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PLANEJAMENTO

Caracterização Conceitual

Aline, Carolina, Geraldo, Leidimar, Marilza, Lúcia, Reginaldo e Rosária


Professora: Shirlyse Otilia de Paiva
Centro de Ensino Superior de Conselheiro Lafaiete – CES CL
Serviço Social – Planejamento em Serviço Social I
27/08/10

RESUMO
O planejamento não é uma atividade intelectual qualquer, mas é um tipo de raciocínio
comprometido com características determinadas. O processo de planejamento requer
um método, uma ordenação, ou caminho que poderiam ser encontrados na capacidade
da inteligência humana, nos processos do conhecimento e da ação, com objetivos e
metas previamente estabelecidas.

INTRODUÇÃO:

O planejamento é uma atividade universal do homem por fazer parte de sua própria
natureza de ser racional e também social. Com a capacidade de pensar e refletir no que
está ocorrendo, o homem constrói seu futuro coletivo e individual. Ele é capaz de
entrar em acordo com outros homens decidindo o rumo a ser dado as coisas e a vida
coletiva.

A preocupação do homem com o domínio das situações e suas transformações


incentivaram o homem a buscar a sistematização das técnicas e idealização dos
métodos. É a contribuição dos conhecimentos humanos na sistematização de uma
prática, dentro de uma visão de conjunto que possibilita a cada fenômeno ser discutido,
levando em conta as causas e conseqüentes efeitos.
É necessário aprofundar o conhecimento de se mesmo, da sociedade e da natureza,
colocando sua capacidade criadora a serviço da vida coletiva. Assim surgem desejos de
transformar ou trás situações levando a um grau maior de sistematizações, chegando à
técnica.

CARACTERIZAÇÃO CONCEITUAL
O método de planejamento segue uma ordem, um caminho, encontra-se
automaticamente na capacidade humana, ou seja, o Homem já tem o hábito de planejar
através de seus conhecimentos e ações. O planejamento não é uma capacidade
intelectual, mas um raciocínio com algumas características próprias:

1) Quando é seguido um caminho metodológico, há um método científico e


elaborado através de pesquisas, ordenando os dados.
2) Quem planeja algo deve ser crítico quanto aos dados, pois é necessário uma
análise crítica. É preciso manter uma postura dialética, de mudanças e
transformações para que desta forma seja obtido respostas para o planejamento.
Sem a reflexão crítica, não há planejamento, mas apenas uma repetição de
comportamentos, uma reprodução, sem transposição de “modelos”.
3) Caminhamos e alternativas: o planejamento não é determinado, ele vai oferecer
opções para facilitar a decisão da alternativa escolhida, é uma escolha de
alternativa.

O planejamento entende que o homem, a partir de sua racionalidade, está sempre em


processo de planejar alguma ação, está sempre ensaiando processos de transformar suas
ideias em realidades, tendo assim uma estrutura básica que o leva a analisar a realidade
e a propor ações e atitudes a serem transformadas.

Planejar e pensar andam juntos. Ao começar o dia, o homem pensa e distribui suas
atividades no tempo: o que irá fazer, como fazer, para que fazer, com o que fazer etc.
Nas mais simples e corriqueiras ações humanas, quando o homem pensa de forma a
atender suas metas e seus objetivos, ele está planejando, sem necessariamente criar um
instrumental técnico que norteie suas ações. Essas observações iniciais estão sendo
expresso apenas para chamar atenção sobre o aspecto cotidiano da ação de planejar e
como o planejamento faz parte da vida. Aquele que não mais planeja, talvez já tenha
robotizado suas ações, portanto, quem sabe, não tem a consciência do que está fazendo,
nem se ainda pode construir alguma coisa. Alguns até dizem: “Nem preciso mais
pensar, vou fazendo o que me mandam fazer... Eu não necessito planejar, já vou
fazendo, porque sei onde vai dar...”. E assim por diante.

O planejamento nada mais é do que o exercício de racionalidade e ordenação das ações,


inerente ao desenvolvimento do ser humano. Sendo assim, cotidianamente o utilizamos
como processo de prospecção do futuro, a partir da nossa realidade.

O processo de planejamento deve ser dinâmico, contar com a participação de todos que
vão executar as ações e deve levar em conta o diagnóstico da situação.

O planejamento é atividade intelectual que corresponde a reflexão, decisão, ação e


avaliação.

Planejamento global ou de futuro coletivo precisa garantir uma visão de totalidade


mesmo quando tratar-se de planejamento setorizado, ou micro-planejamento, esta visão
de conjunto deve ser preocupação significativa dos planejadores, assegurando a macro-
visão de planificação.

A temporalidade no planejamento é a perspectiva de previsão em dado espaço


temporal, no futuro que se está planejando controlar.

Não podemos pensar em planejamento sem dimensionar o que pretendemos alcançar


com determinado elenco de decisões.
Planejar significa, ainda, prever, determinar algo ou alguma coisa.

