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TESTE DE AVALIAÇÃO

NOVEMBRO – 7º ANO

ESCOLA: __________________________________________ DATA: ____/ ____/ 20____

NOME: ______________________________________________ Nº ____ TURMA: _____

Grupo I – Compreensão do Oral

Para responderes aos itens que se seguem, vais visionar um excerto de uma reportagem
televisiva sobre o papel das mulheres nas Forças Armadas.
Aceda aqui ao link:
http://www.tvi24.iol.pt/videos/sociedade/ha-cada-vez-mais-mulheres-nas-forcas-armadas/592b28750cf2004cbd40edef

NB: O exercício baseia-se apenas nos primeiros 5 minutos e 18 segundos do vídeo.

1. Para cada item (1.1. a 1.4.), seleciona a opção que permite obter uma afirmação adequada
ao sentido do texto.

1.1 Dora, a primeira entrevistada, afirma que optou pela carreira militar por duas razões:
(A) a sua vocação militar e a pressão da família.
(B) os exemplos familiares e a estabilidade profissional.
(C) a estabilidade económica e o desejo de ser militar.

1.2. Isabel, a segunda entrevistada, conta que escolheu


(A) o curso da Academia da Força Aérea por este ter boa organização.
(B) o curso do Técnico por este privilegiar a componente física.
(C) o curso da Academia da Força Aérea por este ser mais prático.

1.3. Ana, a terceira entrevistada, conta que optou pela Academia Militar porque
(A) durante a seleção compreendeu que se identificava com os valores das Formas
Armadas.
(B) desde os 18 anos que sonhava com a carreira militar.
(C) as provas de seleção lhe mostraram que a carreira militar seria bem paga e
reconhecida.

1.4. Embora em 1988 o número de mulheres nas Forças Armadas fosse reduzido,
atualmente,
(A) este corresponde já a cerca de 29 000 efetivos do género feminino.
(B) este corresponde a cerca de 3000, na Força Aérea.
(C) este corresponde a cerca de 11% dos efetivos distribuídos pelos três ramos das
Forças Armadas.

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NOVEMBRO – 7º ANO
Grupo II – Leitura
Lê o texto. Se necessário consulta as notas.

Alexandra, a Grande no Direito

Jovem estudante portuguesa de Direito, emigrada em Londres, enfrentou e venceu em


tribunal um consórcio1 britânico de advogados, para ajudar uma compatriota de 69 anos,
incapaz de ler e escrever, a receber indemnização de 200 mil euros.

Ângela [Batista] não sabe ler nem escrever e toda a aprendizagem foi efetuada ao longo de
5 uma vida humilde e de trabalho, quando em 2006 um acidente a deixou parcialmente
incapacitada.
Foi-lhe atribuída, em 2013, uma indemnização no valor de 170 mil libras (200 mil euros),
quantia da qual nunca pôde fazer usufruto, por ter sido declarada mentalmente incapaz pelos
representantes legais, uma empresa de advocacia, até há uma semana tutelar da verba. Há
10 quatro anos, quando chegou a Londres, Alexandra mal conseguia pedir um copo de água. Mas
estudou. Estudou muito, bastante para ganhar coragem de enfrentar e vencer em tribunal o
consórcio Hansen Palomares Solicitors.
“Sempre disse à Dona Ângela: ‘estou consigo e é a si que vou representar, da melhor forma
que puder'”, conta em entrevista ao Expresso. “Há uma semana chegou a ordem do tribunal e
15 ganhámos. Foi um processo duro”, descreve a jovem, nascida e criada na freguesia de
Cardielos até aos 17 anos, em Viana do Castelo.
As duas conheceram-se de forma fortuita, num restaurante afeto ao Futebol Clube do
Porto, em Londres, ponto de encontro para muitas pessoas da comunidade lusófona. “A Dona
Ângela já tinha tentado com advogados portugueses e ingleses, mas todos começavam e
20 depois não davam seguimento ao processo, ou então pediam-lhe uma quantia excessiva”,
acrescenta a jovem emigrante.
“Achei que podia ajudar aquela senhora a ser feliz, porque já tem 69 anos, estava muito
triste e com depressões constantes”, assegura a portuguesa de 21 anos, a viver em Londres
com a mãe, Anabela. “A Dona Ângela vivia com muitas dificuldades, com a ajuda de subsídios
25 do Estado, e não tinha acesso ao dinheiro dela. Reside sozinha, tem um sobrinho em Londres,
muito amigo dela, mas é a única pessoa”, nota Alexandra.
“Tive um par de reuniões com a senhora e vi que não havia qualquer problema
[psicológico] com ela. Achei toda a situação muito injusta”, considera a estudante de Direito,
A história já teve eco também em terras de Sua Majestade, com um artigo do The
30 Independent sobre o caso. Para a jovem estudante portuguesa, este poderá ser um ponto de
viragem, dada a atenção mediática lograda 2 com o desfecho que o processo acabou por ter.
“Foi um caso que eu ganhei sem terminar o curso. De alguma forma, pode ser que os
escritórios de advogados em Londres tenham isto em vista e me apresentem alguma
proposta”, acredita Alexandra, mas sempre com os pés bem assentes na terra.
André Manuel Correia in http://expresso.sapo.pt/sociedade/2017-09-14-Alexandra-a-Grande-no-Direito,
14.09.2017 [texto com supressões]

