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NORMA ABNT NBR


BRASILEIRA 6856
Segunda edição
05.02.2015

Válida a partir de
05.03.2015
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Transformador de corrente — Especificação e


ensaios
Current transformers — Specification and tests

ICS 29.180 ISBN 978-85-07-05432-0

Número de referência
ABNT NBR 6856:2015
111 páginas

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Sumário Página

Prefácio...............................................................................................................................................xii
1 Escopo.................................................................................................................................1
2 Referências normativas......................................................................................................1
3 Termos e definições............................................................................................................2
3.1 De transformadores de corrente........................................................................................2
3.2 Definições adicionais para transformadores de medição...............................................8
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3.3 Definições adicionais para transformadores de proteção..............................................9


4 Condições de serviço....................................................................................................... 11
4.1 Condições normais de serviço........................................................................................ 11
4.1.1 Temperatura do ar ambiente............................................................................................ 11
4.1.2 Altitude...............................................................................................................................12
4.1.3 Condições normais de serviço para transformadores de corrente em instalação
não exposta.......................................................................................................................12
4.1.4 Condições normais de serviço para transformadores de corrente em instalação
exposta...............................................................................................................................12
4.1.5 Frequência.........................................................................................................................13
4.2 Condições especiais de serviço......................................................................................13
4.2.1 Altitude...............................................................................................................................13
4.2.2 Temperatura ambiente......................................................................................................14
4.2.3 Frequência.........................................................................................................................14
4.2.4 Vibrações ou tremores de terra.......................................................................................14
4.2.5 Outros fatores a serem considerados como condições especiais de serviço...........14
4.3 Sistemas de aterramento..................................................................................................15
5 Valores nominais...............................................................................................................15
5.1 Valores normalizados de correntes nominais................................................................15
5.1.1 Correntes primárias nominais.........................................................................................15
5.1.2 Correntes secundárias nominais.....................................................................................15
5.2 Fator térmico nominal (Ft)................................................................................................15
5.3 Representações das correntes nominais e relações nominais....................................17
5.4 Valores normalizados de potências e cargas nominais................................................23
5.5 Correntes de curta duração.............................................................................................24
5.5.1 Corrente térmica nominal de curta duração (It).............................................................24
5.5.2 Corrente dinâmica nominal (Id)........................................................................................24
5.6 Limites de elevação de temperatura...............................................................................24
6 Requisitos de projeto........................................................................................................26
6.1 Requisitos de isolamento.................................................................................................26
6.1.1 Níveis de isolamento nominais para enrolamentos primários.....................................26
6.1.2 Outros requisitos para isolamento do enrolamento primário......................................28
6.1.3 Requisitos de isolamento entre seções..........................................................................30
6.1.4 Requisitos de isolamento para enrolamentos secundários.........................................30
6.1.5 Requisitos para isolamento externo...............................................................................30

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6.1.6 Requisitos para tensão de radiointerferência (TRI).......................................................31


6.1.7 Sobretensão transmitida..................................................................................................31
6.1.8 Múltiplos impulsos cortados............................................................................................31
6.1.9 Requisitos de isolamento entre espiras.........................................................................32
6.1.10 Limitação da tensão de circuito aberto...........................................................................32
6.2 Requisitos mecânicos......................................................................................................32
7 Requisitos de exatidão para transformadores de corrente para medição..................33
7.1 Classes para serviço de medição....................................................................................33
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7.2 Classes especiais para serviços de medição.................................................................33


7.3 Condições de funcionamento..........................................................................................36
7.3.1 TC com vários núcleos.....................................................................................................36
7.3.2 Fator de segurança do instrumento para núcleos de medição....................................36
7.3.3 Condições para atendimento às classes de exatidão de medição..............................37
7.3.4 Marcação de placa de identificação para transformadores de corrente de medição..38
8 Requisitos de exatidão para transformadores de corrente para proteção..................38
8.1 Fator-limite de exatidão....................................................................................................38
8.2 Condições de funcionamento..........................................................................................38
8.2.1 TC com vários núcleos.....................................................................................................38
8.2.2 TC com derivação secundária.........................................................................................38
8.3 Classes de exatidão para transformadores de corrente para proteção......................39
8.3.1 Requisitos de exatidão para transformadores de corrente para proteção classe P....39
8.3.2 Requisitos de exatidão para transformadores de corrente para proteção classe PR....40
8.3.3 Requisitos de exatidão para transformadores de corrente para proteção classe PX....41
8.3.4 Requisitos de exatidão para transformadores de corrente para proteção classe PXR.. 43
9 Requisitos gerais..............................................................................................................44
9.1 Materiais isolantes............................................................................................................44
9.1.1 Características do liquido isolante..................................................................................44
9.1.2 Requerimentos para materiais sólidos utilizados em equipamentos..........................45
9.2 Tratamento e acabamento das partes metálicas............................................................45
9.3 Aterramento.......................................................................................................................45
9.4 Polaridade..........................................................................................................................45
9.5 Características para especificação.................................................................................45
10 Marcações..........................................................................................................................46
10.1 Gravação da placa de identificação................................................................................46
10.1.1 Placa de identificação das características nominais do TC.........................................46
10.1.2 Gravação da placa de identificação para serviços de medição e proteção................48
10.1.3 Placa de religações primárias..........................................................................................48
10.1.4 Placa de identificação para TC tipo bucha e de baixa tensão......................................48
10.2 Marcação dos terminais...................................................................................................48
10.2.1 Regra geral.........................................................................................................................48
10.2.2 Identificadores de terminais.............................................................................................48
11 Classificação de ensaios..................................................................................................49
11.1 Ensaios de tipo..................................................................................................................49

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11.2 Ensaios de rotina..............................................................................................................50


11.3 Ensaios especiais.............................................................................................................51
12 Ensaios de tipo..................................................................................................................51
12.1 Elevação de temperatura..................................................................................................51
12.1.1 Objetivo..............................................................................................................................51
12.1.2 Procedimento....................................................................................................................52
12.1.3 Método de ensaio..............................................................................................................52
12.1.4 Critério de aprovação.......................................................................................................56
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12.2 Corrente suportável nominal de curta duração e valor de crista da corrente


suportável..........................................................................................................................57
12.2.1 Objetivo..............................................................................................................................57
12.2.2 Procedimento....................................................................................................................57
12.2.3 Método de ensaio..............................................................................................................57
12.2.4 Critério de aprovação.......................................................................................................59
12.3 Ensaios de impulso...........................................................................................................59
12.3.1 Objetivo..............................................................................................................................59
12.3.2 Procedimento....................................................................................................................59
12.3.3 Método de ensaio..............................................................................................................59
12.3.4 Critério de aprovação.......................................................................................................61
12.4 Tensão suportável à frequência industrial sob chuva para transformadores de uso
externo...............................................................................................................................62
12.4.1 Objetivo..............................................................................................................................62
12.4.2 Procedimento....................................................................................................................62
12.4.3 Método de ensaio..............................................................................................................63
12.4.4 Critério de aprovação.......................................................................................................63
12.5 Tensão de radiointerferência...........................................................................................63
12.5.1 Objetivo..............................................................................................................................63
12.5.2 Procedimento....................................................................................................................63
12.5.3 Método de ensaio..............................................................................................................64
12.5.4 Critério de aprovação.......................................................................................................64
12.6 Resistência ôhmica dos enrolamentos...........................................................................64
12.6.1 Objetivo..............................................................................................................................64
12.6.2 Procedimento....................................................................................................................65
12.6.3 Método de ensaio..............................................................................................................65
12.6.4 Critério de aprovação.......................................................................................................66
12.7 Ensaio de tipo de estanqueidade....................................................................................66
12.7.1 Objetivo..............................................................................................................................66
12.7.2 Procedimento....................................................................................................................66
12.7.3 Método de ensaio..............................................................................................................66
12.7.4 Critério de aprovação.......................................................................................................67
12.8 Exatidão.............................................................................................................................67
12.8.1 Objetivo..............................................................................................................................67
12.8.2 Procedimento....................................................................................................................67

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12.8.3 Método de ensaio..............................................................................................................67


12.8.4 Critério de aprovação.......................................................................................................70
12.9 Erro composto para classes P e PR................................................................................70
12.9.1 Objetivo..............................................................................................................................70
12.9.2 Procedimento....................................................................................................................70
12.9.3 Método de ensaio..............................................................................................................70
12.9.4 Critério de aprovação.......................................................................................................71
13 Ensaios de rotina..............................................................................................................71
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13.1 Verificação de marcação de terminais e polaridade......................................................71


13.1.1 Objetivo..............................................................................................................................71
13.1.2 Procedimento....................................................................................................................71
13.1.3 Método de ensaio..............................................................................................................71
13.1.4 Método da corrente contínua...........................................................................................72
13.1.5 Critério de aprovação.......................................................................................................73
13.2 Ensaio de tensão suportável à frequência industrial a seco no primário...................73
13.2.1 Objetivo..............................................................................................................................73
13.2.2 Procedimento e método de ensaio..................................................................................73
13.2.3 Critério de aprovação.......................................................................................................74
13.3 Medição de descargas parciais.......................................................................................74
13.3.1 Objetivo..............................................................................................................................74
13.3.2 Procedimento....................................................................................................................74
13.3.3 Métodos de ensaio............................................................................................................76
13.3.4 Critério de aprovação.......................................................................................................76
13.4 Medição de capacitância e fator de perdas dielétricas.................................................77
13.4.1 Objetivo..............................................................................................................................77
13.4.2 Procedimento....................................................................................................................77
13.4.3 Método de ensaio..............................................................................................................77
13.4.4 Critério de aprovação.......................................................................................................78
13.5 Ensaio de tensão de tensão suportável à frequência industrial em enrolamentos
secundários e entre seções do primário........................................................................79
13.5.1 Objetivo..............................................................................................................................79
13.5.2 Procedimento....................................................................................................................79
13.5.3 Método de ensaio..............................................................................................................79
13.5.4 Critério de aprovação.......................................................................................................79
13.6 Ensaio de sobretensão entre espiras..............................................................................79
13.6.1 Objetivo..............................................................................................................................79
13.6.2 Procedimento....................................................................................................................80
13.6.3 Métodos de ensaio............................................................................................................80
13.6.4 Critério de aprovação.......................................................................................................82
13.7 Ensaio de estanqueidade.................................................................................................82
13.7.1 Objetivo..............................................................................................................................82
13.7.2 Procedimento....................................................................................................................82
13.7.3 Método de ensaio..............................................................................................................82

