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Editado pela área de Comunicação Corporativa e Responsabilidade Social – Junho /08

Suzano Papel e Celulose


Capa impressa em papel Duo Design® 250 g/m2 e miolo impresso em papel Couché Matte® 150 g/m2 da Suzano Papel e Celulose, produzido a partir de florestas renováveis de eucalipto. Cada árvore utilizada foi plantada para esse fim.

Eucaliptocultura e
Entre em contato conosco
desenvolvimento socioambiental
Suzano Papel e Celulose
www.suzano.com.br

Suzano Responde
0800-774-7440
suzanoresponde@suzano.com.br

O selo FSC garante que este livro foi impresso em papel feito com
madeira de reflorestamentos certificados de acordo com rigorosos
critérios sociais, ambientais e econômicos estabelecidos pela

Eucaliptocultura e desenvolvimento socioambiental


organização internacional FSC (Conselho de Manejo Florestal)

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Eucaliptocultura e
desenvolvimento socioambiental

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6|7 Eucaliptocultura e
desenvolvimento socioambiental

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S omos uma Empresa de base florestal com atuação no
mercado global e líder no mercado brasileiro nos segmentos
de papéis para imprimir e escrever e papelcartão. Em mais de
oito décadas de atuação, nossa trajetória é fortemente marcada
pelo pioneirismo e inovação, pelo desenvolvimento em parceria
com a sociedade e pelo respeito ao meio ambiente.
Nossa estratégia de negócio é orientada pelos princípios da
sustentabilidade, o que significa que trabalhamos com vistas
a criar condições para renovar os ciclos de crescimento. Para
isso, procuramos gerar valor e benefícios para todas as partes
envolvidas, investindo na construção de relações de qualidade
e na melhoria das condições de vida das comunidades onde
estamos inseridos.
Toda a nossa produção é baseada em florestas plantadas para
este fim, onde realizamos o manejo sustentável, aplicando um
conjunto de tecnologias e práticas de gestão capazes de conciliar
o cultivo do eucalipto com a conservação dos recursos naturais,
a preservação ambiental e o respeito às comunidades.
Acreditamos que as florestas plantadas, de modo geral, e a
eucaliptocultura em particular, têm prestado importante con-
tribuição ao desenvolvimento econômico regional e nacional,
bem como à conservação ambiental. Com a segunda edição
deste Manual de Eucaliptocultura, nosso objetivo é ampliar e
disseminar esses conceitos para a sociedade, buscando aumen-
Área de plantio e corredores tar o conhecimento sobre o tema e destacar as contribuições
ecológicos, interligando
reservas de matas nativas, diretas e indiretas que o setor vem prestando ao País, ao longo
em Mucuri (BA)
dos últimos anos.

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Sumário Eucaliptocultura e de
Desenvolvimento e conservação
no Brasil e no mundo

A opção pelo eucalipto 13

Florestas 23

8|9 Eucaliptocultura e
desenvolvimento socioambiental

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a e desenvolvimento socioambiental
Produzir e Conservar

Glossário 58
Manejo sustentável 31
Bibliografia 60
Desenvolvimento regional 43 Créditos 61

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Desenvolvimento e co
no Brasil e n

10 | 11 Eucaliptocultura e
desenvolvimento socioambiental

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Florestas

plantadas geram

riqueza social

e conservam o

e conservação meio ambiente

e no mundo

O
plantio florestal, em geral, e a eucaliptocultura, em
particular, tornaram-se uma importante atividade
produtiva no Brasil, fonte de riqueza e desenvolvimento
social, bem como de conservação ambiental. As florestas
plantadas são fontes de matéria-prima para várias fina-
Florestas plantadas convivem em lidades, contribuindo decisivamente para a preservação
harmonia com reservas naturais

de matas nativas.

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Dormentes de estrada

de ferro, lenha para

fogões domésticos e

caldeiras de locomotivas:

assim o eucalipto

ganhou espaço no Brasil

12 | 13 Eucaliptocultura e
desenvolvimento socioambiental

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Mudas de eucalipto

A opção pelo eucalipto


O
eucalipto é natural da Austrália, onde evoluiu por
milhares de anos em ambientes secos e solos pou-
co férteis. Sob essas condições, ganhou características
importantes, como a resistência e o crescimento rápido.
Atualmente, existem cerca de 700 espécies de eucalipto.
Planta da família das mirtáceas, a mesma da goiabeira,
da jabuticabeira e da pitangueira, é de fácil adaptação
a diferentes tipos de solo e de clima, o que o torna uma
espécie ideal para a formação de florestas plantadas.
O plantio sistemático do eucalipto começou nas primeiras
décadas do século 19 e, no século 20, o eucalipto passou
a ser a espécie florestal mais plantada no mundo. Eucalipto em talhão de plantio

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Floresta plantada de eucalipto

Eucalipto no Brasil
Os primeiros eucaliptos chegaram ao Brasil como planta orna- se popularizar no Brasil no fim dos anos 1940. Conquistando
mental em 1825, no Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Em 1868, espaço como fonte alternativa de energia, o eucalipto reduziu
começou a ser plantado no Rio Grande do Sul para a produção a pressão sobre as florestas nativas.
de lenha e formação de quebra-ventos. Até os anos 1960, a área plantada no Brasil era de aproximada-
No início do século 20, Edmundo Navarro de Andrade, cientista mente 400 mil hectares. Esse quadro mudou radicalmente com
e diretor do Serviço Florestal da Companhia Paulista de Estradas os incentivos fiscais para projetos de reflorestamento lançados
de Ferro do Estado de São Paulo, pesquisou várias espécies flo- em 1966 pelo governo brasileiro. O plantio de eucalipto se
restais para produzir dormentes e energia para as locomotivas a multiplicou, principalmente nas Regiões Sul e Sudeste, onde a
vapor. Depois de muitos estudos, optou pelo eucalipto, tornando- cobertura de florestas naturais já era reduzida.
se o pioneiro na eucaliptocultura no Brasil. Em 1973, um relatório da FAO indicava que a área plantada
Plantado em larga escala no fim da década de 1930, o euca- com eucaliptos no Brasil era a maior do mundo, acima de 1
lipto começava a ser utilizado como combustível na indústria milhão de hectares, mais do que o dobro da área plantada na
siderúrgica e nos fogões domésticos – o gás liquefeito de Índia, segunda colocada. Hoje, a área plantada com eucalipto
petróleo (GLP) como combustível doméstico só começou a no Brasil já supera 3,7 milhões de hectares.

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desenvolvimento socioambiental

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Talhão de plantio
em Mucuri

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Pesquisa e desenvolvimento
O pioneirismo na utilização da celulose de eucalipto exigiu associados ao novo negócio, impulsionaram a busca por espé-
um esforço adicional de pesquisa e desenvolvimento. Os es- cies mais resistentes e produtivas.
tudos científicos sobre a cultura de eucalipto estavam apenas Ao longo do tempo, empresas e centros de pesquisa foram
começando, as florestas apresentavam baixa produtividade, as acumulando um amplo conhecimento sobre as espécies, pro-
técnicas de manejo eram pouco desenvolvidas e as espécies, moveram sua melhoria, aperfeiçoaram técnicas de formação
pouco resistentes para o plantio em larga escala. Os desafios, de mudas, de preparação e conservação de solos, de plantio e
monitoramento das florestas plantadas.
Paralelamente, com o avanço da legislação de proteção am-
biental em todo o mundo, o manejo florestal incorporou novas
técnicas e práticas para preservar a vegetação nativa e os manan-
ciais, bem como para recuperar áreas degradadas. Atualmente,
todo projeto florestal é submetido a um rigoroso processo de
licenciamento ambiental por parte dos órgãos governamentais,
constituindo-se um dos setores do agronegócio brasileiro mais
coerentes com a legislação ambiental.
A pesquisa científica e a experiência acumulada ao longo de
décadas confirmam que a cultura do eucalipto é sustentável, ou
seja, é economicamente viável, ecologicamente correta e van-
tajosa para as comunidades próximas às áreas de plantio, que
podem se beneficiar da dinamização das atividades econômicas
resultante das atividades empresariais.

