Você está na página 1de 1

32ª Jornada Acadêmica Integrada

SONATINA T.57 PARA FLAUTA E PIANO DE BRENNO BLAUTH:


TRANSCRIÇÃO PARA OBOÉ
Diniz, Adriane; Mota, Lúcius

Departamento de Música Universidade Federal de Santa Maria.

O repertório para oboé no Brasil ainda não é tão numeroso quanto o de outros
instrumentos como, por exemplo, o piano. Por isso, a partir do século XX, oboístas
passaram a instigar compositores a compor para o oboé, visando um aumento no número
de obras para enriquecer o repertório do mesmo, surgindo, com isso, novas obras originais.
(BURGUESS, 2004:196 apud MOTA, 2014). Ao mesmo tempo, outra possibilidade muito
comum foi a de transcrição de peças originalmente escritas para outros instrumentos. O
processo de transcrição de peças de outros instrumentos para aumentar repertório já é
muito utilizado por diversos instrumentos como, por exemplo, o violão que desde o final
do século XVIII já possui inúmeras transcrições. Artigos como: Processo de Transcrição
da parte da harpa para violão de sete cordas do concerto em dó maior KV 299 para
flauta, harpa e orquestra de W. A. Mozart, de Fábio Cirilo Santos Dalla Costa, comprovam
isso. Neste trabalho pretende-se mostrar a possibilidade de acréscimo de repertório para o
oboé a partir da transcrição da Sonatina T.57 para Flauta Transversal em dó ou Flauta
Doce Contralto e piano do ano de 1957 do compositor gaúcho Brenno Blauth. A partir da
análise dos aspectos técnicos presentes na versão original da sonatina, que é para flauta
doce ou transversal (instrumentos que possuem uma digitação bem próxima ao oboé),
pode-se observar que a tessitura, articulações, andamentos e ritmos utilizados são
adequados para um oboísta de nível iniciante executar. Dessa forma, a transcrição dessa
composição para oboé não precisou de adaptações de qualquer natureza, seja de facilitação
de frase ou transposição de registro, ficando, portando, idêntica a composição original,
sendo que a única diferença no resultado sonoro final será a timbrística. Observa-se,
portanto, o quão viável é a transposição da sonatina assim como o quão viável é, como um
todo, a adoção de repertório de outros instrumentos para enriquecer o leque de opções do
oboísta. Esta transcrição faz parte do projeto BRENNO BLAUTH: sonatas e sonatinas.

32ª Jornada Acadêmica Integrada - JAI


Universidade Federal de Santa Maria, 23 a 27 de Outubro de 2017