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13.7.4 Critério de aprovação.......................................................................................................82


13.8 Ensaio de exatidão............................................................................................................83
13.8.1 Objetivo..............................................................................................................................83
13.8.2 Procedimento....................................................................................................................83
13.8.3 Método de ensaio..............................................................................................................83
13.8.4 Critério de aprovação.......................................................................................................84
13.9 Ensaio de fator de segurança do instrumento...............................................................84
13.9.1 Objetivo..............................................................................................................................84
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13.9.2 Procedimento e método de ensaio..................................................................................84


13.9.3 Critério de aprovação.......................................................................................................84
13.10 Erro Composto para classes P e PR...............................................................................84
13.10.1 Objetivo..............................................................................................................................84
13.10.2 Procedimento....................................................................................................................85
13.10.3 Método de ensaio..............................................................................................................85
13.10.4 Critério de aprovação.......................................................................................................85
13.11 Característica de excitação..............................................................................................85
13.11.1 Objetivo..............................................................................................................................85
13.11.2 Procedimento....................................................................................................................85
13.11.1 Método de ensaio..............................................................................................................86
13.11.4 Critério de aprovação.......................................................................................................87
13.12 Ensaios no óleo mineral isolante....................................................................................87
13.12.1 Objetivo..............................................................................................................................87
13.12.2 Procedimento....................................................................................................................87
13.12.3 Método de ensaio..............................................................................................................87
13.12.4 Critério de aprovação.......................................................................................................88
14 Ensaios especiais.............................................................................................................88
14.1 Ensaios mecânicos...........................................................................................................88
14.1.1 Objetivo..............................................................................................................................88
14.1.2 Procedimento....................................................................................................................88
14.1.3 Método de ensaio..............................................................................................................88
14.1.4 Critério de aprovação.......................................................................................................88
14.2 Medição das sobretensões transmitidas........................................................................89
14.2.1 Objetivo..............................................................................................................................89
14.2.2 Procedimento....................................................................................................................89
14.2.3 Método de ensaio..............................................................................................................90
14.2.4 Critério de aprovação.......................................................................................................92
14.3 Múltiplos impulsos cortados............................................................................................92
14.3.1 Objetivo..............................................................................................................................92
14.3.2 Procedimento....................................................................................................................92
14.3.3 Método de ensaio..............................................................................................................92
14.3.4 Critério de aprovação.......................................................................................................93
14.4 Sobretensão sustentada...................................................................................................93
14.4.1 Objetivo..............................................................................................................................93

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14.4.2 Procedimento e método de ensaio..................................................................................93


14.4.3 Critério de aprovação.......................................................................................................94
14.5 Tensão de circuito aberto.................................................................................................94
14.5.1 Objetivo..............................................................................................................................94
14.5.2 Procedimento....................................................................................................................94
14.5.3 Método de ensaio..............................................................................................................95
14.5.4 Critério de aprovação.......................................................................................................95
Anexo A (informativo) Método alternativo para avaliação da elevação de temperatura
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considerando a influência das perdas dielétricas.........................................................96


Anexo B (normativo) Método para determinação da constante de tempo térmica.......................98
Anexo C (normativo) Levantamento da característica de excitação para classes PR e PXR....100
C.1 Método em corrente alternada.......................................................................................100
C.2 Método em corrente contínua........................................................................................101
C.3 Método da descarga capacitiva.....................................................................................103
Anexo D (normativo) Transformadores de corrente para uso em proteção classes P, PR........105
D.1 Diagrama de vetores.......................................................................................................105
D.2 Correção de espiras........................................................................................................105
D.3 O triângulo do erro..........................................................................................................106
D.4 Erro composto.................................................................................................................106
D.5 Ensaio direto de erro composto....................................................................................107
D.6 Método alternativo para medições diretas de erro composto....................................108
D.7 Uso do erro composto....................................................................................................109
Anexo E (informativo) Exemplo de folha de dados técnicos garantidos.................................... 110
Bibliografia........................................................................................................................................ 111

Figuras
Figura 1 – Fator de correção da altitude..........................................................................................13
Figura 2 – Fator de correção da elevação de temperatura em relação à altitude........................25
Figura 3 – Paralelogramos para classes 0,3 e 0,3S........................................................................34
Figura 4 – Paralelogramos para classes 0,6 e 0,6S........................................................................35
Figura 5 – Paralelogramos para classe 1,2......................................................................................36
Figura 6 – Exemplo da placa de identificação.................................................................................47
Figura 7 – Circuito de ensaio de elevação de temperatura somente com aplicação
de corrente.........................................................................................................................53
Figura 8 – Circuito de ensaio de elevação de temperatura com aplicação simultânea
de tensão e corrente, com alimentação de corrente pelos secundários.....................53
Figura 9 – Circuito de ensaio de elevação de temperatura com aplicação simultânea
de tensão e corrente, com alimentação de corrente pelo primário..............................53
Figura 10 – Determinação da temperatura dos enrolamentos pela medição da resistência......56
Figura 11 – Arranjo para ensaio de curto-circuito...........................................................................58
Figura 12 – Verificação da tensão suportável de impulso.............................................................60

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Figura 13 – Circuito para medição da tensão de radiointerferência.............................................64


Figura 14 – Esquema de ligação para medição da resistência ôhmica
dos enrolamentos por meio do método de queda de tensão.......................................65
Figura 15 – Circuito para ensaio de exatidão pelo método relativo..............................................68
Figura 16 – Desmagnetização energizando-se o enrolamento de maior número de espiras.....69
Figura 17 – Desmagnetização energizando-se o enrolamentode menor número de espiras.....70
Figura 18 – Determinação da polaridade pelo método de comparação com um TC
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de polaridade conhecida..................................................................................................72
Figura 19 – Determinação da polaridade pelo método de corrente contínua – Método a).........73
Figura 20 – Determinação da polaridade pelo método de corrente contínua – Método b).........73
Figura 21 – Circuito de ensaio para medição de descargas parciais tipo A
(impedância de medição em série com o equipamento sob ensaio)...........................74
Figura 22 – Circuito de ensaio para medição de descargas parciais tipo B
(impedância de medição em série com o capacitor de acoplamento).........................75
Figura 23 – Circuito de ensaio para medição de descargas parciais tipo C (circuito
balanceado).......................................................................................................................75
Figura 24 – Circuito de ensaio para transformador sem terminal especial
para medição de tangente delta.......................................................................................78
Figura 25 – Circuito de ensaio para transformador com terminal especial
para medição de tangente delta.......................................................................................78
Figura 26 – Circuito de ensaio para tensão suportável à frequência industrial
entre secundários ou entre seções do primário............................................................79
Figura 27 – Circuito para ensaio de sobretensão entre espiras conforme procedimento A......81
Figura 28 – Circuito para ensaio de sobretensão entre espiras conforme procedimento B......81
Figura 29 – Medição das sobretensões transmitidas – Circuito de ensaio e arranjo
para TC de subestação isolada a gás.............................................................................91
Figura 30 – Circuito de ensaio para medição das sobretensões transmitidas –
Arranjo geral......................................................................................................................91
Figura 31 – Medição das sobretensões transmitidas – Formas de onda de ensaio....................92
Figura 32 – Circuito de ensaio para medição da tensão de circuito aberto.................................95
Figura B.1 – Extrapolação gráfica para o valor final da elevação de temperatura......................99
Figura C.1 – Circuito básico para levantamento da característica de excitação.......................100
Figura C.2 – Determinação do fator de remanência pelo laço de histerese...............................101
Figura C.3 – Circuito de ensaio para método em corrente contínua..........................................102
Figura C.4 – Registros típicos do método em corrente contínua................................................102
Figura C.5 – Circuito para o método de descarga capacitiva......................................................103
Figura C.6 – Registros típicos para o método da descarga capacitiva......................................103
Figura D.1 – Diagrama fasorial........................................................................................................105
Figura D.2 – Detalhe do diagrama fasorial.....................................................................................106
Figura D.3 – Corrente de excitação, corrente secundária e corrente primária..........................107
Figura D.4 – Circuito de ensaio pelo método direto.....................................................................107

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Figura D.5 – Circuito básico para a medição direta do erro composto para transformadores
de corrente que possuem relação de transformação nominal diferindo de
unidade.............................................................................................................................108
Figura D.6 – Método alternativo para medição direta de erro composto...................................108

Tabelas
Tabela 1 – Condições de temperatura.............................................................................................. 11
Tabela 2 – Sinais para representação de correntes nominais e relações nominais....................17
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Tabela 3 – Relações nominais simples............................................................................................17


