DIREITO CONSTITUCIONAL

1ª Parte I - DO DIREITO CONSTITUCIONAL E DA CONSTITUIÇÃO DIREITO CONSTITUCIONAL Direito Constitucional é o ramo do Direito Público que expõe, interpreta e sistematiza os princípios e normas fundamentais do Estado; é a ciência positiva das constituições; tem por Objeto a constituição política do Estado, cabendo a ele o estudo sistemático das normas que integram a constituição. O conteúdo científico do Direito Constitucional abrange à seguintes disciplinas: Direito Constitucional Positivo ou Particular: é o que tem por objeto o estudo dos princípios e normas de uma constituição concreta, de um Estado determinado; compreende a interpretação , sistematização e crítica das normas jurídico-constitucionais desse Estado, configuradas na constituição vigente, noe seus legados históricos e sua conexão com a realidade sócio-cultural. Direito Constitucional Comparado: é o estudo teórico das normas jurídico-constitucionais positivas (não necessariamente vigentes) de vários Estados, preocupando-se em destacar as singularidades e os contrastes entre eles ou entre grupo deles. Direito Constitucional Geral: delineia uma série de princípios, de conceitos e de instituições que se acham em vários direitos positivos ou em grupos deles para clasificá-los e sistematizá-los numa visão unitária; é uma ciência, que visa generalizar os princípios teóricos do Direito Constitucional particular e, ao mesmo tempo, constatar pontos de contato e independência do Direito Constitucional Positivo dos vários Estados que adotam formas semelhantes do Governo. DA CONSTITUIÇÃO Conceito: considerada sua lei fundamental, seria, então, a organização dos seus elementos essenciais: um sistema de normas jurídicas, escritas ou costumeiras, que regula a forma do Estado, a forma de seu governo, o modo de aquisição e o exercício do poder, o estabelecimento de sus órgãos, os limites de sua ação, os direitos fundamentais do homem e as respectivas garantias; em síntese, é o conjunto de normas que organiza os elementos constitutivos do Estado. A constituição é algo que tem, como forma, um complexo de normas; como conteúdo, a conduta humana motivada das relações sociais; como fim, a realização dos valores que apontam para o existir da comunidade; e, finalmente, como causa criadora e recriadora, o poder que emana do povo; não podendo ser compreendida e interpretada, se não tiver em mente essa estrutura, considerada como conexão de sentido, como é tudo aquilo que integra um conjunto de valores. Classificação das Constituições: quanto ao conteúdo: materiais e formas; quanto à forma: escritas e não escritas; quanto ao modo de elaboração: dogmáticas e históricas; quanto à origem: populares (democráticas) ou outorgadas; quanto à estabilidade: rígidas, flexíveis e semi-rígidas. A constituição material em sentido amplo, identifica-se com a organização total do Estado, com regime político; em sentido estrito, designa as normas escritas ou costumeiras, inseridas ou não num documento escrito, que regulam a estrutura do Estado, o organização de seus órgãos e os direitos fundamentais. A constituição formal é o peculiar modo de existir do Estado, reduzido, sob forma escrita, a um documento solenemente estabelecido pelo poder constituinte e somente modificável por processos e formalidades especiais nela própria estabelecidos. A constituição escrita é considerada, quando codificada e sistematizada num texto único, elaborado por um órgão constituinte, encerrando todas as normas tidas como fundamentais sobre a estrutura do Estado, a organização dos poderes constituídos, seu modo de exercício e limites de atuação e os direitos fundamentais.

Não escrita, é a que cujas normas não constam de um documento único e solene, baseando-se nos costumes, na jurisprudência e em convenções e em textos constitucionais esparsos. Ex. constituição inglesa. Constituição dogmática é a elaborada por um órgão constituinte, e sistematiza os dogmas ou idéias fundamentais da teoria política e do Direito dominantes no momento. Histórica ou costumeira: é a resultante de lenta formação histórica, do lento evoluir das tradições, dos fatos sócio-políticos, que se cristalizam como normas fundamentais da organização de determinado Estado. São populares as que se originam de um órgão constituinte composto de representantes do povo, eleitos para o fim de eleborar e estabelecer a mesma. (Cfs de 1891, 1934, 1946 e 1988). Outorgadas são as elaboradas e estabelecidas sem a participação do povo, aquelas que o governante por si ou por interposta pessoa ou instituição, outorga, impõe, concede ao povo. (Cfs 1824, 1937, 1967 e 1969). Rígida é a somente alterável mediante processos, solenidades e exigências formais especiais, diferentes e mais difíceis que os de formação das leis ordinárias ou complementares. Flexível é a que pode ser livremente modificada pelo legislador segundo o mesmo processo de elaboração das leis ordinárias. Semi-rígida é a que contém uma parte rígida e uma flexível. Objeto: estabelecer a estrutura do Estado, a organização de seus órgãos, o modo de quisição do poder e a forma de seu exercício, limites de sua atuação, assegurar os direitos e garantias dos indivíduos, fixar o regime político e disciplinar os fins sócio-econômicos do Estado, bem como os fundamentos dos direitos econômicos, sociais e culturais. Conteúdo: é variável no espaço e no tempo, integrando a multiplicidade no "uno"das instituições econômicas, jurídicas, políticas e sociais na unidade múltipla da lei fundamental do Estado. Elementos: por sua generalidade, revela em sua estrutura normativa as seguintes categorias: a) elementos orgânicos: que se contêm nas normas que regulam a estrutura do Estado e do poder; b) limitativos: que se manifestam nas normas que consubstanciam o elenco dos direitos e garantias fundamentais; limitam a ação dos poderes estatais e dão a tônica do Estado de Direito (individuais e suas garantias, de nacionalidade, políticos); c) sócio-ideológicos: consubstanciados nas normas sócioideológicas, que revelam a caráter de compromisso das constituições modernas entre o Estado individualista e o social intervencionista; d) de estabilização constitucional: consagrados nas normas destinadas a assegurar a solução dos conflitos constitucionais, a defesa da constituição, do Estado e das instituições democráticas; e) formais de aplicabilidade: são os que se acham consubstanciados nas normas que estatuem regras de aplicação das constituições, assim, o preâmbulo, o dispositivo que contém as claúsulas de promulgação e as disposições transitórias, assim, as normas definidoras dos direitos e garantias fundamentais têm aplicação imediata. SUPREMACIA DA CONSTITUIÇÃO Rigidez e supremacia constitucional: A rigidez decorre da maior dificuldade para sua modificação do que as demais; dela emana o princípio da supremacia da constituição, colocando-a no vértice do sistema jurídico. Supremacia da Constituição Federal: por ser rígida, toda autoridade só nela encontra fundamento e só ela confere poderes e competências governamentais; exerce, suas atribuições nos termos dela; sendo que todas as normas que integram a ordenação jurídica nacional só serão válidas se se conformarem com as normas constitucionais federais. CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE

Inconstitucionalidade: as conformidades com os ditames constitucionais não se satisfaz apenas com a atuação positiva; exige mais, pois omitir a aplicação das normas, quando a Constituição determina, também constitui conduta inconstitucional, sendo reconhecida as seguintes formas de inconsitucionalidade: Por ação: ocorre com a produção de atos legislativos ou administrativos que contrariem normas ou princípios da constituição; seu fundamento resulta da compatibilidade vertical das normas (as inferiores só valem se compatíveis com as superiores); essa incompatibilidade é que se chama de inconstitucionalidades da lei ou dos atos do Poder Público; - Por omissão: verifica-se nos casos em que não sejam praticados atos requeridos pata tornar plenamente aplicáveis normas constitucionais; não realizado um direito por omissão do legislador, caracteriza-se como inconstitucional; pressuposto para a propositura de uma ação de inconstitucionalidade por omissão. Sistema de controle de constitucionalidade: se estabelece, tecnicamente, para defender a supremacia constitucional contra as inconstitucionalidades. Controle político: entrega a verificação de inconstitucionalidade a órgãos de natureza política; Jurisdicional: é a faculdade qua as constituições outorga ao Judiciário de declarar a insconstitucionalidade de lei ou outros atos de Poder Público; Misto: realiza-se quando a constituição submete certas categorias de lei ao controle político e outras ao controle jurisdicional. Critérios e modos de exercício do controle jurisdicional: são conhecidos dois critérios de controle: Controle difuso: verifica-se quando se reconhece o seu exercício a todos os componentes do Judiciário; controle concentrado: se só for deferido ao tribunal de cúpula do Judiciário; subordina-se ao princípio geral de que não há juízo sem autor, rigorosamente seguido no sistema brasileiro, como na maioria que possui controle difuso. Sistema brasileiro de controle de constitucionalidade: é jurisdicional introduzido com a Constituição de 1891, acolhendo o controle difuso por via de exceção ( cabe ao demandado argüir a inconstitucionalidade, apresentando sua defesa num caso concreto), perdurando até a vigente; em vista da atual constituição, temos a inconstitucionalidade por ação ou omissão; o controle é jurisdicional, combinando os critérios difuso e concentrado, este de competência do STF; portanto, temos o exercício do controle por via de exceção e por ação direta de insconstitucionalidade e ainda a ação declaratória de constitucionalidade; a ação direta de inconstitucionalidade compreende três modalidades: Interventiva, genérica e a supridora de omissão. A constituição mantém a regra segundo a qual somente pelo voto da maioria absoluta de seus membros ou dos membros do respectivo órgão especial poderão os tribunais declarar a insconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público. (art. 97) Efeitos da declaração de inconstitucionalidade: depende da solução sobre a natureza do ato inconstitucional: se é inexistente, nulo ou anulável. A declaração de insconstitucionalidade, na via indireta, não anula a lei nem a revoga; teoricamente a lei continua em vigor, eficaz e aplicável, até que o Senado Federal suspenda sua executoriedade (art. 52, X). A declaração na via direta tem efeito diverso, importa suprimir a eficácia e aplicabilidade da lei ou ato; distinções a seguir: Qual a eficácia da sentença que decide a inconstitucionalidade na via de exceção: se resolve pelos princípios processuais; a argüição de insconstitucionalidade é questão prejudicial e gera um procedimento incidenter tantum, que busca a simples verificação da existência ou do vício alegado; a sentença é declaratória; faz coisa julgada somente no caso e entre as partes; no que tange ao caso concreto, a declaração surte efeitos ex tunc; no entanto a lei contínua eficaz e aplicável, até que seja suspensa sua executoriedade pelo Senado; ato que não revoga nem anula a lei, apenas lhe retira a eficácia, daí por diante ex nunc.

103. contrárias à posição governamental.Qual a eficácia da sentença proferida no processo de ação direta de inconstitucionalidade genérica?: tem por objeto a própria questão de inconstitucionalidade. que a decrete. terá como pressuposto fático a existência de decisões de constitucionalidade. a Mesa do Senado Federal. não tem por objeto a verificação da constitucionalidade de lei ou ato estadual ou municipal. a Mesa da Câmara dos Deputados e o Procurador-Geral da República. seu exercício gera um processo constitucional contencioso. e o STF já decidiu que não cabe a intervenção do Advogado-Geral da União no processo dessa ação. não cabendo ao Senado a suspenção da execução do ato. em se tratando de órgão administrativo. mas também restabelecer a ordem constitucional no Estado. será dada ciência ao Poder competente para a adoção das providências necessárias e. porque visa desfazer decisões proferidas entre as partes. Legitimação e competência para a ação: segundo o art. a condenação tem efeito constitutivo da sentença que faz coisa julgada material erga omnes. Finalidade o objeto da ação declaratória de constitucionalidade: essa ação pressupõe controvérsia a respeito da constitucionalidade da lei. AÇÃO DECLARATÓRIA DE CONSTITUCIONALIDADE É uma ação que tem a característica de um meio paralisante de debates em torno de questões jurídicas fundamentais de interesse coletivo. de fato. . visa solucionar isso. mediante sua propositura por uma delas. § 2º da Constituição. deverá ter eficácia erga omnes (genérica) e obrigatória. porque dela decorre um efeito ulterior de natureza mandamental no sentido de exigir a adoção das providências necessárias ao suprimento da omissão. mediante a intervenção. a sentença que reconhece a inconstitucionalidade por omissão é declaratória. que vincula as autoridades aplicadoras da lei. objeto da ação é a verificação da constitucionalidade da lei ou ato normativo federal impugnado em processos concretos. a Constituição declara que o decreto se limitará a suspender a execução do ato impugnado. se essa medida bastar ao restabelecimento da normalidade. sustentando a constitucionalidade da lei ou ato normativo. mas não meramente. em processos concretos. sua finalidade imediata consiste na rápida solução dessas pendências. que declara ou não a constitucionalidade da lei. a sentença não será meramente declaratória. ou Município. p ara fazê-lo em 30 dias. 103. declarada a inconstitucionalidade por omissão de medida para tornar efetiva norma constitucional.§ 4º. que não poderão mais dar-lhe execução sob pena de arrostar a eficácia da coisa julgada. poderão propô-la o Presidente da República. com o mesmo objeto das contestações. Efeito da sentença proferida no processo de ação de inconstitucionalidade interventiva: visa não apenas obter a declaração de inconstitucionalidade. a sentença aí faz coisa julgada material. qualquer decisão. não há previsão dessa possibilidade. uma vez qua a declaração de insconstitucionalidade em tese visa precisamente atingir o efeito imediato de retirar a aplicabilidade da lei. tem natureza de meio de impugnação antes que de ação. a decisão tem um efeito condenatório que fundamenta o decreto de intervenção. Efeito da declaração de inconstitucionalidade por omissão: o efeito está no art. A competência para processar e julgar a ação declaratória de constitucionalidade é exclusivamente do STF. por via de coisa julgada vinculante. o que é aferido diante da existência de um grande número de ações onde a constitucionalidade da lei é impugnada. ao estatuir que.

as decisões definitivas de mérito nessas ações. Limitações ao poder de reforma constitucional: é limitado. 60. com o respectivo número de ordem. em dois turnos. 60. três quintos (3/5) dos votos dos membros de cada uma delas (art. 60. só a do Império estabeleceu esse tipo de limitação. § 5º). excluir determinadas matérias ou conteúdos da incidência do poder de reforma) e implícitas (ocorre quando são enumeradas matérias de direitos fundamentais. Sistema brasileiro: Apresentada a proposta. nenhum juízo ou Tribunal poderá conhecer de ação ou processo em que se postule uma decisão contrária à declaração emitida no processo de ação declaratória de constitucionalidade pelo STF nem produzir validamente ato normativo em sentido contrário àquela decisão. cuja estabilidade o legislador constituinte não considerou tão grande como outros mais valiosos. o agente ou sujeito da reforma. insuscetíveis de emendas) Controle de constitucionalidade da reforma constitucional: toda modificação. por meio de atuação de certos órgãos. Ferreira Filho. acrescenta-se que a matéria constante de proposta de emenda rejeitada ou havida por prejudicada não poderá ser objeto de nova proposta na mesma sessão legislativa (art. sem possibilidade de qualquer outra declaração em contrário. e assim ficará sujeita ao controle de constitucionalidade pelo Judiciário. é o poder constituinte originário. ao estabelecer a CF. sem que para tanto seja preciso recorrer à revolução. expressamente. qual seja a de que não se procederá à reforma na vigência do estado de sítio. A doutrina distribui as limitações em: Limitações temporais: não são comumente encontráveis na história constitucional brasileira. produzirão eficácia contra todos e efeito vinculante aos demais órgãos do Judiciário e do Executivo.Efeitos da decisão da ação declaratória de constitucionalidade: segundo a art. materiais explícitas (compreende-se que o constituinte originário poderá. § 2º. Manoel G. considerando-se aprovada quando obtiver. tal como se dá com as leis ordinárias. que. se bem que submetida a obstáculos e formalidades mais difíceis que os exigidos para a alteração das leis ordinárias. pelo efeito vinculante à função jurisdicional dos demais órgãos do Judiciário. que a realidade exige. dali por diante. por esse método. será ela discutida e votada em cada Casa do Congresso Nacional. é a modificação de certos pontos. a novos impulsos. pela outorga de competência à um órgão constituido para. de estado de defesa ou estado de sítio (art. de modo indireto. paralisando-os com o desfazimento dos efeitos das decisões neles proferidas no primeiro caso ou a confirmação desses efeitos no segundo caso. o ato. a novas forças. inerente à Constituição rígida que se destina a modificá-la. terá efeito erga omnes. § 2º). visto que previa. estabelecidas nas próprias constituições para o exercício do poder reformador. Poder constituinte e poder reformador: a Constituição conferiu ao Congresso Nacional a competência para elaborar emendas a ela. feita com desreipeito de procedimento especial estabelecido ou de preceito que não possa ser objeto de emenda. poder constituinte de revisão "é aquele poder. adaptação da Constituição a novas necessidades. Limitações circunstanciais: desde 1934 estatui-se um tipo de limitação ao poder de reforma. porque a própria norma constitucional lhe impõe procedimento e modo de agir. EMENDA À CONSTITUIÇÃO Emenda é o processo formal de mudanças das constituições rígidas. Limitações materiais: distingue. a Cf vigente veda emendas na vigência de intervenção federal. no fundo. que somente após um certo tempo estabelecido. em seu lugar. é constitucional. 102. em ambos. segundo o que a mesma estabelece. uma vez aprovada. segundo o Prof. dos quais não pode arredar sob pena de sua obra sair viciada. mediante determinadas formalidades. sem que seja preciso recorrer ao poder constituinte originário". padecerá de vício de inconstitucionalidade formal ou material. o próprio poder constituinte originário. . visa permitir a mudança da Constituição. proceder às modificações na Constituição. a emenda será promulgada pelas Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. § 1º). é o único sistema de mudança formal da Constituição. configura as limitações formais. atua em segundo grau. é que ela poderia ser reformada ( no caso 4 anos). ficando sujeita ao sistema de controle de constitucionalidade. instituiu um poder constituinte reformador. se estendendo a todos os feitos em andamento.

do respeito dos direitos fundamentais da pessoa humana. a ação imediata dos princípios consiste. Conceito e conteúdo dos princípios fundamentais: constituem-se dos princípios definidores da forma de Estado. da auto determinação dos povos. estrutura e tipo de Estado: República Federativa. Função e relevância dos princípios fundamentais: a função ordenadora. 1º e 2º). Princípios fundamentais e princípios gerais do Direito Constitucional: os fundamentais traduzem-se em normas fundamentais que explicitam as valorações políticas fundamentais do legislador constituinte. d) relativos ao regime político: da cidadania. e constituem desdobramentos dos fundamentais. I). dos princípios definidores da estrutura do Estado. III e IV). em funcionarem como critério de interpretação e de integração. vinculam elas à obrigação de submeter-se às exigências de realizar uma prestação. do repúdio ao terrorismo e ao racismo. os gerais formam temas de uma teoria geral do Direito Constitucional. bem como sua ação imediata. reconhecem a pessoa ou a entidade. decorrem de certas normas constitucionais. a faculdade de realizar certos interesses por ato próprio ou exigindo ação ou abstenção de outrem. objetos. relativos à comunidade internacional: da independência nacional. relações. 4º). da dignidade da pessoa. da justiça social e da não-discriminação (arts. em primeiro lugar. 1º. que podem ter seu estudo destacado da dogmática jurídico-constitucional. c) relativos à organização da sociedade: princípio da livre organização social. Estado democrático de direito (art. Princípios jurídico-constitucionais: são informadores da ordem jurídica nacional. da igualdade dos Estados.II . Os princípios constitucionais positivos: se traduzem em normas da Constituição ou que delas diretamente se inferem. 1º). da não-intervenção. 3º. II. e) relativos à prestação positiva do Estado: da independência e do desenvolvimento nacional. da solução pacífica dos conflitos e da defesa da paz. da soberania popular. enquanto diretamente aplicáveis ou diretamente capazes de conformarem as relações políticoconstitucionais. do pluralismo. da cooperação entre os povos e o da integração da América Latina (art. pois são eles que dão coerência geral ao sistema. dos princípios estruturantes do regime político e dos princípios caracterizadores da forma de governo e da organização política em geral. ou seja. de convivência justa e da solidariedade (art 3º. b) relativos à forma de governo e à organização dos poderes: República e separação de poderes (art. parágrafo único). forma. soberania. e são normas-princípio. DOS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DO ESTADO BRASILEIRO REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL . da representação política e da participação popular direta (art. contêm as decisões políticas fundamentais. por envolver conceitos gerais. os da CF/88 discriminadamente são: princípios relativos à existência. Os princípios são ordenações que se irradiam e imantam os sistemas de normas.DOS PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DOS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS As normas são preceitos que tutelam situações subjetivas de vantagem ou de vínculo. são basicamente de duas categorias: Princípios político-constitucionais: constituem-se daquelas decisões políticas fundamentais concretizadas em normas conformadoras do sistema constitucional positivo. são como núcleos de condensações nos quais confluem valores e bens constitucionais.

que dá origem aos sistemas parlamentarista. A União é a entidade federal formada pela reunião das partes componentes. estados-membros ou estado). o Legislativo. Sistema de Governo é o modo como se relacionam os poderes. sem preconceitos de origem. Estado é uma ordenação que tem por fim específico e essencial a regulamentação global das relações sociais entre os membros de uma dada população sobre um dado território. a cidadania. rege e domina. as funções legislativa. a federação consiste na união de coletividades regionais autônomas (estados federados. manifesta a unidade geográfica. 1º. coisa do povo e para o povo. de maneira a manter um mínimo de ordem e estimular o máximo de progresso à vista do bem comum. econômica e cultural das terras ocupadas pelos brasileiros. a um tempo. Território e forma de Estado: território é o limite espacial dentro do qual o Estado exerce de modo efetivo o poder de império sobre pessoas e bens. unidade. histórica. é constituído por Estados-membros dotados de autonomia. recebe-a da evolução constitucional. especialmente o Legislativo e o Executivo. o Estado brasileiro tem como fundamentos a soberania. ou seja. sexo. é superior a todos os outros poderes sociais. visando a ordenar as relações entre esses grupos de indivíduos entre si e recíprocamente.O País e o Estado brasileiros: País se refere aos aspectos físicos. Fundamentos do Estado brasileiro: segundo o art. possui 3 caracteristicas fundamentais. 1º) não instaura a República. a dignidade da pessoa humana. Poder político: pode ser definido como uma energia capaz de coordenar e impor decisões visando à realização de determinados fins. Estado Federal . a constituição organiza esses elementos. o Executivo e o Judiciário. presidencialista e diretorial. dotado de personalidade jurídica de Direito Público Internacional. consta no ser art. os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa e o pluralismo político. . notadamente quanto ao exercício de capacidade normativa sobre matérias reservadas à sua competência. Estado federal é o todo. 3º): construir uma sociedade livre. ao torrão nacional. idade e de outras formas de discriminação. Objetivos fundamentais do Estado brasileiro: a Constituição consigna como objetivos fundamentais (art. refere-se a uma forma de Estado (federação ou Estado Federal) caracterizada pela união de coletividades públicas dotadas de autonomia político-constitucional. garantir o desenvolvimento nacional. PODER E DIVISÃO DE PODERES A divisão de poderes é um princípio fundamental da Constituição. indivisibilidade e indelegabilidade. raça. Forma de Governo . ao habitat. promover o bem de todos. constitui-se de um poder soberano de um povo situado num território com certas finalidades. os quais reconhece. justa e solidária. 2º :são poderes da União. O princípio republicano (art. que se opõe a toda forma de tirania. cor. embora parecendo único nas relações internacionais. Forma de Estado é o modo de exercício do poder político em função do território. executiva e jurisdicional e indicam os respectivos órgãos. reduzir as desigualdades sociais e regionais. exprimem . constituindo pessoa jurídica de Direito Público interno.a República: Forma de governo é conceito que se refere à maneira como se dá a instituição do poder na sociedade e como se dá a relação entre governantes e governados. autonomia federativa. O Estado federal apresenta-se como um Estado que. erradicar a pobreza e a marginalização.forma do Estado brasileiro: o federalismo. autônoma em relação aos Estados e a que cabe exercer as prerrogativas da soberania do Estado brasileiro. República é uma forma de governo que designa uma coletividade política com características da res pública. estabelecidos na organização dos poderes. A autonomia federativa assenta-se em dois elementos: a) na existência de órgãos governamentais próprios. b) na posse de competências exclusivas. independentes e harmônicos entre si.

é conceito mais abrangente do que o de Estado de Direito. como forma de produção. como realização de valores de convivência humana. mas não o seu completo desenvolvimento. de acordo com as leis. O Estado Democrático de Direito reúne os princípios do Estado Democrático e do Estado de Direito. ou . a divisão de poderes e o enunciado e garantia dos direitos individuais. A harmonia entre os poderes verifica-se pelas normas de cortesia no trato recíproco e no respeito às prerrogativas e faculdades a que mutuamente todos têm direito. Estado de Direito: suas caracteristicas básicas foram a submissão do império a lei. que. e a consecução do bem-estar social geral. que tomam os nomes das respectivas funções. o conjunto de órgãos supremos a quem incumbe o exercício das funções do poder político. fundamenta-se em dois elementos: a especialização funcional e a independência orgânica. na simples formação das instituições representativas. que impõe a participação efetiva e operante do povo na coisa pública. 62 (medidas provisórias com força de lei) e 68 ( delegação de atribuições legislativas). 54). há interferências. visa. Estado Democrático: se funda no princípio da soberania popular. expressada e realizada. que visam ao estabelecimento de um sistema de freios e contrapesos. não precisam os titulares consultar os outros nem necessitam de sua autorização. no exercício das atribuições que lhe sejam próprias. 2 elementos: o capitalismo. caracteriza-se no propósito de compatibilizar. na medida em que incorpora um componente revolucionário de transformação do status quo. que. Estado Social de Direito: transformação do Estado de Direito. a executiva e a jurisdicional. não como simples reunião formal dos respectivos elemento. onde o qualitativo social refere-se à correção do individualismo clássico liberal pela afirmação dos chamados direitos sociais e realização de objetivos de justiça social. a executiva resolve os problemas concretos e individualizados. Divisão dos poderes: consiste em confiar cada uma das funções governamentais a órgãos diferentes. à busca do equilibrio necessário à realização do bem da coletividade. que constituem em estágio da evolução do Estado Democrático. participação que não se exaure. na organização dos respectivos serviços. que surgiu como expressão jurídica da democracia liberal. a jurisdicional tem por objeto aplicar o direito aos casos concretos a fim de dirimir conflitos de interesse. abstratas.Governo e distinção de funções do poder: Governo é o conjunto de órgãos mediante os quais a vontade do Estado é formulada. fundamentalmente é: a legislativa consiste na edição de regras gerais(leis). Independência e harmonia entre os poderes: a independência dos poderes significa que a investidura e a permanência das pessoas num dos órgãos não dependem da confiança nem da vontade dos outros. 56. assim. Exemplos de exceção ao princípio: arts. Exceções ao princípio: a Constituição estabelece incompatibilidades relativamente ao exercício de funções e poderes (art. ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO A democracia. . a divisão de funções entre os órgãos do poder nem sua independência são absolutas. observadas apenas as disposições constitucionais e legais. e porque os limites e exceções ao princípio decorrem de normas. a distinção das funções que são a legislativa. em um mesmo sistema. revela um conceito novo que os supera. cada um é livre. a realizar o princípio democrático como garantia real dos direitos fundamentais da pessoa humana. servindo de base ao neocapitalismo. impessoais e inovadoras da ordem pública.

da justiça social. Princípios a tarefa do Estado Democrático de Direito: são os seguintes: princípio da constitucionalidade. se não. sua tarefa fundamental consiste em superar as desigualdades sociais e regionais e instaurar um regime democrático que realize a justiça social. . mas os supera na medida em que incorpora um componente revolucionário de transformação do status quo. mas pela busca da igualização das condições dos socialmente desiguais. a estrutura de modos democráticos. funda-se no princípio democrático. da divisão de poderes. da legalidade e da segurança jurídica. fundado na dignidade da pessoa humana. Pressupostos da democracia: a democrácia não necessita de pressupostos especiais. 1º. ou seja. DEMOCRACIA Conceito de Democracia: é um processo de convivência social em que o poder emana do povo. PRINCÍPIO DEMOCRÁTICO E GARANTIA DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS REGIME POLÍTICO Conceito de regime político: é um complexo estrutural de princípios e forças políticas que configuram determinada concepção do Estado e da sociedade. sendo também um conceito ativo. democrático. antes de tudo. a democratização dessas prestações. não o é. há de ser exercido. A lei no Estado Democrático de Direito: o princípio da legalidade é também um princípio basilar desse Estado. a Constituição estrutura um regime democrático consubstanciando esses objetivos de igualização por via dos direitos sociais e da universalização de prestações sociais. levando em conta os conceitos dos elementos componentes. ao fato estrutural há que superpor o elemento funcional. basta a existência de uma sociedade. e que inspiram seu ordenamento jurídico. 1º o enunciam de maneira insofismável. instituído no art. mas da lei que realize o princípio da igualdade e da justiça não pela sua generalidade. superando o Estado capitalista para configurar um Estado promotor de justiça social que o personalismo e monismo político das democrácias populares sob o influxo do socialismo real não foram capazes de construir. consiste na criação de um conceito novo. direta ou indiretamente. é um tipo de Estado que tende a realizar a síntese do processo contraditório do mundo contemporâneo. é democracia.Caracterização do Estado Democrático de Direito: não significa apenas u nir formalmente os conceitos de Estado de Democrático e Estado de Direito. constitui fundamento do Estado Democrático de Direito. o preâmbulo e o art. sem redução a uma simples atividade de governo. pelo povo e em proveito do povo. Regime político brasileiro: segundo a CF/88. se seu governo emana do povo. a CF de 88 apenas abre as perspectivas de realização social profunda pela prática dos direitos sociais que ela inscreve e pelo exercício dos instrumentos que oferece à cidadania e que possibilita concretizar as exigências de um Estado de justiça social. pois. sujeita-se ao império da lei. é da essência do seu conceito subordinar-se à Constituição e fundar-se na legalidade democrática. supondo dinamismo. da igualdade. pressupõe a existência de um conjunto de instituições e princípios fundamentais que informam determinada concepção política do Estado e da sociedade. do sistema de direitos fundamentais. que implica uma atividade e um fim.

Democracia pluralista: a CF/88 assegura os valores de uma sociedade pluralista (preâmbulo) e fundamenta-se no pluralismo político (art. 61. mas a substancial. o referendo popular (art. a participação. na verdade. entre outros. a participação popular é indireta. 14. os poderes governamentais. Democracia participativa: o princípio participativo caracteriza-se pela participação direta e pessoal da cidadania na formação dos atos de governo. nele se consubstanciam os princípios da representação e da autoridade legítima. V). a democratização do poder é fenômeno histórico. outorga as funções de governo aos seus representantes. integram a democracia participativa. optar por isso significa acolher uma sociedade conflitiva. em face da extensão territorial. que elege periodicamente. a Constituição opta. fazendo leis. não são princípios. pela sociedade pluralista que respeita a pessoa humana e sua liberdade. etc. segundo o qual o povo é a única fonte do poder. não podendo dirigir os negócios do Estado diretamente. tais como as eleições. o papel político é inserido para satisfazer. a social e a econômica. 5º. I e 18. não igualdade formal. é aquela na qual o povo. as primeiras manifestações consistiram nos institutos de democracia semidireta. Exercício do poder democrático Democracia direta é aquela em que o povo exerce. periódica e formal.Princípios e valores da democracia: a doutrina afirma que a democracia repousa sobre três princípios fundamentais: o princípio da maioria. Democracia semidireta é. pois. democracia representativa com alguns institutos de participação direta do povo nas funções de governo. que lhe dão a essência conceitual: o da soberania popular. O poder democrático e as qualificações da democracia: o que dá essência à democracia é o fato de o poder residir no povo. que combinam instituições de participação direta e indireta. o princípio da igualdade e o princípio da liberdade. 1º. também. da densidade demográfica e da complexidade dos problemas sociais. . surge um princípio derivado ou secundário: o da representação. ou seja. Democracia representativa: pressupõe um conjunto de instituições que disciplinam a participação popular no processo político. 14 a 17 da CF. fonte primária do poder. que vem a formar os direitos políticos que qualificam a cidadania. como este recebe qualificações na conformidade de seu objeto e modo de atuação. pela edição de medidas adequadas o plurarismo social. Igualdade e Liberdade. mas valores democráticos. Democracia indireta. o conceito de democracia fundamenta-se na existência de um vínculo entre o povo e o poder. repousa sobre dois princípios fundamentais. para que este seja efetiva expressão da vontade popular. institutos que. desempenha uma função política na democracia representativa. a igualdade é valor fundante da democracia. o sistema eleitoral. daí o aparecimento de qualificações da democracia para denotar-lhe uma nova faceta. a democracia política. O mandato político representativo: a eleição gera. por via das instituições eleitorais que visam a disciplinar as técnicas de escolhas do representantes do povo. o mandato político representativo. no sentido que a democracia constitui instrumento de sua realização no plano prático. nos casos em que a participação é indireta. regulado no art. repousa na vontade popular no que tange à fonte do exercício do poder. o plebiscito (art. o mandado se diz político representativo porque constitui uma situação jurídico-política com base na qual alguém. do povo no poder. que se exprime pela regra de que todo o poder emana do povo. em favor do eleito. 14. de interesses contraditórios e antinômicos. II e 49. LXXIII). administrando e julgando. em verdade. tais como: a iniciativa popular (art. chamada representativa. §§ 3º e 4º) e a ação popular (art. direta e indireta. como constam nos arts. designado por via eleitoral.. 14. III. por si. XV). § 2º). contendo seu efeito dissolvente pela unidade de fundamento da ordem jurídica.

uma democracia socialista. TEORIA DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS DO HOMEM Inspiração e fundamentação dos direitos fundamentais: a doutrina francesa indica o pensamento cristão e a concepção dos direitos naturais como as principais fontes de inspiração das declarações dos direitos.A DECLARAÇÃO DOS DIREITOS A declaração dos direitos nas constituições brasileiras: a Constituição do Império já os consignava quase integralmente. outras fontes de inspiração dos direitos fundamentais são o Manifesto Comunista e as doutrinas marxistas. A CF/88 adota técnica mais moderna. 151) e sua Emenda 1/69 (art. assim. a Constituição incorpora princípios da justiça social e do pluralismo. a partir do Papa Leão XIII e o intervencionismo estatal. sociais e culturais. adquirindo o caráter concreto de normas jurídicas positivas constitucionais. 2ª Parte DOS DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS I . fundada na insuficiente e restrita concepção das liberdades públicas. no qual encontramos participação por via representativa e participação direta por via do cidadão. e Garantia dos Direitos Civis e Políticos dos cidadão brasileiros. 179. Essa metodologia modificou-se a partir da Constituição de 1934 que abriu um título especial para a Declaração de Direitos. por isso. ela continha um título sob rubrica confusa Das Disposições Gerais. participativa e pluralista. matéria que nos ocupará a partir de agora. pelo que nem teve tempo de ter efetividade. . pouca inovação de fundo. 153). aos quais se chama brevemente direitos sociais. no conteúdo e na aplicação. 141. basicamente. a doutrina social da Igreja. inicialmente. incluindo no caput do art. Forma das declarações de direitos: assumiram. o direito à vida. e logo introduz o Título II . nela inscrevendo não só os direitos e garantias individuais. mas também os de nacionalidade e os políticos.Dos Direitos e Garantias Fundamentais. que tem consequência jurídica prática relevante. com disposições sobre a aplicação da Constituição. não é porém. à segurança individual e à propriedade. a forma de proclamações solenes. passaram a constituir o preâmbulo das constituições. com integral desreipeito aos direitos do homem. sua reforma. havendo. um sobre a nacionalidade e a cidadania e outro sobre os direitos e garantias individuais. contém só os chamados direitos e garantias individuais. Já a Constituição de 1891 abria a Seção II do Título IV com uma Declaração de Direitos. nesse aspecto. à liberdade. salvo quanto à Constituição vigente que incorpora novidades de relevo. depois. natureza de suas normas e o art. 72. não atina com a necessidade de envolver nessa problemática também os direitos econômicos. abre-se com um título sobre os princípios fundamentais. com 35 incisos. especialmente os concernentes às relações políticas. ainda que nos documentos internacionais assumam a forma das primeiras declarações. assegurando os direitos concernentes à vida. atualmente. nos ordenamentos nacionais integram as constituições. assegurando a inviolabilidade dos direitos concernentes à liberdade. com 2 capítulos. A Constituição de 1946 trouxe o Título IV sobre as Declarações dos Direitos. dedicados aos direitos e garantias individuais especialmente. A esse modelo. pois o modelo econômico adotado é fundamentalmente capitalista. A ela sucedeu a Carta de 1937. essa constitução durou pouco mais de 3 anos. à segurança e à propriedade nos termos dos 31 parágrafos do art. subjetivando-se em direito particular de cada povo.Democracia e direito constitucional brasileiro: o regime assume uma forma de democracia participativa. o modelo é o de uma democracia social. Assim fixou o enunciado que se repetiria da Constituição de 1967 (art. ditatorial na forma.

