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UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DE PERNAMBUCO

DEPARTAMENTO DE TECNOLOGIA RURAL


ENGENHARIA AGRÍCOLA E AMBIENTAL

SANEAMENTO AMBIENTAL

http://www.pensamentoverde.com.br/meio-ambiente/doencas-causadas-pela-falta-de-higiene-e-saneamento-basico/
Segundo a Organização Mundial da Saúde - OMS,
saneamento é o controle de todos os fatores do meio
físico do homem, que exercem ou podem exercer efeitos
nocivos sobre seu bem estar físico, mental e social.

Dicionário Aurélio: Ação de sanear; efeito dessa ação. / Limpeza, asseio.


SERVIÇOS
Modernamente, a oferta de saneamento associa sistemas
constituídos por uma infra-estrutura física (obras e equipamentos)
e uma estrutura educacional, legal e institucional, que abrange os
seguintes serviços:

Abastecimento de Água

Coleta, Tratamento e Disposição dos Esgotos Sanitários

Coleta, Tratamento e Disposição dos Resíduos Sólidos

Coleta de Águas Pluviais

Controle de Vetores de Doenças Transmissíveis


 Segundo a PNSB (2008), entre 2000 e 2008, o percentual de
municípios brasileiros que tinham rede geral de abastecimento de água
em pelo menos um distrito aumentou de 97,9% para 99,4%;
 o manejo dos resíduos sólidos (que inclui coleta e destinação final do
lixo e limpeza pública) passou a existir em todos os municípios em 2008,
frente a 99,4% deles em 2000;
 os serviços de manejo de águas pluviais (drenagem
urbana), que existiam em 78,6% dos municípios em
2000, chegaram a 94,5% em 2008.
 Nesses oito anos, o único serviço de saneamento
que não chegou próximo à totalidade de municípios foi
a coleta de esgoto por rede geral, que estava presente
em 52,2% dos municípios em 2000 e passou a 55,2%
em 2008. Fonte: IBGE, 2010
 Entretanto, nos municípios em que o serviço existia,
houve, no mesmo período, um aumento dos que
registraram ampliação ou melhoria no sistema de
esgotamento, de 58% para 79,9% do total, e dos domicílios
atendidos, de 33,5% para 44%.
 Em 2008, 68,8% do esgoto coletado era tratado –
percentual bastante superior aos 35,3% de 2000, embora
menos de um terço dos municípios (28,5%) fizessem o
tratamento, com acentuadas diferenças regionais nesse
percentual, que alcançou 78,4% dos municípios no estado
de São Paulo e 1,4% no Maranhão.

Fonte: IBGE, 2010


 Em 33 municípios distribuídos em nove estados não
havia rede geral de abastecimento de água, afetando cerca
de 320 mil pessoas.
 Essa situação vem diminuindo sistematicamente no
país: em 1989, eram 180 municípios sem rede de água, e
em 2000, 116. Dos 33 municípios sem rede de água em
2008, 21 se localizavam na região Nordeste, com destaque
para os estados da Paraíba (11 municípios) e Piauí (5), e 7
estavam na região Norte, com destaque para o estado de
Rondônia (4 municípios).

Fonte: IBGE, 2010


Número de pessoas sem acesso à rede coletora de
esgoto, segundo as Grandes Regiões - 2008

Fonte: IBGE, 2010


Domicílios abastecidos de água por rede geral,
segundo as Grandes Regiões - 2000/2008

Fonte: IBGE, 2010


Percentual de municípios que possuem formas
alternativas de abastecimento de água, segundo as
Grandes Regiões - 2008

Fonte: IBGE, 2010


Percentual de domicílios com acesso à rede de esgotamento sanitário e taxa
de crescimento do número de economias residenciais, segundo as Grandes
Regiões - 2000/2008

Fonte: IBGE, 2010


Percentual de domicílios atendidos por rede geral de esgoto, em
ordem decrescente, segundo as Unidades da Federação – 2008.

Fonte: IBGE, 2010


Percentual de municípios com tratamento de esgoto, em ordem
decrescente, segundo as Unidades da Federação – 2008.