Tabela 4 – Relações nominais duplas..............................................................................................18
Tabela 5 – Relações nominais triplas...............................................................................................18
Tabela 6 – Exemplos de relações nominais e marcações de terminais........................................19
Tabela 7 – Relações nominais múltiplas..........................................................................................21
Tabela 8 – Características das cargas com fator de potência 0,9 para corrente secundária
nominal de 5 A...................................................................................................................23
Tabela 9 – Características das cargas com fator de potência 0,5 e corrente secundária nominal
de 5 A..................................................................................................................................23
Tabela 10 – Características das cargas com fator de potência 1 para corrente secundária
nominal de 1 A...................................................................................................................23
Tabela 11 – Características das cargas com fator de potência 0,9 para corrente secundária
nominal de 1 A...................................................................................................................23
Tabela 12 – Limites de elevação de temperatura............................................................................26
Tabela 13 – Níveis de isolamento nominal para equipamento com Um ≤ 245 kV.........................27
Tabela 14 – Níveis de isolamento nominal para equipamento com Um ≥ 300 kV.........................28
Tabela 15 – Tensões para ensaio de descargas parciais e respectivos níveis permissíveis
aplicáveis a transformadores de corrente com isolamento sólido com tensão
máxima ≤ 36,2kV................................................................................................................29
Tabela 16 – Tensões para ensaio de descargas parciais e respectivos níveis permissíveis
aplicáveis a transformadores de corrente com isolamento sólido com tensão máxima
> 36,2 kV e a transformadores de corrente com isolamento líquido para qualquer
tensão.................................................................................................................................29
Tabela 17 – Distâncias de escoamento externo..............................................................................30
Tabela 18 – Níveis de poluição .........................................................................................................31
Tabela 19 – Valores de ensaio de suportabilidade mecânica estática..........................................33
Tabela 20 – Caracterização das classes de proteção.....................................................................39
Tabela 21 – Limites de erro para transformadores de corrente para proteção classe P.............39
Tabela 22 – Limites de erro para transformadores de corrente para proteção classe PR..........40
Tabela 23 – Classes de temperatura de materiais isolantes..........................................................44
Tabela 24 – Distâncias entre condutores para arranjo de ensaios de curto-circuito para
Um ≤ 245 kV........................................................................................................................58
Tabela 25 – Distâncias entre condutores para arranjo de ensaios de curto-circuito para
Um ≥ 245 kV........................................................................................................................58

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Tabela 26 – Condições de precipitação para ensaio sob chuva à frequência industrial e de


impulso de manobra.........................................................................................................62
Tabela 27 – Valores para ensaio de estanqueidade........................................................................66
Tabela 28 – Valores para ensaios de estanqueidade a frio............................................................82
Tabela 29 – Modos de aplicação das cargas de ensaio nos terminais primários........................89
Tabela 30 – Limites de sobretensões transmitidas.........................................................................89
Tabela A.1 – Valores para ensaios de estanqueidade a frio...........................................................96
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Prefácio

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é o Foro Nacional de Normalização. As Normas


Brasileiras, cujo conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros (ABNT/CB), dos Organismos
de Normalização Setorial (ABNT/ONS) e das Comissões de Estudo Especiais (ABNT/CEE),
são elaboradas por Comissões de Estudo (CE), formadas pelas partes interessadas no tema objeto
da normalização.

Os Documentos Técnicos ABNT são elaborados conforme as regras da Diretiva ABNT, Parte 2.
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A ABNT chama a atenção para que, apesar de ter sido solicitada manifestação sobre eventuais direitos
de patentes durante a Consulta Nacional, estes podem ocorrer e devem ser comunicados à ABNT
a qualquer momento (Lei nº 9.279, de 14 de maio de 1996).

Ressalta-se que Normas Brasileiras podem ser objeto de citação em Regulamentos Técnicos. Nestes
casos, os Órgãos responsáveis pelos Regulamentos Técnicos podem determinar outras datas para
exigência dos requisitos desta Norma, independentemente de sua data de entrada em vigor.

A ABNT NBR 6856 foi elaborada no Comitê Brasileiro de Eletricidade (ABNT/CB-03), pela
Comissão de Estudo de Transformadores para Instrumentos (CE-03:038.01). O Projeto circulou
em Consulta Nacional conforme Edital nº 10, de 30.10.2014 a 30.12.2014, com o número de
Projeto ABNT NBR 6856.

Esta segunda edição cancela e substitui a edição anterior (ABNT NBR 6856:1992), a qual foi tecnica-
mente revisada.

O Escopo desta Norma Brasileira em inglês é o seguinte:

Scope
This Standard establishes the performance features for current transformers (CT) for metering,
protection and control services. Specific requirements for current transformers for laboratories and
optical transducers are not included in this Standard.

This Standard is not applicable for: polyphase CT, gas insulated CT, Optical CT, CT for transient
response and other devices designed to obtain reduced currents from a primary circuit but those does
not comply with current transformer definition.

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NORMA BRASILEIRA ABNT NBR 6856:2015

Transformador de corrente — Especificação e ensaios

1 Escopo
Esta Norma estabelece as características de desempenho de transformadores de corrente (TC)
destinados a serviços de medição, controle e proteção. Os requisitos específicos para transformadores
de corrente para uso em laboratórios e transdutores ópticos não estão incluídos nesta Norma.
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Esta Norma não se aplica a: TC polifásicos, TC isolados a gás, TC óptico, TC para resposta em
regime transitório e outros dispositivos destinados a obter correntes reduzidas de um circuito primário,
mas que não se enquadrem nas definições de TC.

2 Referências normativas
Os documentos relacionados a seguir são indispensáveis à aplicação deste documento.
Para referências datadas, aplicam-se somente as edições citadas. Para referências não datadas,
aplicam-se as edições mais recentes do referido documento (incluindo emendas).

ABNT NBR 6234, Método de ensaio para a determinação da tensão interfacial de óleo-água

ABNT NBR 6939, Coordenação do isolamento – Procedimento

ABNT NBR 6940, Técnicas de ensaios elétricos de alta-tensão – Medição de descargas parciais

ABNT NBR 7148, Petróleo e derivados de petróleo – Determinação da massa específica, densidade
relativa e “API” – Método do densímetro

ABNT NBR 8840, Diretrizes para amostragem de líquidos isolantes

ABNT NBR 10576, Óleo mineral isolante de equipamentos elétricos – Diretrizes para supervisão
e manutenção

ABNT NBR 10710, Líquido isolante elétrico – Determinação do teor de água

ABNT NBR 12133, Líquidos isolantes elétricos – Determinação do fator de perdas dielétricas
e da permissividade relativa (constante dielétrica) – Método de ensaio

ABNT NBR 14248, Produtos de petróleo – Determinação do número de acidez e de basicidade –


Método do indicador

ABNT NBR IEC 60060-1, Técnicas de ensaios elétricos de alta-tensão – Parte 1: Definições gerais
e requisitos de ensaio

ABNT NBR IEC 60085, Isolação elétrica – Avaliação térmica e designição

ABNT NBR IEC 60156, Líquidos isolantes – Determinação da rigidez dielétrica à frequência industrial –
Método de ensaio

IEC 60028, International standard of resistance for copper

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IEC 60121, Recommendation for commercial annealed aluminium electrical conductor wire

IEC 60455 (all parts), Resin based reactive compounds used for electrical insulation

CISPR/TR 18-2, Radio interference characteristics of overhead power lines and high-voltage
equipment – Part 2: Methods of measurement and procedure for determining limits

3 Termos e definições
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Para os efeitos deste documento, aplicam-se os seguintes termos e definições.

3.1 De transformadores de corrente

3.1.1
ângulo de fase
diferença em fase entre os fasores da corrente primária e da corrente secundária, cuja direção
dos fasores é escolhida de forma que o ângulo seja zero para um transformador ideal. Este ângulo
é convencionalmente designado pela letra grega “beta” (β) e é considerado positivo quando o fasor
da corrente secundária está adiantado em relação ao fasor da corrente primária. O ângulo de fase
é expresso normalmente em minutos ou centirradianos

NOTA Esta definição só é válida para correntes senoidais.

3.1.2
carga
impedância do circuito secundário externo de um transformador para instrumentos expressa pela
potência aparente absorvida em volts-ampères, com um fator de potência especificado e à corrente
secundária nominal

3.1.3
carga nominal
carga na qual se baseiam os requisitos de exatidão de um transformador para instrumentos

3.1.4
carga resistiva nominal
Rc
valor nominal da carga resistiva conectada aos terminais secundários, expresso em ohms

3.1.5
circuito secundário externo
circuito externo alimentado pelo enrolamento secundário de um transformador para instrumentos

3.1.6
classe de exatidão
designação dada a um transformador de corrente quando os erros dele permanecem dentro de limites
especificados sob condições prescritas de uso

3.1.7
corrente de excitação
Ie
valor eficaz de corrente que percorre o enrolamento secundário de um transformador de corrente
quando se aplica, aos seus terminais, uma tensão senoidal de frequência nominal, estando o enrola-
mento primário e os outros enrolamentos em aberto

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3.1.8
corrente primária
corrente que percorre o enrolamento primário de um transformador de corrente

3.1.9
corrente primária nominal
Ip
valor da corrente primária que consta da especificação de um transformador de corrente e que deter-
mina as suas condições de funcionamento
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3.1.10
corrente residual
soma algébrica dos valores instantâneos das três correntes de linha, em um sistema trifásico

3.1.11
corrente secundária
corrente que flui no enrolamento secundário e no circuito secundário de um transformador de corrente,
quando se aplica corrente no primário

3.1.12
corrente secundária nominal
Is
valor da corrente primária que consta da especificação de um transformador de corrente e que deter-
mina as suas condições de funcionamento

3.1.13
corrente térmica nominal de curta duração
It
valor eficaz máximo da corrente primária que o transformador será capaz de suportar por um curto
tempo especificado sem sofrer efeitos danosos, com os enrolamentos secundários curto-circuitados

3.1.14
corrente dinâmica nominal
Id
valor de crista da corrente primária que o transformador suportará sem ser elétrica ou mecanicamente
danificado pelas forças eletromagnéticas resultantes, com os terminais dos enrolamentos secundários
curto-circuitados

3.1.15
corrente térmica contínua nominal
valor da corrente máxima que pode circular continuamente no enrolamento primário, estando o enrola-
mento secundário conectado à carga nominal, sem que a elevação de temperatura exceda os valores
especificados. Este valor corresponde ao produto da corrente nominal pelo fator térmico

3.1.16
enrolamento primário
enrolamento pelo qual flui a corrente a ser transformada

3.1.17
enrolamento secundário
enrolamento que alimenta circuitos de corrente de instrumentos de medição, dispositivos de proteção
ou dispositivos de controle

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3.1.18
erro de corrente (erro de relação)
valor porcentual, referido à corrente primária, da diferença da corrente secundária multiplicada pela
relação nominal e a corrente eficaz primária, em regime senoidal obtido pela equação
Rn × Is − Ip
Er (%) = × 100
Ip
onde
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Rn é a relação nominal do TC;

Is é o valor eficaz da corrente secundária;

Ip é o valor eficaz da corrente primária.

