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CURSO: ENGENHARIA MECÂNICA

Unidade Curricular: Seminário do 3º Ano


Ano Lectivo: 2014/2015

ENERGIA DAS ONDAS

Diogo Pires 1, Mário Fonseca 2 e Miguel Coelho 3


1 ESTG, Instituto Politécnico de Leiria, Portugal; 2120202@my.ipleiria.pt
2 ESTG, Instituto Politécnico de Leiria, Portugal; 2110156@my.ipleiria.pt
3 ESTG, Instituto Politécnico de Leiria, Portugal; 2120203@my.ipleiria.pt

PALAVRAS CHAVE: Energias Renováveis, Ondas, Conversores

RESUMO: A energia das ondas tem vindo a ser encarada por muitos países como um grande e
promissor recurso de energias renováveis. Este trabalho aborda o desenvolvimento da utilização
da energia das ondas, com breve referência a alguns marcos da sua história, salientando os
tópicos seguintes: (a) Enquadramento da energia das ondas no contexto dos projectos mundiais
de adopção de energias renováveis para redução das emissões de CO2, e estabilização das
condições climáticas da Terra;(b) Caracterização da energia das ondas e como pode ser medida;
(c) Principais tipos de conversores que têm sido desenvolvidos até ao presente;(d) O que tem sido
feito em Portugal neste domínio; (e) Discussão das vantagens e desvantagens da adopção deste
tipo de tecnologias. Este trabalho pretende contribuir para divulgar o enorme potencial de
aplicação destas tecnologias e captar o interesse para o acompanhamento da sua evolução no
futuro.

1 INTRODUÇÃO
A tendência para o aumento da população Este trabalho aborda apenas o
mundial, com consequente crescimento do aproveitamento da energia das ondas.
consumo de energia, implica continuada
deplecção de recursos naturais. A Tab. 1 Estimativa dos recursos globais para as várias
formas de energia dos oceanos [3,4].
comunidade científica tem procurado
soluções para este problema, apostando Forma de
Recurso global
estimado
fortemente na investigação de fontes de energia
[TWh/ano]
energia renováveis. Ondas 8000 – 80000
Cobrindo cerca de 70% da superfície Marés 300+
terrestre, os oceanos representam uma Correntes 800+
enorme fonte de energia renovável [1]. Gradientes
10000
térmicos
A extração da energia dos oceanos pode Gradientes de
2000
assumir diferentes processos, consoante a salinidade

fonte que é explorada: ondas, marés,


correntes, gradientes de temperatura e O reconhecimento dos oceanos como
gradientes de salinidade [1, 2]. potencial fonte de energia vem de longa
O recurso global estimado para estas formas data, com a primeira patente conhecida em
de energia é apresentado na Tab. 1, onde é França, registada em 1799 por Pierre-Simon
visível que a energia das ondas é a que Girard e filhos [1,2,3]. Contudo, à medida
representa o maior recurso da energia total que o petróleo foi assumindo protagonismo
dos oceanos [3, 4]. como principal fonte de energia, o interesse

1
Diogo Pires, Mário Fonseca e Miguel Coelho

pela energia dos oceanos foi esmorecendo. que faz com que seja mais previsível do que
Só cerca de dois séculos depois, na década a energia eólica ou solar [7].
de 1940, surge no Japão o projecto de um A Fig. 1 mostra um Atlas da distribuição
conversor de energia das ondas (um global da densidade da potência dos
oscilador de coluna de água, montado numa oceanos, onde os números indicam a média
boia flutuante, comercializado desde 1965), anual em kW/m de comprimento da crista da
invenção pioneira de Yoshio Masuda, a onda (distância entre uma crista, ou pico, e a
quem é atribuida a paternidade da era próxima).
moderna desta tecnologia [1,2,4].
Desde então, vários investigadores e
universidades em todo o mundo (com
destaque na década de 1970 para Escócia,
Noruega, Suécia, Reino Unido e EUA), têm
investido na invenção de novas tecnologias
de extração de energia das ondas, com
ocorrência de testes no mar de alguns
protótipos de 1ª geração ainda no decurso da
década de 1980 [5]. Fig. 1 Distribuição global da potência das ondas em
kW/m de comprimento da crista (média anual)
Os maiores desenvolvimentos em tecnologia
para o aproveitamento da energia das ondas
tiveram início sobretudo na década de 1990, As ondas maiores ocorrem nas zonas
coincidindo com os primeiros apoios temperadas entre os 30º e os 60º de latitude,
financeiros da União Europeia, específicos acima e abaixo do equador [2, 6].
para esta área [2]. O potencial da energia das ondas, tal como
Actualmente, ainda se estão a dar os encontrado na natureza, é designado por
primeiros passos experimentais para atingir potencial natural. O potencial técnico é a
a plena comercialização (a que existe forma transformada do potencial natural em
sobrevive à custa de financiamento energia utilizável por sistemas tecnológicos.
governamental) [1]. O potencial económico é definido pela
comparação de indicadores económicos com
2 O RECURSO ENERGIA DAS ONDAS outras fontes de energia [8].

