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UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE

JANEIRO
Faculdade de Engenharia – Estruturas Metálicas
Professor Pedro Vellasco

1- INTRODUÇÃO

Deseja-se dimensionar uma estrutura em forma de treliça para um


hangar no subúrbio do Rio de Janeiro, utilizando perfis de aço com
uma tensão de escoamento Fy igual a 345MPa e uma tensão última, Fu
de 500MPa.

2- CARACTERÍSTICAS

- Vão entre Eixo de Colunas: 28m


- Comprimento: 5 x 8m = 40 m
- Pé direito:15m
- Cobertura de telha translúcidas inanda, peso especifico:1,2 Kg/dm 3;
resistência a flexão: 1180 Kg/cm2; resistência a tração:700 Kg/cm2;
absorção água: 0,30%
- Terça  Tubos Redondos; Diâmetro externo : 168,3 mm ;Espessura
da parede: 22,2 mm; Peso Próprio: 801 N/m; Módulo Elástico Resist. à
Flexão : 331 cm³

3- NORMAS ADOTADAS

NBR 6123/88 – Norma de Vento

4- ESQUEMA
FALTA MUDAR O DESENHO!!!!!!!!!

5- CARGAS ADOTADAS

5.1- CARGA PERMANENTE (CP)

A ser estimada para cada parte da estrutura.

5.2- SOBRECARGA (SC)

2º Semestre de 2009
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A sobrecarga de serviço utilizado no projeto é de  SC = 250N/m²

5.3- VENTO

De acordo com NBR 6123/88.

5.3.1- VELOCIDADE BÁSICA V0

Através do gráfico das isopletas da velocidade básica no Brasil (Figura


1 da Norma de Vento):

- Subúrbio do Rio de Janeiro  V0 = 35m/s

5.3.2- FATOR TOPOGRÁFICO S1

O fator topográfico S1 leva em consideração as variações do relevo do


terreno. Para o projeto, adotou-se:
- Terreno plano ou fracamente acidentado  S1 =1,0

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5.3.3- FATOR DE RUGOSIDADE S2

O fator S2 considera o efeito combinado da rugosidade do terreno, da


variação da velocidade do vento com a altura acima do terreno e das
dimensões da edificação ou parte da edificação em consideração.

5.3.3.1- Rugosidade do terreno


- Terreno coberto por obstáculos numerosos e pouco espaçados, em
subúrbio densamente construído de grande cidade  Categoria IV

5.3.3.2- Dimensões da edificação


- A maior dimensão horizontal ou vertical da superfície frontal está
entre 20m e 50m Classe B

5.3.3.3- Altura sobre o terreno

ADOTADO: f/28 = 1/5 . : f=5,6


- Para estudo dos elementos de vedação, utilizou-se a altura
correspondente ao topo da edificação  z=h+f = 15 +5,6 = 20,6

Categoria IV, Classe B, z=20,6m


S2=0,91

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5.3.4- FATOR ESTATÍSTICO S3

O fator estatístico S3 é baseado em conceitos estatísticos, e considera


o grau de segurança requerido e a vida útil da edificação. Na falta de
uma norma específica sobre segurança nas edificações ou de
indicações correspondentes na norma estrutural, o valore mínimo do
fator S3 neste projeto foi (Tabela 3 da Norma de Ventos):

Temos então:

S3=0,95

5.3.5- VELOCIDADE CARACTERÍSTICA Vk

Vk = V0 + S1 + S 2 + S 3 = 35 ×1 × 0,91 × 0,95 = 30 ,26 m / s

5.3.6- PRESSÃO DINÂMICA

q = 0,613 ×Vk2 = 0,613 × ( 30 ,26 ) = 561 ,30 N / m 2


2

q = 561 N / m 2

5.3.7- COEFICIENTES DE PRESSÃO E DE FORMA, EXTERNOS


PARA O TELHADO

3 4

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2 5
B C
1 6
A1 + A 2 D1 + D 2

FALTA MUDAR O DESENHO!!!!!!!!!


- Abóbada cilíndrica de seção circular com
0,5 × λ2 < λ1 < 3 ×λ 2 → 0,5 × 28 < 40 < 3 × 28 ⇒ ok !

Os coeficientes de pressão da Tabela 24 da Norma de Vento,


correspondem ao vento soprado perpendicularmente à geratriz da
cobertura. O arco está dividido em seis partes iguais, sendo o
coeficiente de pressão considerado constante em cada uma das seis
partes.
Os coeficientes de pressão da Tabela 25 correspondem ao vento
soprando paralelamente à geratriz da cobertura. Esta cobertura está
dividia, na direção do vento, em quatro partes iguais, sendo o
coeficiente de pressão considerado constante em cada uma das
quatro partes.