Produção de mudas: atividade de


micropropagação no Centro Tecnológico da
Suzano Papel e Celulose, em Itapetininga (SP)

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desenvolvimento socioambiental

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Lucinilda Souza e Joana Aparecida Silva
(ao fundo) no viveiro de mudas de Mucuri

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Conservação da água e dos solos
Nas florestas de eucalipto, a água da chuva chega com mais O sistema radicular do eucalipto – formado por uma raiz cen-
intensidade ao solo do que nas florestas tropicais. Por serem tral e uma extensa rede de raízes secundárias – tende a trazer
mais densas, as florestas tropicais retêm mais água nas copas das os nutrientes mais próximos à superfície, ajuda a estruturar o
árvores e a evaporação começa antes de atingir o solo. solo, aumenta sua capacidade de armazenamento de água,
As raízes do eucalipto não ultrapassam três metros de pro- drenagem e aeração, e contribui para manter a qualidade dos
fundidade e não alcançam os lençóis freáticos, quase sempre recursos hídricos.
em locais mais profundos. A maior parte da água absorvida Essas características, combinadas com técnicas de cultivo
durante o crescimento vem da superfície do solo, alimentado mínimo desenvolvidas pela Suzano Papel e Celulose, além de
pela chuva. Além disso, o eucalipto produz mais matéria-prima proteger o solo da erosão, ajudam a recuperar sua fertilidade,
por quantidade de água absorvida quando comparado a outras pela incorporação de matéria orgânica (folhas, cascas e raízes) e
culturas agrícolas. pela adubação complementar.
Além dessas vantagens estruturais, nas últimas décadas, a eu-
caliptocultura tem se desenvolvido em áreas de baixa fertilidade
Consumo de água
natural e em terrenos exauridos, representando ganhos ambien-
tais evidentes, pelo aumento da cobertura vegetal, recuperação
dos terrenos e manejo dos recursos hídricos.
Floresta
de eucalipto
900 mm/ano Eficiência no uso da água
(Quantidade de água necessária
para produzir 1 quilo de matéria)

Eucalipto
Mata
350 l/kg
Atlântica
1.200 mm/ano Cana-de-açúcar

500 l/kg

Milho

1.000 l/kg

Floresta Soja
Amazônica 2.000 l/kg
1.500 mm/ano
Fonte: SIF Fonte: UFV

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desenvolvimento socioambiental

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Além de absorver o carbono em
excesso na atmosfera, o plantio

Contra o efeito estufa florestal preserva os solos e


conserva a umidade do ambiente

Segundo os cientistas, a principal causa das mudanças climáticas


está no agravamento do “efeito estufa”, provocado pelo aumento
gradativo da concentração na atmosfera de gases resultantes da
queima de combustíveis fósseis, principalmente do carbono, que
retêm o calor das radiações solares.
Florestas em formação absorvem carbono, seqüestrando-o da
atmosfera. Esse fato foi reconhecido pelo Painel Intergoverna-
mental de Mudanças Climáticas (IPCC) da ONU – fórum cientí- Empresas com atividades que seqüestram carbono da atmosfera
fico para análise e discussão dos temas do Protocolo de Kyoto, recebem certificados de redução de emissões (créditos de carbo-
acordo internacional que pretende reduzir em 5,2% as emissões no) e aquelas que não conseguem reduzir suas emissões podem
de carbono no mundo até 2012. O Protocolo estabelece limites compensá-las com a compra desses créditos.
para a emissão dos países industrializados e cria os chamados A Suzano Papel e Celulose foi a primeira empresa com 100%
“mecanismos para o desenvolvimento limpo”, que incluem desde das florestas plantadas de eucaliptos no mundo a ser relacionada
a geração de energia não-poluente até projetos que contribuam pela Chicago Climate Exchange – CCX (entidade organizada em
para remover o carbono da atmosfera, dentre eles, o plantio de bases semelhantes a uma bolsa de mercadorias e futuros), para
florestas e a recuperação de áreas degradadas. negociar créditos de carbono.

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Biodiversidade
As florestas de eucalipto convivem com espécies da fauna
e da flora brasileiras. O plantio em mosaico, intercalado com
áreas de preservação, propicia um ambiente adequado para a
manutenção e a reprodução da fauna. Além disso, as áreas de
preservação são utilizadas como corredores ecológicos, favore-
cendo a circulação, garantindo abrigo e acesso à alimentação
para diferentes espécies.
No Brasil, a legislação exige a preservação das áreas de manan-
ciais (áreas de preservação permanente – APP) e que pelo menos
20% da propriedade seja destinado à conservação da vegetação
nativa (áreas de reserva legal – RL). A Suzano Papel e Celulose
possui cerca de 40% de suas áreas destinadas para a preservação,
mantendo reservas naturais de alto valor de conservação nos
biomas Cerrado e Mata Atlântica.
O plantio de eucalipto também pode ser feito em consórcio
com outras culturas agrícolas e atividades pastoris, como ocorre
em algumas áreas de fomento florestal mantidas pela Empresa.
A eucaliptocultura promove assim a diversificação da produção,
dinamizando a economia e gerando oportunidades de trabalho
e renda para moradores das comunidades vizinhas.
Inclusão social
A eucaliptocultura traz divisas para o País, injeta recursos na
administração pública na forma de impostos e incrementa a infra-
estrutura local por meio da abertura de estradas vicinais, melhorias
nos serviços de transporte e investimentos nas áreas de saúde,
educação e segurança.
Além disso, a atividade abre oportunidades de trabalho e
geração de renda por meio de empregos diretos ou indiretos e
estimula o espírito empreendedor, incorporando moradores das
regiões próximas às áreas de cultura à cadeia produtiva, seja como
fornecedores de madeira – por meio de projetos de fomento – e
O plantio de eucalipto em
consórcio com a pecuária de outros insumos, seja como prestadores de serviços.

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João Batista Lopes Filho,
viveiro de mudas em Mucuri

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Plantio de eucalipto

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desenvolvimento socioambiental

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Plantar florestas

Carol Rodrigues
vem atraindo um

número crescente

de pequenos e médios

proprietários rurais Plantio de eucalipto,


sul da Bahia

Florestas

N
a história da humanidade, a madeira foi por muito
tempo a principal fonte de energia, além de matéria-
prima essencial para a construção de moradias e meios
de transporte, e também para a confecção de móveis, de
ferramentas e de utensílios. Com o crescimento da popu-
lação mundial e o aumento da demanda, a sociedade foi
percebendo que as fontes de madeira se esgotariam se os
seus ciclos de renovação e crescimento não fossem respei-
tados. Assim surgiram os primeiros plantios florestais.