Fonte: IBGE, 2010


 Em 1995, as companhias estaduais de saneamento eram
responsáveis por 79% da população abastecida. Os demais eram
atendidos por sistemas operados pelas próprias prefeituras
municipais ou mediante convênio com o governo federal

Fonte: SNIS, 1995.


(Fundação Nacional de Saúde).
 Em 2005, foi verificado ainda que, 57% da população eram
atendidas por companhias estaduais, redução esta, considerada
pela extinção de algumas companhias estaduais, passando a
gestão do saneamento aos municípios.
PRESTADORES DE SERVIÇO E NÚMERO DE MUNICÍPIOS
ATENDIDOS
ABRANGÊNCIA REGIONAL ABRANGÊNCIA REGIONAL E MICROREGIONAL
NORTE CAER/RR – 15 SUDESTE CEDAE/RJ – 65
NORTE CAERD/RO – 38 SUDESTE CESAN/ES – 52
NORTE CAESA/AP – 14 SUDESTE COPASA/MG – 570
NORTE COSAMA/AM – 13 SUDESTE SABESP/SP – 368
NORTE COSANPA/PA – 59 SUL CASAN/SC – 210
NORTE DEAS/AC – 18 SUL CORSAN/RS – 315
NORTE SANEATINS/TO - 118 SUL SANEPAR/PR – 343
NORDESTE AGESPISA/PI – 146 CENTRO-OESTE CAESB/DF – 1
NORDESTE CAEMA/MA – 139 CENTRO-OESTE SANEAGO/GO – 223
NORDESTE CAERN/RN – 147 CENTRO-OESTE SANESUL/MS - 68
NORDESTE CAGECE/CE – 150 NORDESTE SAAE/AL (São Miguel dos Campos*) 3
NORDESTE CAGEPA/PB – 175 SUDESTE CAJ/RJ (Araruama*) 3
NORDESTE CASAL/AL – 77 SUDESTE PROLAGOS/RJ (Cabo Frio*) 5
NORDESTE COMPESA/PE – 169 SUDESTE SAAE/ES (Itapemirim*) 2
NORDESTE DESO/SE – 71 SUL SAAE/PR (Marechal Cândido Rondon*) 2
NORDESTE EMBASA/BA – 355 SUL SIMAE/SC (Capinzal*) 2
SUL SIMAE/SC (Joaçaba*) 3
CENTRO-OESTE SETAE/MT (Nova Xavantina*) 3
Fonte: SNIS, 2005.
ÍNDICE DE ATENDIMENTO TOTAL DE ÁGUA

Fonte: SNIS, 2005.


ÍNDICE DE ATENDIMENTO TOTAL DE ESGOTO

Fonte: SNIS, 2005.


As deficiências na coleta e a disposição inadequada
do lixo, que é lançado a céu aberto na grande
maioria das cidades brasileiras, constituem outro
sério problema ambiental e de saúde pública.
Fonte: IBGE, 2010
TAXA DE COBERTURA DE COLETA DE LIXO

Fonte: SNIS, 2005.


Carências graves são também observadas na área de drenagem
urbana, submetendo diversos municípios a periódicas enchentes e
inundações, além de problemas de saúde pública resultantes do
escoamento deficiente das águas de chuva.
Percentual dos municípios que possuem dispositivos coletivos de
detenção e amortecimento de vazão das águas pluviais urbanas,
em ordem decrescente, segundo as Grandes Regiões – 2008.

Fonte: IBGE, 2010


As enchentes causadas pelas chuvas que caem desde a semana
passada em Pernambuco e Alagoas já deixaram pelo menos 41
mortos e quase 100 mil desabrigados e desalojados, de acordo
com informações dos governos de ambos os Estados.
Enchentes no Sul da China mataram 132 pessoas e
forçaram outras 860 mil a deixar suas casas. 86
pessoas estão desaparecidas e mais de 10 milhões
foram afetadas desde o início da sequência de chuva.
Na área de controle de vetores, por sua vez, a
descontinuidade dos programas e a falta de articulação entre
as diversas instâncias institucionais vêm provocando o
ressurgimento ou o recrudescimento de endemias como o
dengue, a leptospirose e a leishmaniose.

