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WAGNER FABRI HELMER

SIMULAÇÃO DA PLANTA QUÍMICA DE PRODUÇÃO DE


ÁCIDO ACRÍLICO UTILIZANDO O SOFTWARE COCO

Linhares
2017
WAGNER FABRI HELMER

SIMULAÇÃO DA PLANTA QUÍMICA DE PRODUÇÃO DE


ÁCIDO ACRÍLICO UTILIZANDO O SOFTWARE COCO

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à


Faculdade Pitágoras de Linhares, como
requisito parcial para a obtenção do título de
graduado em Engenharia Química.

Orientador: Angela Vinhas

Linhares
2017
WAGNER FABRI HELMER

SIMULAÇÃO DA PLANTA QUÍMICA DE PRODUÇÃO DE ÁCIDO


ACRÍLICO UTILIZANDO O SOFTWARE COCO

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à


Faculdade Pitágoras de Linhares, como
requisito parcial para a obtenção do título de
graduado em Engenharia Química.

BANCA EXAMINADORA

Prof ª. Msc. Lorena Coelho Benevides

Mestra em Energia

Prof ª. Brunela Azevedo Coutinho

Especialista em Docência

Prof ª. Thiago Agrizzi

Engenheiro Químico

Linhares, 06 de Dezembro de 2017


HELMER, Wagner Fabri. Simulação da Planta Química de Produção de Ácido
Acrílico Utilizando o Software COCO. 2017. 27. Trabalho de Conclusão de Curso
(Bacharelado em Engenharia Química) – Faculdade Pitágoras de Linhares, Linhares,
2017.

RESUMO

O ácido acrílico tem se tornado um produto essencial na indústria devido as diversas


aplicações, de forma que o consumo tem aumento todos os anos. Em virtude disso, a
indústria tem buscado por condições operacionais que minimize os custos do
processo e maximize a produção. Assim, o objetivo deste trabalho foi demonstrar o
processo de produção de ácido acrílico, dado a sua importância industrial, a partir da
utilização do software de simulação COCO e de fácil entendimento. A metodologia
utilizada, revisão de literatura. Foram abordados temas sobre produtos da planta
acrílica, e ferramentas do software COCO, foram analisados tópicos sobre o processo
industrial atual de produção de ácido acrílico. Ainda, apresentou-se tópicos sobre
simulação do processo de ácido acrílico; que permitem concluir a eficiência do
software proposto. A utilização do software COCO deve-se a sua versatilidade,
interface de fácil utilização e custo reduzido. Demostrou ser ideal para a simulação de
processo de ácido acrílico apresentando grande potencial na simulação da planta de
produção de ácido acrílico.

Palavras-chave: Simulação de processo; Software COCO; Planta Acrílica.


HELMER, Wagner Fabri. Simulation of the Chemical Plant of Acrylic Acid
Production Using the COCO Software. 2017. 27. Trabalho de Conclusão de Curso
(Bacharelado em Engenharia Química) – Faculdade Pitágoras de Linhares, Linhares,
2017.

ABSTRACT

Acrylic acid has become an essential product in the industry due to the various
applications, so that consumption has increased every year. As a result, the industry
has been looking for operating conditions that minimize process costs and maximize
production. Thus, the objective of this work was to demonstrate the acrylic acid
production process, given its industrial importance, based on the use of COCO
simulation software and easy to understand. The methodology used, literature
review. Topics covered on acrylic plant products and COCO software tools were
discussed topics on the current industrial process of acrylic acid production. Also,
topics were presented on simulation of the acrylic acid process; which allow to
conclude the efficiency of the proposed software. The use of COCO software is due
to its versatility, user-friendly interface and low cost. It proved to be ideal for the
simulation of acrylic acid process presenting great potential in the simulation of the
acrylic acid production plant.

Key-words: Process simulation; Software COCO; Acrylic Plant.


