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UNIVERSIDADE ESTADUAL DO SUDOESTE DA BAHIA

DEPARTAMENTO DE QUÍMICA E EXATA


Curso: Farmácia
Disciplina: Química Geral
Docente: Alcione TorreS Ribeiro

REAÇÕES QUÍMICAS
RELATÓRIO 05

Géssica Couto Schaun

Jequié – Bahia
Maorço/2012
INTRODUÇÃO

Com o avanço da teoria atômica, os químicos passaram a entender que os


átomos não são nem criados nem destruídos durante qualquer reação química. O mesmo
conjunto de átomos está presente tanto antes quanto depois da reação. As mudanças que
ocorrem durante qualquer reação é simplesmente um rearranjo dos átomos, (BROWN,
2010).

As reações químicas são representadas de forma concisa pelas equações


químicas:

2X2 + Y2 → 2X2Y

Dessa forma, as substancias que estão representadas ao lado esquerdo da seta são
denominadas de reagentes e a s que estão representadas ao lado direito da seta são
denominadas produtos.

Uma vez que os átomos não são formados nem destruídos em uma reação, a
equação química deve ter um número igual de átomos de cada elemento de cada lado da
reação. Quando essa condição é satisfeita, diz-se que a equação está balanceada,
(BROWN, 2010).

As reações químicas podem ser classificadas de acordo com número de


substancias que reagem e são produzidas. Assim, há seis tipos básicos de reações
químicas:

 Reação de Síntese

É a reação onde duas ou mais substâncias se combinam diretamente para formar


um novo composto químico, obedecendo à Lei de Conservação das Massas (Lei de
Lavoisier).

N2 + 3 H2 -> 2 NH3

 Reação de decomposição

É a fragmentação de um composto químico para elementos ou compostos


menores. Frequentemente é uma reação química não desejada. A estabilidade de um
componente químico é usualmente reduzida quando exposto a condições ambientais
extremas como, por exemplo, calor, radiação, umidade ou a acidez de um meio. O
processo detalhado de decomposição não é geralmente bem definido e uma molécula
quebra-se em uma diversidade de fragmentos menores.

2H2O → 2H2 + O2

 Reação de Deslocamento
É uma reação onde há dois reagentes e dois produtos, sendo que um reagente é
um elemento químico e o outro é um composto, e entre os produtos há igualmente, um
elemento e um composto.

FeS2 + Ca → Fe + CaS2

Toda e qualquer reação de simples troca envolve transferência de elétrons.


Assim, são reações de oxirredução. Entretanto, os compostos envolvidos podem não ser
iônicos – pois a diferença de eletronegatividade entre os átomos ligantes pode ser menor
que a necessária para que esse caráter seja observado – mesmo que possam apresentar
certa semelhança com essa classe.

Para solucionar esse possível impasse, os químicos correlacionaram os


elementos químicos de acordo com as suas respectivas reatividades levando em
consideração a eletronegatividade e/ou eletropositividade de cada átomo.

Para o deslocamento de íons positivos (cátions):

Li > Cs > Rb > K > Ba > Sr > Ca > Na > Mg > Al > Mn > Be > Zn > Cr > Fe > Cd >
Co > Ni > Sn > Pb > H > Sb > Bi > As > Cu > Hg > Ag > Pd > Pt > Au

Para o deslocamento de íons negativos (ânions):

F > O > Cl > Br > I > S > C > P > H

 Reação de Dupla-troca

Caracterizam por haver, literalmente, trocas entre os elementos de cada molécula


envolvida na reação. Ou seja, determinados átomos, íons ou radicais mudam de posição
passando para a outra molécula substituindo o átomo, íon ou radical que estava naquela
posição.

3Cs + AlCl3 → 3CsCl + Al

Na reação de dupla-troca os produtos devem ser diferentes dos reagentes em


pelo menos três quesitos, levando-se em consideração a reação genérica - AB + CD ->
AC + BD, pode-se explicar as diferenças da seguinte forma:

1) AC e/ou BD deve(m) ser menos solúvel(is) que AB e/ou CD.

H2SO4(aq) + Ba(OH)2(aq) -> 2H2O(l) + BaSO4(s)

2) AC e/ou BD deve(m) ser eletrólito(s) mais fraco(s) que AB e/ou CD.

HCl(aq) + NaOH(aq) -> NaCl(aq) + H2O(l)

3) AC e/ou BD deve(m) ser mais volátil(eis) que AB e/ou CD.

