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INSTITUTO DE HUMANIDADES, ARTES E CIÊNCIAS

PROFESSOR MILTON SANTOS - IHAC


ESTUDO DOS PODERES – PLANO DE CURSO – 2011.2
PROFESSOR RENATO DA SILVEIRA

1 – Introdução. Força e poder. O Poder e os poderes: o Estado e os domínios


institucionalmente disseminados: a “microfísica” do poder. A natureza plurifuncional
das instituições centrais das sociedades humanas.Tipos de dominação e liderança. A
acentuação das desigualdades e a competição como forças estruturantes. Ideologia,
demagogia, autoridade e hierarquia. Os poderes da discriminação. Controle militar e
repressão. Papel da influência pessoal na ação política. Poderes alternativos nos
movimentos sociais tradicionais e pós-modernos. O desvio e a desordem.
2 – Sócrates, Platão, Aristóteles, Sêneca, Marco Aurélio e Cícero: Estado,
democracia, aristocracia, despotismo e tirania. Os poderes no Velho Testamento.
Maquiavel: o poder pelo poder. O Leviatã de Hobbes. Locke e a escola liberal de
Cambridge. Rousseau e a desigualdade entre os homens. Montesquieu e a clássica
divisão entre executivo, legislativo e judiciário. Spinoza: da autoridade política. Kant e
a Revolução Francesa. Nietzsche e a “vontade de potência”. Marx e Engels: o Manifesto
do Partido Comunista. Max Weber: modos de dominação. A reflexão atual: filosofia
política, ciência política, sociologia política, antropologia política, marketing político:
convergências e divergências.
3 – Religião e poder. Poderes sagrados e poderes profanos: sua conexão. Papel
dos sacerdotes na legitimação dos poderes políticos centrais: os soberanos de direito
divino. A função da rotina sagrada como instrumento de conservação da ordem.
Funções econômicas e técnicas da dimensão sagrada. O culto organizado como contra-
poder. O sagrado como legitimação da rebeldia. Messianismo e milenarismo. Divisão
de poderes entre religião, mídia de massa e instituições estatais nas sociedades
contemporâneas.
4 – Os poderes da comunicação. O capital simbólico. O espetáculo como meio
de comunicação de massa através da história. Modos de produção da opinião. A Santa
Inquisição e o rito espetacular: o auto-da-fé. A “multidão” e o jornal de massa: o Petit
Journal de Paris e o Izvestija do Partido Bolchevique. O rádio na Alemanha nazista. A
comunicação social da ditadura militar brasileira e o papel da Rede Globo na
estabilização da unidade nacional.
5 – A imagem do poder. A produção da aparição pública dos poderosos. O
aspecto imagético na constituição das hierarquias sociais. Uso político da alegoria. O
brasão medieval. Logomarcas políticas e profissionais. Papel dos símbolos visuais na
criação do consenso político e da coesão identitária. A aparência da credibilidade e da
intimidação. A arquitetura monumental como afirmação de potência política, econômica
e cultural. A imagem pública e privada do marginal.
6 – O poder do livro. Dos suportes pesados ao papel. O advento da forma livro:
do rolo (volumen) ao códice (codex). O livro artesanal como objeto precioso e privilégio
dos poderosos. Invenção da imprensa: da China antiga a Gutenberg. A Enciclopédia de
d’Alembert e Diderot e o surgimento da indústria editorial. A democratização
propiciada pelo surgimento do pocket book. Transição do livro impresso ao digital:
problemas econômicos, jurídicos e políticos.
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7 – Os poderes da administração pública. Tipos de burocracia. O mandarinato
chinês: a burocracia guardiã. A burocracia de casta. A burocracia clientelista.
Gerontocracia, oligarquia e patrimonialismo: o poder dos notáveis. Meritocracia e
racionalidade burocrática na Europa e nos Estados Unidos.
8 – O clientelismo através da história, no Império Romano, na Europa feudal, na
África tradicional e no Império Colonial Português. Usos sociopolíticos do parentesco
consanguíneo e do apadrinhamento. A figura do protégé no Antigo Regime. O boss
norte-americano. Estrutura das redes clientelares no Brasil. Clientelismo e corrupção.
9 – A reflexão e o exercício dos poderes na África tradicional. Ritualística e
estrutura nas sociedades africanas. O oráculo e os conselheiros reais. Religião e poder
sociopolítico. O culto dos ancestrais, guardiões da moralidade pública. Relações
políticas baseadas na descendência. “Feitiçaria” e contestação. A antropologia política
inglesa e a francesa: ordem e rebelião na África negra.
10 – A capacidade de organização como força sociopolítica. A constituição de
hierarquias de mando e de função. Modos de organização e tipos de ação. Importância
de conhecimentos técnicos na ordenação dos poderes. Organização de uma rede de
alianças. Sociedades secretas. Aparato e carisma. O Exército no Império Romano, o
Candomblé na Bahia escravista e o Partido marxista-leninista. A semiclandestinidade
nas guerras de libertação nacional. A crise dos partidos políticos ocidentais e o advento
das ONGs. Redes sociais virtuais.
11 – As democracias liberais capitalistas: a constituição brasileira de 1988. A
igualdade jurídica e a desigualdade social. O poder econômico como critério de
constituição dos poderes sócio-políticos. O “estado de direito” e as lutas pela cidadania.
Os poderes e os desmandos das grandes empresas privadas no mundo contemporâneo.
12 – Poderes sócio-políticos no mundo islâmico. Confrarias e fraternidades
muçulmanas através da história. A natureza política do Islão. O papel da “cidade santa”.
Estrutura política do Império Turco Otomano. Corsários mouros e renegados cristãos no
Mar Mediterrâneo na época do Renascimento. A “primavera” islâmica e os desafios
atuais: o caso da Líbia.
13 – A estrutura dos poderes nos impérios maia, asteca e inca. Influência da
natureza sobre as concepções religiosas e políticas. Estratificação social e grupos rituais
de iniciação. O sacrifício humano e a manutenção do poder. Alianças propiciadas pela
situação colonial.

VERIFICAÇÃO
A verificação constará de dois momentos: um trabalho de análise crítica do
plano de curso e uma prova escrita constando de reflexão sobre um tema proposto.
Critérios de avaliação: capacidade de interpretação, qualidade da argumentação, da
exemplificação e da redação.

BIBLIOGRAFIA
Livros consultados pelo professor, constando aqui a título informativo. Lista
ampla, sem querer ser exaustiva, visando a abertura de horizontes e a troca de
informações. Alguns dos livros citados em língua estrangeira têm edições brasileiras,
porém não tenho os dados completos. As datas entre parênteses indicam a redação
original de textos antigos. Os textos indicados para leitura dos estudantes serão
fornecidos pontualmente, apenas em língua portuguesa.

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