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Colheita mecanizada no sul da Bahia

As florestas plantadas para produzir madeira para diferentes


usos são essenciais para a conservação das florestas naturais. Sua
presença reduz a pressão sobre as matas nativas, permitindo a
recuperação de áreas degradadas e a conservação dos solos. A
Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação Áreas florestais e abastecimento
(Food and Agriculture Organization – FAO) estima que existam
de madeira no mundo
atualmente em todo o mundo cerca de 3,86 bilhões de hectares Naturais 3,68 bilhões ha (95%)
de florestas, dos quais, 187 milhões de hectares são de florestas Plantadas 187 milhões ha (5%)
plantadas. Apesar de representarem apenas 5% do total das
áreas florestais do planeta, já fornecem 35% da madeira usada Origem da madeira utilizada no mundo
pela humanidade. Florestas naturais 65%
As modernas práticas de manejo mostram que é possível plantar Florestas plantadas 35%
florestas homogêneas e preservar o meio ambiente, beneficiando
Fonte: Revista Sustentabilidade do Setor Florestal – Bracelpa
as comunidades existentes em suas proximidades.

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desenvolvimento socioambiental

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Negócios florestais
No mundo inteiro, as florestas plantadas integram cadeias engloba também empresas voltadas para geração de energia
produtivas importantes para a geração de renda. No Brasil, sua e para a indústria de madeira e móveis. Dentre as florestas
importância econômica é crescente. Já existem no País 5,56 plantadas no País, 67,45%, ou 3,75 milhões de hectares, são
milhões de hectares de florestas plantadas (pinus e eucalipto). culturas de eucalipto utilizado na produção de celulose, papel,
A maior parte, cerca de 30% do total, ou 1,57 milhão de hec- carvão vegetal, chapas e aglomerados.
tares, é destinada à produção de papel e celulose, mas o setor A cadeia produtiva com base em florestas plantadas gera 4,6
milhões de empregos, diretos e indiretos, e é responsável por
4,5% do Produto Interno Bruto (PIB-2006). Os números são
expressivos, mas a participação brasileira no mercado mundial
ainda é pequena e há muito campo para se expandir.
Plantar florestas tornou-se um bom negócio e atrai um número
crescente de pequenos e médios proprietários rurais. Em 2006, o
número total de beneficiados por projetos de fomento florestal
do setor superou os 17 mil, sendo responsáveis por 25% dos
novos plantios florestais realizados durante o ano, e, ao todo,
Embarque de celulose no Portocel,
município de Aracruz (ES)
detêm uma área total de 340 mil hectares.
Os plantios florestais também contribuem de forma decisiva para
Florestas plantadas no mundo conservar a fertilidade dos solos, evitando a erosão; cumprem

Florestas plantadas
importante papel na retenção da umidade trazida pelas chuvas,
País
(milhões de hectares) na absorção do carbono presente na atmosfera, mitigando as
1º China 45,1 causas do efeito estufa e do aquecimento do planeta.
2º Índia 32,5 No Brasil, é crescente a área de florestas cujo manejo é cer-
3º Rússia 17,3
tificado por instituições reconhecidas – uma garantia de que o
4º EUA 16,2
empreendimento cumpre a legislação ambiental e trabalhista,
5º Japão 10,6
além de promover o bem-estar das comunidades.
6º Indonésia 9,9
7º Brasil 5,2
8º Tailândia 4,9
9º Ucrânia 4,4
10º Irã 2,2
Outros 43,3
Total 191,6
Fonte: FAO, 2007, Revista Sustentabilidade
do Setor Florestal – Bracelpa

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Negócios – Brasil
Área plantada Exportações
(pinus e eucalipto) US$ 6,1 bilhões
5,56 milhões de hectares (3,8% do total exportado pelo País)

Área de preservação Impostos


1,4 milhão de hectares R$ 8,45 bilhões
(0,92% do total arrecadado no País)
Valor bruto da produção
R$ 26 bilhões (setor) Empregos
R$ 56,6 bilhões 4,6 milhões (diretos e indiretos)
(cadeia produtiva)

Fonte: Anuário Estatístico da Abraf 2008 / Ano base 2007

Plantios atuais Florestas plantadas e seqüestro de carbono


Eucalipto 3,75 milhões
Remoção de gás carbônico
Pinus 1,81 milhão 1,8 t CO2/t madeira
(CO2) da atmosfera
Outros* 0,43 milhão
*acácia, araucária, teca, populus e seringueira Liberação de oxigênio (O2)
1,3 t O2/t madeira
Fonte: Anuário Estatístico da Abraf 2008 / Ano base 2007
para a atmosfera

Estoque de carbono 20 kg CO2/árvore/ano

Florestas Plantadas não Fonte: Sustentabilidade do Setor Florestal – Bracelpa

competem com a Agricultura


Tipo Área Total %
(milhões de hectares)

Campos naturais e pastagens 220 25,9 Florestas com manejo certificado


Lavouras temporárias 47 5,5 Florestas nativas 2,9 milhões de ha

Lavouras Permanentes 15 1,8 Florestas plantadas* 3,1 milhões de ha

Florestas Cultivadas 5,7 0,7 Total 6,0 milhões de ha

Outros 563,2 66,1 *Celulose e papel 2,3 milhões de ha

Total 850,4 100 Fonte: Sustentabilidade do Setor Florestal – Bracelpa

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Eucaliptos em formação
seqüestram o carbono da atmosfera

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Uma trajetória

de pioneirismo,

inovação e

desenvolvimento em

parceria com

a sociedade

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Produzir
e Conservar
N
ossa empresa possui quatro unidades industriais,
três no Estado de São Paulo e uma na Bahia, além
de 50% da unidade da Ripasa de Americana (SP). Nossas
áreas florestais distribuem-se pelos Estados de São Paulo,
Espírito Santo, Bahia, Minas Gerais e Maranhão, onde
estamos presentes em mais de 40 municípios, gerando
trabalho, renda, contribuindo para o dinamismo da eco-
nomia e o desenvolvimento socioambiental.
Investimos em processos produtivos ecoeficientes, na
conservação de ecossistemas e na restauração de áreas
degradadas, bem como em programas que resultem na
elevação da qualidade de vida das comunidades próxi-
mas às áreas industriais e florestais – melhoria na infra-
estrutura de saúde e de educação, geração de trabalho e
Unidade Mucuri, Bahia

renda, promoção cultural e educacional.

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Plantio de eucalipto
em Itapetininga (SP)

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desenvolvimento socioambiental

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Mudas de eucalipto – São Miguel Arcanjo (SP)

Manejo sustentável
A produção

florestal em

E
m todas as nossas áreas de plantio, realizamos ma-
nejo florestal sustentável – conjunto de tecnologias e
harmonia com o
práticas de gestão capaz de conciliar o cultivo do eucalipto
de forma economicamente viável, com a conservação dos meio ambiente e
recursos naturais, a preservação ambiental e o respeito
às comunidades. as comunidades

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Centro Tecnológico
em Itapetininga (SP)

Pioneirismo em
Inovação mundial
celulose de eucalipto Em 24 de agosto de 1957, a Companhia Suzano produziu suas
primeiras 30 toneladas de celulose branqueada a partir do euca-
A trajetória da nossa Empresa é marcada pelo pioneirismo,
lipto. O feito foi o primeiro no Brasil e nas Américas. Em pouco
inovação e compromisso com o desenvolvimento econômico e
tempo, a Companhia Suzano passou a fabricar papel com 30%
social. Até os anos 1950, toda a produção brasileira de papel era
de celulose de eucalipto. A quantidade foi crescendo até que, em
feita a partir de celulose de pinus, matéria-prima importada, cujo
1960, pela primeira vez no mundo, foi produzido um bom papel
abastecimento era sujeito a interrupções e períodos de escassez. com 100% de celulose branqueada de eucalipto.
Percebendo nesse inconveniente uma grande oportunidade de Começa aqui uma grande transformação em toda a indústria
negócio, Leon Feffer e seu filho Max Feffer conduziram um pro- de papel e celulose de alcance mundial. Num primeiro momento,
cesso de pesquisa, em parceria com a Universidade de Gainsville a novidade ajudou o País a superar sua dependência da celulose
– Flórida, com diversas espécies florestais, além de outras culturas, importada. Com o aumento da produção, em 1978, passamos a ser
como sisal e o bagaço de cana, em busca de novas fontes de exportadores dessa matéria-prima, que hoje é um item importante
matéria-prima. O eucalipto apresentou os melhores resultados. na pauta do comércio externo brasileiro.