3.1.19
erro de corrente composto
em regime permanente, o valor eficaz da diferença entre os valores instantâneos da corrente primária,
e os valores instantâneos da corrente secundária multiplicada pela relação de transformação nominal.
Os sinais positivos das correntes primária e secundária correspondem às convenções adotadas para
marcação dos terminais. O erro composto Ec é expresso geralmente em porcentual do valor eficaz
da corrente primária conforme a equação a seguir
T 1/ 2
1 1 2

Ec (%) = 
Ip T
(
∫ Rn × i s − ip ) dt  × 100
 0 

onde

Ip é o valor eficaz da corrente primária;

Rn é a relação nominal do TC;

ip é o valor instantâneo da corrente primária;

is é o valor instantâneo da corrente secundária;

T é a duração de um ciclo da corrente primária.

3.1.20
fator térmico
Ft
fator que multiplica a corrente primária nominal de um transformador de corrente para obter a corrente
primária máxima que ele é capaz de conduzir em regime contínuo à frequência nominal e com a maior
carga especificada, sem exceder os limites de elevação de temperatura e da classe de exatidão
especificados

3.1.21
fator de falta à terra
em um dado local de um sistema trifásico e para uma dada configuração do sistema, é a razão
do máximo valor eficaz de tensão fase-terra de frequência fundamental, em uma fase sem problemas,
durante uma falta fase-terra afetando uma ou mais fases em qualquer ponto do sistema, para o valor
eficaz de tensão fase-terra de frequência fundamental que poderia ser obtido no mesmo local
na ausência de tal falta

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3.1.22
fator de correção da relação
FCR
fator pelo qual é multiplicada a relação nominal de um transformador para instrumentos para se obter
a sua relação real em uma dada condição de funcionamento

3.1.23
frequência nominal
valor da frequência no qual os requisitos desta Norma são baseados
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3.1.24
instalação exposta
instalação na qual o equipamento está sujeito a sobretensões de origem atmosférica

NOTA Normalmente tais instalações são ligadas diretamente a linhas de transmissão ou por meio de um
cabo de pequeno comprimento.

3.1.25
instalação não exposta
instalação na qual o equipamento não está sujeito a sobretensões de origem atmosférica

NOTA Normalmente tais instalações são ligadas a redes de cabos subterrâneos.

3.1.26
nível de isolamento nominal
conjunto de tensões suportáveis normalizadas que caracterizam a suportabilidade dielétrica do isola-
mento

3.1.27
potência nominal
valor da potência aparente (em volts-ampères, com fator de potência especificado) suprida pelo
transformador, por meio do circuito secundário, à corrente secundária nominal e com carga nominal
conectada a ele, mantendo a exatidão especificada

3.1.28
relação nominal
Rn
razão da corrente primária nominal para a corrente secundária nominal

3.1.29
relação real
Rr
razão do valor eficaz da corrente primária para o valor eficaz da corrente secundária em condições
especificadas

3.1.30
resistência do enrolamento secundário
Rtc
resistência em corrente contínua do enrolamento secundário expressa em ohms, corrigida a 75 °C
ou a outra temperatura especificada

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3.1.31
resistência do enrolamento secundário
Rs
resistência total da malha secundária, incluindo a resistência do enrolamento secundário corrigida
para 75 °C, salvo se especificado de outra maneira, e a resistência de todas as cargas conectadas

3.1.32
sistema com neutro aterrado por meio de impedância
sistema no qual um ou mais pontos neutros são aterrados por meio de impedâncias para limitar
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correntes de falta à terra

3.1.33
sistema com neutro eficazmente aterrado
sistema no qual o neutro é ligado solidamente à terra ou por meio de uma resistência ou reatância
de valor suficientemente baixo para reduzir oscilações transitórias e proporcionar uma corrente
suficiente para proteção seletiva de falta à terra. Um sistema trifásico com neutro eficazmente aterrado
em uma determinada localização é um sistema caracterizado neste ponto por um fator de falta à terra
menor que 1,4

NOTA Esta condição é obtida aproximadamente quando, para todas as configurações do sistema,
a relação de reatância de sequência zero para a reatância de sequência positiva é menor que três e a relação
de resistência de sequência zero para a reatância de sequência positiva é < 1.

3.1.34
sistema com neutro isolado
sistema onde o ponto neutro não é intencionalmente conectado à terra

3.1.35
sistema com neutro ressonante
sistema no qual um ou mais pontos neutros são ligados à terra por reatâncias que compensam
aproximadamente a componente capacitiva da corrente de falta fase-terra

NOTA Com aterramento ressonante de um sistema, a corrente residual na falta é limitada a um valor tal
que o arco no ar, decorrente da falta, é normalmente autoextinguível.

3.1.36
sistema com neutro solidamente aterrado
sistema no qual um ou mais pontos neutros são aterrados diretamente

3.1.37
tensão máxima do equipamento
Um
maior valor eficaz da tensão fase-fase para o qual o transformador é projetado relativamente ao seu
isolamento

3.1.38
transformador para instrumentos
transformador que alimenta instrumentos de medição, dispositivos de controle ou dispositivos
de proteção

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3.1.39
transformador de corrente
TC
transformador para instrumentos, cujo enrolamento primário é ligado em série em um circuito elétrico,
e que reproduz, no seu circuito secundário, uma corrente proporcional à do seu circuito primário,
com sua posição fasorial substancialmente mantida. Os transformadores de corrente destinam-se
à proteção e à medição

3.1.40
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transformador de corrente auxiliar


transformador de corrente, usualmente inserido no circuito secundário de um outro transformador,
destinado a alterar a sua relação nominal ou melhorar seu fator de segurança

3.1.41
transformador de corrente de múltipla relação
transformador de corrente no qual várias relações são obtidas conectando seções do enrolamento
primário em série ou em paralelo ou por meio de derivações do enrolamento secundário

3.1.42
transformador de corrente tipo janela com núcleo separável
transformador de corrente tipo janela em que parte do núcleo é separável ou basculante, para facilitar
o enlaçamento do condutor primário

3.1.43
transformador de núcleo único
transformador de corrente com um único núcleo magnético, para um enrolamento secundário
e um enrolamento primário

3.1.44
transformador de corrente de vários enrolamentos primários
transformador de corrente com vários enrolamentos primários distintos e isolados separadamente

3.1.45
transformador de corrente de vários núcleos
transformador de corrente com vários enrolamentos secundários isolados separadamente e montados
cada um em seu próprio núcleo, enlaçados por um único enrolamento primário

3.1.46
transformador de corrente residual
transformador ou grupo de três transformadores de corrente, ligados de modo a transformar somente
a corrente residual

3.1.47
transformador de corrente tipo barra
transformador de corrente cujo enrolamento primário é constituído por uma barra, montada perma-
nentemente através do núcleo do transformador

3.1.48
transformador de corrente tipo bucha
transformador de corrente tipo janela projetado para ser instalado sobre uma bucha de um equipamento
elétrico

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3.1.49
transformador de corrente tipo enrolado
transformador de corrente cujo enrolamento primário é constituído por uma ou mais espiras, envolvendo
mecanicamente o núcleo do transformador

3.1.50
transformador de corrente tipo janela
transformador de corrente sem primário próprio, construído com uma abertura por onde passa
um condutor que forma o circuito primário
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3.1.51
transformador de corrente tipo pedestal
transformador de corrente construído de modo a servir de suporte para o condutor primário

3.1.52
transformador de corrente totalizador
transformador de corrente destinado a medir a soma de valores instantâneos de correntes de mesma
frequência, em um sistema de potência

3.2 Definições adicionais para transformadores de medição

3.2.1
transformador de corrente para medição
transformador de corrente destinado a fornecer sinais para instrumentos de medição ou medidores

3.2.2
corrente primária nominal limite para instrumentos
ipl
valor mínimo da corrente primária para o qual o erro composto do TC de medição é igual ou superior
a 10 %, submetido à carga secundária igual à carga nominal

3.2.3
fator de segurança
FS
fator que multiplica a corrente primária nominal de um transformador de corrente, para obter o valor
de corrente primária para o qual o erro de corrente composto é igual ou superior a 10 %

NOTA 1 O fator de segurança é afetado pela carga conectada no enrolamento secundário.

NOTA 2 O fator de segurança é aplicável apenas a núcleos exclusivos para serviços de medição.

3.2.4
força eletromotriz secundária limite de exatidão para medição
Elem
é o produto do fator de segurança pela corrente secundária nominal e pela soma vetorial da carga
de exatidão e da impedância do enrolamento secundário

Elem = FS × Is × (Rc + Rtc )2 + ( X c + X tc )2


onde

Rtc é a resistência corrigida a 75 °C;

Xtc é a reatância do enrolamento secundário;

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Rc é a resistência da carga nominal;

Xc é a reatância da carga nominal.

