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INTRODUÇÃO

CONCEITOS TECNOLÓGICOS E O COTIDIANO


No dia a dia você está acostumado a utilizar diversas ferramentas,
cada uma delas com diferentes tecnologias. O simples gesto de passar
manteiga no pão, de fechar o zíper de uma bolsa, de abrir a porta de casa ou
de um veículo só é possível graças ao desenvolvimento de tecnologias queue a
humanidade faz ao longo de sua existência.
Para desenvolver novas tecnologias, é preciso compreender alguns conceitositos
cos, pois
tecnológicos. Nas próximas páginas, você conhecerá alguns que são básicos,
são encontrados em inumeráveis equipamentos, mesmo os mais modernos. os. Por isso,
são tão importantes. Entendendo como eles funcionam, você será capaz de aplicá-
los e encontrar soluções criativas em seus projetos, além de explorar o máximo
áximo o kit
educacional LEGO®!

Os conceitos apresentados serão:

t Alavancas
t Rodas e Eixos
t Polias e Roldanas
t Plano Inclinado
t Engrenagens
t Caixa de Redução
t Estruturas

Com eles, você e sua equipe serão capazes de resolver todos os desafios com criatividade e
poderão explorar aoo máximo os kits LEGO®!

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ALAVANCAS
A alavanca é um dos conceitos tecnológicos mais aplicados, por ser o mais simples.
Ela nada mais é do que uma barra rígida apoiada, na qual é aplicada uma força. Esta,
por sua vez, é multiplicada conforme a distância entre a força aplicada, o apoio e a
carga.
Conforme a posição desses elementos, as alavancas são classificadas em interpotente,
inter-resistente ou interfixa.

ALAVANCA INTERFIXA
É aquela em que o ponto de apoio está
entre a força e a carga. O exemplo mais
comum é a gangorra.
FORÇA

CARGA PONTO DE APOIO

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ALAVANCA INTER-RESISTENTE
Quando a carga está entre o ponto de apoio e a
força, temos uma alavanca inter-resistente. Um
exemplo é o carrinho de mão.

PONTO DE APOIO

CARGA

FORÇA

ALAVANCA INTERPOTENTE
No caso da força estar entre a carga e o PONTO DE APOIO
ponto de apoio, a alavanca é chamada
de interpotente. É o que acontece na
vara de pescar.

CARGA

FORÇA

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RODAS E EIXOS
Rodas são objetos circulares que
facilitam o transporte de cargas. Eixos
são objetos cilíndricos, em geral de
diâmetro menor que o da roda, que
unem rodas. Por isso, ambos sempre
giram na mesma velocidade e direção.

Se você tentar empurrar uma grande caixa, perceberá que o esforço usado é
muito grande. Mas, se colocar objetos cilíndricos debaixo dela, como troncos de
árvore ou cabos de vassoura, a área de atrito vai diminuir, e o esforça necessário
para movê-la será muito menor.

O mesmo acontece com um veículo que usa rodas: é bem mais fácil ele se
deslocar dessa forma.
Quanto mais eixos forem adicionados ao conjunto, mais facilmente será
de levar cargas, pois a massa delas será distribuída de forma uniforme. É
possível observar isso em caminhões sem as cargas, nos quais os eixos estão
levantados .
Outra característica de rodas e eixos é transformar o movimento circular da
roda em movimento linear, quando em contato com uma superfície plana.
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Rodas e eixos podem ser dependentes ou
independentes.
Dependentes: quando as rodas estão conectadas
no mesmo eixo. Nesse caso, elas se movimentam
obrigatoriamente com velocidade
e sentidos iguais. Então, há maior
dificuldade
e na hora em que
precisam fazer
azer curvas.

Independentes: quando cada roda tem seu próprio eixo.xo. Nesse caso, cada uma pode
cessário, sentidos diferentes.
se movimentar em uma velocidade diferente e, se necessário,
Então, a mobilidade do veículo é aumentada e fazer curvas
urvas torna-se mais fácil.

