fenomenologia de Husserl


para a fenomenologia hermenêutica. Ele trabalha a questão do fundamento, além do
dado, que não contentemos com o espetáculo das essências, nem mesmo com o
espetáculo da essência intencional nas estruturas da existência concreta cheia do olhar.

O termo Daisen para Heidgger significa existência: “a essencia do daisen para


reside em sua existência” (ser e tempo). A existência é no sentido ordinário do termo,
mostrando a realidade do objeto.

É que a existência antecede e orienta todo pensamento, o pensamento não


podendo, pois, ser o ato de um sujeito puro, mas sendo envolvido pela dimensão
existencial do sujeito pensante: “ o daisen se compreende sempre a partir de sua
existência, isto é, a partir da sua possibilidade de ser ele próprio ou de não ser ele
próprio” (Ser e Tempo).

A fenomenologia em Heidgger muda de sentido, não se contenta mais em ser


descrição do que se dá no olhar, mas interrogação do dado que aparece não mais como
espetáculo a ver, mas como um texto a compreender. Compreender, interpretar é
hermenêutico. Em Ser e Tempo ela vai trabalhar essa questão. A fenomenologia
hermenêutica para Heidgger deverá, pois, decifrar o sentido do texto da existência, esse
sentido que precisamente se dissimula na manifestação do dado.
A existência autentica será, pois, ao contrario, um arrancar-se aos cuidados, a
esse universo que se dissimula ao dasein o seu mistério. Os pequenos cuidados que o
desviaram se batem e assim aparece cuidado,caráter da existência no qual se articulam
as outras três dimensões.

Para heidgger a fenomenologia é o dizer poético. Por isso Heidgger se volta cada
vez mais para a linguagem e a poesia. A linguagem reveladora do ser não pode ser
aquela que a técnica modela quer suas aplicações sejam de ordem filosófica ou
cientifica. A poesia é a linguagem ainda não dominada que o homem não fala
dominando-a, mas que é falada ao homem.