têm aplicação imediata. positivas ou negativas. aos órgãos do Poder Público.DOS DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS FUNDAMENTOS CONSTITUCIONAIS Conceito de direito individual: são do direitos fundamentais do homem-indivíduo. devem ser. além de referir-se a princípios que resumem a concepção do mundo e informam a ideologia política de cada ordenamento jurídico. no caso de violação. técnicas de garantia e respeito aos direitos fundamentais. a reintegração dos direitos fundamentais.direitos à nacionalidade (art. Direitos e garantias dos direitos: interessam-nos apenas as garantias dos direitos fundamentais. nela previstos. entre eles. e que poderíamos chamar condições econômico-sociais. que são aqueles que reconhecem a autonomia aos particulares. igualdade e liberdade da pessoa humana. lhes quebra o formalismo e o sentido abstrato. II . para assegurar a observância ou. fundamentais do homem no sentido de que a todos. Natureza e eficácia das normas sobre direitos fundamentais: a natureza desses direitos são situações jurídicas. Classificação dos direitos fundamentais: em síntese. 12). 4 . a eficácia e aplicabilidade das norma que contêm os direitos fundamentais dependem muito de seu enunciado. deteminações e procedimentos mediante os quais a própria Constituição tutela a observância ou. Integração das categorias de direitos fundamentais: a Constituição fundamenta o entendimento de que as categorias de direitos humanos fundamentais. porque. até porque os direitos individuais. no nível do direito positivo. podemos classificar os direitos fundamentais em 5 grupos: 1 . O conjunto das garantias forma o sistema de proteção deles: proteção social. política e jurídica. é a limitação imposta pela soberania popular aos poderes constituídos do Estado que dela dependem. a CF/88 é expressa sobre o assunto. transita-se de uma democracia de conteúdo basicamente político-formal para a democracia de conteúdo social. protegem a eficácia. limitativas de sua conduta. 14 a 17). de tal sorte que a previsão dos direitos sociais. assim. ao mesmo tempo. estão contaminados de dimensão social. a reintegração dos direitos fundamentais. a aplicabilidade e a inviolabilidade dos direitos fundamentais de modo especial. objetivas e subjetivas. que são instituições constitucionais que se inserem no mecanismo de freios e contrapesos dos poderes e. em prol da dignidade. no qualitativo fundamentais acha-se a indicação de que se trata de situações jurídicas sem as quais a pessoa humana não se realiza. culturais e políticas que favorecem o exercício dos direitos fundamentais. nem mesmo sobrevive. são de 2 tipos: gerais. pois se trata de assunto que está em função do direito positivo. 2 . 5 . com base na CF/88. . 3 direitos sociais (arts. há certamante um desiquilíbrio entre uma ordem social socializante e uma ordem econômica liberalizanta.). garantias constitucionais que consistem nas instituições. destinadas a assegurar e existência e a efetividade (eficácia social) daqueles direitos. 5º). 6º e 193 e ss.direitos coletivos (art. os direitos de nacionalidade e políticos. livre e igual de todas as pessoas.direitos individuais (art.Conceito de direitos fundamentais: direitos fundamentais do homem constitui a expressão mais adequada a este estudo. não convive e . com isso. integram-se num todo harmônico. não apenas formalmente reconhecidos.garantias gerais. em caso de inobservância. aquelas prerrogativas e instituições que ele concretiza em garantia de uma convivência digna. que são prescrições constitucionais estatuindo técnicas e mecanismos que. se não de tendência socializante. 5º). especiais. quando estatui que as normas definidoras dos direitos e garantias fundamentais. mas concreta e materialmente efetivados. impedem o arbítrio com o que constituem. as vezes. por igual. as quais se referem à organização da comunidade política. é reservada para designar. que distinguiremos em 2 grupos: . mediante influências recíprocas. definidas no direito positivo.direitos políticos (arts. limitando a atuação dos órgãos estatais ou de particulares. em conjunto caracterizam-se como imposições. garantindo a iniciativa e independência aos indivíduos diante dos demais membros da sociedade política e do próprio Estado.

a vida é intimidade conosco mesmo. LXIV. por isso é que ela constitui a fonte primária de todos os outros bens jurídicos. muitos desses ditos interesses coletivos sobrevivem no texto constitucional. XIII. esses direitos coletivos?. 5º. é o direito de não ter interrompido o processo vital senão pela morte espontânea e inevitável. preferimos no entanto. a fim de dotar essas normas de eficácia. à segurança e à propriedade. é difícil delinear sua posição. 5º. na maior parte. fazer uma distinção em 3 grupos: 1) direitos individuais expressos. 84. VII. 5º. apenas as liberdades de reunião e de associação. por isso é que o Direito Penal tutela a honra contra a calúnia. 29. quando assegura a inviolabilidade do direito à vida. nos termos do art. 5º. mas especialmente às autoridades e detentores de poder. 10. no art. 5º. de lutar pelo viver. Ex: incisos XLIX. 225) ou caracterizados como instituto de democracia direta nos arts. caracterizados. onde estão. DO DIREITO À VIDA E DO DIREITO À PRIVACIDADE DIREITO À VIDA A vida como objeto do direito: a vida humana. 31. ao juiz competente e à família ou pessoa indicada. Classificação dos direitos individuais: a Constituição dá-nos um critério para a classificação dos direitos que ela anuncia no art. à integridade moral do direito assume feição de direito fundamental. e etc. a difamação e a injúria. Direito à integridade moral: a Constituição realçou o valor da moral individual. de defender à própria vida. um assitir a si mesmo e um tomar posição de si mesmo. § 3º. III). o direito do preso à identificação dos responsáveis por sua prisão e interrogatório policial. como direitos sociais (arts. nos incisos do art. aqueles que não são nem explícita nem implícitamente enumerados. como direito à identidade pessoal. 2) direitos individuais implícitos. certos desdobramentos do direito à vida. aqueles que estão subentendidos nas regras de garantias. imediatamente. do art. XLIX). pois o artigo só menciona "brasileiros e estrangeiros residentes". VI. do Título II anuncia uma especial categoria dos direitos fundamentais: os coletivos. que é o objeto do direito assegurado no art. 5º. 5º). Pena de morte: é vedada. a prisão de qualquer pessoa e o local onde se encontre. 9º e 37. Direitos coletivos: a rubrica do Capítulo I. II). à liberdade. 3) direitos indivíduais decorrentes do regime e de tratados internacionais subscritos pelo Brasil. § 4º. mas provêm ou podem vir a provir do regime adotado. LXII. 27. V e X). quanto aos estrangeiros não residentes. Deveres individuais e coletivos: os deveres que decorrem dos incisos do art. saber-se e dar-se conta de si mesmo. o direito à atuação geral (art. a Constituição preordena várias garantias penais apropriadas. 5º. tornando-a um bem indenizável (art. o direito de entidades associativas de representar seus filiados e os direitos de receber informação de interesse coletivo e de petição restaram subordinados à rubrica dos direitos coletivos. o dever da autoridade policial informar ao preso seus direitos. têm como destinatários mais o Poder Público e seus agentes em qualquer nível do que os indivíduos em particular. entre outros de difícil caracterização a priori. mas nada mais diz a seu respeito. II e III. integrase de elementos materiais e imateriais. de permanecer vivo. § 2º. I. . XIX (art. como instituto de fiscalização financeira. 5º. só é admitida no caso de guerra externa declarada. como direito de resistência. LXIII. ou ainda.. a inviolabilidade dos direitos assegurados impõe deveres a todos. a). à igualdade. 11. Direito à integridade física: a Constituição além de garantir o respeito à integridade física e moral (art. como o dever de comunicar. 5º. tentou-se incluir na Constituição o direito a uma existência digna. declara que ninguém será submetido a tortuta ou tratamento desumano ou degradante (art.Destinatários dos direitos e garantias individuais: são os brasileiros e os estrangeiros residentes no País(art. XLVII. 14. 8º e 37. 5º. e 61. aqueles explicitamente enunciados nos incisos do art. 5º. Direito à existência: consiste no direito de estar vivo.

menciona também a igualdade entre homens e mulheres e acrescenta vedações a distinção de qualquer natureza e qualquer forma de discriminação. as situações que sejam entre si distintas. os executores e os que. a CF foi explícita em assegurar ao lesado. o sigilo de correspondência e ao segredo profissional. à legislação. já constitui ilícito penal. Tortura: prática expressamente condenada pelo inciso III do art. 5º. Isonomia formal e isonomia material: isonomia formal é a igualdade perante a lei. o Estado continua a protegê-la como valor social e este interesse superior torna inválido o consentimento do particular para que dela o privem. portanto. mas parece inadmitir o abortamento. que será estudado mais adiante. DIREITO À PRIVACIDADE Conceito e conteúdo: A Constituição declara invioláveis a intimidade. a CF/88 abre o capítulo dos direitos individuais com o princípio que todos são iguais perante a lei. não caracteriza propriamente um direito à privacidade e menos à intimidade. significa para o legislador que. em algumas hipóteses. da personalidade. a honra. a honra e a imagem das pessoas (art. DIREITO DE IGUALDADE Introdução ao tema: as Constituições só tem reconhecido a igualdade no seu sentido jurídico-formal (perante a lei). reforça o princípio com muitas outras normas sobre a igualdade ou buscando a igualização dos desiguais pela outorga de direitos sociais substanciais. deve reger. a condenação é tão incisiva que o inciso XLIII determina que a lei considerará a prática de tortura crime inafiançável e insuscetível de graça. . buscando realizar o princípio da igualização. podendo evitá-lo. XXX e XXXI.455/97). sem distinção de qualquer natureza. pois. expressamente. esses valores humanos à condição de direito individual. isso é que permite. abrangendo nesse sentido à inviolabilidade do domicílio. e. a material são as regras que proíbem distinções fundadas em certos fatores. Honra e imagem das pessoas: o direito à preservação da honra e da imagem. Vida privada: a tutela constitucional visa proteger as pessoas de 2 atentados particulares: ao segredo da vida privada e à liberdade da vida privada. 5º.Eutanásia: é vedado pela Constituição. acolhendo um instituto típico e específico para a efetividade dessa tutela. especialmente a penal. a imagem constituem. na repartição de encargos e benefícios. independente. Privacidade e informática: a Constituição tutela a privacidade das pessoas. se omitirem (Lei 9. Ex: art. considerando-o um direito conexo ao da vida. que é o habeas data. X). O sentido da expressão "igualdade perante a lei": o princípio tem como destinatários tanto o legislador como os aplicadores da lei. Aborto: a Constituição não enfrentou diretamente o tema. a vida privada. a CF reputa-os valores humanos distintos. com iguais disposições situações idênticas. direito à indenização por dano material ou moral decorrente da violação do direito à privacidade. o desinteresse do indivíduo pela própria vida não exclui esta da tutela. por ele respondendo os mandantes. objeto de um direito. devendo o assunto ser decidido pela legislação ordinária. distinguir. Violação à privacidade e indenização: essa violação. ao elaborar a lei. segundo o qual ninguém será submetido a tortura ou a tratamento desumano e degradante. reciprocamente. na medida em que não de limitara ao simples enunciado da igualdade perante a lei. Intimidade: se caracteriza como a esfera secreta da vida do indivíduo na qual este tem o poder legal de evitar os demais. erigiu. tutelar pessoas que se achem em posição econômica inferior. de sorte a quinhoá-las ou gravá-las em proporção às suas diversidades. a Constituição procura aproximar os 2 tipos de isonomia. 7º.

40. cor. diz-se num deles que a lei punirá qualquer discriminação atentatória dos direitos e liberdades fundamentais. e outro.Igualdade de homens e mulheres: essa igualdade já se contém na norma geral da igualdade perante a lei. XXX). apesar do princípio da isonomia assegurado a todos pela Constituição (art. mais específico porque destaca a forma mais comum de discriminação. apresenta-se sob 2 prismas: como interdição do juiz de fazer distinção entre situações iguais. sem preconceitos de origem. proíbe também. pois. cor. idade. consistente no tratamento igual a situações iguais e tratamento desigual a situações desiguais. estabelecendo que a prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível. 5º). diferença de salários. O princípio da igualdade jurisdicional: a igualdade jurisdicional ou igualdade perante o juiz decorre. III. ônus. nos termos da lei. idade. XLI e XLII). IV. Igualdade perante a lei penal: essa igualdade deve significar que a mesma lei penal e seus sistemas de sanções hão de se aplicar a todos quanto pratiquem o fato típico nela definido como crime. uma consiste em outorgar benefício legítimo a pessoas ou grupos. só valem as discriminações feitas pela própria Constituição e sempre em favor da mulher. 5º que homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações. é vedado distinções de qualquer natureza. onde diz que:. O princípio da não discriminação e sua tutela penal: a Constituição traz 2 dispositivos que fundamentam e exigem normas penais rigorosas contra discriminações. como garantia constitucional indissoluvelmente ligada à democracia. diz respeito à repartição do ônus fiscal do modo mais justo possível. ao aplicar a lei. discriminando-os favoravelmente em detrimento de outras pessoas ou grupos em igual situação. da igualdade perante a lei. DIREITO DE LIBERDADE . e quaiquer outras formas de discriminação. sexo. assim. do art. por exemplo. 5º. sendo destacada no inciso I. as condições reais de desigualdade condiconam o tratamento desigual perante a lei penal. nos termos desta Constituição. discriminando-as em face de outros na mesma situação que. e 202. dever. devido aos fatores econômicos. sujeito a pena de reclusão. as discriminações são proibidas expressamento no art. a outra forma revela-se em se impor obrigação. XXX e XXXI).. de exercício de funções e de critério de admissão por motivo de sexo. há 2 formas de cometer essa inconstitucionalidade. promever o bem de todos. e 7º.. 3º. 7º. permaneceram em condições mais favoráveis. como interdição ao legislador de editar leis que possibilitem tratamento desigual a situações iguais ou tratamento igual a situações desiguais por parte da Justiça. sanção ou qualquer sacrifício a pessoas ou grupos de pessoas. estado civil ou posse de deficiência (art. Discriminações e inconstitucionalidade: são inconstitucionais as discriminações não autorizadas pela Constituição. fora disso a igualdade será puramente formal. a aposentadoria da mulher com menor tempo de serviço e de idade que o homem (arts. 3º. Igualdade "sem distinção de qualquer natureza": além da base geral em que assenta o princípio da igualdade perante a lei. também contemplada em todas as normas que vedam a discriminação de sexo (arts. raça. (art. I a III). IV. Igualdade perante à tributação: o princípio da igualdade tributária relaciona-se com a justiça distributiva em matéria fiscal.

ou o que for. Liberdade da pessoa física: é a possibilidade jurídica que se reconhece a todas as pessoas de serem senhoras de sua própria vontade e de locomoverem-se desembaraçadamente dentro do território nacional. Liberdade de pensamento: é o direito de exprimir. distingue-se em 5 grupos: 1) liberdade da pessoa física. o que é válido afirmar é que a liberdade consiste na ausência de coação anormal. são formas de liberdade. em função do Direito Constitucional positivo. como conceito podemos dizer que liberdade consiste na possibilidadede de coordenação consciente dos meios necessários à realização da felicidade pessoal. Liberdade e liberdades: liberdades. I e II). religiosa. 5) liberdade de conteúdo econômico. 12 § 3º. que especialmente se concretiza pelos meios de comunicação social ou de massa. quanto mais o processo de democratização avança. mais liberdade conquista. artística e científica e direitos conexos. no sentido de que seja consentida por aqueles cuja liberdade restringe. trata-se de liberdade de conteúdo intelectual e supõe contato com seus semelhantes. não como forma dessa liberdade em si. o conteúdo da liberdade se amplia com a evolução da humanidade. beneficia brasileiros e estrangeiros residentes. que aqui. fortalece-se. O regima democrático é uma garantia geral da realização dos direitos humanos fundamentais. no plural. O assinalado o aspecto histórico denota que a liberdade consiste num processo dinâmico de liberação do homem de vários obstáculos que se antepõem à realização de sua personalidade: obstáculos naturais. arte. quanto à escolha e exercício de ofício ou profissão. o que se pense em ciência. II. a sociedade. porque depende do poder do homem sobre a natureza. e 37.O problema da Liberdade: a liberdade tem um caráter histórico. em virtude das transformações dos meios de comunicação. e sobre si mesmo em cada momento histórico. inclui as liberdades de opinião. não porém. econômicos. a CF acolhe essa distinção. XVI). moral e legítima. DIREITOS COLETIVOS Direito à informação: o direito de informar. à deformação da autoridade. religião. que ela fica sujeita à observância das qualificações profissionais que a lei exigir. de expressão intelectual. enquanto a acessibilidade à função pública sofre restrições de nacionalidade (arts. para nós as formas de expressão dessa liberdade se revelam apenas na liberdade de locomoção e na liberdade de circulação. preordena a liberdade de informar completada com a liberdade de manifestação do pensamento (5º. de expressão cultural e de transmissão e recepção do conhecimento. mencionando também o problema da segurança. 5º. ( art. ilegítima e imoral. 2) liberdade de pensamento. 3) liberdade de expressão coletiva. só podendo a lei federal definir as qualificações profissionais requeridas para o exercício das profissões. é hoje função do Estado promover a liberação do homem de todos esses obstáculos. . e é aqui que a autoridade e liberdade se ligam. Cabe considerar aquela que constitui a liberdadematriz. XIII). de acordo com as propensões de cada pessoa e na medida em que a sorte e o esforço próprio possam romper as barreiras que se antepõem à maioria do povo. revela-se um direito individual. de ofício e de profissão. de comunicação. daí se conclui que toda a lei que limita a liberdade precisa ser lei normal. 5º. de informação. à autoridade legítima. 4) liberdade de ação profissional. por qualquer forma. segundo o qual ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei. como aspecto da liberdade de manifestação de pensamento. IV). a liberdade anunciada no acima (art. mas já contaminado no sentido coletivo. que é a liberdade de ação em geral. 22. A liberdade opõe-se ao autoritarismo. com todas as suas liberdades. mas como forma de garantir a efetividade destas. Liberdade de ação profissional: confere liberdade de escolha de trabalho. à medida que a atividade humana se alarga. que decorre do art. no capítulo da comunicação (220 a 224). sociais e políticos. A Constituição ressalva. mais o homem se vai libertando dos obstáculos que o constrangem.

por esta. de garantir a realização da reunião. via de regra. 5º. do local de reunião. XVI. é o direito de participação da comunidade (arts. no mais têm as associações o direito de existir. mencionam uma lei limitadora (art. 11. 5º. Outro. permanecer. XXXII). nem se autoriza mais a autoridade a intervir para manter a ordem. só se reputa coletivo porque só pode ser exercido por um número razoável de eleitores: uma coletividade. DIREITO DE PROPRIEDADE Direito de Propriedade em Geral . as normas constitucionais que as reconhecem são de aplicabilidade direta e imediata. Direito de participação: distinguiremos 2 tipos. I e II. Direito dos consumidores: estabelece que o Estado proverá. porque. outras limitações podem provir da incidência de normas constitucionais (art. algumas normas podem caracterizar-se como de eficácia contida (quando a lei restringe a plenitude desta. Sistemas de restrições das liberdades individuais: a característica de normas de eficácia contida tem extrema importância. desenvolver-se e expandir-se livremente. não dependem de legislação nem de providência do Poder Público para serem aplicadas. XVI e XVII). XIII. que eleva a defesa do consumidor à condição de princípio da ordem econômica. sejam de eficácia plena ou eficácia contida. de eficácia plena e aplicabilidade direta e imediata. legitimidade essa também reconhecida aos sindicatos em termos até mais amplos e precisos. há duas restriçõs expressas à liberdade de associar-se: veda-se associação que não seja para fins lícitos ou de caráter paramilitar. Coletivo. às vezes resvalando para uma forma de participação corporativa. cabendo apenas um aviso à autoridade que terá o dever. têm legitimidade para representar seus filiados em juízo ou fora dele (art. e é aí que se encontra a sindicabilidade que autoriza a dissolução por via judicial. VII. Regime das Liberdades Eficácia das normas constitucionais sobre as liberdades: as normas constitucionais que definem as liberdades são. 5º. Liberdade de reunião: está prevista no art. não mais se exige lei que determine os casos em que será necessária a comunicação prévia à autoridade. a liberdade de reunião está plena e eficazmente assegurada. 10 e a representação assegurada no art. 14. de ofício. 8. algumas normas conferidoras de liberdade e garantias individuais. conjugando isso com a consideração do art. VII e 198. XXI). o direito. 5º. porque é daí que vêm os sistemas de restrições das liberdades públicas. VI. in verbis: ao sindicato cabe a defesa dos direitos e interesses coletivos ou individuais da categoria. como foi dito. e 61. III). a defesa do consumidor (art.Direito de representação coletiva: estabelece que as entidades associativas. o exercício das liberdades não depende de normas reguladoras. um é a participação direta dos cidadãos no processo político e decisório (arts. as quais aparecem entre os direitos sociais. inclusive em questões judiciais ou administrativas (art. tudo isso constitui modos de restrições de liberdadesm que. Liberdade de associação: é reconhecida e garantida pelos incisos XVII a XXI do art. quando expressamente autorizadas. 194. na forma da lei. XVIII). é a participação prevista no art. de natureza comunitária não-corporativa. esbarram no princípio de que é liberdade. 5º. § 2º). III). regulando os direitos subjetivos que delas decorrem). no entanto. V. não podendo ser extirpado por via da atuação do Poder Legislativo nem do poder de polícia. é a participação orgânica. 5º. 170. vale dizer. ainda que não organizada formalmente. bem como a designação. XV. que deve prevalecer.

XXIV a XXX. LIMITAÇÕES AO DIREITO DE PROPRIEDADE . 65 a 68 do CC. à propriedade das marcas. salvo os de natureza personalíssima. mas várias instituições diferenciadas. 5º. 176. XXIX). Conceito e natureza: entende-se como uma relação entre um indivíduo (sujeito ativo) e um sujeito passivo universal integrado por todas as pessoas. que contém 2 normas: a primeira confere aos autores o direito exclusivo de utilizar. 5º. a lei. tendo em vista o interesse social e o desenvolvimento tecnológico e econômico do País" (art. mas em propriedades. desde que este atenda sua função social (art. em correlação com os diversos tipos de bens e de titulares. titular de direitos morais e de direitos patrimoniais sobre a obra intelectual que produzir. Propriedade e propriedades: a Constituição consagra a tese de que a propriedade não constitui uma instituição única. . que importam apropriação pública de bens de produção. que substitui a Lei 5772/71. XXIV. que as normas de Direito Privado sobre a propriedade hão de ser compreendidas de conformidade com a disciplina que a Constituição lhe impõe. desde que trabalhada pela família. 185. . 20 e. pois. de marcas e indústrias e de nome de empresas: seu enunciado e conteúdo denotam. 5º. *ver também os arts. a plenitude da propriedade (525). 183. de tal sorte que o Direito Civil não disciplina a propriedade. possui o interesse de proteger um patrimônio necessário à manutenção e sobrevivência da família. 524). é a de nº 9279/96. os direitos morais são inalienáveis e irrenunciáveis. de propriedade que não cumpra sua função social (arts. como pagamento mediante título. e 231 da CF. com seus regimes jurídicos próprios. 185 e 186). quando a eficácia da norma fica dependendo de legislação ulterior: "que a lei assegurará aos autores de inventos industriais privilégio temporário para sua utilização. 177 e 178. garante o direito de propriedade em geral (art. ela foi explícita e precisa. estabelece seu regime fundamental. vale dizer. 5º. hoje.ao autorizar desapropriação. de onde ser cabível falar não em propriedade. Propriedade pública: a Constituição a reconhece: . sendo assim. etc.ao facultar a exploração direta de atividade econômica pelo Estado (art. que consite na transferência compulsória de bens privados para o domínio público. mas. esta garante o direito de propriedade. Propriedade de inventos. Regime jurídico da propriedade privada: em verdade. e 184. mas distingue claramente a propriedade urbana (182. 5º. XXVI do art. PROPRIEDADES ESPECIAIS Propriedade autoral: consta no art. 177).. abstraindo-se de violá-lo. 173) e o monopólio (art. o autor é. 191 e 222).Fundamento constitucional: O regime jurídico da propriedade tem seu fundamento na Constituição. 182. já os patrimoniais são alienáveis por ele ou por seus sucessores. bem como a proteção às criações industriais. 26. 5º. os indicados no art. 184. aos nomes de empresas e a outros signos distintivos. o qual tem o dever de respeitá-lo. § 2º) e a propriedade rural (arts. e assim o direito de propriedade se revela como um modo de imputação jurídica de uma coisa a um sujeito.ao incluir entre os bens da União aqueles enumerados no art. publicar e reproduzir suas obras. não há como escapar ao sentido que só garante o direito de propriedade qua atenda sua função social. a pequena propriedade rural. 182. 186. II e III. a própria Constituição dá conseqüência a isso quando autoriza a desapropriação. XXII). e 184). a segunda declara que esse direito é transmissível aos herdeiros pelo tempo que a lei fixar. XXII). não será objeto de penhora para pagamento de débitos decorrentes de sua atividade produtiva. 5º. e 20. Propriedade-bem de família: segundo o inc. gozar e dispor de bens (art. dispondo a lei sobre os meios de financiar o seu desenvolvimento. mas tão-somente as relações civis e ela referentes. XXVII. são transmissíveis por herança nos termos da lei. a Constituição assegura o direito de propriedade. só valem no âmbito das relações civis as disposições que estabelecem as faculdades de usar. entre os dos Estados. 170. § 4º. existem outras normas que interferem com a propriedade mediante provisões especias (arts. XI. assim.

na forma desta Constituição. a CF permite as requisições civis e militares. e o trabalho como primado básico da ordem social (arts. outra forma são as requisições do Poder Público. o princípio transforma a propriedade capitalista. a própria jurisprudência já o reconhece. o lazer. à propriedade. Conceito de direitos sociais: são prestações positivas proporcionadas pelo Estado direta ou indiretamente. a norma que contém o princípio da função social incide imediatamente. o direito ecônomico é a disciplina jurídica de atividades desenvolvidas nos mercados. 5º. enquanto os sociais constituem forma de tutela pessoal. um títuto especial sobre a ordem social. quando. a saúde. à faculdade de modificação coisa. pelo que era tido como direito absoluto (assegura a liberdade de dispor da coisa do modo que melhoe lhe aprouver). direitos que tendem a realizar a igualização de situações sociais desiguais. a instituição da propriedade privada III . é de aplicabilidade imediata.. 5º XXIV. estes dizem respeito ao exercício do direito ao proprietário. à alienabilidade da coisa.DIREITOS SOCIAIS FUNDAMENTOS CONSTITUCIONAIS Ordem social e direitos sociais: a CF/88 traz um capítulo próprio dos direitos sociais e. o art. são também indenizáveis. 7º e 193). esta forma é dada precisamente no título da ordem social. . não autoriza a suprimir por via legislativa.Conceito: consistem nos condicionamentos que atingem os caracteres tradicionais desse direito. 182 e 184). onde trata dos mecanismos e aspectos organizacionais desses direitos. que possibilitam melhores condições de vida aos mais fracos. Desapropriação: é a limitação que afeta o caráter perpétuo. não ocorrendo uma separação radical. como se os direitos sociais não fossem algo ínsito na ordem social. constituem ônus impostos à coisal. a utilização pode ser pelo Poder Público (decorrente do art. mas tão-só em caso de iminente perigo e em tempo de guerra (art. Restrições: limitam. bem distanciado deste. o direito econômico tem uma dimensão institucional. não de limitações. XXV) ou por particular. o trabalho. Direitos sociais e direitos econômicos: a Constituição inclui o direito dos trabalhadores como espécie de direitos sociais. em princípio. aquela à estrutura do direito mesmo. vinculam 2 coisas: uma serviente e outra dominante. constitui um princípio ordenador da propriedade privada. Servidões e utilização de propriedade alheia: são formas de limitação que lhe atinge o caráter exclusivo. os socias disciplinam situações objetivas.. a segurançam a previdência social .. por exemplo. FUNÇÃO SOCIAL DA PROPRIEDADE Conceito: não se confunde com os sistemas de limitação da propriedade. porque é o meio pelo qual o Poder Público determina a transferência compulsória da propriedade particularm especialmente para o seu patrimônio ou de seus delegados (arts... enunciadas em normas constitucionais. pessoais ou grupais de caráter concreto. a função social se modifica com as mudanças na relação de produção.. 6º diz que são direitos sociais a educação. 22. constitui o regime jurídico da propriedade. se estabelece direito de preferência em favor de alguma pessoa. que condicionam o uso e a ocupação da coisa. obrigações e ônus que podem apoiar-se em outros títulos de intervenção. III). como a ordem pública ou a atividade de polícia. sem socializá-la. em qualquer de suas faculdades. existem restrições à faculdade de fruição. as servidões são indenizáveis. exclusivo e perpétuo (não desaparece com a vida do proprietário). visando a organizálos sob a inspiração dominante do interesse social. o caráter absoluto da propriedade.

Direitos reconhecidos: são direitos dos trabalhadores os enumerados nos incisos do art. 9º a 11). compreendendo os direitos à saude. 7º. XVIII. a terceira do inciso XXVII. a Constituição não é o lugar para se estabelecerem as condições das relações de trabalho. c) relativos à educação e cultura. a primeira na ordem do art. temos assim direitos expressamente enumerados e direitos simplesmente previstos. Direitos dos Trabalhadores Destinatários: o art. e a proteção do salário na forma da lei. entre outros. 7º relaciona os direitos dos trabalhadores urbanos e rurais. Direitos relativos ao salário: quanto à fixação. piso salarial. além de outros que visem à melhoria de sua condição social. especialmente para assegurar a isonomia material (XXX a XXXII e XXXIV). VI. o 170 estatui que a ordem econômica funda-se na valorização do trabalho. no art. a quarta é a do inciso XXVIII. salário-família. caput). respeito ao princípio da isonomia salarial e o adicional de insalubridade. 7º). . IV. I). IV a X). determinação que a renumeração da hora extra seja superior no mínimo 50% a do trabalho normal. a segunda é a do inciso XXII. mas ela o faz.Classificação dos direitos sociais: à vista do Direito positivo. DIREITOS SOCIAIS RELATIVOS AOS TRABALHADORES Questão de Ordem Espécies de direitos relativos aos trabalhadores: são de duas ordens: a) os direitos em suas relações individuais de trabalho (art. 6º define o trabalho como direito social. renumeração do trabalho noturno superior à do diurno. este ressai do conjunto de normas sobre o trabalho. 7º. visando proteger o trabalhador. caso ocorra essa hipótese (art. tais como: salário mínimo. por meio delas é que eles alcançam a melhoria de sua condição social (art. 7º. a licença a gestante e a licença-paternidade (incisos XV e XVII a XIX). XVII. adolescente e idoso. 7º que aparece é a do inciso XX: proteção ao mercado de trabalho da mulher. mas seu parágrafo único assegura à categoria dos trabalhadores domésticos os direitos indicados nos incisos IV. prevendo uma indenização compensatória. à previdência e assistência social. prevê a proteção em face da automação. Direito ao trabalho e garantia do emprego: o art. declara que o País tem como fundamento. Proteção dos trabalhadores: a CF ampliou as hipóteses de proteção. VIII. salário nunca inferior ao mínimo. e. 1º. constituindo crime sua retenção dolosa (inciso X). décimo-terceiro salário. Direitos relativos ao repouso e à inatividade do trabalhador: a Constituição assegura o repouso semanal renumerado. criança. b) relativos à seguridade. cabe observar que os dispositivos que garantem a isonomia e não discriminação (XXX a XXXII) também possuem uma dimensão protetora do trabalhador. 7º trazem norma expressa conferindo o direito ao trabalho. d) relativos à família. 6º a 11. Direitos sobre as condições de trabalho: as condições dignas de trabalho constituem objetivos dos direitos dos trabalhadores. a CF oferece várias regras e condições. o gozo de férias anuais. são agrupados em 5 classes: a) direitos sociais relativos ao trabalhador. XXI e XXIV. garantir o equilíbrio entre o trabalho e descanso (XIII a XV e XVII a XIX). e) relativos ao meio ambiente. os valores sociais do trabalho. 7º. A garantia de emprego significa o direito de o trabalhador conservar sua relação de emprego contra despedida arbitrária ou sem justa causa . quanto a valores mínimos e certas condições de salários (art. que estabelece o seguro contra acidentes de trabalho. o 193 dispõe que a ordem social tem como base o primado do trabalho. b) direitos coletivos dos trabalhadores (arts. XIX. há porém uma classicação dos direitos sociais do homem como produtor e como consumidor. forma de segurança do trabalho. mas nem ele nem o art. na forma da lei. e com base nos arts. quanto à proteção do salário. possui 2 preceitos específicos: irredutibilidade do salário (inciso VI).