SUMÁRIO

INTRODUÇÃO.................................................................................................07
1. PRODUTOS DA PLANTA DE ÁCIDO ACRÍLICO .................................09
1.1 ÁCIDO ACRÍLICO.................................................................................09
1.2 ÁCIDO ACÉTICO..................................................................................11
2 PROCESSO INDUSTRIAL ATUAL......................................................15
2.1 DESCRIÇÃO DO PROCESSO..............................................................15
2.2 CINÉTICA DE REAÇÕES.....................................................................18
3 SIMULAÇÃO DA PLANTA QUÍMICA...................................................21
3.1 SOFTWARE COCO..............................................................................21
3.2 MODELOS E PROCESSO NO SOFTWARE COCO............................23

CONSIDERAÇÕES FINAIS..................................................................26

REFERÊNCIAS.....................................................................................27
7

INTRODUÇÃO

O ácido acrílico torna-se mais importante na indústria devido à suas grandes


aplicações como a sua utilização na fabricação de plástico, revestimento de papel,
polimento de formulações de tintas, acabamentos de couro, polímeros, indústrias
têxteis e adesivos. Em virtude disso, a necessidade de produção de ácido acrílico
também está crescendo, aliado a exigência cada vez maior por controle de custos.
Por este motivo, a indústria química tem despertado o interesse em processos
fortemente integrados, que tem por característica a variedade de reciclos de energia
e massa. Para este processo, a operabilidade prática e a validação da integridade do
projeto requerem a simulação de toda planta com o uso de modelos rigorosos.
Quando a capacidade de produção é aumentada na planta acrílica, todas as
condições operacionais das seções de reator e separação devem ser ajustadas para
uma condição ótima nova, afim de manter os produtos de pureza desejados. Portanto,
a planta de ácido acrílico deve preceder a otimização para superar uma grande
quantidade de produção de ácido acrílico.
Visto que, a escolha do software de simulação que se adapte as necessidades
do processo, linguagem agradável e sobretudo, que apresente custo reduzido é de
extrema importância para que se evite problemas futuros na hora da implementação
dos modelos. Desse modo, é possível utilizar o software gratuito COCO para uma
simulação de produção de ácido acrílico?
O objetivo principal deste trabalho de conclusão de curso é demonstrar o
processo de produção de ácido acrílico, dado a sua importância industrial, a partir da
utilização do software de simulação COCO e de fácil entendimento. Para alcançar o
objetivo descrito, alguns objetivos específicos foram definidos:
 Revisar tópicos sobre produtos da planta acrílica;
 Na sequência, analisar tópicos sobre processo industrial atual de produção de
ácido acrílico;
 Em seguida, descrever resultados através da simulação do processo, que
permitem concluir a eficiência do modelo proposto.
O trabalho desenvolvido seguiu a proposta de um estudo exploratório por meio
de uma pesquisa bibliográfica, desenvolvido a partir de material já elaborado,
constituído de livros e artigos científicos. A partir dessa concepção, foram utilizadas,
8

livros técnicos que abordam o tema acessados pela internet, publicados nos últimos
10 anos. Foram utilizados artigos nacionais e internacionais disponíveis em texto
completo.
9

1 PRODUTOS DA PLANTA DE ÁCIDO ACRÍLICO

1.1 ÁCIDO ACRÍLICO

O ácido acrílico é um composto orgânico com a fórmula C3 H4 𝑂2 . Constituído


por um grupo vinílico ligado diretamente a um terminal de ácido carboxílico. A fórmula
estrutural do ácido acrílico é apresentada na Figura 1 (OHARA et al., 2017).

Figura 1 - Formula estrutural do Ácido Acrílico.

Fonte: Minhua e Yingzhe (2013).

Segundo Cascieri (1993), o principal produto da planta acrílica é o ácido


acrílico, que apresenta-se líquido e incolor à temperatura e pressão ambiente.
Verschueren (1996) observa que o ácido acrílico pode ser descrito como tendo cheiro
forte, irritante e desagradável.
De acordo com o Acrylic Acid MSDS (2005), o ácido acrílico é muito perigoso e
corrosivo em contato com a pele e em contato com os olhos pode resultar em lesões
graves e irreversíveis.
O ácido acrílico sofre as reações típicas de um ácido carboxílico. Quando
reagido com um álcool, ele forma o éster correspondente. Os ésteres e sais do ácido
acrílico são coletivamente conhecidos como acrilatos. Os ésteres de alquilo mais
comuns do ácido acrílico são metilo, butilo, etilo e acrilato de 2-etil-hexilo (REPPE et
al., 2017).
Como o ácido acrílico e seus ésteres têm sido comercializados por muito tempo,
muitos outros métodos foram desenvolvidos, mas a maioria foi abandonada por
razões econômicas ou ambientais. Um método inicial foi a hidrocarboxilação do
acetileno, mostrado na reação 1 (REPPE et al., 2017).