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desenvolvimento socioambiental

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Pesquisa científica
Além de pioneiros mundiais no desenvolvimento da celulose
de eucalipto, também fomos os primeiros no País a constituir
uma Diretoria de Recursos Naturais, em 1957. Na década de
1980, inovamos, mais uma vez, ao criarmos uma Gerência de
Meio Ambiente. Mantemos um investimento contínuo em pes-
quisas voltadas ao aperfeiçoamento das espécies de eucalipto,
dos processos ecoeficientes aplicados à silvicultura e à indústria.
Isso resultou em uma grande conquista: em 1996, fomos a pri-
Leandro de Souza, eletricista da Unidade Mucuri, com os
meira empresa de papel e celulose do mundo e a primeira das equipamentos de segurança para operar na sala elétrica

Américas, independentemente do setor, a obter a certificação


ambiental ISO 14001. Certificações
O aperfeiçoamento dos métodos de gestão e de manejo florestal,
Com mais de três décadas de pesquisas – em laboratórios próprios
bem como a qualificação dos recursos humanos próprios ou de
ou em centros de investigação científica no País e no exterior –,
terceiros, resulta na conquista de várias certificações.
acumulamos conhecimentos em melhoramento genético, bio-
tecnologia, manejo florestal, preservação ambiental e produção
ISO 9001
sustentável de mudas, nos mais diferentes ambientes.
Qualidade dos processos e produtos.

ISO 14001
Gestão e tratamento eficaz dos aspectos ambientais. Primeira do
setor de papel e celulose no mundo a receber este certificado.

OHSAS 18001
Reconhece que a Empresa realiza a gestão adequada de segurança
e saúde ocupacional.

Selo FSC – Forest Stewardship Council


Pelo manejo florestal com respeito ao meio ambiente e aos as-
pectos sociais. A Unidade localizada em Mucuri (BA) conquistou
o selo em 2004, a Unidade de Suzano (SP), em 2006, e a Unidade
Embu, em 2008.

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Plantio em mosaico: talhões com
diferentes épocas de colheita,
entremeados por áreas de reserva
de vegetação nativa

Plantio em mosaico
e cultivo mínimo
Uma das técnicas de manejo sustentável que adotamos é o
plantio em mosaico, com talhões menores, entremeados por ve-
getação nativa, formando corredores ecológicos para que a fauna
e flora possam circular livremente. Procuramos, também, dividir
as áreas de plantio em sete setores, plantando um a cada ano de
forma rotativa. Como o eucalipto é colhido aos sete anos, agindo
dessa forma reduzimos o impacto ambiental e visual. Adotamos
a técnica de cultivo mínimo, mantendo o resíduo da colheita (fo-
lhas, cascas e galhos) no terreno para, assim, agregar nutrientes
ao solo, protegê-lo da erosão e preservar a umidade.

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desenvolvimento socioambiental

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Viveiros
A maior parte das mudas que utilizamos no plantio de eucalipto
vem de viveiros próprios localizados em Alambari (SP) e Mucuri
(BA). Essas mudas são geradas por clones e sementes desenvol-
vidos na própria Empresa, a partir de indivíduos selecionados. O
ciclo de produção, de 120 dias, começa com a coleta de brotos
no minijardim, coberto e protegido. Acondicionados em toletes,
os brotos permanecem 35 dias sob temperatura e umidade con-
troladas. Formadas, as mudas ou estacas são colocadas em áreas
de aclimatação, onde são submetidas às condições de intempéries
do campo até ficarem prontas para o plantio.
Muda de eucalipto

Viveiro de Alambari

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Biodiversidade
A Suzano Papel e Celulose possui 462 mil hectares de terra, dos
quais cerca de 40% são áreas de reserva. O plantio em mosaico,
com a formação dos corredores ecológicos, contribui para a con-
servação da biodiversidade.
Realizamos um rigoroso planejamento ambiental, mobilizando
equipes formadas por técnicos de várias áreas do conhecimento.
As práticas sustentáveis do sistema de plantio incluem o respeito
aos recursos hídricos e a delimitação dos corredores de vegeta-
ção natural para a movimentação da fauna e a restauração da
vegetação nativa.

Edson Endrigo

Saíra-das-sete-cores, ocorre em áreas de conservação


da Suzano Papel e Celulose em São Paulo e Bahia

Márcio Caliari, técnico do


departamento de Meio Ambiente,

Monitoramento e controle em atividade de monitoramento


florestal no sul da Bahia

Desde 1999 adotamos a Política para Manutenção da Biodi-


versidade no Manejo Sustentável de Plantações, com o moni-
toramento constante da biodiversidade em todas as áreas da
Empresa. Por meio do Bioindex (Índice de Diversidade Biológica),
avaliamos os grupos genéticos de clones e de sementes de eu-
calipto em idades de plantio, bem como a proporção das áreas
de reserva presentes nos mosaicos e o tipo e a fragmentação
da cobertura vegetal. Assim é possível determinar as áreas que
merecem mais atenção e direcionar o manejo florestal para o
aumento da diversidade.

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desenvolvimento socioambiental

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Mata nativa
no sul da Bahia

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Áreas de preservação
As áreas de preservação mantidas pela Empresa incluem reser- algumas áreas delimitadas, identificamos e medimos as diferentes
vas de Mata Atlântica e de Cerrado, ecossistemas reconhecidos espécies da flora para registrar a seqüência natural em que elas
internacionalmente como prioritários para a conservação por surgem e se desenvolvem no ecossistema.
sua biodiversidade e por estarem extremamente ameaçados e
fragmentados. São fragmentos remanescentes da vegetação
nativa original, ricos em biodiversidade, com espécies ameaçadas O Cerrado
O Cerrado é o segundo maior bioma em área do País, superado
de extinção, muitas vezes endêmicas, ou seja, que só existem
apenas pela Floresta Amazônica, e também um dos mais ameaçados.
naquela região. Entre elas, destaca-se o palmito-juçara (Euterpe
Ocupa cerca de 2 milhões de quilômetros quadrados, distribuídos
edulis), encontrado nas áreas de reserva da Empresa em São
por 10 Estados ou 23% do território brasileiro. Com altitudes que
Paulo, e o jacarandá-da-bahia (Dalbergia nigra), encontrado em
variam de 300 metros a 1.600 metros, apresenta diferentes paisagens,
áreas da Bahia.
que vão desde o Cerradão (com árvores altas, densidade maior e
Nessas áreas, desenvolvemos programas de monitoramento e
composição distinta), passando pelo Cerrado mais comum no Brasil
conservação ambiental em parceria com centros de pesquisa es- central (árvores baixas e esparsas), até o Campo Cerrado, além das
pecializados, como a Universidade Federal de Viçosa e o Instituto florestas de galeria ao longo dos rios. Abriga muitas comunidades de
de Pesquisas e Estudos Florestais (Ipef), da Universidade de São mamíferos, aves, répteis e invertebrados, além de uma importante
Paulo, entre outros. Nosso objetivo é verificar a saúde da floresta, diversidade de microorganismos, tais como fungos associados às
prevenir impactos e aperfeiçoar a tecnologia de conservação. Em plantas da região.