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POLIAS E ROLDANAS
Polias e roldanas são basicamente uma roda
oda
com um canal, no qual é encaixada uma correia
erença
a fim de transmitir movimento. Veja a diferença
entre elas.
Polias: a correia não tem contato direto com
om a
carga a ser movimentada;
Roldanas: facilitam e diminuem o esforço
o
reia
exercido para deslocar uma carga e a correia
tem contato direto com a carga.
EXEMPLO DE POLIAS

EXEMPLO DE
Quando duas polias são conectadas
ROLDANAS
por uma correia, a que recebe o
movimento inicial é chamada de polia
de entrada, e a que é movida a partir
desse movimento é chamada de polia
de saída.

POLIA DE SAÍDA

POLIA DE ENTRADA
PO

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Ao usar polias de tamanhos diferentes, a relação
de velocidade se altera. Por exemplo, ao colocar
duas polias como na figura a seguir, e movimentar
o conjunto, é possível perceber que a polia de saída
tem a velocidade aumentada.

A primeira polia tem diâmetro X. Ao dar uma volta completa, movimenta


a outra, que tem diâmetro X/2 – assim, esta dá duas voltas. Nesse caso,
a velocidade da polia de saída é duas vezes maior que a de entrada.
Consequentemente, a força aplicada na polia motora é divida por dois na
polia de saída. Em um conjunto de polias assim, a relação é de 1:2 (um para
dois): uma volta da motora para duas da de saída.
Se a motora fosse a menor, a relação se inverteria – ela seria de 2:1 (dois para
um): duas voltas da motora para uma da de saída.

POLIA DE ENTRADA POLIA DE ENTRADA

RELAÇÃO DE 1:2 RELAÇÃO DE 2:1

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Se for necessário mudar o sentido do o movimento
entre duas polias, basta usar a correiaa
cruzada, como na imagem ao lado.
Ao utilizar roldanas, o principal
objetivo é reduzir o esforço que será
feito principalmente para elevar uma
carga. Elas podem ser:
- Fixas: quando o eixo da roldana
fica fixo em um suporte. Neste
caso, para haver equilíbrio, a força
exercida deve ser igual a da carga. CORREIA CRUZADA
- Móveis: quando o eixo da roldana se desloca
conforme a força é exercida. Elas veem associadas a uma fixa. A
vantagem é que, para haver equilíbrio nesse sistema, a força exercida deve
ser metade da força exercida pela carga.

EXEMPLO DE EXEMPLO DE
ROLDANA FIXA ROLDANA MÓVEL

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PLANO INCLINADO
Um plano inclinado é uma superfície inclinada em
que uma das extremidades fica mais elevada que a
outra, como, por exemplo, em uma rampa.
Utilizamos a rampa para levar um objeto a determinada
altura, porém com um esforço muito menor do que o necessário
caso ele fosse erguido verticalmente apenas.

MAIOR ESFORÇO

MENOR ESFORÇO

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ENGRENAGENS
Elas são rodas com dentes, que se encaixam si
com o objetivo de transmitir movimento e força
entre si com grande eficiência. Elas são comuns em
máquinas de médio e de grande porte.
Quando duas engrenagens são conectadas,
nectadas,
e uma delas é movimentada, seja
manualmente ou com um motor, ela
passa a se chamar engrenagem
motora ou de entrada. Aquela
que é movida recebe o nome de
engrenagem de saída.

ENGRENAGEM DE SAÍDA
ENGRENAGEM DE ENTRADA

Quando engrenagens de tamanhos diferentes são conectadas, a relação de


velocidade se altera. Veja a figura a seguir. Quando duas engrenagens são encaixadas
dessa forma, ao movimentar o conjunto, você vai perceber que a engrenagem de
saída tem a velocidade aumentada.

