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PROPOSTAS PARA A REDAÇÃO DE CARTAS

Proposta II: A carta que você vai ler foi retirada do livro Ana e Pedro: cartas, de Vivina de Assis Viana
e Ronald Claves, no qual os autores contam uma história de amor por meio da troca de
correspondências entre as personagens. Coloque-se no lugar de Pedro e responda à carta de Ana T.
Lembre-se de que “você” ainda não a conhece e portanto sua carta terá a finalidade de fazer com que
ela o conheça mais e servirá também para perguntar sobre ela.

São Paulo, 22 de novembro de 1988.


Oi Pedro,

Vou te avisando: você não me conhece.


Quem me falou em você foi a Malu, que eu conheci nas últimas férias, em Cabo Frio. A gente
estava pegando umas ondas e reparou que tinha um cara olhando.
Perguntei se ela conhecia, disse que não. Eu também não. Aí, ela falou: “ele é parecido com um
amigo meu. Só que o meu amigo é mais baixo.”
Aquele cara não era alto, sabe, Pedro? Fico imaginando, então, que você é meio baixinho. Ou
não?
Eu sou. Nem um e sessenta. Uma desgraça. Moro aqui em Sampa, tenho quase 17 anos, gosto
de ficar de conversa fiada no telefone, de namorar vitrines e papelarias. Ah! Adoro ler.
Achei legal conhecer a Malu. Ela me deu o seu endereço, na horinha em que a gente se
despediu. Brincando, eu disse que ela te desse um abraço. “Naquele seu amigo baixinho” falei.
“Qual?”, ela perguntou. “Aquele mais baixo que o cara da praia”, falei. “Ah”, ela riu. “Quer o endereço
dele? Olha aqui, escreve pra ele, garanto que ele vai gostar.”
E estou escrevendo mesmo sem saber se você vai gostar.
Se você responder, te juro que vou adorar. Adoro carta. Até coleciono. Cartas e lápis. Você
coleciona alguma coisa?
Um abraço. O segundo, porque o primeiro a Malu já deve ter te dado..
A amiga desconhecida,
Ana T.

Proposta III:
Uma senhora inglesa foi passear na Alemanha. Lá viu uma casa muito bonita e pensou em
alugá-la para nela passar, com a família, as férias de verão. Foi falar com o proprietário, acertou
com ele as bases do aluguel, assinou o contrato e voltou para a Inglaterra.
Já em casa, lembrou-se de que não havia visto banheiros na casa que alugara. Imediatamente,
escreveu a seguinte carta para o proprietário:
“Prezado senhor,
Sou a pessoa que alugou sua casa para as próximas férias. Gostaria que o senhor me indicasse
a localização do W.C. e o descrevesse para mim.”

O alemão , não sabendo o significado da abreviatura W.C. (banheiro), julgou que a mulher
falasse da igreja chamada White Chapel (Capela Branca). Com base nessa depreensão errada de
significado, redigiu uma resposta que provocou um efeito cômico.
Observe que esse efeito humorístico resulta do fato de se ler uma carta que fala de igreja como
se fosse uma carta que falasse de banheiro.
Redija a carta que o alemão mandou para a inglesa, procurando tirar o maior proveito possível
da dupla interpretação que o texto propiciou.

Veja um exemplo:
“Gentil senhora,
Tenho o prazer de comunicar-lhe que o local de seu interesse fica a exatamente dois
quilômetros da casa. É muito cômodo, sobretudo quando se tem o hábito de ir lá costumeiramente.
Pode-se levar comida e até mesmo água para lá passar o dia......”

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