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COMPETÊNCIAS EMPREENDEDORAS E TÉCNICAS

DE PROCURA DE EMPREGO

UFCD 8600
ÍNDICE

1. Conceito de empreendedorismo – múltiplos contextos e perfis de intervenção


2. Perfil do empreendedor
3. Fatores que inibem o empreendedorismo
4. Ideia de negócio e projeto
5. Coerência do projeto pessoal/ projeto empresarial
6. Fases da definição do projeto
7. Modalidades de trabalho
8. Mercado de trabalho visível e encoberto
9. Pesquisa de informação para procura de emprego
ÍNDICE

10. Medidas ativas de emprego e formação


11. Mobilidade geográfica
12. Rede de contactos
13. Curriculum vitae
14. Anúncios de emprego
15. Candidatura espontânea
16. Entrevista de emprego
1. CONCEITO DE EMPREENDEDORISMO – MÚLTIPLOS CONTEXTOS E
PERFIS DE INTERVENÇÃO
1. CONCEITO DE EMPREENDEDORISMO – MÚLTIPLOS CONTEXTOS E
PERFIS DE INTERVENÇÃO

 A noção de Empreendedorismo desenvolve-se atualmente como uma competência transversal,


fundamental para o desenvolvimento humano, social e económico.

 O espírito empreendedor caracteriza-se fundamentalmente pelo desejo e energia para agir, de


forma persistente, sobre a realidade envolvente. Essa dinâmica é útil, seja no âmbito da vida
pessoal, na vida comunitária, na vida das organizações, seja na criação de iniciativas de
carácter empresarial.
1. CONCEITO DE EMPREENDEDORISMO – MÚLTIPLOS CONTEXTOS E
PERFIS DE INTERVENÇÃO

 Pessoas empreendedoras produzem novas soluções, criam inovação, resolvem


problemas, correm riscos, falham e aprendem a ser mais eficazes; mobilizam
recursos e pessoas em torno de ideias e, em toda essa dinâmica, existe sempre
a procura da criação de valor para si e para os outros.
1. CONCEITO DE EMPREENDEDORISMO – MÚLTIPLOS CONTEXTOS E
PERFIS DE INTERVENÇÃO

 Na perspetiva do empreendedor, a realidade que o envolve não é


estática e inalterável, mas algo que pode ser «perturbado», que pode
ser alterado; nesse sentido, um empreendedor é um «visionário» porque
tem a capacidade de imaginar novas realidades futuras.
1. CONCEITO DE EMPREENDEDORISMO – MÚLTIPLOS CONTEXTOS E
PERFIS DE INTERVENÇÃO

 Ser empreendedor resulta fundamentalmente de um conjunto de atitudes e comportamentos


que são acessíveis a qualquer pessoa, em qualquer contexto, independentemente da sua
origem, qualificações ou recursos. É, pois, necessário criar ambientes que promovam e
valorizem essas atitudes, de forma sustentada, para que um maior número de pessoas
desenvolva as suas competências empreendedoras.
1. CONCEITO DE EMPREENDEDORISMO – MÚLTIPLOS CONTEXTOS E
PERFIS DE INTERVENÇÃO

 Os contextos de formação/educação são um terreno excelente para a promoção do


desenvolvimento de competências empreendedoras. Por um lado, porque são orientados por
profissionais; por outro, porque a introdução de métodos pedagógicos experienciais (aprender-
fazendo) pode ser complementar aos processos mais tradicionais de ensino, constituindo uma
fonte de enriquecimento curricular.
1. CONCEITO DE EMPREENDEDORISMO – MÚLTIPLOS CONTEXTOS E
PERFIS DE INTERVENÇÃO

 Tendo presente a definição abrangente da competência


de Empreendedorismo e as suas componentes em
termos de conhecimentos, capacidades e atitudes,
podemos pensar no Empreendedorismo como sendo,
fundamentalmente, a capacidade e o desejo de agir de
forma continuada.
1. CONCEITO DE EMPREENDEDORISMO – MÚLTIPLOS CONTEXTOS E
PERFIS DE INTERVENÇÃO

 Trata-se de um agir consciente, determinado e voluntário,


tendente à obtenção de mudanças. Nesse sentido, ser
empreendedor pode ser caracterizado como uma atitude
dinâmica perante a realidade em que, face a
determinados contextos, internos ou externos, se imagina
respostas de modificação dessa realidade.
1. CONCEITO DE EMPREENDEDORISMO – MÚLTIPLOS CONTEXTOS E
PERFIS DE INTERVENÇÃO

 É por isso que se associa, regra geral, o Empreendedorismo à inovação, porque o


empreendedor tende a procurar realizar as suas ações de forma diferente para obter resultados
diferentes e, nesse processo de inovar, está a (des)construir a realidade para a recriar.

 O empreendedor olha para o mundo como algo em mudança, logo que pode ser mudado,
aperfeiçoado, imaginando assim novas realidades possíveis.
1. CONCEITO DE EMPREENDEDORISMO – MÚLTIPLOS CONTEXTOS E
PERFIS DE INTERVENÇÃO

 A capacidade de imaginar novas realidades é determinante para a sociedade, seja na procura de um


novo emprego, na procura de uma oportunidade de negócio ou dentro das próprias organizações.

 Os empreendedores bem-sucedidos, qualquer que seja a sua motivação pessoal (seja dinheiro, poder,
curiosidade ou desejo de fama ou reconhecimento), tentam criar valor e fazer uma contribuição.
1. CONCEITO DE EMPREENDEDORISMO – MÚLTIPLOS CONTEXTOS E
PERFIS DE INTERVENÇÃO

 O termo Empreendedorismo está tradicionalmente associado à


criação de empresas e aos conhecimentos de gestão comercial; no
entanto, nos últimos dez anos o seu âmbito foi alargado, passando-
se a encarar as competências de criação de negócios como sendo
úteis também no sector da economia social e dentro das empresas.

 Nesta ótica, o Empreendedorismo é atualmente uma questão


eminentemente cultural, já que promove valores e práticas.
1. CONCEITO DE EMPREENDEDORISMO – MÚLTIPLOS CONTEXTOS E
PERFIS DE INTERVENÇÃO

 A questão que se coloca atualmente é utilizar o perfil do empreendedor com êxito no âmbito
empresarial, não só na criação de negócios mas também dentro das organizações e no projeto
de vida das pessoas.

 Os perfis mais orientados para a competição empresarial, mais pragmáticos, são da maior
utilidade quer dentro das empresas, quer em projetos de carácter social. Assim, é importante
transferir para outros contextos a experiência dos empreendedores que criaram empresas e não
desejar apenas que todos criem empresas/negócios.
1. CONCEITO DE EMPREENDEDORISMO – MÚLTIPLOS CONTEXTOS E
PERFIS DE INTERVENÇÃO

 Importa distinguir a formação em saberes de gestão – marketing,


finanças, estratégia, logística, etc. –, muitas vezes identificada com o
termo de Empreendedorismo/criação de empresas, da formação que
visa o desenvolvimento do espírito empreendedor (inovação, risco,
etc.), na medida em que um procura estabelecer organização e
rentabilizar atividades e o outro permite inventar e reinventar ações.
1. CONCEITO DE EMPREENDEDORISMO – MÚLTIPLOS CONTEXTOS E
PERFIS DE INTERVENÇÃO

 Se se encarar o Empreendedorismo fundamentalmente como uma


questão cultural (ainda que com grande impacto na economia), a
educação/formação surge como uma das ferramentas nucleares
de transmissão de novos valores, atitudes e práticas.

 Nesta ótica, o espírito empreendedor deve ser fomentado de


forma transversal, não só ao nível da formação profissional como
da educação.
2. PERFIL DO EMPREENDEDOR
2. PERFIL DO EMPREENDEDOR

 Um empreendedor é um indivíduo que cria um novo negócio


face ao risco e à incerteza, com o propósito de conseguir
lucro e crescimento, através da identificação de
oportunidades de mercado e do agrupamento dos recursos
necessários para capitalizar sobre estas oportunidades.
2. PERFIL DO EMPREENDEDOR

 O perfil do empreendedor envolve alguns pontos críticos, no sentido de viabilizar a continuidade


do negócio que, porventura, tenha iniciado. Entre estes pontos críticos salienta-se o desejo de
responsabilidade pessoal pelo resultado do negócio, preferindo ter controlo sobre os recursos e
procurando utilizá-los para alcançar os objetivos por ele determinados.
2. PERFIL DO EMPREENDEDOR

 Tem preferência por riscos moderados, trabalha com riscos


calculados, possui confiança na sua habilidade para o sucesso
(tende a ser otimista em relação à sua possibilidade de sucesso e
geralmente o seu otimismo é baseado na realidade).
2. PERFIL DO EMPREENDEDOR

 Apresenta um elevado nível de energia, o que revela um fator crítico de sucesso uma vez que
muitas horas de trabalho árduo são mais a regra que a exceção no início da empresa, mantendo
uma orientação futura com base no bom senso definido na busca de oportunidades, com forte
capacidade de organização no sentido de escolher as pessoas e recursos certos.
2. PERFIL DO EMPREENDEDOR

 As características de um empreendedor bem-


sucedido estão ligadas aos aspetos do seu perfil.
2. PERFIL DO EMPREENDEDOR

 Ser o seu próprio patrão

 Para ser um empreendedor de sucesso é essencial que


tenha algumas características específicas. A garra, a
força de vontade e a determinação são, talvez, as mais
importantes, mas há outras a considerar.
2. PERFIL DO EMPREENDEDOR

 Lidar com os riscos

 Como atua perante os riscos? Nem todas as


pessoas agem da mesma forma e se há aqueles
que preferem evitá-los, há também quem os
encare sem qualquer preocupação.
2. PERFIL DO EMPREENDEDOR

 Como empreendedor, é essencial que tenha disposição para correr riscos, mas todo o cuidado é
pouco. Arriscar é enfrentar desafios conscientemente porque disso depende o seu sucesso. Seja
capaz de conviver e sobreviver a essa instabilidade. Os riscos fazem parte de qualquer atividade
e só precisa de aprender a administrá-los.

 Se alguma coisa não correr da melhor forma e estiver em situação de crise, não tome o fracasso como
uma derrota. É apenas um resultado como qualquer outro. Reaja e aprenda com os erros.
2. PERFIL DO EMPREENDEDOR

 Ter Iniciativa e ser otimista

 Um empresário de sucesso deve ser criativo e fazer muita pesquisa.


A iniciativa envolve decisões ousadas na procura de uma realização e
independência. Determine os próximos passos do rumo da sua vida e
seja otimista na sua concretização. Enfrente os obstáculos com
confiança e tenha como meta o sucesso. A ambição é necessária
porque a estabilidade de um empreendedor pode ser um caminho
longo e difícil. Seja dinâmico e não se acomode.
2. PERFIL DO EMPREENDEDOR

 Conhecer o ramo

 É essencial que conheça o mercado e o ramo em que pretende atuar. Deste modo, é-lhe mais
fácil perceber as hipóteses de sucesso e prevenir-se em relação a percalços que possam surgir.

 Se não possui um bom conhecimento do ramo procure aprender tudo sobre o seu negócio com
a ajuda de clientes, colaboradores, parceiros, etc. Faça algumas leituras e cursos. Lembre-se de
que precisa manter-se atualizado e em constante aprendizagem.
2. PERFIL DO EMPREENDEDOR

 Ser curioso

 Se quer ser um empreendedor de sucesso prepare-se para pesquisar


novos caminhos, seja nas férias ou no trabalho, nas revistas ou a ver
televisão. Um empreendedor necessita de estar sempre atento às
oportunidades de negócio e na altura certa em que surgem no
mercado. Não se canse de procurar porque pode sempre surgir um
empreendimento melhor.
2. PERFIL DO EMPREENDEDOR

 Saber organizar

 A organização é fundamental para o sucesso de


qualquer negócio. Entenda por organização possuir os
melhores recursos, como a aplicação de recursos
humanos, materiais e financeiros, e integrá-los de uma
forma lógica, racional e harmoniosa.
 Defina metas e garanta a execução dos trabalhos
dentro do prazo estabelecido.
2. PERFIL DO EMPREENDEDOR

 Ser líder

 Para um empreendedor é necessário que tenha boas capacidades


de liderança. Tem de organizar, redirecionar esforços e manter a
motivação dos seus colaboradores. Eles estão sob a sua
coordenação e por isso tem de criar uma filosofia de trabalho,
definindo objetivos e métodos, ao mesmo tempo que implementa
um bom relacionamento entre a equipa de trabalho.
2. PERFIL DO EMPREENDEDOR

 Dê um pouco de liberdade para conseguir extrair o que


há de melhor neles e estabeleça uma relação
interpessoal expondo e ouvindo as suas ideias.
2. PERFIL DO EMPREENDEDOR

 Uma das características que permitem o empreendedor ser bem-sucedido no seu negócio é a
sua capacidade de atribuir tarefas a outras pessoas. Um empreendedor torna-se não-efetivo
quando tenta fazer tudo sozinho. A capacidade de delegação é muito importante para o sucesso
do empreendimento e colide com a tendência natural do empreendedor centralizar.
3. FATORES QUE INIBEM O EMPREENDEDORISMO
3. FATORES QUE INIBEM O EMPREENDEDORISMO

 Erros frequentes do empreendedor:

 1. Acreditar que basta uma ideia e dinheiro para ter um negócio


oO primeiro grande erro é assumir que uma boa ideia somada a algum capital significa
necessariamente um bom negócio.
3. FATORES QUE INIBEM O EMPREENDEDORISMO

 Antes de mais porque é necessário perceber que uma ideia não é um projeto: uma ideia não é
mais do que um novo uso para um produto, uma alternativa tecnológica para um processo, um
novo artigo para comercializar.