Arbovírus Leptospira Protozoários


Leishmania
Pernambuco registrou a quinta morte provocada por
Leptospirose. De janeiro até agosto de 2010 foram
registrados 552 casos, dos quais 97 foram confirmados.
CONSTITUIÇÃO FEDERAL

A Constituição Federal dispõe sobre o meio ambiente


considerando-o como um direito de todos e bem de uso comum
do povo, essencial à sadia qualidade de vida, atribuindo
competências distintas à União, Estados, Distrito Federal e
Municípios.
A preocupação com a questão ambiental levou o constituinte
federal a considerar a defesa do meio ambiente como um dos
princípios da ordem econômica, reforçando a obrigatoriedade de
se promover o desenvolvimento econômico-social sem degradar o
meio ambiente (Constituição Federal, art. 170, VI).
CONSTITUIÇÕES ESTADUAIS

Em geral, as constituições estaduais preocupam-se


mais em desenvolver o tema saneamento que a
abordagem encontrada na Constituição Federal. Entre
outros, aspectos como a gestão da política do setor, o
planejamento plurianual, a inserção das questões de
saneamento nos planos diretores urbanos e a sua
integração às políticas de saúde e de meio ambiente
são localizadas nessas constituições.
CONSTITUIÇÕES ESTADUAIS

A constituição do Estado da Pernambuco (Promulgada em 5 de outubro


de 1989).
Art. 5º O Estado exerce em seu território todos os poderes que explícita
ou implicitamente não lhe sejam vedados pela Constituição da República.

Parágrafo único. É competência comum do Estado e dos Municípios:


IX - implantar programas de construção de moradias, bem como
promover a melhoria das condições habitacionais e de saneamento
básico;
LEI ORGÂNICA MUNICIPAL
A Lei Orgânica Municipal tem um caráter eminentemente
organizador do governo local e dispõe sobre a estrutura,
funcionamento e atribuições dos poderes executivo e legislativo; a
organização e o planejamento municipal; o processo legislativo e a
participação da população; os bens e serviços locais; os princípios
norteadores das matérias de seu interesse local - saúde,
saneamento, transportes, educação, uso e ocupação do solo
urbano, plano diretor, orçamento, meio ambiente, consórcio
intermunicipal e outros.
COMPETÊNCIAS LEGAIS
À União cabe legislar sobre as normas gerais, de caráter
nacional; aos Estados a legislação suplementar ou
complementar de caráter regional; e aos Municípios cabe
legislar no interesse local, de caráter exclusivo.
Entre os problemas que podem afetar o meio ambiente
destacam-se a insuficiência de investimentos em
saneamento básico; a intensa poluição dos recursos hídricos,
em particular de mananciais de abastecimento de água das
cidades; a deficiência no sistema de drenagem, que contribui
para a ocorrência de enchentes; a ocupação das várzeas; as
precárias condições para a destinação do lixo; a diminuição
de áreas verdes e a poluição do ar.
O município dispõe de vários instrumentos legais de
planejamento, expressos pela Constituição Federal, tais
como: Plano Diretor como instrumento básico da ação
urbanística, Plano Plurianual, Diretrizes Orçamentárias e o
Orçamento Anual.
PLANO DIRETOR
O Plano Diretor é instituído por lei municipal prevista
constitucionalmente é um instrumento básico da política de
desenvolvimento e expansão urbana (CF, art. 182).

Estatuto da Cidade (Lei 10.257/2001), que regulamentou os artigos


182 e 183 da Constituição Federal e estabeleceu as diretrizes
gerais da política urbana englobando todo o território municipal
(zonas urbana e rural), consagrou o Plano Diretor não só como
instrumento de política urbana, mas como instrumento de reforma
urbana.
PLANO DIRETOR

Quanto à sua obrigatoriedade:


1) para cidades pertencentes a regiões metropolitanas e
aglomerações urbanas;
2) para cidades localizadas em áreas de especial interesse
turístico;
3) para cidades em área de influência de empreendimentos
ou atividades com significativo impacto ambiental;
4) para todos os municípios com mais de 20.000 habitantes.
LEI DO USO E OCUPAÇÃO DO SOLO
A Lei de Uso e Ocupação do Solo, que regulamenta a
utilização do solo em todo o território municipal, é de
competência exclusiva do município, por tratar de matéria de
interesse local. É o instrumento obrigatório de controle do
uso da terra, da densidade populacional, da localização,
finalidade, dimensão e volume das construções, com o
objetivo de atender a função social da propriedade e da
cidade
LEI DO PARCELAMENTO DO SOLO URBANO
O parcelamento do solo urbano é disciplinado pela lei federal
6.766/79. A lei municipal pode estabelecer legislação
complementar relativa ao parcelamento do solo para fins
urbanos, para adequá-la às necessidades locais sem,
contudo, afrontar ao previsto na lei federal.
De acordo com a Constituição Federal, em seu artigo 30, é
competência dos municípios organizar e prestar, diretamente
ou sob regime de concessão ou permissão, os serviços
públicos de interesse local. Tal atribuição confere à instância
municipal a responsabilidade da gestão dos serviços de
saneamento, embora não exclua os níveis estadual e federal
de atuar no setor, seja no campo de estabelecimento de
diretrizes, seja no da legislação ou da assistência técnica.
 os municípios brasileiros têm tido dificuldades;
 consequência de uma herança da realidade histórica;
 centralização política e tributária, característica dos anos
70.

•Assim, é fundamental que haja um resgate desse papel, na


perspectiva de que esses serviços contribuam para a garantia
de uma qualidade de vida digna para a população.
Além do papel das administrações municipais
exclusivamente, uma modalidade de gestão que mostra-se
muito adequada, dada a abrangência que alguns serviços de
saneamento assumem, é a da formação dos consórcios
intermunicipais.
Realiza-se um acordo entre municípios, visando à realização
de interesses e objetivos comuns, mediante a utilização de
recursos humanos e materiais de que cada um dispõe ou que
podem mais facilmente ser obtidos pela união de vários
municípios.
Em função do panorama institucional iniciado com o
PLANASA, diversos sistemas foram concedidos às
companhias estaduais, por períodos estabelecidos nos
contratos de concessão, em geral próximos a 30 anos.

Em vista desse contexto, algumas atitudes têm se destacado,


enquanto proposta de comportamento dos municípios face à
gestão dos serviços de abastecimento de água e
esgotamento sanitário:
 Os municípios concedentes às companhias estaduais
devem procurar exercer seu papel de poder concedente;
 Alguns municípios concedentes vêm optando pela
rescisão do contrato de concessão, mesmo antes de seu
vencimento;
 Quando do término do contrato de concessão, cabe ao
Executivo Municipal, em conjunto com a Câmara de
Vereadores, a decisão;
 Na hipótese de se decidir por firmar contrato para
concessão dos serviços, cuidados devem ser tomados,
buscando sempre resguardar e ter como referencial os
interesses da população.
Apesar dos serviços de limpeza pública serem de
competência dos municípios, determinados aspectos
relacionados com este serviço são disciplinados nas
legislações federal e estadual.
Ao se analisar a importância e abrangência destes serviços e
a sua relação com a saúde pública e a poluição ambiental,
constata-se que pode ser assunto de interesse de vários
municípios
BASE LEGAL
 Portaria n° 53, de 01/03/79 - Dispõe sobre o
gerenciamento de resíduos sólidos;
 Lei 6.938, de 31/08/81- Dispõe sobre a Política Nacional
do Meio Ambiente;
 Resolução CONAMA Nº. 404/2008 – “Estabelece critérios
e diretrizes para o licenciamento ambiental de aterro
sanitário de pequeno porte de resíduos sólidos urbanos”;
 Resolução CONAMA Nº. 006/1991 – “Dispõe sobre a
incineração de resíduos sólidos provenientes de
estabelecimentos de saúde, portos e aeroportos”.
COMPETE AOS MUNICÍPIOS
 Organizar e disciplinar os serviços públicos locais;
 A tarefa de fiscalizar;
 Divulgação da legislação municipal sobre os resíduos
sólidos;
 Informação contínua e orientada sobre a participação da
população;
 Planejamento consistente;
 definição do órgão ou entidade responsável pela
prestação dos serviços de limpeza urbana;
 O cuidado imprescindível com a disposição adequada;
 Os S.L.P. podem ser remunerados através da cobrança de
tributos.
De forma semelhante à dos serviços de limpeza pública, a
gestão dos serviços de drenagem urbana é tipicamente
municipal. Assim, a estruturação de um órgão responsável
por esses serviços é vital. Tal instituição deve ter as funções
de implantação de unidades de drenagem pluvial e de
manutenção dessas unidades.
Elaboração de projetos criteriosos, através do
próprio órgão municipal ou por intermédio da
contratação de empresas ou profissionais externos à
máquina pública (TR).