Direito de greve: a Constituição assegurou o direito de greve. A Constituição contempla e assegura amplamente a liberdade sindical em todos os seus aspectos. XXV. nas empresas de mais de 200 empregados. 578 a 610 da CLT). DIREITOS SOCIAIS DO HOMEM CONSUMIDOR Direitos Sociais Relativos à Seguridade Seguridade social: A Constituição acolheu uma concepção de seguridade social. lucro bruto é a diferença entre a receita líquida e custos de produção dos bens e serviços da empresa. segundo o qual é assegurada a participação dos trabalhadores e empregadores nos colegiados dos órgãos públicos em que seus interesses profissionais ou previdenciários sejam objeto de discussão. um conselho. são diferentes. . 9º). garantindo mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos a ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção. é assegurada a eleição de um representante destes com a finalidade exclusiva de promover-lhes o entendimento direto com os empregadores. II. DIREITOS COLETIVOS DOS TRABALHADORES Liberdade de associação ou sindical: são mencionados no art. conforme definido em lei (art. por força do art. um delegado ou um representante. tais como: defender os direitos e interesses coletivos ou individuais da categoria. Sobre a pluracidade ou unicidade sindical. destinadas a assegurar os direitos relativos à saúde. eleger ou designar representantes da respectiva categoria.(arts. 10). do art. ou resultados. por si ou por uma comissão. a diferença é que a sindical é uma associação profissional com prerrogativas especiais. 11.7º. impor contribuições. fazendo parte ou não dos órgãos diretivos dela.Direitos relativos aos dependentes do trabalhador: o da maior importância social é o direito previsto no inc. participar das negociações coletivas. e. greve é o exercício de um poder de fato dos trabalhadores com o fim de realizar um abstenção coletiva do trabalho subordinado. o texto fala em participação nos lucros. segundo o qual. a CF adotou a unicidade. VI. 8º. desvinculada da renumeração. XI). Direito de substituição processual: consiste no poder que a Constituição conferiu aos sindicatos de ingressar em juízo na defesa de direitos e interesses coletivos e individuais da categoria. ou resultados. conforme o art. em se tratando de categoria profissional. excepcionalmente. do referido artigo autoriza a assembléia geral a fixar a contribuição sindical que. Direito de representação na empresa: está consubstanciado na art. 2 tipos de associação: a profissional e a sindical. Participação nos lucros e co-gestão: diz-se que é direito dos trabalhadores a participação nos lucros. 8º. pelo qual se assegura assistência gratuita aos filhos e dependentes do trabalhador desde o nascimento até 6 anos de idade em creches e pré-escolas. cujos objetivos e princípios se aproximam bastante daqueles fundamentais. Direito de participação laboral: é direito coletivo de natureza social (art. não o subordinou a eventual previsão em lei. O inciso IV. a liberdade de atuação e a liberdade de filiação. será descontada em folha. 8º. resultados. a participação na gestão da empresa só ocorrerá quando a coletividade trabalhadora da empresa. já a associação profissional não sindical se limita a fins de estudo. consistem na equação positiva ou negativa entre todos os ganhos e perdas. proteção e recuperação. disponha de algum poder de co-decisão ou pelo menos de controle. A participação dos sindicatos nas negociações coletivas de trabalho é obrigatória. à previdência e à assistência social" (194). defesa e coordenação dos interesses econômicos e profissionais de seus associados. serviços e ações que são de relevância pública (196 e 197). ao defini-la como "um conjunto de ações de iniciativa dos Poderes Públicos e da sociedade. Direito à saúde: a CF declara ser a saúde direito de todos e dever do Estado. a participação na gestão da empresa. a liberdade sindical implica efetivamente: a liberdade de fundação de sindicato. independente da contribuição prevista em lei. por si própria (art. a liberdade de adesão sindical. 7º.

pluralismo. 227). 205: a) pleno desenvolvimento da pessoa. b) direito de acesso às fontes da cultura nacional. assegurando a sua participação na comunidade. Objetivos e princípios informadores da educação: os objetivos estão previstos no art. I). aí se afirma que a educação é direito de todos. como visto. eleva e educação ao nível dos direitos fundamentais do homem. gratuidade do ensíno públido. 6º como espécie de direito social. 6º. 30. com o de todas as pessoas. Direito ao meio ambiente:o art. 227. e) liberdade de manifestações culturais. I) e assintenciário (203. 205 e 227). (201 e 202) Direito à assistência social: constitui a face universalizante da seguridade social. de sorte que os benefícios e serviços se destinam a cobrir eventos de doença. Direito dos idosos: além dos direitos. 230. defendendo sua dignidade e bem-estar e garantindo-lhes o direito à vida. bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida. ele está muito associado aos direitos dos trabalhadores relativos ao repouso. como forma de propriedade de interesse público (215 e 216). estatui que a família. § 3º. ficam sujeitos a um regime jurídico especial. c) qualificação da pessoa para o trabalho. porque será prestada a quem dele necessitar. valorização dos respectivos profissionais. f) direito-dever estatal de formação de patrimônio cultural e de proteção dos bens de cultura. e nada mais diz sobre esse direito social. bem como a gratuidade dos transportes coletivos urbanos e. IX. Direito à educação: o art. impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações. 227. DIREITO AMBIENTAL Direito ao lazer: a Constituição menciona o lazer apenas no art. em boa parte. o art. que. que aliás coincide. invalidez. b) preparo da pessoa para o exercício da cidadania. do adolescente e do idoso (art. formando aquilo que se denomina ordem constitucional da cultura. todos têm o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. onde aparece com aspectos do direito de previdência social. III a V. 206: universalidade. sendo de ter cuidado para não confundir o direito individual da criança . tanto quanto possível a convivência em seu lar. independentemente de contribuição (art. constituiída pelo conjunto de normas que contêm referências culturais e disposições consubstanciadoras dos direitos sociais relativos à educação e à cultura. velhice e reclusão. 203). c) direito de difusão da cultura. 24. 6º e faz ligeira referência no art. apenas do segurado e seus dependentes. de assistência social e no capítulo da família. com seu direito social. IX. Direitos Sociais Relativos à Educação e à Cultura Significação constitucional: a CF/88 deu releventa importância à cultura. e 205 a 2017). (5º. igualdade. da criança. DIREITOS SOCIAIS DA CRIANÇA E DOS IDOSOS Proteção à maternidade e à infância: está prevista no art. 225 estatui que. d) liberdade de formas de expressão cultural. morte. gestão democrática da escola e padrão de qualidade. . e § 4º). Direito à cultura: os direitos culturais são: a) direito de criação cultural. liberdade. com a cláusula a educação é dever do Estado e da família (art. previdenciário (201. realçando-lhe o valor jurídico. que combinada com o art. 23. a sociedade e o Estado têm o dever de amparar as pessoas idosas. mas seu conteúdo há de ser buscado em mais de um dos capítulos da ordem social. com o direito civil e com o direito tutelar do menos (art. IV a VII. assim. 205 contém uma declaração fundamental. ou constituição cultural. VII a IX. os princípios estão acolhidos no art.Direito à previdência social: funda-se no princípio do seguro social.

12.IV . no Direito Constitucional vigente. desde que qualquer deles esteja a serviço do Brasil. b e c). que faz da pessoa um dos elementos componentes da dimensão pessoal do Estado. 222. Heimatlos. como a possibilidade de exercer todos os direitos conferidos no ordenamento pátrio. só esse dispositivo diz quais são os brasileiros. se confere a nacionalidade em função do viínculo de sanguem reputandose os nacionais ou dependentes de nacionais. pela nacionalidade brasileira. Modos de aquisição de nacionalidade: são 2 os critérios para a determinação da nacionalidade primária: a) critério de sangue. nacionalidade é o vínculo jurídico-político de Direito Público interno. 89. 12 da Constituição. b) extraordinária: é reconhecida aos estrangeiros. só reconhecendo a naturalização expressa. O sistema constitucional brasileiro. não se vincula a nenhum daqueles critérios. 12. dá os critérios e pressupostos para que alguém seja considerado brasileito nato. a secundária é a que se adquire por fato voluntário. Os brasileiros naturalizados: o art. pelo qual se atribui a nacionalidade a quem nasce no território do Estado de que se trata. 2) os nascidos no exterior. b) o critário de origem territorial.o nascimento -. quer sejam filhos de pais brasileiros ou de pais entrangeiros. 5º. que lhe determinariam uma nacionalidade. O polipátrida e o "heimatlos": polipátrida é quem tem mais de uma nacionalidade. oferece um mecanismo adequado para solucionar os conflitos de nacionalidade negativa em que se vejam envolvidos filhos de brasileiros (art. desde que requeiram a nacionalidade brasileira. e compreende 2 classes: a) ordinária: é a concedida ao estrangeiro residente no país. exigidas aos originários de países de língua portuguesa apenas residência por um ano ininterrupto e idoneidade moral (art. 3) os nascidos no exterior. aquela que depende de requerimento do naturalizando. os termos nacionalidade e cidadania. Nacionalidade primária e nacionalidade secundária: a primária resulta de fato natural . com consequência jurídicas relevantes: os brasileiros natos (art. b) do Estado. que preencha os requisitos previstos na lei de naturalização. são elas: 1) os nascidos no Brasil. têm sentido distinto. I). § 3º.DIREITO DE NACIONALIDADE Conceito de Nacionalidade: segundo Pontes de Miranda. 12. prevê o processo de naturalização. I. mesmo naqueles casos em que ela é considerada em textos de lei ordinária. LI. 12. a). o que acontece quando sua situação de nascimento se vincula aos 2 critérios de determinação de nacionalidade primária. nacional é o brasileiro nato ou naturalizado. § 2º). de pai ou mãe brasileiros. distinguindo-se em 2 grupos. e o brasileiros naturalizados (art. registrados em repartição brasileira competente. Condição jurídica do brasileiro naturalizado: as limitações aos brasileiros naturalizados são as previstas nos arts. as distinções são só aquelas consignadas na Constituição (art. de pai ou mãe brasileiros. II). II. em qualquer tempo. dada a circunstância de nascimento. mas também ficam sujeitos aos deveres impostos a todos. Os brasileitos natos: o art. desde que venham a residir no Brasil antes da maioridade e optem. depois do nascimento. revelando 4 situações definidoras de nacionalidade primária no Brasil. residente no Brasil há mais de 15 anos i ninterruptos e sem condenação penal. 12. DIREITO DE NACIONALIDADE BRASILEIRA Fonte constitucional do direito de nacionalidade: estão previstos no art. consiste na situação da pessoa que. 4) os nascidos no exterior. VII. a não ser que estejam em serviço oficial. que pode ser positivo ou negativo. I. 12. 12. Natureza do direito de nacionalidade: os fundamentos sobre a aquisição da nacionalidade é matéria constitucional. Os modos de aquisição da nacionalidade secundária dependem da vontade: a) do indivíduo. I. Condição jurídica do brasileiro nato: essa condição dá algumas vantagens em relação ao naturalizado. cidadão qualifica o nacional no gozo dos direitos políticos e os participantes da vida do Estado. 12. observados os critérios para isso. ou nacional e cidadão. geram um conflito de nacionalidade. .

CONDIÇÃO JURÍDICA DO ESTRANGEIRO NO BRASIL O estrangeiro: reputa-se entrangeiro no Brasil.Perda de nacionalidade brasileira: perde a nacionalidade o brasileiro que: a) tiver cancelada sua naturalização. salvo os casos previstos nesta Constituição. 76 a 94 da Lei 6815/80. se houver reciprocidade em favor de brasileiros. à segurança e à propriedade. b) adquirir outra nacionalidade (art. 14. consiste no recebimento de estrangeiros no território nacional. 5º. ela não assegura. Extradição: compete a Únião legislar sobre extradição (art. de sorte que podermos asseverar que eles só não gozam dos mesmos direitos assegurados aos brasileiros quando a própria Constituição autorize a distinção. mas a CF traça limites à possibilidade de extradição quanto à pessoa acusada e quando à natureza do delito. quanto aos sociais. a lei condiciona o direito de qualquer pessoa entrar no território nacional. à igualdade. apesar desse dispositivo ser muito defeituoso e incompreensível. 7º da referida lei. Locomoção no território nacional: a liberdade de locomoção no território nacional é assegurada a qualquer pessoa (art. por sentença judicial. Não aquisição de direitos políticos: os estrangeiro não adquirem direitos políticos (art. quando declara que aos portugueses com residência permanente no País. 190. se se ressalvam casos previstos. cumpre-se notar que a reaquisição da nacionalidade opera a partir do decreto que a conceder. 172. não adquira a nacionalidade brasileira. salvo nos casos de reconhecimento de de nacionalidade originária pela lei estrangeira. existem limitações aos estrangeiros estabelecidas na Constituição. e imposição de naturalização. por qualquer forma prevista na Constituição. a liberdade. XV). vigorando sobre ela os arts. se estiver domiciliado no Brasil (Lei 818/49. o visto não cria direito subjetivo.227. Especial condição jurídica dos portugueses no Brasil: a CF favorece os portugueses residentes no país. 5º. vetando os crimes políticos ou de opinião por estrangeiro. Saída: pode seixar o território com o visto de saída. considerando como um dos princípios que regem as relações internacionais do Brasil (art. 12. apenas recupera a condição que perdera. Permanência: estada sem limitação de tempo. ora. § 4º). Entrada: satisfazendo as condições estabelecidas na lei. . como condição para permanência em seu território ou para exercício de direitos civis (redação da ECR-3/94). nem a estrangeiros nas situações enumeradas no art. 22. art. o que a perdeu por naturalização voluntária poderá readquiri-la . 222. mas mera expectativa de direito. assim que obtenha o visto para fixar-se definitivamente. Aquisição e gozo dos direitos civis: o princípio é o de que a lei não distingue entre nacionais e estrangeiros quanto à aquisição e ao gozo dos direitos civis (CC. alterada pela Lei 6964/81). XXXI. a constituição não tem ressalva alguma aos direitos inerentes ao brasileiros natos. 36). só ou com seus bens ( Lei 6815/80. § 2º). sem os requisitos de ingresso. aquele que teve a naturalização cancelada nunca poderá recuperar a nacionalidade brasileira perdida. cabe ao STF processar e julgar ordinariamente a extradição solicitada por Estado estrangeiro. 4º. conforme o caso.§ 1º. nele permanecer ou dele sair. em virtude de atividade nociva ao interesse nacional. porém. esse com restrições. § 5) Gozo dos direitos individuais e sociais: é assegurado aos entrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida. não o concedendo aos menores de 18 anos. e de modo absoluto os brasileiros natos. a seu pedido. Asilo político: a Constituição prevê a concessão do asilo político sem restrições. mas também não restringe. 3º). para evitar punição ou perseguição no seu país por delito de natureza politica ou ideológica. quem tenha nascido fora do território nacional que. X). art. não tendo efeito retroativo. serão atribuídos os direitos inerentes ao brasileiro nato.por decreto do Presidente. Exs: arts. ao brasileiro residente no Estado estrangeiro. Reaquisição da nacionalidade brasileira: salvo se o cancelamento for feito em ação rescisória. XV). obtendo o visto de entrada. 176. pela norma estrangeira.

Deportação: fundamenta-se no fato de o estrangeiro entrar ou permanecer irregularmente no território nacional.Expulsão: é passível de expulsão o estrangeiro que. entre outros casos previstos em lei. então que a cidadania se adquire com a obtenção da qualidade de eleitor. a CF. a qualidade de eleitor decorre do alistamento. . que documentalmente se manifesta na posse do título de eleitor válido. como o conjunto de regras que regula os problemas eleitorais. atentar contra a segurança nacional. Direito de Sufrágio Conceito e funções do sufrágio: as palavras sufrágio e voto são empregadas comumente como sinônimas. por onde se vê que sufrágio é universal e o voto é direto. especialmente no seu art. DIREITOS POLÍTICOS POSITIVOS Conceito: consistem no conjunto de normas que asseguram o direito subjetivo de participação no processo político e nos órgãos governamentais. a tranquilidade ou moralidade pública e a economia popular. § 1º. I e II). de qualquer forma. Instituições: as instituições fundamentais são as que configuram o direito eleitoral. possibilitando-se falar em direitos políticos ativos e passivos. atributo de quem preenche as condições do direito de ser votado (passivo). dá-lhes sentido diferentes. a Constituição emprega a expressão direitos políticos. decorre do não cumprimento dos requisitos. garantindo a participação do povo no poder de dominação política por meio das diversas modalidade de sufrágio. ou cujo procedimento o torne nocivo à convivência e aos interesses nacionais. que tem o cidadão de eleger. 14. consubstanciada nas condições do direito de votar (ativo). fundamenta-se na necessidade de defesa e conservação da ordem interna ou das relações internacionais do Estado interessado. ser eleito e de participar da organização e da atividade do poder estatal. tais como o direito de sufrágio e os sistemas e procedimentos eleitorais. são apenas modalidades de seu exercício ligadas à capacidade eleitoral ativa. em seu sentido estrito. a ordem política ou social. e à capacidade eleitoral passiva. que assenta na elegibilidade. nele consubstancia-se o consentimento do povo que legitima o exercício do poder. sem que isso constitua divisão deles. que é a seleção e nomeação das pessoas que hão de exercer as atividades governamentais.DIREITO DE CIDADANIA DIREITOS POLÍTICOS Conceito e abrangência: Os direitos políticos consistem na disciplina dos meios necessários ao exercício da soberania popular. aí estando sua função primordial. o sufrágio é um direito público subjetivo de natureza política. V . secreto e tem valor igual. no entanto. Modalidades de direitos políticos: o núcleo fundamental dos direitos políticos consubstancia-se no direito de votar e ser votado. Aquisição de cidadania: os direitos de cidadania adquirem-se mediante alistamento eleitoral na forma da lei. 14. pode-se dizer. os maiores de 70 anos e maiores de 16 e menores de 18 (art. que é obrigatório para os maiores de 18 anos e facultativo para os analfabetos.

se este é democrático. para tanto. no que tange sua função eleitoral. Caracteres do voto: eficácia. o elegível. é aceitável a sua imposição como um dever. Lei 4737/65) Organização do eleitorado: o conjunto de todos aqueles detêm o direito de sufrágio forma o eleitorado. o primeiro é pressuposto do segundo. § 3º. por outras palavras. sim. pois. é a sua manifestação no plano prático. mas função de soberania popular. Capacidade eleitoral ativa: depende das seguintes condições: nacionalidade brasileira. que cabe ao povo nos limites técnicos do princípio da universalidade e da igualdade de voto e de elegibilidade. no sentido de que cada eleitor de ambos os sexos tem direito a um voto em cada eleição e para cada tipo de mandato. a liberdade de voto é fundamental para sua autenticidade e eficácia. Elegibilidade e condições de elegibilidade: consiste no direito de postular a designação pelos eleitores a um mandado político no Legislativo ou no Executivo. 4) emprego de urna que assegure a inviolabilidade do sufrágio e seja suficientemente ampla para que não acumulem as cédulas na ordem em que forem introduzidas pelo próprio eleitor. o regime. na forma da lei. (art. além de outras que podem ser previstas em lei complementar. direito esse. o sigilo do voto é assegurado mediante as seguintes providências: 1) uso de cédulas oficiais. hão de garantir-lhe 2 caracteres básicos: personalidade e liberdade. de fortuna e de capacidade especial. o sufrágio restrito ( quando só é conferido a indivíduos qualificados por condições econômicas ou de capacidade especiais) revela um regime elitista. idade mínima de 16 anos. 117. posse de título eleitoral e não ser conscrito em serviço militar obrigatório. manifestando-se não apenas pela preferência a um ou outro candidato. o outro. 2) isolamento do eleitor em cabine indevassável. não se admitindo que outro o faça. isso porque algumas da condições indicadas dependem de forma estabelecida em lei. autocrático ou oligárquico. a personalidade do voto é indispensável para a realização dos atributos da sinceridade e autenticidade. sinceridade e autenticidade são atributos que os sistemas eleitorais democráticos procuram conferir ao voto. será universal (quando se outorga o direito de votar a todos as nacionais de um país.Forma de sufrágio: o regime político condiciona as formas de sufrágio ou. adotando-se a regra de que a cada homem vale um voto. não se admitindo. é.(art. os eleitores são agrupados em seções eleitorais que não teram mais de 400 eleitores nas capitais e de 300 nas demais localidades. .). ninguém tem o direito de ser votado. uma função social e um dever. qué é um direito já o admitimos acima. significando que o eleitor deverá estar presente e votar ele próprio. a CF arrola no art.art. 14. uma função ou um dever. o eleitorado está organizado segundo 3 tipos de divisão territorial. esse assunto merece uma leitura mais ampla. 103. 3) verificação da autenticidade da cédula oficial. sem restrições derivadas de condições de nascimento. Lei 4737/65). nesse sentido. em princípio. as condições de elegibilidade e as inelegibilidade variam em razão da natureza ou tipo de mandato pleiteado. Natureza do sufrágio: é um direito público subjetivo democrático. que são as circunscrições eleitorais e zonas eleitorais e. daí se conclui que o voto é um direito público subjetivo. aquele caracteriza o eleitor. fundamenta-se no princípio da soberania popular por meio de represantes. ao mesmo tempo. na medida em que traduz o instrumento de atuação desta. nem menos de 50. se não for titular do direito de votar. mas também pela faculdade de votar em branco ou de anular o voto. garantido pelo voto secreto. os votos por correspondência ou por procuração. uma função. salvo autorização do TRE em casos excepcionais (art. 14) Exercício do sufrágio: o voto: o voto é o ato fundamental do exercício do direito de sufrágio. as condições de elegibilidade. 14 . nestas. de acordo com o direito eleitoral vigente. o Direito Constitucional brasileiro respeita o princípio da igualdade do direito de voto. Titulares do direito de sufrágio: diz-se ativo (direito de votar) e passivo (direito de ser votado). . as inegebilidades constam nos §§ 4º a 7º e 9º do mesmo artigo. as formas de sufrágio denunciam. Natureza do voto: a questão se oferece quanto a saber se o voto é um direito.

que busca conservar o sistema eleitoral misto. o Direito Constitucional brasileiro consagra o sistema majoritário: a) por maioria absoluta. para a eleição do Presidente (77). necessário determinar: votos válidos: para a determinação do quociente eleitoral contam-se. destinados a organizar a representação do povo no território nacional. que procura combinar o princípio decisório da eleição majotirária com o modelo representativo da eleição proporcional. pretende-se que a representação em determinado território. por isso. cabe ao candidato ou candidatos que obtiverem a maioria dos votos. (Código Eleitoral. com predomínio do sistema de maioria. No Brasil. o direito brasileiro adotou o método da maior média. mas com um aumento da representação proporcional. 109) é bom observar os exemplos nas páginas 374 e ss. como válidos. o sistema suscita os problemas de saber quem é considerado eleito e qual o número de eleitos por partido. II). do Governador (28) e do Prefeito (29. como pode ser por maioria absoluta. Distribuição de restos: para solucionar esse problema da distribuição dos restos ou das sobras. para a eleição de Senadores Federais. se estendendo às Assembléias Legislativas e às Câmaras de Vereadores. desprezada a fração. O sistema proporcional: é acolhido para a eleição dos Deputados Federais (45). a fração superior a meio. b) por maioria relativa. depois. e o mexicano. os votos dados à legenda partidária e os votos de todos os candidatos. desprezada a fração igual ou inferior a meio. em dado território. que se obtém dividindo-se o número de votos obtidos pela legenda pelo quociente eleitoral. sendo. O sistema majoritário: por esse sistema. conforme o caso. que consiste no seguinte: adiciona-se mais 1 lugar aos o que foram obtidos por cada um dos partidos. as eleições são procedimentos técnicos para a designação de pessoas para um cargo ou para a formação de assembléias. até sua total distribuição entre os diversos partidos. toma-se o número de votos válidos atribuídos a cada partido e divide-se por aquela soma. os votos nulos e brancos não entram na contagem (77. a EC 22/82 é o que previu. Quociente partidário: é o número de lugares cabível a cada partido. § 2º). houve tentativa de implantar um chamado sistema misto majoritário e proporcional por distrito. arredondando-se para 1. nos quais o eleitor há de escolher entre candidatos individuais em cada partido. o primeiro lugar a preencher caberá ao partido que obtiver a maior média. a representação. denomidado sistema de eleição proporcional "personalizado". dividindo-se o número de votos válidos pelo número de lugares a preencher na Câmara dos Deputados. art. O sistema misto: existem 2 tipos: o alemão. do livro. PROCEDIMENTO ELEITORAL . ou na Assembléia Legislativa estadual. se distribua em proporção às correntes ideológicas ou de interesse integrada nos partidos políticos concorrentes. se designa sistema eleitiral.SISTEMAS ELEITORAIS As eleições: a eleição não passa de um concurso de vontades juridicamente qualificadas visando operar a designação de um titular de mandato eletivo. ou na Câmara Municipal. isto é. repita-se a mesma operação tantas vezes quantos forem os lugares restantes que devem ser preenchidos. na forma que a lei dispusesse. em segundo lugar pode ser simples. por ele. haverá apenas um candidato por partido. o conjunto de técnicas e procedimentos que se empregam na realização das eleições. primeiramente ele se conjuga com o sistema de eleições distritais. Reeleição: significa a possibilidade que a Constituição reconhece ao titular de um mandato eletivo de pleitear sua própria eleição para um mandato secessivo ao que está desempenhando. Quociente eleitoral: determina-se o quociente eleitoral . com maioria simples.

bem como daquelas regras que determinam restrições à elegibilidade do cidadão. a formação das candidaturas ocorrem em cada partido. a Constituição veda a cassação de direitos políticos. e é nesse momento que devem concretizar-se as garantias eleitorais do sigilo e da liberdade de voto (arts. improibidade administrativa. a temporária é sua suspensão. organização e funcionamento (17. de uma forma ou de outra. O contencioso eleitoral: cabe a Justiça Eleitoral. 240 a 256 do Código Eleitoral. segundo as boas regras de hermenêutica.Apresentação de candidatos: o procedimento eleitoral visa selecionar e designar as autoridades governamentais. 135 a 157. cujo procedimento esta descrito nos arts. O escrutínio: é o modo pelo qual se recolhem e apuram os votos nas eleições. quando a Constituição não indique outro meio. segundo o processo por ele estabelecido. cumpre ao partido providenciar-lhes o registro consoante. deve dirigir-se ao favorecimento do direito de votar e de ser votado. 15. importem em privar o cidadão do direito de participação no processo político e nos órgãos governamentais. e só admite a perda e suspensão nos casos indicados no art. Interpretação: a interpretação das normas constitucionais ou complementares relativas aos direitos políticos deve tender à maior compreensão do princípio. condenação criminal transitada em julgado. porque não se pode admitir a aplicação de penas restritivas de direito fundamental por via que não seja a judiciária. Suspensão dos direitos políticos: consiste na sua privação temporária. e 158 a 233. só pode ocorrer por uma dessas três causas: incapacidade civil absoluta. § 1º). PRIVAÇÃO DOS DIREITOS POLÍTICOS Modos de privação dos direitos políticos: a privação definitiva denomina-se perda dos direitos políticos. REAQUISIÇÃO DOS DIREITOS POLÍTICOS . há de começar pela apresentação dos candidatos ao eleitorado. (arts. especialmente. Competência para decidir sobre a perda e suspensão de direitos políticos: decorre de decisão judicial. o Poder Judiciário é o único que tem poder para dirimir a questão. o registro das candidaturas é feito após a escolha. Propaganda: é regulada pelos arts. 87 a 102 do Código Eleitoral. coibir a fraude. e tem por objetivo fundamental assegurar a eficácia das normas e garantias eleitorais e. em processo suscitado pelas autoridades federais em face de caso concreto. Conteúdo: compõem-se das regras que privam o cidadão. enquanto durarem seus efeitos. portanto. pela perda definitiva ou temporária. buscando a verdade e a legitimodade eleitoral. 118 a 121) DIREITOS POLÍTICOS NEGATIVOS Conceito: são àquelas determinações constitucionais que. Perda dos direitos políticos: consiste na privação defeinitiva dos direitos políticos. pois a CF garantelhes autonomia para definir sua estrutura interna. da totalidade dos direitos políticos de votar e ser votado. Código Eleitoral). enquanto as regras de privação e restrição hão de entender-se nos limites mais estreitos de sua expressão verbal. com o que o indivíduo perde sua condição de eleitor e todos os direitos de cidadania nela fundados.

§ 9º). DOS PARTIDOS POLÍTICOS Noção de partido político: é uma forma de agremiação de um grupo social que se propõe organizar. Eficácia das normas sobre inelegibilidades: as normas contidas nos §§ 4º a 7º. INELEGIBILIDADES Conceito: Inelegibilidade revela impedimento à capacidade eleitoral passiva (direito de ser votado). os diferentes modos de organização possibilitam o surgimento de 3 tipos de sistema: a) o de partido único. readquirida esta. possuem um fundamento ético evidente.Reaquisição dos direitos políticos perdidos: é regulada no art. assim. as relativas constituem restrições à elegibilidade para determinados mandatos em razão de situações especiais em que. podem ser por motivos funcionais. regularizar sua situação mediante cumprimento das obrigações devidas (art. o mesmo termo. 17. Sistemas partidários: sistema de partido. coordenar e instrumentar a vontade popular com o fim de assumir o poder para realizar seu programa de governo. cargo ou emprego na administração direta ou indireta (art. ou bipartidarismo. a regra é. tanto serve para designar o ato. ou unipartidário. os perdidos em conseqüência da escusa de consciência (art. 14. neste último se inclui o sistema brasileiro nos termos do art. do art. como para o candidato desembaraçar-se da inelegibilidade. quando diz que o inadimplente poderá a qualquer tempo. que continua em vigor sobre a matéria. . independem de lei complementar referida no § 9º do mesmo artigo. c) o de 3. ou mais partidos. Desincompatibilização: dá-se também o nome de desincompatibilização ao ato pelo qual o candidato se desvencilha da inelegibilidade a tempo de concorrer à eleição cogitada. 14. 4º. Reaquisição dos direitos políticos suspensos: não há norma expressa que preveja os casos e condições dessa reaquisição. Objeto e fundamento: têm por objeto proteger a proibidade administrativa. considerada a vida pregressa do candidato. seus direitos políticos. Inelegibilidades absolutas e relativas: as absolutas implicam impedimento eleitoral para qualquer gargo eletivo. mediante o qual o eleito sai de uma situação de incompatibilidade para o exercício do mandato. 40 da Lei 818/49). reavendo. e a normalidade e a legitimidade das eleições contra a influência do poder econômico ou o abuso do exercício de função. b) o de dois partidos. 40 da Lei 818/49. ou multipartidário. ficará obrigado a novo alistamento eleitoral. § 2º). essa circunstância. que prevê essa reaquisição. quem os perdeu em razão da perda de nacionalidade brasileira. 4. de parentesco ou de domicílio. para incidirem. não impossibilita a recuperação desses direitos que se dará automaticamente com a cessação dos motivos que determinaram a suspensão. admite-se uma analogia à Lei 8239/91. consiste no modo de organização partidária de um país. denominado sistema pluripartidário. no momento da eleição se encontre o cidadão. a normalidade para o exercício do mandato. são de eficácia plena e aplicabilidade imediata. contudo. tornando-se ilegítimas quando estebelecidas com fundamento político ou para assegurarem o domínio do poder por um grupo que o venha detendo.

17. fusão. até o veda. 17. que. a não receberem recursos financeiros de entidade ou governo estrangeiro ou a subordinação a estes. Controle: a ordenação constitucional e legal dos partidos traduz-se num condicionamento de sua estrutura. o pluripartidarismo. pois. mas não no sentido de simples intermediários entre 2 pólos opostos ou alheios entre si. a circunstância de ambos se voltarem para um mesmo objetivo imediato (a organização da vontade popular) revela a influência mútua entre eles. Autonomia e democrácia partidária: a idéia que sai do texto constitucional (art. que o povo outorga aseus representantes. Condicionamentos à liberdade partidária: ela é condicionada à vários princípios que confluem. Disciplina e fidelidade partidária: pela CF. numa concepção minimalista. Sistema partidário e sistema eleitoral: ambos formam os dois mecanismos de expressão da vontade popular na escolha dos governantes. seu programa e suas atividades. consoante se adote uma regulamentação maximalista (maior intervenção estatal) ou minimalista (menor). em geral. sujeitando-se à fiscalização do Poder Público. a ponto de a doutrina definir condicionamentos específicos do sistema eleitoral sobre o de partidos. PARTIDOS E REPRESENTAÇÃO POLÍTICA Partidos e elegibilidade: os partidos destinam-se a assegurar a autenticidade do sistema representativo. que é função essencial a existência dos direitos fundamentais do homem. os estatutos dos partidos estão autorizados a prever sanções para os atos de indisciplina e de infidelidade. decorrem. em essência. do art. V). no entanto. a serem de caráter nacional. nos termos seguintes: é livre a criação. resguardados a soberania nacional¸ o regime democrático. sem controle quantitativo (embora o possibilite por lei ordinária). estão de permeio entre o povo e o governo. a autonomia é conferida na suposição de que cada partido busque. organizar a vontade popular e exprimi-la na busca do poder. para seu compromisso com o regime democrático. § 3º. . condicionados. admite que os partidos têm por função fundamental. a Constituição vigente liberou a criação. Natureza jurídica dos partidos: se segundo o § 2º. § 1º) é a de que os partidos hão que se organizar e funcionar em harmonia com o regime democrático e que sua estrutura interna também fica sujeita ao mesmo princípio. 17. mantido o controle financeiro. Função dos partidos e partido de oposição: a doutrina. o controle financeiro impões limites à apropriação dos recursos financeiros dos partidos. faz-se por intermédio deles.Institucionalização jurídico-constitucional dos partidos. mas como um instrumento por meio do qual o povo governa. Partidos e exercício do mandato: uma das conseqüências da função representativa dos partidos é que o exercício do mandato político. mas a Constituição não permite a perda de mandato por infidelidade partidária. a necessidade e os fundamentos de partidos de oposição. mas uma determinante estatutária. que poderão ir de simples advertência até a exclusão. do texto constitucional (17). canais por onde se realiza a representação política do povo. não são uma determinante da lei. o pluripartidarismo pressupões maioria governante e minoria discordante. sendo assim. os direitos fundamentais da pessoa humana. visando a aplicação de seu programa de governo. a prestarem contas à Justiça Eleitoral e a terem funcionamento parlamentar de acordo com a lei. adquirem personalidade na forma da lei civil é porque são pessoas jurídicas de direito privado PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DE ORGANIZAÇÃO PARTIDÁRIA Liberdade partidária: afirma-se no art. que deu lugar a um sistema de controle. de acordo com suas concepções. não se admitindo candidaturas avulsas. o direito da maioria pressupões a existência do direito da minoria e da proteção desta. desse modo. incorporação e extinção dos partidos políticos. realizar uma estrutura interna democrática. pois ninguém pode concorrer a eleições se não for registrado num partido (14. organização e funcionamento de agremiações partidárias. mas com previsão de mecanismos de controle qualitativo (ideológico). que só podem buscá-los em fontes estritamente indicadas.

compreendendo: princípio da legalidade. da proteção judiciária. enquanto as garantias são meios destinados a fazer valer esses direitos. mas pela busca da igualização das condições dos socialmente desiguais. os quais se encontram ligados a estes entre os incisos do art. Classificação: apenas agruparemos em função de seu objeto em legalidade. 4) dos direitos políticos. com isso. 5º. subtraindo-a. elas se agrupam: 1) Garantias constitucionais individuais. procedimentos e instituições destinados a assegurar o respeito. Confronto entre direitos e garantias: a lição de Ruy Barbosa: convém olhar os exemplos que estão nas páginas 414 e ss. se o poder não for legítimo.GARANTIAS CONSTITUCIONAIS DIREITOS E SUA GARANTIAS Garantia dos direitos: os direitos são bens e vantagens conferidos pela norma. especialmente aos órgãos do Poder Público. o Estado não será Democrático de Direito. 5º. está consagrado no inciso II. limitativas de sua conduta. perfeitos e julgados. segundo o qual ningum será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei. são instrumentos pelos quais se asseguram o exercício e gozo daqueles bens e vantagens. do art. como proclama a Constituição (art. positivas ou negativas. até porque. àquelas subordinadas. 1º). proteção judiciária. Legalidade e reserva de lei: o primeiro (genérica) significa a submissão e o respeito à lei. 2) garantias dos direitos coletivos. segurança jurídica e remédios constitucionais. que é muito extenso para resumir. à disciplina de outras fontes.. . 3) dos direitos sociais. para assegurar a observância ou. Garantias constitucionais dos direitos: se caracterizam como imposições. GARANTIAS CONSTITUCIONAIS INDIVIDUAIS Conceito: usaremos a expressão para exprimir os meios. e os remédios constitucionais. PRINCÍPIO DA LEGALIDADE Conceito e fundamento constitucional: o princípio da legalidade sujeita-se ao império da lei. a efetividade do gozo e a exigibilidade dos direitos individuais. instrumentos. o princípio da legalidade funda-se no princípio da legitimidade. inobservância do direito violado.VI . estabilidade dos direitos subjetivos. à segurança. o caso. a estabilidade dos direitos subjetivos adquiridos. sendo necessário olhar na íntegra. tem-se a reserva legal quando uma norma constitucional atribui determinada matéria exclusivamente à lei formal. Classificação das garantias constitucionais especiais: nos termos do Direito Constitucional positivo. para entender o assunto. Legalidade e legitimidade: o princípio da legalidade de um Estado Democrático de Direito assenta numa ordem jurídica emanada de um poder legítimo. o segundo ( legalidade específica) consiste em estatuir que a regulamentação de determinadas matérias há de fazerse necessariamente por lei formal. mas da lei que realize o princípio da igualdade e da justiça não pela sua generalidade.