 Já um projeto exige adicionar à ideia inicial uma reflexão apurada sobre a adequação ao
mercado; um trabalho de escuta a potenciais clientes, fornecedores e/ou sócios; previsões
económicas; reflexão sobre as nossas competências e limitações.
3. FATORES QUE INIBEM O EMPREENDEDORISMO

 Para passar da ideia ao projeto existe um grande esforço de


diagnóstico e de desenho do novo negócio.

 Se após este trabalho prévio se concluir que o projeto é


coerente, vendável e viável do ponto de vista económico e
financeiro, então, juntamente com o dinheiro necessário, será
possível criar uma empresa com boas possibilidades de vir a
ter sucesso.
3. FATORES QUE INIBEM O EMPREENDEDORISMO

 2. Assumir que o mercado é perfeitamente racional e que pensa e age como nós

o O empreendedor não deve assumir que todos os agentes agem racionalmente e que seguem
os seus critérios de racionalidade.
3. FATORES QUE INIBEM O EMPREENDEDORISMO

 Um erro frequente é partir do princípio que os consumidores estarão dispostos a mudar mesmo
que isso implique uma alteração no seu estilo de vida e hábitos de consumo.

 É preciso estar consciente que as tendências socioculturais não evoluem em função do nosso
projeto. É nossa obrigação antecipar essa evolução e ocupar o nosso espaço no mercado, mas
sempre de forma realista, informada e sem excesso de otimismo.
3. FATORES QUE INIBEM O EMPREENDEDORISMO

 3. Sobrestimar as suas capacidades

o Um erro frequente é sobrestimar algumas das suas capacidades


ou competências subestimando as dos concorrentes. Nada
melhor do que ser realista nesta avaliação para enfrentar da
melhor forma os desafios que vão surgindo.
3. FATORES QUE INIBEM O EMPREENDEDORISMO

 4. Ter dificuldade em assumir as próprias limitações

o Procurar o êxito competindo com os grandes, ou no terreno dos


grandes, quando se é pequeno, é causa de fracasso de muitas
empresas. O segredo está em definir o negócio com consciência
das suas limitações.
3. FATORES QUE INIBEM O EMPREENDEDORISMO

 5. Indefinição na hierarquia da empresa

o É tentador, no arranque de um negócio, criar uma “empresa de amigos”, sem hierarquia nem
chefes.
3. FATORES QUE INIBEM O EMPREENDEDORISMO

 Contudo, é aconselhável pensar, desde o início, a médio e longo prazo. É vital saber quem
manda, quem assume responsabilidades, quem dá a cara, em resumo, definir claramente a
hierarquia da organização, de forma a que, quando surgirem os primeiros problemas (que são
inevitáveis), estes sejam ultrapassados com maior facilidade sem criar “traumas organizativos”
ou afetar a estrutura acionista da empresa.
3. FATORES QUE INIBEM O EMPREENDEDORISMO

 6. Ter demasiados tripulantes no barco

o Os jovens empreendedores têm uma tendência


natural para “engordar” a estrutura da empresa.
“Nesta empresa cabem todos” (o irmão, a
namorada, o primo, os amigos...).
3. FATORES QUE INIBEM O EMPREENDEDORISMO

 Neste momento da empresa o planeamento deve ser o contrário: a estrutura deve ser a
estritamente necessária. De outra forma, desperdiça-se a grande vantagem que é partir do zero
(relativamente a empresas já instaladas que têm, regra geral, estruturas mais pesadas).
3. FATORES QUE INIBEM O EMPREENDEDORISMO

 Para ter a certeza que a estrutura é montada atendendo exclusivamente ao negócio, poderá ser
útil responder a algumas questões relativamente a cada um dos participantes no projeto:

o O que traz ao projeto (a nível de perfil empreendedor, competências técnicas e de gestão,


conhecimento do mercado, experiência profissional, carteira de clientes, recursos financeiros,
rede de contactos, etc.)?
o Sem este elemento o que é que o projeto perdia?
o É possível substituir este elemento por outro que já esteja no projeto e que tenha
competências mais abrangentes, ou recorrendo ao outsourcing (fazer uma análise custo-
benefício da “substituição”)?
3. FATORES QUE INIBEM O EMPREENDEDORISMO

 7. Assumir que inovação é tudo

o A inovação só por si é habitualmente encarada como algo


positivo na avaliação de uma empresa.
3. FATORES QUE INIBEM O EMPREENDEDORISMO

 Normalmente a inovação subentende uma majoração em projetos de apoio a PMEs. Contudo, a


inovação não deve ser um fim em si, mas sim um meio que:

o Origine efetiva criação de valor.


o Permita satisfação de necessidades reais do mercado.
o Contribua efetivamente para o sucesso do projeto.
3. FATORES QUE INIBEM O EMPREENDEDORISMO

 Há que evitar a “tecnoluxúria”, a incorporação do novo sem uma contextualização empresarial,


sem que haja efetiva satisfação de necessidades. Inovação não é só tecnologia: é também
gestão, marketing, estratégia, serviço, etc. O melhor projeto não tem de ser o mais
“tecnológico” ou o mais “atraente”. O melhor projeto de empresa é o que funciona e sobrevive.
3. FATORES QUE INIBEM O EMPREENDEDORISMO

 8. Confundir Negócio com Produto

 Um negócio não é um produto, nem um mercado, nem um processo inovador. Um negócio é


tudo isto e muito mais. Um negócio é a conjugação de um “O quê”, um “Onde”, um “A quem”,
um “Como”, que nos permita satisfazer necessidades concretas.

 Só com uma resposta integral que considere em simultâneo todos estes aspetos o
empreendedor pode acertar no desenho da nova empresa.
4. IDEIA DE NEGÓCIO E PROJETO
4. IDEIA DE NEGÓCIO E PROJETO

 Consolidação da ideia de negócio

 Após ter chegado à ideia de negócio, o empresário poderá tomar duas atitudes perante a
mesma: tenta desvalorizá-la, achando que, uma vez que nunca foi explorada, não tem valor ou,
pelo contrário, adota uma postura demasiado otimista, levando-o a pensar que possui uma ideia
extraordinária a que irá corresponder, sem sombra de dúvidas, um projeto de sucesso.
4. IDEIA DE NEGÓCIO E PROJETO

 Em qualquer dos casos, há que tomar algumas precauções face a todas as condicionantes que
podem determinar o sucesso ou fracasso de um empreendimento.

 Deste modo, uma postura realista é a melhor forma de encarar este processo que não se esgota
aqui. Bem pelo contrário, esta constitui uma fase muito importante mas meramente
embrionária. Em seguida, a ideia irá ser testada, por forma a determinar se pode levar à
constituição de uma empresa com sérias probabilidades de êxito.
4. IDEIA DE NEGÓCIO E PROJETO

 Chegando à construção de uma ideia que se constitui como o alicerce do projeto, através das
reflexões anteriores, haverá que trabalhá-la e desenvolve-la, de tal modo que se aproxime de
um anteprojeto de criação de empresa.

 É pois neste fase, que poderia constituir uma etapa autónoma e intermédia entre a ideia de
negócio e o projeto a si adstrito, que se irá fazer um diagnóstico prévio da ideia encontrada,
bem como um aprofundamento e desenvolvimento da mesma.
4. IDEIA DE NEGÓCIO E PROJETO

 Para o efeito são utilizados vários métodos, normalmente enquadrados em duas categorias:

o Os relacionados com a envolvente socioeconómica, abarcando, algumas técnicas de


aprofundamento da ideia. Dentro destas são de destacar a análise documental, o estudo de
casos práticos com recurso a consultores e, mais uma vez, a observação.
o Os relacionados com a criatividade, que levam ao enriquecimento da ideia de negócio. Vários
processos podem ser utilizados, no entanto, os mais comuns são o “brainstorming”, as listas
de atributos e as associações forçadas. Os métodos referidos têm apenas carácter indicativo,
implicando, nalguns casos, o domínio de determinadas técnicas não acessíveis a todos.
Resultados semelhantes poderão ser conseguidos recorrendo à imaginação de cada um.
4. IDEIA DE NEGÓCIO E PROJETO

 Antes de mais, o/a promotor/a da futura empresa deve tentar


alicerçar a ideia do projeto identificando quais as suas vantagens
competitivas no(s) mercado(s) em que pretende atuar.
4. IDEIA DE NEGÓCIO E PROJETO

 Deve, desta forma, realizar aquilo que designamos por análise SWOT, identificando os pontos
fortes e pontos fracos da sua capacidade empreendedora e identificando as ameaças e
oportunidades que se apresentam em função das capacidades reconhecidas, assentando na
exploração das oportunidades recorrendo aos seus pontos fortes.
4. IDEIA DE NEGÓCIO E PROJETO

 O termo SWOT é um acrónimo que resume os conceitos de


Pontos fortes (Strengths), Pontos Fracos (Weaknesses),
Oportunidades (Opportunities) e Ameaças (Threats). A
análise SWOT é um modelo de cenário ou de posição
competitiva de uma empresa no mercado.
4. IDEIA DE NEGÓCIO E PROJETO

 A metodologia de análise consiste na construção de uma matriz de dois eixos: variáveis internas
(pontos fortes e pontos fracos) e variáveis externas (Oportunidades e Ameaças) do cenário empresarial
que permitem a tomada de decisões. É uma ferramenta essencial para a criação de uma empresa
(elaboração do plano de negócios) ou na tomada de decisões de gestão correntes na empresa.
4. IDEIA DE NEGÓCIO E PROJETO

 A matriz SWOT permite verificar a situação da empresa


na sua envolvente empresarial. Os pontos fortes e fracos
representam a situação interna da empresa num
momento. As oportunidades e ameaças estão
relacionadas com o futuro.
4. IDEIA DE NEGÓCIO E PROJETO

 Um ponto fraco da empresa perante uma envolvente empresarial (ameaça ou oportunidade)


exigirá uma tomada de decisão da organização que atuará com as medidas mais adequadas
para limitar ou eliminar os seus efeitos.

 A clientela potencial depende obviamente do mercado a atingir e das características do produto


ou serviço a prestar.
4. IDEIA DE NEGÓCIO E PROJETO

 Na análise de mercado deverão ficar bem patentes e respondidas 3 questões:


o 1 – Quem compra o nosso produto?
o 2 – Quanto compra?
o 3 – A que preço compra?

 O aperfeiçoamento da ideia faz-se em dois momentos:


o 1. A definição do negócio
o 2. A determinação dos objetivos
4. IDEIA DE NEGÓCIO E PROJETO

 Definição do negócio

 O empreendedor deverá responder por escrito, de forma clara e resumida, às seguintes questões:

o Qual é o negócio?
o Qual é o tipo de negócio? (Produção, distribuição, retalho, serviço, …)
o Que produtos vai oferecer?
o Quem são os seus clientes?
4. IDEIA DE NEGÓCIO E PROJETO

o Quem são os seus fornecedores?


o Qual é a sua vantagem sobre os seus concorrentes? (na ótica dos seus clientes)
o Como vai colocar no mercado os seus produtos?
o Qual a imagem a transmitir?
o Está satisfeito? (Neste momento o empreendedor deverá reler o que escreveu, de modo a
responder à questão com base na consolidação de ideias)
4. IDEIA DE NEGÓCIO E PROJETO

 Determinar objetivos
 Um negócio é viável se existe uma probabilidade
razoável de satisfazer os objetivos do seu criador:

o Objetivos financeiros
o Objetivos de satisfação pessoal
o Objetivos fundamentais
o Objetivos secundários
o Objetivos a curto prazo
o Objetivos a médio e longo prazo.
5. COERÊNCIA DO PROJETO PESSOAL/ PROJETO EMPRESARIAL
5. COERÊNCIA DO PROJETO PESSOAL/ PROJETO EMPRESARIAL

 A denominação «Projeto Pessoal» é inspirada na Metodologia de


Projeto, técnica pedagógica iniciada por John Dewey (1859-
1952) e que se aplica adequadamente ao desenvolvimento do
espírito empreendedor.
5. COERÊNCIA DO PROJETO PESSOAL/ PROJETO EMPRESARIAL

 Utilizamos o termo «pessoal» apesar de os projetos pessoais deverem ser realizados em grupo,
por um lado para o diferenciar e, por outro, para reforçar a ideia de que os projetos devem
estar relacionados com a vida dos formandos/ as, as suas necessidades, interesses
preocupações e ambições porque, por esta via, haverá uma maior probabilidade de se
mobilizarem e atingirem, respetivamente, níveis superiores de motivação e de realização.
5. COERÊNCIA DO PROJETO PESSOAL/ PROJETO EMPRESARIAL

 Assim, o Projeto Pessoal, é uma estratégia pedagógica de ação, que induz a criação de
iniciativas empreendedoras junto dos formandos e formandas, com as decorrentes
oportunidades de experimentação e aprendizagem.
5. COERÊNCIA DO PROJETO PESSOAL/ PROJETO EMPRESARIAL

 Um projeto pessoal consiste, em primeiro lugar, na criação de um objetivo, que pode ser: o
desenvolvimento pessoal, ou seja, como adquirir formação ou especialização numa área, para
melhorar a sua situação pessoal ou profissional; participar/organizar uma atividade coletiva de
lazer, do seu agrado, na empresa ou no bairro; dar um contributo de solidariedade para uma
entidade com cujos objectivos se identifique e seja sensível; criar uma atividade com fins
lucrativos; desenvolver um projeto inovador dentro da organização em que se insere.
5. COERÊNCIA DO PROJETO PESSOAL/ PROJETO EMPRESARIAL

 Não nos podemos esquecer que o empreendedor ou empreendedora é aquele/a que age sobre
a sua realidade. Mas, para agir sobre a realidade, necessita de descobrir uma oportunidade de
intervenção e de ter a perceção de que o pode fazer.

