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Sumário:

1- Introdução ..............................................................................02

2- Objetivos ...............................................................................03

2.1 objetivo geral ........................................................................................03

2.2 objetivos específicos ............................................................................03

3- Problema e hipótese de pesquisa .........................................04

4- Metodologia ...........................................................................05

5- Resultados esperados ..........................................................05

6- Referencias bibliográficas .....................................................11

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1- Introdução

A reflexão sobre as práticas sociais, em um contexto marcado pela


degradação permanente do meio ambiente e do seu ecossistema, cria uma
necessária articulação com a produção de sentidos sobre a educação
ambiental. A dimensão ambiental configura-se crescentemente como uma
questão que diz respeito a um conjunto de atores do universo educativo,
potencializando o envolvimento dos diversos sistemas de conhecimento, a
capacitação de profissionais e a comunidade universitária numa perspectiva
interdisciplinar.
Entende-se por educação ambiental os processos por meio dos quais o
indivíduo e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos,
habilidades, atitudes e competências voltadas para a conservação do meio
ambiente, bem de uso comum do povo, essencial à sadia qualidade de vida e
sua sustentabilidade.
O turismo é uma das atividades econômicas que mais tem se destacado
na geração de emprego e renda. Como atividade embasada no
desenvolvimento, a preservação do meio ambiente é fundamental para garantir
a sobrevivência dessa atividade. Para tanto, a educação ambiental surge como
uma das ações para solucionar e/ou minimizar os impactos ocasionados pelo
turismo.
No entanto, ele pode apresentar alguns problemas no que se refere à
falta de sustentabilidade, ou seja, a incapacidade de atender às necessidades
das gerações futuras, pois em alguns pólos turísticos brasileiros, a atividade
vem tendo seu ponto de saturação, provocando, assim, desequilíbrios
ambientais, em suas dimensões social, econômica, tecnológica, cultural e
política.
Tomando-se como referência o fato de a maior parte da população
brasileira viver em cidades, observa-se uma crescente degradação das
condições de vida, refletindo uma crise ambiental. Isto nos remete a uma
necessária reflexão sobre os desafios para mudar as formas de pensar e agir
em torno da questão ambiental numa perspectiva contemporânea.
A complexidade desse processo de transformação de um planeta, não
apenas crescentemente ameaçado, mas também diretamente afetado pelos

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riscos socioambientais e seus danos, é cada vez mais notória. A concepção
"sociedade de risco" amplia a compreensão de um cenário marcado por nova
lógica de distribuição dos riscos.
Como estratégia para promover a educação ambiental nas escolas com
o envolvimento das comunidades nas quais estão inseridas, a Secretaria de
Estado de Educação de Mato Grosso- SEDUC/MT, propõe o Projeto de
Educação Ambiental - PrEA, que tem como objetivo promover a
sustentabilidade da sociedade mato-grossense através de processos
educativos que contemplem a inclusão social, justiça ambiental, respeito ao
ensino público e o bem comum.
Este artigo está permeado por uma discussão sobre a questão da
apropriação do meio ambiente e suas transformações, partindo-se do conceito
de desenvolvimento sustentável.

2- Objetivos

2.1- Objetivo geral:

O objetivo deste presente trabalho foi verificar como se dá essa


interação entre turismo e educação ambiental, bem como analisar sua
importância nos aspectos econômicos sociais.

2.2- Objetivos específicos:

Este trabalho busca responder às seguintes questões:

 Se há no Estado algum Plano de Educação Ambiental e suas


estratégias de difusão.
 Se há a conscientização da população mato-grossense sobre a prática
do turismo, a sua relação com a educação ambiental e sua importância
para o desenvolvimento do Estado.
 A importância do turismo na região e meios de incentivar o turismo no
Mato Grosso, visando a educação ambiental.

