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O QUE DAVID

HARVEY
TEM A NOS
DIZER SOBRE
EMPREGO E
TRANSPORTE?
YGOR SENA
Monografia apresentada junto ao Curso de
Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo como requisito parcial
à conclusão da disciplina AUP280 – Organização e Planejamento Urbano.

Orientador: Prof. Dr. Nuno Fonseca

São Paulo, 2017


SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO

2. NOTAS SOBRE O PERCURSO ACADÊMICO DE DAVID HARVEY

3. ACUMULAÇÃO CAPITALISTA: BASE PARA COMPREENSÃO DO


SISTEMA CAPITALISTA

3.1. A TEORIA DA ACUMULAÇÃO E DA LOCALIZAÇÃO SEGUNDO


MARX

3.2. RELAÇÕES DE TRANSPORTE

4. CONCLUSÃO

5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Resumo

Esta monografia tem como objetivo verificar e analisar o que David Harvey,
um geógrafo que estuda temas ligados à geografia urbana, tem a dizer aos
urbanistas sobre dois aspectos ligados ao planejamento urbano: emprego
e transportes.

Palavras-chave: David Harvey, planejamento urbano, teoria da acumulação,


marxismo, transportes, emprego.

Abstract

This monography aims to verify and analyze what David Harvey, a geography
specialized in urban geography, has to say to urbanists about two major
aspects related to planning urban: labor and transportation.

Keywords: David Harvey, urban planning, theory of accumulation, Marxism,


transportation, labor.
1. INTRODUÇÃO

Esta monografia está inserida no contexto de uma ampla pesquisa realizada


por uma das equipes da disciplina AUP280 – Organização e Planejamento
Urbano – sobre a questão do emprego e do transporte na cidade de São
1
Os integrantes do grupo Paulo. Cada um dos seis integrantes1 procurou discorrer sobre o tema
são: Carla Gomes, Isabela
Basso, Letícia DeCaroli, segundo enfoques diferentes, a saber: a teoria dos lugares centrais e o Brasil,
Marina Sung, Victoria
Aguiar e o presente autor as centralidades, a eficácia das operações urbanas, as pendularidades diárias
desta monografia, Ygor
Sena. dentro da cidade de São Paulo e o histórico do transporte na RMSP.

É sabido que o arquiteto e urbanista deve ser versado em diversas áreas do


2
Sobre esse termo, há
uma ampla discussão
conhecimento uma vez que ele lida com o real concreto2, ou seja, seu campo
na epistemologia sobre de atuação abrange as pessoas e o ambiente construído. Entretanto, apenas
as maneiras pelas quais
o mundo pode ser repertório não basta. É necessário ter a consciência de que suas intervenções
apreendido. Como a
profissão de arquitetura estão inseridas em contextos que escapam aos limites da prática de projeto e
e urbanismo é uma
disciplina aplicada, ela planejamento, interseccionam-se e fundem-se com a economia e a política.
deve buscar sempre a
compreensão de facto da Ignorar ou compreender mal esses aspectos exteriores – mas tão ligados ao
realidade.
projeto – só pode resultar em uma intervenção arquitetônica ou urbana
pouco bem-sucedida.

Esta monografia possibilita ao autor dar sequência a uma série de estudos


pessoais sobre teoria do planejamento urbano e simultaneamente trabalhar
quais elementos de uma escala mais ampla estão envolvidos quando
buscarmos intervir na questão do emprego e do transporte na cidade
enquanto arquitetos e urbanistas, especificamente em São Paulo.