 Vários autores apresentam razões para se ter o seu próprio empreendimento. Muitas vezes, o
motivo básico é a necessidade de ser seu próprio patrão, evitar a relação de subordinação típica
de médias e grandes empresas, quando se assume o papel de empregado. Além disso, a
vontade de ganhar mais dinheiro do que aquele que se auferia como subordinado numa
organização de terceiros constitui uma outra motivação.
5. COERÊNCIA DO PROJETO PESSOAL/ PROJETO EMPRESARIAL

 Existe uma grande variedade de motivos que levam as pessoas a ter o


seu próprio negócio: vontade de ganhar dinheiro, desejo de sair da
rotina e de levar ideias próprias avante, mais do que seria possível na
condição de empregado, necessidade de provar a si mesmo e aos outros
de que é capaz de realizar um empreendimento e desejo de desenvolver
algo que traga benefícios, não só para si, mas para a sociedade.
5. COERÊNCIA DO PROJETO PESSOAL/ PROJETO EMPRESARIAL

 Desenvolver uma ideia é, no essencial, passar da


definição inicialmente vaga para uma ideia concreta,
trabalhada e clara que permita ajuizar os prós e os
contras no âmbito de uma fundamentação que confira
confiança operativa, consistência e que seja defensável
pela sua ligação com a prática substantiva.
5. COERÊNCIA DO PROJETO PESSOAL/ PROJETO EMPRESARIAL

 Quando a ideia não está definida nestes termos é fundamental que o promotor tenha bem
presente aquilo que não deve e não quer fazer, centrando o seu esforço na observação da
realidade no sentido de poder acrescentar algo a um produto/serviço que permita torná-lo
distinto ao nível da melhoria da qualidade e do melhor ajustamento às necessidades dos
consumidores.
6. FASES DA DEFINIÇÃO DO PROJETO
6. FASES DA DEFINIÇÃO DO PROJETO

 Fase 1: A Conceção da Ideia

 O primeiro grande desafio na altura de criar um negócio


próprio é a conceção da ideia. Nesta fase o investimento
do empreendedor não se contabiliza em euros, mas sim
em tempo despendido na conceção da ideia.
6. FASES DA DEFINIÇÃO DO PROJETO

 Um projeto empresarial pode ter várias fontes de inspiração. A ideia pode surgir da experiência
profissional do empreendedor, dos seus hobbies, da constatação de uma necessidade do
mercado. As fontes de inspiração são inúmeras, mas o fundamental é que neste processo -
quase sempre solitário - o potencial empresário não perca a noção de que o seu projeto tem de
ser acima de tudo realista.
6. FASES DA DEFINIÇÃO DO PROJETO

 Aqui são definidas as bases da empresa. É das etapas mais importantes do processo de criação
de um negócio e nenhum pormenor deve ser negligenciado. No momento de estruturar a ideia
de negócio, o empreendedor deve considerar vários aspetos que vão desde a sua experiência
profissional ao perfil do consumidor, passando pela oportunidade do negócio e a existência, ou
não, de projetos empresariais semelhantes.
6. FASES DA DEFINIÇÃO DO PROJETO

 Fase 2: Testar a Ideia/Análise de Mercado

 É verdade que o segredo é a alma do negócio. Mas não é menos verdade que só faz sentido
criar uma empresa se o mercado necessitar do produto ou serviço que lhe quer oferecer.

 Esta é a fase em que vai começar a testar se a sua ideia tem potencial. Rodeie-se de pessoas
da sua confiança, conte-lhes o seu projeto e procure avaliar as potencialidades do mesmo. É
também nesta fase que vai começar a procurar informação sobre aquilo que vai necessitar para
concretizar o seu projeto.
6. FASES DA DEFINIÇÃO DO PROJETO

 Poderá começar a fazer um levantamento das etapas legais


que vai ter de cumprir, consultando um advogado se
necessário. O fundamental nesta fase é analisar de forma
rigorosa - com base em levantamentos e estudos
concretos - as reais condicionantes do mercado.
6. FASES DA DEFINIÇÃO DO PROJETO

 Entre os aspetos a considerar nesta fase estão: a singularidade do produto/serviço; o perfil do


cliente-tipo; a dimensão do mercado; a concorrência e quotas de mercado e as potencialidades
de crescimento do negócio.

 É também o momento em que deverá elaborar o Plano de Marketing descrevendo


produtos/serviços, escolhendo políticas de distribuição, preços e formas de promoção, tudo com
orçamentos previsíveis.
6. FASES DA DEFINIÇÃO DO PROJETO

 Fase 3: Elaboração do Plano de Negócios

 Esta fase é uma das fundamentais para o sucesso da sua


empresa. Vai passar para o papel de forma estruturada
todas as ideias que desenvolveu até ao momento. É
momento de discutir estratégias, definir prioridades,
descartar ideias menos boas.
6. FASES DA DEFINIÇÃO DO PROJETO

 É nesta fase que elabora aquele que será o cartão-de-visita da sua empresa junto de potenciais
investidores e financiadores externos.

 O objetivo desta fase é que a equipa conceba um plano de negócios que exponha de forma
realista como é que a equipa planeia transformar as suas ideias num negócio exequível,
sustentável e lucrativo. Esta é uma das etapas mais complicadas e minuciosas do processo de
criação de uma empresa.
6. FASES DA DEFINIÇÃO DO PROJETO

 Na elaboração do Plano de Negócios devem constar dados referentes à Análise de Mercado:


o Plano de Investimentos, Fontes de Financiamento, Plano de Tesouraria e Rentabilidade do Projeto.

 O elevado grau de aspetos técnicos inerentes à elaboração do Plano de Negócios leva muitos
empreendedores a recorrer a apoio especializado. Assim, além da equipa, não será demais ter a
ajuda de um consultor, advogados e até empresas de contabilidade.
6. FASES DA DEFINIÇÃO DO PROJETO

 Fase 4: Conseguir o capital inicial

 O empreendedor e a sua equipa devem decidir como vão


financiar o seu projeto. Há várias opções possíveis. O ideal
seria que conseguisse financiar o seu negócio com capitais
próprios, mas a percentagem de empreendedores que
consegue criar uma empresa sem recorrer a financiadores
externos é residual.
6. FASES DA DEFINIÇÃO DO PROJETO

 Assim, deve estar preparado para defender o seu projeto junto da Banca, de investidores
privados ou empresas de capital de risco.

 A vida do seu negócio depende do financiamento e por isso é importante ter uma estimativa
bastante realista das necessidades de capital inicial fundamentais para o arranque do negócio. A
partir daqui será mais fácil definir onde se deverá dirigir para conseguir esse capital.
6. FASES DA DEFINIÇÃO DO PROJETO

 Qualquer que seja a sua escolha, deverá ter uma estratégia


para atrair os investidores e convencê-los de que o seu
projeto é viável. O ideal será encontrar uma forma de fazer
com que o seu projeto se distinga da 'pilha' de projetos que
as entidades financiadoras sempre têm para analisar.
6. FASES DA DEFINIÇÃO DO PROJETO

 Nesta fase o objetivo é conseguir um


compromisso de financiamento que
assegure a criação da empresa.
 Depois de assumido esse
compromisso, é necessário recorrer a
um advogado para fechar o negócio
com as fontes de financiamento.
6. FASES DA DEFINIÇÃO DO PROJETO

 Fase 5: Constituição Formal da Empresa

 Uma vez ultrapassada a questão do capital inicial o


empreendedor poderá avançar para a constituição formal
da empresa. Esta é uma das fases mais penosas, pela
carga burocrática que lhe está associada.
6. FASES DA DEFINIÇÃO DO PROJETO

 Deverá começar por escolher a forma jurídica ideal para o caso da sua empresa. A partir daqui poderá dirigir-
se a um dos vários Centros de Formalidades de Empresas (CFE) para cumprir as seguintes tarefas:

o Pedido do Certificado de Admissibilidade de Firma ou Denominação de Pessoa Coletiva.


o Pedido do Cartão Provisório de Pessoa Coletiva.
o Marcação de Escritura Pública.
o Celebração de Escritura Pública.
o Declaração de início de atividade.
o Requisição do Registo Comercial, publicação no DR e inscrição no Registo Nacional de Pessoas Coletivas.
o Inscrição na Segurança Social.
o Pedido de Inscrição no cadastro Comercial ou Industrial.
6. FASES DA DEFINIÇÃO DO PROJETO

 Fase 6: Encontrar o local ideal

o O local que escolhe para instalar a sua empresa faz toda a diferença. Além de ser uma das
primeiras imagens que os seus clientes têm de si, deverá adequar-se à atividade que quer
desenvolver, aos 'targets' que quer alcançar e a vários outros fatores.
o A primeira decisão que terá de tomar é se procura um espaço próprio ou arrendado. A partir daqui,
poderá recorrer a um agente imobiliário que lhe poderá ser útil pela experiência que tem na área.
6. FASES DA DEFINIÇÃO DO PROJETO

 Não se precipite. Um erro pode causar-lhe um gasto


desnecessário de dinheiro. Seja prudente nas suas escolhas e
lembre-se que fatores como: uma má localização; uma área
desadequada; uma renda exagerada ou um compromisso de
arrendamento excessivamente longo podem fazer de uma
escolha aparentemente acertada um mau investimento.
6. FASES DA DEFINIÇÃO DO PROJETO

 Fase 7: Definição dos corpos diretivos e recrutamento de colaboradores

o Agora que está prestes a iniciar a atividade da sua empresa e já tem uma estimativa do
número e perfil de colaboradores de que vai necessitar para colocar a empresa a funcionar, é
altura de iniciar o processo de recrutamento.
6. FASES DA DEFINIÇÃO DO PROJETO

 Deverá prestar particular atenção aos cargos de direção e lembrar-se que poderá iniciar a
atividade da empresa com um número reduzido de colaboradores e apostar num recrutamento
posterior, à medida da expansão da empresa.

 Se apostou numa área na qual não tem particular experiência e conhecimento, pode suprir
eventuais lacunas de formação recrutando especialistas nesses sectores.
6. FASES DA DEFINIÇÃO DO PROJETO

 Lembre-se que o talento é vital. Rodeie-se de profissionais


empreendedores e com capacidade de iniciativa. Lembre-
se também que o seu compromisso com os recursos
humanos da sua empresa vai além das condições salariais.
Defina estratégias de retenção dos seus recursos.
6. FASES DA DEFINIÇÃO DO PROJETO

 Fase 8: Iniciar a atividade da empresa

o Se sobreviveu a todas estas fases é chegado o momento de iniciar a atividade da sua empresa.

o Assegure-se de que todos os pormenores estão operacionais para receber o cliente desde as
instalações, aos recursos humanos, às estruturas de comunicação (telefones, faxes, mails).
6. FASES DA DEFINIÇÃO DO PROJETO

 Nesta fase deve estabelecer os principais sistemas de gestão e definir áreas de contabilidade,
logística, controlo de qualidade e outras.

 É também importante que defina e inicie o processo de promoção da empresa. Pode apostar em
campanhas de publicidade, maillings para o seu público-alvo, 'press releases' e outros meios.
6. FASES DA DEFINIÇÃO DO PROJETO

 Deverá ainda motivar os seus colaboradores para o


início de atividade, dar-lhes indicações precisas
daquilo que se espera e dos objetivos a atingir. É
também o momento de contactar os fornecedores e
definir prazos.
7. MODALIDADES DE TRABALHO
7. MODALIDADES DE TRABALHO

 Atividade liberal

 Os trabalhadores liberais têm deveres para com as entidades a quem


prestam serviços e têm obrigações relativamente aos empregados que
tiverem a seu cargo.
7. MODALIDADES DE TRABALHO

 Pode considerar-se que o trabalho é executado sem subordinação aos clientes sempre que os trabalhadores:

o Tiverem, no exercício das atividades, a faculdade de escolher os processos e meios a utilizar,


sendo estes, total ou parcialmente, das suas propriedades.
o Não se encontrarem sujeitos a horário e ou a períodos mínimos de trabalho, salvo quando tal
resulte da direta aplicação de normas de direito laboral.
o Possam subcontratar outros para a execução do trabalho em sua substituição.
o Não se integrem na estrutura do processo produtivo, na organização do trabalho ou na
cadeia hierárquica das empresas que servem.
7. MODALIDADES DE TRABALHO

 Logo que decida avançar com uma profissão liberal tem de comunicar às Finanças que o
pretende fazer. Através da declaração de início de atividade, o profissional liberal vai fazer o seu
enquadramento fiscal em sede de Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares (IRS) e
Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA).
7. MODALIDADES DE TRABALHO

 Para isso, o empreendedor tem de fazer uma estimativa do seu


volume de negócios e identificar uma classificação da sua
atividade. Com base no volume de negócios estimado, a Lei ou o
obriga a organizar a sua contabilidade para efeitos fiscais ou, se a
tal não for obrigado, a fazer essa opção, se assim o desejar.
7. MODALIDADES DE TRABALHO

 Quando organiza a sua contabilidade, o profissional liberal tem de pensar também que ela não serve
apenas para efeitos fiscais. Um bom sistema de contabilidade é uma excelente ferramenta de apoio à
gestão e à tomada de decisão (foi, aliás, com essa intenção que a contabilidade foi "inventada").