5º. se o direito subjetivo não foi exercido. o que prescreve a não ultratividade da lei penal (XL). § 2º). prevalece o império da lei velha. 37. vindo a lei nova. o princípio se contempla com outro. com os meios e recursos a ela inerentes. Legalidade tributária: esse princípio da estrita legalidade tributária compõe-se de 2 princípios que se complementam: o da reserva legal e o da anterioridade da lei tributária (art. consagrado na Constituição. I e III). em processo judicial e administrativo. 150. como a do art. XXXVI. na Administração Pública não há liberdade nem vontade pessoal. moralidade e publicidade. havendo exceções. § 1º. esta o princípio segundo o qual a Administração Pública obedecerá aos princípios da legalidade. . do ato jurídico perfeito e da coisa julgada. 5º. Legalidade e atividade administrativa: Lembra Hely Lopes Meirelles que a eficácia de toda a atividade administrativa está condicionada ao atendimento da lei. impessoalidade. porque era direito exercitável e exigível à vontade de seu titular. ESTABILIDADE DOS DIREITOS SUBJETIVOS Segurança das relações jurídicas: a segurança jurídica consiste no conjunto de condições que tornam possível às pessoas o conhecimento antecipado e reflexivo das conseqüências diretas de seus atos e de seus fatos à luza da liberdade reconhecida. só é permitido fazer o que a lei autoriza. LIV e LV) Monopólio do judiciário do controle jurisdicional: a primeira garantia que o texto revela (art. significa que se trata de poder limitado. possa exercer. nem pena sem cominação legal (art. Direito ao devido processo legal: ninguém será privado de liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal (art. 84. o princípio é o de que o poder regulamentar consiste num poder administrativo no exercício de função normativa subordinada. XXXV. no art. a lei não prejudicará o direito adquirido. constitui garantia de permanência e de estabilidade do princípio da legalidade. o ato jurídico perfeito e a coisa julgada. 5º . Direito de ação e de defesa: garante-se plenitude de defesa. a aos acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa. 6º. reconhecido pela doutrina como uma das garantias constitucionais. Princípios complementares do princípio da legalidade: a proteção constitucional do direito adquirido. XXXIX). na forma da lei (art. combinado com o direito de acesso à justiça (XXXV) e o contraditório e a plenitude de defesa (LV). o legislativo e o jurisdicional. assegurada no inciso LV: aos litigantes. a segunda consiste no direito de invocar a a atividade jurisdicional sempre que se tenha como lesado ou simplesmete ameaçado um direito. junta-se aí uma constelação de garantias. LIV). Controle de legalidade: a submissão da Administração à legalidade fica subordinada a 3 sistemas de controle: o administrativo. fechase o ciclo das garantias processuais. como aqueles cujo começo do exercício tenha termo prefixo. a arbítrio de outrem (art. ou alguém por ele. (art. individual ou não. XXXV) é a que cabe ao Judiciário o monopólio da jurisdição. junto com o da irretroatividade das leis que o complementa. 153. revogando aquela sob cujo império se formara o direito subjetivo. 5º. não é poder legislativo. Legalidade penal: não há crime sem lei anterior que o defina. no art. IV e VI). PRINCÍPIO DA PROTEÇÃO JUDICIÁRIA Fundamento: fundamenta-se no princípio da separação dos poderes. tranforma-se em direito adquirido. qualquer que seja seu objeto. 5º. se vem lei nova.Legalidade e poder regulamentar: cabe ao Presidente da República o poder regulamentar para fiel execução da lei e para dispor sobre a organização e o funcionamento da administração federal. ou condição preestabelecida inalterável. Direito adquirido: a LICC declara que se consideram adquiridos os direitos que o seu titular.

Segurança em matéria tributária: realiza-se nas garantias consubstanciadas no art. LVIII e LXXV. Coisa julgada: a garantia. também o direito fundamental da privacidade. XXXVI) é aquele que sob regime da lei antiga se tornou apto para produzir os seus efeitos pela verificação de todos os requisitos a isso indispensável. 5º. XII). Direito a certidões: está assegurado a todos. visa impedir que estar invadam o lar. XXXIV. 6) garantias da incolumidade física e moral: vedação do tratamento desumano e degradante. c) de que nenhum tributo será cobrado em relação a fatos geradores ocorridos antes do início da vigência da lei que os houver instituído ou aumentado nem no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou. mas pode prever licitamente. 467). é perfeito ainda que possa estar sujeito a termo ou condição. que são meio de comunicação interindividual. 5º. a obtenção de certidões em repartições públicas para defesa de direito e esclarecimentos de situações de interesse pessoal. é aquela situação consumada ou direito consumado. e pedir reorientação da situação. irretroativodade da lei penal. LXVIII) . XI. que torna imutável e indiscutível a sentença. 5º. proibição de extradição de brasileiro e de estrangeiro por crime político. seja para denunciar uma lesão concreta. 5º. liberdade de ir e vir. personalização da pena. 8) garantia penal da ordem constitucional democrática: XLIV. 7) garantias penais da não discriminação: XLI e XLII. a proteção dirige-se basicamente contra as autoridades. (art. proibição da prisão civil por dívida. XXXIV). não mais sujeita a recurso ordinário ou extraordinário (art. vedação e punição da tortura. garantia do devido processo legal. do juiz competente. 150: a) nenhum tributo será exigido nem aumentado senão em virtude de lei. direito definitivamente exercido. Segurança das comunicações pessoais: visa assegurar o sigilo de correspondência e das comunicações telegráficas e telefônicas (art. 3) relativas à aplicação da pena: individualização da pena. prevalecendo hoje o conceito do CPC. figuram no art. seja para solicitar uam modificação do direito em vigor do sentido mais favorável à liberdade (art. 5º. formas de manifestação do pensamento de pessoa a pessoa. gde legalidade e da comunicabilidade da prisão. Segurança em matéria penal: visam tutelar a liberdade pessoal. 485 do CPC. consagra o direito do indivíduo ao aconchego do lar com sua família ou só. no art. 2) garantias criminais preventivas: anterioridade da lei penal. denomina-se coisa julgada material a eficácia. XXXVII a XLVII. 5) garantias da presunção de inocência: LVII. de julgamento pelo tribunal do júri nos crimes dolosos contra a vida. 5º. Habeas corpus: é um remédio destinado a tutelar o direito de liberdade de locomoção. sua rescindibilidade por meio de ação rescisória. podem ser consideradas em 2 grupos: 1) garantias jurisdicionais penais: da inexistência de juízo ou tribunal de exceção. § 3º (art. como o fez o art. tem natureza de ação constitucional penal. DIREITO À SEGURANÇA Segurança do Domicílio: o art.Ato jurídico perfeito: nos termos do art. proibição de determinadas penas. independentemente do pagamento de taxas. 4) garantias processuais penais: instrução penal contraditória. 153. garantia da ação privada. que entram no conceito mais amplo de liberdade de pensamento em geral (IV).b) de que não se instituirá tratamento desigual entre contribuintes. 5º. da intimidade. a lei não pode desfazer a coisa julgada. parar e ficar. mais a hipótese do LXXV. princípio da legalidade tributária. quando define a casa como o asilo inviolável do indivíduo. refere-se a coisa julgada material. REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS Direito de petição: define-se como direito que pertence a uma pessoa de invocar a atenção dos poderes públicos sobre uma questão ou situação. d) de que não haverá tributo com efeito confiscatório.

liberdades ou prerrogativas inviáveis por falta de norma regulamentadora exigida ou suposta pela Constituição. SOCIAIS E POLÍTICOS GARANTIA DOS DIREITOS COLETIVOS Mandado de segurança coletivo: instituído no art. GARANTIA DOS DIREITOS SOCIAIS Sindicalização e direito de greve: são os 2 instrumentos mais eficazes para a efetividade dos direitos sociais dos trabalhadores. a reserva de recursos orçamentários para a educação (212). outorgado a qualquer cidadão como garantia político-constitucional. trata-se de um remédio constitucional pelo qual qualquer cidadão foca investido de legitimidade para o exercício de um poder de natureza essencialmente política. introdução nesses registros de dados sensíveis (origem racial. que pode ser impetrado por partido político ou organização sindical. mediante a provocação do controle jurisdicional corretivo de atos lesivos do patrimônio público. 8º. Decisões judiciais normativas: a importância dos sindicatos se revela na possibilidade de celebrarem convenções coletivas de trabalho e. (art. em defesa dos interesses de seus membros ou associados. e constitui manifestação direta da soberania popular consubstanciada no art. LXX. III) no interesse de Direito Constitucional de categorias de trabalhadores quando a falta de norma regulamentadora desses direitos inviabilize seu exercício. 5º. da moralidade administrativa. da CF. opinião política. etc) e conservação de dados falsos ou com fins divesos dos autorizados em lei (art. sua finalidade consiste em conferir imediata aplicabilidade à norma constitucional portadora daqueles direitos e prerrogativas. para a defesa do interesse da coletividade. consequentemente. entidade de classe ou associação legalmente constituída. desleais e ilícitos. aos direitos culturais (215). que é oponível contra qualquer autoridade pública ou contra agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições públicas. Ação popular: consta no art.1º. quando o sindicaro usá-lo na defesa do interesse coletivo de seus membros e quando os partidos impetrarem-no na defesa do interesse coletivo difuso exigem-se ao menos a ilegalidade e a lesão do interesse que o fundamenta. (114. Mandado de injunção coletivo: pode também ser um remédio coletivo. visto que possibilita a instituição de sindicatos autônomos e livres e reconhece constitucionalmente o direito de greve (arts. 5º. § 2º) Garantia de outros direitos sociais: fontes de recursos para a seguridade social. na legitimação que têm para suscitar dissídio coletivo de trabalho.Mandado de segurança individual: visa amparar direito pessoal líquido e certo. LXXI). LXXII). inerte em virtude de ausência de regulamentação (art. podemos a definir como instituto processual civil. já que pode ser impetrado pos sindicato (art. LXIX) Mandade de injunção: constitui um remédio ou ação constitucional posto à disposição de quem se considere titular de qualquer daqueles direitos. o requisito do direito líquido e certo será sempre exigido quando a entidade impetra o mandado de segurança coletivo na defesa de direito subjetivo individual. GARANTIA DOS DIREITOS COLETIVOS. 5º. . 8º e 9º). ao meio ambiente (225). LXXIII. do meio ambiente e do patrimônio histórico e cultural. 5º. 5º. com aplicação obrigatória nas ações e serviços de saúde e às prestações previdenciárias e assistenciais (194 e 195). com o objetivo de corrigir ato ou omissão ilegal decorrente do abuso de poder. só o próprio titular desse direito tem legitimidade para impetrá-lo. Habeas data: remédio que tem por objeto proteger a esfera íntima dos indivíduos contra usos abusivos de registros de dados pessoais coletados por meios fraudulentos.

Os Municípios na Federação: a intervenção neles é da competência dos Estados. 18. como se vê no art. 19 contém vedações gerais dirigidas à União. 3a. inclui-se aí a determinação de que sejam gratuitos. o que mostra serem vinculados a estes. fusão e desmembramento. para formarem Territórios Federais. Brasília: é a capital federal. tais são o sigilo de voto. Vedações constitucionais de natureza federativa: o art. 18. a vedação de criar distinções entre brasileiros coliga-se com o princípio da igualdade. os Estados. ouvidas as respectivas Assembléias Legislativas (art. caracterizados como direitos fundamentais. quer. DA REPARTIÇÃO DE COMPETÊNCIAS . através de plebiscito. o Distrito Federal e os Municípios. incorporação. as decisões mais graves. por lei complementar. Parte DA ORGANIZAÇÃO DO ESTADO E DOS PODERES I .DIREITOS POLÍTICOS Definição do tema (remissão): são aquelas que possibilitam o livre exercício da cidadania. combinado com o art. por subdivisão ou desmembramento quer para se anexarem a outros. de onde partem. assume uma posição jurídica específica no conceito brasileiro de cidade. os atos necessários ao exercício da cidadania. e onde acontecem os fatos decisivos para os destinos do País. na forma da lei. A posição dos territórios: não são mais considerados componentes da federação. a CF lhes dá posição correta.DA ESTRUTURA BÁSICA DA FEDERAÇÃO ENTIDADES COMPONENTES DA FEDERAÇÃO BRASILEIRA Componentes do Estado Federal: a organização político-administrativa compreende. a Constituição prevê a possibilidade de transformação deles por incorporação entre si. quando os declara integrantes desta (art. § 3º. determinando que as normas definidoras de direitos e garantias fundamentais têm aplicação imediata. a paridade federativa encontra apoio na vedação de criar preferência entre os Estados. aos governados. Formação dos Estados: não há como formar novos Estados. e dependerão de plebiscito. mediante aprovação da população diretamente interessada. é o pólo irradiante. 18. quer para formarem novos Estados. dentro do período determinado por lei complementar federal (EC-15/96). 206) Eficácia dos direitos fundamentais: a garantia das garantias consiste na eficácia e aplicabilidade imediata das normas constitucionais. visam o equilíbrio federativo. § 2º). ainda. os direitos. e do Congresso Nacional. 48. tanto que sua criação. simples descentralização administrativoterritorial da União. VI). Estados. senão por divisão de outro ou outros. far-se-ão por lei estadual. de acordo com sua natureza de mera-autarquia. liberdades e prerrogativas consubstanciadas no título II. a União. só cumprem sua finalidade se as normas que os expressem tiverem efetividade. Distrito Federal e Municípios. a igualdade de voto.

Classificação das competências: competência é a faculdade juridicamente atribuída a uma entidade ou a um órgão ou agente do Poder Público para emitir decisões. b) na atribuição dos poderes enumerados aos Estados e dos remanescentes à União. bem como a transferência total ou parcial de encargos. que conjugam poderes enumerados e poderes reservados. c) na enumeração das competências das entidades federativas. tendo em vista o equilíbrio do desenvolvimento e do bem-estar em âmbito nacional (23. único). serviços. ao conteúdo: econômica. INTERVENÇÃO FEDERAL NOS ESTADOS E NO DISTRITO FEDERAL . Sistema da Constituição de 1988: busca realizar o equilíbrio federativo. concorrente e suplementar. que pode ser exclusiva (21) e comum (23). cumulativa ou paralela. § 2º).O problema da repartição de competências federativas: a autonomia das entidades federativas pressupõe repartição de competências para o exercício e desenvolvimento de sua atividade normativa. politico-administrativa. por meio de uma repartição de competências que se fundamenta na técnica da enumeração dos poderes da União (21 e 22). financeira e tributária. privativa. a CF/88 estruturou um sistema que combina competências exclusivas. é nisso que verifica-se o equilíbrio da federação. nacional. 241. é medida excepcional. ao passo que aos Estados tocarão as matérias e assuntos de predominante interesse regional. reservando-se aos Estados os remanescentes. à União caberão aquelas matérias e questões de predominante interesse geral. competências são as diversas modalidades de poder de que se servem os órgãos ou entidades estatais para realizar suas funções. social. 34). Natureza da intervenção: intervenção é ato político que consiste na incursão da entidade interventora nos negócios da entidade que a suporta. é antítese da autonomia. § 1º) e poderes definidos indicativamente aos Municípios (30). par. § 1º e 2º). Técnicas de repartição de competências: as constituições solucionavam o problema mediante a aplicação de 3 técnicas. incumbe à lei complementar fixar normas para a cooperação entre essas entidades. único). sob outro prisma podem ser classificadas quanto: à forma ou processo de sua distribuição: enumerada. concorrente (24) e suplementar (24. reservada ou remanscente e residual e implícita. Sistema de execução de serviços: o sistema brasileiro é o de execução imediata. privativas e principiológicas com competências comuns e concorrentes. pessoal e bens essenciais à continuidade dos serviços transferidos. autorizando a gestão associada de serviços públicos. entre os quais sobreleva o da internvenção federal nos Estados e dos Estados nos municípios (34 a 36). comum. 29 e 32). e só há de ocorrer nos casos nela taxativamente e indicados como exceção no princípio da não intervenção (art. que pode ser exclusiva (25. estabelecendo o seguinte: "as entidades" disciplinarão por meio de consórcios públicos e convênios de cooperação entre os federados. O princípio da predominância do interesse: segundo ele. mas combina possibilidades de delegação (22. esse equilíbrio realiza-se por mecanismos instituídos na constituição rígida. podemos classificálas em 2 grandes grupos com suas subclasses: 1) competência material. à extensão: exclusiva. com poderes remanescentes para os Estados (25. Gestão associada de serviços públicos: a EC-19/98 deu novo conteúdo ao art. e aos Municípios concernem os assuntos de interesse local. privativa (22). 2) competência legislativa. DA INTERVENÇÃO NOS ESTADOS E NOS MUNICÍPIOS Autonomia e equilíbrio federativo: autonomia é a capacidade de agir dentro de círculo preestabelecido (25. que consistem: a) na enumeração dos poderes da União. à origem: originária e delegada. cada entidade mantêm seu corpo de servidores públicos destinados a executar os serviços das respectivas administrações (37 e 39). par.

35. esta passará a ser ato inconstitucional (85.DO GOVERNO DA UNIÃO DA UNIÃO COMO ENTIDADE FEDERATIVA Conceito de União: é a entidade federal formada pela reunião das partes componentes. 18. 4) a defesa da ordem constitucional. as finanças estaduais e a estabilidade da ordem constitucional. quando. Controle político e jurisdicional da intervenção: segundo a art. nomeará o interventor ( 36. que se faz por decreto do Governador. Pressupostos formais: constitume pressupostos formais da intervenção o modo de efetivação. I e II). c) a defesa das finanças estaduais. 34. § 6º). o prazo e os limites da medida. sendo permitida à intervenção quando for suspensa o pagamento da dívida fundada por mais de 2 anos. só preside os fatos sobre que incide sua competência. de sorte que esta só poderá licitamente ocorrer nos estritos casos indicados no art. para repelir invasão de uma unidade em outra. deixar de entregar aos Municípios receitas tributárias. a responsabilidade é imputada ao Estado. as autoridades afastadas de seus cargos a eles voltarão. e se couber. o Estado federal. salvo impedimento legal (36. na ordem jurídica. o decreto conterá a designação do interventor (se for o caso). no prazo de 24 horas. Competência para intervir: compete ao Estado. autônoma em relação às unidades federadas e a cabe exercer as prerrogativas da soberania do Estado brasileiro. quando é autorizada a intervenção nos casos dos incisos VI e VII do art. II . II). pois ele será submetido a sua apreciação. no exercício normal e regular da Administração estadual.Pressupostos de fundo da intervenção. Cessação da intervenção: cessados os motivos da intervenção. 49. cujas atribuições dependem do ato interventivo e das i nstruções que receber da autoridade interventora. para manter a integridade nacional e repelir invasão estrangeira (34. o CN não se limitará a tomar ciência do ato de intervenção. aprovando ou rejeitando. União federal e Estado federal: a União. rege toda a vida no interior do País. poi se não houvessem elementos unitários não teriamos à essência do Estado. o qual especificará a sua amplitude. . tem por finalidade: a) a defesa do Estado. constituindo pessoa jurídica de Direito Público interno. casos e finalidades: constituem situações críticas que põem em risco a segurança do Estado. o controle jurisdicional acontece nos casos em que ele dependa de solicitação do poder coacto ou impedido ou de requisição dos Tribunais. executa atos e profere decisões que prejudiquem a terceiros. pôr termo a grave comprometimento da ordem pública e garantir o livre exercício de qualquer dos poderes nas unidades da federação. b) a defesa do princípio federativo. 35). IV. porque abrange a competência da União e a das demais unidades autônomas referidas no art. seus limites e requisitos. juridicamente. se suspender. INTERVENÇÃO NOS MUNICÍPIOS Fundamento constitucional: fica também sujeito a intervenção na forma e nos casos previstos na Constituição (art. a responsabilidade civil pelos danos causados é da União (37. § 4º). Posição da União no Estado federal: constitui aquele aspecto unitário que existe em toda organização federal. como instituição de Direito Internacional. Responsabilidade civil do interventor: o interventor é figura constitucional e autoridade federal. nessa qualidade. e será submetido à apreciação da Assembléia Legislativa. prazo e condições de execução. o equilíbrio federativo. efetiva-se por decreto do Presidente. § 1º). Motivos para a intervenção nos Municípios: o princípio aqui é também o da não intervenção.

h) da pesquisa. o art. b) a defesa permanente contra calamidades públicas. i) legislar sobre direito social em suas várias manifestações. de natureza política de competência exclusiva são as seguintes: poder de decretar estado de sítio. do CC. 21. Competência internacional e competência política: internacional é a que está indicada no art. 20 da CF estatui quais são esses bens. § 1º). industrialização e comércio de minérios nucleares. pois ele é muito extenso (pags. . de competência comum (art. União como pessoa jurídica de direito interno: nessa qualidade. explorar atividad econômica e reprimir abusos do poder econômico. Competência material comum: muitos assuntos do setor social. e) monopólio de pesquisa. III. lavra e refinação do petróleo. 21. declara que os bens públicos são os que constituem o patrimônio da União. f) monopólio da pesquisa e lavra de gás natural. como tal. ainda. 23) onde arrola temas de competência comum. conforme o art. foi aberta a possibilidade das outras entidades compartilharem com ela da prestação de serviços nessas matérias. 48. g) monopólio do transporte marítimo do petróleo bruto. na forma da lei. e os Estados federados não tem representação nem competência em matéria internacional. c) organizar a seguridade social. está sujeita à responsabilidade pelos atos que pratica. é muito aconselhável ler mais sobre este assunto. de competência legislativa privativa (art. e) regular o SUS. Competência social: a) elaborar e executar planos nacionais de regionais de desenvolvimento social. que é considerada em 2 grupos: privativa e concorrente.União e pessoa jurídica de Direito Internacional: o Estado federal é que é a pessoa jurídica de Direito Internacional. I a IV). reprocessamento. 22 e 24 especificam seu campo de competência legislativa. 49. COMPETÊNCIAS DA UNIÃO Noção: a União dispõe de competência material exclusiva conforme ampla enumeração de assuntos no art. poder de conceder anistia. b) estabelecer áreas e as condições para o exercício de garimpagem. c) intervir no domínio econômico. j) planejar e executar. refere-se a 2 coisas: as relações internacionais do Estado realizam-se por intermédio de órgãos da União. lavra. 23) e. Competência econômica: a) elaborar e executar planos nacionais e regionais de desenvolvimento econômico. principalmente. visando a saúde. atendendo os princípios consignados no art. podendo ser submetida aos Tribunais. de defesa e a intervenção. mas os arts. 4º. tem domicílio na Capital Federal (18. restando as outras entidades a legislação suplementar. o art. 22). k) legislar sobre produção e consumo. para fins processuais. já que a ela cabe legislar sobre normas gerais de Direito tributário e financeiro e sobre orçamento. é titular de direitos e sujeitos de obrigações. referidos antes. quando se diz que a União é pessoa jurídica de Direito Internacional. destacou um dispositivo (art. dos Estados ou Municípios. como objeto de direito pessoal. h) manter serviços de assitência social. d) explorar a pesquisa e a lavra de recursos minerais. poder de legislar sobre direito eleitoral. Competência legislativa: toda matéria de competência da União é suscetível de regulamentação mediante lei (ressalvado o disposto nos arts. 24. enriquecimento. 51 e 52). de competência legislativa concorrente com os Estados sobre temas especificados no art. Bens da União: ela é titular de direito real. 66. i) a desapropriação por interesse social. 184 a 186. g) estabelecer a previdência social. §§ 1º a 4º). Competência financeira e monetária: a administração financeira continuará sob o comando geral da União. e pode ser titular de direitos pessoais. ou real de cada uma dessa entidades. não lhe cabem com exclusividade. a polítiva agrícola. 496 a 504). f) regulamentar as ações e serviços de saúde. conforme o caso (109. mas. 21. d) estabelecer políticas sociais e econômicas. integram a competência deste (art. nos termos dos art.

(art. não há interferência de uma em outra. eleita por suas casas na última sessão ordinária do período legislativo. eleitos em cada Estado e no Distrito Federal pelo sistema proporcional. renovandose a representação de 4 em 4 anos. é típico das monarquias constitucionais. alternadamente. haverá apenas uma. o Executivo se divide em duas partes: um Chefe de Estado e um Primeiro Ministro. 3 Senadores (com 2 suplentes cada). independentes e harmônicos entre si. o Executivo e o Judiciário. sua função é representar o CN durante o recesso parlamentar. mesmo quando aprovado por lei. sem dar satisfação jurídica a outro poder. fazendo-o proporcionalmente à população. elegendo. para um mandato de 8 anos. o órgão do Poder Legislativo não é Parlamento. são 3 os sistemas básicos. o parlamentar e o convencional. a CF não fixa o número total de Deputados Federais. no bicameralismo brasileiro. por um e dois terços (art. o Legislativo. FUNCIONAMENTO E ATRIBUIÇÕES . O Senado Federal: compõe-se de representantes dos Estados e do Distrito Federal. § 4º. polícia. integrados respectivamente por deputados e senadores. Parlamentarismo. Organização interna das Casas do Congresso: elas possuem órgão internos destinados a ordenar seus trabalhos. empregos e funções de seus serviços e fixação da respectiva renumeração. cada uma deve elaborar seu regimento interno. criação. depende exclusivamente da coordenação do Presidente. 58. que se compõe da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. observados os parâmetros estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias. nem de outro órgão governamental. não há predominância substancial de uma câmara sobre outra. acumula as funções de Chefe de Estado. que o executará ou não. A Câmara dos Deputados: compõe-se de representantes do povo. funcionamento. Sistema de governo: são técnicas que regem as relações entre o Legislativo e o Executivo no exercício das funções governamentais. cumpre um mandato por tempo fixo. cada um. eventual plano de governo. também ler mais sobre o assunto DO PODER LEGISLATIVO O Congresso Nacional: a função legislativa de competência da União é exercida pelo Congresso Nacional. 2º). o Presidente exerce o Poder Executivo. o presidencial. 46). bem ou mal. pelo princípio majoritário. Chefe de Governo e Chefe da Administração. Ler mais sobre o assunto Comissão representativa: instituída no art. transformação ou extinção de cargos.ORGANIZAÇÃO DOS PODERES DA UNIÃO Poderes da União: são. vamos discorrer sobre algumas características de cada sistema: Presidencialismo. deixando isso e a representação por Estados para serem estabelecidos por lei complementar. dispor sobre sua organização.

decretos legislativos e resoluções. 61 a 69). de leis financeiras. especialmente a inviolabilidade e a imunidade. durante ele. por três quintos (60. caso em que a direção dos trabalhos cabe à Mesa do Congresso Nacional (57. a legislatura tem a duração de 4 anos. 166. delegadas. sessão legislativa ordinária é o período em que deve estar reunido o Congresso para os trabalhos legislativos (15. par. § 3º. 55. par. § 5º). distingue-se em: 1) Procedimento legislativo ordinário: é o procedimento comum. de fiscalização e controle (50. Prerrogativas: a CF/88 restituiu aos parlamentares suas prerrogativas básicas. emenda. 3) legislativos especiais: são os estabelecidos para a elaboração de emendas constitucionais. § 2º) e por dois terços (51. prevendo suas prerrogativas e direitos. mantendo-se o provilégio de foro e a isenção do serviço militar e acrescentou a limitação do dever de testemunhar. se for aprovado na Câmara. sugerem modificações nos interesses relativos à matéria contida em projetos de lei. I. terá o Senado igual prazo. § 2º. leis complementares. o Senado é contínuo por ser renovável parcialmente em cada período de 4 anos (46. esses espaços de tempo entre as datas constituem o recesso parlamentar. sessões ordinárias são as reuniões diárias que se processam no dias úteis. meramente deliberativas (49). veto é a discordância com o projeto aprovado. seus deveres e incompatibilidades (53 a 56). de leis delegadas. I e II. Quórum para deliberações: as deliberações de cada Casa ou do Congresso em câmaras conjuntas. PROCEDIMENTO LEGISLATIVO Conceito e objeto: entende-se o conjunto de atos (iniciativa. 49.08 a 15. § 3º). conforme o caso. é o ato de decisão (65 e 66) que se toma por maioria de votos. 47). de medidas provisórias e de leis complementares.Funcionamento do Congresso Nacional: o CN desenvolve sua atividades por legislaturar. XXIV). veto) realizados pelos órgãos legislativos visando a formação das leis constitucionais. . 58. sanção. 52. sessões legislativas ordinárias ou extraordinárias.06 e 01. ser convocada sessão legislativa extraordinária. salvo disposição em contrário (art. Atos do processo legislativo: a) iniciativa legislativa: é a faculdade que se atribui a alguém ou a algum órgão para apresentar projetos de lei ao Legislativo. § 2º). tem por objeto (art. 86) e constituintes (60). II e 84. a introdutória. a contar do seu recebimento. IX e X. que estatui o regime jurídico dos membros do CN. medidas provisórias. podendo. Procedimento legislativo: é o modo pelo qual os atos do processo legislativo se realizam. 2) legislativo sumário: se o Presidente solicitar urgência. início ao término do mandato dos membros da Câmara dos Deputados (44.02 a 30. destinado à elaboração das leis ordinárias. sanção é a adesão. serão tomadas por maioria de votos. a de exame do projeto nas comissões permanentes. § 2º. a das discussões. 51. único). ordinárias. 66. a decisória e a revisória. c) votação: constitui ato coletivo das casas do Congresso. § 1º. resoluções e decretos legislativos. b) emendas: constituem proposições apresentadas como acessória a outra. d) sanção e veto: são atos legislativos de competência exclusiva do Presidente. de julgamento de crime de responsabilidade (51.único e 86). o projeto deverá ser apreciado pela Câmara dos Deputados no prazo de 45 dias. 71 e 72. § 4º e 69). 59) a elaboração de emendas à Constituição. Reuniões conjuntas são as hipóteses que a CF prevê (57. simples ou absoluta. votação. ESTATUTO DOS CONGRESSISTAS Conteúdo: entende-se como o conjunto de normas constitucionais. presente a maioria de seus membros.12). somente recaem sobre projeto de lei. 52. I. sessões ordinárias e extraordinárias. desenvolve-se em 5 fases. Atribuições do Congresso Nacional: atribuições legislativas (48. que podem ser os casos que exigem maioria absoluta (arts. complementares e ordinárias.

simultaneamento com o Vice-presidente. salvo impedimento moral por interesse pessoal ou de parente próximo na matéria em debate. são impedimentos referentes ao exercício do mandato. nos casos de morte. salvo se renunciar o mandato. tudo na forma regimental. em processo penal. nos casos de impedimento. promover o bem geral do povo. o Presidente do Senado e o Presidente do STF. defender e cumprir a Constituição. perante o CN.único). direito a estipêndios mensais. III. extinção. tais como a morte. Subsídios: o Presidente e o Vice têm. § 3º. se ocorrer o impedimento concomitante do Presidente e do Vice ou no caso de vacância de ambos os cargos. Direitos: os congressistas têm direitos genéricos decorrentes de sua própria condição parlamentar. nem sobre as pessoas que lhes confiaram ou deles receberam informações (53. em tempo de guerra. Substitutos e sucessores do Presidente: ao vice cabe substituir o Presidente. no último domingo de outubro. Perda do mandato: seu regime jurídico disciplina hipóteses em que ficam sujeitos à perda do mandato. pedir informações. perante o STF (53. e suceder-lhe no caso de vaga. 14. negociais. 84. que serão sucessivamente chamados ao exercício da Presidência. renúncia. par. palavras e votos (53). e. § 4º). em primeiro turno. IV e V). votando projetos de lei. isenção do serviço militar mesmo que o congressista queira incorporar-se às Forças Armadas. a eleição realizar-se-á. perda ou suspensão dos direitos políticos e perda da nacionalidade brasileira. sustentar a união. dentre brasileiros natos que preencham as condições de elegibilidade previstas no art. que se dará por: cassação é a decretação da perda do mandato.a inviolabilidade é a exclusão de cometimento de crime por parte de parlamentares por sua opiniões. a imunidade não exclui o crime. em segundo turno. a renúncia. não interditam candidaturas. 55. em forma de subsídios em parcela única. no primeiro domingo de outubro e. como os de debater matérias submetidas à sua Câmara e às comissões. além de outras atribuições que lhe forem conferidas por lei complementar. se houver. § 5º). 83). 78 e 82). Atribuições do Presidente da República: são as enumeradas no art. podem ser funcionais. mas impede o processo. que observarão os limites traçados nas respectivas delegações. cujo parágrafo único permite que ele delegues as mencionadas nos incisos VI e XXV. no dia 01/01 do ano seguinte ao de sua eleição. perda ou suspensão dos direitos políticos (55. antes o pressupõe. por ter o seu titular incorrido em falta funcional. em sessão conjunta. declaração de vacância do cargo pelo CN (arts. primeira parte aos Ministros. 49. a integridade e a independência do Brasil. . que serão fixados pelo CN (art. privilégio de foro os parlamentares só serão submetidos a julgamento. 54. auxiliará o Presidente. são estabelecidas no art. não poderá fazê-lo por sua exclusiva vontade. do ano anterior ao do término do mandato presidencial vigente. prestando o compromisso de manter. extinção do mandato é o perecimento pela ocorrência de fato ou ato que torna automaticamente inexistente a investidura eletiva. o outros substitutos são: o Presidente de Câmara. políticas e profissionais. 82). como privativas do Presidente. II e VI). o mandato é de 4 anos (art. sempre que por ele for convocado para missões especiais (79. sem liçenca do CN (art. VIII). ao Procurador-Geral ou ao Advogado-Geral. I. o não comparecimento a certo número de sessões expressamente fixado. DO PODER EXECUTIVO Eleição e mandato do Presidente da República: é eleito. limitação ao dever de testemunhar os parlamentares não serão obrigados a testemunhar sobre informações recebidas ou prestadas em razão do exercício do mandato. do qual tomará posse. observar as leis. participar dos trabalhos. nem anulam a eleição. Incompatibilidades: são as regras que impedem o congressista de exercer certas ocupações ou praticar certos atos cumulativamente com seu mandato. ausência de Pais por mais de 15 dias. definida em lei e punida com esta sanção (art. Perda do mandato do Presidente e do Vice: cassação.