David Harvey, juntamente com Paul Singer, foi um dos pensadores que
3
Para citar alguns nomes: mais influenciaram os urbanistas brasileiros desde pelo menos 19803. Tão
Ermínia Maricato e
Flávio Villaça. Outro presente na literatura brasileira sobre urbanismo e sendo um geógrafo
teórico também muito
importante, Csaba Deák, que trata principalmente de questões da geografia urbana, o que ele tem a
talvez em decorrência de
sua formação acadêmica nos dizer sobre emprego e transporte para que possamos ter uma prática
na pós-graduação
parcialmente feita na
propositiva mais consciente e fundamentada?
Inglaterra, trabalha outras
referências.
Para a bibliografia, procurou-se ler, na medida do possível, alguns dos textos
seminais de David Harvey sobre a cidade em sua língua materna a fim de
evitar imprecisões de tradução do inglês para o português. Caso contrário,
leu-se em português e a versão inglesa foi consultada nas vezes em que a
tradução parecia confusa.
2. NOTAS SOBRE O PERCURSO ACADÊMICO DE DAVID HARVEY

3
“As proposições fatuais Tudo aquilo que é dito, é dito tendo como referência algo anterior ou um
são, pois, o fundamento de
todo saber, mesmo que elas dado contexto, seja para negá-lo ou afirmá-lo. Aqui vale uma reflexão feita
precisem ser abandonadas
no momento de transição pelos semiólogos na década de 1960: “Eu não escrevo, eu sou escrito”: para
para as afirmações gerais.
Estas proposições estão entender o contexto de um texto é importante conhecer seu autor, caso
no início da ciência. O
conhecimento começa com contrário, o leitor cria um novo autor ao relacionar livremente os conceitos
a constatação dos fatos.”
Base do empirismo lógico, descritos em um texto.
segundo o filósofo e físico
alemão Moritz Schlick
(1882-1936) em seu livro
intitulado O fundamento
A geografia britânica da década de 1960 tinha como base o empirismo lógico
do Conhecimento, p. 46.
de Rudolf Carnap4. Tratava-se uma disciplina quantitativa e fragmentada,
4
O princípio da dado que a doutrina corrente era de que o conhecimento geográfico
falseabilidade de Popper
e o método da hipótese adquirido em uma região não poderia ser aplicado a outra, daí a conclusão
de Hempel são críticas
diretas ao empirismo da particularidade da geografia enquanto uma disciplina sem leis gerais.
lógico. Essa discussão
é muito interessante,
mas por não ser o foco
desta monografia, deixo A necessidade de entender a geografia de maneira mais sistemática fez Harvey
a seguir apenas suas
respectivas citações sobre buscar os fundamentos de uma geografia menos fragmentada e local nos
cada um dos conceitos:
“Uma teoria científica é escritos sobre filosofia da ciência de Karl Popper e Gustav Hempel, cujas
um modelo matemático
que descreve e codifica as reflexões criticavam o empirismo lógico de Rudolf Carnap5, base da geografia
observações que fazemos.
Assim, uma boa teoria
britânica praticada em 1960. O livro Explanations of Geography, escrito em
deverá descrever uma vasta
série de fenômenos com
1967, é fruto dessa reflexão inicial de Harvey sobre o campo da geografia.
base em alguns postulados
simples como também
deverá ser capaz de fazer Quando se muda para os Estados Unidos a convite para lecionar no
previsões claras as quais
poderão ser testadas.” [Karl Departamento de Geografia da Universidade de Johns Hopkins, em Baltimore,
Popper (1902-1994)]
“Não se chega ao Harvey percebe que seu modelo explicativo de uma geografia unitária era
conhecimento científico
pela aplicação de algum incapaz de compreender a efervescência social e política de Baltimore no
procedimento de inferência
indutiva a dados coligidos começo dos anos de 1970. Coincidentemente, Harvey ajudou a organizar um
anteriormente, mas antes,
pelo que é frequentemente grupo de estudos sobre o livro O Capital, de Marx, cuja iniciativa veio dos
chamado ‘método da
hipótese’, isto é, pela alunos de graduação6. A partir desse momento, ele apreendeu o arcabouço
invenção de hipóteses como,
tentativas de resposta ao teórico de Marx e entendeu seus pressupostos como uma tentativa de
problema em estudo e
submissão dessas hipóteses
esboços a serem consolidados a luz do espírito dialético7. A bibliografia aqui
a verificação empírica
(...) Como já notamos
referenciada trabalha essa “fase pós-marxista” de David Harvey.
anteriormente, uma
verificação numerosa, com
resultados inteiramente
favoráveis não estabelece a
hipótese conclusivamente;
fornece apenas um suporte
mais ou menos sólido para
ela.” [Gustav Hempel
(1905-1997), Filosofia da
Ciência Natural, p. 30-31]
3. ACUMULAÇÃO CAPITALISTA: BASE PARA COMPREENSÃO DO SISTEMA
CAPITALISTA