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3- Problema e hipótese de pesquisa:

É inegável a importância do turismo para o mundo, como é para o nosso


país, e não poderia ser diferente para Mato Grosso.
A atividade turística utiliza o meio ambiente como atrativo principal. A
apropriação do meio ambiente pelo turismo traz, às vezes, a degradação.
É nesta perspectiva, do conflito entre turismo e conservação do meio
ambiente, que surge o conceito de desenvolvimento sustentável. Esse
desenvolvimento representa uma tentativa de busca de qualidade de vida para
a sociedade atual e gerações vindouras, e um desenvolvimento sócio-
econômico eqüitativo.
O cenário da EA não é novo no Estado. Diversos projetos e parcerias
marcam o histórico do movimento, projetando Mato Grosso como uma das
grandes referências nacionais. Inúmeras experiências estão sendo vivenciadas
no interior das escolas, a o Projeto de Educação Ambiental – PrEA, através do
seu diagnóstico avaliativo irá sistematizar estes dados oferecendo um quadro
mais real da situação escolar mato-grossense, o que garantirá maior
competência em verificar os limites para sua superação, bem como conhecer
as potencialidades para promover um movimento circular de sustentabilidade
das vivências já iniciadas, porém pouco divulgadas ou conhecidas pelo público.
A realidade atual exige uma reflexão cada vez menos linear, e isto se
produz na inter-relação dos saberes e das práticas coletivas que criam
identidades e valores comuns e ações solidárias diante da reapropriação da
natureza, numa perspectiva que privilegia o diálogo entre saberes.
A preocupação com o desenvolvimento sustentável representa a
possibilidade de garantir mudanças sociopolíticas que não comprometam os
sistemas ecológicos e sociais que sustentam as comunidades.
O novo modelo de desenvolvimento definido pela Política Nacional
Integrada para a Amazônia Legal (PNIAL) tem como objetivo final à elevação
da qualidade de vida de sua população, mediante o crescimento econômico
sustentável, o pleno aproveitamento das potencialidades naturais e culturais e
a internalização e melhor distribuição da riqueza. A efetivação desse objetivo

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pressupõe uma nova estratégia de desenvolvimento, centrada no respeito à
diversidade interna, a articulação das dimensões econômica, social e ambiental
e a redução dos conflitos e desigualdades regionais.
Assim, turismo, meio ambiente e educação ambiental estão interligados,
não podendo ser realizada uma análise da atividade turística sem considerar
esta tríade: turismo, meio ambiente e educação ambiental.

4- Metodologia:

Foi realizado um estudo descritivo e dissertativo sobre o turismo e a


educação ambiental e sua importância para a economia do Estado do Mato
Grosso.
Foi coletado dado de artigos relacionados sobre o assunto na internet e
no site do Estado do Mato Grosso.

5- Resultados esperados:

O formato econômico atual já mostrou ser ineficiente em termos de seu


compromisso social, assim, cabe ao turismo preocupar-se com injustiças,
antagonismos, degradação ambiental, proporcionando novas alternativas, para
assumir seu compromisso.
Sendo assim, o turismo com seu potencial educacional, por meio da
sensibilização do turista e da população, deixa a desejar, pois trata de
reproduzir a lógica do capital, que provoca desigualdades.
Refletir sobre a complexidade ambiental abre uma estimulante
oportunidade para compreender a gestação de novos atores sociais que se
mobilizam para a apropriação da natureza, para um processo educativo
articulado e compromissado com a sustentabilidade e a participação, apoiado
numa lógica que privilegia o diálogo e a interdependência de diferentes áreas
de saber.

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A temática ambiental já é abordada em outras atividades, que inclusive,
tem procurado diminuir os impactos negativos e potencializar os impactos
positivos. E, o turismo, uma atividade econômica como outra qualquer, também
provoca mudanças onde for instalada. No turismo, a questão ambiental está
enfocada entre outras ações para minimizar os impactos. A educação
ambiental é vista como um caminho natural para solucionar e/ou minimizar os
impactos.
A educação ambiental dirigida ao turismo, por conseguinte, deve ser
construída com a participação da comunidade visando assim o
desenvolvimento sustentável. Essa noção de sustentabilidade leva o
desenvolvimento do turismo a uma perspectiva de longo prazo. Esse
desenvolvimento tenta manter os costumes locais, garantir a conservação de
áreas de beleza natural, objetos históricos e outros.
A implantação do turismo numa região, área ou país pode trazer
benefícios, desde que sejam observados e respeitados os interesses da
comunidade. Caso isso não ocorra, o turismo pode aumentar a mendicância,
prostituição e consumo de drogas. Vale ressaltar que o turismo não gera estes
problemas sociais, mas sendo mal planejado, pode intensificá-los.
O turismo é um fenômeno econômico e social e como tal traz mudanças
ao meio ambiente natural e construído. Diante desta constatação se faz
necessário um reflexão sobre os impactos ocasionados ao meio ambiente e a
comunidade.
Como o turismo é um grande intercâmbio de pessoas, a coexistência
dessas pessoas pode aumentar as tensões sociais, e provocar a xenofobia.
Nesse intercâmbio a interação entre turistas e comunidade local tem que ser
satisfatória, para não aflorar ou aprofundar os problemas sociais, econômicos e
culturais da comunidade.
Neste sentido a questão ambiental tem que estar inserida no
planejamento da atividade turística. Sendo, portanto uma atividade
multifacetada, ou seja, o turismo requer dados econômicos, social, cultural e
ambiental para que seja implantado e tenha sustentabilidade.
Como estratégia para promover a educação ambiental nas escolas com
o envolvimento das comunidades nas quais estão inseridas, a Secretaria de
Estado de Educação de Mato Grosso- SEDUC/MT, propõe o Projeto de

