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Isabel Solé aborda mais detalhadamente os tipos de textos no Capítulo 4.

Capítulo 4, a autora define as estratégias de compreensão leitora como


procedimentos que envolvem cognição (estruturas de conhecimento) e
metacognição (controle sobre a própria compreensão), objetivo a ser
alcançado, planejamento e avaliação.
Algumas considerações devem ser destacadas a respeito das estratégias de
leitura: 1. Se concebermos estratégias como procedimentos e estes como
conteúdos de ensino, elas que devem ser ensinadas a partir de situações
educativas nas quais professor (guia/modelo) e alunos (protagonistas)
constroem e compartilham significados progressivamente até que os alunos
possam utilizar as estratégias sem as ajudas iniciais, sem os “andaimes” (p.
76). 2. Se envolvem cognição e metacognição, não podem ser ensinadas como
técnicas ou receitas prontas ou como habilidades específicas.
Acrescente-se outro ponto: A aplicação de uma estratégia exige uma
contextualização, um objetivo definido. Logo, exige textos reais que remetam a
efetivas práticas de produção de sentidos para que os objetivos pretendidos
tenham uma aplicabilidade concreta – conceitual ou prática – considerando-se
as finalidades as quais se propõe o leitor ao ler, sejam elas ligadas ao ler por
informação ou ler por experiência.
Neste capítulo, a compreensão do que se lê é apresentada como produto de
três condições: 1. Da clareza e coerência do conteúdo do texto, da
familiaridade com sua estrutura e do nível lexical, da sintaxe e coesão interna
(significatividade lógica); 2. Do grau de conhecimento prévio do leitor sobre o
conteúdo do texto (significatividade psicológica); 3. Das estratégias utilizadas
pelo leitor.
Cumprindo-se estas condições entram em jogo atividades cognitivas que a
autora associa a aplicação de perguntas condutoras da compreensão do texto:
“1. Compreender os propósitos implícitos e explícitos da leitura (...) 2. Ativar e
aportar à leitura os conhecimentos prévios relevantes para o conteúdo em
questão (...) 3. Dirigir a atenção ao fundamental, em detrimento do que pode
parecer trivial” (p. 73); 4. Avaliar a coerência interna do conteúdo do texto e se
este se ajusta ao conhecimento já adquirido; 5. Comprovar, por meio da
revisão, se a compreensão está ocorrendo; 6. Elaborar e provar inferências.