3.3 Definições adicionais para transformadores de proteção

3.3.1
constante de tempo nominal da malha secundária
Ts
valor da constante de tempo da malha secundária do TC determinada a partir do somatório das indu-
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tâncias magnetizantes e de dispersão (Ls) e da resistência (Rs) da malha secundária


L
Ts = s
Rs
3.3.2
corrente primária limite de exatidão
valor da corrente primária para o qual o TC cumprirá os valores requeridos de erro composto

3.3.3
curva de excitação
curva apresentada sob forma de gráfico ou tabela, mostrando a relação entre o valor eficaz da corrente
de excitação e o valor eficaz da força eletromotriz senoidal aplicada aos terminais secundários de um TC,
com o primário e os outros enrolamentos abertos. Levanta-se uma quantidade de valores que permitam
traçar esta curva característica desde os menores níveis de excitação até pelo menos 110 % do valor
da força eletromotriz nominal do ponto de joelho

3.3.4
erro de relação de espiras
diferença entre os valores nominal e real da relação do número de espiras expresso em porcentagem
relação do número de espiras real – relação do número de espiras nominal
erro de relação (%) = × 100
relação do número de espiras nominal
3.3.5
fator de dimensionamento
Kx
fator definido pelo usuário que corresponde ao número de vezes da corrente nominal secundária (Is)
até o qual é solicitado ao transformador atender aos requisitos de desempenho exigidos

3.3.6 fator de remanência


Kr
a relação
ψ
Kr = 100 × r , expresso em %
ψs

3.3.7
fator-limite de exatidão
Fle
fator que multiplica a corrente primária nominal de um TC, para obter a corrente primária satisfazendo
os requisitos de erro composto de corrente

NOTA O fator-limite de exatidão é aplicável apenas a núcleos exclusivos para serviços de proteção.

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3.3.8
força eletromotriz do ponto de joelho
Ek
valor eficaz da força eletromotriz senoidal de frequência nominal aplicada aos terminais de um TC
com os outros enrolamentos em aberto onde um acréscimo de 10 % da tensão provoca um aumento
de 50 % da corrente de excitação

3.3.9
força eletromotriz do ponto de joelho nominal
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limite inferior da força eletromotriz do ponto de joelho para um transformador de corrente de proteção
classe PX ou PXR

3.3.10
força eletromotriz limite de exatidão para proteção
produto do fator-limite de exatidão pela corrente secundária nominal e pela soma vetorial da carga
nominal e da impedância do enrolamento secundário

Ele = Fle × Is × (Rc + Rtc )2 + ( X c + X tc )2

onde

Rtc é a resistência corrigida a 75 °C;

Xtc é a reatância do enrolamento secundário;

Rc é a resistência da carga nominal;

Xc é a reatância da carga nominal.

3.3.11
fluxo de saturação
ψsat
máximo valor de fluxo concatenado secundário de um TC que corresponde à saturação magnética
do material do núcleo

3.3.12
fluxo remanescente
ψr
valor do fluxo que permanecerá no núcleo após 3 min da interrupção de uma corrente de excitação
de valor suficiente para induzir o fluxo de saturação definido em 3.3.11

3.3.13
relação de espiras nominal
relação entre o número de espiras do enrolamento primário e do enrolamento secundário

(Exemplo) 1 1/900 (1 espira primária com 900 espiras secundárias).

(Exemplo) 2 2/1 800 (um transformador de corrente similar ao Exemplo 1, porém utilizando duas espiras
no primário).

3.3.14
transformador de corrente de proteção classe P
transformador de corrente de proteção sem limite para o fluxo remanescente para o qual é especificado
o comportamento de saturação para um curto-circuito simétrico

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3.3.15
transformador de corrente de proteção classe PR
transformador de corrente com limite para o fluxo remanescente para o qual é especificado o compor-
tamento de saturação para um curto-circuito simétrico

3.3.16
transformador de corrente de proteção classe PX
transformador de baixa reatância de dispersão para o qual o conhecimento da curva de excitação,
da resistência secundária, da resistência da carga secundária e da relação do número de espiras
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é suficiente para avaliar o seu desempenho em relação ao sistema de proteção ao qual está conectado

3.3.17
transformador de corrente de proteção classe PXR
transformador de corrente de proteção com limite para o fluxo remanescente para o qual o conhecimento
da curva de excitação, da resistência secundária, da resistência da carga secundária e da relação
de espiras é suficiente para avaliar o seu desempenho em relação ao sistema de proteção ao qual está
conectado

NOTA Um crescente número de situações ocorrem, nos quais baixas correntes de componente contínua
fluem continuamente através dos transformadores de corrente. Portanto, de forma a impedir que o TC avance
para a saturação, transformadores de corrente com entreferros, mas com a mesma especificação da classe PX,
são utilizados.

3.3.18
transformador de corrente para proteção
transformador de corrente destinado a fornecer sinais para dispositivos de proteção ou controle

4 Condições de serviço
Devem ser consideradas condições normais de serviço, transporte e instalação as condições especi-
ficadas em 4.1.

Devem ser consideradas condições especiais as que podem exigir construção especial e/ou revisão
de algum valor nominal e/ou cuidados especiais no transporte, instalação ou funcionamento do TC,
e que devem ser levadas ao conhecimento do fabricante. Ver condições especiais definidas em 4.2.

4.1 Condições normais de serviço

4.1.1 Temperatura do ar ambiente

Os transformadores de corrente devem ser projetados para operar nas condições de temperatura
indicadas na Tabela 1.

Tabela 1 – Condições de temperatura


Temperatura mínima Temperatura máxima
°C °C
-10 40

NOTA 1 Recomenda-se que as condições de transporte e armazenagem também sejam consideradas.

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NOTA 2 Para casos em que a temperatura ambiente exceder os limites definidos, recomenda-se que o usu-
ário especifique claramente.

4.1.2 Altitude

A altitude não pode exceder 1 000 m acima do nível do mar (m.a.n.m.).

4.1.3 Condições normais de serviço para transformadores de corrente em instalação não


exposta
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Consideram-se condições normais de serviço para transformadores de corrente em instalação não


exposta as seguintes:

 a) Influência de radiação solar desprezível;

 b) Ar ambiente não significativamente poluído com poeira, fuligem, gases corrosivos, vapores ou sal;

 c) Condições de umidade como a seguir:

—— o valor médio da umidade relativa, medido durante um período de 24 h, não pode exceder
95 %;

—— o valor médio da pressão de vapor de água, para um período de 24 h, não pode exceder
2,2 kPa;

—— o valor médio da umidade relativa, para um período de um mês, não pode exceder 90 %;

—— o valor médio da pressão de vapor d’água, para um período de um mês, não pode exceder
1,8 kPa.

Para estas condições, ocasionalmente pode ocorrer condensação.

NOTA 1 A condensação pode ocorrer quando houver mudanças súbitas de temperatura em períodos de alta
umidade.

NOTA 2 Para prevenção dos efeitos de alta umidade e condensação, tais como descargas através do isola-
mento ou corrosão das partes metálicas, o transformador de corrente é projetado de modo a suportar estes tipos
de problemas.

NOTA 3 A condensação pode ser prevenida por projeto especial do invólucro, através de ventilação satis-
fatória, aquecimento ou uso de equipamento de desumidificação.

4.1.4 Condições normais de serviço para transformadores de corrente em instalação exposta

São consideradas condições normais de serviço para transformadores de corrente em instalação


exposta:

 a) valor médio da temperatura de ar ambiente, lido em um período de 24 h, não pode exceder 35 °C;

 b) radiação solar de até 1 000 W/m2;

 c) ar ambiente ser poluído com poeira, fuligem, gases corrosivos, vapores ou sal. Os níveis
de poluição devem ser especificados de acordo com a Tabela 18;

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 d) pressão de vento não superior a 1 080 Pa (correspondendo a uma velocidade do vento de 42 m/s);

 e) leva-se em consideração a ocorrência de condensação ou precipitação.

4.1.5 Frequência

O valor da frequência nominal é de 60 Hz.

4.2 Condições especiais de serviço


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Quando os transformadores de corrente forem utilizados em condições diferentes das especificadas


para as condições normais de serviço dadas em 4.1, as especificações dos usuários devem ser
baseadas em 4.2.1 a 4.2.4.

4.2.1 Altitude

4.2.1.1 Influência da altitude no isolamento externo

Para instalação a uma altitude maior que 1 000 m, a distância de arco externo sob condições
atmosféricas normalizadas deve ser determinada multiplicando as tensões suportáveis requeridas
no local de serviço por um fator k, conforme Figura 1.

NOTA Para o isolamento interno, a rigidez dielétrica não é afetada pela altitude. Recomenda-se que
o método para verificar o isolamento externo seja acordado entre o fabricante e o usuário.

K = em (H −1 000) /8150
H é a altitude, expressa em metros (m);
m é igual a 1, para frequência industrial e tensão de impulso atmosférico;
m é igual a 0,75 para tensão de impulso de manobra.

Figura 1 – Fator de correção da altitude

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4.2.1.2 Influência da altitude na elevação de temperatura

O desempenho térmico do TC é afetado para altitudes superiores a 1 000 m devido à redução


da densidade do ar.

Se um TC é especificado para condições de serviço acima de 1 000 m e ensaiado abaixo de 1 000 m,


os limites de elevação de temperatura dados na Tabela 12 devem ser corrigidos, conforme especificado
em 5.6.

4.2.2 Temperatura ambiente


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Para instalação em lugares onde a temperatura ambiente pode estar significativamente fora da faixa
das condições de serviço normais indicadas em 4.1.1, as temperaturas mínimas e máximas devem
ser especificadas pelo usuário.

Em certas regiões com ocorrência frequente de ventos quentes e úmidos, mudanças súbitas de tempe-
ratura podem resultar em condensação, mesmo em lugar fechado.

NOTA Sob certas condições de radiação solar, podem ser necessárias medidas apropriadas, como,
por exemplo, telhado, ventilação forçada etc., para não exceder as elevações de temperatura especificadas.

4.2.3 Frequência

Podem ser especificados valores diferentes de 60 Hz.