Qualquer planejamento é feito por um conjunto de idéias reunidas afim de um mesmo


pressuposto, ao mesmo tempo se encontram formando um caminho que predispõe uma
visão futura do que buscam as idéias contidas no planejamento.
Desta forma o processo do planejamento seria, em síntese, a união do conhecimento da
realidade – onde é focada a junção de vários princípios e suas análises referentes à
realidade social, econômica ou territorial, e a realização do diagnóstico (relato de um
acontecimento X) e de um prognóstico (previsão de um acontecimento X)—mais a
decisão – formada por uma seqüência continua do processo crítico dentro do
planejamento que determina a resolução de uma situação-problema na realidade em que
se encontra na sociedade, ou no grupo em que for exigida tal ação. – da ação – que se
trata da efetivação das decisões tomadas a cerca da situação-problema visando à
transformação da mesma. – e da crítica – e a realimentação do processo de decisão que
visa à melhora ou ajuste das ações tomadas.
Se faz necessário formular todo o planejamento através de registros de documentos que
são chamados planos, programas ou projetos. Conceituando o planejamento, há uma
distinção da parte documental e processual. Segundo Myrian – a autora do texto- o
processo é uma seqüência de frases operacionalmente racionais, que permeia desta
análise à síntese e da decisão e ação à crítica em compreensão da realidade, para assim,
identificar ou alterá-la. É um processo contínuo, que propõe movimento, seguido por
um método que delineia uma seqüência lógica. Quando iniciado o processo, as fases
processuais e metodológicas se desenham normalmente.
Na prática nem sempre estas fases são ordenadas, depende do andamento do processo.
Dependendo da forma como se documenta o registro da atividade de um planejamento
é que caracteriza se vai ser um plano, programa ou projeto. Quando o documento se
refere ao sistema como um todo é um plano; quando se restringe a um setor ou a uma
área do sistema, é um programa; e, quando detalhamos as intervenções que serão feitas
neste documento dizemos que é um projeto.
Para trabalhar com esta dinâmica existe um conjunto de raciocínios ou hábitos
especiais de pensamento que se combinam no processo do planejamento. Em 1955 John
Friedmann publicou no país sete tipos de raciocínios que compõem o método do
planejamento e que até hoje tem grande valor. São eles:
1) Raciocínio objetivo: é aquele que capita a realidade a partir dos julgamentos,
juízos e proposições fundamentados.

2) Raciocínio analítico: analisa os dados colhidos da realidade. Esse raciocínio


cruza com todos os outros, pois a análise é importante em todo planejamento.
3) Raciocínio integrante: é aquele que faz uma síntese da análise, juntando seus
resultados. È ele que garante uma visão total dos fenômenos, sem interferir na
realidade.

4) Raciocínio projetante: envolve o pensamento analítico e integrante, prevendo o


futuro e levando em conta as probabilidades.

5) Raciocínio experimental: ajuda o planejador a enfrentar o futuro de maneira


racional. Este raciocínio trabalha com os resultados concretos

6) Pensamento utópico: tem a função de pensar no futuro, com criatividade de


maneira a realizar as metas e objetivos. Este pensamento esta ligado à superação
da realidade, onde a ação é a síntese.

7) Visão estética: tem por objetivo formar e sensibilizar os planejadores,


procurando um lugar agradável, harmonioso à vida diária.

Na sua operacionalização, o planejamento é compreendido quanto:


a) ao prazo: há um determinado período de tempo para que haja a finalização de
tal planejamento. Pode ser a curto, médio e longo prazo.
b) À natureza jurídica ou institucional: o projeto será puérico (ligado aos órgãos
estaduais, municipais); privado (empresas privadas) e comunitário (associações,
organizações comunitárias).
c) Ao nível: o nível poderá corresponder aos seguintes: federal, estadual,
metropolitano, municipal.
d) À dimensão geográfica: pode ser classificado como nacional, regional e local.
e) Ao grau de abrangência: sua abrangência poderá englobar todos os aspectos
econômicos, políticos, o setorial e parcial.

O Planejamento global envolve todos aspectos de realidade social, político,


administrativos e econômicos, tanto o setor público quanto ao privado, definindo metas
e estabelecendo medidas estruturais procurando influenciar o sistema como um todo.
Distingue-se em planejamento indicativo sendo modelo central que indica ao setor
privado e de interesse público, e o planejamento imperativo que determina o que deve
ser feito.
O plano de nação decidirá as medicas que atingirão sobre todo sistema.
Planejamento Parcial situa-se em programas a setores de atividades humanas. O
planejamento pode ser descendente e ascendente e onde pelas suas características se
torna diferente de outras atividades.
CONCLUSÃO:
De tal forma, vê-se a importância do estudo contínuo a cerca de um determinado
assunto, quando se trata de planejamento, uma vez que, planejar exige daquele que o
fizer, uma predisposição para analisar, reavaliar para que seja feita a tomada de decisão
quando se tem conhecimento da realidade que está sendo estudada.
O ato de planejar é simples e ao mesmo tempo complexo, quando se tem todo um
seguimento uniforme auxiliando as tomadas de decisões para uma situação que exige
uma transformação.
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:
Barbosa M. Mario. Planejamento e Serviço Social. Ed. Cortez, 3ª Ed.