A primeira engrenagem tem 40 dentes. Ao dar uma volta completa, ela


impulsiona a outra, que dá cinco voltas. Assim, a velocidade da engrenagem
de saída é cinco vezes maior que a de entrada. Consequentemente, a força
aplicada na engrenagem motora é dividida por cinco na engrenagem de saída.

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Em um caso assim, é dito que a relação é de 1:5 (um
para cinco), ou seja: uma volta da motora para cinco da
de saída. Se a montagem for invertida, e a motora for
menor, a relação também se inverte. Ela passa a ser de
5:1 (cinco para um): cinco voltas da motora para uma
da de saída.

ENGRENAGEM MOTORA
ENGRENAGEM MOTORA

RELAÇÃO DE 1:5 RELAÇÃO DE 5:1

Em um conjunto de engrenagens, é preciso observar o sentido


do movimento. Em um par de engrenagens, o movimento da
engrenagem de saída é contrário ao movimento da de entrada.

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Quando o conjunto tem três engrenagens, ocorre maiss
uma inversão de sentido. Assim, a engrenagem de
saída (a terceira) tem o mesmo sentido de movimento
da primeira.

Dica importante: Em um conjunto com número parr de engrenagens, o sentido


o sentido da primeira. Em um
do movimento da última será sempre o contrário do
ntido do movimento da última
conjunto com número ímpar de engrenagens, o sentido
será igual ao da primeira.

Existe um tipo de
engrenagem que altera
também a direção do
movimento em relação
ao eixo em 90°. Ele é
usado no volante de
carros e em alguns tipos
de máquina para facilitar
a colocação de motores.

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Além das diferenças entre as engrenagens, existe outro
elemento que trabalha em conjunto com elas: a rosca-
sem-fim.
Rosca-sem-fim: quando uma rosca-sem-fim é
associada a uma engrenagem, o sentido do eixo
de saída do movimento desloca 90°, assim como nas
engrenagens cônicas, porém a relação de transmissão se
altera de forma a reduzir a velocidade e multiplicar o esforço
aplicado. A relação acontece da seguinte forma:

Número de dentes da engrenagem por 1

Rosca-sem-fim com uma engrenagem de Rosca-sem-fim com uma engrenagem de


40 dentes: 24 dentes:
 t3FMBÎÍPEFQBSB  t3FMBÎÍPEFQBSB
 tWPMUBTEBSPTDBTFNöNQBSB  tWPMUBTEBSPTDBTFNöNQBSB
uma da engrenagem. uma da engrenagem.

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ESTRUTURAS
Uma estrutura é qualquer construção
ção na qual
peças individuais são dispostas de maneira a
formar um todo.

uência de forças ext


Todas as estruturas estão sob a influência ternas, como o vento ou a chuva
externas,
no telhado de uma casa ou o peso de caminhões passando sobre uma ponte, e internas,
como o peso da própria estrutura ou o material com que foi construída.

ESTRUTURAS NÃO ARTICULADAS X ESTRUTURAS ARTICULADAS


As articuladas são aquelas em que existe uma conexão que permite mover os elementos
ligados por ela. As não articuladas, como o nome diz, são as estrutura que não têm
qualquer articulação.
ESTRUTURA NÃO
ARTICULADA
ADA
ESTRUTURA
ARTICULADA

As estruturas articuladas Apesar de ter pontos que permitam sua


podem ser rígidas ou arti
articulação, o triângulo não muda de forma
ura
flexíveis. Uma estrutura quando se exerce p
qua pressão sobre
articulada rígida é o um
uma dass
triângulo, por exemplo.lo. faces.
fac

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Mas, quando se faz pressão sobre uma das faces
do retângulo articulado, ele flexiona e muda
de forma. Se for exercidaa uma pressão em
lta à forma inicial.
sentido contrário, ele volta

Para tornar rígida uma estrutura


retangular ou quadrada, basta
adicionar outro elemento à
estrutura, de maneira que ela
forme dois triângulos

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