PROJETO BEM ELABORADO

SUBDIMENSIONAMENTO ou SUPERDIMENSIONAMENTO
Quanto à manutenção dos sistemas, atividades como a
desobstrução de galerias e canais, a manutenção de tampões
de visita e a limpeza de bocas-de-lobo e de sarjetas são
exemplos de tarefas necessárias.
Em geral, essa atividade é de responsabilidade dos órgãos de
saúde pública, integrando os conhecidos serviços de controle
de zoonoses.
DOENÇAS TRANSMITIDAS POR INSETOS
Exemplos de transmissão:
 Febre Tifóide e Diarréias Infecciosas: pelas moscas e
baratas ou água contaminada;
 Peste Bubônica: por pulgas, pela regurgitação sobre a pele
e às picadas;
 Tifo Murino: por pulgas infectadas; defecação sobre a pele
e picada;
 Malária: por mosquito do gênero Anopheles infectado;
 Filariose: por mosquitos do gênero Culex, por deposição
da filária sobre a pele, em seguida à picada;
DOENÇAS TRANSMITIDAS POR INSETOS
Exemplos de transmissão:
 Doença de Chagas: pelo barbeiro infectado; defecação na
pele, em seguida à picada que provoca prurido;
 Febre Amarela: pela picada do mosquito do gênero
Haemagogus (forma silvestre) e Aedes (forma urbana);
 Dengue: pela picada do mosquito do gênero Aedes;
 Leishmaniose: pela picada de insetos dos gêneros
Lutzomyia e Psychodopigus.
DOENÇAS TRANSMITIDAS POR INSETOS
FILARIOSE
DOENÇAS TRANSMITIDAS POR INSETOS
LEISHIMANIOSE
CURIOSIDADES:
Moscas
A mosca tem como característica, ao alimentar-se, lançar
sua saliva sobre os materiais sólidos, para dissolvê-los e,
depois aspirá-los.
As fêmeas põem, de cada vez, de 100 a 150 ovos alongados
e depositados em lugares escondidos onde haja matéria
orgânica em decomposição ou fermentação, como: o lixo,
esterco de animais, fezes humanas, resíduos vegetais, etc.
As moscas têm grande capacidade de vôo, percorrendo até
10km em 24 horas, alcançando um bom poder de dispersão.
Alguns aspectos a serem considerados nessa estrutura são:
 Importância do esforço conjunto dos governos municipal,
estadual e federal, nos casos de surtos epidêmicos ;
 O uso criterioso e não abusivo que deve ser previsto para
o controle químico;
 A integração da área com os outros setores do
saneamento, de tal forma a privilegiar o controle
ambiental dos vetores.
Segundo a Lei 11.445/2007, controle social é o conjunto de
mecanismos e procedimentos que garantem à sociedade
informações, representações técnicas e participações nos
processos de formulação de políticas, de planejamento e de
avaliação relacionados aos serviços públicos de saneamento
básico;
No campo do saneamento, a participação da população e o
controle social podem ser estimulados de diversas formas,
por exemplo através da prática do orçamento participativo,
adotada com sucesso em diversos municípios, e das
audiências públicas, previstas na legislação ambiental.
Um mecanismo mais permanente, é o da constituição de
conselhos para a discussão das questões de saneamento. Tais
conselhos devem ser integrados pelo executivo municipal,
pelo legislativo, pela iniciativa privada e pela comunidade,
preferencialmente através de organizações não
governamentais representantes da sociedade civil.
Nos municípios de menor porte, em geral não se justifica a
criação de um conselho exclusivo para as questões do
saneamento. Nesse caso, os conselhos municipais de saúde,
já previstos no SUS, os conselhos de meio ambiente -
CODEMA's ou CONDEMA's - ou os conselhos de política
urbana podem incorporaras funções previstas para um
conselho municipal de saneamento.
ATÉ PRÓXIMA AULA!