2.1 O QUE É A ENERGIA DAS ONDAS 2.2 COMO SE MEDE A ENERGIA DAS
A energia das ondas têm origem nos ventos ONDAS
formados pelo aquecimento solar das massas As ondas do mar variam ao longo do tempo
de ar da atmosfera. Os movimentos da em termos de elevação, comprimento de
superfície do mar (ondas) também podem onda (potência) e direção de propagação. A
ser causados pelo efeito de terramotos, obtenção de estatísticas detalhadas do
veículos marítimos, ou atração gravitíca da comportamento destas variáveis é uma área
Lua e do Sol. Uma vez criadas, as ondas de estudo bem desenvolvida que fornece
podem viajar centenas de kilómetros com parâmetros muito importantes para o
pouca perda de energia. Perto da costa as desenho e controlo de equipamentos de
ondas perdem alguma energia pela conversores de energia das ondas [6].
interacção com o leito do mar [6 - 8]. A densidade de energia de uma onda é o
É de salientar que as ondas são uma fonte fluxo médio de energia que cruza um plano
regular de potência cuja intensidade pode ser vertical paralelo à crista da onda. A
prevista vários dias antes de chegarem., o densidade de energia (ED) e de potência (PD)
são dadas pela Eq. 1[1, 5, 7],

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Diogo Pires, Mário Fonseca e Miguel Coelho

Vários esquemas têm sido propostos para a


1 sua classificação, em função da localização
𝐸𝐷 = 2 𝜌ℊ𝐴2
{ 1 (1) relativamente à costa, e do método utilizado
𝑃𝐷 = 2𝑇 𝜌ℊ𝐴2 na extração de energia [1-6].
Apresenta-se em seguida a classificação
onde  = 1030 kg/m3 é a densidade da água mais recente, proposta na ref. [1], e
do mar, ℊ = 9,81 m/s2 é a aceleração da doravante adopta-se também a terminologia
gravidade, A é a amplitude, e T é o período anglo-saxónica para a referir, por ser a
da onda. Típicamente o recurso onda é original e por falta de uma terminologia
descrito em termos de potência por metro de estabelecida em português .
frente de onda ou power per meter of wave Quanto à localização os WECs são
front (Pw_f), na terminologia anglo-saxonica, habitualmente classificados em três
Eq. 2 [1, 7]. categorias (Fig. 3) relacionadas com a
profundidade do mar:
1 - Shoreline (na costa, < 10 m),
𝑃𝑤_𝑓 = 8𝜋 𝜌ℊ2 𝐴2 𝑇 (2)
- Nearshore (perto da costa, 10 – 25 m), e
- Offshore (longe da costa, > 40 m)
Também pode ser descrito em termos de
potência de onda por metro de comprimento
da crista ou wave power per meter crest
length (Pw_mcl), na terminologia anglo-
saxonica, (Eq. 3 e Fig.2 [1, 7]),

1
𝑃𝑤_𝑚𝑐𝑙 = 𝜌ℊ2 𝐻 2 𝑇 (3)
32𝜋 Fig. 3 Localização de conversores (WECs) [1]

em que a altura H da onda é igual a 2A [1, 7].


A Eq. 3 mostra que a potência da onda é: Em termos do conceito do sistema de
proporcional ao quadrado da altura, conversão utilizado, os WECs podem ser
proporcional à raíz quadrada do categorizados em 6 tipos (Fig. 4) [1]:
comprimento de onda e linearmente  Attenuator;
proporcional ao período da onda [7].  Point absorber;
 Oscillating wave surge converter;
 Oscillating water column;
 Overtopping device;
 Submerged pressure differential.