𝐶2 𝐻2 + 𝐶𝑂 + 𝐻2 𝑂 → 𝐶3 𝐻4 𝑂2 (1)
10

Este método requer níquel carbonilo e altas pressões de monóxido de carbono.


Já foi fabricado pela hidrólise de acrilonitrilo que é derivado do propeno por
amoxidação, mas foi abandonado porque o método ciogea derivados de amônio.
Outros agora precursores abandonados do ácido acrílico incluem etenona e cianidrina
de etileno (OHARA et al., 2017).
O ácido acrílico é produzido a partir de propileno, que é um subproduto da
produção de etileno e gasolina, apresentado na reação 2.

3
𝐶3 𝐻6 + 2 𝑂2 → C3 H4 𝑂2 + 𝐻2 𝑂 (2)

Como o propano é uma matéria-prima significativamente mais barata do que o


propileno, esforços consideráveis de pesquisa são realizados para desenvolver um
processo baseado na oxidação seletiva de propano em ácido acrílico. O etileno pode
ser carboxilado em ácido acrílico sob condição de dióxido de carbono supercrítico
(VORGELEGT et al., 2017).
Uma das aplicações do ácido acrílico é na utilização como um material de
partida na produção de ésteres acrílicos e como monômero para ácido poliacrílico e
polimetacrílico e sais, assim como comonômero para polímeros usados como
floculantes e para polímeros usados em pó de moldagem, unidades de construção,
emblemas decorativos e insígnias (REPPE et al., 2017).
De acordo com o Genium (1999), o ácido acrílico é utilizado na fabricação de
plásticos, em soluções de polímeros para revestimentos, em formulações de tintas
para acabamento de couro, em revestimentos de papel, em polimentos e adesivos e
em acabamentos e aglutinantes em geral.
As propriedades físicas do ácido acrílico estão apresentadas na Tabela 1.

Tabela 1 – Propriedades física do ácido acrílico.


Parâmetros Valor Unidade
Peso molecular 72 u
Ponto de fusão 13,5 °C
Ponto de ebulição 141/760 °C / mmHg
Densidade a 25°C 1,45 g/ml
11

(Continuação)
Parâmetros Valor Unidade
Índice de refração a 25°C 1,4185 -
Constante de dissociação a 25 °C 5.50 x 10-5 -
Solubilidade em agua a 25 °C Infinita partes/100
Temperatura crítica, 380 °C
Pressão crítica 5,06 Mpa
O calor de vaporização a 101,3 kPa 45,6 KJ/mol
Viscosidade cinemática a 25 °C 1,1 cks
Constante da lei de Henry 3.2×10-7 (atm × m3) /mol
Fonte: Adaptada de Minhua e Yingzhe (2013).

As propriedades químicas do ácido acrílico estão apresentadas na Tabela 2.

Tabela 2 – Propriedades química do ácido acrílico.


Parâmetros Valor Unidade
Calor de combustão 1376 KJ/mol
Calor de fusão a 13 °C 11,1 KJ/mol
Calor de neutralização 58,2 KJ/mol
Calor da polimerização 77,5 KJ/mol
Temperatura de autoignição 390-446 °C
Ponto de inflamação 68 °C
Temperatura de autoignição 390-446 °C
Fonte: Adaptada de Minhua e Yingzhe (2013).

1.2 ÁCIDO ACÉTICO

Outro produto da planta acrílica é o ácido acético. É um subproduto que se


produz durante a oxidação do processo de propileno. O ácido acético é um composto
orgânico com a fórmula química C2 H4 𝑂2 . Quando não diluído, às vezes é chamado de
ácido acético glacial. O ácido acético é o segundo ácido carboxílico mais simples. É
constituído por um grupo metilo ligado a um grupo carboxilo (GOLDBERG; KISHORE;
LENNEN, 2017).
A formula estrutural do ácido acrílico é apresentada na Figura 2.
12

Figura 2 - Formula estrutural do Ácido Acético.

Fonte: Minhua e Yingzhe (2013).