1
agrupamento de consultórios de advogados. 2 alcançada.

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1. Para responderes a cada item (1.1. a 1.4.), seleciona a opção que permite obter uma
afirmação adequada ao sentido do texto.

1.1. Alexandra da Silva representou Ângela Batista no caso que visava a obtenção

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(A) de uma indemnização a que a segunda tinha direito.
(B) do direito a usufruir de uma indemnização atribuída à segunda.
(C) de uma indemnização pela injustiça de ter sido declarada incapaz.
(D) de uma indemnização por ter sido explorada pelos seus representantes legais.

1.2. Até conhecer Alexandra Silva, Ângela Batista ainda não tinha conseguido encontrar o
advogado adequado porque os que ela contratava
(A) ora concluíam o processo ora queriam enriquecer à sua custa.
(B) ora concluíam o processo ora recusavam representá-la.
(C) ora desistiam do processo ora não sabiam o que fazer.
(D) ora desistiam do processo ora cobravam muito dinheiro.

1.3. A decisão de Alexandra em ajudar a senhora de 69 anos ficou a dever-se ao facto de


(A) considerar que Ângela fora injustiçada e que era mentalmente capaz.
(B) Ângela não ter ninguém que a ajudasse.
(C) Ângela ser da família da jovem portuguesa.
(D) querer desmascarar as verdadeiras intenções dos representantes legais de
Ângela.

1.4. O facto de Alexandra ter conseguido ganhar o processo


(A) motivou-a para acabar o curso de Direito.
(B) trouxe-lhe riqueza e fama.
(C) deu-lhe esperança de conseguir um emprego no ramo da advocacia.
(D) garantiu-lhe um emprego como advogada.

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Grupo III – Educação Literária

Lê o texto. Se necessário, consulta as notas.

Mary é uma jovem que decidiu ingressar no exército disfarçada de homem.

MARY E A CAVALARIA

Acabaram-se portanto as batalhas por uns tempos. Sem a agitação da campanha 1, no