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desenvolvimento socioambiental

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Edson Endrigo
Áreas de reserva da Suzano Papel e Celulose:
mananciais na Mata Atlântica, na Bahia; samambaia Avifauna
silvestre, no Cerrado, em São Paulo; rios de montanha
em São Paulo; tiê-sangue, que ocorre nas áreas de
Mata Atlântica conservação da Empresa próximas ao litoral A presença de aves é um indicador universal para determinar as
Considerada Patrimônio Natural da Humanidade pela Unesco, é condições ambientais e o seu monitoramento ajuda a perceber as
o bioma de maior diversidade biológica do planeta e um dos mais alterações no meio ambiente e avaliar as melhorias introduzidas
ameaçados. Da área original, superior a 1,3 milhão de quilômetros no manejo florestal.
quadrados, restam apenas 7,3% em fragmentos descontínuos, em Investimos no monitoramento da avifauna em áreas de alto
uma larga faixa de terras próxima ao litoral. Engloba ecossistemas valor de conservação na Bahia, São Paulo, Espírito Santo e Minas
florestais diversificados, de grande riqueza em patrimônio genético
Gerais. Para esse trabalho, contamos com o apoio de técnicos
e paisagístico. Calcula-se que 55% das suas espécies arbóreas e 40%
de centros de pesquisa, universidades, como a Fundação Pró-
das não-arbóreas são endêmicas. No caso das bromélias e orquídeas,
Natureza (Funatura), entre outras.
esse número é de 70%. Também são endêmicos 39% dos mamíferos
Graças a esta iniciativa, conseguimos detectar a presença
que vivem na floresta, que abriga mais de 15% dos primatas exis-
de 30% das espécies existentes no Estado de São Paulo,
tentes no Brasil. Pela relevância desse bioma, em 2005, foi criado
nove delas entre as espécies ameaçadas de extinção, como
o Diálogo Florestal para a Mata Atlântica com o objetivo de criar
sinergias e potencializar as ações que vem sendo realizadas para
o gavião-florestal (Accipiter poliogaster), o pichochó (Sporo-

conservação do ecossistema, ampliando assim o número de agentes phila frontalis) e o papagaio-verdadeiro (Amazona aestiva).
comprometidos com a recuperação de sua biodiversidade. Na Bahia, as áreas da Empresa abrigam a araponga (Procnias
A Suzano Papel e Celulose é uma das coordenadoras do Diálogo nudicollis) e o papagaio-chauá (Amazona rhodocorytha),
junto com outras empresas e ONGs. espécies também ameaçadas.

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Rio Mucuri, na Bahia

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Água e manejo sustentável
As técnicas de manejo praticadas nas áreas de plantios, que prote-
gem o solo contra a erosão, são estratégicas para o meio ambiente,
pois contribuem para evitar o assoreamento dos cursos d’água.
Respeitamos as leis de proteção dos mananciais, preservando uma
faixa de 50 metros em torno das nascentes e 30 metros ao longo
dos cursos d’água. Superando as exigências legais, em parceria
com o Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais (Ipef), fazemos o
manejo integrado das microbacias, monitorando a qualidade e a
disponibilidade das águas superficiais e subterrâneas.
Nas unidades industriais, cumprimos as normas nacionais e
internacionais sobre tratamento de efluentes e controle am-
biental. Recuperamos todos os produtos químicos utilizados na
fabricação de papel e celulose, que são reutilizados na produ-
ção. Os resíduos orgânicos são tratados por meio de processos
biológicos para que a água utilizada nas fábricas retorne ao
meio ambiente sem causar impacto.

Replantando florestas nativas


Investimos na recuperação da cobertura vegetal nativa. No sul
da Bahia e norte do Espírito Santo, por exemplo, onde havia
grandes extensões de antigas pastagens, plantamos, nos últimos
15 anos, quase 2 milhões de espécies da Mata Atlântica.
Com o apoio da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz
(Esalq-USP), aprimoramos nossos métodos de restauração de
áreas degradadas. Utilizando técnicas variadas de acordo com o
terreno, em 2006 foram replantados 260 hectares com mudas de
90 espécies nativas, desenvolvidas em viveiro a partir de sementes
coletadas em diferentes áreas da Empresa.

José Felipe Sales Neto, prestador de serviços com sua


equipe de silvicultores: plantando espécies nativas

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Natália Nascimento,
moradora de Mucuri,
na oficina de tecelagem
da Associação Golfinho

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Desenvolvimento Humano
A presença da Suzano Papel e Celulose traz resultados positivos
para toda a comunidade. Um bom exemplo é a evolução do Índice
de Desenvolvimento Humano do Município (IDH-M) de Mucuri
entre 1991, quando a Empresa estava se instalando na região, e
no ano 2000, último índice apurado. Nesse período, o IDH-M de
Mucuri cresceu 31,4%, bem mais do que o IDH médio do Estado
da Bahia, que foi de 16,6%, ou o da capital, Salvador, de 7,2%.

Desenvolvimento regional
A
creditamos que o bom desempenho empresarial pode A Suzano integra
levar prosperidade para todos os elos da cadeia pro-
dutiva, para as comunidades próximas às nossas unidades operações competitivas
industriais e florestais e para o conjunto da sociedade. Por
e ecoeficientes que
isso, elaboramos um Plano Diretor de Relações com a Co-
munidade, que determina nossas ações nos 40 municípios
beneficiam a cadeia
em que atuamos prioritariamente e orienta os projetos e os
programas que elaboramos em parceria com a comunidade produtiva
nas áreas de educação, geração de renda, conservação do
meio ambiente, promoção cultural e da cidadania. e a comunidade

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Diálogos sociais
Mantemos canais de comunicação com as comunidades próxi-
mas às nossas áreas de operação pelos quais é possível esclarecer
dúvidas e oferecer sugestões. Um deles é o Suzano Responde,
um serviço de atendimento por e-mail e um número de telefo-
ne gratuito, disponível para os 40 municípios prioritários onde
atuamos. A análise das perguntas feitas nos ajuda a aprimorar
o relacionamento com as comunidades e a direcionar nosso
planejamento ambiental e social.
Outro canal de comunicação são os Fóruns Regionais, que
reúnem organizações e lideranças comunitárias, além de repre-
sentantes do poder público, com vistas a debatermos as manei-
ras de contribuir para o desenvolvimento local. Nesses fóruns,
somos apenas um dos protagonistas, dispostos a trabalhar com
os demais setores da sociedade.
Por fim, mantemos publicações periódicas e encontros com
associações comunitárias para o desenvolvimento de programas e
ações específicas, de forma a manter o diálogo com os moradores
e as organizações dos municípios de nossas áreas de operação. Fomento florestal
A inclusão de proprietários de terras próximas às nossas áreas
florestais à cadeia produtiva como fornecedores de madeira
traz benefícios para todos. Para os proprietários, a silvicultura
lhes oferece um retorno garantido e de baixo risco, proporciona
a diversificação do uso da terra, aumenta sua rentabilidade,
gerando empregos e serviços na região.
Atualmente, mais de 1.100 proprietários participam de nosso
programa de fomento florestal – 811 em São Paulo e 333 na
Bahia e Espírito Santo. O programa inclui fornecimento de mu-
das de eucalipto e espécies nativas para enriquecer as áreas de
preservação, assistência técnica e insumos (defensivos agrícolas
e adubos). Os proprietários, por sua vez, comprometem-se a
aplicar o manejo sustentável, respeitando as normas ambientais,
Iago Rodrigues Lopes e os avós, Laudelina de Oliveira e Aguinelo de Jesus:
cultivo de Maracujá, em Alcobaça (BA), apoiado pela Empresa sociais, fiscais e trabalhistas.