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Pela Tabela 24 – Coeficientes de pressão externa, cpe, para vento


soprando perpendicularmente à geratriz da cobertura:

−0,9 −0,8
−0,7 −0,3

−1,2 −0,2

Pela Tabela 25 – Coeficientes de pressão externa, cpe, para vento


soprando paralelamente à geratriz da cobertura:

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−0,6 −0,3

−0,2
−0,8

5.3.8- COEFICIENTES DE PRESSÃO INTERNA DE ACORDO COM


A NBR-6123

Conforme a Norma de Vento, a pressão interna é considerada


uniformemente distribuída no interior da edificação.

−0,3 0,0

5.3.9- COEFICIENTE PARA CÁLCULO DOS PÓRTICOS

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− 0,9 − 0,8 − 0,6 − 0,3
− 0,7 − 0,3
− 0,8 − 0,2
− 0,2
−1,2

c pe α = 90º c pe α = 0º

− 0,3 0,0

c pi
c pi
− 0,9
− 0,8
− 0,7 − 0,3

− 1,2 − 0,2

situação adotada

Pressão externa

Cpe= ∆pe/q

Paralelo (0°)
Perpendicular (90°) ∆peA=-448,8Pa
∆pe1=-673,2 Pa ∆peB=-336,6 Pa
∆pe2=-392,7 Pa ∆peC=-168,3 Pa
∆pe3=-504,9 Pa ∆peD=-112,2 Pa
∆pe4=-448,8 Pa
∆pe5=-168,3 Pa
∆pe6=-112,2 Pa

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Cpi=∆pi/q . : ∆pi= 561 Pa

5.3.10- CARGAS DE VENTO EM CADA PÓRTICO

W = coeficiente de pressão × pressão dinâmica × distância entre


treliças

W1 = -1,2.561.8= -5385,6 N/m


W2 = -0,7. 561.8= -3141,6 N/m
W3 = -0,9. 561.8= -4039,2 N/m
W4 = -0,8. 561.8= -3590,4 N/m
W5 = -0,3. 561.8= -1346,4 N/m
W6 = -0,2. 561.8= -897,6 N/m

5.4- CARGAS NAS TERÇAS

5.4.1- Somatório do peso próprio das terças, peso próprio das


telhas e da sobrecarga nas treliças.

• Carga permanente (G)

Escolha do perfil da terça:


- Terça  Tubos Redondos; Diâmetro externo : 168,3 mm
;Espessura da parede: 22,2 mm; Peso Próprio: 801 N/m; Módulo
Elástico Resist. à Flexão : 331 cm³

Peso próprio da telha = 110 N/m²


= 8 m .110 N/m² = 880 N/m

G = 880 + 801 = 1681 N/m

• Sobrecarga (Q)  = 250 N/m²

Q = 8 m . 250 N/m² = 2000 N/m

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M ⋅y y
σy = ∴W =
I I
→W = 331 cm = 331 ⋅10 −6 m 3
3

ql 2 [1,3.(880 + 801 ) +1,5( 2000 )]. 8 2


→M = = = 41482 ,4 Nm
8 8
M 41482 ,4
σy = = = 125 ,32 Mpa < Fy
W 331 .10 −6
ok !

5.4.1.1- DIAGRAMA DOS ESFORÇOS AXIAIS DA TRELIÇA

A combinação utilizada foi para a situação mais desfavorável de


‘’cima para baixo’’  Peso próprio + Sobrecarga.
1,3 G + 1,5 Q = 1,3 . 1681 + 1,5 . 2000= 5185,3 N/m

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- Diagrama dos esforços axiais:

5.4.2 - Somatório do peso próprio das terças, peso próprio


das telhas e da Carga do vento.

• Carga permanente (G)

Escolha do perfil da terça:


- Terça  Tubos Redondos; Diâmetro externo : 168,3 mm
;Espessura da parede: 22,2 mm; Peso Próprio: 801 N/m; Módulo
Elástico Resist. à Flexão : 331 cm³

Peso próprio da telha = 110 N/m²


= 8 m .110 N/m² = 880 N/m

G = 880 + 801 = 1681 N/m

• Carga do vento (W)

A combinação utilizada foi para a situação mais desfavorável de ‘’


baixo para cima ’’  Peso próprio + Carga do vento : 1,0.G +
1,4.W

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Trecho 1 ( Nó 1 e 2 )

1,0.G + 1,4W1 = 1901 -1,4.5445 = -5722 N/m

Trecho 2 ( Nó 3 e 4 )

1,0.G + 1,4W2 = 1901 -1,4.3630 = -3181 N/m

Trecho 3 ; 4 ( Nó 5 , 6 e 7 )

1,0.G + 1,4W3,4 = 1901 -1,4.4840 = -4875 N/m

Trecho 5 ( Nó 8 e 9 )

1,0.G + 1,4W5 = 1901 -1,4.2420 = -1487 N/m

Trecho 6 ( Nó 10 e 11 )

1,0.G + 1,4W6 = 1901 -1,4.1210 = 207 N/m

Trecho 1 é o mais solicitado, e 1,0.G + 1,4W1 < 1,3 G + 1,5 Q,


portanto poderemos continuar utilizando este perfil de terça.

- Diagrama dos esforços axiais:

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