Órgãos da função jurisdicional: STF.Responsabilidade do Presidente da República: no presidencialismo. as causas indicadas no inc. na forma da lei. Competência: constam do art. conteúdo de litígio constitucional. do Distrito Federal. ficando sujeito a sanções de perda do cargo por infrações definidas como crimes de responsabilidade. e administração o que conferiu aos órgão do Executivo. Jurisdição e legislação: não é difícil distinguir as jurisdição e legislação. que serão nomeados pelo Presidente. SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Composição: compõe-se de no mínimo 33 Ministros. 3) as que lhe toca julgar em recurso extraordinário (inc. se destina a compor lide constitucional. depois de aprovada a escolha pelo Senado.único). do art. indicados na lista tríplice elaborada pelo próprio Tribunal. dentre advogados e membros do MP federal. especificadas em 3 grupos: 1) as que lhe cabe processar e julgar originariamente. que.quase todas. Jurisdição e administração: jurisdição é aquilo que o legislador constituinte incluiu na competência dos órgãos judiciários. III. 3) para julgar. estrutura. têm. JUSTIÇA FEDERAL . mediante o exercício da jurisdição constitucional. 2) as que lhe cabe julgar. Estadual. o processo divide-se em 2 partes: juízo de admissibilidade do processo e processo e julgamento. Tribunais Federais de Juízes Federais. aí. I. 102. nomeados pelo Presidente. apuradas em processo político-administrativo realizado pelas Casas do Congresso. que se realiza por meio de um processo judicial. por isso mesmo. alternadamente. par. ato jurisdicional é o que emana dos órgãos jurisdicionais no exercício de sua competência constitucional respeitante à solução de conflitos de interesses. dito. SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL Composição do STF: compõe-se de 11 Ministros. de notável saber jurídico e reputação ilibada. Conselho de Justiça Federal: funciona junto ao Stj. em recurso especial. as atribuições judicantes previstas no incisos do 102. Competência: está distribuída em 3 áreas: 1) competência originária para processar e julgar as questões relacionadas no inc. Tribunais de Juízes Eleitorais. as causas referidas no inc. nesse caso. de acordo com o art. 105. 2) para julgar em recurso ordinário. logo. esta edita normas de caráter geral e abstrato e a jurisdição se destina a aplicá-las na solução das lides. 94. II). a atuação do STF. DO PODER JUDICIÁRIO A função jurisdicional: os órgão do Judiciário têm por função compor conflitos de interesse em cada caso concreto. III). dentre cidadãos com mais de 35 e menos de 65 anos de idade. sistema de composição de conflitos de interesses ou sistema de composição de lides. STJ . Tribunais de Juízes do Trabalho. atribuições a funcionamento vão depender de lei. isso é a funçào jurisdicional. de notável saber jurídico e reputação ilibada. b) um terço. Tribunais de Juízes Militares. dentre brasileiros com mais de 35 e menos de 65 anos. o próprio Presidente é responsável. exercer a supervisão administrativa e orçamentária da Justiça Federal de primeiro e segundo grau (105. em recurso ordinário (Inc. em partes iguais. em verdade. indicados na lista sêxtupla pelos órgão de representação das respctivas classes. não se limita à execução da lei. sua composição. além de crimes comuns. sendo: a) 1/3 dentre juízes dos Tribunais Regionais Federais e 1/3 dentre desembargadores dos Tribunais de Justiça. depois de aprovada escolha pelo Senado. Tribunais de Juízes dos Estados e do Distrito Federal. II. cabendo-lhe. definidos na legislação penal.

de TRE. as Juntas serão instituídas em lei. mas a CF já oferece um esquema básico de sua estrutura. na forma da lei. a composição do STM está no art. que a presidirá. indicados na forma do art. Competência: processar e julgar os crimes militares. ela se compõe de um TSE. nomeados estes pelo presidente do TRT. por antiguidade e merecimento (art. na respectiva região e nomeados pelo Presidente dentre brasileiros com mais de 30 e menos de 65 anos. recrutados quando possível. salvo as que denegarem o habeas corpus. a ordem de classificação (art. habeas data e mandado de injunção e as que contrariem a Constituição ou declarem a inconstitucionalidade de tratado ou lei federal. cada Estado. a do TRE no art. na forma da lei. JUSTIÇA DO TRABALHO Organização: sua organização compreende o TST. recurso ordinário e extraordinário para o STF. Recorribilidade das decisões do TST: são irrecorríveis. 93. JUSTIÇA ELEITORAL Organização e competência: serão dispostas por lei complementar (121). o TST compõe-se de 27 Ministros. abrangindo os entes de direito público externo e da administração pública direta e indireta das entidades governamentais. permitida uma recondução (112 e 116). 123. 120.Tribunais Regionais Federais: compõe-se de. com representação paritária dos trabalhadores e empregadores (111. obedecendose. Recorribilidade de suas decisões: são irrecorríveis as do TSE. nas nomeações. nomeados pelo Presidente. sendo: 17 (11 juízes de carreira. são os próprios juízes de direito da organização judiciária estadual (121). bem como os litígios que tenham origem no cumprimento de suas próprias sentenças. existentes nas circunscrições judiciárias. a composição do TSE está prevista no art. os Tribunais de Juízes militares instituídos em lei. após aprovação do Senado. 119. sendo: a) 1/5 dentre advogados com mais de 10 anos de efetiva atividade profissional e membros do MP federal. ingressam no cargo inicial da carreira (substituto) mediante concurso. 94. com mais de 10 anos de carreira. o habeas data. mais de 35 e menos de 65 anos. 3 advogados. Os TRT serão compostos de Juízes nomeados pelo Presidente. e de Juízes eleitorais e de Juntas Eleitorais (118). constituirá uma seção judiciária que terá por sede a capital (110). respectivamente para o STF. Juízes Federais: são membros da Justiça Federal de primeira instância. as causas em que a União for interessada. conforme dispõe a Lei de Organização Judiciária Militar (Decreto-lei 1003/69). . e de 2 juízes classistas. no mínimo 7 juízes. compondo-se de 1 juiz do trabalho. como o Distrito Federal. JUSTIÇA MILITAR Composição: compreende o STM. que são as Auditorias Militares. os juízes eleitorais. com participação da OAB em todas as suas fases. caso em que caberá. o mandado de segurança e o mandado de injunção e as que contrariem a Constituição. julgarem a inconstitucionalidade de lei federal. das quais caberá recurso ordinário e extraordinário. I). inclusive coletivas. que é o órgão de cúpula. 108. exceto as de falência. outras controvérsias decorrentes da relação de trabalho. alternadamente. b) os demais mediante promoção de Juízes Federais com mais de 5 anos de exercício. respectivamente. as de acidente de trabalho e as sujeitas à justiça Eleitoral e à Justiça do Trabalho. Sua competência está definida no art. § 1º). sendo 2/3 de togados vitalícios e 1/3 de juízes classistas temporários (112 a 115). Competência: compete conciliar e julgar os dissídios individuais e coletivos entre trabalhadores e empregadores. os Tribunais Regionais do Trabalho e as Juntas de Conciliação e Julgamento (111). compete a eles processar e julgar. 3 do MP do Trabalho) togados vitalícios e 10 classistas temporários. 107). seu órgão de cúpula. salvo as que denegarem mandado de segurança.

com isso se institucionalizam os serviços jurídicos estaduais. (pags. § 4º (EC-19/98) e a inamovibilidade (128. a Defensoria Pública como instituição essencial à função jurisdicional. Inviolabilidade: a inviolabilidade prevista no art.Nemo iudex sine actore: significa que não há juiz sem autor. a irredutibilidade. 127 a 135. 128. XVII. da indivisibilidade e da independência funcional e lhe aseguram autonomia administrativa (169). e assim mesmo. serão organizados em carreira. na forma do art. Garantias: como agentos políticos precisam de ampla liberdade funcional e maior resguardo para desempenho de suas funções. XIII. 39. as normas constitucionais lhe afirmas os princípios institucionais da unidade. 131. só o ampara em relação a seus atos e manifestações no exercício da profissão. em que ingressarão por concurso. a ordem de classificação. não sendo privilégio pessoal as prerrogativas da vitaliciedade. conforme disposto nos art. tem por chefe o Advogado-Geral da União. 129. O advogado e a administração da justiça: a advocacia não é apenas um pressuposto da formação do Judiciário. na forma do art. 21. ADVOCACIA PÚBLICA Advocacia Geral da União: é prevista no art. MINISTÉRIO PÚBLICO Natureza e princípios institucionais: a Constituição lhe dá o relevo de instituição permanente. o militar e o do Distrito Federal. 5º. isso justifica as funções essenciais à justica. é a única habilitação profissional que constitui pressuposto essencial à formação de um dos Poderes do Estado: o Judiciário. DAS FUNÇÕES ESSENCIAIS À JUSTIÇA Funcionamento da Justiça . e 22. . imparcialidade. a inércia é para o juiz. de livre nomeação do Presidente dentre cidadãos maiores de 35. II e VI. o MP do trabalho. dos necessitados. 93. em todos os graus. Funções institucionais: estão relacionadas no art. pois fica difícil resumi-lo. ingressa-se na carreira por concurso de provas e títulos. institucionalizadas nos arts. observadas as nomeações. 134. é um dos elementos da administração democrática da justiça. é também necessária ao seu funcionamento. que compreende: o MP federal. em cuja classe inicial ingressarão por concurso. garantia de equilíbrio. organizados em carreira. representa a União judicial e extrajudicialmente. II). assegurada a participação da OAB em sua realização. não é absoluta. Representação das unidades federadas: competem aos seus Procuradores. Defensorias Públicas e a defesa dos necessitados: a CF prevê em seu art. incumbida da orientação jurídica e defesa. 133. § 5º. LXXIV. é também um munus e uma árdua fatiga posta a serviço da justiça. ADVOGADO Uma profissão: a advocacia não é apenas uma profissão. lei complementar a organizará. isto é. é indispensável à administração da justiça (133). do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis. revela que a justiça não funcionará se não for provocada. essencial à função jurisdicional do Estado. as promoções de carreira e aposentadoria seguem as regras do art. de notável saber jurídico e reputação ilibada. o MP abrange: 1) o MP da União. nos termos da lei.Sobre o Estatuto da Magistratura e garantias constitucionais do Poder Judiciário convém ler o livro. incumbindo-lhe a defesa da ordem jurídica. 2) MP dos Estados. 572 a 578). que diretamente ou através de órgãos vinculados. Estrutura orgânica: segundo o art.

sua expressão depende de como lhe seja determinado no ato constitucional originário. 19. 93. cuja identificação reclama pesquisa no texto constitucional. consubstanciando-se na sua capacidade de auto-organização. 150 e 152. hão de ser compreendidos e interpretados restritivamente e segundo seus expressos termos. em verdade. que constituem o fulcro da organização constitucional do País. Limites do Poder Constituinte dos Estados: é a CF que fixa a zona de determinações e o conjunto de limitações à capacidade organizatória dos Estados. que lhes cabem. veda-se-lhes implicitamente tudo o que sido enumerado apenas para a União (20.DOS ESTADOS. III. 593 a 599 Interpretação dos princípios limitadores da capacidade organizadora dos Estados: cerne a essência do princípio federalista. etc. não só competências que não lhes sejam vedadas. além dessas contam-se ainda. § 3º). §§ 2º e 3º. se expressa comumente por via de procedimento democrático. o Poder Constituinte Estadual é apenas autônomo. 23. por via de representação popular. a matéria de sua organização e as normas constitucionais de caráter vedatório. Princípios constitucionais estabelecidos: são os que limitam a autonomia organizatória dos Estados. podemos encontrar algumas nos seguintes arts: 37 a 41. Princípios constitucionais sensíveis: são aqueles enumerados no art. a CF assegurou aos Estados a capacidade de auto-organizar-se por Constituiçãp própria. supender o pagamento de dívida fundada por mais de 2 anos. 18. VII. . Formas de expressão do Constituinte Estadual: sendo subordinado ao Poder Constituinte originário. pois também lhes competem competências enumeradas em comum com a União e os Municípios (23). 18. as tributárias (150 e 152). a CF é poder supremo. 29. admitir o contrário seria superpor a vontade constituída à vontade constituinte. soberano. 21 e 22) e para os Municípios (29 e 30). de auto-governo e de auto-administração (arts. 42. que determinam o retraimento da autonomia estadual. § 1º). Auto-organização e Poder Constituinte Estadual: a auto organização se concretiza na capacidade de dar-se a própria Constituição (25). XVI e XVII). social e econômica. de auto-legislação. 127 a 130. a inclusão de normas na CE em desrespeito e esses princípios poderá provocar a representação do Procurador-Geral da República. visando à declaração de inconstitucionalidade e decretação de intervenção federal (art. DOS MUNICÍPIOS E DO DISTRITO FEDERAL DOS ESTADOS FEDERADOS Autonomia dos Estados: a CF a assegura. criar distinções entre brasileiros ou criar preferências em favor de qualquer da pessoas jurídicas de direito público interno. previamente. obsevados os princípios dela. recusar fé aos documentos públicos. 94 e 95. 25. * ler mais sobre o assunto . bem como os princípios de organização política. 34. quando manda que suas Constituições e leis observem os seus princípios.. 25. deixar de entregar receitas tributárias previstas em lei aos Municípios.pags. 36.III . as financeiras (167) e as administrativas (37. Competências vedadas ao Estado: veda-se-lhe explicitamente: estabelecer cultos religiosos ou igrejas. são aquelas regras que revelam. § 4º. 25 e 28). XIII. com ou sem participação popular direta. como a Assembléia Estadual Constituinte. COMPETÊNCIAS ESTADUAIS Competências reservadas aos Estados: são reservadas aos Estados as competências que não lhes sejam vedadas por esta Constituição (art. assim como a competência exclusiva referida no art. Competência estaduais comuns e concorrentes: estão destacadas no art.

é unicameral. sobre o seu funcionamento. reúne-se na Capital. as atribuições do Governador serão definidas na CE. compõe-se de Deputados.. o processo e o julgamento dos crimes de responsabilidade serão estabelecidos na respectiva Constituição. assim como ocorre com o Presidente. etc. eleitos diretamente pelo sistema proporcional. tais como: elaborar e votar leis complementares à Constituição estadual. a CE pode ampliar os limites à atuação das autoridades. Elementos sócio-ideológicos: são regras de ordem econômica e social. na data fixada pela CE. desde que preveja o Tribunal de Justiça. administrativa. e garantida contra os Estados no art. de administração. etc. Poder Judiciário estadual: o constituinte estadual é livre para estruturar sua Justiça. Capacidade de auto-organização: consiste na possibilidade da elaboração da lei orgânica própria (29). 18 e 29. Lei Orgânica própria: espécie de Constituição municipal. o sistema eleitoral majoritário em 2 turnos para Governador. Competência legislativa: não vai muito além do terreno administrativo. votar o orçamento. os impedimentos decorrem da natureza de suas atribuições. autonomia significa capacidade de poder gerir os próprio negócios. observados os princípios constitucionais (125). a alteração e a extinção das seções. a posse se dá perante a Assembléia. dentro de um círculo prefixado por entidade superior. eleito para um mandato de 4 anos. Elementos orgânicos: terá que aceitar a forma republicana e representativa de Governo. Base constitucional da autonomia municipal: a autonomia municipal é assegurada pelos arts. as atribuições de competência exclusiva serão aquelas que se vinculam a assuntos de sua economia interna. a autonomia municipal se assenta em 4 capacidades: de auto-organização. para um mandato de 4 anos. 29). 1º e 18). normativa própria e de auto-administração. gestão de seus bens. algumas coisas na esfera econômica e quase nada mais. a divisão judiciária compreende a criação.Competências estaduais materiais: a área de competência dos Estados se limita à seguinte classificação: competência econômica. estabelecendo os órgãos que melhor atendam os interesses da Justiça local. c. social. a competência dos Tribunais e Juízes é matéria da Constituição e leis de organização judiciária do Estado. financeira e tributária. CONTEÚDO DA CONSTITUIÇÀO ESTADUAL Elementos limitativos: referem-se aos direitos fundamentais do homem. definidos em definitivo pela CF. sequer pertine a ela cuidar desses assuntos. a CF indica algumas competências do TJ (96 e 99). de autogoverno. seguindo o modelo federal. os princípios da legalidade e da moralidade administrativa podem ser reforçados. independente de convocação. a CE não tem que tratar dos direitos fundamentais que constam no Título II da CF. 24. legislar plenamente ou suplementarmente sobre as matérias relacionadas no art. DOS MUNICÍPIOS Fundamentos constitucionais: são considerados componentes da estrutura federativa (arts. legislação sobre tributos. seu controle prévio e sucessivo de atos do Executivo. dentre a matéria de sua competência. indicará. . financeiro. independentemente de previsão especificada na CE. VII. comarcas. terá maior autonomia na organização do Judiciário. em sessão legislativa ordinária. circunscrições. a própria CF já indicou seu conteúdo básico (art. termos e distritos judiciários. 34. como órgão de cúpula da organização judiciária. social. Poder Executivo estadual: é exercido por um Governador.. aquela que lhe cabe legislar com exclusividade a a que lhe seha reservado legislar supletivamente. ORGANIZAÇÃO DOS GOVERNOS ESTADUAIS Poder Legislativo estadual: Assembléia Legislativa é o seu órgão. bem como sua classificação.

§ 3º. renumeração. liçenca. materiais. 30 discrima as bases da competência municipal. exercido pela Câmara Municipal. as quais se desdobram em 4 grupos: função legislativa. c/c o 27). em princípio. financeiros e humanos preordenados à execução das decisões políticas. . as capacidades de auto-organização. 54 e 55) sobre inviolabilidade. compreende. exercido pelo Prefeito. Poder Executivo municipal: é exercido pelo Prefeito. e de Poder Legislativo. na mesma época que as eleições estaduais. aplicando-se-lhes as regras da CF. expressas no art. além das áreas de competência comum previstas no art. fiscalizadora e julgadora. Poder Executivo: é exercido pelo Governador. cabendo a lei orgânica discriminar suas funções. Vice e Vereadores: será fixado por lei de iniciativa da Câmara.DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ESTRUTURAS BÁSICAS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Noção de Administração: Administração Pública é o conjunto de meios institucionais. 23. impedimentos e incorporação às Forças Armadas (32. auto-governo. 37. referidas aos congressistas (53. meramente deliberativa. perda do mandato. Organização da Administração: é complexa. DO DISTRITO FEDERAL Natureza: tem como função primeira servir de sede do governo federal. imunidades. eleitos pelo sistema proporcional. que será eleito para um mandato de 4 anos. IV . que definirá os princípios básicos de sua organização. Autonomia: está reconhecida no art. Auto-organização: essa capacidade efetiva-se com a elaboração de sua lei orgânica. GOVERNO DO DISTRITO FEDERAL Poder Legislativo: a Câmara Legislativa compõe-se de Deputados Distritais.Competências municipais: o art. como legislar sobre a organização judiciária (22. Subsídios de Prefeitos. porque a função administrativa é institucionalmente imputada a diversas entidades governamentais autônomas. nos termos do art. auto-legislação e autoadministração sobre áreas de competência exclusiva. goza de autonomia políticoconstitucional. suas competências e a organização de seus poderes governamentais. sujeita aos impostos gerais. podemos concebê-lo como uma unidade federada com autonomia parcialmente tutelada. onde declara que se regerá por lei orgânica própria. Poder Legislativo municipal: a Câmara municipal deverá também ter suas atribuições discriminadas pela lei orgânica. § 4º (EC-19/98). XVII). observe-se que nem tudo que cabe aos Estados foi efetivamente atribuído a competência do DF . GOVERNO MUNICIPAL Poderes municipais: é constituído só de Poder Executivo. 39. 32. Competências: são atribuídas as competências tributárias e legislativas que são reservadas aos Estados e Municípios (32 e 147).

I. em processo e julgamento idênticos aos do Presidente. decretos e regulamentos. Princípioda finalidade: o ato administrativo só é válido quando atende seu fim legal.Administração direta. Condições de investidura no cargo: ser brasileiro. a finalidade é inafastável do interesse público. coordenação e supervisão dos órgãos e entidades na área de sua competência. ou seja. ser maior de 21 anos e estar no exercício de seus direitos políticos (87). Atribuições dos Ministros: cabem-lhe. além de outras estabelecidas na CF e na lei: a) a orientação. sempre exerceram as mesmas atribuições que acima apontamos como de competência dos Ministros. assim. Juízo competente para processar e julgar os Ministros: pelo STF nos crimes comuns e nos de responsabilidade que cometerem sozinhos (102. II. cada Ministério tem sua estrutura básica dividida em secretárias. competindo-lhe opinar nas hipóteses de declaraçào de guerra e de celebração da paz. destinados. DOS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Colocação do tema: A Administração é informada por diversos princípios gerais. ÓRGÃOS SUPERIORES DA ADMINISTRAÇÃO FEDERAL Natureza e posição: segundo o art. através de lei. CONSELHOS Generalidades: conselhos são organismos públicos destinados ao assessoramento de alto nível e de orientação e até deliberação em determinado campo de atuação governamental. vinculadas a cada um dos Executivos daquelas entidades. 85 e 86). a direção superior da administração federal. . indireta e fundacional: direta é a administração centralizada. nos crimes de responsabilidade (51. de um lado. que se consubstancia na correta gestão dos negócios e no manejo dos recursos públicos no interesse coletivo. que também disporá sobre suas atribuições (88). 84. propor os critérios e condições de utilização de áreas indispensáveis à segurança do território. Os Ministérios: são criados e estruturados por lei. garantir a boa administração. submetido à lei. relatório anual de sua gestão. definida como conjunto de órgãos administrativos subordinados diretamente ao Poder Executivo de cada entidade.. I. Conselho da República: é órgão superior de consulta do Presidente. pelo Senado. a orientar a ação do administrador na prática dos atos administrativos e. b) expedir instruções para a execução das leis.único. I. 52. c). c) apresentar ao Presidente. estado de defesa. Conselho de Defesa Nacional: é órgão de consulta do Presidente nos assuntos relacionados com a soberania nacional e a defesa do Estado democrático. impõe que o administrador público só pratique o ato para o seu fim legal. par. ÓRGÃOS SUPERIORES ESTADUAIS Secretárias de Estado: os Secretários de Estado auxiliam os Governadores na direção superior da administração estadual. o Presidente exerce o Executivo. os Ministros. estado de sítio e sobre outras questões relevantes para a estabilidade das instituições democráticas (89 e 90). que são órgão integrados nas muitas entidades personalizadas de prestação de serviços ou exploração de atividades econômicas. com o auxílio dos Ministros de Estado. indireta é a descentralizada. fundacional são as fundações instituídas pelo Poder Público. estão na cúpula da organização administrativa federal. com competência para pronunciarse sobre intervenção federal. de outro lado. d) praticar os atos pertinentes às atribuições que lhe foram outorgadas ou delegadas pelo Presidente.

assim como aos estrangeiros. dada a diferença de natureza das competências e atribuições a ele cometidas. Princípio da eficiência: introduzido no art. IX). sem necessidade de comprovar se houve culpa ou dolo (art. para atender a necessidade temporária de excepcional interesse público (art. se distingue em: agentes políticos e agentes administrativos. não eventual. Princípio da moralidade: a moralidade é definida como um dos princípios da Administração Pública (37). não basta. do prejuízo causado ao erário (37. orienta a atividade administrativa no sentido de conseguir os melhores resultados com os meios escassos de que se dispõe e a menor custo. 37 pela EC-19/98. que. independem de concurso as nomeações para cargo em comissão (37. Princípio da proibidade administrativa: consiste no dever de o funcionário servir a Administração com honestidade. que é de 2 anos (37. consiste no conjunto de regras de conduta tiradas da disciplina interior da Administração. apenas a apuração e punição do ilícito. conhecimento de que os administradores estão fazendo. deve agir com a maior transparência possível. empregos e funções são acessíveis aos brasileiros que preencham os requisitos estabelecidos em lei. Princípio da prescritibilidade dos ilícitos administrativos: nem tudo prescreverá. estar aprovado em concurso para ter direito à investidura. não. a toda hora. Princípio da responsabilidade civil da Administração: significa a obrigação de reparar os danos ou prejuízos de natureza patrimonial que uma pessoa causa a outrem. Investidura em cargo ou emprego: a exigência de aprovação prévia em concurso público implica a classificação dos candidatos e nomeação na ordem dessa classificaçào. 37. a fim de que os administrados tenham. necessária também é que esteja classificado e na posição correspondente às vagas existentes. § 5º). cf. DOS SERVIDORES PÚBLICOS AGENTES ADMINISTRATIVOS Agentes públicos e administrativos: o elemento subjetivo do órgão público (titular) denomina-se genericamente agente público. constitui um princípio instrumental de realização dos princípios da moralidade administrativa e do tratamento isonômico dos eventuais contratantes com o Poder Público. Princípio da publicidade: o Poder Público. à indenização. compreendendo todos aqueles que mantêm com o Poder Público relação de trabalho. Acessibilidade à função administrativa: a CF estatui que os cargos. rege-se pela regra da consecução do maior benefício com o menor custo possível. Contratação de pessoal temporário: será estabelecido por lei. 37. por ser público. pois. emprego ou função pública. que são os titulares de cargo. na forma da lei (art. 37. III). Princípio da licitação pública: significa que essas contratações ficam sujeitas ao procedimento de seleção de propostas mais vantajosas para a Administração. II).Princípio da impessoalidade: significa que os atos e provimentos administrativos são imputáveis não ao funcionário que os pratica mas ao órgão ou entidade administrativa em nome do qual age o funcionário. o dever de indenizar prejuízos causados a terceiros por agente público. EC-19/98). compete a pessoa jurídica a que pertencer o agente. o direito da Administração ao seu ressarcimento. procedendo no exercício da suas funções. I. . § 6º). sem aproveitar os poderes ou facilidades delas decorrentes em proveito pessoal ou de outrem a quem queira favorecer. durante o período de validade do concurso. porém.

membros do Tribunal de Contas e membros do MP. a EC-19/98 modificou o sistema renumeratório dos agentes. pensão e seus proventos: a aposentadoria dos servidores abrangidos pelo regime previdenciário de caráter contributivo (art. 2) mandato de prefeito. a EC-19/98 diz que são estáveis após 3 anos de efetivo exercício os servidores nomeados para cargo de provimento efetivo em virtude de concurso público. quanto à greve. Servidor investido em mandato eletivo: o exercerá observando as seguintes regras: 1) se se tratar de mandato eletivo federal. essa garantia não impede a perda do cargo pelo vitalício em 2 hipóteses: extinção do cargo. com outro superior. não é permitido a um mesmo servidor acumular dois ou mais cargos ou funções ou empregos. cf. de acordo com a Constituição. I).BASES CONSTITUCIONAIS DAS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS DO SISTEMA TRIBUTÁRIO NACIONAL Componentes: o sistema tributário nacional compõe-se de tributos. que. os vencimentos e a renumeração. é determinado que os benefícios da pensão por morte será igual ao valor dos proventos do falecido ou ao valor dos proventos a que teria direito em atividade na data de seu falecimento. o que. é igualdade de vencimentos a cargos e atribuições iguais ou assemelhadas pertencentes a quadros de poderes diferentes. Vedação de acumulações renumeradas: ressalvadas as exceções expressas. sendo-lhe facultado optar pela renumeração. vinculação é relação de comparação vertical. aumentando-se um. V . seu tempo de serviço será contado para todos os efeitos legais. havendo compatibilidade de horário. o texto constitucional estabelece que o direito de greve dos servidores será exercido nos termos e nos limites definidos em lei específica. VI). na prática. 3) mandato de vereador. quanto a sindicalização. Vitaliciedade: é assegurada pela CF a magistrados. compulsoriamente aos 70 anos com provento proporcionais ao tempo de contribuição e voluntariamente. o vencimento. 40. caso em que o titular ficará em disponibilidade com vencimentos integrais. compreendem. Isonomia. SERVIDORES PÚBLICOS Aposentadoria. 40. são requisitos para adquirir a estabilidade: a nomeação por concurso e o exercício efetivo após 3 anos. paridade é um tipo especial de isonomia. . ler mais sobre o assunto (pags. seja da Administração direta ou indireta (37. vinculação e equiparação de vencimentos: isonomia é igualdade de espécies renumeratórias entre cargos de atribuições iguais ou assemelhados. será afastado do cargo. tributo é gênero. mantendo-se certa diferença. é usada a expressão espécie renumeratória como gênero. e demissão. Sindicalização e greve dos servidores públicos: é expressamente proíbida aos militares. não há restrições (37. cabível só aos civis. cf. como forma de renumerar agentes políticos e certas categorias de agentes administrativos civis e militares. o que só poderá ocorrer em virtude de sentença judicial. é quase o mesmo que recusar o direito prometido. o afastamento é automático. se verifica com a posse. com a criação do subsídio. considerando-os iguais para fins de lhes conferirem os mesmos vencimentos. EC-20/98) se dará: por invalidez permanente. Em qualquer das hipóteses. exercerá ambas. XVI e XXVII). 41. paridade. vincula-se um cargo inferior. as taxas e as contribuições de melhoria (145). estadual ou distrital. ficará afastado da sua atribuição (38. 670 a 675) Efetividade e estabilidade: o art. que compreende: o subsídio. aumenta-se o outro. para efeito de retribuição. cargo de provimento efetivo é aquele que deve ser preenchido de caráter definitivo. os impostos.Sistema renumeratório dos agentes públicos: Espécies. observado o disposto no § 3º do art. exceto para promoção por merecimento. sobre a pensão. equiparação é a comparação de cargos de denominação e atribuições diversas.

constituem-se das vedações constantes dos arts. além das disposições gerais (145 a 149): a) limitações do poder de tributar (150 a 152). os princípios especiais. Normas de controle e disciplina da repartição de receita tributária: cabe à lei complementar estabelecer regras e disciplina do sistema de repartição de receitas.único). designando expressamente os tributos de cada esfera governamental. ou de executar leis. DISCRIMINAÇÃO DAS RENDAS POR FONTE Atribuição constitucional de competência tributária: compreende a competência legislativa plena. e é indelegável. de intervenção no domínio econômico e de interesse das categorias profissionais ou econômicas. b) a discriminação da competência tributária. 151 e 152. DISCRIMINAÇÃO DAS RENDAS PELO PRODUTO Técnicas de repartição da receita tributária: predomina o critério da repartição em favor da entidade participante. mas é possível distinguir 3 modalidades de participação: em impostos de decretação de uma entidade e percepção por outras (157. consubstanciadas nas disposições sobre a repartição das receitas tributárias. impondo-se ao TCU a tarefa de efetuar o cálculo das quotas referentes aos fundos de participação. conforme dispuser lei complementar (23. da irretroativodade. 195. liberdade de tráfego) ou decorrentes (da universalidade e da destinação pública dos tributos). decorrentes de calamidade pública. os específicos referem-se a determinados impostos. salvo as funções de arrecadar ou fiscalizar tributos. da não cumulatividade do imposto e da seletividade do imposto. da personalização dos impostos e da capacidade contributiva. Elementos do sistema tributário nacional: distinguem-se os seguintes elementos. DISCRIMINAÇÃO CONSTITUCIONAL DO PODER DE TRIBUTAR Natureza e conceito: a discriminação de rendas é elemento da divisão territorial do poder político. especiais. instituídas por razões de privilégio. I).Empréstimo compulsório: só pode ser instituído pela União. LIMITAÇÕES DO PODER DE TRIBUTAR Princípios constitucionais da tributação e sua classificação: podemos classificá-los em: princípios gerais. por fontes (153 a 156). I e 158. por lei complementar e por resoluções do Senado Federal da matéria trubutária. por fonte. atos ou decisões administrativas em matéris tributária e outras de cooperação entres essas entidades públicas. mediante lei complementar no caso de investimento público de caráter urgente e de relevante interesse nacional ou para atender a despesas extraordinárias. discriminaçãp pelo produto (157 a 162). ou de considerações de interesse geral. Contribuições sociais: é competência exclusiva da União instituir contribuições sociais (seguridade social e previdenciária. Os princípios gerais são expressos (da legalidade. com o sistema de participação no produto da receita tributária de entidade de nível superior. e 201). reputadas como tributos parafiscais. as imunidades fiscais. excluem a atuação do poder de tributar. a doutrina entende que todas essas contribuições compulsórias têm natureza tributárias. par. específicos e as imunidades tributárias. igualdade tributária. serviços. Normas de prevenção de conflitos tributários: estamos chamando assim à disciplina normativa. em impostos de receita partilhada segundo a capacidade da entidade beneficiada e em fundos. insere-se na técnica constitucional de repartição de competência. c) as normas do federalismo cooperativo. I a III. de guerra externa ou sua iminência (148). DAS FINANÇAS PÚBLICAS E DO SISTEMA ORÇAMENTÁRIO . Sistema discriminatório brasileiro: combina a outorga de competência tributária exclusiva. e assim se apresentam: da progressividade. da proporcionalidade razoável.

§ 8º. pelo plenário das 2 Casas do CN. serviços e encargos governamentais. todos os casos serão votados nos termos do art. FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA . ESTRUTURA DOS ORÇAMENTOS PÚBLICOS Instrumentos normativos do sistema orçamentário: o sistema orçamentário encontra fundamento constitucional nos arts. I. destinados a reforçar a utilidade do orçamento como instrumento de controle parlamentar e domocrático sobre a atividade financeira do Executivo e. da anualidade. emenda ou rejeição do projeto de lei orçamentária anual. se expressam. o processo se rege pelas regras do art. aplicadas das demais normas do processo legislativo (63 a 68). 165 a 169. estatui que os recursos que. com estimativa de receita e fixação das despesas de cada exercício financeiro. se as emendas se destinarem a modificar o projeto de lei de diretrizes orçamentárias. com prévia e específica autorização legislativa. só poderão ser aprovadas quando compatíveis com o plano plurianual. Orçamento-programa: trata-se de planejamento estrutural. pela sua natureza de leis temporárias. somente serão aprovadas caso sejam compatíveis com o plano plurianual e com a lei de diretrizes orçamentárias. Formulação dos princípios orçamentários: foram elaborados pelas finanças clássicas. em se tratando do projeto de lei do plano plurianual. da universalidade e da legalidade. orientar a elaboração. e serão apreciadas. no art. a lei das diretrizes orçmentárias e a lei orçamentária. será exercida exclusivamente pelo banco central (164). ELABORAÇÃO DAS LEIS ORÇAMENTÁRIAS Leis orçamentárias: são as previstas no art. 163 declara que a lei complementar disporá sobre: finanças públicas. indiquem os recursos necessários e sejam relacionadas com a correção de erros ou omissões ou com os dispositivos do texto do mesmo projeto. na forma regimental. se aprovam. 63. Função do banco central: a competência da União para emitir moeda (21. PRINCÍPIOS ORÇAMENTÁRIOS Conteúdo dos orçamentos: orçamento é o processo e o conjunto integrado de documentos pelos quais se elaboram. garante a necessária coordenação entre a política fiscal e a política econômica. 166. quando. mas admite a possibilidade da rejeição do projeto de lei orçamentária anual. fiscalização das instituições financeirar. emissão e resgate de títulos. concessão de garantias da dívida pública. em decorrência de veto. se se tratar de emendas ao projeto de lei do orçamento anual. do equilíbrio orçamentário. 165 a 169. a lei do plano plurianual. á a integração do orçamento público com o econômico. § 2º).que sobre elas emitirá parecer.Disciplina das instituições financeiras: o art. se executam e se avaliam os planos e programa de obras. aprovação e execução do orçamento. 165. Rejeição do projeto de orçamento anual e suas conseqüências: a CF não admite a rejeição do projeto de lei de diretrizes orçamentárias (57. da unidade. VII). no que não contrariar o disposto nos arts. o primeiro desses dispositivos indica os instrumentos normativos do sistema: a lei complementar de caráter financeiro. de diretrizes orçamentárias e do orçamento anual serão apresentadas na Comissão mista. DA FISCALIZAÇÃO CONTÁBIL. operações de câmbio e compatibilização das funções da instituições oficiais de crédito da União. são de iniciativa legislativa vinculada. 166. sua formação fica sujeita a procedimentos especiais. Processo de formação das leis orçamentárias: as emendas e os projetos de lei do plano plurianual. dívida pública externa e interna. ficarem sem despesas correspondentes poderão ser utilizados mediante créditos especiais ou suplementares. da programação. são os seguintes: princípio da exclusividade.

as finalidades do controle interno estão constitucionalmente estabelecidas no art. quanto aos tipos. O sistema de controle interno: a CF estabelece que os 3 Poderes manterão de forma integrada. II). federais. a Constituição reconhece os seguintes (70 e 74): a) controle de legalidade dos atos. e) de resultados. trata-se de controle de natureza administrativa. amenizado pela participação do Tribunal de Contas. sobre a administração financeira e orçamentária. nos respectivos âmbitos. na forma da lei. não mais defesa deste ou daquele regime político ou de uma particular ideologia ou de um grupo detentor do poder. admitindo-se diversas maneiras de proceder. c) segundo o momento de seu exercício. e 137. isso denota que o controle externo há de ser primordialmente de natureza técnica ou numéricolegal. é defesa da soberania nacional (91). na forma da lei. o controle externo será auxiliado pelos TC do Estado. d) de fidelidade funcional. é de natureza política. b) de legitimidade. 31 e 75. tem sede no DF. todas estão sujeitos à prestação e tomadas de contas pelo sistema interno. Participação popular: o § 2º. através de seus representantes. Formas de controle: quanto à forma. d). II. denunciar irregularidades ou ilegalidades perante o TCU. estaduais e municipais com o auxílio dos respectivos Tribunais de Contas. através do Tribunal de Contas (70 e 71). 74. Defesa das instituições democráticas: o equilíbrio constitucional consiste na existência de uma distribuição relativamente igual de poder.DA DEFESA DO ESTADO E DAS INSTITUIÇÕES DEMOCRÁTICAS DO ESTADO DE DEFESA E DO ESTADO DE SÍTIO Defesa do Estado e compromissos democráticos: defesa do Estado é defesa do território contra invasão estrangeira (34. no município a fiscalização será exercida pela Câmara e pelos sistemas de controle interno. consiste na atuação da função fiscalizadora do povo. ao qual se adiciona o dever de boa administração. do art.Função da fiscalização: engloba os meios que se preordenam no sentido de impor à Administração o respeito à lei. depois. fá-lo indiretamente nas arts. do Executivo local. de cumprimento de programa de trabalhos e metas. Natureza do controle externo e do Tribunal de Contas: o controle exteno é feito por um órgão político que é o CN. lhe é conferido a exercício das competências previstas para os Tribunais judiciários (96). neste caso sem deixar dúvidas quato à obrigatoriedade de sua instituição nos Estados. 71. d) segundo a natureza dos organismos controladores. que fica também sob a vigilância dos sistemas de controle. que é órgão eminentemente técnico. em primeiro lugar. 74. dispõe que. partido político. O sistema de controle externo: é função do Poder Legislativo. c) de economicidade. Prestação de contas: é um princípio fundamental da ordem constitucional (34. b) segundo à natureza dos fatos controlados. possa dominar sobre os demais. é defesa da Pátria (142). Tribunais de contas estaduais e municipais: a CF não prevê diretamente sua criação. de tal maneira que nenhum grupo. VII. a democrácia é o equilíbrio mais estável entre os grupos de poder. a atuação varia. associação ou sindicato é parte legítima para. VI . TRIBUNAIS DE CONTAS Organização a atribuições do Tribunal de Contas da União: é integrado por 9 Ministros. quadro próprio de pessoal e jurisdição em todo território nacional. ou combinação de grupos. suas atribuições estão nos termos do art. qualquer cidadão. quando sua conduta contrasta com esse dever. o mais seguro é o registro contábil. o controle interno. e pelo sistema de controle externo. . o controle orçamentário dinstingue-se: a) segundo a natureza das pessoas controladas.