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Plantio de eucalipto em consórcio
com a pecuária, sul da Bahia

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Usos múltiplos do eucalipto
As florestas de eucalipto podem proporcionar várias oportu- Artesanato
nidades para as comunidades que vivem em suas vizinhanças. Os resíduos de eucalipto não aproveitados no processo de pro-

Para potencializá-las, desenvolvemos vários programas voltados à dução de celulose e papel podem ser usados como matéria-prima

geração de renda e formação profissional, que contribuem para para confeccionar objetos artesanais. O Programa Comunidade

o desenvolvimento regional. Produtiva capacita pessoas da comunidade como artesãos, aptos


a elaborar produtos ecológicos de design diferenciado. Há núcleos
de artesanato em São José, distrito de Alcobaça (BA), Helvécia,
Apicultura distrito de Nova Viçosa (BA), e Biritiba-Mirim (SP).
Como as floradas de eucalipto são generosas para a produção
de mel, criamos o Programa Apicultura Solidária, em parceria
com o poder público, associações de apicultores e outras organi-
zações da sociedade civil. Na Bahia, em São Paulo e no Vale do
Jequitinhonha (MG), o programa capacita pessoas e fornece kits
com equipamentos básicos para a atividade. Parte da produção
é doada a entidades sociais.

Núcleo de artesanato
de São José, Alcobaça (BA)

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Reunião de
moradores das
comunidades do sul
da Bahia – Projeto
ComUnidade Projeto ComUnidade
Promover a auto-organização da comunidade, resgatar suas
tradições culturais e capacitar seus moradores para se organiza-
rem em cooperativas de produção. Esse é o objetivo do Projeto
ComUnidade, promovido pela Associação dos Produtores de
Florestas Plantadas do Estado da Bahia (Abaf), e que apoiamos
em parceria com outras empresas da região. Fruto desse proje-
to, já foram fundadas a Associação de Moradores, Produtores
e Carvoeiros de Nova Brasília, a Cooperativa Nova Chance de
Carvoeiros de Cruzelândia e Oliveira Costa e a Cooperativa de
Juerana (Cooperana). Os moradores de Cândido Mariano-87 e
Taquari também estão participando do projeto e construindo
suas alternativas de organização e de trabalho.

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Educação
Acreditamos que o acesso à educação básica de qualidade é apoio à aprendizagem, reforma de escolas e incentivo à leitura.
condição indispensável para garantir o desenvolvimento regio- Sua realização envolve parcerias com o Instituto Ayrton Senna,
nal, a empregabilidade e a qualidade de vida dos moradores o Instituto Ecofuturo e as prefeituras locais. O apoio à aprendi-
das comunidades. Pensando nisso, a Empresa lançou o Projeto zagem trabalha tanto com os alunos, para corrigir distorções da
Educação, um amplo conjunto de ações realizado em parceria carreira escolar, como a defasagem idade-série, quanto com os
com instituições experientes para promover melhorias significa- professores e gestores escolares, desenvolvendo programas de
tivas na educação básica nos municípios próximos às unidades capacitação específicos.
industriais e florestais. Paralelamente, a Empresa vai investir na melhoria física das
Inicialmente implantado em seis municípios do sul da Bahia – escolas, promovendo reformas e adequações – projeto que
Mucuri, Nova Viçosa, Caravelas, Alcobaça, Teixeira de Freitas e dá seqüência ao Programa de Recuperação de Escolas Rurais,
Ibirapuã –, o projeto atinge toda a rede pública de Ensino Funda- realizado em 2007, que reformou 13 escolas rurais localizadas
mental, com foco da 1ª. à 4ª. séries, e trabalha em três frentes: próximas às áreas de plantio.
A promoção à leitura, terceira frente do programa, será rea-
lizada em parceria com o Instituto Ecofuturo e terá como base
as Bibliotecas Comunitárias Ler é Preciso, implantadas nos seis
municípios em que o projeto está sendo realizado.

Educação ambiental
Procuramos estimular a educação ambiental e as práticas eco-
lógicas nas comunidades em que estamos presentes e em todos
os nossos relacionamentos.
Projeto Trilhas – É um programa de visitas guiadas em trilhas
estruturadas em áreas de reservas de florestas nativas no sul da
Bahia (Mucuri e Caravelas) e em São Paulo (Itatinga). Com esse
projeto, compartilhamos nossos conhecimentos sobre florestas
nativas e oferecemos à comunidade um espaço voltado à edu-
cação ambiental e ao lazer.
Projeto Sementeira – Desenvolvido nos municípios do sul
da Bahia, capacita professores da rede pública para a educação
ambiental, estimulando a consciência e as práticas dos alunos e
das comunidades. Iniciado em 1999, o projeto capacitou mais de
Escola João Martins Peixoto, em Nova Viçosa, reformada pelo
Programa de Recuperação de Escolas Rurais, em 2007 1.500 professores e envolveu mais de 43 mil estudantes.

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Trilha estruturada em área de
Mata Atlântica, em Mucuri (BA)

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Centro Educacional da
Associação Golfinho

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Associação Golfinho
A Associação Comunitária Golfinho tem o apoio da Suzano
Papel e Celulose desde sua fundação, em 1996, em Mucuri.
Equipada com brinquedoteca, refeitório e área de lazer, a asso-
ciação é voltada para as famílias de baixa renda, com ativida-
des para crianças, adolescentes, jovens e mães da comunidade.
Mantém uma escolinha de educação infantil, com 200 alunos,
e um Centro Cultural, onde promove oficinas de arte e artesa-
nato, estamparia, danças e produção de instrumentos musicais
típicos da região. Suas atividades são voltadas tanto para o res-
gate cultural e fortalecimento da auto-estima, quanto para a
capacitação para o trabalho. Carmelita de Almeida Pinaffo em oficina de
confecção de luminárias na Associação Golfinho

Oficina de capoeira. Na percussão, Thalis


Gama de Araújo. À frente, Alison Rodrigues
Conceição; atrás (a partir da esquerda), Igor
Pereira Conceição, Antônio Pereira Conceição
e Antônio Jesus Fernandes

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Instituto Ecofuturo Biblioteca
Comunitária
Ler é Preciso
em Biritiba
O Instituto Ecofuturo é uma organização não-governamental Mirim (SP)
criada em 1999, com apoio do Grupo Suzano, e qualificada como
organização de sociedade civil de interesse público (Oscip). Tem
como missão promover a integração entre homem e natureza
por meio da educação ambiental e, como ideal, conciliar o
desenvolvimento econômico com desenvolvimento humano e
a conservação do meio ambiente, incentivando a construção
coletiva de uma cultura de sustentabilidade. Desenvolve diferen-
tes programas em parceria com empresas, poder público, ONGs,
institutos de pesquisa e universidades nas áreas de educação e
Bibliotecas Comunitárias
Realizado em parceria com a Fundação Nacional do Livro Infantil
meio ambiente. A Suzano Papel e Celulose desenvolve vários
e Juvenil (FNLIJ), o projeto tem por objetivo criar novas opções de
programas em parceria com o Instituto Ecofuturo nas áreas de
cultura e lazer para as comunidades, a partir de seu envolvimento
educação geral e ambiental, manejo e conservação ambiental,
e participação ativa na implantação e manutenção de bibliotecas
geração de trabalho e renda e produção sustentável. comunitárias. Desenvolvido em parceria com o poder público local
e empresas, o projeto das Bibliotecas Comunitárias Ler é Preciso

Programa Ler é Preciso


envolve doação de livros, equipamentos e capacitação de auxi-
liares de bibliotecas e promotores de leitura, entre professores