NaHCO3(s) + HCl(aq) -> NaCl(s) + H2CO3(aq) -> NaCl(s) + H2O(l) + CO2(g)


 Reação Endotérmica

Caracterizam-se por possuírem balanço energético positivo quando é comparado


a energia entalpia dos produtos em relação aos reagentes. Assim, a variação dessa
energia (variação de entalpia) possui sinal positivo (+ΔH) e indica que houve mais
absorção de energia do meio externo que liberação. Ambas em forma de calor. Como
consequência, a temperatura dos produtos finais é menor que a dos reagentes.

½ H2(g) + ½ I2 (g) -> HI(g) (ΔH = +6,2 Kcal/mol ou +25,92 KJ/mol)

 Reação Exotérmica

Possuem um balanço negativo de energia quando se compara a entalpia total dos


reagentes com a dos produtos. Assim, a variação entalpia final é negativa (produtos
menos energéticos do que os reagentes) e indica que houve mais liberação de energia,
na forma de calor, para o meio externo que absorção – sob forma de calor. Portanto, a
temperatura final dos produtos é maior que a temperatura inicial dos reagentes.

½ H2(g) + ½ Cl2(g) -> HCl(g) (ΔH = -22,0 Kcal/mol ou -91,96 KJ/mol)

Dessa forma, a prática tem como objetivo identificar e classificar os tipos de


reações químicas ocorridas, representando sua reações químicas.
MATERIAIS E REAGENTES

1. Materias
 Tubos de Ensaio
 Espátulas
 Pinça
 Placa de Petri
 Lixa
 Bico de Bunsen
 Balança analítica
 Termômetro
2. Reagentes
 Sódio metálico
 Solução de Fenolftaleina a 0,1% (m/v) alcóolica
 Fita de Magnésio
 Solução de HCl 1:1 (v/v)
 Solução concentrada de ácido clorídrico
 Solução concentrada de hidróxido de amônio
 Solução diluída de hidróxido de sódio
 Bicarbonato de potássio
 Dicromato de amônio
 Cobre metálico
 Nitrato de prata
 Iodeto de sódio
 Acetato de chumbo
 Cloreto de sódio
 Cloreto de amônio

PROCEDIMENTO

Experiência 01

 Lixou-se dois pedaço de fita de magnésio (~3cm)


 Para a primeira fita de magnésio preparou-se um tubo de ensaio contendo um
pouco de água destilada e 3 gotas de solução de fenolftaleína a 0,1 % (m/v) ;
 Colocou-se a fita de magnésio lixada na solução;
 Observou-se a reação;
 Para a segunda fita de magnésio esperou-se até o fim da prática para verificar se
houve modificações na aparência da fita;

Experiência 02

 Lixou-se uma fita de magnésio;


 Preparou-se um tubo de ensaio com solução de HCl 1:1 (v/v) ;
 Colocou-se o pedaço de fita de magnésio;
 Observou-se a reação;

Experiência 03

 Lixou-se uma fita de magnésio;


 Segurou a fita com o auxílio de uma pinça;
 Aqueceu a fita na chama do bico de Bunsen;
 Observou-se a reação;
 Colocou-se o produto desta reação em um tubo de ensaio contendo água
destilada e gotas de solução de fenolftaleína a 0,1 % (m/v);
 Observou a reação;

Experiência 04

 Pegou-se com uma pinça um pequeno pedaço de sódio metálico que se encontra
imerso em querosene;
 Colocou-se o pedaço sobre uma folha de papel de filtro;
 Fez-se um corte com a espátula;
 Observou-se a aparência da superfície recém-cortada e o que aconteceu em
seguida;

Experiência 05

 Colocou-se água destilada em um vidro de relógio com 3 gotas de


 solução de fenolftaleína a 0,1 % (m/v).
 Cortar um pedaço de sódio do tamanho aproximado da cabeça de um palito de
fósforo.
 Colocou-se o pequeno pedaço de sódio no vidro de relógio
 Observou-se a reação;

Experiência 06

 Molhou-se um bastão de vidro em HCl concentrado


 Aproximou-se cuidadosamente, o bastão de vidro, da boca de um frasco que
contém solução concentrada de amoníaco.
 Observou-se a reação

Experiência 07

 Em um frasco de Erlenmeyer, colocou-se 20,00 ml de solução diluída de


hidróxido de
 sódio e 3 gotas de solução de fenolftaleína a 0,1 % (m/v);
 deixou-se passar, lentamente, uma corrente de gás carbônico.
 Observou-se a reação

Experiência 08

 Em um tubo de ensaio seco, colocou-se cerca de 0,50 g de bicarbonato de


potássio;
 Vedou-se o tubo manualmente;
 Em outro tubo de ensaio colocou-se água de cal;
 Fez-se uma conexão entre os tubos com um cano;
 Aquecer cada um dos tubos em um bico de gás;
 Observou-se a reação;

