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TEORIA DA CONTINGÊNCIA

Origens

A Teoria da Contingência surgiu a partir de várias pesquisas feitas para verificar os modelos de estruturas organizacionais
mais eficazes em determinados tipos de empresas.

Pesquisas:

Chandler : pesquisou as mudanças estruturais em quatro grandes empresas americanas

Burns e Stalker: pesquisaram a relação entre as práticas administrativas e o ambiente externo.

Lawrence e Lorsch: deram origem à teoria da contingência

Teoria da Contingência

Em função dos resultados da pesquisa, os autores formularam a Teoria da Contingência: não existe uma única maneira
melhor de organizar; ao contrário, as organizações precisam ser sistematicamente ajustadas às condições ambientais.

A Teoria da Contingência apresenta os seguintes aspectos básicos:

a. A organização é de natureza sistêmica, isto é, ela é um sistema aberto.

b. As características organizacionais apresentam uma interação entre si e com o ambiente. Isso explica a íntima relação
entre as variáveis externas (como a certeza e a estabilidade do ambiente) e as características da organização (diferenciação
e integração organizacionais).

c. As características ambientais funcionam como variáveis independentes, enquanto as características organizacionais são
variáveis dependentes.

- Essa teoria tenta preencher a lacuna da teoria dos sistemas, identificando as variáveis que influenciam o desempenho
organizacional.

- Enfoque na importância do ambiente que a organização está inserida

- Alerta que não há uma única maneira de administrar, como também afirma haver mais de uma forma de atingir os
objetivos organizacionais.

PRINCIPAIS CONTINGÊNCIAS

Tecnologia

Tarefa

Ambiente

Tamanho da organização

O Ambiente

Ambiente é o contexto que envolve externamente a organização (ou o sistema). É a situação dentro da qual uma
organização está inserida. Como a organização é um sistema aberto, ela mantém transações e intercâmbio com seu
ambiente.

- Mapeamento ambiental

- Seleção ambiental: as organizações selecionam seus ambientes e passam a visualizar o seu mundo exterior apenas nas
partes escolhidas e selecionadas desse enorme conjunto.
Ambiente Geral

• Demográficos: estrutura etária, gênero, tamanho da família, nível educacional.

• Socioculturais: valores, normas, hábitos, costumes, estilos de vida.

• Econômicos: nível salarial, tendências inflacionistas, taxas de câmbio, taxas de importação, taxas de emprego.

• Político-legais: estabilidade política, clima ideológico, políticas econômicas, lobby.

• Tecnológicos: inovação tecnológica, proteção de patentes, incentivo à pesquisa e desenvolvimento.

O ambiente operacional

• Clientes: a empresa deve oferecer valor aos clientes.

• Fornecedores: material e trabalho necessário para o funcionamento da empresa.

• Concorrentes: entender as empresas que habitam os mesmos mercados.

• Instituições Financeiras: capital de curto e longo prazo.

• Meios de comunicação: mídias sociais.

• Grupos de interesses especiais: sindicados, associações empresariais, ambientalistas, organizações não-


governamentais.

Críticas da Teoria Contingencial

1. Relacionamento casual: refere-se ao relacionamento entre estrutura como uma variável interveniente e desempenho
como uma variável dependente, o que por si só não pode sustentar as mudanças na estrutura, que é influenciada, também,
por outras elementos, como desenho organizacional e sistemas de informação.

2. Desempenho organizacional: a noção de que a adaptação entre os componentes da organização e as variáveis


situacionais está relacionada à maximização do desempenho, que, todavia, é multifacetado, isto é, o desempenho, em
muitos estudos contingenciais, não em boa precisão em sua avaliação.

3. Variáveis independentes: o suposto estado de independência das variáveis contingenciais, como dado pelos membros
dos organizações, é discutível. Grandes organizações podem estar em posição de exercer controle sobre certos aspectos
de seu ambiente, ou proteger seus nichos de mercado. As organizações também podem ser capazes de influenciar o
ambiente por meio de pressão política, por propaganda ou de políticas do qualidade. Entretanto, as organizações não
podem exercer controle sobre todos as variáveis do ambiente.

4. Contingências múltiplas: diferentes padrões de fatores contingenciais têm implicações distintas para o desenho
organizacional. As organizações enfrentam múltiplos contingências e existe uma potencialidade de diversos modos de
relacionamento dentre os conjuntos de variáveis organizacionais. Diferentes contingências podem resultar na necessidade
de diferentes padrões de estrutura para as organizações, como estruturas orgânicas ou estruturas mais burocráticos.

5. Mudança planejada: os modelos de organizações falham na ênfase das consequências não previstas da mudança
planejada, como o efeito da nova tecnologia no trabalho interno ou as interações sociais entre grupos de pessoas engajadas
em atividades específicas.

6 . Fatores de poder: a estrutura organizacional não é necessariamente determinada apenas por condições situacionais
impessoais, mas também pelo que se denomina 'fatores de poder', como os controles externos (oriundos do governo), o
contexto político, a necessidade de poder dos vários membros dirigentes, o cultura do organização e o poder dos normas
sociais; todos esses fatores afetam o projeto do estruturo organizacional.

7 . Velocidade da mudança organizacional: como muitas organizações operam sob constantes condições de mudança, com
os conseqüências relacionadas, essas organizações não podem mudar sua estrutura formal, sem dificuldade, em intervalos
muito curtos, isto é, com muita freqüência. Deve haver uma mudança significativo nos fatores contingenciais prevalecentes
para o que a organização responde.

8. Relativismo – A teoria contingencial acaba relativizando demais o trabalho do administrador. Como “tudo depende”, as
habilidades específicas dos administradores acabam sendo desvalorizadas.