O Programa Ler é Preciso, desenvolvido pelo Instituto Ecofutu- e membros da comunidade. Já foram implantadas 70 bibliotecas

ro, articula um conjunto de projetos voltados para a formação comunitárias em sete estados brasileiros, com mais de 116 milhões

educacional de indivíduos e comunidades por meio de ações que de livros doados e 1.822 moradores capacitados.

promovem a democratização do acesso ao conhecimento e aos


bens culturais. Seu objetivo é contribuir para que as novas gera- Concurso de Redação
ções aprendam a ler e escrever com competência para atuarem Realizado a cada dois anos, o Concurso de Redação Ler é Preciso

na sociedade do conhecimento. é destinado aos estudantes e professores de escolas de educação


básica, públicas e particulares, e visa estimular e valorizar a mani-
festação da criatividade e a auto-expressão por meio da escrita,
do compartilhamento de idéias, histórias e aventuras. Na última
edição, realizada em 2007, com o tema O Melhor Lugar do Mundo,
debateu as 8 Metas do Milênio e o conceito de sustentabilidade.
Participaram 30 mil redações, encaminhadas por 7.200 escolas
de todos os Estados e do Distrito Federal (55% públicas e 30%
privadas, cerca de mil não identificadas), com um envolvimento
de cerca de 550 mil crianças, jovens e adultos.

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Biblioteca Comunitária Ler é
Preciso em Itabatã, Mucuri (BA)

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Projeto Reciclato®
Nossa Empresa é pioneira na produção industrial de papel re-
ciclado – o Reciclato® –, iniciativa de caráter social e de grande
efeito multiplicador, pois estimula projetos de sustentabilidade de
inúmeras empresas e tem se tornado um dos símbolos da opção
pela sustentabilidade nos negócios e da consciência ecológica
dos usuários.
O Projeto Reciclato®, uma parceria entre a Suzano Papel e
Celulose e o Instituto Ecofuturo, incorpora as cooperativas de
catadores de materiais recicláveis à cadeia produtiva como forne-
cedoras regulares de aparas de papel para a fabricação do papel
reciclado. Com isso, estimula a profissionalização e a inclusão
social desses trabalhadores, por muito tempo marginalizados.
A primeira parceria foi realizada em 2001 com a Cooperativa
de Catadores de Aparas e Materiais Recicláveis (Coopamare),
de São Paulo. Hoje o projeto mantém relações comerciais com
cerca de 50 cooperativas. Maria Helena
Teixeira, integrante
da Cooperação, que
reúne catadores de
materiais recicláveis,
em São Paulo (SP)

Apoio às cooperativas
A percepção de que não existiam no mercado opções de crédito
acessíveis às cooperativas de catadores de material reciclável,
e de que isso era um entrave ao seu desenvolvimento, levou a
Suzano Papel e Celulose e o Instituto Ecofuturo a articularem o
Programa Investimento Reciclável, desenvolvido em parceria com
o Banco Real e a Fundação Avina. O objetivo é oferecer acesso aos
recursos financeiros e capacitação para que os catadores ampliem
Publicações impressas em Reciclato® sua autonomia, aperfeiçoem seus mecanismos de autogestão,
melhorem sua produtividade e seus resultados. Na fase piloto
(2007-2008), foram selecionadas cinco cooperativas e associações
da região metropolitana de São Paulo.

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desenvolvimento socioambiental

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Parque das Neblinas Reserva Particular do Patrimônio Natural
Uma parte do Parque das Neblinas (518 hectares) integra
É uma área de conservação ambiental de 2,8 mil hectares loca- a rede nacional de unidades de conservação na categoria de
lizada em Bertioga (SP), vizinha ao Parque Estadual da Serra do Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN), o que repre-
Mar, região declarada pela Unesco, em 1991, como Patrimônio senta o reconhecimento do alto valor de conservação da área
Natural da Humanidade e Reserva da Biosfera da Mata Atlântica. pela riqueza da biodiversidade.
Gerenciado pelo Instituto Ecofuturo e mantido pelo Grupo Suza-
no, o parque é um laboratório natural para práticas de manejo Reservas Ecofuturo
sustentável, conservação e restauração de mata nativa, e espaço A experiência acumulada pelo Instituto Ecofuturo na gestão

adequado para o ecoturismo e a educação ambiental. do Parque das Neblinas gerou um modelo de operação sus-
tentável de áreas de conservação ambiental que será aplicado
em outras áreas de reserva da Suzano Papel e Celulose. Esse
modelo articula metodologias de manejo florestal visando a
conservação e a produção sustentável, visitação pública com
foco na integração homem-natureza e forte interação com a
Passeio de caiaques no
Parque das Neblinas, comunidade do entorno.
área de Mata Atlântica,
na Serra do Mar, entre
Bertioga e Mogi das Cruzes

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Crescimento e oportunidades
Em agosto de 2007, entrou em operação a Linha 2 de produção e Comercial (Sudic) da Bahia e o Serviço Brasileiro de Apoio às
da Unidade Mucuri. Planejamos a expansão da fábrica para que Micros e Pequenas Empresas (Sebrae), criamos o Projeto Fornecer,
tivesse efeitos multiplicadores duradouros sobre a economia aproximando os grandes fornecedores responsáveis pelas obras
local, impulsionando o desenvolvimento da região e melhorias da expansão com os empresários locais.
na qualidade de vida da população. Durante as obras, por quase Em parceria com o governo do Estado da Bahia e as prefeituras
dois anos, foram empregadas milhares de pessoa, chegando-se de Mucuri, Nova Viçosa e Teixeira de Freitas, realizamos o Progra-
a 8.300 trabalhadores mobilizados interna e externamente, em ma de Infra-estrutura em Saúde Coletiva que reorganizou e com-
sua maioria moradores dos municípios vizinhos. Mais de 1.500 plementou a rede pública de saúde, alcançando 22 municípios
empregos diretos e indiretos foram criados em função da nova do extremo sul da Bahia e uma população de 705 mil habitantes.
linha de produção. Também em parceria com o governo do Estado, realizamos um
Para que a comunidade pudesse compartilhar das novas opor- conjunto de ações visando reforçar as condições de segurança na
tunidades, desenvolvemos projetos em várias frentes, sempre em região – a construção de um posto para a Polícia Militar, doação
parceria com instituições especializadas e com as prefeituras e de delegacia móvel (Delegacia Especial de Área – DEA), doação
governo do Estado. Com o Serviço Nacional de Aprendizagem de motocicletas para policiamento, entre outras.
Industrial (Senai) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial Contribuímos ainda com o processo de elaboração do Plano
(Senac) criamos um centro de capacitação que formou cerca de Diretor de Desenvolvimento Municipal e Urbano de Mucuri, um
três mil pessoas em diferentes habilidades profissionais. desafio para uma cidade que combina o forte apelo turístico com
Junto com a Superintendência de Desenvolvimento Industrial a agropecuária e a produção florestal e industrial.

Capacitação de mecânicos e operadores


de máquinas florestais: aula de campo

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desenvolvimento socioambiental

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Núcleo de Artesanato de Helvécia,
distrito de Nova Viçosa

Empresa cidadã
Conscientes da importância do exercício da cidadania empre-
sarial, participamos das entidades representativas do setor de
celulose e papel e dos fóruns nacionais e internacionais dedicados
ao desenvolvimento sustentável. Nossa Empresa é membro do
World Business Council for Sustainable Development (WBCSD),
um dos mais importantes fóruns de sustentabilidade do mun-
do. Também participa do Conselho Nacional de Florestas e do
Comitê de Florestas da Organização das Nações Unidas para a
Reconhecimento
Agricultura e Alimentação (FAO/ONU), integra o Chicago Climate Em 2007, entre outros destaques, fomos escolhidos, pelo quarto
Exchange, principal fórum de negócios com créditos de carbono ano conscutivo, empresa-modelo pelo Guia Exame da Sustentabi-
provenientes de florestas plantadas, e o The Forest Dialogue, lidade e, pelo terceiro ano consecutivo, fomos selecionados para
organismo da Universidade de Yale, Estados Unidos, que reúne compor o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da Bolsa
organizações de todo o mundo. de Valores de São Paulo.

