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Direito Tributário

Definição: Ramo do Direito Público que estuda e normatiza as relações tributárias entre o Fisco e o
Contribuinte.

Fontes do direito tributário

Fonte Material: Mera exteriorização de riqueza por parte do contribuinte, desde que esta hipótese
esteja elencada na
lei tributária como hipótese de incidência.

Formal Principal: Constituição da República; Emendas Constitucionais; Lei


Complementar; Lei
Ordinária; Medida Provisória; Lei Delegada; Decreto Legislativo; Resoluções;
Tratados
Internacionais; Convênios; Doutrina e Jurisprudência.

Fonte Formal

Formal Secundária: Atos Normativos expedidos pelas autoridades


administrativas; as decisões
dos órgãos singulares ou coletivos de jurisdição administrativa; as praticas
observadas
reiteradamente observadas pelas autoridades administrativas; os convênios que
entre si celebram
a União, Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios.

Fonte secundária: São complementares as principais.

Fontes Formais Principais

Constituição da República: O diploma legal máximo de um Estado.

O principal papel da Constituição no Direito Tributário é:

1) Outorgar competência tributária aos entes federados;


2) Inaugurar as limitações constitucionais ao poder de tributar;
3) Enumerar exaustivamente as espécies tributárias.

Emenda Constitucional: Uma vez aprovada, na forma do art. 60 e seus parágrafos na Constituição da
República, são
a ela incorporadas.

Lei Complementar: Sua função específica é complementar a constituição e organizar o Sistema


Tributário Nacional.
(ver art 146 e 146 A - da CRFB)

Excepcionalmente, este diploma legislativo institui tributos tais como: Empréstimo Compulsório;
Imposto sobre
Grandes Fortunas; Imposto Residual da União. (São todos da União)

Lei Ordinária: Fonte forma, por excelência, instituidora de tributos.

A Lei Ordinária não pode tratar de matéria reservada a lei complementar.


Medida Provisória: A Medida Provisória é utilizada em caráter de relevância e urgência, com força de
lei, devendo ser
submetido de imediato ao Congresso Nacional, na forma do art. 62 da Constituição da República.

OBS: Art. 62 §2º - define que medida provisória que implique instituição ou majoração de impostos,
exceto os previstos
no art 153, I, II, III, IV, V e 154, II, só produzirá efeitos no exercício financeiro seguinte se houver
convertido em lei até
o último dia daquele em que foi editado.

Lei Delegada: Encontra amparo no art 68 da Constituição, sendo vedada, expressamente, a edição de
Lei Delegada
que verse sobre matéria reservada a lei complementar.
A Lei Delegada possui um status de Lei Ordinária.
Assim, nada impede a edição deste diploma legislativo em matéria tributária em sentido amplo, embora
não seja comum
face à reserva de competência dada pela Constituição. No entanto, encontra as mesmas vedações da
Lei Ordinária.

Obs: A posição de Rosa Jr é que a Lei Delegada não é fonte formal de tributo, tendo em vista as
vedações constantes
no art 68, §1º, da CRFB.

Decreto Legislativo: É um ato legislativo específico do Congresso Nacional.

Obs: Decretos Legislativos não devem ser confudidos com os Decretos.

Resoluções: São atos privativos das casas legislativas destinadas a regular as matérias de suas
respectivas
competências, com força de lei.

Por exemplo a Constituição determina que as alíquotas do ICMS, do ITCD e do IPVA sejam objetos de
Resolução do
Senado.

Tratados Internacionais: espécie de acordo internacional, regulado pelo direito internacional.

Entende-se, com as devidas resalvas, que o Tratado Internacional constitui fonte formal de Direito
Tributário desde que
incorporada internamente através de decreto legislativo.

Doutrina e Jurisprudência: Prevalece que a doutrina e a Jurisprudência não são fontes formais do
direito tributário.

Cabe atentar a posição de Ricardo Lobo lopes, no sentido de que no controle da constitucionalidade a
jurisprudência
se transformaria em fonte formal.

1ª Hipótese: No caso de julgamento de ADIN pela inconstitucionalidade de lei ou ato normativo federal
ou estadual, cuja
eficácia sendo erga omnes se transformaria em fonte formal.
2ª Hipótese: Na declaração de constitucionalidade de lei ou ato normativo em sede de ADEcon, cujo
efeito é
vinculante e também erga omnes

Somente a lei pode estabelecer


I - a instituição de tributos, ou a sua extinção
II - a majoração de tributos
III - a definição de fato gerador da obrigação tributária
IV - a fixação de alíquota do tributo e base de cálculo
V - a cominação de penalidades para as ações ou omissões contrarias a seus dispositivos, ou para
outras infrações
nela definidas
VI - as hipóteses de exclusão, suspensão e extinção de créditos tributários, ou dispensa da redução de
penalidades.

Vigência da Lei tributária

Regra geral: as leis tributárias entram em vigor na data nelas indicadas ou, na omissão, 45 dias após
sua data
de publicação.
Exceções: principio da anterioridade (art 103 e 104 do CTN)

Vigência no Espaço

Regra geral: a lei vigora nos limites do território do ente federativo dotado de competência tributária
que institui o tributo.
Exceções: art 102 do CTN. A legislação tributária dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios
vigora, no País
fora dos respetivos territórios, nos limites que lhe reconheçam extraterritorialidade os convênios de que
participem, ou
do que disponham esta ou outras leis de normas gerais expedidas pela União.

Regra Geral: Irretroatividade da lei tributária - a legislação aplica-se imediatamente aos fatos gerados
futuros e
pendetes