 Para além disso, o seu Técnico Oficial de Contas (TOC) vai apoiá-lo em muitos aspetos práticos
da sua vida de empresário que excedem largamente a mera entrega de declarações fiscais:
ele(a) poderá muito bem ser o seu braço-direito.
7. MODALIDADES DE TRABALHO

 Se se enquadra no regime da contabilidade organizada, então o lucro


tributável, sobre o qual incide o IRS, vai seguir as suas regras,
subtraindo aos proveitos todos os custos necessários para a
realização da sua atividade.

 A opção que for feita no momento da declaração de início de


atividade é válida por um período de três anos, renovável
automaticamente por período igual, caso nada se altere entretanto.
Por isso, o momento de arranque é muito importante e deve ser
ponderado.
7. MODALIDADES DE TRABALHO

 Empresário em nome individual

 A empresa que tem o estatuto jurídico de Empresário em Nome Individual


é titulada por uma única pessoa que pode desenvolver a sua atividade em
sectores como o comercial, industrial, de serviços ou agrícola.
7. MODALIDADES DE TRABALHO

 Os bens do Empresário em Nome Individual passam a estar diretamente afetos à exploração da


sua atividade económica e os credores de dívidas serão satisfeitos com os bens que integram a
totalidade do seu património, isto é, não existe separação entre o seu património pessoal e o
património afeto a sociedade que tutela. A responsabilidade do empresário confunde-se com a
responsabilidade da sua empresa.
7. MODALIDADES DE TRABALHO

 O proprietário responde de forma ilimitada pelas dívidas contraídas no


exercício da sua atividade perante os seus credores, com todos os bens
pessoais que integram o seu património (casas, automóveis, terrenos, etc.)
e os do seu cônjuge (se for casado num regime de comunhão de bens).
7. MODALIDADES DE TRABALHO

 O inverso também acontece, ou seja, o património afeto à


exploração também responde pelas dívidas pessoais do
empresário e do cônjuge. A responsabilidade é, portanto,
ilimitada nos dois sentidos.
7. MODALIDADES DE TRABALHO

 Para iniciar a sua atividade, o empresário necessita de se inscrever na Repartição de Finanças


da sua área de residência. A firma que matricular será constituída pelo nome civil completo ou
abreviado do empresário individual e poderá, ou não, incluir uma expressão alusiva ao seu
negócio ou a forma como pretende divulgar a sua empresa no meio empresarial.
7. MODALIDADES DE TRABALHO

 Cada indivíduo apenas pode deter uma firma. Se tiver adquirido a empresa por sucessão,
poderá acrescentar a expressão “Sucessor de¨ ou “Herdeiro de¨.

 O Empresário em Nome Individual não é obrigado a ter um capital mínimo para iniciar a sua
atividade. As empresas juridicamente definidas como “Empresário em Nome Individual¨
também não necessitam de contrato social.
7. MODALIDADES DE TRABALHO

 Vantagens:

o O controlo absoluto do proprietário único sobre todos os aspetos do seu negócio.


o A possibilidade de redução dos custos fiscais. Nas empresas individuais, a declaração fiscal
do empresário é única e inclui os resultados da empresa. Assim, caso registe prejuízos, o
empresário pode engloba-los na matéria coletável de IRS no próprio exercício económico a
que dizem respeito.
o A simplicidade, quer na constituição, quer no encerramento, não estando obrigado a passar
pelos trâmites legais de uma sociedade comercial.
o O empresário individual não está obrigado a realizar o capital social.
7. MODALIDADES DE TRABALHO

 Desvantagens:

oO risco associado à afetação de todo o património do empresário, cônjuge incluído, às


dívidas da empresa.
o Dificuldadeem obter fundos, seja capital ou divida, dado que o risco de crédito está
concentrado num só individuo.
o O empresário está inteiramente por sua conta, não tendo com quem partilhar riscos e experiências.
7. MODALIDADES DE TRABALHO

 Sociedade por quotas

 A principal característica das sociedades por quotas advém do facto de o seu capital estar
dividido em quotas e os sócios serem solidariamente responsáveis apenas pelas entradas
convencionadas no contrato social:
o O número mínimo de sócios de uma sociedade por quotas é de dois.
o O montante de capital social é livremente fixado no contrato da sociedade, correspondendo à
soma das quotas subscritas pelos sócios. Cada quota tem um valor nominal mínimo de €1.
7. MODALIDADES DE TRABALHO

oA gestão das sociedades por quotas é exercida por uma ou mais pessoas singulares,
designadas de Gerentes, não sendo obrigatório que os mesmos sejam sócios da sociedade.
o Caso tal se encontre previsto nos estatutos da sociedade, a Assembleia-geral pode proceder
à eleição do Órgão de Fiscalização.
o O Código Comercial dispõe que, no mínimo, 5% do resultado líquido do exercício, caso o
mesmo seja positivo, deve ser afeto a constituição ou reforço da Reserva Legal. Esta
obrigação cessa quando o fundo em questão represente, pelo menos, 20% do capital social.
A Reserva Legal apenas pode ser utilizada para aumentar o capital ou absorver prejuízos.
7. MODALIDADES DE TRABALHO

 A lei não admite sócios de indústria (que entrem com o seu trabalho). Todos têm que entrar
com dinheiro, ou com bens avaliáveis em dinheiro. O montante do capital social é livremente
fixado no contrato da sociedade, correspondendo à soma das quotas subscritas pelos sócios.

 Os sócios devem declarar no ato constitutivo, sob sua responsabilidade, que já procederam à
entrega do valor das suas entradas ou que se comprometem a entregar até ao final do 1º
exercício económico.
7. MODALIDADES DE TRABALHO

 A responsabilidade dos sócios tem uma dupla característica: é limitada e solidária; é limitada
porque está circunscrita ao valor do capital social. Quer isto dizer que por eventuais dívidas da
sociedade apenas responde o património da empresa e não o dos sócios; e solidária na medida
em que, no caso do capital social não ser integralmente realizado aquando da celebração do
pacto social, os sócios são responsáveis entre si pela realização integral de todas as entradas
convencionadas no contrato social (mesmo que um dos sócios não cumpra com a sua parte).
7. MODALIDADES DE TRABALHO

 A firma pode ser composta pelo nome ou firma de algum ou de todos os sócios, por uma
denominação particular ou uma reunião dos dois. Em qualquer dos casos, tem que ser seguida
do aditamento obrigatório “Limitada¨ por extenso ou abreviado “Lda.¨
7. MODALIDADES DE TRABALHO

 Vantagens

o A responsabilidade dos sócios é limitada aos bens afetos à


empresa, havendo uma separação clara do património da
empresa. Logo, o risco pessoal é menor;
oA existência de mais do que um sócio pode garantir uma
maior diversidade de experiências e conhecimentos nos
órgãos de decisão da empresa;
o Há maior probabilidade de se garantir os fundos necessários,
pois podem ser mais pessoas a entrarem no capital da
empresa e o crédito bancário tende a ser mais fácil.
7. MODALIDADES DE TRABALHO

 Desvantagens:

o Um sócio pode ser chamado a responder perante os credores pela totalidade do capital.
o O empresário não tem o controlo absoluto pelo governo da sociedade, já que existe mais do
que um proprietário.
o As sociedades por quotas são mais difíceis de constituir e dissolver por imperativos formais
de carácter legal e, sobretudo, pela necessidade de acordo entre os sócios.
o Os sócios não podem imputar eventuais prejuízos do seu negócio na declaração de IRS (os
resultados das sociedades são, obviamente, tributados em sede de IRC).
o É obrigatória a entrada dos sócios com dinheiro ou, pelo menos, com bens avaliáveis em dinheiro.
8. MERCADO DE TRABALHO VISÍVEL E ENCOBERTO
8. MERCADO DE TRABALHO VISÍVEL E ENCOBERTO

 Se compararmos o atual cenário do mercado de trabalho com o de há


uns anos atrás, verificamos que existem inúmeras alterações, tanto do
ponto de vista do empregador como do empregado, como até os
próprios meios de mão-de-obra sofreram alterações.

 Hoje em dia já não existem aqueles empregos que antigamente se


diziam que eram para toda a vida. Já não existem empregos definitivos.
8. MERCADO DE TRABALHO VISÍVEL E ENCOBERTO

 Para todo o profissional ativo, chega um determinado momento em que são colocadas algumas
questões que se prendem essencialmente com a maneira como a sua carreira está a ser gerida
e vocacionada.

 Passa muitas vezes pelas nossas mentes a ideia de que a nossa carreira possa ter estagnado,
que já não podemos fazer nada por ela, que já não podemos aprender com as novas técnicas.
Por vezes, podemos ter a ideia de que a nossa carreira estagnou, que já nada mais podemos
aprender ou evoluir no nosso atual local de trabalho.
8. MERCADO DE TRABALHO VISÍVEL E ENCOBERTO

o É nestas altura que deve assumir que quer mudar.


o Esta mudança pode ser fora da empresa e passar por uma mudança de emprego, mudança
de funções, etc.
o Para progredir na carreira é necessário modificar a evolução da mesma.
8. MERCADO DE TRABALHO VISÍVEL E ENCOBERTO

 Quando esta decisão é tomada, torna-se fundamental a aquisição do conhecimento do mercado


de trabalho, das perspetivas que este oferece e da viabilidade da mudança. Tudo isto, para que
a sua reorientação profissional seja produtiva.

 Não invista ansiosamente em todas as hipóteses que lhe aparecem à frente, você precisa de
saber o que realmente quer e ajustar todo o seu empenho nesse sentido.
8. MERCADO DE TRABALHO VISÍVEL E ENCOBERTO

 É importante responder, primeiro que tudo, a três questões fundamentais:

 Se é feliz no seu trabalho? Se quer continuar a aprender e a evoluir? E se


quer ser ultrapassado pelas novas técnicas? A satisfação no trabalho é
extremamente importante para que tenha um desempenho exemplar.
8. MERCADO DE TRABALHO VISÍVEL E ENCOBERTO

 A aprendizagem e o desenvolvimento são fatores igualmente importantes a ter em conta na


altura de fazer a mudança.

 A maioria das empresas já funciona com novas técnicas, novos meios de trabalho, meios informáticos,
meios que antigamente eram desconhecidos. É importante saber dominar estas novas técnicas, só
assim poderá se adaptar ao novo mercado de trabalho e com ele aprender e evoluir.
8. MERCADO DE TRABALHO VISÍVEL E ENCOBERTO

 A decisão de mudar não deve ser tomada de ânimo leve. Antes de dar esse
passo importante em direção ao mercado de trabalho, avalie a sua
capacidade de autodeterminação, a sua capacidade para uma
aprendizagem contínua e para se aventurar na era das novas técnicas.

 Enfrentar um mercado de trabalho diferente daquele que estava habituado


a viver no seu dia-a-dia requer muito empenho e sacrifício. Mas com
vontade e dedicação tudo se há-de resolver e você facilmente se habituará
ao novo mundo do trabalho.
9. PESQUISA DE INFORMAÇÃO PARA PROCURA DE EMPREGO
9. PESQUISA DE INFORMAÇÃO PARA PROCURA DE EMPREGO

 A procura de emprego

 A situação do mercado de trabalho exige uma procura ativa de


emprego. Faça-o de forma persistente e organizada e acredite
que há oportunidades para si! Vá ao encontro delas.
9. PESQUISA DE INFORMAÇÃO PARA PROCURA DE EMPREGO

 A decisão de procurar emprego surge de diferentes situações em que cada pessoa se encontra.

o A procura do primeiro emprego no final dos estudos.


o Quando o emprego atual não é o mais adequado.
o Quando a insatisfação do emprego está relacionada com o próprio sector onde o indivíduo
está inserido.
o Situação de despedimento.
9. PESQUISA DE INFORMAÇÃO PARA PROCURA DE EMPREGO

 Seja qual for o método de procura de emprego escolhido, para


garantir o seu sucesso, algumas questões devem ser bem
orientadas.
9. PESQUISA DE INFORMAÇÃO PARA PROCURA DE EMPREGO

 Como encontrar o melhor projeto profissional?