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Glossário Combustíveis fósseis
Petróleo, carvão mineral ou gás natural, entre outros. Depósitos de matéria
orgânica (animais e plantas) formados há milhões de anos, transformados por
Área de reserva legal condições geológicas especiais. Ao serem queimados, liberam energia e gases
Fração de uma propriedade rural definida em lei que deve ser destinada à pre- contendo carbono.
servação dos recursos naturais, dos processos ecológicos, abrigo e proteção de
fauna e flora nativas. Corredores ecológicos
Porções de ecossistemas naturais ou seminaturais, ligando unidades de conservação
Área degradada e outras áreas naturais, facilitando a circulação de espécies.
Área que, por processos naturais ou pela ação do homem, perdeu a capacidade
natural de gerar benefícios. Cultivo mínimo
Prática de plantio que leva em consideração o menor número possível de inter-
Assoreamento venções no solo.
Acumulação de terra, areia e outros materiais no fundo de vales, rios, lagos,
canais e represas. Desenvolvimento sustentável
Desenvolvimento que harmoniza o crescimento econômico com a igualdade
Avifauna social e a preservação do patrimônio natural, garantindo que as necessidades
Conjunto das espécies de aves encontradas em determinada área. atuais sejam atendidas sem comprometer o atendimento das necessidades das
futuras gerações.
Biodiversidade
Conjunto de todas as espécies e de seus ambientes naturais existentes em de- Efeito estufa
terminada área. Aquecimento da superfície terrestre provocado pelo aumento da concentração de
gases na atmosfera, como gás carbônico e metano, entre outros.
Chapa de fibra
Chapas ou placas formadas por fibras de madeira aglutinadas por meio de resinas Efluentes
e prensadas, usadas para a produção de móveis, entre outras finalidades. Resíduos ou emissões geradas em decorrência de um processo industrial.

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Endêmico Manejo ambiental
Nativo de determinada área geográfica ou ecossistema e restrito a essa área. Conjunto de atividades e práticas executadas harmonicamente que permitem o
desenvolvimento socioeconômico e a conservação ambiental.
Erosão do solo
Desgaste provocado por agentes do relevo, tais como as águas correntes e o vento. Matas ciliares
Vegetação arbórea que se desenvolve nas margens dos rios, lagos, represas,
Floresta de alto valor de conservação córregos e nascentes.
Aquela que contém concentração significativa de biodiversidade, ecossistemas
raros, ameaçados ou em perigo de extinção; fundamental para satisfazer as Melhoramento genético
necessidades básicas das comunidades locais. Alterações provocadas na constituição genética de um organismo com o objetivo
de produzir uma variedade superior dentro da espécie.
Fomento florestal
Atividade que promove o desenvolvimento rural com base no plantio de florestas Monitoramento ambiental
visando ampliar a base florestal que abastece as indústrias de papel e celulose, de Acompanhamento e análise dos recursos naturais para conhecer suas condições ao
móveis ou para gerar energia. longo do tempo; instrumento básico no controle e na conservação ambiental.

Fragmento Mosaico
Remanescente de ecossistema natural, isolado por barreiras naturais ou criadas Sistema de plantações florestais em que os talhões de plantio são diversificados
pelo homem. quanto à idade e alternados com áreas de conservação

Lençol freático Seqüestro de carbono


Depósito subterrâneo de água situado em profundidades variadas. Carbono capturado e mantido pela vegetação durante o crescimento.

Manancial hídrico Silvicultura


Qualquer corpo de água, superficial ou subterrâneo, fonte real ou potencial para Ciência aplicada ao cultivo, à manutenção de florestas e à exploração dos recursos
abastecimento humano, animal ou irrigação. florestais.

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Bibliografia e referências na internet
Suzano Papel e Celulose
www.suzano.com.br

Suzano Responde:
0800-774-7440
suzanoresponde@suzano.com.br

Abraf – Associação Brasileira de Produtores de Florestas Plantadas Fundação Florestal – Fundação para a Conservação
www.abraflor.org.br e a Produção Florestal do Estado de São Paulo
www.fflorestal.sp.gov.br
Ambiente Brasil – Site de assuntos ambientais
www.ambientebrasil.com.br Global Compact
www.unglobalcompact.org
Bracelpa – Associação Brasileira de Celulose e Papel
www.bracelpa.org.br Ibama – Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis
www.ibama.gov.br
DEPRN – Departamento Estadual de Proteção dos Recursos Naturais,
Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo IEF – Instituto Estadual de Florestas (MG)
www.ambiente.sp.gov.br/deprn/deprn.htm www.ief.mg.gov.br

Embrapa Florestas – Empresa Brasileira de Pesquisas Agropecuárias Imaflora – Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola
– Área de Atuação Florestas www.imaflora.org
www.embrapa.br/linhas_de_acao/temas_basicos/florestas/index_html/mos-
tra_documento Ipef – Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais
www.ipef.br
FAO – Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação
www.fao.org PNF – Programa Nacional de Florestas
www.mma.gov.br
Florestar São Paulo – Fundo de Desenvolvimento Florestal
www.florestar.org.br SEIA – Sistema Estadual de Informações Ambientais da Bahia
www.seia.ba.gov.br
FSC Brasil – Conselho Brasileiro de Manejo Florestal
www.fsc.org.br SBS – Sociedade Brasileira de Silvicultura
www.sbs.org.br
Funatura – Fundação Pró-Natureza
www.funatura.org.br UFV – Universidade Federal de Viçosa
www.ufv.br

WBCSD – World Business Council for Sustainable Development


www.wbcsd.org

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desenvolvimento socioambiental

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Eucaliptocultura e desenvolvimento socioambiental
2ª Edição – Junho de 2008

Coordenação geral
Cristiane Malfatti
Gerência de Comunicação Corporativa e Responsabilidade Social

Redação e edição
Luci Ayala – Link Editorial

Revisão
Jô Santucci

Edição de arte
D’Lippi design+print

Fotos
Ricardo Teles

Ilustrações
Miadaira

Impressão
D’Lippi.print
gráfica certificada FSC
11 3031-2900

Capa impressa em papel Duo Design® 250 g/m2 e miolo impresso em papel Couché Matte® 150 g/m2 da Suzano Papel e Celulose,
produzido a partir de florestas renováveis de eucalipto. Cada árvore utilizada foi plantada para esse fim.

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Editado pela área de Comunicação Corporativa e Responsabilidade Social – Junho /08

Suzano Papel e Celulose


Capa impressa em papel Duo Design® 250 g/m2 e miolo impresso em papel Couché Matte® 150 g/m2 da Suzano Papel e Celulose, produzido a partir de florestas renováveis de eucalipto. Cada árvore utilizada foi plantada para esse fim.

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O selo FSC garante que este livro foi impresso em papel feito com
madeira de reflorestamentos certificados de acordo com rigorosos
critérios sociais, ambientais e econômicos estabelecidos pela

Eucaliptocultura e desenvolvimento socioambiental


organização internacional FSC (Conselho de Manejo Florestal)

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