Fig. 2 Dimensões da onda [1]

3 PRINCIPAIS TIPOS DE CAPTADORES


DE ENERGIA
Atualmente existem mais de mil protótipos
de conversores de energia das ondas Fig. 4 Principais tipos/conceitos de conversores
(designados por Wave Energy Converters ou (WECs) [1]
WECs na terminologia anglo-saxónica) [1].

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Diogo Pires, Mário Fonseca e Miguel Coelho

3.1 ATTENUATORS Technologies, EUA, é um exemplo deste


Habitualmente instalados offshore, são tipo de conceito.
longas estruturas flutuantes, de grandes
dimensões, divididas em sectores articulados 3.3 OSCILLATING WAVE SURGE
por dobradiças, dispostos perpendicular- CONVERTERS (OWSC)
mente à frente de onda, movimentando-se São colectores próximo da superfície,
para cima e para baixo à medida que as montados num braço com articulação
ondas passam por eles. Em cada uma das próxima do leito do mar. O braço oscila
articulações, um sistema hidráulico usa a como um pêndulo invertido devido à
movimentação das ondas para levar os movimentação das partículas de água nas
geradores a produzirem electricidade, que é ondas. O equipamento OYSTER [11] da
transportada por cabos submersos até uma Aqua Marine Power, Irlanda, instalado em
estação na costa. Os cabos também servem 2009 na Escócia usa este conceito (Fig. 7).
de sistema de ancoragem da estrutura. As
máquinas da PELAMIS [9] (Fig. 5) são um
exemplo deste tipo de conversores.

Fig. 5 Equipamento Pelamis de 1º geração no Parque Fig. 7 OYSTER :(a) Modelo à escala, (b) Em
das ondas de Açugadora, Portugal, 2008. funcionamento em Orkeney, Escócia ; (c) Esquema
do conceito.
3.2 POINT ABSORBERS
Estruturas flutuantes que absorvem a energia 3.4 OSCILLATING WATER COLUMNS

da onda em todas as direcções em virtude (OWC)


dos seus movimentos na, ou próximo da, São estruturas ôcas, parcialmente
superfície da água. Têm dimensões mais submersas, com abertura para o mar abaixo
reduzidas, se comparadas ao comprimento da superfície da água, de modo a conter ar
de onda, com de diâmetro de poucos metros. armazenado acima da coluna de água. As
ondas fazem com que a coluna se movimente
para cima e para baixo, actuando como um
pistão, comprimindo e descomprimindo o ar
na coluna.
Quando a água sobe, o ar flui para o exterior
accionando a turbina, quando a água desce
provoca sucção de ar para dentro da câmara,
accionando de novo a turbina mas agora em
sentido contrário, proporcionando um ritmo
Fig. 6 Instalação em New Jersey, EUA e esquema de
funcionamento da PowerBuoy.
de produção constante de energia. Os
projectos OCEANLINK (Austrália),
A bóia PowerBuoy [10] (Fig. 6) LIMPET (UK), e PICO (Portugal) (Fig. 8)
desenvolvida pela Ocean Power utilizam este conceito [1,12].

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Diogo Pires, Mário Fonseca e Miguel Coelho

estrutura com as ondas. A pressão alternate


pode bombear fluído através de um sistema
para gerar electicidade. Um exemplo típico
deste conceito é o equipamento Archimedes
Wave Swing (AWS) [14] da AWS Ocean
Fig. 8 PICO Instalação na ilha do Pico, Açores,
Portugal e esquema de funcionamento. Energy, Reino Unido.

3.5 OVER TOPPING


Consistem numa parede por cima da qual as
ondas transbordam, fazendo entrar água para
dentro de um reservatório. As ondas que vão
entrando criam uma massa de água que é
libertada de volta para o mar, accionando
turbinas instaladas na base do reservatório.
O projecto Wave Dragon [13]
(Dinamarquês) utiliza este princípio (Fig. 9).

Fig. 10 Fotografia do protótipo AWS testado em 2004


no norte de Portugal e esquema do conceito.