6
“Como um grupo, No livro A condição pós-moderna, Harvey choca tendências da arquitetura,
éramos cego guiando
cego. E isso tornou tudo da arte, da filosofia e da política com exigências econômicas específicas
mais recompensador.”
[Entrevista de David que estão a aparecer como uma certa condição histórica. Essas exigências
Harvey para os editores
da New Left Review] econômicas decorrem dos ciclos e crise de expansão do capitalismo8.
7
Essa concepção, que
se tornou um princípio O processo que Harvey faz para chegar a conclusão supramencionada deve
intelectual de Harvey,
foi o que tornou a ser mencionado, pois aqui ele confronta sua visão com a de outros teóricos
sua originalidade
interpretativa dos escritos que também caracterizaram a transição e discorre, inserindo seu ponto
de Marx conhecida no
mundo acadêmico. Diz de vista, a partir daquele que mais se identifica. Isso não significa que os
ele, na mesma entrevista
para os editores da New outros modelos explicativos foram descartados. Muito pelo contrário, foram
Left Review: “a inovação
teórica frequentemente incorporados conforme Harvey analisa este ou aquele aspecto mostrando
resulta do choque entre
diferentes linhas de a face oculta de determinado processo em um primeiro momento.
força”.

8
Esse argumento é
primeiramente mostrado A transição para Halal (1986) é enfatizada pelo novo empreendimentismo,
no capítulo 10 do livro A
condição pós-moderna.
baseada na teoria de Schumpeter. Lash e Urry (1987) consideram as relações
de poder e política com economia e cultura, cujo fundamento explicativo
está na busca das raízes do “colapso das condições materiais para uma política
coletiva poderosa da classe trabalhadora” (Harvey, 1993: 163). Swyngedouw
(1986) situa as mudanças recentes do campo da tecnologia, do processo
de trabalho, do regime de acumulação e regulamentação simultaneamente
na teoria marxista e na escola da regulamentação.

Apesar de preferir interpretação de Swyngedouw, o problema da última


vertente de pensamento citada é, segundo Harvey, não ser capaz de entender
os pormenores dessa transição. Em suma, a explicação reside no fato de
que a acumulação flexível procura resolver a tendência do capitalismo à
9
Harvey foi bem
superacumulação9.
sintético na explicação
sobre acumulação nesse
livro. No livro Spaces É importante agora nos determos sobre a teoria da acumulação, uma vez
of Capital, ele fornece
os detalhes de sua que esse é o ponto de partida de Harvey para discorrer sobre outros aspectos
argumentação.
do sistema capitalista, e como se dá sua relação com a produção do espaço,
fornecida de maneira sintética no livro Spaces of Capital.
3.1. A TEORIA DA ACUMULAÇÃO E DA LOCALIZAÇÃO SEGUNDO MARX