4.2.4 Vibrações ou tremores de terra

São consideradas condições especiais relacionadas a vibrações as seguintes:

 a) vibrações devido a operações de manobra ou curto-circuito para subestações blindadas;

 b) sujeição a vibrações devido a tremores de terra, cujo nível de severidade deve ser especificado
pelo usuário em conformidade com as normas pertinentes.

4.2.5 Outros fatores a serem considerados como condições especiais de serviço

Todas as condições não previstas nesta Norma devem ser consideradas como condições especiais
de serviço e devem ser objeto de acordo entre fabricante e usuário, como:

 a) exposição a ar excessivamente salino, vapores, gases ou fumaças prejudiciais;

 b) exposição a poeira excessiva;

 c) exposição a materiais explosivos em forma de gases ou pó;

 d) sujeição a condições precárias de transporte e instalação;

 e) limitação de espaço na sua instalação;

 f) instalação em locais excessivamente úmidos e possibilidade de submersão em água;

 g) exigências especiais de isolamento;

 h) exigências especiais de segurança pessoal contra contatos acidentais em partes vivas do TC;

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 i) dificuldade na manutenção;

 j) Funcionamento em condições não usuais, como regime ou frequência incomuns ou forma de onda
distorcida.

4.3 Sistemas de aterramento

Os sistemas de aterramento considerados são:

 a) sistema com neutro isolado;


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 b) sistema com neutro ressonante;

 c) sistema com neutro aterrado:

—— sistema com neutro solidamente aterrado;

—— sistema com neutro aterrado por meio de impedância.

5 Valores nominais
5.1 Valores normalizados de correntes nominais

5.1.1 Correntes primárias nominais

Os valores normalizados de corrente primária nominal são preferencialmente:

10 A – 15 A – 20 A – 25 A – 30 A – 40 A – 50 A – 60 A – 75 A

e seus múltiplos e submúltiplos decimais.

5.1.2 Correntes secundárias nominais

A corrente secundária nominal deve ser escolhida de acordo com a prática do local onde o transformador
for usado. Os valores considerados padrões são 1 A e 5 A

Para transformadores ligados em delta, os valores 1 A e 5 A divididos por √3, e também 1 A e 5 A,


são considerados padrões.

5.2 Fator térmico nominal (Ft)

Para os fatores térmicos nominais ≥ a 1,0 e ≤ 2,0, são normalizados os seguintes valores:
1,0 ; 1,2 ; 1,3 ; 1,5 ; 2,0
No caso de TC com dois ou mais núcleos, sem derivações, com relações diferentes entre si, e a mesma
corrente secundária nominal, o fator térmico da menor relação é um dos indicados (1,0; 1,2; 1,3; 1,5; 2,0)
e o(s) fator(es) térmico(s) da(s) outra(s) relação(ões) é(são) obtido(s) pela equação a seguir,
que podem resultar em um valor menor que 1,0:
Rn1
Fti = Ft1 ×
Rni
onde
Fti é o fator térmico da(s) outra(s) relação(ões);

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Ft1 é o fator térmico da menor relação;

Rni para outra(s) relação(ões);

Rn1 para a menor relação.

NOTA 1 A relação nominal de um TC é determinada pelo secundário de menor relação.

NOTA 2 A corrente térmica contínua nominal do TC é obtida pela multiplicação da corrente nominal
do secundário de menor relação pelo seu fator térmico nominal.
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(Exemplo) 1 TC cujas as relações são 300-5 A (medição) e 800-5 A (proteção), com fator térmico 1,2 para
o núcleo de medição:

Rn1 = 60:1 (300-5 A) Ft1 = 1,2

Rn2 = 160:1 (800-5 A)


60
Ft 2 = 1, 2 × = 0, 45
160
Corrente nominal primaria do TC = 300 A.

Corrente térmica contínua nominal do TC = 360 A.

Tem-se então um Ft = 0,45 para a relação de 800-5 A e Ft = 1,2 para a relação de 300 A.

No caso de TC providos de derivações, as relações Rn1 e Rni não podem ser obtidas das derivações, e sim
dos enrolamentos totais. Além disto, o fator térmico das relações especificadas, menores ou iguais a Rn1,
obtidas por derivações, deve ser no mínimo igual a Ft1.

(Exemplo) 2 TC cujas relações são 400/600/800/1 200-5 A (medição) e 400/600/800/1 200/2 000-5 A
(proteção), com fator térmico 1,2 para o núcleo de medição:

Rn1 = 240:1 (1 200-5 A) Ft1 = 1,2

Rn2 = 400:1 (2 000-5 A)


240
Ft 2 = 1, 2 × = 0, 72
400
Corrente nominal primaria do TC = 1 200 A.

Corrente térmica contínua nominal do TC = 1 440 A.

Tem-se então um Ft = 0,72 para a relação de 2 000-5 A e Ft = 1,2 para as demais relações.

(Exemplo) 3 TC cujas relações são 400/600/800/1 200-5 A (medição) e 400/500/800/1 100/1 500/1 600/
2 000-5 A (proteção), com fator térmico 1,2 para o núcleo de medição:

Rn1 = 240:1 (1 200-5 A) Ft1 = 1,2

Rn2 = 400:1 (2 000-5 A)


240
Ft 2 = 1, 2 × = 0, 72
400
Corrente nominal primaria do TC = 1 200 A.

Corrente térmica contínua nominal do TC = 1 440 A.

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Tem-se então um Ft = 0,72 para a relação de 2 000-5 A e para as demais relações:

Rn3= 320:1 (1 600-5A)


240
Ft 3 = 1, 2 × = 0, 90
320
240
Rn4= 300:1 (1 500-5 A) ... Ft 4 = 1, 2 × = 0, 96
300
Rn5= 220:1 (1 100-5A), como a Rn5 < Rn1 o fator térmico nesta relação deve ser no mínimo 1,2.
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Ft5 = 1,2.

Para as demais relações, Rn6 e Rn7, do secundário de proteção, o TC deve ter um fator térmico de 1,2.

No caso de apenas um núcleo, para serviço de proteção, em que a corrente primária nominal do TC
é maior que a corrente do circuito, especificado por motivo de seletividade de proteção (níveis elevados
de curto-circuito e consequente risco de saturação do núcleo de proteção), o fator térmico deve ser
menor do que 1. Para tais casos, a corrente que determina as condições de funcionamento deve ser
a corrente primária nominal multiplicada pelo fator térmico. Caso o TC possua derivações, o fator
térmico das relações obtidas nas derivações deve ser especificado separadamente.

5.3 Representações das correntes nominais e relações nominais

As representações das correntes nominais e relações nominais estão apresentadas na Tabela 2.

Tabela 2 – Sinais para representação de correntes nominais e relações nominais


Sinal Função
: Representar relações nominais
– Separar correntes nominais e relações nominais de enrolamentos diferentes
X Separar correntes nominais e relações nominais obtidas por religação em série ou em paralelo
/ Separar correntes nominais e relações nominais obtidas por derivações secundárias
// Separar correntes nominais e relações nominais obtidas por derivações primárias

As relações padronizadas estão apresentadas nas Tabelas 3, 4 e 5. Outros valores podem ser
solicitados.

Tabela 3 – Relações nominais simples


Corrente Corrente Corrente
Relação Relação Relação Relação Relação Relação
primária primária primária
nominal nominal nominal nominal nominal nominal
nominal nominal nominal
(5 A) (1 A) (5 A) (1 A) (5 A) (1 A)
(A) (A) (A)
5 1:1 5:1 100 20:1 100:1 1 200 240:1 1 200:1
10 2:1 10:1 150 30:1 150:1 1 500 300:1 1 500:1
15 3:1 15:1 200 40:1 200:1 2 000 400:1 2 000:1
20 4:1 20:1 250 50:1 250:1 2 500 500:1 2 500:1
25 5:1 25:1 300 60:1 300:1 3 000 600:1 3 000:1
30 6:1 30:1 400 80:1 400:1 4 000 800:1 4 000:1
40 8:1 40:1 500 100:1 500:1 5 000 1 000:1 5 000:1
50 10:1 50:1 600 120:1 600:1 6 000 1 200:1 6 000:1
60 12:1 60:1 800 160:1 800:1 8 000 1 600:1 8 000:1
75 15:1 75:1 1 000 200:1 1 000:1 10 000 2 000:1 10 000:1

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Tabela 4 – Relações nominais duplas


Corrente primária nominal Relação nominal Relação nominal
A 5A 1A
5 × 10 1 × 2:1 5 × 10:1
10 × 20 2 × 4:1 10 × 20:1
15 × 30 3 × 6:1 15 × 30:1
20 × 40 4 × 8:1 20 × 40:1
25 × 50 5 × 10:1 25 × 50:1
30 × 60 6 × 12:1 30 × 60:1
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50 × 100 10 × 20:1 50 × 100:1


75 × 150 15 × 30:1 75 × 1501:1
100 × 200 20 × 40:1 100 × 200:1
150 × 300 30 × 60:1 150 × 300:1
200 × 400 40 × 80:1 200 × 400:1
250 × 500 50 × 100:1 250 × 50 :1
300 × 600 60 × 120:1 300 × 600:1
400 × 800 80 × 160:1 400 × 800:1
500 × 1 000 100 × 200:1 500 × 1 000:1
600 × 1 200 120 × 240:1 600 × 1 200:1
800 × 1 600 160 × 320:1 800 × 1 600:1
1 000 × 2 000 200 × 400:1 1 000 × 2 000:1
1 200 × 2 400 240 × 480:1 1 200 × 2 400:1
1 500 × 3 000 300 × 600:1 1 500 × 3 000:1
2 000 × 4 000 400 × 800:1 2 000 × 4 000:1
2 500 × 5 000 500 × 1 000:1 2 500 × 5 000:1

Tabela 5 – Relações nominais triplas


Corrente primária nominal Relação nominal Relação nominal
A 5A 1A
25 × 50 × 100 5 × 10 × 20:1 25 × 50 × 100:1
50 × 100 × 200 10 × 20 × 40:1 50 × 100 × 200:1
75 × 150 × 300 15 × 30 × 60:1 75 × 150 × 300:1
100 × 200 × 400 20 × 40 × 80:1 100 × 200 × 400:1
150 × 300 × 600 30 × 60 × 120:1 150 × 300 × 600:1
200 × 400 × 800 40 × 80 × 160:1 200 × 400 × 800:1
250 × 500 × 1 000 50 × 100 × 200:1 250 × 500 × 1 000:1
300 × 600 × 1 200 60 × 120 × 240:1 300 × 600 × 1 200:1
400 × 800 × 1 600 80 × 160 × 320:1 400 × 800 × 1 600:1
500 × 1 000 × 2 000 100 × 200 × 400:1 500 × 1 000 × 2 000:1
1 000 × 2 000 × 4 000 200 × 400 × 800:1 1 000 × 2 000 × 4 000:1

Exemplos de marcação de terminais são mostrados na Tabela 6.