Experiência 09

 Colocou-se uma pequena quantidade de dicromato de amônio em um tubo de


ensaio seco;
 Aqueceu-se, com cuidado, à chama de um bico de gás;
 Observou-se a reação;

Experiência 10

 Colocou-se, num tubo de ensaio, uma solução de nitrato de prata até 1/3 do
volume;
 Adicionou-se dois pequenos pedaços de cobre metálico na solução;
 Deixou-se o tubo em repouso durante alguns minutos;
 Agitou-se o tubo;
 Observou-se a reação;

Experiência 11

 Adicionou-se uma solução a 1% (m/v) de iodetode sódio a 1/4 do volume de um


tubo de ensaio
 Acrescentou-se o mesmo volume de solução a 1% (m/v) de acetato de chumbo.
 Observou-se a reação

Experiência 12

 Adicionou-se uma solução a 1% (m/v) de cloreto de sódio, a 1/4 do volume de


um tubo de ensaio;
 Acrescentou-se o mesmo volume de solução a 1% (m/v) de nitrato de prata;
 Observou-se a reção;

Experiência 13

 Adicionou-se uma solução 1,00 mol/litro de ácido clorídrico, a 1/4 de volume do


tubo de ensaio;
 Mergulhou-se na solução um termômetro;
 Mediu-se sua temperatura;
 Em outro tubo de ensaio, colocou-se quantidade semelhante de solução 1 M de
hidróxido de sódio;
 Mediu-se sua temperatura;
 Acrescentou-se o conteúdo de um tubo sobre o outro;
 Agitou-se o tubo;
 Mediu-se a temperatura;

Experiência 14

 Colocou-se água em 1/3 do volume de um tubo de ensaio limpo;


 Mediu-se a temperatura;
 Adicionou-se à água cerca de 1,00 g de cloreto de amônio;
 Agitou-se o tubo;
 Mediu-se a temperatura;

RESULTADOS E DISCURSÕES

Experiência 01

Sobre a fita de magnésio há uma fina camada de óxido de magnésio, essa


camada torna a superfície do metal impedida para reagir, por isso, lixa-se a fita antes de
começar as reações. Ao lixar percebe-se um brilho que é característico dos metais.

Na fita que foi lixada e reservada, observou-se que ela em contato com o ar
retonou a sua aparência original (fosca). Isto se deve ao fato que o magnésio reage com
o oxigênio, produzindo o oxido de magnésio, conforme demonstra a reação abaixo.

2Mg (s) + O2 (g) → 2MgO (s) - reação de síntese ou adição

Em seguida colocou-se a segunda fita, lixada, de magnésio em um tubo de


ensaio com uma solução contendo água destilada e fenolftaleína. O Mg em contato com
a solução de fenolftaleína pode-se observar a formação de bolhas e um tom roseado na
solução. Essas alterações ocorrem porque o Mg em contato com a água libera o gás H2.

Mg + H2O → MgO + H2(g)

O produto MgO é um óxido metálico, o que faz com que ele seja muito reativo
com a água, formando bases.

MgO + H2O → Mg(OH)2

Porém, na prática realizada não se observou essas reaçôes não se observou a cor
roseada que seria caracte uma cor roseada na solução, isso se deve a liberação do gás
hidrogênio indicando que a solução era de natureza básica.

Experiência 02
Lixou-se outra fita de Mg e esta foi posta em um tubo de ensaio contendo uma
solução de ácido clorídrico(HCl).Observou-se que a fita de magnésio começou a se
decompor e formar bolhas. A equação química dessa reação é:

2HCl + Mg → Mg Cl2 + H2 (g) - reação de simples troca

O magnésio ao reagir com o ácido clorídrico “cede" seus elétrons para o cloro,
pois, este é mais eletronegativo, formando o cloreto de magnésio. O hidrogênio livre do
ácido combinou-se na molécula de gás hidrogênio, causando a formação de bolhas na
ração. Dessa forma, o magnésio desloca o hidrogênio do ácido, formando dele outra
substância simples, o gás hidrogênio.

Essa reação é classificada como reação de deslocamento ou simples troca, pois


uma substância simples reage com uma substância composta, formando uma nova
substância simples.

Experiência 03

Lixou-se outra fita de Mg e com o auxilio de um pinça ela foi levada à chama no
bico de Bunsen. Observou-se que o Mg entrou em combustão rapidamente , produzindo
brilho intenso e deixando uma cinza residual.