Controles do estado de sítio: o político realiza-se pelo CN em 3 momentos: um controle prévio. garantias. par. que desobriga o alistamento. mas de mobilização nacional (84. do art. DA SEGURANÇA PÚBLICA . um concomitante e um sucessivo. objetivos e conceito: causas do estado de sítio são as situações críticas que indicam a necessidade de instauração de correspondente legalidade de exceção para fazer frente à anormalidade manisfestada. por certo tempo. prerrogativas e impedimentos definidos no § 3º. o jurisdicional é amplo em relação aos limites de aplicação das restrições autorizadas. Controles: o político realiza-se em 2 momentos pelo CN. o primeiro consiste na apreciação do decreto de instauração e de prorrogação do estado de defesa. § 3º. dependem de lei de iniciativa do Presidente (61. permanentes e regulares. XIX). segundo o art. 142. do art. o jurisdicional consta. na instauração de uma legalidade extraordinária. 136. consiste. consiste na instauração de uma legalidade extraordinária. assim. por iniciativa de qualquer destes. Organização militar e seus servidores: seus integrantes têm seus direitos. o segundo. em locais restritos e determinados. desde que cumprida prestação alternativa. Componentes das Forças Armadas: são constituídas pela Marinha.único). à garantia dos poderes constitucionais e. Instituições nacionais permanentes: as Forças Armadas são instituições nacionais. por exemplo. não se cuidará de efetivos. ESTADO DE SÍTIO Pressupostos. em tempo de guerra. I). pois. o segundo. os fundamentos para sua instauração acham-se estabelecidos no art. mediante decreto do Presidente. Hierarquia e disciplina: Hierarquia é o vinculo de subordinação escalonada e graduada de inferior a superior. da lei e da ordem (142). DAS FORÇAS ARMADAS Destinação constitucional: se destinam à defesa da Pátria. é sucessivo. para preservar a ordem pública ou a paz social ameaçadas por grave e iminente instabilidade instituional ou atingidas por calamidades de grandes proporções na natureza. Pressupostos e objetivo: tem por objetivo preservar ou restabelecer a ordem pública ou a paz social ameaçadas por aqueles fatores de crise. perturbada por motivo de comoção grave de repercussão nacional ou por situação de beligerância com Estado estrangeiro. A obrigação militar: é obrigatório para todos nos termos da lei (143). Fixação e modificação dos efetivos das Forças Armadas: para o tempo de paz. objetivando preservar ou restaurar a normalidade constitucional. 5º. sua instauraçã depende de preenchimento de requisitos (pressupostos) formais (137 e 138. 136. por força da EC-18/98. VIII. pelo Exército e pela Aeronáutica. §§ 2º e 3º). § 1º. é reconhecida a escusa de consciência no art. atuará após o seu término e a cessação de seus efeitos (141. desvinculados. do conceito de servidores públicos. 136.ESTADO DE DEFESA Defesa do Estado e estado de defesa: o primeiro significa uma ordenação que tem por fim específico e essencial a regulamentaçã global das relações sociais entre os membros de uma dada população sobre um dado território. e são de fundo e de forma. disciplina é o poder que têm os superiores hierárquicos de impor condutas e dar ordens aos inferiores. por determinado tempo e em certa área.

antes citado: da soberania nacional. CONSTITUIÇÃO ECONÔMICA E SEUS PRINCÍPIOS Idéia de Constituição econômica: a constituição econômica formal brasileira consubstancia-se na parte da Constituição Federal que contém os direitos que legitimam a atuação dos sujeitos econômicos.DA ORDEM ECONÔMICA PRINCÍPIOS GERAIS DA ATIVIDADE ECONÔMICA Fundamento e natureza da ordem econômica instituída: ela é fundada na valorização do trabalho humano e na iniciativa privada. Guardas municipais: a Constituição apenas reconheceu aos Municípios a faculdade de constituí-las. a harmonia e o órgão do Estado que zela pela segurança dos cidadãos. Polícias estaduais: são responsáveis pelo exercício das funções de segurança pública e de polícia judiciária: a polícia civil. consubstanciam uma ordem capitalista. Polícias Federais: estão mencionadas 3 no art. a polícia federal propriamente dita. fala em exploração direta da atividade econômica pelo Estado e do Estado como agente normativo e regulador da atividade econômica. consagra uma economia de mercado. de natureza capitalista. passa a significar a atividade administrativa tendente a assegurar a ordem. a paz interna. da função social da propriedade. 170. conforme os ditames da justiça social. conforme dispuser a lei. serviços e instalações. 4ª Parte DA ORDEM ECONÔMICA E DA ORDEM SOCIAL I . todas elas hão de ser instituídas em lei. tendo em vista as peculiaridades regionais e o fortalecimento do princípio federativo. princípios estes que. salvo nos limites de gozo e reivindicação de seus próprios direitos e defesa de seus legítimos interesses. a militar e o corpo de bombeiros militar. como órgãos permanentes estruturados em carreira. XIV). da livre concorrência. I a III. Princípios da constituição econômica formal: estão relacionados no art. Fim da ordem econômica: tem por fim assegurar a todos existência digna. da defesa do meio ambiente. ATUAÇÃO ESTATAL NO DOMÍNIO ECONÔMICO Modos de atuação do Estado na economia: a CF reconhece duas forma de atuação do Estado na ordem econômica: a participação e a intervenção. . 170. 144. observados os princípios indicados no art. a rodoviária federal e a ferroviária federal.Polícia e segurança pública: a segurança pública consiste numa situação de preservação ou restabelecimento dessa convivência social que permite que todos gozem de seus direitos e exerçam suas atividades sem perturbação de outrem. da defesa do consumidor. os conteúdo e limites desses direitos e a responsabilidade que comporta o exercício da atividade econômica. da redução das desigualdades regionais e sociais e da busca do pleno emprego. da propriedade privada. em essência. significa que a ordem econômica dá prioridade aos valores do trabalho humano sobre todos os demais valores da economia de mercado. Polícia. destinadas à proteção de seus bens. Organização da segurança pública: é de competência e responsabilidade de cada unidade da federação. são organizadas e mantidas pela União (21. assim.

Propriedade de interesse público: são bens sujeitos a um regime jurídico especial e peculiar em virtude dos interesses públicos a serem tutelados. com o 182. que prevalece na Constituição. caracterizando o Estado regulador. são expressamente incluídos entre os bens da União (20. art.Exploração estatal da atividade econômica: existem 2 formas. incentivo e planejamento. VIII. o Estado aparece como agente normativo e regulador. XX. pois satisfazem necessidades diretamente. exs: arts. Propriedade do solo. consiste num processo de intervenção estatal no domínio econômico. são imprescindíveis à própria existência digna das pessoas. aos nos referirmos à função social dos bens de produção em dinamismo. inerente à utilidade e a valores que possuem. 526). os recursos minerais. Política urbana e propriedade urbana: a concepção de política de desenvolvimento urbano da CF decorre da compatibilização do art. Monopólios: é reservado só para as hipóteses estritamentes indicadas no art. e não constituem nunca instrumentos de opressão. quando o exigir a segurança nacional ou o interesse coletivo relevante (173). se instrumente mediante a elaboração de plano ou planos. 173 a 177. uma é o Monopólio. implementada sob compromisso com a sua destinação. do subsolo e de recursos naturais: por princípio. e os potenciais de energia hidráulica. é a propriedade sobre a qual em maior intensidade refletem os efeitos do princípio. que estabelece que a política de desenvolvimento urbano tem por objetivo ordenar o pleno desenvolvimento das funções sociais da cidade e garantir o bem-estar de seus habitantes e é executada pelo Município. é a necessária. estamos à aludir à função social da empresa. que dá competência a União para instituir diretrizes para o desenvolvimento urbano. ganha substancialidade precisamente quando aplicado à propriedade dos bens de produção. sujeitas ao princípio da função social. o promotor e o planejador da atividade econômica. II e III) Propriedade dos meios de produção e propriedade socializada: a propriedade de bens de consumo e de uso pessoal. bens de produção são os que se aplicam na produção de outros bens ou rendas. com o fim de organizar atividades econômicas para obter resultados previamente colimados. a sociedade de economia mista e outras entidades estatais ou paraestatais. como são as subsidiárias daquelas. 177. a propriedade. os instrumentos de participação do Estado na economia são a empresa pública. na disciplina jurídica da propriedade de tais bens. . ou seja. quem compreende as funções de fiscalização. conforme diretrizes gerais instituídas por lei. a outra. o sistema de apropriação privada tende a organizar-se em empresas. IX e X). 174. 21. a propriedade do solo abrange a do subsolo em toda a profundidade útil ao seu exercício (CC. Intervenção no domínio econômico: a participação com base nos arts. 225 e 216. inclusive os do subsolo. caracteriza o Estado administrador de atividades econômicas. embora a Constituição não o diga. a intervenção fundada no art. ou seja. é essencialmente vocacionada à apropriação privada. Planejamento econômico: é um processo técnico instrumentado para tranformar a realidade existente no sentido de objetivos previamente estabelecidos. DAS PROPRIEDADES NA ORDEM ECONÔMICA O princípio da propriedade privada: a CF inscreveu a propriedade privada e a sua função social como princípios da ordem econômica (170. Função social da empresa e condicionamento à livre iniciativa: o princípio da função social da propriedade.

fiscalização e controle do Poder Público. e quem a detém deve fazê-la frutificar. sua alteração depende de lei formada nos termos do art. à previdência e à assistência social. Funcionamento das instituições financeiras: depende de autorização (192. mediante sorteio de títulos de sua emissão ou por qualquer outra forma e. que deve estabelecer os critérios restritivos de transferência de poupança de regiões com renda inferior à média nacional para outras de maior desenvolvimento. . Instituições do sistema financeiro: subordinam-se à sua disciplina. a cobrança acima desse limite será conceituada como crime de usura. a sanção para imóvel rural que não esteja cumprindo sua função social é a desapropriação por interesse social. Tabelamento dos juros e crime de usura: está previsto no § 3º. um depende de lei complementar. tem como utilidade natural a produção de bens necessários à sobrevivência humana. com sua natureza de bem de produção. princípios e financiamentos da seguridade social: compreende um conjunto integrado de ações de inciativa dos Poderes Públicos e da sociedade.DA ORDEM SOCIAL INTRODUÇÃO À ORDEM SOCIAL Base e objetivo da ordem social: tem por base o primado do trabalho. além das instituições financeiras. punido. em benefício próprio e da comunidade em que vive. 192 que as taxas de juros reais. assegura-se às instituições bancárias acesso a todos os intrumentos do mercado financeiro bancário. o regime jurídico da terra fundamenta-se na doutrina da função social da propriedade. nelas incluídas comissões e quaisquer outras renumerações direta ou indiretamente referidas à concessão de crédito. I). as ações e serviços ficam inteiramente sujeitos à regulamentação. a Lei 4595/64 o instituiu. mediante pagamento da indenização em títulos da dívida agrária (84). do art. Saúde: por serem de relevância pública. segundo o qual os recursos financeiros relativos a programas e projetos de caráter regional. II . ainda. as seguradoras.Propriedade rural e reforma agrária: a propriedade rural. pela qual toda riqueza produtiva tem finalidade social e econômica. 192. não poderão passar de 12% ao ano. Regionalização financeira: 2 dispositivos se preocupam com a questão regional. de responsabilidade da União. DO SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL Fundamento legal e objetivos do sistema financeiro nacional: será regulado em lei complementar. serão depositados em suas instituições regionais de crédito e por elas aplicados. o outro consta do art. DA SEGURIDADE SOCIAL Conteúdo. 69. e como objetivo o bem-estar e a justiça social. rege-se pelos princípios da universalidade de cobertura e do atendimento. em todas as suas modalidades. a CF estabelece que ele será estruturado de forma a promover o desenvolvimento equilibrado do País e a servir aos interesses da comunidade. porém. para fins de reforma agrária. § 2º. o SUS rege-se pelos princípios da descentralização. da igualdade. sendo. será financiada por toda a sociedade de forma direta ou indireta (195). por isso são consignadas normas que servem de base à sua peculiar disciplina jurídica (184 a 191). mercadorias ou dinheiro. do atendimento integral e da participação da comunidade. as bolsas de valores. de previdência e de capitalização. da unidade de organização e da solidariedade financeira. vedada a elas a participação em atividades não previstas na autorização. nos termos que a lei determinar. destinadas a asegurar os direitos relativos à saude. as pessoas físicas ou jurídicas que exerçam atividade relacionada com a compra e venda de ações e outros títulos. assim como as sociedades que efetuam distribuição de prêmios em imóveis. nos termos da lei.

os direitos fundamentais da criança e do adolescente enumerados no art. é financiada com recursos do orçamento da seguridade social. do pluralismo. no mínimo. o casamento é civil e gratuita a sua celebração. Assistência social: não depende de contribuição. observadas as diretrizes do art. § 1º. Ciência e Tecnologia: é incumbência estatal promover e incentivar o desenvolvimento científico. arrola as medidas e providências que incumbem ao Poder Público tomar para assegurar a efetividade do direito reconhecido no caput do próprio artigo. os benefícios e serviços serão prestados a quem deles necessitar. consoante o art. I a III). e 239). 225. 205 só se realizará num sistema educacional democrático. Meio ambiente: a Constituição o define ecologicamente equilibrado como direito de todos e lhe dá a natureza de bem de uso comum do povo. Tutela de idosos: vários dispositivos mencionam a velhice como objeto de direitos específicos. como direito de cada um. tendo especial proteção do Estado. salário família e auxílio reclusão. II. o dever de se ajudar é recíproco entre pais e filhos. que são: da igualdade. mediante prestações estatais que garantam. e são os seguintes: auxílios (201. 217. obrigatório e gratuito (208 a 210). Desporto: é dever do Estado fomentar práticas desportivas formais e não formais. DA CRIANÇA. o ensino fundamental. a sociedade e o Estado têm o dever de amparar as pessoas idosas. informado pelos princípios. é reconhecida a união estável. a paternidade responsável é sugerida. a pesquisa a a capacitação tecnológica (219). 201. pesquisa e extensão (207). III. Tutela da criança e do adolescente: a família tem o grave dever. I). I). DA FAMÍLIA. seguro-desemprego (7º. DO ADOLESCENTE E DO IDOSO A família: é afirmada como base da sociedade.Previdência social: será organizada sob forma de regime geral. Princípio básicos do ensino: a consecução prática de seus objetivos. de assegurar com absoluta prioridade. pensão por morte e a aposentadoria. os benefícios são prestações pecuniárias aos assegurados e a qualquer pessoa que contribua na forma dos planos previdenciários. juntamento com a sociedade e o Estado. Autonomia universitária: a CF firmou a autonomia didático-científica. apoiará e incentivará a valorização e a difusão das manifestações culturais. o art. 227. DA ORDEM CONSTITUCIONAL DA CULTURA Educação: a Constituição declara que ela é um direito de todo e dever do Estado (205 a 214). administrativa e de gestão financeira das Universidades. acolhidos pela CF. Cultura e direitos culturais: a CF estatui que o Estado garantirá a todos o pleno exercício dos direitos culturais e o acesso às fontes de cultura nacional. compreende prestações de 2 tipos: benefícios e serviços. assistencial (203. da valorização dos profissionais do ensino. da gestão democrática e do padrão de qualidade (206). DOS ÍNDIOS . além de outras fontes. da gratuidade. como o previdenciário (201. Ensino público: importa em que o Poder Público organize os sistemas de ensino de modo a cumprir o respectivo dever com a educação. de caráter contributivo e de filiação obrigatória. que obedecerão o princípio de indissociabilidade entre ensino. da liberdade. 230 estatui que a família. o art.

com a Constituição. com o que reconhece a existência de minorias nacionais e institui normas de proteção de sua singularidade étnica. todos eles. CLASSIFICAÇÃO DAS CONSTITUIÇÕES Quanto ao conteúdo: Constituição formal: regras formalmente constitucionais. Não escrita: é a constituição cuja as normas não constam de um documento único e solene. são as que cuidam da organização do Estado e dos poderes constituídos. e 232). do mesmo artigo. Constituição material: regras materialmente constitucionais. na jurisprudência e em convenções e em textos constitucionais esparsos. As regras formalmente constitucionais são chamadas por alguns autores de lei constitucional. . línguas. crenças e tradições dos índios. as garantias e direitos fundamentais. elementos sócio-ideológicos. sob pena de ser ilegal e inconstitucional chamada de relação de compatibilidade vertical. às suas comunidades e às organizações antropológicas e pró-indios. A ciência política recomenda que as constituições sejam sintéticas e não expansivas como é a brasileira.esta estrutura exige que o ato inferior guarde hierarquia com o ato hierarquicamente superior e. 231 e 232. Pelo simples fato de estarem na Constituição elas são formalmente constitucional. são todas as regras formalmente constitucionais = estão inseridas no texto constitucional. Regras de matéria constitucional são as regras que dizem respeito ao poder. consagra uma relação jurídica fundada no instituto do indigenato. costumes e usos. Nem todas as regras que estão na Constituição são regras materialmente constitucionais. especialmente de suas línguas. O conceito de Constituição material transcende o conceito de Constituição formal. por isso é que a CF reconhece legitimação para defendê-los em juízo aos próprios índios. mas se baseie principalmente nos costumes. ela é ao mesmo tempo. como direitos originários (231). que assim. consubstanciada no § 2º. como fonte primária e congênita da posse territorial.Fundamentos constitucionais dos direitos indígenas: as bases dos direitos dos índios estão estabelecida nos arts. 231 reconhece a organização social. XI e § 2º. intervindo o MP em todos os atos do processo. Organização social: o art. isto é. que é de competência da Justiça Federal (109. reconhecidos pela Constituição. modo de aquisição e exercício do poder. as relacionadas ao poder. portanto. costumes. quer esteja no texto constitucional ou fora dele. a Constituição do Brasil). menor que a formal e mais que esta = nem todas as normas do texto são constituição material e há normas fora do texto que são materialmente constitucionais. Quanto à forma: Escrita: pode ser: sintética (Constituição dos Estados Unidos) e analítica (expansiva. é o texto votado pela Assembléia Constituinte. etc. é o conjunto de regras de matéria de natureza constitucional. 41 Defesa dos direitos e interesse dos índios: têm natureza de direito coletivo. é como se fosse uma lei na constituição. Direitos sobre as terras indígenas: são terras da União vinculadas ao cumprimento dos direitos indígenas sobre elas. CONCEITO DE CONSTITUIÇÃO Constituição: é a organização jurídica fundamental de um Estado Estrutura escalonada ou hierarquizada: a pirâmide representa a hierarquia das normas dentro do ordenamento jurídico .

1969. elaborado reflexivamente por um órgão constituinte = é escrita. Formada por plebiscito popular sobre um projeto elaborado por um Imperador. ex. do lento evoluir das tradições. ex. É a que consagra certos dogmas da ciência política e do Direito dominantes no momento. Outorgada: aquela em que o processo de positivação decorre de ato de força. . a Constituição não escrita é. ex.: Constituição de 1824. Também chamada de populares. consenso). O simples fato de ser promulgada não significa que seja democrática.é uma dogmática que mistura tudo). Portanto. Ex. já que cada um visava os seus próprios interesses. "democráticas". Esta consolidação pode ser elaborada por uma pessoa (será outorgada. 1988. são impostas. b) Histórica: é sempre não escrita e resultante de lenta formação histórica. Ex.Quanto ao modo de elaboração: a) Dogmática: é Constituição sistematizada em um texto único. plebiscito de Pinochet. não é denominação correta. 1934. pois visa somente ratificar a vontade do detentor do poder. na monarquia) ou por uma Assembléia Constituinte (será promulgada. Pactuadas: são aquelas em que os poderosos pactuavam um texto constitucional. A expressão democrática não deve ser utilizada como sinônimo de Constituição promulgada. sendo assim pode ser considerado um tipo de outorga (são impostas e ratificada pelo povo por meio de plebiscito para dar aparência de legítima). mas tampouco promulgada. são textos esparsos e se eternizam no tempo. ex. consolidado. em parte escrita. denominados Atos do Parlamento (ex. Magna Carta datada de 1215) A escrita é sempre dogmática. OBS: A expressão Carta Constitucional é usada hoje pelo STF para caracterizar as constituições outorgadas. nos sistemas representativos. não é mais sinônimo de constituição. dos fatos sócio-políticos. A Inglaterra tem uma constituição não escrita. são votadas. eleitos para o fim de as elaborar. É um texto único. temos dispositivos completamente antagônicos em razão da divergência que existiam entre os parlamentares. nesses casos. 1967. não é democrática. apesar de ter normas materialmente constitucionais que são escritas. Irlanda e Escócia. se a maioria concordar com ela. plebiscitos napoleônicos ou por um ditador. A constituição outorgada também pode ser democrática. Quanto à estabilidade ou mutabilidade: . Portanto. Próxima a esta modalidade de constituição encontramos também uma referência histórica. sendo que a Grã Bretanha é formada pela Inglaterra. 1937. Presidencialismo e Parlamentarismo). tem um único pensamento) e eclética (não há um fio condutor. Quanto a sua origem ou processo de positivação: a) Promulgada: aquela em que o processo de positivação decorre de convenção. tendo como característica diferenciadora que os seus textos escritos não estão reunidos. no Chile. originam de um órgão constituinte composto de representantes do povo.: Constituição de 1891. decorrem do sistema autoritário. A não escrita é sempre histórica. A participação popular. 1946. ainda que criada com a participação popular. Como exemplo de Constituição não escrita e histórica temos a Constituição do Estado chamado Reino Unido da Grã Bretanha e da Irlanda do Norte. (Democracia = vontade da maioria. o que aconteceu com a Magna Carta de 1215. a chamada Constituição Cesarista ou mistificada = não é propriamente outorgada. São as elaboradas sem a participação do povo. que se cristalizam como normas fundamentais da organização de determinado Estado. As constituições dogmáticas podem ser: ortodoxa (quando segue uma só linha de raciocínio. não é codificado.

portanto. não pode significar imutabilidade. sempre obedecendo as normas da constituição que diretrizes permanentes. Numa constituição dirigente há duas diretrizes políticas para que seja possível organizar o Estado e preordenar a atuação governamental. descrevendo três fases diferentes do Estado. já que os partidos tem planos de governo preestabelecidos . "CF DO SER". perfeita adaptação das constituições às exigências do progresso. tanto quanto possível. Os estatutos de qualquer dos partidos. cada um faz o que quer. os nossos estatutos não são aplicados não tendo a sua real importância . reestrutura o Estado e estabelece as garantias dos indivíduos. porque a própria URSS não existe mais. Para eles a constituição tinha que mostrar a realidade social. uma Constituição pode ser enquadrada em mais de uma delas. como se fosse uma fotografia = mostrar como é. depende de um procedimento solene que é o de Emenda Constitucional que exige 3/5 dos membros do Congresso Nacional para que seja aprovada. Quanto à sua função (função que a Constituição desenvolve no Estado): As três categorias não são excludentes. que exige a maioria simples. A constituição é um reflexo da realidade. mas sem prejuízo da constante. a segunda em 1936 chamada dos operários e a última em 1971 que foi a constituição do povo. c) Dirigente: A constituição não apenas organiza o poder como também preordena a atuação governamental por meio de programas vinculantes. "CF DO DEVER SER" Esta constituição diz como deve ser as coisas e não como realmente é. salvo a balanço e a dirigente que se excluem. que são: permanente (são as que constam da própria constituição) e contingente (são os Estatutos partidários) Nos Estados desenvolvidos segue-se o Estatuto partidário como regras de atuação do poder. A estabilidade das constituições não deve ser absoluta. constituindo-se relíquias históricas – imutabilidade absoluta.: as constituições não escritas.aqui é uma bagunça só. Nos países em que temos dois grandes partidos a escolha das metas de governo é feita pelo eleitorado e efetivamente tem grande importância. A primeira em 1924 que a constituição do proletariado. Nesta base foi criada a constituição soviética o que se projetou para os Estados que seguiam a sua concepção. o reflexo das forças sociais que estruturam o Poder (é o chamado conceito sociológico dado por Lassale). Lassale na antiga URSS. Rígida: permite que a constituição seja mudada mas. Flexível: o procedimento de modificação não tem qualquer diferença do procedimento comum de lei ordinária Alguns autores a denominam de Constituição Plástica. Quanto à relação entre as normas constitucionais e a realidade política (positividade – real aplicação ): . certa permanência e durabilidade das instituições.: A UNRSS teve três constituições. Ex. cada um a seu modo devem obedecer sempre a constituição. o que é arriscado porque pode ter diversos significados. EX. na sua parte escrita elas são flexíveis Semi-rígida: aquela em que o processo de modificação só é rígido na parte materialmente constitucional e flexível na parte formalmente constitucional.eles tem um estatuto partidário a ser seguido. A rigidez é caracterizada por um processo de aprovação mais formal e solene do que o processo de aprovação de lei ordinária. isto é. a constituição do SER. Seu conteúdo se contrapõe à dirigente. Garantia: tem a concepção clássica de Constituição. A cada constituição era feito um novo balanço da evolução do Estado = tirada uma nova fotografia da situação atual. Deve-se assegurar certa estabilidade constitucional.Imutável: constituições onde se veda qualquer alteração. da evolução e do bem-estar social. Para nós os partidos não passam de legendas. Estas considerações tem somente efeito histórico. devendo representar o "Balanço" da evolução do Estado. estabelece limitações ao poder b) Balanço: foi bem definida por F.

dirigente e nominalista ESTRUTURA NORMATIVA DA CONSTITUIÇÃO Elementos da constituição: Elementos orgânicos ou organizacionais: organizam o estado e os poderes constituídos. Esta constituição aparece quando um Estado passa de um Estado autoritário para um Estado de direito. soberania e Estado Democrático de Direito – art. preâmbulo. dogmática. inc. havia uma expectativa de que passássemos da constituição nominalista para uma constituição normativa. I. da solução pacífica dos conflitos. da defesa da paz. Na realidade isto não está ocorrendo. da representação política e da participação direta – art. 1º. analítica. 3º. da não intervenção. da igualdade entre os Estados. e princípio da valorização social do trabalho e da livre iniciativa – arts. semântica: mero disfarce de um Estado autoritário. e seu pú. Elementos limitativos – limitam o poder – direitos e garantias fundamentais. A Constituição de 1988 nasceu normativa. princípios relativos à forma de governo e à organização dos poderes: República e independência e harmonia dos poderes – arts. da autodeterminação dos povos. CF brasileira é: escrita. II. forma. como ocorre com a constituição americana.princípios da ordem econômica e social Elementos de estabilização constitucional – supremacia da CF (controle de constitucionalidade) e solução de conflitos constitucionais Elementos formais de aplicabilidade – são regras que dizem respeito a aplicabilidade de outras regras (ex. a classe política. vem descumprindo absurdamente a constituição. eclética. do pluralismo político. pelo contrário. rígida. do respeito aos direitos humanos. da concessão de asilo político e da integração política.III. Elementos sócio-ideológicos . da cooperação entre os povos para o progresso da humanidade. 1º e 2º. I. princípios relativos à prestação positiva do Estado: princípio da independência e do desenvolvimento social. Nesta b) nominalista: esta modalidade fica entre a constituição normativa que é seguida na íntegra e a semântica que não passa de mero disfarce de um estado autoritário. princípios relativos à organização da sociedade: princípio da livre organização social. em especial. inc. da convivência justa e da solidariedade. disposições transitórias) DOS PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS princípios relativos à existência.normativa: a dinâmica do poder se submete efetivamente à regulamentação normativa. da justiça social e da não discriminação – art. promulgada. I. . da dignidade da pessoa humana. 1º. III e V. II. IV e 3º. 1º. estrutura e tipo do Estado: República Federativa do Brasil. é o caso da nossa constituição de 1988. princípios relativos à comunidade internacional: princípio da independência nacional. da soberania popular. princípios relativos ao regime político: princípio da cidadania. caput. garantia. modalidade a constituição é obedecida na íntegra.IV. do repúdio ao terrorismo e ao racismo.

SISTEMAS POLÍTICOS São revelados através de 4 critérios: forma de Estado: considera os modos pelos quais se estrutura a sociedade estatal, permitindo identificar as comunidades políticas em cujo âmbito de validade o exercício do poder ocorre, de modo centralizado ou descentralizado. Pode ser: Estado unitário: quando existir um único centro dotado de capacidade legislativa, administrativa e política, do qual emanam todos os comandos normativos e no qual se concentram todo as as competências constitucionais, ocorre a forma unitária de Estado. Estado federal: quando as capacidades políticas, legislativas e administrativas são atribuídas constitucionalmente a entes regionais, que passam a gozar de autonomias próprias, surge a forma federativa. Neste caso, as autonomias regionais não são fruto de delegação voluntária de um centro único de poder, mas se originam na própria Constituição, o que impede a retirada de competências por ato voluntário de poder central. Estado federado não significa necessariamente Estado descentralizado. forma de governo: define o modo de organização política e de regência do corpo estatal, ou seja, o modo pelo qual se exerce o poder. Pode ser: republica: quando o poder for exercido pelo povo, através de mandatários eleitos temporariamente, surge a forma republicada, monarquia: quando o poder é exercido por quem o detém naturalmente, sem representar o povo através de mandato, surge a forma monárquica de governo. regime de governo: refere-se ao modo pelo qual se relacionam os Poderes Executivo e Legislativo. Pode ser: parlamentarismo: a função de Chefe de Estado é exercida pelo Presidente ou pelo Monarca e a de Chefe de Governo pelo Primeiro Ministro, que chefia o Gabinete. Parte da atividade do Executivo é deslocada para o Legislativo] presidencialismo: o Presidente concentra as funções de Chefe de Estado e de Chefe de Governo. regime político: refere-se à acessibilidade do povo e dos governantes ao processo de formação da vontade estatal. A participação do povo no processo decisório e a capacidade dos governados de influenciar a gestão dos negócios estatais comportam gradação variável em função do regime adotado. Dentro deste critério, temos: regime democrático - a Democracia pode ser: direta: aquele em que o povo exerce, por si, os poderes governamentais, fazendo leis, administrando e julgando. indireta (representativa): o povo, fonte primária de poder, não podendo dirigir os negócios do Estado diretamente em face da extensão territorial, da densidade demográfica e da complexidade dos problemas sociais, outorga as funções de governo aos seus representantes, que são eleitos periodicamente semi-direta: é a democracia representativa, com alguns institutos de participação direta do povo nas funções do governo. não democrático: subdividido em totalitário, ditatorial e autoritário.

Sistema brasileiro: forma de estado: Estado Federal, forma de governo: Republicano, regime de governo: Presidencialista, regime político: democrático. Nosso modelo é de uma Democracia Social (promover justiça social, promovendo o bem de todos e erradicando a pobreza, com diminuição das desigualdades), participativa (caminha para democracia semi-direta) e pluralista (pluralismo político).

INSTITUTOS DE PARTICIPAÇÃO DIRETA DO POVO iniciativa popular: admite-se que o povo apresente projetos de lei ao legislativo, desde que subscrito por número razoável de eleitores (vide processo legislativo). referendo popular: caracteriza-se pelo fato de que projetos de lei, há aprovados pelo legislativo, devam ser submetidos à vontade popular, atendidas certas exig6encias, tais como, pedido de certo número de eleitores, de certo número de parlamentares ou do próprio chefe do executivo, de sorte que o projeto ser terá por aprovado apenas se receber votação favorável do corpo eleitoral, do contrário, reputar-se-á rejeitado. – art. 14, II, e é atribuição exclusiva do CN autorizá-lo – art. 49, XV, tendo liberdade para estabelecer critérios e requisitos. plebiscito: é também um consulta popular, semelhante ao referendo; difere deste porque visa a decidir previamente uma questão político ou institucional, antes de sua formação legislativa, ao passo que o referendo versa sobre aprovação de textos de projeto de lie ou de emenda constitucional, já aprovados; o referendo ratifica ou rejeita o projeto já elaborado, enquanto que o plebiscito autoriza a sua formação art. 14, I. Pode ser utilizado pelo CN nos casos em que decidir seja conveniente e em casos específicos como a formação de novos Estados e Municípios – art. 18, §§ 3º e 4º. Foi realizado em 21.04.93 importante plebiscito, que escolheu a forma de governo republicana e o regime de governo presidencialismo.