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Tabela 6 – Exemplos de relações nominais e marcações de terminais


Corrente Relação/Esquema Descrição
100-5 A 20:1 Transformador de corrente com um
enrolamento primário e um
P1 P2 enrolamento secundário

S1 S2
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100 × 200-5 A 20x40:1 Transformador de corrente com


dois enrolamentos primários para
conexão em série ou paralela e um
P1 P2 P3 P4 enrolamento secundário.

S1 S2

200 × 400 × 800-1 A 200 × 400 × 800:1 Transformador de corrente com


quatro enrolamentos primários
para conexão em série, paralela
P1 P2 P3 P4 P5 P6 P7 P8 ou mista e um enrolamento
secundário.

Obs: São quatro enrolamentos


S1 S2 primários e três correntes primárias.

200//300-5 A 40//60:1 Transformador de corrente com


um enrolamento primário com
P1 P2 P3 diferentes correntes primárias
obtidas por tapes no primário
(derivações) e um enrolamento
secundário.

S1 S2

150/200/250/400/ 30/40/50/80/90/120:1 Transformador de corrente com um


450/600-5 A enrolamento primário com
P1 P2 diferentes correntes primárias
obtidas por tapes no secundário
(derivações) e um enrolamento
secundário.
S1 S2 S3 S4

200//300-5 A 40//60:1 Transformador de corrente com


um enrolamento primário com
P1 P2 P3 diferentes correntes primárias
obtidas por tapes no primário
(derivações) e um enrolamento
secundário.

S1 S2

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Tabela 6 (continuação)
Corrente Relação/Esquema Descrição
150/200/250/400/ 30/40/50/80/90/120:1 Transformador de corrente com
450/600-5 A um enrolamento primário com
P1 P2 diferentes correntes primárias
obtidas por tapes no secundário
(derivações) e um enrolamento
secundário.
S1 S2 S3 S4
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150/200x300/ 150/200 × 300/400:1 Transformador de corrente com


400-1 A dois enrolamentos primários para
P1 P3 P2 P4 conexão em série e paralela, com
diferentes correntes primárias
obtidas por derivação no
enrolamento secundário e religação
S1 S2 S3 primária, com um enrolamento
secundário.
100-5-1 A 20:1 e 100:1 Transformador de corrente com
um enrolamento primário e dois
P1 P2 enrolamentos secundários com
correntes nominais secundárias
diferentes.

1S1 1S2 2S1 2S2

(Medição) 1 200-5 A 240:1 e 400:1 Transformador de corrente com


(Proteção) 2 000-5 A um enrolamento primário e dois
P1 P2 enrolamentos secundários com
relações nominais diferente.

1S1 1S2 2S1 2S2

As relações nominais múltiplas padronizadas são apresentadas na Tabela 7.

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Tabela 7 – Relações nominais múltiplas


Corrente
Designação primária Relação Derivações
Derivações principais Esquema
genérica nominal nominal secundárias
A
50 10:1 S2 – S3
100 20:1 S1 − S2
150 30:1 S1 – S3
200 40:1 S4 – S5
250 50:1 S3 – S4
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RM 600 − 5 A 100/150/400/600-5 A 300 60:1 S2 – S4


400 80:1 S1 – S4
450 90:1 S3 – S5
500 100:1 S2 – S5
600 120:1 S1 – S5
100 20:1 S2 – S3
200 40:1 S1 – S2
300 60:1 S1 – S3
400 80:1 S4 – S5
RM 1 200 − 5 A 200/300/800/1 200-5 A 500 100:1 S3 – S4
600 120:1 S2 – S4
800 160:1 S1 – S4
900 180:1 S3 – S5
1 000 200:1 S2 – S5
1 200 240:1 S1 – S5
300 60:1 S3 – S4
400 80:1 S1 – S2
500 100:1 S4 – S5
400/1 200/1 500/ 800 160:1 S2 – S3
RM 2 000 − 5 A 1 100 220:1 S2 – S4
2 000-5 A
1 200 240:1 S1 – S3
1 500 300:1 S1 – S4
1 600 320:1 S2 – S5
2 000 400:1 S1 – S5
500 100:1 S4 – S5
800 160:1 S3 – S5
1 000 200:1 S1 – S2
1 000/2 200/2 500/ 1 200 240:1 S2 – S3
RM 3 000 − 5A 1 500 300:1 S2 – S4
3 000-5 A
2 000 400:1 S2 – S5
2 200 440:1 S1 – S3
2 500 500:1 S1 – S4
3 000 600:1 S1 – S5
500 100:1 S1 – S2
1 000 200:1 S3 – S4
1 500 300:1 S2 – S3
500/2 000/3 000/ 2 000 400:1 S1 – S3
RM 4 000 – 5 A
4 000-5 A 2 500 500:1 S2 – S4
3 000 600:1 S1 – S4
3 500 700:1 S2 – S5
4 000 800:1 S1 – S5
500 100:1 S2 – S3
1 000 200:1 S4 – S5
1 500 300:1 S1 – S2
1 500/2 000/4 000/ 2 000 400:1 S1 – S3
RM 5 000 – 5 A 2 500 500:1 S2 – S4
5 000-5 A
3 000 600:1 S3 – S5
3 500 700:1 S2 – S5
4 000 800:1 S1 – S4
5 000 1 000:1 S1 – S5

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Tabela 7 (continuação)
Corrente
Designação primária Relação Derivações
Derivações principais Esquema
genérica nominal nominal secundárias
A
500 100:1 S2 – S3
1 000 200:1 S1 – S2
1 500 300:1 S1 – S3
2 000 400:1 S4 – S5
1 000/1 500/4 000/ 2 500 500:1 S3 – S4
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RM 6 000 – 5 A 6 000-5 A 3 000 600:1 S2 – S4


4 000 800:1 S1 – S4
4 500 900:1 S3 – S5
5 000 1 000:1 S2 – S5
6 000 1 200:1 S1 – S5
NOTA 1 O termo RM é utilizado para designar TC de múltiplas relações padronizadas de acordo com
a Tabela 7.

NOTA 2 Outras configurações de múltiplas relações podem ser definidas mediante acordo entre fabricante
e usuário

A exatidão deve ser garantida nas relações onde estiver especificada. Caso contrário a exatidão deve
ser garantida somente na maior relação.

(Exemplo)1 Sendo especificado:

Medição: 1 000/2 000-5 A (exatidão garantida em 1 000 A e 2 000 A)

Proteção: RM 2 000-5 A

Deve ser garantido:

Para o secundário de proteção, a exatidão deve ser garantida somente na relação de 2 000-5 A. Para a medição
a exatidão deve ser garantida para 1 000 A e 2 000 A.

(Exemplo) 2 Sendo especificado:

Medição: RM 1 200-5 A (exatidão garantida a partir de 800 A)

Proteção: RM 2 000-5 A

Deve ser garantido:

Para o secundário de proteção, a exatidão deve ser garantida somente na relação de 2 000-5 A.

Para a medição, a exatidão deve ser garantida em todas as relação de 800 a 1 200 A.

(Exemplo) 3 Sendo especificado:

Medição: RM1 200-5 A

Proteção: RM 2 000-5 A (exatidão garantida a partir de 1 500 A)

Deve ser garantido:

Para o secundário de medição a exatidão deve ser garantida somente na relação de 1 200-5 A.

Para a proteção, a exatidão deve ser garantida em todas as relações de 1 500 A a 2 000 A.

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5.4 Valores normalizados de potências e cargas nominais


Os valores normalizados de potências e cargas nominais são dados nas Tabelas 8, 9 e 10.

Tabela 8 – Características das cargas com fator de potência 0,9


para corrente secundária nominal de 5 A
Potência aparente Resistência Reatância indutiva Impedância
VA Ω Ω Ω
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2,5 0,09 0,044 0,1


5,0 0,18 0,087 0,2
12,5 0,45 0,218 0,5
22,5 0,81 0,392 0,9
45,0 1,62 0,785 1,8
90,0 3,24 1,569 3,6

Tabela 9 – Características das cargas com fator de potência 0,5


e corrente secundária nominal de 5 A
Potência aparente Resistência Reatância indutiva Impedância
VA Ω Ω Ω
25 0,5 0,866 1,0
50 1,0 1,732 2,0
100 2,0 3,464 4,0

Tabela 10 – Características das cargas com fator de potência 1


para corrente secundária nominal de 1 A
Potência aparente Resistência Reatância indutiva Impedância
VA Ω Ω Ω
1,0 1,0 0,00 1,0
2,5 2,5 0,00 2,5
4,0 4,0 0,00 4,0
5,0 5,0 0,00 5,0

Tabela 11 – Características das cargas com fator de potência 0,9


para corrente secundária nominal de 1 A
Potência aparente Resistência Reatância indutiva Impedância
VA Ω Ω Ω
8,0 7,2 3,487 8,0
10,0 9,0 4,359 10,0
20,0 18,0 8,720 20,0

NOTA O fator de potência 0,5 é indicado para aplicações nas quais o enrolamento secundário alimenta relés
eletromecânicos. Recomenda-se não utilizar fator de potência 0,5 para especificação de núcleos de medição.