Isto pode ser explicado com base no teste de chama. Quando um átomo recebe
energia, ele a absorve e os elétrons de sua camada tendem a passar para a camada
posterior a ele. O problema é que o átomo, nessa forma, é instável, para tentar seguir a
regra do octeto, seus elétrons voltam às camadas em que estavam inicialmente,
liberando a energia térmica que receberam, na forma de energia luminosa.

Essa combustão também pode ser definida como uma reação de síntese, pois o
magnésio reagiu com o oxigênio para gerar óxido de magnésio, segundo a equação:

2Mg (s) + O2 (g) → 2MgO (s) - Reação de síntese ou adição

Depois se colocou o magnésio oxidado na solução de água destilada com


fenolftaleína e foi verificada uma coloração rosa devido seu caráter básico.

MgO + H2O → Mg(OH)2

Experiência 04

Utilizou-se o sódio metálico. Este se encontra submerso em um solvente seco,


como a querosene, pois, ele é muito reativo com o H2. Assim, retirou o sódio metálico
do meio onde ele encontrava-se e colocou-o sobre um papel filtro, neste momento
apresentou uma feição fosca. Com o auxilio de uma espátula o pedaço de sódio metálico
foi cortado em pedaços menores onde, se observou que o seu interior apresenta um
aspecto brilhante, pois não estava em contato com o querosene.
Experiência 05

Cortou um pedaço do sódio metálico no tamanho de uma cabeça de fósforo. Com o


auxilio de uma pinça o pedaço foi posto em uma placa de Petri. Nesta placa de Petri
havia água destilada com uma solução de fenolftaleína. Assim, foi observado que o
pedaço de sódio movia-se rapidamente “empurrando” o hidrogênio liberado, deixando
um rastro rosa devido a base NaOH produzida.

Com base na literatura, os metais alcalinos reagem rapidamente com água a


temperatura ambiente, produzindo hidrogênio gasoso e liberando muito calor. Trata-se
de uma reação na qual esses metais, muito radiativos, deslocam o hidrogênio da água.

2Na + 2 H2O → 2 NaOH + H2 - Reação de simples troca

Teve-se o máximo de cuidado na realização do experimento, pois o hidrogênio


produzido explodir pelo aquecimento.

Experiência 06

Mergulhou-se um bastão de vidro em uma solução concentrada de HCl e o


aproximou de um vidro contendo amoníaco, observou-se uma nuvem branca. Essa
nuvem tem uma aparência de um sólido e este é o cloreto de amoníaco (NH4Cl). A
reação segue abaixo.

HCl (g) + NH3 (g) → NH4Cl (s) – Reação de síntese

Experiência 07

Misturou-se uma solução diluída de hidróxido de sódio com três gotas de


fenolftaleína. Observou-se uma coloração rosa devido ao meio básico. Utilizando-se um
canudo, foi introduzido (através do sopro) gás carbônico na solução. De acordo com a
literatura, o gás carbônico acidifica o meio, o que deixaria a solução incolor. Porém,
nesta prática a solução permaneceu rosa.

Experiência 08

Em um tubo de ensaio colocou-se água de cal e em outro tubo de ensaio


colocou-se 0,5g de bicarbonato de potássio. Utilizou-se uma mangueira para ligar os
tubos. Como não havia rolha para vedar o tubo que continha o bicarbonato, este foi
vedado manualmente.

Aqueceu-se um tubo de cada vez. O bicarbonato de sódio ao ser aquecido


liberou um gás que ao passar pela mangueira reagiu com a água de cal, borbulhando-a.
Segundo a equação:

2 NaHCO3 → Na2CO3 + H2O + CO2 - reação de decomposição

Porém, quando a água de cal foi aquecida não observou-se nem uma ração.
Experiência 09

Ao aquecer o dicromato de amônio este se decompõe em óxido de cromo


(Cr2O3), gás nitrogênio (N2) e H2O. O sólido em pó que encontrava-se inicialmente
com uma coloração alaranjada, sofre uma reação brusca após o aquecimento, o que a
transforma em cinzas levemente esverdeadas, volumosas, de baixa densidade e
cancerígenas (óxido de cromo) e liberando substâncias no estado gasoso. A
decomposição ocorrede acordo com a reação:

(NH4)2Cr2O7(s) → Cr2O3(s) + N2(g) + 4H2O(g) - reação de decomposição

Experiência 10

Colocou-se o nitrato de prata em um tubo de ensaio. Neste tubo adicionou-se


pedaços de cobre metálico. Assim, deixou-se o tubo de ensaio em repouso durante 15
minutos e depois observou-se a reação.