De acordo com Harvey, Marx deixou escritos esparsos sobre a teoria da


acumulação no modo de produção capitalista, apesar de reconhecer que essa
10
A teoria da acumulação acumulação criava tipos geográficos específicos. Tal teoria10 pode fornecer
mostra ser possível ligar
o processo geral de o elo mediador entre a teoria da acumulação e a teoria do imperialismo11.
crescimento econômico
com as estruturas
emergentes das relações
sociais considerando a
Resumidamente, a acumulação depende e pressupõe: a) excedente de mão-
dinâmica como o centro de-obra. Pode ser obtido através do crescimento populacional, da criação de
das coisas.
correntes migratórias e de emprego e por meio da exploração de “elementos
11
Marx não escreveu
sobre isso (Harvey, 2005: latentes”12. b) existência de meios de produção para a expansão dessa produção
62; 64) e a principal
contribuição foi dada conforme reinvestimento do capital. c) absorção de mercadorias mediante a
por Lênin a partir da
teoria marxista geral. Esta existência da necessidade de bens e de demanda efetiva.
monografia vai abordar
a teoria da acumulação e
da localização até o ponto
em que ela trata das Cada um desses fatores da acumulação pode encontrar barreiras capazes
relações de transportes.
Para mais detalhes sobre de precipitar uma crise. Como esses fatores foram criados pelo capitalismo,
como Harvey relaciona as
teorias em questão, ver: depreende-se que este produz crises inerentes ao seu próprio processo
Harvey, 2005: 41-73.
capitalista de acumulação.
12
Harvey considera como
“elementos latentes”,
a força de trabalho As crises13 são racionalizações arbitrárias no sistema de produção capitalista
empregada em situações
não-capitalistas. (Harvey, e o processo de acumulação é levado a um novo nível14. Esse novo patamar
2005: 44)
pode apresentar as seguintes características: a) maior produtividade da mão-
13
Segundo Marx,
como a produção não de-obra em virtude de equipamentos mais sofisticados. b) diminuição do custo
apenas visa ao consumo
e como o consumo da mão-de-obra em decorrência do desemprego. c) novas linhas produção
não só é o objetivo da
produção, ambos se permitirão uma oportunidade para o emprego excedente de capital. d)
integram e formam um
ao outro compondo demanda efetiva expandida por produtos.
uma única totalidade.
A crise, portanto, pode
atingir qualquer ponto
dessa totalidade, seja a Harvey analisa mais a fundo a última característica e diz que uma intensificação
produção ou o consumo.
da demanda efetiva pode se dar pela: a) entrada de capital em novas atividades.
14
Harvey, 2005: 46. b) diversificação da divisão do trabalho. c) criação de novos desejos e necessidades.
d) organização do consumo. A demanda efetiva pode se dar pela expansão
geográfica para novas regiões através do incentivo de comércio exterior
e exportação de capital. A partir de então, é possível tratar da questão da
integração espacial e das relações de transporte.
3.2. RELAÇÕES DE TRANSPORTE

15
A partir da proposição Harvey enuncia dois aspectos da circulação15: o primeiro, de que o movimento
de Marx de que a
“circulação de capital da mercadoria pelo espaço físico desde a produção ao consumo é um aspecto
resulta em valor,
enquanto o trabalho de integrante do processo produtivo e, portanto, gerador de valor; o segundo,
subsistência cria valor.”
(Marx, 1973: 543 apud às mediações sociais desse processo, considerada como custo necessário de
Harvey, 2005: 49)
circulação e dedução do excedente.

Em parte, como o transporte é constituído por capital imobilizado, o Estado


acaba sendo bastante ativo nessa esfera de produção. Tanto a matéria-prima
como os bens acabados são afetados pelo custo do transporte, pois dependem
da capacidade de coleta e envio desse produto pelo espaço. O capitalismo
busca formas rápidas e baratas de transporte pelo fato da acumulação impor
a superação das barreiras espaciais, ou seja, é geograficamente expansível.
Importa, na verdade, a velocidade pelo qual um mercado pode ser alcançado.
Portanto, a aniquilação do espaço pelo tempo reduz o tempo de circulação
da mercadoria. Uma vez que esta leva menos tempo para alcançar mercados
distantes, o processo de acumulação se intensifica na medida em que o
16
O tempo de giro é
composto pelo tempo de
tempo de giro do capital16 é cada vez menor.
produção mais o tempo
de circulação.
Essas novas possibilidades de acumulação tendem a concentração e
aglomeração nos centros urbanos. A deterioração do centro antigo pelo
surgimento de um novo deve-se pela transformação da distância relativa dos
mercados e locais de produção ocasionados por uma mudança da estrutura
dos recursos de transporte. Essa nova estrutura espacial representa a superação
das barreiras espaciais ao mesmo tempo que impede a acumulação adicional.
17
Resumidamente,
todos os ativos que não A paisagem geográfica criada se manifesta na forma de capital fixo17 e não
consumidos ou destruídos
na produção de um bem podem ser movidas sem serem destruídas.
ou serviço, mas que têm
um valor reutilizável.
Nesse caso, instalações
fabris, recursos de
Expressando essa contradição em outros termos, com o “capital fixo, o valor
transporte e outros meios fica preso dentro de um valor de uso específico”18. A maior dependência
de produção e consumo.
(Harvey, 2005: 53) do uso do capital fixo decorrente do imperativo da acumulação impõe um
Marx, 1973: 728 apud
18
outro imperativo: a exigência da continuidade do processo produtivo para
Harvey, 2005: 53.
o capital fixo seja gasto no processo. Harvey sintetiza muito bem as ideias
desenvolvidas nos últimos dois parágrafos da seguinte maneira