4 O QUE SE FAZ EM PORTUGAL

4.1 PARQUE DE ONDAS DA AÇUGADORA


Em setembro de 2008 Portugal foi pioneiro
com a 1ª instalação destes conversores de
ondas para exploração comercial, com 3
máquinas da Pelamis P-1A, a 5km da costa
de Aguçadora (perto da Póvoa do Varzim),
esperando gerar cerca de 2,25 MW de
electricidade (suficiente para abastecer cerca
de 1500 lares). Esta instalação custou cerca
de 9 milhões de Euros, dos quais 1,25
milhões foram financiados a fundo perdido
pelo estado Português e o restante pela
Fig. 9 Wave Dragon :(a) Em funcionamento no País
de Gales; (b) Componentes; (c) Esquema do conceito. empresa portuguesa privada ENERSIS, com
parceria de 60% de um banco australiano. O
3.6 SUBMERGED PRESSURE DIFFERENTIAL projecto previa adquirir futuramente mais 30
Tipicamente encontram-se situados em máquinas Pelaris para atingir a capacidade
locais Nearshore e ancorados no leito do de produção de 20 MW. Infelizmente, três
mar. O movimento das ondas faz com que o meses depois da instalação, as máquinas
nível do mar suba e desça acima destas Pelamis apresentaram problemas e foram
estruturas, induzindo um diferencial de desmontadas para manutenção no Porto de
pressão que causando a subida e descida da Leixões, onde ainda hoje se encontram

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Diogo Pires, Mário Fonseca e Miguel Coelho

estacionadas, por falência dos australianos e Regulamento de Acesso e da Caracterização


da ENERSIS [15]. Ambiental.

4.2 CENTRAL ONDAS DO PICO


Na ilha do Pico, Açores, foi criada uma
central piloto de energia das ondas, que usa
o princípio da coluna de água oscilante
(OWC), para demonstrar a viabilidade
técnica da energia das ondas numa rede
eléctrica local de uma pequena ilha.
O projecto teve início em 1992 e a
construção foi concluída em 1999 mas,
diversos problemas de ordem técnica e falta
de financiamento para os resolver após a
construção da central, levaram à
imobilização do projecto durante vários
anos.
Em 2003, a WavEC-Offshore Renewables,
com o apoio de fundos europeus, retomou o
projecto, alcançando nos testes (de Setembro
a Dezembro de 2010), uma produção anual
total de 45 MWh em 1450 horas de Fig. 11 Mapa da Zona Piloto, situada em frente da
produção. Desde então, tem sido uma infra- costa de S.Pedro de Muel.
estrutura aberta à formação, I&D, inovação
e demonstração, mas a crise económica e o 4.4 OUTRAS INICIATIVAS
fim dos fundos de projectos europeus têm Em 2004, Portugal acolheu na costa de
desafiado a sua manutenção. Aguçadora, os testes do prototipo
As últimas notícias [12] datam de novembro Archimedes Wave Swing da AWS Ocean
2014, em que continuava a funcionar à custa Energy Ltd (reino Unido).
de campanhas de angariação de donativos e Entre 2007 e 2008, Peniche foi o local dos
suporte da EDA (Electricidade dos Açores). testes aos protótipos da WaveRoller
(equipamento do tipo Oscillating Wave
4.3 OCEANPLUG – ZONA PILOTO Surge Converters). Posteriormente, em
Em 2010, a ENONDAS, SA (uma empresa 2012, foi implementada uma instalação de
do Grupo REN) recebeu e passou a gerir a WaveRollers a 15m de profundidade na
concessão da Zona Piloto Portuguesa, que costa de Peniche (integrada no projeto
pretende ser um espaço aberto, na costa SURGE [17] financiado pela EU).
atlântica, dedicado ao desenvolvimento de
energias marinhas, com especial ênfase na 5 CONCLUSÃO
energia das ondas [16]. As industrias da energia das ondas e marés
Esta zona engloba uma área de cerca de 320 têm um grande potencial para produzir
km2 e está situada perto de S. Pedro de quantidades significativas de eletricidade
Moel, entre a Figueira da Foz e a Nazaré limpa. Estas industrias fizeram progressos
(Fig. 11). Tem enquadramento legal com significativos na concretização desse
permissões desde 2008 (com aditamento da potencial preparando-se para a instalação da
legislação em 2012) e estão em curso primeira geração de redes produtoras deste
estudos de desenvolvimento do tipo de energias.