 O início da procura de um projeto profissional deve ser devidamente estruturado e organizado. Assim,
podem identificar-se cinco fases essenciais no desenvolvimento de um processo de procura de emprego:

o Balanço pessoal e profissional.


o Recolha de anúncios de emprego.
o Resposta aos anúncios selecionados.
o Mercado oculto de emprego (oportunidades de trabalho que não são publicitadas nos meios habituais).
o Entrevista de seleção.
9. PESQUISA DE INFORMAÇÃO PARA PROCURA DE EMPREGO

 Neste processo é essencial trabalhar três regras básicas:


9. PESQUISA DE INFORMAÇÃO PARA PROCURA DE EMPREGO

 Conhecer-se a si próprio

o Faça um balanço de competências, isto é, reflita sobre as áreas em que sente possuir
competências técnicas e também competências pessoais (é uma pessoa que gosta mais de
desenvolver trabalho sozinho, em gabinete, de investigação, etc, ou prefere um trabalho que
envolva sair, desenvolver contactos pessoais, gerir pessoas, atividades comerciais, etc.).
o Reflita nas áreas profissionais onde poderá ter prazer em estar envolvido. Para desempenhar
bem uma função deve ter gosto em executá-la.
o Depois de ter refletido sobre as suas competências, os seus interesses e o tipo de trabalho
que gostaria de desenvolver, procure emprego de uma forma organizada.
9. PESQUISA DE INFORMAÇÃO PARA PROCURA DE EMPREGO

 Conhecer o mercado de trabalho

o Analise quais os postos de trabalho mais oferecidos e quais os requisitos mais exigidos pelos
empregadores.
o Pode fazê-lo através da consulta de estatísticas de emprego; ofertas de emprego; ofertas de
emprego comunitárias; rede de relações, etc.
9. PESQUISA DE INFORMAÇÃO PARA PROCURA DE EMPREGO

o Conhecer as técnicas de procura de emprego


o Defina objetivos, planeie uma estratégia e ponha-a em prática de forma organizada. Crie um
dossier onde poderá colocar documentos importantes na procura de emprego: cartas de
apresentação, cartas de candidatura espontânea, cartas de resposta, curriculum vitae,
diplomas ou certificados, cartas de recomendação.
o Registe na sua agenda os locais para os quais se vai candidatando, as entrevistas às quais
vai comparecendo e as respostas que vai obtendo.
9. PESQUISA DE INFORMAÇÃO PARA PROCURA DE EMPREGO

 Que perfil procuram os empregadores?


 A postura mais valorizada para ser um profissional de excelência inclui:

o Vontade de aprender.
o Compromisso com a empresa e com o projeto.
o Automotivação.
o Trabalho de equipa.
o Competências de comunicação oral e escrita.
o Cooperação com os outros, liderança e trabalho de equipa.
9. PESQUISA DE INFORMAÇÃO PARA PROCURA DE EMPREGO

o Energia e proatividade.
o Motivação.
o Ponderação e bom senso.
o Capacidade de resolução de problemas e criatividade na implementação de soluções.
o Cordialidade e educação.
o Atitude de permanente escuta e disponibilidade para ajudar na resolução de problemas.
o Curiosidade e iniciativa para melhorar desempenhos (não só como se faz mas porque se faz.
o Capacidade de lidar com o insucesso e ultrapassar adversidades.
o Honestidade, motivação e segurança.
9. PESQUISA DE INFORMAÇÃO PARA PROCURA DE EMPREGO

 Faça uma lista das atividades em que esteve envolvido, (associação desportiva, cultural,
recreativa, part-time ou estágio, voluntariado, negócio de família, etc.). As empresas vão tentar
encontrar aqui as suas atitudes proactivas, o sentido de responsabilidade, o cumprimento de
horários, o assumir compromissos e o desenvolvimento de atitudes profissionais.
9. PESQUISA DE INFORMAÇÃO PARA PROCURA DE EMPREGO

 Como é você que conta neste projeto de procura de emprego fique


atento a si próprio como pessoa: é que a sua personalidade, os seus
princípios, os seus valores, as suas atitudes e as suas competências vão
ser transportados para o seu mundo profissional e podem ser trunfos
para vencer na sua carreira.
9. PESQUISA DE INFORMAÇÃO PARA PROCURA DE EMPREGO

 Inicie agora uma procura ativa:

o O próximo passo é dar-se a conhecer aos potenciais empregadores.


o Comece por definir que sectores de atividade lhe interessam (com que produtos ou serviços gostaria
de trabalhar). Depois, identifique as empresas que desenvolvem a sua atividade e consulte os sites
de apoio à procura de emprego, onde algumas empresas colocam anúncios on-line.
o Esteja atento às propostas profissionais que são divulgadas nos jornais, selecione as que lhe
interessarem e responda atempadamente. O tempo de resposta a um anúncio tem a duração
média de uma semana. A resposta deve chegar ao jornal durante esse período.
9. PESQUISA DE INFORMAÇÃO PARA PROCURA DE EMPREGO

o Consulte e selecione os anúncios afixados em painéis nos Centros de Emprego, nas Juntas de
Freguesia, nos Hipermercados, Supermercados, ou noutros locais públicos.
o Visite os web sites das Associações Empresariais do sector, onde, no item “associados”, pode
encontrar as empresas pertencentes ao sector de atividade que mais o atrai.
o Para descobrir determinada empresa ou sector de atividade, consulte as Páginas Amarelas ou
diretórios de empresas.
9. PESQUISA DE INFORMAÇÃO PARA PROCURA DE EMPREGO

o As empresas de recrutamento e seleção são também uma boa fonte de informação. Visite o web site
de algumas delas, onde pode responder a anúncios ou preencher um formulário de candidatura.
o Utilizeas suas relações interpessoais. Se conhece alguém a trabalhar numa determinada
empresa, peça para lhe darem o contacto pessoal a quem deve dirigir a sua candidatura, ou
informá-lo de alguma vaga existente.
o É importante dar atenção aos anúncios divulgados nos jornais e nos sites de apoio à procura
de emprego, mas é também muito importante o envio de candidaturas espontâneas para as
empresas onde gostaria de trabalhar.
9. PESQUISA DE INFORMAÇÃO PARA PROCURA DE EMPREGO

 O que NÃO deve fazer quando procura emprego?

o Desistir face aos nãos. A persistência e a autoconfiança são características que precisa de ter
para vencer antes de conseguir o emprego e depois de o obter!
o Deixar de apostar na sua formação contínua. Frequente cursos que permitam aperfeiçoar as
suas competências profissionais – bons conhecimentos de informática e de línguas são
exigidos por 99% dos empregadores para o admitirem num emprego.
9. PESQUISA DE INFORMAÇÃO PARA PROCURA DE EMPREGO

o Mentir ou exagerar nas informações do seu currículo. A sua credibilidade fica a perder e é
uma forma péssima de começar uma carreira.
o Ser arrogante. A arrogância é uma arma francamente má para quem quer vencer na carreira.
A atitude deve ser a de aprender continuamente – só assim se cresce profissionalmente.
10. MEDIDAS ATIVAS DE EMPREGO E FORMAÇÃO
10. MEDIDAS ATIVAS DE EMPREGO E FORMAÇÃO

 Se tem uma ideia de negócio e pretende desenvolver uma atividade empresarial de pequena
dimensão candidate-se ao Programa de Apoio ao Empreendedorismo e à Criação do Próprio
Emprego, que engloba as medidas de:

o Apoios à Criação de Empresas.


o Programa Nacional de Microcrédito.
o Apoio à Criação do Próprio Emprego por Beneficiários de Prestações de Desemprego.
10. MEDIDAS ATIVAS DE EMPREGO E FORMAÇÃO

 Informe-se também sobre a medida de apoio ao empreendedorismo Social Investe,


desenvolvida em parceria com a Cooperativa António Sérgio para a Economia Social.
10. MEDIDAS ATIVAS DE EMPREGO E FORMAÇÃO

 Criação do Próprio Emprego


10. MEDIDAS ATIVAS DE EMPREGO E FORMAÇÃO

 Apoios à Criação do Próprio Emprego por


Beneficiários de Prestações de Desemprego -
medida no âmbito do Programa de Apoio ao
Empreendedorismo e à Criação do Próprio Emprego,
que consiste na atribuição de apoios a projetos de
emprego promovidos por beneficiários das prestações
de desemprego, através da antecipação das prestações
de desemprego, desde que os mesmos assegurem o
emprego, a tempo inteiro, dos promotores subsidiados.
10. MEDIDAS ATIVAS DE EMPREGO E FORMAÇÃO

 Promotores / Destinatários
 Beneficiários das prestações de desemprego
que apresentem um projeto que origine, pelo
menos, a criação do seu emprego.

 Nota: As prestações de desemprego referidas


respeitam apenas ao subsídio de desemprego
ou ao subsídio social de desemprego inicial
10. MEDIDAS ATIVAS DE EMPREGO E FORMAÇÃO

 Apoios

 Apoio financeiro
o Pagamento, total ou parcial, do montante global das prestações de desemprego, deduzido
das importâncias eventualmente já recebidas.
o Possibilidade de cumulação com a modalidade de crédito com garantia e bonificação da taxa
de juro (linhas MICROINVEST E INVEST+).
o Nota: O subsídio de desemprego ou o subsídio social de desemprego inicial a que os beneficiários
tenham direito pode ser pago parcialmente de uma só vez, nos casos em que os interessados
apresentem projeto de criação do próprio emprego sob a forma jurídica de trabalhador
independente e as despesas elegíveis não ultrapassem o valor do montante único.
10. MEDIDAS ATIVAS DE EMPREGO E FORMAÇÃO

 Apoio técnico à criação e consolidação dos projetos


 Os projetos que obtenham financiamento ao abrigo desta medida podem beneficiar de apoio
técnico à sua criação e consolidação, durante os dois primeiros anos de atividade, sendo este
assegurado por uma rede de entidades privadas sem fins lucrativos ou autarquias locais
credenciadas pelo IEFP.
10. MEDIDAS ATIVAS DE EMPREGO E FORMAÇÃO

 Atividades de apoio técnico:

o Acompanhamento do projeto aprovado.


o Consultoria na gestão ou na operacionalidade da iniciativa.
o Nota: Em caso de recurso ao financiamento de crédito MICROINVEST ao abrigo da medida
Programa Nacional de Microcrédito, podem também beneficiar do apoio técnico específico
durante a fase anterior à submissão do pedido de crédito.
10. MEDIDAS ATIVAS DE EMPREGO E FORMAÇÃO

 Condições de acesso

o O promotor deve ter pelo menos 18 anos de idade à data da candidatura.


o Os beneficiários não podem acumular o exercício da atividade para a qual foram apoiados
com outra atividade normalmente remunerada, durante o período em que são obrigados a
manter aquela atividade.
oO montante das prestações de desemprego pode ser aplicado na aquisição de
estabelecimento por cessão ou na aquisição de capital social de empresa preexistente que
origine, pelo menos, a criação de emprego, a tempo inteiro, do promotor destinatário.
10. MEDIDAS ATIVAS DE EMPREGO E FORMAÇÃO

o No projeto que inclua, no investimento a realizar, a aquisição de capital social, esta tem de
decorrer de aumento de capital social, isto é, o montante das prestações de desemprego só
pode financiar o aumento de capital social, não podendo financiar a aquisição de partes
sociais existentes
o O projeto deve apresentar viabilidade económico-financeira
10. MEDIDAS ATIVAS DE EMPREGO E FORMAÇÃO

o Criação de empresas
10. MEDIDAS ATIVAS DE EMPREGO E FORMAÇÃO

 Apoios à Criação de Empresas - medida no âmbito do Programa de Apoio


ao Empreendedorismo e à Criação do Próprio Emprego, que consiste na
atribuição de apoios a projetos de criação de empresas de pequena
dimensão com fins lucrativos, incluindo cooperativas, através do acesso a
linhas de crédito com garantia e bonificação da taxa de juro concedido por
instituições bancárias.
10. MEDIDAS ATIVAS DE EMPREGO E FORMAÇÃO

 Promotores / Destinatários
 Inscritos nos serviços de emprego, numa das seguintes situações:

o Desempregados inscritos há 9 meses ou menos, em situação de desemprego involuntário ou


inscritos há mais de 9 meses, independentemente do motivo da inscrição.
o Jovens à procura do 1.º emprego com idade entre os 18 e os 35 anos, inclusive, com o
mínimo do ensino secundário completo ou nível 3 de qualificação ou a frequentar um
processo de qualificação conducente à obtenção desse nível de ensino ou qualificação, e que
não tenha tido contrato de trabalho sem termo.
o Nunca tenham exercido atividade profissional por conta de outrem ou por conta própria.
o Trabalhadores independentes cujo rendimento médio mensal, no último ano de atividade,
seja inferior à retribuição mínima mensal garantida.
10. MEDIDAS ATIVAS DE EMPREGO E FORMAÇÃO

 Crédito ao investimento

oO crédito ao investimento é concedido por instituições


bancárias, através de 2 linhas de crédito, e beneficia de
garantia, no quadro do sistema de garantia mútua, e de
bonificação de taxa de juro.
10. MEDIDAS ATIVAS DE EMPREGO E FORMAÇÃO
MONTANTES PRAZOS TAXA DE JURO
Investimento Financiamento

Superior a Até €100.000 2 anos de carência Euribor a 30 dias,


€20.000 e até de capital acrescida de 0,25%
€200.000 com taxa mínima
Reembolso no de 1,5% e máxima
 Linha de Crédito - prazo de 5 anos de 3,5%
INVEST+ com prestações
mensais (o 1.º ano de juros
(amortizações é integralmente
constantes de bonificado e o 2.º e
capital) o 3.º ano são
bonificados
parcialmente pelo
IEFP)
10. MEDIDAS ATIVAS DE EMPREGO E FORMAÇÃO

 Nota: Os créditos a conceder, no âmbito do Invest+, têm como


limites 95% do investimento total e 50.000€ por posto de
trabalho criado a tempo completo.
10. MEDIDAS ATIVAS DE EMPREGO E FORMAÇÃO
MONTANTES PRAZOS TAXA DE JURO
Investimento Financiamento

Até €20.000 Até €20.000 2 anos de carência de Euribor a 30 dias,


capital acrescida de 0,25%
com taxa mínima de
Reembolso no prazo 1,5% e máxima de
Linha de Crédito - de 5 anos com 3,5%
MICROINVEST prestações mensais
(amortizações (o 1.º ano de juros é
constantes de capital) integralmente
bonificado e o 2.º e o
3.º ano são
bonificados
parcialmente pelo
IEFP)
10. MEDIDAS ATIVAS DE EMPREGO E FORMAÇÃO

 Apoio técnico à criação e consolidação dos projetos


 Os projetos que obtenham financiamento ao abrigo desta Medida podem beneficiar de apoio
técnico à sua criação e consolidação, durante os dois primeiros anos de atividade, sendo este
assegurado por uma rede de entidades privadas sem fins lucrativos ou autarquias locais
credenciadas pelo IEFP.
10. MEDIDAS ATIVAS DE EMPREGO E FORMAÇÃO

 Atividades de apoio técnico

o Acompanhamento do projeto aprovado


o Formação
o Consultoria na gestão ou na operacionalidade da iniciativa
10. MEDIDAS ATIVAS DE EMPREGO E FORMAÇÃO

 Condições de Acesso

o O promotor do projeto de criação de empresa deve ter pelo menos 18 anos de idade à data do
pedido de financiamento, e não ter registo de incidentes não justificados no sistema bancário.
o Pelo menos metade dos promotores têm de, cumulativamente, ser destinatários do
programa, criar o respetivo posto de trabalho a tempo inteiro e possuir conjuntamente mais
de 50% do capital social e dos direitos de voto.
10. MEDIDAS ATIVAS DE EMPREGO E FORMAÇÃO

oO projeto de criação de empresa na sua fase de investimento e criação de postos de


trabalho não pode envolver:

 A criação de mais de 10 postos de trabalho.


