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CHURRASCO BRASILEIROS E AMERICANOS E SUAS

DIFERENÇAS

Professora: Gabriela Tonolli

Robson da Costa Soares


Churrasco americano:
O churrasco americano é bem diferente do brasileiro, em carnes e temperos, e varia muito
dentro dos EUA. No Norte dos EUA quando alguém fala em churrasco o mais comum é
estarem se referindo a hambúrgueres e salsichas feitos na churrasqueira e comidos com
pão, enquanto no Sul o churrasco é de uma variedade de carnes – dependendo do estado,
a estrela é a carne de porco, mas no Texas a carne bovina é mesmo a principal: o brisket
é o pedaço de carne sinônimo de churrasco por essas bandas. Também sempre
encontramos linguiça, costelas de porco ou bovina, e peru.
O molho também varia bastante: enquanto o chamado molho barbecue (BBQ) no Norte
parece um ketchup adocicado, o molho barbecue no Texas é completamente diferente e
tem um sabor mais pra “defumado”. Cada churrasqueiro costuma fazer seu próprios
molhos e existe uma rivalidade tanto no churrasco quanto no quesito molho.
Os acompanhamentos tradicionais são salada de batata (com maionese), cole slaw (salada
de repolho fininho com cenouras também cortadas fininhas), um feijão adocicado, pão e
picles.
No Norte dos Estados Unidos, a versão mais comum é também a mais básica.
O hambúrguer é feito de carne moída bovina fresca com diferentes porcentagens de
gordura, o que lhe confere a suculência. Não são acrescentados temperos, nem mesmo
sal. Os discos de carne são grelhados e podem ser cobertos com uma fatia de queijo
cheddar antes de serem servidos em um pão apropriado.

CHURRASCO BRASILEIRO

O churrasco sempre fez parte da cultura gastronômica do ser humano. Desde a descoberta
do fogo, ainda na pré-história, o homem começou a assar a carne da caça espetada em
pedaços de pau. O alimento era assado ao ar livre, numa fogueira sobre pedras, com
auxílio de uma grelha de madeira verde. O churrasco era uma forma mais prática de fazer
uma refeição, pois tudo que era necessário para o preparo estava à mão: uma boa faca
afiada, uma fogueira preparada em um buraco cavado no chão (fogo no chão), um espeto
de vara que podia ser preparado na hora com galhos, um generoso pedaço de carne e sal
grosso.
Quando surgiu, nos Pampas gaúchos - que abrangem parte do Brasil, Uruguai e
Argentina, o churrasco não era nada parecido com o que conhecemos hoje. Naquela
época, por volta do século 17, ainda não existia essa preocupação em comercializar a
carne bovina, como nos dias de hoje; o que importava era o couro e o sebo do animal.

Para isso, eram realizadas as vacarias - quando grandes quantidades de gado eram
abatidas, para a retirada do que realmente tinha valor comercial naquela época. Depois,
os vaqueiros cortavam o pedaço mais fácil de partir e o assavam inteiro num buraco
aberto no chão, temperando-o com a própria cinza do braseiro. E essa pode ser
considerada a origem mais remota do churrasco.
Com o passar do tempo, os adeptos daquela novidade começaram a crescer; o preparo
foi aprimorado e a carne passou a ser cuidada com mais higiene. Aos poucos, o
churrasco passou a ser um dos pratos mais conhecidos e apreciados em toda a região
habitada pelos gaúchos.

Já na década de 1960, os rodízios começaram a tomar conta dos cardápios do Estado do


Rio Grande do Sul, principalmente em restaurantes de beiras de estrada, frequentados
basicamente por caminhoneiros - a quem se atribui a disseminação da novidade pelo
resto do Brasil.

Essa nova modalidade do churrasco consistia em servir a todas as mesas ao mesmo


tempo; os garçons passavam com vários espetos, recheados de diferentes tipos de carne,
oferecendo a quem quisesse, o quanto quisesse. Hoje, esta prática já está completamente
difundida, e é adorada pelos apreciadores da boa carne assada.

Paralelamente aos tradicionais cortes de carne de boi, também foram incorporados à


lista de itens que compõem um bom churrasco as carnes de frango, porco, linguiças,
miúdos, e atualmente, outros tipos como a de javali e até mesmo a de jacaré. Uma
churrascaria moderna trabalha, hoje, com pelo menos dez variedades de carnes; além de
todos os acompanhamentos - entre saladas, arroz, feijão tropeiro, farofa e muito mais –
criados para tornar esse prato um dos mais populares do País.

No Estado do Rio Grande do Sul, o churrasco até hoje faz parte da arraigada cultura
gaúcha. No resto do País, o prato adquiriu peculiaridades especiais de acordo com a
região em que é preparado. Mas o local é o que menos importa; o churrasco brasileiro é
de dar água na boca, e tornou-se paixão nacional. Tanto é verdade que, atualmente,
podemos encontrar um grande número de excelentes churrascarias em qualquer parte do
Brasil.

Hoje, a fama do nosso churrasco já atingiu proporções internacionais. Existem


churrascarias brasileiras espalhadas por várias partes do mundo, fazendo muito sucesso
em países como Estados Unidos, Canadá, Nova Zelândia, Austrália, Itália, Suíça,
Inglaterra, Macau, Singapura e Tailândia.

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