O ácido acético tem um gosto azedo distintivo e um cheiro forte. Além do


vinagre doméstico, é produzido principalmente como um precursor de acetato de
polivinilo e acetato de celulose. É classificado como um ácido fraco, uma vez que só
se dissocia parcialmente em solução, mas o ácido acético concentrado é corrosivo e
pode atacar a pele. É utilizado na fabricação de drogas, corantes, plásticos, aditivos
alimentares e inseticidas (GENIUM, 1999).
Segundo Cheung, Tanke e Torrence (2017), o ácido acético é produzido
industrialmente de forma sintética e por fermentação bacteriana. Cerca de 75% de
ácido acético feito para uso na indústria química é feito pela carbonilação de metanol,
mostrada na reação 3.

𝐶𝐻3 𝑂𝐻 + 𝐶𝑂 → C𝐻3 𝐶𝑂𝑂𝐻 (3)

De acordo com MSDS (2005), o ácido acético é um dos ácidos carboxílicos


mais simples e mais amplamente utilizados com muitas aplicações químicas e
industriais. Sendo utilizado para a produção mundial total de ácido acético, é de cerca
de 6,5 milhões de toneladas por ano, dos quais cerca de 5 milhões de toneladas são
produzidos por processo de carbonilação de metanol e por fermentação bacteriana, e
em torno de 1,5 milhões de toneladas são obtidos por reciclagem.
O ácido acético concentrado é corrosivo para a pele e, portanto, deve ser
manuseado com o cuidado apropriado para evitar queimaduras na pele, danos
oculares permanentes e irritação nas mucosas. Estas queimaduras ou bolhas podem
não aparecer até horas após a exposição (ACETIC, 2017).
O contato prolongado da pele com o ácido acético glacial pode resultar na
destruição do tecido. A exposição por inalação aos vapores de ácido acético a 10 ppm
pode causar irritação dos olhos, nariz e garganta, a 100 ppm causa irritação pulmonar
13

e pode causar danos também aos pulmões, olhos e pele. As concentrações de vapor
de 1.000 ppm causam irritação marcada dos olhos, do nariz e das vias respiratórias
superiores e não podem ser toleradas. Essas previsões foram baseadas em
experiências com animais e exposição industrial. A sensibilização da pele ao ácido
acético é rara, mas ocorreu (ACETIC, 2017).
As propriedades físicas do ácido acético são mostradas na Tabela 3.

Tabela 3 – Propriedades físicas do ácido acético.


Parâmetros Valor Unidade
Peso molecular 65 U
Ponto de fusão 16,7 °C
Densidade a 25°C 1,05 g/ml
Ponto de ebulição 118 °C
Índice de refração a 25°C 1,3718 -
Viscosidade cinemática a 25 °C 1,22 Cks
Constante de dissociação a 25 °C 1,70 x 10-5 -
Solubilidade em agua a 25 °C Infinita partes/100
Temperatura crítica 321 °C
Pressão crítica 5286 Mpa
O calor de vaporização a 101,3 kPa 61,9 KJ/mol
Constante da lei de Henry 0,01 Pa.m3 /mol
Fonte: Adaptada de Genium (1999).

As propriedades químicas do ácido acético são mostradas na Tabela 2.

Tabela 4 – Propriedades químicas do ácido acético.


Parâmetros Valor Unidade
Calor de combustão 13121,024 KJ/mol
Calor de fusão a 13 °C 26,1 KJ/mol
Calor de neutralização 13,71 KJ/mol
Calor da polimerização - KJ/mol
Ponto de inflamação 44,5 °C
Temperatura de autoignição 427 °C
Fonte: Adaptada de Genium (1999).
14

Neste capitulo realizou-se uma rápida revisão sobre os temas: Ácido Acrílico
que é uma matéria-prima de polímero essencial para muitos produtos industriais e
de consumo; Ácido Acético que é um subproduto do processo de produção de ácido
acrílico.
15

2 PROCESSO INDUSTRIAL ATUAL DE PRODUÇÃO DO ÁCIDO ACRÍLICO

2.1 DESCRIÇÃO DO PROCESSO

A Figura 3 apresenta um esquema simplificado de produção de ácido acrílico a


partir da oxidação do propeno.

Figura 3 – Processo de oxidação do propeno em dois estágios.

Fonte: Adaptada de Minhua e Yingzhe (2013).