 Um investimento total superior a €200.000, considerando-se para o efeito as despesas em capital
fixo corpóreo e incorpóreo, juros durante a fase do investimento e fundo de maneio.

o O projeto deve apresentar viabilidade económico-financeira.


o A realização do investimento e a criação dos postos de trabalho devem estar concluídas no
prazo de um ano a contar da data da disponibilização do crédito.
10. MEDIDAS ATIVAS DE EMPREGO E FORMAÇÃO

 Microcrédito

 Programa Nacional de Microcrédito - medida no âmbito do Programa de Apoio ao


Empreendedorismo e à Criação do Próprio Emprego, que consiste no apoio a projetos de
criação de empresas promovidos por pessoas que tenham especiais dificuldades de acesso ao
mercado de trabalho, através do acesso a crédito para projetos com investimento e
financiamento de pequeno montante.

 Esta medida é desenvolvida em parceria com a Cooperativa António Sérgio para a Economia
Social (CASES).
10. MEDIDAS ATIVAS DE EMPREGO E FORMAÇÃO

 Destinatários

o Pessoas com perfil empreendedor que tenham especiais dificuldades de


acesso ao mercado de trabalho e estejam em risco de exclusão social e
que apresentem projetos viáveis para criar postos de trabalho.
o Microentidades e cooperativas até 10 trabalhadores que
apresentem projetos viáveis com criação líquida de postos de
trabalho, em especial na área da economia social.
10. MEDIDAS ATIVAS DE EMPREGO E FORMAÇÃO

 Apoios

 Linha de Crédito ao investimento com garantia e bonificação


de taxa de juro - MICROINVEST - O crédito ao investimento é
concedido pelas instituições de crédito ou pelas sociedades
financeiras de microcrédito, através da linha de crédito
MICROINVEST, beneficiando de bonificação de taxa de juro e
de garantia, no quadro do sistema de garantia mútua.
10. MEDIDAS ATIVAS DE EMPREGO E FORMAÇÃO

MONTANTES PRAZOS TAXA DE JURO


Investimento Financiamento

Até €20.000 Até €20.000 2 anos de carência de Euribor a 30 dias, acrescida de


capital 0,25% com taxa mínima de
1,5% e máxima de 3,5%
Reembolso no prazo de 5
anos com prestações (o 1.º ano de juros é
mensais (amortizações integralmente bonificado e o
constantes de capital) 2.º e o 3.º ano são bonificados
parcialmente pelo IEFP)
10. MEDIDAS ATIVAS DE EMPREGO E FORMAÇÃO

 Apoio técnico à criação e consolidação dos projetos

 Os projetos que obtenham financiamento ao abrigo desta Medida podem beneficiar de apoio
técnico à sua criação e consolidação, durante os dois primeiros anos de atividade, sendo este
assegurado por uma rede de entidades privadas sem fins lucrativos ou autarquias locais
credenciadas pelo IEFP.
10. MEDIDAS ATIVAS DE EMPREGO E FORMAÇÃO

 Atividades de apoio técnico

o Acompanhamento do projeto aprovado.


o Formação.
o Consultoria na gestão ou na operacionalidade da iniciativa.
10. MEDIDAS ATIVAS DE EMPREGO E FORMAÇÃO

 Condições de acesso

o O promotor do projeto de criação de empresa deve ter, pelo menos, 16 anos de idade à data do
pedido de financiamento.
o Pelo menos metade dos promotores têm de, cumulativamente, ser destinatários do programa,
criar o respetivo posto de trabalho a tempo inteiro e possuir conjuntamente mais de 50% do
capital social e dos direitos de voto.
o O projeto de criação de empresa na sua fase de investimento e criação de postos de trabalho não
pode envolver a criação de mais de 10 postos de trabalho.
o O projeto deve apresentar viabilidade económico-financeira.
o A realização do investimento e a criação dos postos de trabalho devem estar concluídas no prazo
de um ano a contar da data da disponibilização do crédito.
o Obter validação prévia da Cooperativa António Sérgio para a Economia Social (CASES).
10. MEDIDAS ATIVAS DE EMPREGO E FORMAÇÃO

 Consulte ainda:

o Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas (IAPMEI)


o Associação Nacional de Jovens Empresários (ANJE)
o Associação Nacional de Direito ao Crédito (ANDC)
o Portugal Empreendedor – O portal do Empreendedorismo e da Incubação
o Empreender – Plataforma do Empreendedor
o Beta-i Associação para a Promoção da Inovação e Empreendedorismo
o IFDEP – Instituto para o Fomento e Desenvolvimento do Empreendedorismo em Portugal
11. MOBILIDADE GEOGRÁFICA
11. MOBILIDADE GEOGRÁFICA

 Há muitas e boas razões para se contemplar a possibilidade de trabalhar no estrangeiro:

o Adquirir experiência profissional e melhorar o CV.


o Melhorar competências pessoais como a capacidade de iniciativa, a determinação e a flexibilidade.
o Aumentar a autoconfiança.
o Aproveitar as oportunidades de formação profissional ou de estágio.
11. MOBILIDADE GEOGRÁFICA

o Experimentar algo de novo e viver uma aventura.


o Ter a possibilidade de ganhar um salário mais elevado.
o Conhecer uma nova cultura e melhorar as competências linguísticas.
o Encontrar mais vagas no domínio de atividade escolhido.
o Beneficiar de um estilo de vida diferente, talvez melhor.
o Deixar a sua atividade habitual durante algum tempo e fazer algo diferente.
11. MOBILIDADE GEOGRÁFICA

 A mobilidade profissional é importante e ajuda


a equilibrar o mercado de trabalho. Por
exemplo, as áreas em grande crescimento
podem ter dificuldade em preencher todas as
vagas, enquanto noutras regiões persiste uma
elevada taxa de desemprego.
11. MOBILIDADE GEOGRÁFICA

 Os europeus que estejam interessados e dispostos a viver


e trabalhar no estrangeiro — ou mesmo a atravessar
diariamente a fronteira de um país vizinho para irem
trabalhar — podem ajudar a compensar esse desequilíbrio,
ao mesmo tempo que usufruem de todos os benefícios de
participarem numa cultura diferente da sua.
11. MOBILIDADE GEOGRÁFICA

 Graças ao princípio de livre circulação de trabalhadores


adotado pela União Europeia, têm agora a possibilidade de
arranjar emprego, viver ou estudar em qualquer país da
União, bem como na Islândia, no Listenstaine, na Noruega
ou na Suíça.
11. MOBILIDADE GEOGRÁFICA

 Os trabalhadores e candidatos a emprego enfrentam desafios cada vez maiores. O mercado de


trabalho evolui mais velozmente do que nunca, adaptando-se às exigências da concorrência
global. Os empregadores esperam maior flexibilidade dos trabalhadores, mas oferecem-lhes
menos segurança. São poucas as pessoas que ainda têm um emprego para toda a vida. A
aprendizagem ao longo da vida tornou-se essencial para acompanhar as novas tecnologias e a
procura de novas competências.
11. MOBILIDADE GEOGRÁFICA

 Este novo panorama laboral também pode constituir uma


oportunidade emocionante. As pessoas têm mais liberdade do que
antes para explorar várias funções, setores e locais.

 Com flexibilidade e abertura de espírito, tanto os empregadores


como os trabalhadores podem beneficiar da maior facilidade para
encontrar trabalho e exercer uma atividade em toda a Europa.
11. MOBILIDADE GEOGRÁFICA

 A experiência de trabalhar no estrangeiro, tanto a curto como a longo prazo, pode ajudar a
adquirir e melhorar as competências, expandir os horizontes e interagir com pessoas de
diferentes culturas. Muitas pessoas constatam que, para além de ser uma experiência pessoal
enriquecedora, trabalhar no estrangeiro também lhes permite encontrar um emprego melhor
quando decidem regressar ao país de origem.
11. MOBILIDADE GEOGRÁFICA

 No entanto, ir trabalhar para o estrangeiro não é uma decisão que se


deva tomar de um dia para o outro, necessitando de muita
ponderação e reflexão. É essencial estar bem preparado.
11. MOBILIDADE GEOGRÁFICA

 Onde procurar emprego

 Procure os anúncios de emprego publicados na Internet, em


jornais, nos centros de emprego e em empresas de recrutamento
privadas. Não se esqueça de consultar também o portal EURES
sobre mobilidade profissional. O próprio sítio web de uma empresa
pode conter informações sobre as vagas existentes, sendo também
possível que ela recorra a uma agência de recrutamento externa
para proceder a uma pré-seleção dos candidatos.
11. MOBILIDADE GEOGRÁFICA

 Consulte os sítios web e os meios de comunicação social direcionados para profissões e setores
específicos, ou para determinadas regiões da Europa. Podem ser-lhe úteis para identificar
empresas onde gostaria de trabalhar e os respetivos contactos. Alguns países têm sítios web
especificamente destinados a candidatos a emprego estrangeiros.

 Publique o seu CV no portal EURES sobre mobilidade profissional e noutros sítios web
destinados aos candidatos a emprego. Não se esqueça: caso o anúncio não indique uma data-
limite, verifique se a vaga ainda não foi preenchida antes de se candidatar. Há sítios web que
contêm anúncios desatualizados.
11. MOBILIDADE GEOGRÁFICA

 Muitas agências de recrutamento especializam-se em setores específicos e conservam os CV de


candidatos promissores para apresentar aos empregadores. Identifique os recrutadores
especializados na sua área e contacte-os com vista a vagas de emprego atuais e futuras.

 Em alguns países, muitas ofertas de emprego são publicitadas «boca a boca» e através das
redes de contactos pessoais. Em regra, são as empresas mais pequenas que recrutam
colaboradores desta maneira. As maiores preferem divulgar as ofertas de emprego o mais
amplamente possível para atraírem os melhores candidatos.
11. MOBILIDADE GEOGRÁFICA

 Os serviços EURES

 Os serviços da EURES são muito completos e estão acessíveis a todos


os candidatos europeus— antes, durante e após a busca de emprego.
11. MOBILIDADE GEOGRÁFICA

 Abordam todos os aspetos da vida e do trabalho no estrangeiro, desde a orientação profissional,


a revisão e tradução de curricula vitae, a análise das ofertas de emprego e a facilitação da
realização de entrevistas por videoconferência, até à prestação de informações sobre o mercado
de trabalho europeu e de conselhos nos domínios jurídico e da segurança social, à organização
de feiras de emprego e ao aconselhamento sobre as oportunidades de formação, aprendizagem
de línguas e financiamento.
11. MOBILIDADE GEOGRÁFICA

 O portal EURES contém mais de um milhão de ofertas de emprego de 32 países da Europa, quase o
mesmo número de curricula vitae e milhares de empregadores registados. Nele, poderá encontrar
ferramentas para:

o Criar um perfil que lhe permita identificar setores ou países que lhe interessem e receber
notificações de ofertas de emprego pertinentes através do correio eletrónico.
o Elaborar e manter um CV em uma ou mais versões linguísticas — e publicá-lo em linha, onde
poderá ser visto pelos 30 000 empregadores registados no portal.
o Procurar informação sobre a vida e o trabalho no país da sua preferência.
o Procurar as jornadas europeias de emprego e outros eventos de recrutamento realizados na
sua região; e
o Conectar-se com outros candidatos a emprego e trocar dicas sobre a busca de emprego e a
experiência de viver e trabalhar no estrangeiro.
12. REDE DE CONTACTOS
12. REDE DE CONTACTOS

 O NETWORKING Consiste em estabelecer relacionamentos pessoais e profissionais com o


objetivo de partilhar informações, experiências e recursos. Net, significa “rede”, “work”, quase
sempre traduzida apenas como "trabalho", tem um sentido mais amplo: é qualquer aplicação de
energia orientada para um propósito específico.
12. REDE DE CONTACTOS

 Hoje em dia, um grau académico já não é um


diferencial entre candidatos, pelo que é importante
conhecer a pessoa certa, no lugar certo. Ou seja, para
além de um bom CV cada vez é mais importante o
candidato ter bons contactos. As redes sociais são um
fenómeno em expansão e com muito potencial.
12. REDE DE CONTACTOS

 Há estudos que mostram que cerca de 70% das ofertas de trabalho preenchidas não chegam a
ser anunciadas/divulgadas. Apenas existem duas formas possíveis para os candidatos terem
acesso a estas ofertas: Através de contactos pessoais/sociais/profissionais ou realizando
candidaturas espontâneas.
12. REDE DE CONTACTOS

 Pesquisas recentes indicam que 50% a 70% das pessoas encontraram o seu último emprego
através de networking, ou seja, trabalhando a sua rede de contactos. Pode fazer networking de
várias formas: pessoal e presencialmente, por telefone e por e-mail.
 Explore esta estratégia para conseguir a oportunidade profissional que procura, prepare-se para
fazer Networking:
12. REDE DE CONTACTOS

 1) Comece por criar uma lista com as pessoas que vão fazer parte da sua rede de
contactos. É mais simples iniciar por pessoas conhecidas, como os colegas (de trabalho, de
estudos, de casa) professores e familiares. A maioria das pessoas perde o contacto e
desconhece o paradeiro de 95% dos seus antigos colegas.