“Em consequência, podemos esperar testemunhar uma luta contínua, em que


o capitalismo, em um determinado momento, constrói uma paisagem física
apropriada à sua própria condição, apenas para ter de destruí-la, geralmente
durante uma crise, em um momento subsequente.” (Harvey, 2005: 54)
4. CONCLUSÃO

Na bibliografia estudada, Harvey pouco fala sobre a questão do emprego. Em


um dos artigos19, ele aborda a questão indiretamente: a partir de uma visão
da luta de classes, a separação artificial entre o trabalhar e o viver ocasiona
lutas distintas por parte do trabalhador no local de trabalho e no local de
vida. Essa tensão decorre dos conflitos de interesse entre os apropriadores,
19
HARVEY, David.
Labor, Capital, and Class
os construtores e o trabalho20.
Struggle around the Built
Environment in Advanced
Capitalist Societies, 1976. Com relação ao transporte, fica evidente, especialmente no item 3.2., como
este está imbricado com a dinâmica do sistema capitalista e a consequente
20
Harvey, 1976: 34. dificuldade dos urbanistas de propor intervenções eficientes. Isso ocorre,
parcialmente, das múltiplas variáveis em questão. A partir dessa constatação,
uma indagação essencial a ser feita é como esse processo conflituoso de
mobilização dos vários agentes sociais toma forma dentro do campo do
Estado, onde atua o arquiteto e urbanista.

Por essas razões, esta monografia infelizmente não conseguiu aproximar a


teoria para uma prática fundamentada a partir da visão de David Harvey,
pois ainda há uma série de questões a serem respondidas e esclarecidas.
Isso fez o autor considerar um posterior aprofundamento em outros temas
das quais Harvey também trabalha em seus textos:

- como a mudança do processo de acumulação fez com que a governança


urbana passasse do administrativismo para o empreendorismo;

- quais as maneiras possíveis de se batalhar pelo direto à cidade dentro da


máquina do Estado.

Por fim, o autor gostaria de mencionar que embora considera Harvey


uma referência importante para a compreensão das dinâmicas nas quais o
planejamento urbano está envolvido. É necessário considerar as especificidades
do capitalismo periférico brasileiro, uma vez que os textos aqui abordados
analisam as dinâmicas do capitalismo central, citando em muitos momentos
exemplos dos EUA e da Inglaterra.
5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

HARVEY, David. Labor, Capital, and Class Struggle around the Built Environment
in Advanced Capitalist Societies, 1976

HARVEY, David. A Condição Pós-moderna. (Título original: The Condition of


Postmodernity: An Enquiry into the Origins of Cultural Change) Tradução: Adail
Ubirajara Sobral e Maria Stela Gonçalves, São Paulo: Edições Loyola, 1993.

HARVEY, David. Spaces of Capital: Towards a Critical Geography. New York:


Routledge, 2001.

HARVEY, David. A Produção Capitalista do Espaço. São Paulo: Annablume,


2005.

HARVEY, David. The Right to the City. New Left Review 53, September-
October, 2008.