2AgNO3 + Cu → Cu(NO3)2 + Ag - Reação de simples troca

Após esse período, analisou-se que sobre o cobre formaram-se filamentos


prateados - prata metálica formada na reação de deslocamento - que o deixaram
escurecido.

Por fim agitou-se o tubo de ensaio, assim alguns os filamentos prateados


soltaram dos pedaços de cobre, o que tornou mais clara sua coloração. E a solução ficou
levemente azulada - partículas de cobre em suspensão.

Experiência 11

Colocou-se em um tubo de ensaio uma solução de iodeto e acrescentou o mesmo


volume de solução de acetato de chumbo. Com isso observou que a mistura formou um
precipitado de cor amarela. A cor amarela é característica do chumbo em meio aquoso,
e a formação do precipitado indica a baixa solubilidade do iodeto na solução final.

Pb(C2H2O2) + 2NaI → 2Na(C2H2O2) + PbI - reação de dupla troca

Experiência 12

Colocou-se em um tubo de ensaio uma solução de cloreto de sódio e acrescentou


o mesmo volume de soluço de nitrato de prata. A mistura ficou com uma coloração
leitosa. Após algum tempo de observação, notou-se a precipitação de algumas partículas
no fundo do tubo de ensaio, formando uma mistura heterogênea.

A equação química dessa reação encontrasse abaixo

AgNO3(aq) + NaCl(aq)→ AgCl(s) + NaNO3(aq) - reação de dupla troca

Ao juntar os dois sais, os íons Ag+ e Cl- se combinam, formando uma molécula
do sal cloreto de prata, que, sendo sólido, precipita-se para o fundo do tubo de ensaio. E
os íons Na+ e NO3- permanecem em suspensão aquosa no tubo, combinados no sal
nitrato de sódio.

Experiência 13

Com auxilio de dois termômetros, que se encontravam a uma temperatura de


30°C, mediu-se a temperatura de 24°C para a solução de acido clorídrico e a
temperatura de 30°C para a solução de hidróxido de sódio. Ambas as soluções
encontravam-se em tubos de ensaio.

Logo após, juntou-se essas duas substâncias e mediu-se a temperatura final da


reação. O termômetro usado encontrava-se em 24°C e o valor obtido da reação foi de
30°C. Esse comportamento ilustra uma reação exotérmica, que é uma reação onde há
liberação ou produção de calor. Isso ocorre porque a energia dos reagentes, ou seja, a
energia de ligação entre os átomos dos reagentes é maior que a energia de ligação entre
os átomos dos produtos formados. Assim, a "sobra" de energia é liberada para o meio na
forma de calor.

A equação química dessa reação será:

HCl + NaOH → NaCl + H2O

Experiência 14

Com um termômetro medindo 26°C, mediu-se a temperatura da agua contida em


um tubo de ensaio limpo que, teve o valor de 29°C. Adicionou-se cloreto de amônio na
água e com o termômetro medindo ainda a temperatura de 29°C mediu-se a temperatura
da solução que teve como resultado o valor de 24°C.

Assim, essa reação absorve calor, levando o nome de reação endotérmica,


notando-se uma diminuição da temperatura da mistura. Ao toque dos dedos, o tubo de
ensaio ficou "frio". A equação química dessa reação será:

NH4Cl + H2O → HCl + H2O


CONCLUSÃO

As reações não foram todas satisfatórias. Mas a partir delas foi permitido fazer
comparações entre a teoria e a prática, verificando os seis tipos básicos de reações
químicas sendo elas: de síntese, decomposição, simples, dupla troca, endotérmica e
exotérmica, além de, observar a formação de precipitado e confirmando a neutralização.

Dessa forma, adquiriu-se um treino valioso para análise qualitativa de uma


reação, buscando os indícios que ilustram as reações envolvidas, e fixaram-se com a
observação prática vários conceitos sobre reações químicas.


REFERENCIA E BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
1. Referencias

BROWN, T... Química, a ciência central.Trad. Robson Matos. São Paulo: Pearson
Prentice Hall, 2005.

REAÇÕES Químicas Aspectos Qualitativos. Disponível em:


<http://www.reocities.com/ResearchTriangle/4480/academic/academic-
files/qualitativechem.html > Acessado em: 04 de março de 2012

REAÇÕES Químicas. Disponível em:


<http://www.cdcc.usp.br/exper/medio/quimica/2reacao1g.pdf> Acessado em: 04 de
março de 2012

2. Bibliografia de Consultada
ATINKS, P.; JONES, L. Princípios de química: questionando a vida moderna e o
meio. Porto Alegre: Bookman. 2001.
RUSSELL, J. B. Química geral. 2. ed. Rio de Janeiro: McGraw-Hill, 1994.