O ar, o vapor e o propileno são misturados nas proporções volumétricas de 10-


30% de vapor, 5-7% de propeno completando o restante de ar no reator do primeiro
estágio. A mistura é aquecida a uma temperatura de 325-350 ºC, utilizando o calor
liberado pela reação. A mistura no estado gasoso e pressão atmosférica passa por
um catalizador.
O catalizador é colocado dentro dos tubos com diferentes concentrações e em
três zonas diferentes. Na entrada devido à alta concentração de reagentes, a
concentração do catalizador é baixa. A medida em que os reagentes vão sendo
consumidos, a concentração de catalizador aumenta, compensando a pequena
concentração de reagentes. Esse método é usado para manter a taxa de reação
uniforme ao longo de toda extensão do reator (Tanimoto, 1999).
O calor gerado pela reação exotérmica é usado para a produção de vapor e
para aquecer a carga do reator. Os reatores são resfriados com sal fundido que circula
ao redor dos tubos. O uso de vapor nos gases de alimentação auxilia a dissolver os
produtos da superfície do catalisador, melhorando o rendimento da reação e
encurtando o tempo de contato, além de manter a concentração de propileno abaixo
dos limites de explosividade (Tanimoto, 1999).
16

A acroleína produzida no primeiro estágio é resfriada à temperatura de


operação do segundo reator a uma temperatura de 270ºC. Em alguns sistemas um
resfriamento adicional é necessário para evitar oxidação das conexões entre os dois
reatores, o que provocaria problemas de corrosão (Tanimoto,1999).
O produto gerado no segundo estágio contém cerca de 15-20% de ácido
acrílico, que precisa ser separado de outros componentes gasosos, subprodutos
leves, como por exemplo, ácido acético, e outros produtos mais pesados como o
anidrido maléico (TURTON, 2003).
Atualmente existem várias configurações para a seção de separação em
operação comercial, contudo o processo apresentado a seguir baseou-se nos moldes
das patentes apresentadas pela Nippon Schokubai.

Figura 4 – Reator tubular de produção de Ácido Acrílico.

Fonte: Maia (2015).


17

A corrente contendo ácido acrílico gasoso é resfriada, inicialmente, e segue


para a coluna de absorção que opera com uma solução aquosa contendo 0,1% de
hidroquinona (inibidor usado para evitar a polimerização do ácido acrílico). A solução
aquosa formada possui cerca de 70% de ácido acrílico. Os gases residuais contem
basicamente N2, H2O, O2 e uma pequena quantidade de CO2, C3H8, C3H6, ácido
acrílico e acroleína, retornam para o primeiro estágio e o restante é queimado no
incinerador (TURTON, 2003).
Após a retirada das impurezas a solução aquosa contendo ácido acrílico
alimenta uma destilação azeotrópica para retirada de água. O solvente utilizado é o
tolueno que forma uma mistura azeotrópica com o ácido acético (impureza) e água.
Como resultado, obtém-se ácido acrílico bruto com concentração superior a 96% que
pode ser usado diretamente para a produção de acrilatos ou passar por uma etapa
adicional de purificação para obtenção do ácido acrílico glacial (TURTON, 2003).
Assim como na síntese do ácido acrílico bruto, a tecnologia de purificação varia
consideravelmente, podendo ser encontrado plantas que utilizam cristalização,
destilação ou até mesmo a combinação dos dois processos. No texto a seguir, que
tem como referência patentes da Nippon Schokubai, foi considerado apenas o
processo de cristalização como meio de purificação do ácido acrílico bruto para
obtenção do ácido acrílico glacial (Tanimoto,1999).
A cristalização é processo semi-contínuo, onde os cristais crescem sobre uma
superfície resfriada, após a drenagem da água os cristais são fundidos para obtenção
do ácido acrílico glacial com pureza superior a 99,9% (Tanimoto,1999)..
Os principais contaminantes do ácido acrílico glacial são os aldeídos,
principalmente furfural e acroleína. Estes contaminantes atuam como terminadores na
reação de polimerização impedindo a formação de polímeros com alto peso molecular
além de aumentar o consumo de iniciadores de polimerização. Os aldeídos estão
frequentemente presentes no ácido acrílico semi-purificado em quantidades que
variam de 3 – 300 ppm (peso) de acroleína, 200 – 400 ppm de furfural e 200 – 400
ppm de benzaldeído. A maioria dos produtores oferece duas versões de ácido acrílico
glacial: um grau padrão, adequado ao uso para SAP e um ácido acrílico glacial grau
polímero de maior qualidade usado em aplicações tais como co-monômero na
fabricação de co-polímeros de etileno-ácido acrílico (Tanimoto,1999).
18