 No entanto, alguns destes antigos colegas podem ter progredido na carreira e poderiam ser
contactos muito úteis para quem procura novas oportunidades profissionais.
12. REDE DE CONTACTOS

 2) Identifique claramente os seus objetivos, para tal deve fazer uma reflexão acerca das
competências que possui e dos seus objetivos profissionais a curto e médio prazo.

 Neste contexto, tenha em atenção que para além das competências técnicas (hard skills) adquiridas ao
longo do seu percurso escolar e académico, também as competências transversais (soft skills) são
valorizadas e podem ser determinantes para o sucesso das funções que ambiciona.
12. REDE DE CONTACTOS

 De igual modo é importante e fundamental meditar e elaborar o


seu Plano de Carreira. Para concretizar este passo, consulte as
sugestões/informações que apresentamos acerca do Balanço
pessoal e profissional de competências e de como Refletir e
planear a carreira profissional.
12. REDE DE CONTACTOS

 3) Crie o seu cartão-de-visita para fins profissionais, para oferecer às pessoas que
integram/vão integrar a sua rede de contactos. Este cartão deve ter na frente as seguintes
informações: Identificação (nome), Formação académica e Contactos (Telemóvel e E-mail).

 No verso deve colocar as áreas de interesse profissional. Opcionalmente, o candidato pode


colocar ainda na frente do cartão uma foto tipo passe (é importante que seja atual). Sempre
que possível e oportuno partilhe os seus objetivos profissionais com as pessoas da sua rede de
contactos e questione se possuem alguma informação ou contacto úteis.
12. REDE DE CONTACTOS

 5) Faça um registo organizado destes contactos e das informações conseguidas. Para


tal, deve colocar o nome e contacto da pessoa que abordou, o contexto (evento profissional,
social, outro) em que tiveram contacto e a data. Deve, também, registar as informações que
recolheu ou então colocar uma nota a indicar a inexistência de informações pertinentes.

 Se a outra pessoa lhe entregou o seu cartão-de-visita pode fazer anotações no mesmo, para
mais tarde identificar facilmente quem era a pessoa do cartão. Estes dados poderão ser
necessários num próximo contacto.
12. REDE DE CONTACTOS

 6) Outro ponto importante é manter sempre a sua


palavra, pois o Networking para ser bem-sucedido
assenta na confiança. Se combinou entrar em contacto mais
tarde com a pessoa, cumpra o compromisso. É importante
manter a credibilidade que conquistou junto daquela pessoa,
pelo que deve sempre honrar o acordado anteriormente.
12. REDE DE CONTACTOS

 7) Por último e também muito importante, agradeça sempre o apoio e interesse


manifestados.
 Para além da linguagem verbal, a sua linguagem não-verbal é igualmente importante e pode ser
decisiva para que os seus contactos tenham sucesso. A linguagem corporal pode deixar
transparecer uma presença positiva ou negativa, dependendo do grau de atenção que o
candidato atrai e como ele se apresenta.
12. REDE DE CONTACTOS

 Existem quatro elementos de linguagem corporal positiva que


transmitem uma presença positiva: apresentar um cumprimento
agradável, dar um sorriso acolhedor, ficar de pé com a palma das
mãos abertas e manter o contacto visual.

 Para ser bem-sucedido no seu networking o candidato deve praticar


o comportamento vantajoso, através da linguagem corporal e da
escuta ativa. Explore mais esta estratégia para encontrar a
oportunidade profissional que ambiciona.
13. CURRICULUM VITAE
13. CURRICULUM VITAE

 Um CV bem escrito e estruturado é meio


caminho andado para arranjar um novo
emprego. O seu CV é um cartão-de-visita que
pode fazer a diferença entre um convite para
uma entrevista ou uma recusa imediata.

 Regras de elaboração de um currículo


13. CURRICULUM VITAE

 Informações relevantes – Refira todas as informações que salientem as suas mais valias e
aumentem as possibilidades de obter uma entrevista.

 O facto de organizar todos os anos um festival de sardinhas não interessa quando se candidata
para a função de Web Designer. Se, pelo contrário, quer trabalhar numa agência de organização
de eventos, a informação torna-se importante.

 Molde o seu CV ao emprego para o qual se candidata.


13. CURRICULUM VITAE

 Tamanho reduzido – Tente reduzir o seu CV a duas folhas.

 Bem organizado – Divida o seu CV em secções claras (por ex. dados pessoais, formação,
experiência profissional, observações etc.) Coloque bastantes espaços em branco para o tornar
mais legível.
13. CURRICULUM VITAE

 Exemplos concretos – Espírito de equipa, capacidade de perseverança e facilidade de


contacto são características bonitas, mas sem exemplos concretos ficam vazias de significado.
Indique concretamente como, no passado, demonstrou o seu espírito de equipa ou onde já
aplicou a sua capacidade de perseverança.

 Sinceridade – Uma pequena mentira a seu favor parece inocente mas pode ter consequências
negativas. Ao mentir no seu CV arrisca-se a ser apanhado mais cedo ou mais tarde.
13. CURRICULUM VITAE

 Voz ativa – Use verbos dinâmicos e ativos como organizar, presidir,


ensinar, etc.

 Aparência gráfica – Cada CV que envia deve ser uma impressão


original. Manchas, dobras nos cantos e vincos são proibidos.
13. CURRICULUM VITAE

 Tipo de CV – Um CV cronológico fornece uma listagem da


sua formação e experiência de acordo com uma sequência
lógica no tempo. Um CV funcional junta qualidades e
características por área relevante.

 O assistente de currículos do Word, os modelos predefinidos


ou o modelo europeu de curriculum vitae poderão servir de
base, mas seja sempre original.
13. CURRICULUM VITAE

 Um currículo deve ser o mais completo possível. Isso implica que não haja tempos mortos entre
um emprego e o outro. Estar sem fazer nada por um período superior a 6 meses não é
facilmente explicável, porque se por um lado pode não ter ofertas de emprego, por outro, há
sempre atividades com que pode ocupar o seu tempo ou investi-lo em formação contínua.
13. CURRICULUM VITAE

 Se está desempregado, não fique sem fazer nada, dedique-se a:

o Aprender ou aperfeiçoar uma língua estrangeira.


o Frequente um curso de informática ou tecnologias da informação, que são sempre úteis para
melhorar o seu currículo.
o Arranje um part-time, de preferência na sua área, se não, um que lhe possibilite aprender
uma atividade/profissão cujos conhecimentos possa vir a utilizar mais tarde.
o Participe em atividades culturais, conferências, workshops.
o Compre revistas especializadas da sua área, ponha-se a par de todas as evoluções no mercado.
o Se tem interesse nalguma empresa aprenda tudo sobre ela.
13. CURRICULUM VITAE

 Todos estes conhecimentos vão-lhe ser muito úteis, principalmente se os mencionar no


currículo. Para além do empregador perceber que é uma pessoa ativa e com objetivos, ajuda-o
a traçar o seu perfil e a encontrar motivos para o contratar.

 Cada trabalhador traça o seu percurso e as suas escolhas profissionais no currículo, que não é
mais do que uma ferramenta para avaliar as capacidades e competências de um indivíduo. Para
o empregador o currículo é a imagem do próprio indivíduo.
13. CURRICULUM VITAE

 Ora se não estiver atualizado, se não mostrar dinamismo, versatilidade e não seguir uma
determinada sequência lógica, a sua imagem vai ficar confusa, fragmentada e não vai contribuir
nada para ser contactado pela empresa que deseja.

 Um currículo preenchido obriga a determinados sacrifícios, como ter de aceitar estágios ou


empregos intermédios, com condições pouco aliciantes, mas que representam etapas
importantes para alcançar o emprego que realmente deseja.
13. CURRICULUM VITAE

 O importante é ter uma visão a longo prazo. Nem sempre as oportunidades que
aparecem são as melhores, mas para além da experiência que cada uma
proporciona, elas fomentam outras oportunidades.

 Estar parado equivale a perder tempo e experiência. Um período, mesmo que


pequeno, sem nenhuma ocupação é difícil de explicar, porque não há uma linha
contínua. Uma paragem é um lapso no currículo que o obriga a ter de se
justificar. O que só vai desviar a entrevista do que realmente interessa.
13. CURRICULUM VITAE

 Um currículo claro e autoexplicativo é a melhor forma de captar o interesse do empregador. A


escolha de uma profissão, de um curso, por si só não basta. As exigências atuais premeiam a
diversificação de conhecimentos e competências e a formação contínua.

 O futuro começa a traçar-se no presente. A procura da credibilidade e do respeito na sua


profissão e na sua área obriga-o a ser fiel a uma linha de atuação, que não é mais do que a sua
marca. É isso que um empregador procura no seu currículo.
14. ANÚNCIOS DE EMPREGO
14. ANÚNCIOS DE EMPREGO

 Fontes de anúncios

 Há alguns locais e situações junto dos quais se pode ter conhecimento de ofertas de emprego:
o Centros de Emprego (consultas das listagens no local, site do IEFP).
o UNIVA´s (Unidades de Inserção na Vida Activa).
o Estabelecimentos comerciais (anúncios nas montras); empresas e instituições; nassociações de
estudantes/gabinetes de saídas profissionais das Universidades e Politécnicos; Juntas de Freguesia, etc.
o Jornais (estão disponíveis em bibliotecas públicas, alguns têm site na Internet).
o Empresas de recrutamento, selecção e trabalho temporário (Adecco, Manpower; Select –
Vedior; Hays Selection; Stepstone, etc.).
14. ANÚNCIOS DE EMPREGO

o Internet (sites úteis de pesquisa de emprego: www.empregos.online.pt; www.net-


empregos.com; www.expressoemprego.pt: www.portalemprego.pt: www.superemprego.pt:
www.pontodeemprego.com…).
o Associações industriais, de desenvolvimento ou tecnológicas.
o Empresas e grupos empresariais de relevo.
o Amigos, conhecidos, familiares, ex-professores, colegas...
14. ANÚNCIOS DE EMPREGO

 Precauções de salvaguarda da igualdade de oportunidades

o Os anúncios de recrutamento devem indicar claramente que a posição a concurso se destina


a homens ou mulheres, e independentemente do estado civil.
o Os mesmos podem reforçar esta ausência de descriminação através da inclusão de uma
frase no anúncio do tipo “convidam-se a responder os (as) candidatos homens e mulheres
qualificados (as)”.
14. ANÚNCIOS DE EMPREGO

 Esta sugestão é particularmente recomendada em


áreas de trabalho claramente dominadas por um dos
sexos num passado recente.

 Devem ser evitados títulos dos lugares a concurso que


apontem especificamente para um dos sexos, como
sejam por exemplo “secretária”, “diretor”, ou
“enfermeira”.
14. ANÚNCIOS DE EMPREGO

 Deve haver também o máximo cuidado na inclusão de fotografias ou ilustrações dos anúncios
que possam indicar a preferência por um dos sexos.

 Sublinhe-se que os jornais, revistas e outros meios de comunicação utilizados na divulgação das
candidaturas são corresponsáveis pelos anúncios que evidenciam potencial descriminação.
14. ANÚNCIOS DE EMPREGO

 A resposta a um anúncio

o A resposta a um anúncio de emprego deve ser cuidada e


bem redigida para que consiga obter uma entrevista.
Deverá necessariamente respeitar o formato que o
empregador solicita (carta, fax, email ou outro), nunca se
esquecendo de enviar o CV em conjunto.

o Pode despertar o interesse do empregador com uma carta


de apresentação e/ou resposta de anúncio, mostrando as
razões de candidatura e evidenciando alguns aspetos do
seu Curriculum Vitae que sejam importantes, tendo em
conta o lugar a que se candidata.
14. ANÚNCIOS DE EMPREGO

 Para a elaboração da carta deve respeitar algumas regras:

1. Deve indicar primeiro a sua identificação pessoal (nome, morada e email).


2. Segue-se a identificação do destinatário (dirigindo-se aos Recursos Humanos).
3. Deverá indicar a qual anúncio se candidata (nome do jornal, data de publicação e número
de referência do anúncio).
4. Por fim deverá fazer referência à função a que se candidata enaltecendo as suas qualidades
para o cargo.
14. ANÚNCIOS DE EMPREGO

 Não se esqueça de mostrar interesse em estar presente em


entrevistas ou provas, isso fará com que a empresa acredite na
sua vontade de ocupar o lugar vago.