REPARTIÇÃO CONSTITUCIONAL DE COMPETÊNCIAS princípio da predominância do interesse é o princípio geral que norteia a repartição de competência entre as entidades federativas é o da predominância do interesse, segundo o qual, à União caberão as matérias e as questões de predominante interesse geral, ao passo que com os Estados ficarão as matérias e os assuntos de interesse regional e com os Municípios, as questões de predominante interesse local. Classificação das competências Competência é a capacidade para emitir decisões dentro de um campo específico. Quanto à finalidade: material – refere-se à prática de atos políticos e administrativos. Pode ser: exclusiva: é a pertencente exclusivamente a uma única entidade, sem possibilidade de delegação (ex. art. 21. Cumulativa: (ou paralela) legislativa – refere-se à prática de atos legislativos.

exclusiva: cabe apenas a uma entidade o poder de legislar, sendo inadmissível qualquer delegação (ex. art. 25, § 1º) privativa: cabe apenas a uma entidade o poder de legislar, mas é possível a delegação de competência a outras entidades (ex. art. 22 e seu parágrafo). Concorrente: competência concomitante de mais de uma entidade para legislar a respeito de matéria – (ex. art. 24). Suplementar: cabe a uma das entidades estabelecer regras gerais e à outra a complementação dos comandos normativos (ex. art. 24, § 2º) Quanto à forma: enumerada ou expressa: quando estabelecida de modo explícito (ex. arts. 21 e 22), reservada ou remanescente: quando compreende toda a matéria não expressamente incluída na enumeração. É a competência que sobra para uma entidade, após a competência da outra (ex. art. 25, § 1º) residual: é a competência que sobra, após enumeração exaustiva das competências de todas as entidades. Assim, é possível que uma entidade tenha competência enumerada e residual, pois pode ainda sobrar competência após enumeração de todas. (ex. art. 154,I), implícita ou resultante: quando decorre da natureza dos poderes expressos, sendo absolutamente necessários para que os mesmos possam ser exercidos. Não precisam ser mencionados, pois sua existência é mera decorrência natural dos expressos. Quanto ao conteúdo: pode ser social, econômica, política, administrativa, financeira e tributária. Quanto à extensão: exclusiva: é a atribuída a uma entidade com exclusão das demais, sem possibilidade de delegação (ex. art. 21), privativa: quando, embora própria de uma entidade, seja passível de delegação (ex. art. 22, pú), comum, cumulativa ou paralela: quando existir um campo de atuação comum às várias entidades, sem que o exercício de uma venha a excluir a compet6encia da outra, atuando todas juntamente em pé de igualdade, concorrente: quando houver possibilidade de disposição sobre o mesmo assunto ou matéria por mais de entidade federativa, com primazia da União no que tange às regras gerais (ex. art. 24), suplementar: é o poder de formular normas que desdobrem o conteúdo de princípios ou normas gerais, ou que supram a ausência ou a omissão destas (ex. art. 24, §§ 1º e 4º). Quanto à origem originária: quando, desde o início, é estabelecida em favor de uma entidade, delegada: quando a entidade recebe sua competência por delegação daquela que a tem originariamente. Competência da União: art. 21: competência material exclusiva expressa ou enumerada, art. 22: competência legislativa privativa expressa ou enumerada, art. 23: competência material comum, cumulativa ou paralela, art. 24: competência legislativa concorrente, art. 24 e parágrafos: competência legislativa suplementar, art. 154, I: competência tributária residual, art. 153 e incisos: competência tributária enumerada ou expressa. Competência dos Estados: art. 25, § 1º: competência reservada ou remanescente, art. 25, § 2º: competência material exclusiva enumerada e expressa, art. 23: competência material comum, paralela ou cumulativa, art. 24: competência legislativa concorrente, art. 24 e parágrafos: competência legislativa suplementar, art. 155: competência tributária enumerada ou expressa.

podemos classificar as normas constitucionais em: . 23: competência material comum. presente a maioria absoluta de seus membros.Competência do Distrito Federal: art. ex. O conceito equivocado de maioria absoluta como a metade mais 1 só vale para os conjuntos pares. 155: competência tributária expressa ou enumerada. maioria de 3/5 = exigida para as emendas constitucionais.: ler cuidadosamente cada um destes dispositivos. Pode ser: maioria absoluta = é a unidade ou o número inteiro imediatamente superior à metade. salvo expressa exceção. 30: competência enumerada ou expressa. APLICABILIDADE DA NORMA CONSTITUCIONAL Quanto a aplicabilidade imediata ou não. Diz: "Salvo disposição constitucional em contrário. STF = 11. art. Portanto. Obs. TEORIA DAS MAIORIAS As maiorias podem ser: simples ou relativa = o referencial numérico para o cálculo é o número de membros presentes. desde que haja quorum (que é o de maioria absoluta). estando ou não presentes desde que haja quorum para ser instalada. art. Competência dos Municípios: art. as deliberações de cada Casa e de suas Comissões serão tomadas por maioria dos votos. 32. art. 23: competência material comum. art. memorizando a competência de cada uma das ordens políticas. desde que o quorum seja de maioria absoluta. sendo incorreto para os conjuntos ímpares (lembre-se que em nosso sistema a maioria dos conjuntos são ímpares. 47 é regra geral aplicada a todos os casos. 24: competência legislativa concorrente. A Constituição exige que este número seja de maioria absoluta. art. cumulativa ou paralela. quorum: é o número mínimo de membros que devem estar presentes para que a sessão daquele órgão possa ser instalada. "Quando a constituição diz maioria sem adjetivar está se referindo à maioria simples. quando a constituição não estabelecer exceção as deliberações de cada Casa serão tomadas por maioria simples. Exigida para as leis ordinárias b) qualificada = o referencial numérico para o cálculo é o número de membros da casa. Exigida para as leis complementares. cumulativa ou paralela. 156: competência tributária enumerada ou expressa. § 1º: competência reservadas ou remanescentes dos Estados e Municípios. * CD = 513 membros (MA = 257 e 3/5 = 308) * SF = 81 membros (MA = 41 e 3/5 = 49) As maiorias apresentam uma ordem crescente de flexibilidade formal. SF = 81 e CD = 513). art.

quando vai votar uma emenda ele não está no procedimento legislativo.não deriva de nenhum outro. autônomo (não há nenhum condicionamento material) e incondicionado (não está submisso a nenhum procedimento de ordem formal). normas constitucionais de eficácia limitada: são aquelas que dependem da emissão de uma normatividade futura. direta. Subdividem-se em: normas de princípio institutivo. São também chamadas de normas de eficácia redutível ou restringível. plena. com a capacidade de auto-organizar-se através de suas próprias Constituições Municipais que são denominadas Leis Orgânicas. § 3º. que são aquelas que dependem de lei para dar corpo às instituições. mas que podem ter o seu alcance reduzido pela atividade do legislador infraconstitucional.também chamado instituído ou de segundo grau – é secundário. independentemente de legislação posterior para sua inteira operatividade. integral. de elaborar as suas próprias constituições (art.também chamado de primeiro grau. PODER CONSTITUINTE Espécies: poder constituinte originário . mediante lei ordinária. A Constituição de 1988 deu aos Municípios um status diferenciado do que antes era previsto. pessoas e órgãos previstos na Constituição. lhes dê capacidade de execução. integral. chegando a considerá-lo como ente federativo.: art. 25 da CF). O exercente deste poder são as Assembléias dos Estados. integrando-lhes a eficácia. FENÔMENOS DA MUTAÇÃO CONSTITUCIONAL Fenômeno da recepção: assegura a preservação do ordenamento jurídico anterior e inferior à nova constituição que com ela se mostre materialmente compatível = "Processo abreviado de criação de normas". que são as que estabelecem programas a serem desenvolvidos mediante legislação integrativa da vontade constituinte. genuíno ou de fato . Características: derivado (deriva de outro poder que o instituiu).normas constitucionais de eficácia jurídica plena: são aquelas de aplicabilidade imediata. Este poder se divide em: poder derivado de revisão ou de reforma: poder de editar emendas à Constituição. não sofre qualquer limite e não se subordina a nenhuma condição. em termos de regulamentação daqueles interesses visados. 18. O exercente deste poder é o Congresso Nacional que. . mas no Poder Reformador. subordinado (está subordinado a regras materiais. em que o legislador ordinário. poder constituinte derivado . Ex. normas constitucionais de eficácia jurídica contida: são aquelas que têm aplicabilidade imediata. Ex. 205. normas de princípio programático. pois deriva do poder originário. cláusula pétrea) e condicionado (condicionado a regras formais do procedimento legislativo). unidades da federação.: art. ex. poder derivado decorrente: poder dos Estados. Características: inicial (não se fundamenta em nenhum outro.

2º. concentrado. em nome da segurança jurídica. recoloca esta última novamente no estado de produção de efeitos. em especial a Lei.mandado de segurança (aconteceu com a EC 20 . c) Teoria da Desconstitucionalização: esta teoria prevê a possibilidade de recepção. lei delegada – art. Normas decorrentes de poder reformador sim. Fenômeno da represtinação: é o nome que se dá ao fenômeno que ocorre quando uma norma revogadora de outra anterior. Esta teoria não tem aplicação em nosso sistema. austríaco. 49. . CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE Controle de constitucionalidade é verificação de adequação. Advinda uma nova constituição estas leis terão um novo fundamento de validade e eficácia. da LICC). como lei ordinária. com a Constituição. Se fossem repetidas continuariam sendo regras constitucionais e. nunca. §5º) Métodos ou sistemas de Controle Via de ação . desde que forem materialmente compatíveis. salvo se houver expressa previsão da nova lei (art.comissão de constitucionalidade e Justiça II) Controle Repressivo 1) Poder Legislativo regulamento. pela nova ordem constitucional. por sua vez. de regra formalmente constitucional da constituição anterior.Espécies de Controle (depende do momento em que é feito – marco é o aperfeiçoamento da lei) I) Controle Preventivo Poder Legislativo . Requisitos de constitucionalidade: a) Formais: subjetivos = iniciativa objetivos = demais normas do processo legislativo Substanciais ou materiais. medida provisória.controle reservado. Normas decorrentes de poder constituinte originário não. ??? Há norma constitucional inconstitucional??? Depende. tivesse revogado uma mais antiga. de compatibilidade.Se havia uma constituição quando sobrevem outra será feita a ab-rogação (revogação total) da constituição anterior. A alegação de inconstitucionalidade é fundamento do pedido. realizado pelo STF. eventualmente. . V. § 3 º. Esta verdadeira restauração de eficácia é proibida em nosso Direito. é o controle principal ou abstrato. Executivo _____________ Poder . 60. se contrariadas teriam sido revogadas. de um ato jurídico qualquer. fundamento de validade de uma lei no ordenamento jurídico é sua compatibilidade com a constituição vigente. em Processo de queda hierarquizada é uma desconstitucionalização (regra constitucional passa a ser lei ordinária).ação judicial de inconstitucionalidade que contrariou o art. não repetidas e nem contrariadas.veto jurídico Poder Judiciário Poder Judiciário . que.

atinge tudo (tunc = tudo) ex nunc . poderá dizer que a lei é constitucional ou não. trata-se de uma prejudicial e. após resolução do SF – efeitos erga omnes e ex nunc. no mérito. Sendo assim. ou incidental (incidenter tantum) Possíveis efeitos existentes: inter partes – os efeitos da decisão só atingem as partes do processo.via de exceção: efeitos inter partes e ex tunc ou. Em razão desta lei João e Pedro criam uma relação jurídica (uma obrigação) e uma das partes. é o controle concreto. Para decidir a ação o juiz deverá. analisar a alegação de inconstitucionalidade. descontente com o resultado. a ação será improcedente. descumpre a sua obrigação dando origem a uma litigiosidade. passando ao mérito. norte-americano. é questão prejudicial. toda decisão é ex tunc Diferenças nos efeitos: . inter partes. o Órgão Especial) poderá reconhecer a inconstitucionalidade. .controle aberto. Na análise da prejudicial o juiz estará realizando o 1º controle de constitucionalidade. processo vai para uma Câmara do Tribunal e três desembargadores irão julgar. reconhece uma nulidade que existe desde o começo. vai para atrás. Pedro. feita a distribuição o processo passa a tramitar pela 2ª Vara Cível da comarca.Via de exceção . irá recorrer para o Tribunal de Justiça (parte sucumbente apela). 97 da CF que prevê o princípio da reserva de plenário (a inconstitucionalidade no Tribunal só pode ser reconhecida pela maioria absoluta de seus membros). erga omnes – os efeitos da decisão atingem todas as pessoas.os efeitos da decisão retroagem até o momento da formação do ato normativo. para só depois passar ao mérito.via de ação: efeitos erga omnes e ex tunc .os efeitos da decisão atinge as relações daqui para frente. isto em razão do art. portanto. Toda decisão que reconhece uma inconstitucionalidade de lei é declaratória. Se optar pela procedência. CONTROLE DIFUSO ou VIA DE EXCEÇÃO Seqüência da via de exceção Existe uma Lei "X". Pedro. Se entenderem que a lei é inconstitucional eles não poderão assim declará-la. que embasa a relação é inconstitucional. em primeiro lugar. não retro obs. difuso. entender pela constitucionalidade e. João ajuíza a ação contra Pedro. Poderá ainda. Na contestação o réu alega que a pretensão de João é improcedente porque a Lei "X". pouco importa seja ela federal. A alegação de inconstitucionalidade é fundamento de defesa. ex tunc . estadual ou municipal. Suponhamos que o juiz opte pela inconstitucionalidade. logo. julgar a ação procedente ou não. só o plenário do TJ (em SP. irá assegurar a supremacia da Constituição e. desde o momento em que o ato se aperfeiçoou.

incluindo tudo. que realizaram relação jurídica semelhante mas. só irá complementar o julgamento. seu acórdão é definitivo. não podendo rediscutir a questão da inconstitucionalidade. É um incidente de inconstitucionalidade e segue as regras do CPC e pode também ser alegada em direito penal (arts. = 1º Acórdão. Importante observar que.pleno decide. exigindo maioria absoluta para reconhecê-la (6 membros). por economia processual. declarando nula a relação jurídica entre João e Pedro (extinguindo a relação desde o seu aperfeiçoamento – o nulo não tem qualquer efeito). A decisão do STF para as demais pessoas que estão na mesma situação de João e Pedro. não há remessa ao pleno). Mais uma vez. na fase em que o processo passa ao Pleno. No Tribunal haverá três decisões: Os desembargadores da Câmara entendem que é caso de inconstitucionalidade e remetem ao Pleno (se entender que é constitucional ela própria julga o recurso. o processo também não volta para a Turma como acontece no TJ. Entendendo o Pleno que é caso de inconstitucionalidade. o processo é afetado e o pleno que irá decidir definitivamente a questão. = 3º Acórdão = Acórdão recorrível. A Câmara decide o mérito. deve intervir o Ministério Público. a Turma não profere qualquer julgamento inicial como acontece no TJ. 480 e 482 do CPC). não analisando o mérito e o processo volta a Câmara. O pleno decide só a inconstitucionalidade. o incidente de inconstitucionalidade e o mérito). não são partes no processo. sem rediscutir a questão da inconstitucionalidade. se for o Tribunal de Alçada reúne todos os juizes. sendo um deles o Presidente. não irá se manifestar sobre o mérito da ação. via incidental. é que obrigatoriamente. não se conformando com a decisão. remetido ao STF. no STF. interpõe recurso extraordinário. a parte sucumbente. A Câmara que recebeu o processo que irá julgar o mérito. Sendo o controle de constitucionalidade realizado pela via de exceção. por unanimidade ou maioria absoluta. Este acórdão do Pleno do STF representa o 3º Controle de constitucionalidade. não produzirá qualquer efeito – as situações continuam com estão. No STF. somente a constitucionalidade. o seu efeito é inter partes. inclusive o mérito da mesma (o pleno do STF não irá proferir somente o acórdão provisório como acontece com o pleno do TJ. em que o processo só vai ao pleno se a Câmara entender que é caso de inconstitucionalidade). . a ação de João será improcedente. o processo vai direto para o Pleno. independentemente de qual seja o entendimento da Turma o processo será remetido do Pleno (vai direto para o pleno – princípio da reserva de plenário. Argüido o incidente de inconstitucionalidade. = 2º Acórdão = Acórdão Provisório. . proferindo o chamado Acórdão Provisório. Chegando no STF. O STF é composto de 11 membros com duas Turmas com cinco membros cada. Realiza o 2º Controle de constitucionalidade. Em São Paulo se for o Tribunal de Justiça o pleno é o Órgão Especial. A decisão vai retroagir.

Esta lei permite o que o STF já permitia.Filho) discricionário (P. M. sendo também uma demonstração de efeito vinculante. do plenário do STF sobre a questão" art. a sua decisão também só atingirá as partes daquela determinada ação (cada processo terá uma decisão). .. no plano federal: ADIN – Ação Direta de Inconstitucionalidade Por ação (atuação. ou órgão especial. 52. Este efeito já haveria se fosse ADIN. quando houver pronunciamento destes ou. este comunica formalmente o Senado Federal que no processo "x" deu pela inconstitucionalidade de certa lei. alegando a inconstitucionalidade de certo tributo. 481. no todo ou em parte. ainda que tenham movido ações semelhantes. A decisão em um processo não atinge outras pessoas que não as partes. A regra de colocar toda decisão do STF em todos os processos não representa um desrespeito mas a mitigação do princípio da reserva de plenário. Buzaio. Compete ao Senado suspender a execução. ação positiva): . cada processo uma decisão. munic.. a argüição de inconstitucionalidade. CONTROLE CONCENTRADO ou VIA DE AÇÃO Quadro sinótipo do controle principal.Suponhamos uma situação um pouco diferente: A.: Mitigação do princípio da reserva de plenário. chegando o processo no STF. Brossard) Obs. da CF.756/98. "Os órgãos fracionários dos tribunais não submeterão ao plenário. daquela lei declarada inconstitucional. possível em lei de qualquer fonte normativa (fed. portanto. Principais aspectos da Resolução: decorrente de comunicação formal do STF se opera erga omnes e ex nunc finalidade: viabilizar a extensão subjetiva dos efeitos do julgado. Obedecendo a seqüência da via de exceção.F. o que faz através de Resolução. separadamente. est. dist. inciso X.) pode suspender no todo ou em partes a execução da lei. teremos efeito vinculante tanto na via de ação como na via de exceção (por vias transversas). introduzido pela Lei 9. B. C e D são contribuintes e ajuizaram.G. por economia processual. por via de ação. ações contra a Fazenda Pública.art. parágrafo único do CPC. Havendo milhares de processo sobre a inconstitucionalidade de determinado dispositivo poderá. ato vinculado ou discricionário??? vinculado (A. dispensa-se a burocracia de enviar ao pleno. não remeter todos os processos ao pleno? Há tempos o posicionamento do STF já permitia.. Hoje temos uma lei disciplinando o assunto. Julgada a ação pelo STF.

caso ofenda a Constituição Estadual. I. I a IX e §§ 1º e 3º Interventiva – art. 103. 102. AL. 2ª parte. É chamado também o AGU que tem a função vinculada de defender o ato (prazo 15 dias). CD.Lei Municipal só pode ser objeto de ADIN no TJ. rol de legitimados é taxativo só admitindo interpretação analógica para incluir o Governador e a Câmara Legislativa do Distrito Federal sujeito passivo: é o responsável pela edição do ato. CL (é a mesa e não qualquer membro da Casa). sendo portanto. 103. a. confederação sindical (composta de 3 federações que precisa de 5 sindicatos) ou entidade de classe de âmbito nacional (segue as regra dos partidos políticos. art. omissão deliberada.art. deve estar inscrita em 9 Estados). 34 VII e art. legitimidade: art. a CF não previu esta espécie normativo. finalidade: jurídica (a inconstitucionalidade) objeto: lei ou ato normativo federal ou estadual impugnados em face de qualquer norma da constituição. Mesa da AL e CL. 103.Genérica – art. § 2º ADC – Ação Declaratória de constitucionalidade (EC . um silêncio eloqüente. partido político com representação no CN. A legitimidade se divide em: legitimados universais: PR. reúne a competência estadual com a competência municipal. 103. 102. III. Por omissão (ação negativa): art.intervenções: o PGR poderá ingressar no processo como órgão agente (quando é parte. Emenda Constitucional: pode ser objeto de ADIN já que decorre de poder constituinte reformador. 36. 2ª parte e § 2º e art. só podendo ser objeto de ADIN no STF as normas decorrentes da competência estadual. Conselho Federal da OAB legitimados especiais: Gov. ADIN Genérica : fundamento: art.I. Medida Provisória: também pode ser objeto de Ação Direta de Inconstitucionalidade Constituição Estadual: pode ser objeto de ADIN já que decorre de poder constituintes decorrente. 129 IV. . a. I. generalidade (se projeta erga omnes) e autonomia (ter fundamento de validade na própria Constituição). respectivamente. § 4º. . autor) ou como órgão interveniente (quando é fiscal da lei). Os legitimados especiais precisam prova a pertinência temática que consiste em um vínculo entre o ato impugnado (seu conteúdo) e o interesse específico daquele legitimado. . a. não disciplina o caso concreto). Lei Distrital: a competência do DF é somatória. 102. No Estado temos PGJ e o PGE. 1ª parte e art.3/93) . Mesa do SF. Ato normativo deve ter abstração (ser abstrato.

seguindo o disposto na Lei 9. CF. Aspectos da Lei 9. Obs. A decisão constitucionalidade e inconstitucionalidade tem eficácia contra todos e efeito vinculante em relação aos órgãos do Poder Judiciário e à Administração Pública federal. A decisão sobre constitucionalidade e sobre inconstitucionalidade somente será tomada se presentes pelo menos 8 Ministros. voltando esta a valer (não é represtinação já que não houve revogação) cautelar .99 . Exige-se também a relação de contemporaneidade. O relator poderá pedir informações aos órgãos ou às autoridades das quais emanou a lei ou ato normativo impugnado – prazo 30 dias do recebimento do pedido. a constituição ofendida deve ser vigente. salvo se o Tribunal entender que deve conceder-lhe eficácia retroativa. com a audiência dos órgãos dos quais emanou a lei. deve o STF proceder o julgamento da ação no prazo de 180 dias.A ofensa de ser direta e frontal. o efeito é ex nunc. que deverá impugnar em 5 dias.868/99. salvo o caso de excepcional urgência (concede sem ouvir autoridade).arts. Proposta a ação. A cautelar tem eficácia contra todos. desde que presentes os requisitos da cautelar. ex tunc e vinculante. . de 10. designar perito e realizar audiência pública.868. 29 e seguintes. desta decisão cabe agravo . 6) A medida cautelar será concedida por decisão da maioria absoluta dos membros do Tribunal (exceto no recesso). Não se admite intervenção de terceiros. é procedimento incidente na petição de ADIN. Na ADC a medida cautelar consiste na determinação de que os juizes e os Tribunais suspendam o julgamento dos processos que envolvam a aplicação da lei até julgamento definitivo.: É possível o Controle de Constitucionalidade a nível estadual. dependendo da aprovação de pelo menos 6 Ministros.possível. sob pena de perda de sua eficácia. A concessão da medida cautelar torna aplicável a legislação anterior acaso existente. efeitos: erga omnes. se relevante.: a lei julgada inconstitucional tem produzirá qualquer efeito. Poderá também pedir informações de outros órgãos ou entidades. não podendo. salvo expressa manifestação em contrário. arts. 125. § 2º. Por maioria de 2/3 poderá do STF restringir os efeitos daquela declaração ou decidir que ela só tenha eficácia a partir de seu trânsito em julgado ou de outro momento que venha a ser fixado. igualmente. ressalvada a interposição de embargos declaratórios. Obs. também não produzirá o efeito de revogar a lei anterior. estadual e municipal. será concedida ex nunc. não se admitirá desistência. não se admite ADIN se for lei ou ato normativo revogado (perde o objeto).ADIN e ADC 1) A petição inicial de ADIN ou ADC quando inepta.11. 4º e 5º. Há também a possibilidade do Controle no Distrito Federal. A decisão de ADIN e ADC é irrecorrível. não fundamentada e a manifestamente improcedente serão liminarmente indeferidas pelas relator. ser objeto de ação rescisória. tudo no prazo de 30 dias contados da solicitação do relator. O objeto é lei ou ato normativo estadual ou municipal que sejam impugnados em face da Constituição Estadual – art.

em razão da continência. 36. fases – a intervenção ocorre no plano normativo (decreto interventivo do PR) e.VII. com isso fica garantido o contraditório (alegações das decisões contrárias).só PGR finalidade: dupla – jurídica e política (a inconstitucional qualificada e a intervenção) objeto: lei ou ato normativo impugnados em face de princípio sensível da constituição. 2ª parte . princípio do contraditório (é possível o questionamento já que decorre de poder reformador) . em razão da própria natureza da ação. aplicação do mínimo exigido da receita dos impostos estaduais na educação. o que fere o princípio da Separação dos poderes. direta e indireta. uma lei estadual por coincidir com objeto de ação genérica e interventiva – poderá ter duas ações impugnando a mesma lei . art. autonomia municipal. direitos da pessoa humana. cautelar – inviável. sistema representativo e regime democrático.ocorrendo esta situação o STF apensaria os dois processos.o STF decidiu pela constitucionalidade da emenda . não sendo suficiente passa-se a intervenção efetiva (usa a força. IV. § 3º a inconstitucionalidade pode decorrer de um ato administrativo (o que não interesse para o controle) ou do exercício da competência legislativa. Ação Declaratória de Constitucionalidade instituída pela EC 03/93. 34. sentença – declara a intervenção em razão da inconstitucionalidade. São princípios constitucionais sensíveis: forma republicana. 36.34. VII legitimidade: art. III e art. já que as leis já gozam de presunção de validade e não precisaria de uma ação para dizer a mesma coisa.exigiu como pressuposto que o autor demonstra-se a existência de decisões generalizadas pela inconstitucionalidade (demonstra a necessidade da ação). prestação de contas da administração pública.ADIN Interventiva: fundamento: art. foi muito questionada de inconstitucionalidade. . – art. 129. diziam que o STF era mero órgão consultivo. rompe momentaneamente a autonomia do Estado).

o STF tem cognição plena. 102. 2ª parte. da CF (Presidente da República. (não está vinculado à causa de pedir) também se aplica o princípio da reserva de plenário – art. 97. legitimidade: art. 2ª parte. se já tem sentença – no mesmo sentido da ADC é mantida. da conservação das normas e da economia do ordenamento – visa salvar a lei – tem efeito vinculante. Mesas da Câmara de Deputados e do Senado Federal e Procurador Geral da República – PGR) eficácia: erga omnes e ex tunc efeito: vinculante . sentido inverso é desfeita se já tem coisa julgada – não é atingida (difícil de acontecer) se o proc. Falta medida legislativa (mera comunicação ao CN. mas estes estão sujeitos aos lindes da controvérsia judicial que o autor demonstra . da CF. alínea "a". § 2º. 102. CF fundamento: art. 103. uma contrária à CF. da CF pressuposto: norma de eficácia jurídica limitada – direito constitucional nela previsto. Na prática podemos ter várias interpretações de uma mesma norma.interpretar é buscar o significado e o alcance da norma (hermenêutica). inciso I. I. cujo exercício se mostra inviabilizado em razão da omissão do legislador ou. não foi ajuizado – não irá conhecer da ação – pedido juridicamente impossível cautelar : possível. § 4º. objeto: lei ou ato normativo federal competência . interpretação conforme . se o caso. sem coercitividade) ou administrativa (manda cumprir em 30 dias) . § 2º. por analogia – poder geral de cautela.STF – art. se o juiz ainda não proferiu a sentença – não vai mais decidir a prejudicial – stare decisis et non quieta movere (não se mexe no que já está em repouso) – poderá decidir o mérito. 103. ADIN por omissão origem: Constituição de Portugal fundamento: art. a. outra mais ou menos e a terceira de acordo com a CF – esta terceira que deve ser adotada – aplica o princ. do administrador.delimitação do objeto – não se adstringe aos limites fixados pelo autor. não havendo possibilidade de nova análise contestatória da matéria.art. 102. da CF.

a quem caberá também as medidas interventivas. 34. .art. Partido político com representação no Congresso Nacional. formas de omissão: total ou parcial INTERVENÇÃO FEDERAL Em regra nós temos autonomia dos entes federativos. da Câmara dos Deputados.competência: STF . 84. 34.ADIN = efeito erga omnes e Mandado de Injunção = efeito inter partes Apesar desta diferente eles tem pontos em comum: ambos tem como pressuposto um direito constitucional previsto em uma norma de eficácia limitada . É ato privativo do Chefe do Poder Executivo. X. porém. através da intervenção. já que não produzem efeitos antes da intervenção do legislador. da CF e.Presidente da República. § 1º. do Distrito Federal e dos Municípios.as normas de eficácia limitada causa a Síndrome de inefetividade. será admitido o afastamento desta autonomia política.diferenças . Mesa do Senado Federal. III Defesa das finanças públicas – art. fundada em hipóteses taxativamente previstas no texto constitucional. União. e que visa à unidade e preservação da soberania do Estado Federal e das autonomias da União. autogoverno e autoadministração. Excepcionalmente. Procurador Geral da República. A União não poderá intervir diretamente nos Municípios. Estados. . com a finalidade de preservação da existência e unidade da própria Federação. Distrito Federal e Municípios. 103. I e II Defesa da ordem política . enquanto os Estados somente poderão intervir nos Municípios de seu território. nos Estados pelo Governador do Estado. Quadro geral: Espontânea: (o PR ex officio toma a iniciativa) Defesa da unidade nacional – art. na União por decreto do Presidente da República – art. em regra. Governador do Estado e do Distrito Federal. Assembléia Legislativa e Câmara Legislativa. salvo se pertencentes a Território Federal.art. Confederação sindical ou Entidade de classe de âmbito nacional. somente poderá intervir nos Estados-membros e no Distrito Federal. dos Estados. V Provocada: . A União. caracterizada pela tríplice capacidade de auto-organização e normatização. Conselho Federal da OAB. da CF legitimidade: art. 103. 34. Intervenção consiste em medida excepcional de supressão temporária da autonomia de determinado ente federativo. da CF .a finalidade de ambos é viabilizar o exercício deste direito.

VI – promover a execução de ordem ou decisão judicial STJ – art. 34 VI – promover a execução de lei federal STF – art. que deve especificar a amplitude. VI e VII).Defesa do Poder Executivo ou Legislativo local – art. 34. nenhuma das hipóteses apresenta mais de três fases conjuntamente. Não temos fidelidade partidária e vale a vontade na hora da eleição. 34. VI e VII. 34. 84. afaste as autoridades locais e nomeie temporariamente um interventor (como se fosse servidor público federal). 49 IV. sem qualquer possibilidade de ampliação. São: iniciativa. 35 da Constituição Federal. ORGANIZAÇÃO DOS PODERES Poder Legislativo (a nível federal é bicameral) Congresso Nacional: formado pela união das duas casas do Legislativo: Câmara + Senado Câmara de Deputados (513) Do povo Proporcional (limite de 8 e 70) Proporcional 4 anos Próximo mais votado no partido. em 24 horas. Senado Federal (81) Dos Estados e do DF Paritário – 3 por Estado Majoritário 8 anos (1/3 e 2/3) Chapa completa Representantes Representação Sistema eleitoral Duração do mandato Suplência . 85. poderá discricionariamente decretar a intervenção A Intervenção estadual nos municípios também tem hipótese taxativas que estão descritas no art. Este controle político é dispensado nas intervenções do art. fase judicial (somente em duas das hipóteses de intervenção – art. Na intervenção espontânea o Presidente deve ouvir os Conselhos da República e o de Defesa Nacional e. porém. 34. A hipótese do inciso IV depende de ação julgada procedente pelo Tribunal de Justiça.II) ou aprovar (expede decreto legislativo) a medida – art.Por solicitação . 34. IV Por requisição: STF – art. VII – observância dos princípios constitucionais sensíveis procedimento da Intervenção Federal pode ser explicado em quatro fases. VI e VII) A intervenção se formaliza através de decreto presidencial – art. submetendo essa decisão à apreciação do Congresso Nacional. IV – Poder Judiciário (garantir o livre exercício do poder) STF. Também há o controle político (salvo no inciso IV) que é realizado pela Assembléia Legislativa. Decreto interventivo Controle político (não ocorrerá nas hipóteses do art. 34. sob pena de crime de responsabilidade – art. após. 34. o prazo e as condições de sua execução e. quando realizará o controle político que poderá rejeitar (PR cessa a intervenção. se necessário for. STJ ou TSE – art.

Veja o exemplo: bancada de São Paulo = 10 cadeiras partidos em disputa = 5 votos válidos = votos em partido (em candidato + legenda) + votos em branco = 2000 QE (coeficiente eleitoral) = 2000 : 10 = 200 .951 votos Partido 3: 1210 votos a) Candidato E . que são respectivamente do Partido 1 e 3 (lembre-se que não importa o partido e.votos = 190 . A comparação de votos entre candidatos só é feita dentro do mesmo partido sendo eleitos os mais votados daquele partido. veja o exemplo: Por exemplo. não cabe Ação Direta de Inconstitucionalidade. biblioteca) Atribuições das Casas: art.200 votos b) Candidato F . não se elegeriam.votos = 390 . Muitas vezes um partido grande elege candidatos que. conforme o coeficiente de votos do partido (o número de cadeiras do partido). Via de regra os partidos maiores elegem mais candidatos. especial. há impossibilidade jurídica do pedido já que a norma é decorrente de poder constituinte originário e.Cada estado tem sua bancada e o número de representantes varia conforme o número de seus eleitores.votos = 415 .160 votos e c) Candidato C – 75 votos .1. polícia e serviços administrativos (secretaria. Se elegerão os Candidatos A e E. comissões (permanente. de forma que um Estado menos populoso terá menos representantes que o mais populoso. Neste sistema não se compara o número de votos de candidatos de partidos diferentes.Partido 3 .000 votos b) Candidato B . sim. Dentre estes números deve ser obedecido o limite mínimo de 8 e o máximo de 70 .lei ordinária. mista e de inquérito).200 votos e b) Candidato E . na eleição em que esteja em disputa duas vagas do Senado Federal para cada unidade da Federação. Esta norma fere o princípio da igualdade. 45.1.950 votos b) Candidato D .Sistema proporcional . descaracterizando a regra "um homem um voto". A limitação prevista no art.190 votos .QP (coeficiente partidário) = 2 (duas cadeiras) a) Candidato A – 180 votos. b) Candidato B . considerando o seu número de votos individualmente (sem o partido).10 votos Partido 2 foi o que obteve o maior número de votos mas.190 votos Neste exemplo somente se elegerão os Candidatos A.competência do CN . o número de votos do candidato em particular. B e D Neste sistema independe o número de votos do candidato para determinar o número de representantes de cada partido.Partido 1 . Senado Federal – Sistema majoritário – Cálculo.800 votos Partido 2: 1901 votos a) Candidato C .QP = 1 (uma cadeira) a) Candidato D . .b) Câmara de Deputados . 48 . § 1º (máximo de 70 e mínimo de 8) traz uma grande distorção ao sistema. nunca há norma constitucional inconstitucional se decorrente deste poder.Partido 2 . Apesar disso. gráfica. Organização das Casas: mesa (órgão diretor). nenhum dos candidatos será eleito.nenhuma cadeira não atingiu o coeficiente partidário Candidato F . Partidos 1: 1800 votos a) Candidato A .

possuir filiação partidário. 76 e segts. foro privilegiado (processados e julgados pelo STF.será convocado o mais votado ou mais idoso. assumindo no máximo em 10 dias.EC 16/97) 1º Turno . do SF e do STF. Condições de elegibilidade: brasileiro nato. regra da contemporaneidade e atualidade). Se refere ao campo penal. desde que apreciada pela casa . prescrição fica suspensa até deliberação. de natureza civil. Substituição .art. para ser processado precisa de autorização.resolução art.competência privativa do SF . dever de testemunhar (tem sigilo da fonte e não pratica falso testemunho). Ler estes artigos. 51 . cível e político – tem caráter perpétuo). impedimentos ou incompatibilidades . Turnos: (primeiro e último domingos de outubro .art. 49 . Presidente da CD.eleito o candidato que obtiver a maioria absoluta de votos. Substituição e sucessão do PR linha sucessória = Vice.competência privativa da CD . imunidade material (= inviolabilidade.interpretação analógica. desistência ou impedimento . 54 da CF termo inicial das garantias é a posse. garantias: vencimentos (fixados por eles mesmos mas não pode exceder ao teto). Se não puder competir no segundo turno (morte. são invioláveis por suas palavras.competência exclusiva do CN . de natureza penal. Posse .conjunto de garantias. licença da casa. não assumindo o cargo fica vago. exceto a imunidade formal que inicia da diplomação (equivale a proclamação do resultado da eleição.art. imunidades formal (prisão: não poderão sofrer qualquer tipo de prisão.é unipessoal .por alguns problemas o STF igualou as duas regras . seja provisória ou definitiva ou. .decreto-legislativo art. em seguida a nomeação que reconhece a sua validade) Poder Executivo .tomam posse em 01/01. serviço militar (é reservista civil mas não será convocado). ter mais de 35 anos. votos e opiniões. salvo o caso de flagrante por crime inafiançável. 52 . devem estar ligadas às suas funções. não ser inelegível. estar no gozo dos direitos políticos.qualquer ausência (de 15 dias dispensa autorização do CN) .resolução obs.monocrático Sistema eleitoral Majoritário (possível turnos) Duração do mandato 24 anos (admite reeleição) Suplência uma Chapa completa.processo: só no campo penal. direitos e prerrogativas. Estatuto dos Congressistas . não computados os brancos e nulos 2º Turno – eleito o candidato que obtiver a maioria absoluta dos votos válidos (= brancos e candidatos) . desde que proferidas no exercício do mandato. Havendo empate ganha o mais velho. só para infrações penais.