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Diogo Pires, Mário Fonseca e Miguel Coelho

O desenvolvimento de tecnologias do [4] NREL, "Ocean Energy Technology Overview", Report by


U.S. National Renewable Energy Laboratory for the U.S.
oceano enfrenta muitas barreiras: requer a Department of Energy, Office of Energy Efficiency and
obtenção de permissão para os locais de Renewable Energy, Federal Energy Management Program,
testes e de implementação; necessita de DOE/GO-102009-2823, July, 2009. Disponível online no
sítio:http://large.stanford.edu/courses/2013/ph240/lim2/docs
estruturas de rede de conectividade que /44200.pdf.
permitam a transmissão da energia
[5] J. Falnes, “A review of wave-energy extraction”, Marine
produzida, e obriga a estudos demorados de Structures, 20, 185–201, 2007.
impacto ambiental, apesar da imaturidade da
maioria destas tecnologias ainda não [6] E. Enferad and D. Nazarpour, “Ocean's Renewable Power
and Review of Technologies: Case Study Waves”, in
permitir avaliar exaustivamente todos os Renewable Energy, H. Arman (Ed.), 2013. Disponível online
factores que lhe possam estar associados. no sítio: http://www.intechopen.com/books/new-
developments-in-renewable-energy/ocean-s-renewable-
A industria continua maioritariamente power-and-review-of-technologies-case-study-waves.
dependente do apoio dos governos e é
essencial que os políticos enviem fortes [7] M.S. Lagoun, A. Benalia and M.E.H. Benbouzid, “Ocean
wave converters: State of the art and current status,” in
sinais de mercado aos investidores e Proceedings of the 2010 IEEE ENERGYCON, Manama
desenvolvedores de projetos. (Bahraïn), 636-642, December 2010.
O ambiente marinho requer equipamentos
[8] W.B. Wan Nik, O.O. Sulaiman, R. Rosliza, Y. Prawoto,
resistentes à corrosão e a condições A.M.Muzathik, “Wave energy resource assessment and
adversas, implicando que os custos de review of the Technologies”, International Journal of Energy
and Environment, Vol. 2, (6), 1101-1112, 2011.
construção, manutenção e reparação podem
ser muito caros, o que pode inviabilizar os [9] http://www.emec.org.uk/about-us/wave-clients/pelamis-
wave-power/ acedido em Junho 2015.
projetos (como sucedeu no parque da
Açugadora). [10] http://www.oceanpowertechnologies.com/powerbuoy/
O risco mais significativo no acedido em Junho 2015.

desenvolvimento tecnológico é a não [11]http://www.reuk.co.uk/Oyster-Wave-Power.htm acedido


viabilidade, pelo que falhas significativas em Junho 2015.
em grandes projetos poderão fazer as
[12] http://www.pico-owc.net/ acedido em Junho 2015.
empresas e organizações perder o interesse
dos investidores. Este é um desafio que se [13] http://www.wavedragon.net/ acedido em Junho 2015.

aplica a todos os projetos energéticos


relacionados com os oceanos. [14]http://www.awsocean.com/media/File/pdf/AWS_feature
_The_Engineer_Oct07.pdf acedido em Junho 2015.

[15]https://en.wikipedia.org/wiki/Agu%C3%A7adoura_Wa
REFERÊNCIAS ve_Farm acedido em Junho 2015.
[1] H. Titah-Benbouzid, M. Benbouzid, “An Up-to-Date
Technologies Review and Evaluation of Wave Energy [16]http://www.ren.pt/pt-
Converters”, International Review of Electrical Engineering, PT/o_que_fazemos/outros_negocios/enondas/ acedido em
Vol.10, (1), 52-61, 2015. Junho 2015.

[2] A.F.O. Falcão, “Wave energy utilization: A review of the [17 http://aw-energy.com/projects/project-surge acedido em
technologies”, Renewable and Sustainable Energy Reviews, Junho 2015.
Vol. 14, (3), 899–918, 2010.

[3] AEA Energy & Environment, “Review and analysis of


ocean energy systems development and supporting policies”,
A report by AEA Energy & Environment on the behalf of
Sustainable Energy Ireland for the IEA’s Implementing
Agreement on Ocean Energy Systems, June, 2006.
Disponível online no sítio:
http://large.stanford.edu/courses/2013/ph240/lim2/docs/aea.
pdf.