repouso, toda a gente tinha mais tempo e portanto reparava mais nas coisas e Mary tinha
sempre mais trabalho para esconder o peito, a falta de barba e de pelos. Além disso, começou
nessa altura a perceber que não tinha maneira de subir de patente 2 no exército e de melhorar
5 a sua vida, porque os cargos superiores eram comprados e eram caros. Pôs-se a pensar […] e,
sem esperar mais, caminhou depressa para o acampamento da Cavalaria e pediu para se
juntar a eles. Normalmente, os soldados não podiam assim mudar de arma do pé para a mão.
Mas estava-se em guerra e a Cavalaria tinha sempre muitas baixas – que é uma maneira
delicada de dizer “mortes” – e as mortes permitiam subidas rápidas de patente.
10 A tarde em que Mary pensou no Dragão da Rainha iria provocar grandes mudanças na sua
vida. Rapidamente aprendeu a montar bem e a tratar do cavalo. Rapidamente aprendeu as
manobras, os costumes, os truques da Cavalaria. Rapidamente se fez notada pela coragem e
pela iniciativa. A Cavalaria estava sempre em ação. E Mary estava em todos os raids noturnos,
em todas as escaramuças, em todas as surtidas 6 de batedores7; era sempre a primeira a
15 oferecer-se para levar mensagens, fazer batidas pela região, ou ir espiar os movimentos do
inimigo. Assim que se pediam voluntários para patrulhar as zonas mais perigosas da fronteira,
já ela estava pronta em cima da montada. O sargento-mor sentiu mais uma vez que tinha um
excelente faro para recrutar bons elementos. Mas o segundo cabo começou a estranhar.
Se o segundo cabo soubesse ler o pensamento (felizmente, era completamente incapaz
20 disso e de muito mais!), veria escrito no coração de Mary em letras de fogo o nome de
Bastiaan Shuck. Mary avistara-o primeiro nas cargas da Cavalaria e sentira uma certa
preocupação com ele. Observava-o de muito longe, tentando perceber se os companheiros
que o rodeavam podiam protegê-lo. E ria cheia de orgulho quando, no final da batalha, a
cavalaria ligeira perseguia desaustinadamente o inimigo destroçado. Não sei mesmo se a
25 mudança para Cavalaria não terá tido como principal razão (embora escondida) a existência de
Bastiaan naquele regimento. O que sei é que Mary se aplicou a ouvir com atenção os
camaradas que falavam flamengo e depois perguntava o que queriam dizer as palavras. E
assim foi aprendendo alguma coisa daquela língua malvada que arranhava a garganta e
confundia o espírito, mas que era a língua que Bastiaan falava. E só por isso tinha todo o
30 encanto do mundo.
Luísa Costa Gomes, A Pirata. 7ª ed., Alfragide, Edições Dom Quixote, 2015, pp. 43-44.

1
O narrador refere-se às batalhas. 2 Posto hierárquico. 3 Cavalo de batalha. 4 Espada curta. 5 Posição erguida, pronto a
ser utilizado. 6 Investida, saída militar. 7 Explorador que vai reconhece o campo de batalha.

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1. Identifica as duas razões que levaram Mary a juntar-se à Cavalaria.

2. Apresenta dois traços caracterizadores de Mary quando esteve ao serviço da Cavalaria.

3. Explica a expressividade da metáfora presente em “veria escrito no coração de Mary em


letras de fogo o nome de Bastiaan Shuck.” (linhas 20-21)

4. Lê a afirmação.
As ações de Mary mostram que o amor traz preocupações e é capaz de desfazer
barreiras.

4.1. Explica por que razão esta afirmação é verdadeira, de acordo com o sentido do
texto. Fundamenta a tua resposta com exemplos do texto.

Grupo IV – Gramática

1. Associa as palavras sublinhadas da coluna A à sua classe e subclasse na coluna B.

Coluna A Coluna B
(a) A história de coragem de Mary dava um (1) adjetivo qualificativo
filme. (2) adjetivo numeral
(b) O fato de Mary era vermelho. (3) nome comum
(c) O primeiro amor de Mary chamava-se (4) nome próprio
Bastiaan. (5) quantificador numeral

2. Identifica todas as frases que incluem um verbo flexionado no pretérito perfeito (simples
ou composto) do indicativo.
(A) Em tempos de guerra, os soldados não tinham tempo de ter medo.
(B) Mary teve a oportunidade de mostrar a sua coragem.
(C) Em combate, Mary pôde combater pelas suas causas.
(D) Na Cavalaria, Mary tem aprendido o flamengo.
(E) A Cavalaria permite uma rápida subida de patente.

3. Identifica a única frase que inclui um pronome possessivo.


(A) O teu sonho era poder ficar perto de Bastiaan.
(B) Bastiaan nunca conhecera um amor como o seu.
(C) Mary queria aprender o seu idioma rapidamente.
(D) Essa era a nossa vontade.