2.2 CINÉTICA DE REAÇÃO

O processo mais amplamente aceito para a produção de ácido acrílico é a


oxidação em fase vapor do propileno. Isto normalmente é feito como um processo
padrão envolvendo dois reatores em série, utilizando-se de dois catalisadores. Nesta
disposição, o primeiro reator converte o propileno em acroleína enquanto o segundo
reator completa a conversão de acroleína em ácido acrílico (CASCIERI E CLARY,
1993).
Sob uma disposição simplificada, a reação para otimizar é a conversão de
propileno em ácido acrílico através da utilização de uma reação catalisada, dada por:

3
𝐶3 𝐻6 + 2 𝑂2 → 𝐶3 𝐻4 𝑂2 + 𝐻2 𝑂 (4)

A reação (5) concorrente produz uma commodity vendável, ácido acético,


enquanto a reação (6) só produz gases de purga, contudo, a cinética é favorável para
o produto desejado, ácido acrílico e o produto secundário, ácido acético (LASKOWSKI
et al., 2017).

5
𝐶3 𝐻6 + 2 𝑂2 → 𝐶2 𝐻4 𝑂2 + 𝐶𝑂2 + 𝐻2 𝑂 (5)
9
𝐶3 𝐻6 + 2 𝑂2 → 3𝐶𝑂2 + 3𝐻2 𝑂 (6)

As reações secundárias deste processo incluem a oxidação total como


observado nas reações (7) e (9) e a produção de ácido acético através de propileno
ou acroleína ativados na reação (10). As reações do lado de oxidação total podem ser
minimizadas mantendo a temperatura do reator ao nível desejado removendo o
excesso de calor da reação altamente exotérmica (LASKOWSKI et al., 2017).

𝐶3 𝐻8 + 5𝑂2 → 3𝐶𝑂2 + 4𝐻2 𝑂 (7)

𝐶2 𝐻4 𝑂2 + 2𝑂2 → 2𝐶𝑂2 + 2𝐻2 𝑂 (9)


3
𝐶3 𝐻4 𝑂 + 2 𝑂2 → 𝐶2 𝐻4 𝑂2 + 𝐶𝑂2 (10)
19

A rede de reação é exibida na Figura 5 (abaixo) com as energias de ativação


mostradas nas vias, e os asteriscos indicando os produtos intermediários ativos.

Figura 5 – Caminho de Oxidação no Catalisador.

Fonte: Adaptada de Minhua e Yingzhe (2013).

A cinética das reações apresentada anteriormente é descrita pela seguinte


expressão:

−𝐸
𝑟𝑖 = 𝑘0,𝑖 𝑒𝑥𝑝 [ 𝑅𝑇𝑖 ] 𝑃𝑃𝑟𝑜𝑝𝑒𝑙𝑒𝑛𝑡𝑒 𝑃𝑜𝑥𝑖𝑔ê𝑛𝑖𝑜 E.Q 1

Em que, as pressões parciais estão em kPa. As energias de ativação e os


termos pré-exponenciais para as reações de (4) a (6) são apresentadas na tabela 3.

Tabela 3 – Energia de ativação e fator pré-exponencial para cada uma das reações
dentro do processo.
FATOR PRÉ-
ENERGIA DE ATIVAÇÃO
REAÇÃO EXPONENCIAL 𝒙
[kcal⁄kmol]
⌈𝒌𝒎𝒐𝒍 𝒉⁄ 𝟑 ⌉
𝒎 𝒓𝒆𝒂𝒕𝒐𝒓 (𝑲𝑷𝒂)𝟐

1 15,0 1,59105 C3 H4 O
2 20,0 8,83105 C2 H4 O
3 25,0 1,81108 3CO2
Fonte: Adaptada de Laskowskl (2007, p. 250).
20

O fluxo de gás através do leito é assumido como pistonado, e considera-se


adicionalmente que 10% do gás passa pelo o catalisador. Esta hipótese é feita para
levar em consideração o curto-circuito que ocorre em reatores de leito fluidizado reais.
A reação formando propileno a partir de propano é o primeiro passo na
formação de todos os produtos observados e que o passo de limitação da velocidade
é a reação entre o propano e um sitio aberto na superfície catalítica.
21