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Educação Ambiental - PrEA, que tem como objetivo promover a
sustentabilidade da sociedade mato-grossense através de processos
educativos que contemplem a inclusão social, justiça ambiental, respeito ao
ensino público e o bem comum.
Esse projeto vai definir a vida das pessoas e o futuro do estado de Mato
Grosso.
Embora defendamos um turismo diferenciado aliado aos ensinamentos
da educação ambeintal, torna-se imprescindível o conhecimento de princípios
norteadores para o bom uso do ambiente.
O turismo é atualmente o setor econômico que apresenta os mais
elevados índices de crescimento no contexto mundial; movimenta cerca de
US$ 3,5 trilhões anualmente e, apenas na última década expandiu suas
atividades em 57%. Estima-se que o setor turístico ofereça, hoje, cerca de 300
milhões de empregos, correspondendo a 1 em cada 9 trabalhadores do mundo.
Ainda assim, a perspectiva de crescimento da oferta de empregos é da
ordem de 10,6% para os próximos anos; dentro desse panorama de
crescimento, o segmento denominado ecoturismo que representa 10% da
atividade turística total é a modalidade que apresenta o maior crescimento, 20
% ao ano; dessa forma o ecoturismo que é o nosso maior potencial, cresce
anualmente tanto em termos absolutos como em termos percentuais. Assim, se
as atuais tendências se mantiverem estáveis, dentro de dez anos o ecoturismo
poderá representar nosso principal produto.
Diante disso, a sociedade despertou para um maior compromisso com a
preservação e conservação dos ecossistemas. Inicialmente foi pensado o
conceito de intocabilidade dos recursos naturais. Depois descobriu- se que
essa postura radical criaria outros problemas, surgindo assim, os conceitos de
proteger e recuperar, culminando com os conceitos de preservação e
conservação e da necessidade de se preservar determinadas áreas de
interesse ecológico, como as unidades de conservação. E hoje, já se discute a
questão do desenvolvimento sustentado.
O que ainda se falta fazer para obter mais conscientização da população
mato-grossense é:
Elaboração de material didático e de pesquisa adequado à diversidade
ambiental de Mato Grosso;

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Formação de professores mediadores para desencadear as ações do
PrEA nas escolas e em suas comunidades;
Implementação da Rede-Escola;
Promover a realização de pré-fóruns ambientais em cidades pólos;
Estimular a criação de projetos ambientais escolares comunitários -
PAEC's.
É inegável nossa privilegiada posição geográfica: Amazônia, Pantanal,
Cerrado, Araguaia e Chapada dos Guimarães. Temos atrativos naturais em
abundância, porém, poucos produtos ecoturístico, pois os atrativos são de
difícil acesso e dispersos, carecendo de uma melhor infra-estrutura de
transportes para receber os turistas e distribuí-los pelas áreas onde existam
terminais fluviais, pequenos aeroportos e rodovias que ofereçam as condições
de conforto e segurança necessários para permitir o traslado de turistas entre
os portões regionais e os locais onde se concentram os potenciais de
ecoturismo.
Para tanto, as ações deverão romper os paradigmas tradicionais de
projetos de desenvolvimento regional, preocupando-se em estabelecer
parcerias entre a sociedade civil, o setor privado e o setor público, mediante
estratégias de implementação nas quais todos os parceiros deverão contribuir
para que sejam alcançados os objetivos comuns; assim como uma redefinição
do papel do Estado como agente de fomento ao desenvolvimento, planejando a
atração de capital privado para novos investimentos e revitalização dos
empreendimentos existentes.

6- Referencias bibliográficas

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