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4. Observa as frases seguintes.


(A) Mary era uma mulher lutadora.
(B) Era impensável proibi-la de um ato corajoso.
(C) O seu casaco militar era verde-escuro.
(D) A biografia de Mary é maravilhosa.

4.1. De entre as frases anteriores, identifica


a) todas as frases que incluem uma palavra derivada por sufixação.
b) a única frase que inclui uma palavra composta e outra derivada.

5. Reescreve a frase, substituindo as expressões sublinhadas pela forma adequada do


pronome pessoal.

Onde terá Mary conhecido o seu amor se esta não pertencia à Cavalaria.

Grupo V – Escrita

Antes de tomar a decisão final de mudar para a Cavalaria, Mary teve de refletir.

Apresenta um texto com características expositivas, no qual apresentes vantagens e


desvantagens do Exército e da Cavalaria na perspetiva de Mary.

Deves escrever entre 140 a 200 palavras.

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PROPOSTA DE CORREÇÃO/COTAÇÃO

Grupo I

Pontuação
1.1. (B) 3
1.2. (A) 3
1.3. (A) 3
1.4 (C) 3
Total parcial 12 pontos

Grupo II

1.1. (B) 3
1.2. (D) 3
1.3. (A) 3
1.4 (C) 3
Total parcial 12 pontos

Grupo III

1. No texto, são apresentadas duas possíveis razões justificativas da decisão de Mary: a


primeira teria a ver com a possibilidade de subir de patente mais rapidamente, 6
atendendo ao elevado número de mortes que ocorrem na Cavalaria; a segunda estaria
relacionada com a paixão de Mary por Bastiaan, jovem que servia na Cavalaria e de
quem ela quereria estar mais perto.
2. Mary mostrou ser um excelente elemento na Cavalaria, pois (1) revelou vontade de se
instruir, tendo aprendido rapidamente não só os hábitos da Cavalaria como também a 7
montar a cavalo e a cuidar destes animais. Para além disso, (2) mostrou ser muito
corajosa e destemida, tendo-se oferecido para as missões mais difíceis em diversas
ocasiões.
3. A metáfora aponta para a intensidade e profundidade do seu amor por Bastiaan,
sentimento que é representado pela inscrição com fogo, como se de um ferro em brasa 6
se tratasse, do nome do amado no coração de Mary.
4.1. Mary inscreveu-se na Cavalaria porque estava apaixonada por Bastiaan, sentimento que
a levava a estar preocupada com a segurança dele. Por isso, tentava averiguar se “os 7
companheiros que o rodeavam podiam protegê-lo” (ll. 22-23). É também este
sentimento que leva Mary a esforçar-se por aprender a língua estranha e difícil de
Bastiaan, o flamengo, com o objetivo de poder comunicar com ele: “foi aprendendo
alguma coisa daquela língua malvada que arranhava a garganta e confundia o espírito,
mas que era a língua que Bastiaan falava.” (ll. 28-29) [Poderá também aceitar-se como
justificação para a capacidade de desfazer barreiras o facto de Mary, enquanto mulher,
assumir um papel masculino na Cavalaria.]
Total parcial 26 pontos

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Grupo IV

1. (a) – (3)
(b) – (1) 3
(c) – (2)
2. (B), (C), (D)
3
3. (B)
3
4. a) (A), (B), (D)
3
b) (D) 3
5. Onde o terá Mary conhecido se esta não lhe pertencia. 5
Total parcial 20 pontos

Grupo V

Relativamente aos tópicos apresentados, o aluno poderá abordar aspetos como:


 Vantagens do Exército: menos perigoso, não está na frente da batalha; menos exigente fisicamente.
 Desvantagens do Exército: não permite promoções rápidas, porque existem poucas mortes.
 Vantagens da Cavalaria: proximidade de Bastiaan; promoções rápidas, por existirem muitas “baixas”.
 Desvantagens da Cavalaria: secção responsável pela frente de batalha e por controlar os campos de
combate e vigiar o inimigo; maior probabilidade de morte por maior exposição ao perigo.

Total parcial 30 pontos

TOTAL 100 pontos

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