3 SIMULAÇÃO DA PLANTA QUÍMICA

3.1 SIMULADOR COCO

A simulação pode ser definida como o uso de um modelo matemático para


gerar a descrição do estado de um sistema. A maior vantagem do processo de
simulação é que fornece uma boa visão do comportamento de um sistema de um
processo real. Isto é particularmente verdadeiro para sistemas complexos com várias
variáveis interativas. Modelo matemático baseado em computador, responde a
mudanças nos mesmos parâmetros que faz um processo real, a simulação fornece
um método conveniente, barato e seguro de entendimento do processo, sem haver a
necessidade experimentar em uma planta de processo operacional (Raman, 1985).
Ao longo dos anos, a simulação de processos, baseados em computadores,
percorreu um longo caminho dos algoritmos BASIC e FORTRAN executados em
grandes computadores, para modernos e pacotes de software muito mais complexos,
como Aspen Plus ™, ChemShare, ChemCAD, FLOWTRAN, HYSYS e Pro II que
podem ser executados em todos os tipos de computadores (Raman, 1985). A
evolução do computador pessoal nas últimas duas décadas, tornou o acesso a
simulação de processo acessível a muitos engenheiros. A simulação de um estado
estável é uma ferramenta poderosa que permite aos engenheiros de processo estudar
as plantas e seu comportamento, e analisar os efeitos das mudanças nos parâmetros
do processo usando a simulação de programas (Raman, 1985).
As Indústrias de Processos Químicos se beneficiaram com a simulação de
processos, analisando novos projetos de desenvolvimento, estudando a viabilidade
econômica de próximas tecnologias e otimização e desembaraço de plantas
existentes.
Os modelos de simulação de processo são desenvolvidos usando dados
paramétricos de plantas existentes ou a literatura. A vantagem de pacotes de
simuladores modernos é o construído em modelos termodinâmicos e bancos de
dados, que tornam a tarefa de cálculos de processo em um computador muito simples.
Um modelo de processo detalhado que se adapta precisamente aos dados da planta
permite estudar a planta e suas ineficiências em profundidade e ajuda o engenheiro a
reduzir os custos, investigue as modificações do projeto, otimize o processo, aumente
22

a eficiência, reduza experimentação pesada e dispendiosa e melhore a qualidade do


produto. Um fluxograma lógico para o desenvolvimento de uma simulação de
processo é mostrado na Figura 6.

Figura 6 – Fluxograma lógico.

Fonte: Adaptada de Laskowskl (2007).

O software COCO tem muitas vantagens como um simulador de processo. Os


modelos termodinâmicos de operação da unidade, estão incorporados, não havendo
necessidade de programar individualmente. O simulador pode facilmente lidar com
sólidos, o que é uma grande vantagem sobre muitos outros pacotes de software.
Mesmo com todas as capacidades incorporadas, o software COCO é facilmente
personalizável quando necessário (Manual do Usuário software COCO, 2003).
A simulação de estado estacionário no software COCO permite ao usuário
prever o comportamento de um sistema usando balanceamento básico de massa e
energia, cinética de reação, fase e equilíbrio químico. Com o software COCO pode-se
facilmente manipular a configuração do fluxograma, composições de alimentação e
condições operacionais para prever o comportamento das plantas e conceber
melhores plantas (Manual do Usuário software COCO, 2003).
23