Justiça Federal: a estrutura adotada pela CF prevê como seus órgãos: Tribunais Regionais Federais: compõem-se de. etc. nos dois últimos anos .assume temporariamente o próximo da linha . entidade autárquica. nomeados pelo PR. STJ . da CF. 102.em até 30 dias novas eleições indiretas (exceção). Regra do Quinto constitucional .aplicado nos TRFs e Tribunais Estaduais (TJ. rés. Conselho de Defesa Nacional. dentre advogados e membros do Ministério Público Federal. Se ambos saírem: . lista sêxtupla. 33 Ministros. depois de aprovada a escolha pelo Senado (maioria absoluta). Conselho da República. Os Tribunais elaborarão lista tríplice e as demais classes. 93. assistentes ou oponentes. e o tribunal. devendo ser obedecida a ordem de classificação para as nomeações (art. de notável saber jurídico e ilibada reputação. dentre os brasileiros com mais de 35 e menos de 65 anos. no mínimo 7 juizes nomeados pelo Presidente da República dentre brasileiros com mais de 35 e menos de 65 anos (1/5 entre advogados com mais de 10 de efetiva carreira e os demais. as de acidentes de trabalho e as sujeitas à Justiça Eleitoral e à do Trabalho e todas as causas indicadas no art. escolherá um dos integrantes para a nomeação. Competência art.mandato tampão nos dois primeiros anos . depois de aprovada escolha pelo Senado. 105. Poder Judiciário STF STJ TRFs Juizes federais TSE STM TREs TMs Juizes eleitorais Juizes militares TST TRTs JCJ TJ / TA Juizes de direito STF . 107. TA) e DF .assume o Vice que termina o mandato – o único que assume definitivamente.Sucessão – morte ou renúncia .1/5 dos lugares do tribunal será composto de membros do Ministério Público com mais de 10 anos de carreira e Advogados de notório saber jurídico e ilibada reputação com mais de 10 de efetiva atividade profissional (alternadamente). então. I). sob cuja jurisdição se achem os cargos a serem provido.vacância da presidência – cargo vago . de juizes federais com mais de 5 anos de exercício. enviando-a ao Poder Executivo que. cabe precipuamente a guarda da Constituição Federal e a composição dos litígios de natureza constitucional. O PR eleito assume e fica até terminar os 4 anos do mandato começado. O eleito assume e fica até terminar os 4 anos do mandato começado Composição: Ministérios. Competência prevista no art. exceto as de falência. nos 20 dias subsequentes.composto de. do Distrito Federal e Territórios. da CF. Juizes Federais: ingressam no cargo inicial da carreira (juiz substituto) mediante concurso público de provas e títulos. com participação da OAB em todas as fases. nomeados pelo Presidente da República. o empresa pública federal forem interessadas na condição de autores. elaborará outra tríplice. . 1/3 entre desembargadores dos Tribunais de Justiça e 1/3. de notável saber jurídico e reputação ilibada. Os candidatos serão indicados em lista sêxtupla pelos órgãos representativos da respectiva classe. elaborada pelo órgão de representação das mesmas.assume temporariamente o próximo da linha – em até 90 dias novas eleições diretas para os dois cargos. Competência: são todas as causas em que a União. mediante promoção – art. no mínimo. 108. Estadual. O concurso e a nomeação são da competência do Tribunal Regional Federal. 109 da CF. Um terço entre juizes dos Tribunais Regionais Federais. brasileiros natos.é composto de 11 Ministros. Competência prevista no art. em partes iguais. recebida a lista.

já que o poder de emendar é inerente ao parlamentar. Projeto depositado – é quando o projeto é entregue na primeira casa para votação. da CF – aumento de despesa e deve guardar correlação lógica com o apresentado. 63. Fases: Introdutória – poder de iniciativa que pode ser: quanto ao sujeito: parlamentar (SF. Espécies de procedimento: (em relação à seqüência dos atos) ordinário . CD. No município é possível. bem como os de iniciativa extraparlamentar.deliberação parlamentar (deliberação principal e revisional) e deliberação executiva Complementar . O projeto poderá ser emendado por qualquer dos parlamentares. LD (art. 69). PGR. Sup. c)aritmético – 0. MP (62). Projeto autografado – é feito pelo Presidente da Casa que encerra a deliberação parlamentar e declara que o projeto está pronto para seguir para a deliberação executiva. por paralelismo principiológico. basta 5% do eleitorado local. A idéia é boa mas inoperante. 60). 1) A Casa que faz a deliberação principal fica em situação de primazia. novamente. LC (art. salvo restrições do art.STF. passa. Constitutiva . Requisitos: a) numérico – 1% do eleitorado nacional. Obs. b) espacial – 5 estados.publicação e promulgação. porque. Trib. Leis financeiras (art. plebiscito e referendo. se aplica às leis das outras ordens jurídicas.EC (art.mais extenso sumário .3% do eleitorado do estado. 59. Iniciativa dos cidadãos – instituto de participação popular juntamente voto. Na maioria das vezes quem faz a deliberação principal é a Câmara de Deputados porque inicia a votação de todos os projetos de iniciativa dos membros da casa. CN) e extraparlamentar (PR. o CN tem prazo para deliberar (45 dias) especial . tendo sofrido emendas.geral (parlamentar e PR) e privativa. quando o projeto sai da Deliberação Revisional . As emendas ao projeto de lei pode ser: . como se fosse um papel carbono. 68).semelhante ao primário mas. Procedimento legislativo = modo pelo qual os atos do processo legislativo se realizam. 166) Procedimento Ordinário Este procedimento legislativo de lei federal. TCU. fazendo somente as adaptações.PROCESSO LEGISLATIVO Processo legislativo = conjunto de atos realizados pelos órgãos legislativos visando a formação das espécies normativas previstas no art. na Casa que fez a Deliberação Principal e esta poderá: concordar com a emenda ou manter a sua vontade inicial. cidadão) quanto à matéria .

Pode ser: tácita (quando não veta em 15 dias úteis – o silêncio) ou expressa Veto – prazo 15 dias .supressiva: quando a emenda propõe erradicar. Promulgação (executoriedade) + publicação (notoriedade) = obrigatoriedade. É incompatível com os projetos de Código. (neste caso é possível lei sem sanção) Parte vetada com rejeição do veto e parte sancionada terão o mesmo número (ex.263/96 – planejamento familiar) Promulgação – atestar que a ordem jurídica foi regularmente inovada e a lei está apta a produzir efeitos. 64. Procedimentos Especiais Emenda Constitucional proposta de 1/3 da Câmara. Segundo a LC 95/98 a lei se divide em: artigos. Aglutinativa: é o resultado da fusão de diversas emendas entre si. 66. Limitação ao poder de emenda: Expressas: (previstas textualmente na constituição) .manifestação discordante do PEx. tirar o prazo). incisos em alínea e alínea em item (não se permite veto de item) Sanção – é a manifestação concordante do chefe do Exec. do Presidente da República ou de mais da metade das Assembléias Legislativas (maioria relativa em cada uma delas). Os parágrafos em incisos. ou delas com o texto do projeto. Para afastar o veto deve ser votado em 30 dias sob pena de obstrução de pauta e exige maioria absoluta ainda que seja lei ordinária. § 7º Publicação .condição essencial para vigência e eficácia da norma. altera um prazo já previsto) substitutiva: propõe alteração mudando a própria essência (ex. perdeu importância com a MP. dever de promulgar é do PR. Características: expresso. modificativa: consiste em alterar a redação do dispositivo sem alterar a sua essência (ex. a emenda será promulgada pelas Mesas da Câmara e do Senado. 2) Procedimento Sumário ou Abreviado (art. devendo ter em cada turno o voto de 3/5 dos respectivos membros. Quando a emenda propõe substituir todo o projeto inicial é chamado subtitutivo. nunca pode incluir) e superável . suprimir um dispositivo do texto. este em parágrafos ou incisos. em dois turnos. motivado (jurídico ou político). ou de 1/3 do Senado. § 1º a 4º) Indicado para hipóteses de pressa administrativa em razão da matéria. É regime de urgência. Será discutida e votada em cada uma das casas. Lei 9. formalizado. Sendo aprovada sem que haja sanção ou veto. supressivo (total ou parcial – no máximo uma alínea. se não o fizer se transfere ao PR do SF ou se Vice – art. aditiva: propõe acrescentar um novo dispositivo.

Medida Provisória é ato normativo sob condição resolutiva – aprovação do CN . as primeiras servem de fundamento de validade para outras leis . Seqüência dos atos: editada a MP pelo PR sobre qualquer matéria. b) circunstanciais . . estado de defesa e estado de sítio -art. pressupostos constitucionais da MP: relevância e urgência. deve observar o razoável.referentes ao processo legislativo . decurso do prazo: decorrido o prazo sem manifestação do CN a MP está rejeitada (aprovação só expressa). As relações jurídicas do período em que vigorava a MP posteriormente rejeitada serão disciplinadas pelo CN. 60. da CF e formais . sob pena de controle judicial. 60. promulgada pelo Pres. II e III.materiais .em substituição à MP .só com relação a estas há hierarquia. rejeitada: é ato declaratório. publicada no DO. CF. são cumulativos sob pena de abuso ou excesso de poder . emendada: aprovado o projeto de lei com as alterações teremos o Projeto de lei de conversão . § 4º.poder exclusivo do Presidente da República semelhante ao Decreto-lei da CF/69 – criado para ser usado em casos excepcionais e de extrema urgência. § 1º. sendo possíveis as seguintes hipóteses: MP aprovada: se transforma em LO. Lei Complementar procedimentos é idêntico ao de lei ordinária com a única diferença que é o quorum de aprovação.art. STF não decidiu.cláusula pétrea . I.daí em diante segue o rito ordinário (sanção e veto) Limitações materiais: pode ser: expressas – art. por Decreto Legislativo. passa a ter vigência e eficácia. c) LC se divide em normativa e não normativa. CF) e Alteração do titular do poder constituinte derivado reformador (sob pena de afrontar a Separação dos Poderes da República. depende de aprovação do CN. hierarquia entre a LO e LC – há três correntes: a) há hierarquia vertical. aplicabilidade imediata e a provisoriedade da norma).diferenças entre LC e LO: a) ordem formal: LO – maioria simples e LC – maioria absoluta material: LC tem como matérias só as reservadas pelo constituinte. a MP deixa de existir desde sua publicação (ex tunc). da CF. . Rejeitada a MP não pode ser reeditada. §§ 2º. colocando cláusula de convalidação. dispensa sanção. É possível reedição com o mesmo número só mudando o dígito. 246 – texto alterado por EC não admite MP implícitas: norma penal incriminadora (princípio da legalidade e anterioridade. do CN.O PR tem juízo discricionário mas.intervenção federal. 60. 60. b) não há hierarquia e a inconstitucionalidade é em razão da matéria. Implícitas: Supressão da norma que prevê as limitações expressas (art. 3º e 5º.art. com força de lei mas.

por uma Resolução que especifica o seu conteúdo (matéria) e os termos de seu exercício (princípio e temporariedade). II IDEM Declaração de guerra (guerra . 137. Hipóteses Instabilidade Estado de Sítio Art. DEFESA DO ESTADO E DAS INSTITUIÇÕES DEMOCRÁTICAS ESTADO DE DEFESA E ESTADO DE SÍTIO Previsão legal Conceito Estado de Defesa Art. 136. Decreto Legislativo instrumento formal de que se vale o CN para praticar os atoa de sua competência exclusiva ex. a delegação não impede que o CN legisle sobre o mesmo tema (delega não abdica). Lei Delegada ato normativo elaborado pelo PR mediante solicitação sua (iniciativa solicitadora) ao CN e delegação deste. MP contrária a uma lei. caput É uma situação em que se organizam medidas destinadas a preservar a ordem pública ou a paz social ameaçadas pelas hipóteses abaixo. 137. LD estadual . objetivando preservar ou restaurar a normalidade constitucional. eficácia . não lhe revoga somente lhe suspende a eficácia (continua vigente mas. ineficaz). parágrafo único. Toda delegação é temporária. perturbada pelas hipóteses abaixo. 62.tem o mesmo nível de eficácia da lei ordinária.é possível.matéria tributária (princípio da legalidade – STF discorda). I Consiste na instauração de uma legalidade extraordinária. hoje pouco utilizado. Comoção nacional Estado de Sítio Art. e em certa área. limite temporal não pode nunca exceder à legislatura. A possibilidade de MP Municipal depende de previsão na CE e na Lei Orgânica mas. a doutrina entende incompatível porque o pressuposto de relevância exigido não poderia ter um âmbito territorial tão reduzido. por determinado tempo. matéria reservada a lei complementar. desde que tenha previsão na constituição estadual. desde que tenha previsão na Constituição Estadual (ex. SC) instituto comum do Parlamentarismo. MP Estadual – é possível. art. se o PR não legislar extingue automaticamente os efeitos da resolução. 49 e art. Não se trata de anomia (falta de lei) ou represtinação (restabelecimento de vigência).

Decretado o O Controle Congressual é Estado de defesa ou sua prévio. o PR especificará as medidas específicas e as áreas abrangidas (art. 1º Secretário da Câmara. Com a autorização o PR poderá decretar o Estado de Sítio. 136. em 10 dias. Com os pareceres. da CF) (Art. uma vez que há político sobre a prorrogação. da CF) Decreto Presidencial Decreto Presidencial Presidente verifica a hipótese legal. Máximo de 30 dias. solicita pareceres dos Conselhos da República (art. Após o Decreto. solicita ao Congresso autorização para decretação do Estado de Sítio. 84. 136. caput) O tempo necessário da guerra ou para repelir a agressão armada estrangeira. da CF) Decreto Presidencial IDEM o procedimento anterior de decretação de Estado de Sítio. isto porque. 1º VicePresidente da Câmara dos Deputados. 138. caput) Controle É posterior. Âmbito nacional. 89) e de Defesa Nacional (art. não caracteriza ameaça à ordem pública ou à paz social que justifique a decretação do estado de defesa. a Constituição reconhece este direito sem limitações. Prazo Áreas abrangidas Máximo de 30 dias. Após o Decreto. Reposta à agressão armada estrangeira Presidente da República (Art. de cada vez. 3º Secretário da Câmara e 4º Secretário do Senado. por mais prolongada que seja. IX. decidirá se decreta ou não Presidente verifica a hipótese legal. 84. prorrogado por mais 30 dias. Calamidade natural Atribuição para decretação Procedimento (rebelião ou revolução interna) 2. 2º Vice-Presidente do Senado. 89) e de Defesa Nacional (art. respectiva justificativa ao Congresso.institucional 2. 91). uma vez que há necessidade de autorização para que o Presidente o decrete. Âmbito nacional. 49. externa) 2. Ineficácia do Estado de Defesa Presidente da República Presidente da República (Art. 84. solicita pareceres dos Conselhos da República (art. que somente aprovará a decretação por maioria absoluta em ambas as casas (art.: A greve. 138. O Congresso somente poderá autorizar por maioria absoluta de cada casa. expondo os motivos determinantes do pedido. 91). § 4º) editando o respectivo Decreto Legislativo (art. o PR* necessidade de autorização decretação dentro de 24 horas. PR = Presidente da República ** A mesa do Congresso Nacional é composta de sete membros: Presidente do Senado. Locais restritos e determinados (art. IX. caput) O Controle Congressual é prévio. . 2º Secretário do Senado. prorrogado por mais 30 dias uma única vez. IX. Obs. IV). para que o Presidente o submeterá o ato com a decrete. Com os pareceres. o PR especificará as medidas específicas e as áreas abrangidas (art.

NACIONALIDADE artigos 12 e 13. nacionalidade: é o vínculo jurídico-político de Direito Público interno, que faz da pessoa um dos componentes da dimensão pessoal do Estado. Pode ser originária ou secundária população: é o conjunto dos residentes no território, sejam nacionais ou estrangeiros - habitantes de um território submetido a um governo soberano - critério demográfico. povo: conjunto de habitantes dotados de capacidade eleitoral ativa e passiva, conjunto de eleitores critério político. nação: é o conjunto de pessoas nascidas em um mesmo ambiente cultural, que partilham as mesmas tradições, costumes, história e idioma, possuindo plena identidade sócio e étnico-cultural - critério étnico-cultural polipátrida: quem tem mais de uma nacionalidade heimatlos ou apátrida: pessoa que não tem nacionalidade. asilo político: recebimento de estrangeiro no território nacional, sem os requisitos de ingresso, a seu pedido, para evitar punição perseguição no seu país de origem, por delito de natureza político-ideológica extradição: é o ato pelo qual um Estado entrega um indivíduo, acusado de um delito, ou já condenado como criminoso, à justiça de outro, que o reclama, e que é competente para julgá-lo e puni-lo. Compete à União legislar sobre – art. 22, XV. Vedada: por crime político ou de opinião, a brasileiro nato, de modo absoluto, e a brasileiro naturalizado, salvo cometido antes da naturalização ou a envolvimento em tráfico de entorpecentes e drogas afins. O pedido é processado e julgado no STF. expulsão: é um modo coativo de retirar o estrangeiro do território nacional por prática de delitos ou atos que o tornem inconveniente. Decidida pelo PR, por meio de decreto. Não se concede quando o estrangeiro tiver cônjuge brasileiro, desde que não separado de fato ou de direito e que o casamento tenha sido celebrado a mais de 5 anos, ou quando tiver filho brasileiro que esteja comprovadamente sob sua guarda e dependência econômica. Deportação: saída compulsória de estrangeiro que entrou ou permaneceu irregularmente no território nacional.

Não há deportação nem exportação nem expulsão de brasileiro, pois não há pena de banimento em nosso ordenamento jurídico (art. 5º, XLVII, d).

DIREITO POLÍTICOS Conjunto de normas que disciplinam os meios necessários ao exercício da soberania popular. Arts. 14 e 15, da CF. A plenitude dos direitos políticos adquire-se após as seguintes etapas: (art. 14) aos 16 anos de idade, pode alistar-se; aos 18 anos é obrigado a alistar-se, e tem direito de ser eleito vereador; aos 21 anos adquire o direito de ser votado para Dep. Fed., Est. , Distrital, Prefeito e Vice e Juiz de paz; aos 30 anos pode ser eleito para Governador e Vice-Governador de Estado e Distrito Federal; aos 35 anos pode ser eleito Presidente, Vice e Senador. Direitos políticos positivos – são os que garantem a participação no poder mediante o sufrágio. Sufrágio – é o direito público subjetivo de natureza política que tem o cidadão de eleger, ser eleito e participar do governo. Pode ser: quanto a extensão – universal ou restrito e quanto a igualdade - igual ou desigual Voto: é a manifestação do sufrágio no plano prático, é o ato político que materializa o direito de votar. Características: secreto, igual, livre, pessoal e direto. Alistamento: diz respeito à capacidade eleitoral ativa, ou seja, capacidade de ser eleitor; Elegibilidade: diz respeito a capacidade eleitoral passiva, capacidade de ser eleito. Inelegibilidade: são impedimentos à capacidade eleitoral passiva – art. 14, § 4º e 7º Desincompatibilização: é o ato pelo qual o candidato se desvencilha da inelegibilidade em tempo de concorrer à eleição (renuncia, exoneramento ou licença). Escrutínio: é o modo pelo qual se recolhem e se apuram os votos nas eleições. Partidos políticos: são pessoas jurídicas de direito privado – art. 17, § 2º, CF

Direitos políticos negativos: são regras que privam o cidadão, pela perda definitiva ou temporária (suspensão) da totalidade dos direitos políticos de votar e ser votado e, ainda, determinam restrições à elegibilidade do cidadão em certas circunstâncias. Só o judiciário pode decidir sobre perda desses direitos

DIREITOS E GARANTIAS INDIVIDUAIS Os direitos públicos subjetivos constituem um complexo de faculdades jurídicas e de poderes que assistem às pessoas e ao Estado. Os direitos subjetivos públicos da pessoa subdividem-se em direitos da pessoa, que a protegem contra o arbítrio do Estado; direitos políticos, que permitem o exercício da cidadania direitos sociais, que obrigam o Estado à prestação de serviços essenciais. A relação dos direitos, garantias e remédios é meramente exemplificativa, não constituindo, portanto, numerus clausus (rol não exaustivo). As normas definidoras de direitos e garantias fundamentais tem aplicação imediata, independentemente da criação de ordenamento infraconstitucional (cf. art. 5º, § 1º) – são normas constitucionais de eficácia plena. Os direitos e garantias individuais foram erigidos ao nível de cláusula pétreas, uma vez que há uma limitação material explícita ao poder constituinte derivado de reforma. Assim, só podem ser ampliados, do contrário, serão imodificáveis. (art. 60, § 4 167, IV – núcleo intangível) Princípio da Isonomia A Constituição consagra que todos são iguais perante a lei e que homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações. Deve ser considerado sob duplo aspecto: o da igualdade na lei e o da igualdade perante a lei. Deste princípio decorrem: princípio da igualdade na justiça, art. 5º, XXXVII e LIII, princípio da igualdade perante a Justiça, art. 5º, XXXV e LXXIV, princípio da igualdade perante a tributação, art. 145, § 1º e art. 150, II, princípio da igualdade sem distinção de sexo e de orientação sexual, princípio da igualdade sem distinção de raça, cor e origem, art. 4º, VIII e art. 5º, XLII, princípio da igualdade sem distinção de idade, art. 7º, XXX e XXXIII e art. 227, § 1º, princípio da igualdade sem distinção de trabalho, art. 7º, IX, XXXII e XXXIV, princípio da igualdade sem distinção de credo religioso, art. 5º, VI e VIII. Princípio da Legalidade

ou excepcionalmente pelo Poder Executivo. 5º. salvo em caso de flagrante delito ou desastre. promotor natural: estão vedadas as designações discricionárias de promotores ad hoc. proibindo as intromissões dos outros homens e do próprio Estado. assegurando-lhe um espaço reservado. senão pela autoridade competente e art. 5º. aplicação judicial da lei. LVI. princípio da garantia de acesso à Justiça – art. bem como sua razoabilidade. O art. 93. e poder recorrer da decisão desfavorável. princípio da igualdade entre as partes. XXXVII. impondo comportamento positivo (ação) ou exigindo conduta negativa (abstenção). no processo. Princípio da Inviolabilidade de Domicílio A garantia visa a proteger a intimidade do homem. XXXV. através de instrumento hábil à sua realização e aplicação. por determinação judicial. publicidade dos atos processuais – art. 5º. motivação das decisões – art. envolve todo ato normativo editado ordinariamente pelo Poder Legislativo. XI diz que. LXXIV. O conceito de lei. 5º. IX. São meios e recursos inerentes à ampla defesa: ter conhecimento claro da imputação. Qualquer comando estatal. a casa é o asilo inviolável do indivíduo. poder apresentar alegações contra a acusação. ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do morador. LIV. ou durante o dia. 5º. a deixar de fazer ou a tolerar que se faça alguma coisa. poder acompanhar a prova produzida e fazer contraprova. que diz que ninguém será processado nem sentenciado. LIII. pode ser compelido a fazer. LX. O devido processo legal pressupõe: elaboração regular e correta da lei. . no desempenho de suas competências constitucionais. 5º. ordenando prestação de ato ou abstenção de fato. senão em virtude de lei. Princípio do Devido Processo Legal Ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal – art. que estabelece que não haverá juízo ou tribunal de exceção. para ser juridicamente válido. princípio de que não são admissíveis. 5º. Princípio decorrentes do devido processo legal: princípio do contraditório e ampla defesa – art. Princípio da Inafastabilidade do controle jurisdicional ou Princípio o direito de ação A lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito – art. 5º. há de emanar de regra legal. juiz natural: são duas as garantias do juiz natural – art. LV: pode ser exprimido na seguinte fórmula: informação necessária + reação possível. a que se refere a Constituição. ou para prestar socorro. 5º.Ninguém. as provas obtidas por meios ilícitos – art. senso de justiça e enquadramento nas preceituações constitucionais. brasileiro ou estrangeiro.

XLVIII. LXIII. Direito à vida. XVII. 84. nos do art. senão pela morte espontânea e inevitável. em defesa de direitos ou contra ilegalidade ou abuso de poder. 5º. 5º. O direito de petição é conferido para que se possa reclamar. XVI. XXXIV. religião. XXI liberdade de ação profissional: é livre o exercício de qualquer trabalho. a honra e a imagem das pessoas – art. arte ou o que for. IV. de se preencher a condição da ação interesse processual. LXV. LXVII. a vida privada. e à privacidade O direito à vida é o primeiro a ser garantido pelo art. incisos XIV. LX. 5º. Direito à informação Previsto no art. 5º. LIV. Direito à liberdade É o direito à escolha. ofício ou profissão. 5º. O direito à liberdade pode ser agrupado em 4 grupos: liberdade da pessoa física (prerrogativa de ir e vir) . além da indenização por dano moral ou à imagem – art. o livre arbítrio. XIX (cf. XXXIII. VI. seus conhecimento. 5º. o que se pense em ciência. atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer – art. "a". A pena de morte só é admitida excepcionalmente. 5º. 5º. o poder de coordenação consciente dos meios necessários à realização pessoal. suas opiniões políticas ou religiosas e seus trabalhos. 5º. pela qual o homem tende a participar a outros suas crenças. liberdade de expressão coletiva: art.direito à tutela jurisdicional não se confunde com o direito de petição. V. a intimidade. Direito de propriedade . 5º. XX. XXXIV. XV. neste último. XL. XIII. XVIII. 5º. no caso de guerra externa declarada. art. A lei penal também não retroagirá para prejudicar o acusado – art. 5º. LV. Aos presos se assegura o respeito a integridade física e moral – art. A característica que diferencia o direito de petição do direito de ação é a necessidade. garantido pelo art. XLV. XXXVI. LVII. Trata-se de liberdade de conteúdo intelectual e supõe o contato do indivíduo com seus semelhantes. XIX. XLVII. XI. São ainda invioláveis. Art. Direito à irretroatividade da lei prejudicial A lei não pode prejudicar o direito adquirido. 5º. LXVI. é o direito de não ter interrompido o processo vital. à opção. LXIV. LXI. junto aos poderes públicos. LXII.art. sendo assegurado o direito de resposta proporcional ao agravo. LXXV liberdade de pensamento: é o direito de exprimir por qualquer forma. VIII. sua concepção do mundo. XLIX. à integridade física e moral. a) A integridade moral é resguardada pela Constituição. LXVIII. o ato jurídico perfeito e a coisa julgada – art.

adolescência e velhice. do CC. fruir e dispor de um bem. 191. Direitos sociais São direitos sociais o direito à saúde. e à assistência dos desamparados – art. LIV. 208. art. art. III. 5º.Consiste no direito de usar. XXVI. II. 184. 3º e 4º. da maternidade e da infância. 170. 185 e incisos. na forma da lei. a defesa dos direitos do consumidor – art. XXVIII. ao lazer. XXIII. à educação. Artigos: art. XXXI. à assistência social. garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos. 70 e 527. 205 e art. 186 e incisos. Direito à educação A educação é dever do Estado e direito de todos – art. amparo às crianças e adolescentes carentes. I. tendo como objetivos básicos: a proteção da família. §§ 2º. 5º. art. à previdência social.art. 182. e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção. independentemente de contribuição social.078/90. Direitos do Consumidor Estado promoverá. ao trabalho. a promoção da integração do mercado de trabalho. proteção e recuperação . art. art. à proteção da maternidade e da infância. todos da CF e art. Para este fim foi criada a Lei 8. à segurança. XXII. Direito à saúde A saúde é direito de todos e dever do Estado. XXVII. Direito à assistência social A assistência social será prestada a quem dela necessitar. Direito ao meio ambiente . XXX. oponível contra qualquer pessoa. 203 e incisos. 183 e § 3º. XXIV. XXXII. 196. art. 215. a habilitação e recuperação de deficientes e sua adaptação à vida comunitária. e a garantia de um salário mínimo de benefício mensal à pessoa portadora de deficiência e ao idoso que comprovarem não possuir meios de prover a própria subsistência – art. 6º. XXV. Direito à cultura Estado garantirá a todos o pleno exercício dos direitos culturais e o acesso às fontes de cultura nacional art. art.

REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS São garantias constitucionais. da CF. Popular – deriva da natureza impessoal do interesse defendido. correição parcial e mandado de segurança. Temos seis institutos. bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida . LXXIII.liminar: é possível. MP é parte sempre . sujeito passivo: litisconsórcio entre entidade lesada. 225. Se negada cabe agravo de instrumento. entidades paraestatais e pessoas jurídicas subvencionadas com dinheiro público. requisitos: só poder ser proposta por cidadão brasileiro. se julgada procedente ou decretada a carência da ação. lesividade ao patrimônio público (erário. sujeito passivo: autoridades públicas e agentes de pessoas jurídicas privadas com atribuição de Poder Público. Se concedida cabe agravo de instrumento. ilegalidade na formação ou no objeto do ato.º 4. só não pode defender o ato. os autores e responsáveis pelo ato e os beneficiários do mesmo.171/65 conceito: é o meio constitucional posto à disposição de qualquer cidadão para obter a invalidação de atos ou contratos administrativos ilegais e lesivos ao patrimônio federal.segue o rito ordinário com algumas adaptações .é parte autônoma. sentença: se procedente o pedido. 5º.Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. medidas utilizadas para tornar efetivo o exercício dos direitos constitucionais.art. meio ambiente. estadual ou municipal.art. repressivo e supletivo. o juiz deverá decretar a invalidade do ato. 5º. . pelos atos praticados com dolo ou culpa. com efeito suspensivo MANDADO DE SEGURANÇA . da coisa do povo. etc) fins da ação: preventivo. da CF e Lei n. ou ao patrimônio de autarquias.art. AÇÃO POPULAR . moralidade. É proposto contra a autoridade coatora e não contra a pessoa jurídica. a condenação ao ressarcimento de perdas e danos por parte dos responsáveis. competência: é determinada pela origem do ato impugnado procedimento . isto é. objeto da ação: é o ato ilegal e lesivo ao patrimônio público. Cabe também apelação voluntária. LXIX. O autor vencido é isento de custas recursos: recurso de ofício.

delimitado na sua extensão e apto a ser exercido no momento da sua impetração. Não cabe MS contra ato de particular. ou seja. qualquer pessoa natural ou jurídica. no ato complexo (se forma pela vontade da autoridade. em 10 dias prestar informações. já que a autoridade superior fez mera conferência. prazo para interposição: 120 dias.Autoridade coatora: será sempre aquela que concretiza a lesão a direito individual como decorrência de sua vontade (aquela que tem poder de desfazer o ato). legitimidade passiva: se os associados estiverem sob a área de atuação de autoridades diferentes. As informações não tem natureza de contestação e sua falta não gera confissão. imediatamente. litisconsórcio – admite-se no polo ativo e passivo direito líquido e certo: é a certeza quanto à situação de fato. mas dependendo de referendo de autoridade superior) é impetrado contra a autoridade inferior que elaborou o ato. natural ou jurídica legitimidade passiva: órgão ou poder incumbido de elaborar a norma procedimento: se não houver necessidade de produção de provas segue o rito do MS. Não há dilação para provas. 5º. LXXI. a sentença. ou seja. 5º.art. É o direito certo quanto a sua existência.estatuto). em 5 dias. havendo dilação probatória segue o rito ordinário. ainda que não tenha praticado o ato (não há litisconsórcio) objeto: as relações jurídicas precisam ser determinadas. No ato colegiado (formado por varias vontades) deve ser impetrado contra o presidente. da CF legitimidade ativa: só pode ser impetrado por partido político com representação no CN ou organismo sindical. O impetrante atua como substituto processual dos associados. seguindo-se. quando declarar a legalidade ou ilegalidade do ato. sujeito ativo: só o próprio titular do direito violado. mas não precisam ser todas demonstradas na inicial MANDADO DE INJUNÇÃO . Pode ser provado documentalmente.art. legitimidade ativa: qualquer pessoa. liminar: é possível sentença: só faz coisa julgada material quanto enfrentar o mérito. é viabilizar o exercício de um direito constitucionalmente previsto e que depende de regulamentação por estar previsto em uma norma constitucional de eficácia jurídica limitada. age em nome próprio na defesa de interesse de terceiro (deve ser autorizada . em defesa dos interesses de seus membros ou associados. procedimento: recebida a petição. . notifica a autoridade para. LXX. entidade de classe ou associação legalmente constituída e em funcionamento há pelo menos um ano. da CF finalidade: em tese. em seguida os autos vão ao MP para parecer. MANDADO DE SEGURANÇA COLETIVO . a impetrada será a que estiver sobre todos.

LXXII. nacional.art. da CF conceito: ação penal de natureza constitucional. no exercício de função pública. sempre que alguém atuar em nome do Estado e. menor. maior. objeto: assegurar o direito de acesso e conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante e o direito à retificação desses dados. 5º. XXXIII . que tem por finalidade proteger a esfera íntima dos indivíduos. possibilitando-lhes a obtenção e retificação de dados e informações constantes de entidades governamentais ou de caráter público. pois invoca a tutela jurisdicional. cuja finalidade é prevenir ou sanar a ocorrência de violência ou coação na liberdade de locomoção. sujeito ativo: qualquer pessoa. deve ser aplicado o MS. há controvérsia espécies: preventivo e liberatório. por ilegalidade ou abuso de poder.art. homem. . se contrário o rito será o ordinário. nesta qualidade. é ação personalíssima.art. Assim. 5º. 5º. sigilo . desde que desnecessária a produção de prova. seu conteúdo é de natureza constitutiva quando visa a retificação. de natureza mandamental. HABEAS CORPUS . devendo preencher as condições da ação.HABEAS DATA . mulher. estrangeiro. da CF conceito: e um remédio constitucional. não exigindo sequer que tenha capacidade postulatória (não precisa ser advogado) sujeito passivo: contra ato de qualquer agente. não depende de prévio pedido administrativo procedimento: enquanto não houver disciplinação legal. capaz. incapaz. A CF não exclui o ato de particular. nem sucessão no direito de pedir. não se admite pedido de terceiros. constranger ilegalmente a liberdade de outrem cabe HC. LXVIII.dispõe que o direito de receber dos órgãos públicos informações não inclui aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado. características: é uma ação.

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