 Para finalizar a carta de resposta deve despedir-se cordialmente


e de maneira formal, não esquecendo a data e a sua assinatura.
14. ANÚNCIOS DE EMPREGO

 Referências e recomendações

 Em Portugal não é muito habitual entregar referências ou ainda menos


apresentar cartas de recomendação. Contudo, ambas podem ser
vantajosas na altura de se candidatar ao emprego que pretende.

 Prepare-se com antecedência, componha uma lista de referências


e junte algumas cartas de recomendação para estar preparado
quando o possível empregador as pedir.
14. ANÚNCIOS DE EMPREGO

 Deve escolher as pessoas certas para pedir referências sobre si. É


importante conhecer bem as pessoas que o vão recomendar e obter a
autorização delas para as usar como referência.

 Deve escolher pessoas responsáveis, com um cargo elevado, se possível,


que possam confirmar que trabalhou em determinado sítio com
determinado cargo e que podem dizer porque saiu e outros detalhes.
14. ANÚNCIOS DE EMPREGO

 Também é importante saber o que elas vão dizer sobre os seus antecedentes profissionais, o
seu desempenho ou conhecimentos.

 É perfeitamente aceitável usar referências que não sejam do seu anterior empregador. Pessoas
conhecidas dos negócios, professores, clientes, etc. Todos eles podem ser boas referências.
14. ANÚNCIOS DE EMPREGO

 Se fizer trabalho voluntário, pense em usar os 'chefes de grupo' ou outros membros da


organização como referência pessoal.

 Não é má ideia pedir uma carta de recomendação ao seu chefe direto ou a outra pessoa da
direção quando se despede. Claro que pode fazê-lo posteriormente, mas o tempo voa e as
pessoas mudam de emprego. Nem sempre é fácil encontrar 'ex-chefes'.
15. CANDIDATURA ESPONTÂNEA
15. CANDIDATURA ESPONTÂNEA

 Uma candidatura espontânea serve para demonstrar o interesse que um candidato tem em
trabalhar numa determinada empresa.

 Contrariamente às anteriores, esta carta não vem na sequência da resposta a um determinado


anúncio da empresa, mas antes de uma intenção do candidato que, voluntária e espontaneamente
procura estimular na empresa um interesse pelo seu perfil pessoal e profissional, relacionando-o com
o perfil de competências que é requerido habitualmente pela organização.
15. CANDIDATURA ESPONTÂNEA

 A carta de candidatura espontânea deve ser simples e


objetiva. Esta desempenha as seguintes funções:

o Apresentar uma candidatura.


o Pedir uma entrevista.
o Descrever as competências e habilitações.
15. CANDIDATURA ESPONTÂNEA

 Por isso invista numa carta bem elaborada. Deve,


naturalmente, surpreender e suscitar a curiosidade
para o(a) conhecerem.

 Uma carta de candidatura deve incluir as seguintes


partes com os seus respetivos conteúdos:
15. CANDIDATURA ESPONTÂNEA

 Cabeçalho: deve incluir a identificação do candidato e da empresa a que se dirige, que pode
ser o Diretor de Recursos Humanos ou o Diretor Geral, no caso de empresas de menor
dimensão ou mais centralizadas;

 Introdução: começa por estabelecer o motivo do contacto, expressando o seu interesse pela
atividade desenvolvida pela empresa assim como pelo tipo de trabalho que pretende fazer;
15. CANDIDATURA ESPONTÂNEA

 Desenvolvimento: no corpo da carta devem estar explícitas as competências, qualificações e


experiências que se adequam ao trabalho a desempenhar e a forma como poderá desenvolver a
sua atividade no contexto daquela empresa em especial;

 Conclusão: deve referir novamente a disponibilidade para ser contactado pela empresa para
qualquer prova ou entrevista mencionando a melhor forma de estabelecer esse contacto.
15. CANDIDATURA ESPONTÂNEA

 Deverá escrever uma carta de Candidatura Personalizada para


cada empresa e enviá-la com o seu CV, esperando contacto
posterior. A chave de uma candidatura espontânea é saber dirigi-la
para a empresa certa, para o destinatário, o mais personalizada
possível, oferecendo serviços específicos e referindo as principais
competências para o seu desempenho.
16. ENTREVISTA DE EMPREGO
16. ENTREVISTA DE EMPREGO

 Tipo de entrevistas

 Entrevista de recrutamento – a sua função principal é estabelecer um primeiro contacto com os


candidatos para a obtenção do maior número possível de informações. São entrevistas rápidas que
visam eliminar os candidatos que não se ajustem às qualificações exigidas pelo cargo.
16. ENTREVISTA DE EMPREGO

 Entrevista de seleção – são as mais frequentes


e têm como objetivo obter informações sobre o
candidato. Servem para confirmar ou não a
impressão deixada pela carta de candidatura
recebida. Neste tipo de entrevista encontramos
sete variantes.
16. ENTREVISTA DE EMPREGO

 1. Entrevista individual – é a mais comum e


caracteriza-se pelo facto de existirem apenas dois
interlocutores: o entrevistador e o entrevistado.
Por este motivo, pode não ser das mais justas,
pois a avaliação é feita apenas por uma pessoa.
16. ENTREVISTA DE EMPREGO

 2. Entrevista de painel – existem três ou mais


entrevistadores, sendo um deles geralmente o
presidente. O candidato deve tentar identificá-lo para
lhe dirigir as suas respostas. Este tipo de entrevista
pode ter a desvantagem para o entrevistado de o
deixar inibido devido à desvantagem numérica.
16. ENTREVISTA DE EMPREGO

 3. Entrevista em série – o entrevistado é sucessiva e individualmente avaliado por diferentes


entrevistadores. Para este tipo de entrevistas o candidato necessita de desenvolver todo o seu potencial,
isto é, estar muito bem preparado e ter uma boa capacidade de resistência para não desmotivar.

 4. Entrevista em grupo – os vários candidatos são entrevistados em simultâneo por um ou


mais entrevistadores. Este método é normalmente utilizado por grandes empresas e para cargos
que exijam muita organização e liderança. As questões podem ser colocadas individual ou
coletivamente. Pode propor-se também o debate de um tema.
16. ENTREVISTA DE EMPREGO

 5. Entrevista social – é a mais informal


de todas. Estas entrevistas podem assumir
vários formatos, desde levar o candidato a
um bar para lanchar até ocasiões
altamente formais (almoço, jantar,
cocktail). Têm como objetivo avaliar a
capacidade de adaptação a novas
situações e comportamentos sociais.
16. ENTREVISTA DE EMPREGO

 6. Entrevista de stress – é um tipo de entrevista


muito específico e utilizado, habitualmente, no
recrutamento para áreas comerciais, sendo que exigem
capacidade de argumentação e contra-argumentar com
diplomacia e maturidade. O entrevistador assume uma
atitude hostil e provocatória de forma a causar no
candidato a perda de controlo das suas emoções.
16. ENTREVISTA DE EMPREGO

 7. Agências de emprego – todas as sugestões


anteriormente apresentadas servem para este tipo de
entrevista. O candidato não é apenas sujeito à
entrevista, mas avaliado em termos de conhecimentos
em áreas bem específicas. O candidato deve ter bem
definido o que pretende fazer e para que tipo de
empresas lhe interessa trabalhar.
16. ENTREVISTA DE EMPREGO

 Fases da Entrevista
 A entrevista de seleção ocorre em cinco fases.

 A primeira etapa consiste na preparação da entrevista. Trata-se


da preparação para o ato da entrevista e possibilita ao entrevistador
a comparação entre as características do cargo e o perfil do
candidato.
16. ENTREVISTA DE EMPREGO

 Com esta preparação o entrevistador deverá poder determinar quais os objetivos da entrevista,
qual o tipo de entrevista que permite atingir esses objetivos, deverá fazer uma leitura do
curriculum vitae do candidato e deverá saber o maior número de informações quer acerca do
candidato, quer acerca do cargo.

 A segunda etapa diz respeito ao ambiente. A preparação do ambiente irá permitir que ruídos
ou quaisquer outros aspetos exteriores interfiram na entrevista.
16. ENTREVISTA DE EMPREGO

 O ambiente pode ser físico, sendo que o local escolhido deve ser uma pequena sala isolada e
sem presença de terceiros, ou psicológico, sendo que a entrevista deverá decorrer num clima
sem receios, pressões ou imposições.

 A etapa seguinte é o processamento da entrevista. Esta etapa corresponde à entrevista


propriamente dita na qual há relação interpessoal entre o entrevistador e o entrevistado, onde o
primeiro ao fazer as perguntas ao segundo provoca estímulos para que possa estudar a
retroação, ou seja, as respostas e reações comportamentais.
16. ENTREVISTA DE EMPREGO

 Contudo, o entrevistador também vai informar o candidato acerca do cargo e da organização de


forma favorável para que este se sinta mais interessado.

 A penúltima etapa é o encerramento. Para encerrar a entrevista, o entrevistador deverá fazer


um sinal que demonstre que a mesma findou. Deverá informar o candidato em relação à ação
futura e à forma como será contactado para saber o resultado.

 A última etapa consiste na avaliação do candidato. A avaliação deve ser feita logo após o
candidato sair da sala, pois a informação sobre este é recente e ainda permanece na memória.
16. ENTREVISTA DE EMPREGO

 Aspetos a Abordar numa Entrevista


16. ENTREVISTA DE EMPREGO

 Dados biográficos
o Trata-se de uma confirmação, atualização ou complemento de informação constante no CV.

 Formação escolar e técnica


o Consiste em averiguar a formação do candidato, o quanto se esforça e empenha para
adquirir formação e como esta foi financiada.
16. ENTREVISTA DE EMPREGO

 Experiência/história profissional
o Trata-se de averiguar as atividades profissionais exercidas ou como decorreu o estágio se o
candidato ainda não tiver experiência profissional. O porquê de uma eventual mudança de
emprego e como vivenciou a experiência.

 Fatores pessoais de satisfação


o Procura-se averiguar os fatores que maior satisfação profissional proporciona ao candidato,
assim como as tarefas realizadas e a satisfação que estas proporcionaram.
16. ENTREVISTA DE EMPREGO

 Situação familiar
 Trata-se de identificar um eventual aspeto impedidor do desempenho da função. Dado à
delicadeza desta temática, as questões a colocar devem ser única e exclusivamente pertinentes
para a seleção, sendo que deverão ser abertas para que seja o candidato a decidir o grau de
intimidade que quer revelar.
16. ENTREVISTA DE EMPREGO

 Atividades exteriores ao trabalho


o Procura-se abordar os hobbies do candidato, pois estes mostram a maneira de ser do
indivíduo. Quer estejam ou não relacionados com a atividade profissional do indivíduo, as
causas dos hobbies podem dar informação mais importante que os próprios hobbies per si.

 Qualidades exigidas à função


o Trata-se de procurar saber como o candidato analisa as situações, se é introvertido ou não e
o seu nível de estabilidade emocional.
16. ENTREVISTA DE EMPREGO

 A postura do candidato
 Devem ser considerados pontos negativos que contam em desfavor do entrevistado as
seguintes situações:

o Fazer gestos em excesso.


o Soltar risinhos nervosos para forçar a empatia.
o Expressar-se através de respostas monossilábicas (sim, não, talvez, etc.).
o Mexer-se bastante na cadeira.
o Falar demasiado baixo (sinal de receio).
o Fumar sem ser convidado.
o Falar sem olhar para o entrevistador (mostra receio, falta de confiança e de sinceridade).
16. ENTREVISTA DE EMPREGO

 O entrevistado consegue pontos positivos a seu favor, quando:

o Fala alto para ser ouvido.


o É claro e objetivo ao expressar-se.
o Controla os seus estados emotivos e os movimentos do seu corpo.
o Encara o entrevistador com naturalidade.
16. ENTREVISTA DE EMPREGO

 Carta de agradecimento

 É a carta que se envia depois de uma entrevista de emprego, além de ser um sinal de cortesia,
estabelece um clima de seguimento ou de portas abertas com a pessoa com quem teve um
contacto positivo.
16. ENTREVISTA DE EMPREGO

 Regras:

o Dirija-se a carta à pessoa que o entrevistou.


o Deve agradecer ao entrevistador o tempo que lhe dedicou.
o Deve reiterar o seu entusiasmo e interesse pela empresa e pelo posto de trabalho que foi oferecido.
o Utilize a carta como seguimento no processo de seleção.
o Reafirme que continua interessado em trabalhar na empresa.
o Isto irá ajudar a manter um clima favorável com a pessoa com quem estabeleceu contacto
no processo de seleção.
o Ao mesmo tempo confirme ou tente marcar uma nova entrevista.
16. ENTREVISTA DE EMPREGO

 Se a entrevista lhe pareceu satisfatória e percebeu o interesse que demonstrava o entrevistador,


a carta de agradecimento servirá para reforçar essa boa impressão.

 Tenha em conta que após um longo processo de entrevistas a empresa pode ter dúvidas sobre
a seleção final de um candidato entre os vários que se encaixam no perfil que é pedido.

 A carta de agradecimento tem um papel importante na impressão que deixa de si mesmo.


8600. COMPETÊNCIAS EMPREENDEDORAS E TÉCNICAS DE PROCURA DE EMPREGO