3.2 MODELOS NO SOFTWARE COCO

O software COCO possui um extenso banco de dados de especificações e


propriedades de componentes puros. O banco de dados incorporado contém
parâmetros para quase 8500 componentes, que incluem espécies orgânicas,
inorgânicas e de sal. As espécies presentes em fluxos de alimentação de processo e
possíveis produtos são definidas na forma de especificação de componentes (Manual
do Usuário software COCO, 2003).
A estimativa de propriedades termodinâmicas precisas e de componentes e
misturas puros é vital para qualquer processo (Carlson, 1996). A estimativa de
propriedade no software COCO pode ser realizada usando mais de 80 modelos
termodinâmicos baseados em EOS incorporados no simulador. (Manual do Usuário
software COCO, 2003).
As propriedades para os componentes no modelo de reator podem ser
calculadas a partir do estimador de propriedades baseadas em Equações de Estado
(EOS) SOLIDES, uma vez que é o estimador de propriedades recomendado para
sólidos. Um dos motivos para escolher se o software COCO como um simulador, foi
porque ele permite ao usuário incluir sólidos nos modelos de processo simulados. As
propriedades para os componentes do modelo de simulação do reator podem ser
avaliadas usando o estimador baseado em modelos de líquido não aleatório (NRTL),
uma vez que é um sistema de vapor líquido (VLE), que opera a uma pressão de menos
de 10 atm com uma suposição de um não-eletrólito, e o método NRTL é recomendado
para tais condições (Raman, 1985).
O software COCO possui uma biblioteca de modelos que está equipada com
modelos de reator principalmente categorizados como: reatores baseados em
equilíbrio ou estequiometria, reatores baseados em equilíbrio e reatores baseados em
cinética. O modelo de reator no software COCO é modelo que calcula o equilíbrio
sólido-líquido-vapor, considera os equilíbrios simultâneos de fase química e possui
uma abordagem baseada em temperatura para equilíbrio (Manual do Usuário software
COCO, 2003).
Por isso, torna o modelo de reator adequado para simular o gaseificador. Para
a modelagem do reator, podem ser utilizados um modelo de reator estequiométrico,
baseado em balanço, e um modelo de reator de Gibbs, baseado em equilíbrio. A janela
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da folha de fluxo do processo e a biblioteca de modelos no software COCO permitem


que o usuário construa o fluxograma de forma gráfica (Manual do Usuário software
COCO, 2003).
A biblioteca modelo está equipada com uma série de equipamentos de
processos, modificadores e conectores a partir dos quais uma planta de processo e
suas seções podem ser projetadas. Os diagramas de fluxo desenvolvidos para o
reator com base no modelo do reator estequiométrico são mostrados nas Figuras 7 e
8.
É possível simular as variáveis de estado para o sistema como temperatura,
pressão e fluxo são, assim como as composições molar das correntes de entrada para
o reator.
A figura 7 mostra o fluxograma para a seção de mistura do processo.

Figura 7 – Diagrama do processo da seção de mistura.

Fonte: Adaptada de Minhua e Yingzhe (2013).

A figura 8 mostra o fluxograma para a seção do reator do processo, que inclui


o circuito de refrigeração e o tambor flash.
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Figura 8 - Diagrama do processo do reator.

Fonte: Adaptada de Minhua e Yingzhe (2013).

O software COCO é equipado com uma série de ferramentas de análise de


modelos, como análise de sensibilidade, ajuste de dados, otimização e análise de
restrições. A ferramenta de análise de sensibilidade pode ser utilizada para analisar e
prever o comportamento do modelo para mudanças nas principais variáveis
operacionais e de projeto (Manual do Usuário software COCO, 2003).
As variáveis do processo, como a temperatura e a relação do gás e fluido,
podem ser variadas para estudar o efeito sobre a composição dos gases de escape
do reator. A composição da alimentação dos gases de entrada para o reator pode ser
variada para estudar o efeito na produção de ácido acrílico. Esses estudos são úteis
para prever cenários em uma variedade de variáveis operacionais e fornecer soluções
em uma análise (Manual do Usuário software COCO, 2003).
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CONSIDERAÇÕES FINAIS

Por meio dessa pesquisa bibliográfica constatou-se que o comportamento de


processos na indústria vem sendo estudados utilizando as ferramentas de modelagem
e simulação, devido às possibilidades em se testar diversas condições operacionais
sem alterar a funcionalidade real do equipamento ou processo, além de permitir testes
com intuito de se chegar ao ótimo operacional.
Embora seja tradicional produzir ácido acrílico a partir de propileno,
desenvolvimentos recentes em tecnologia de catalisadores tornaram possível
converter propano em acrílico ácido. Serão necessárias melhorias tecnológicas e de
design significativas sob esses cenários para melhorar a eficiência de custos e manter
a competitividade. Uma consideração importante para avançar com este processo é
a precisão do projeto de seção de reator que foi baseado em dados de cinética
limitada. Mais pesquisas são necessárias para estimar as taxas de reação e outros
parâmetros de cinética necessários.
Quanto ao programa utilizado COCO, pôde-se perceber que o programa possui
uma interface de fácil utilização e apresentando grade potencial na simulação da
planta de produção de ácido acrílico, mostrando os resultados de forma pratica e fácil
por meio de tabelas, facilitando o entendimento do processo, como também,
facilitando a busca por melhorias.
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