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Admitem-se para os valores de resistência e indutância das cargas nominais, as seguintes tolerâncias:

 a) para as cargas de 1,0 VA a 25 VA: ± 0,01 Ω na resistência e ± 0,03 mH na indutância;

 b) para as cargas de 45,0 VA a 100 VA: ± 1 % na resistência e ± 1 % na indutância.

5.5 Correntes de curta duração

Transformadores de corrente devem atender aos requisitos de 5.5.1 e 5.5.2.


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Para TC com múltiplas relações de transformação por meio de religação primária ou derivações
secundárias, os valores de corrente térmica nominal de curta duração e corrente dinâmica nominal
são válidos apenas para a maior relação, exceto quando especificado de forma diferente.

Neste caso, o fabricante deve incluir na placa de características do equipamento a informação de que
os valores das correntes de curta duração são válidos somente para a maior relação.

Quando forem especificados valores de corrente de curta duração para as demais relações,
os valores válidos para cada relação de transformação devem estar claramente indicados na placa
de características do TC.

5.5.1 Corrente térmica nominal de curta duração (It)

Deve ser atribuído um valor de corrente térmica nominal de curta duração ao transformador. O valor
padronizado para a duração da corrente térmica nominal de curta duração é 1 s.

5.5.2 Corrente dinâmica nominal (Id)

Quando não especificado, o valor de corrente dinâmica nominal deve ser 2,5 vezes a corrente térmica
nominal de curta duração.

5.6 Limites de elevação de temperatura

A menos que especificado em contrário, a elevação de temperatura de um TC não pode exceder


o valor especificado na Tabela 12, se operando à corrente especificada, à frequência e cargas nominais
ou à carga nominal mais elevada.

Os valores da Tabela 12 são baseados nas condições de serviço estabelecidas em 4.1. Se forem
especificadas temperaturas ambientes superiores aos valores dados em 4.1.1, a elevação de tempe-
ratura permissível na Tabela 12 deve ser reduzida por uma quantia igual ao valor excedido da tempe-
ratura ambiente.

(Exemplo) 1 Seja um TC classe A especificado para operar à temperatura ambiente de 50 °C. Os valores
de limite de elevação de temperatura para a classe A especificados na Tabela 12 devem ser subtraídos
de 10 °C, ou seja, a máxima elevação de temperatura para o método da variação da resistência deve ser
de 45 °C, para o ponto mais quente, 55 °C, e, para o líquido isolante, 45 °C.

Se um transformador for especificado para serviço a uma altitude maior que 1 000 m e for ensaiado
a uma altitude inferior a 1 000 m, os limites de elevação de temperatura, conforme Tabela 12, devem
ser reduzidos pelas seguintes quantidades, para cada 100 m que a altitude no local operacional
exceder 1 000 m: ver Figura 2.

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a) transformadores imersos em óleo: 0,4 %; b) transformadores secos: 0,5 %.

Figura 2 – Fator de correção da elevação de temperatura em relação à altitude


∆Th
O fator de correção de elevação de temperatura em relação à altitude K 0 = com
∆Th0
 a) ΔTh Elevação de temperatura para altitude > 1 000 m, e

 b) ΔTh0 Limite de elevação de temperatura ΔT especificado na Tabela 12.

(Exemplo) 2 Seja um TC classe A, imerso em óleo, especificado para operar à altitude de 2000 m acima
do nível do mar e ensaiado a uma altitude inferior a 1000 m. Os valores de limite de elevação de temperatura
para a classe A especificados na Tabela 12 devem ser reduzidos, multiplicando estes pelo fator K0 de 0,96,
conforme Figura 2, ou seja, a máxima elevação de temperatura para o método da variação da resistência
deve ser de 52,8 °C, para o ponto mais quente, 62,4 °C, e, para o líquido isolante 52,8 °C.

Alternativamente, pode-se limitar a corrente através do TC reduzindo-se a corrente térmica contínua nominal
de 0,3 % para cada 100 m de altitude que exceder a 1 000 m.

(Exemplo) 3 Seja um TC classe A, isolado a seco, cuja corrente térmica contínua nominal é de 1 200 A,
especificado para operar à altitude de 1 500 m acima do nível do mar e ensaiado a uma altitude inferior
a 1 000 m. Pode-se aplicar os mesmos limites estabelecidos na Tabela 12, reduzindo-se a corrente de ensaio
de 1,5 %, ou seja 1 182 A.

A elevação de temperatura dos enrolamentos está limitada pela mais baixa classe de isolamento,
seja do próprio enrolamento ou do meio pelo qual é envolvido. A temperatura de elevação máxima por
classes de temperatura é como indicado na Tabela 12.

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Tabela 12 – Limites de elevação de temperatura


Limites de elevação de temperatura a
Dos enrolamentos Partes metálicas
Classe de Do líquido
Tipo de TC Método da Método do Em contato
temperatura isolante
variação da ponto mais com a isolação Outras
resistência quente °C ou adjacente à partes
°C °C mesma
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Com isolação
líquida e
conservador
A (105 °C) 55 65 55 b
ou gás inerte
sobre líquido Não podem
isolante atingir
Não podem
Com isolação temperatura
atingir
líquida e sem superior
temperatura
conservador a máxima
A (105 °C) 55 65 50 c excessiva
ou gás inerte especificada
que possa
sobre o líquido para o ponto
prejudicar a
isolante mais quente
isolação
da isolação
A (105 °C) 55 65 – adjacente
E (120 °C) 70 80 –
Com isolação
B (130 °C) 80 90 –
sólida
F (155 °C) 105 115 –
H (180 °C) 130 140 –
a Os TC de uma classe de temperatura especificada podem usar, na sua isolação, combinações de materiais classe
“A” a “H” (105 °C a 180 °C), desde que tais combinações sejam usadas em locais do TC não sujeitos a elevações
de temperatura superiores às permitidas para o material de classe mais baixa da combinaçã
b Medida próxima à parte superior do tanque.
c Medida próxima à superfície.

6 Requisitos de projeto
6.1 Requisitos de isolamento

Estes requisitos aplicam-se a todos os tipos de transformadores de corrente. Para transformadores


de corrente isolados a gás, podem ser necessários requisitos adicionais.

6.1.1 Níveis de isolamento nominais para enrolamentos primários

O nível de isolamento nominal de um enrolamento primário de um transformador de corrente deve ser


baseado na tensão máxima do equipamento Um.

Para enrolamentos com Um = 0,60 kV, o nível de isolamento nominal é determinado pela tensão
suportável nominal à frequência industrial, de acordo com a Tabela 13.

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Tabela 13 – Níveis de isolamento nominal para equipamento com Um ≤ 245 kV


Tensão máxima do Tensão suportável nominal à Tensão suportável nominal
equipamento Um frequência industrial durante 1 min de impulso atmosférico
kV kV kV crista

0,6 4 –
1,2 10 30
20
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3,6 10
40
40
7,2 20
60
60
12 28
75
95
15 34
110
95
17,5 38
110
125
24 50
150
170
36 70
200
52 95 250
325
72,5 140
350
92,4 185 450
185 450
123
230 550
230 550
145
275 650
275 650
170
325 750
395 950
245
460 1 050
NOTA Estes valores constam na ABNT NBR 6939.

Para enrolamentos com 1,2 kV ≤ Um ≤ 245 kV, o nível de isolamento nominal é determinado pela
tensão suportável nominal de impulso atmosférico e tensão suportável nominal à frequência industrial
e deve ser especificado de acordo com a Tabela 13.

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Para a escolha entre os níveis alternativos para os mesmos valores de Um, deve ser consultada
a ABNT NBR 6939.

Para enrolamentos com Um ≥ 362 kV, o nível de isolamento nominal é determinado pelas tensões
suportáveis nominais de impulso de manobra e de impulso atmosférico, e deve ser especificado
de acordo com a Tabela 14.

Para a escolha entre os níveis alternativos para os mesmos valores de Um, deve ser consultada
a ABNT NBR 6939.
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Tabela 14 – Níveis de isolamento nominal para equipamento com Um ≥ 300 kV


Tensão máxima do Tensão suportável Tensão suportável nominal Tensão suportável
equipamento Um nominal de impulso de de impulso atmosférico nominal à frequência
manobra industrial durante 1 min
kV kV crista kV crista kV
750 950 395
300
850 1 050 460
850 1 050 460
362
950 1 175 510
950 1 300 570
420
1 050 1 425 630
460 1 050 1 425 630
1 425 630
1 175
1 550 650
550
1 550 680
1 300
1 675 740
1 425 1 950 870
800
1 550 2 100 960

6.1.2 Outros requisitos para isolamento do enrolamento primário

6.1.2.1 Tensão suportável à frequência industrial

Enrolamentos de equipamentos com tensão máxima Um ≥ 362 kV devem suportar a tensão suportável
à frequência industrial correspondente à tensão suportável de impulso atmosférico de acordo com
a Tabela 14.

6.1.2.2 Sobretensão sustentada

Quando especificado, o TC, a partir de 72,5 kV, deve ser capaz de suportar pelo tempo de 1 h uma
sobretensão definida pelo órgão regulador do sistema elétrico.

6.1.2.3 Descargas parciais

Os requisitos de descargas parciais são aplicáveis aos transformadores de corrente com Um ≥ 7,2 kV.

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O nível de descargas parciais não pode exceder os limites especificados na Tabela 15 e Tabela 16,
para os respectivos valores de tensão, após haver executado o pré-condicionamento de acordo com
os procedimentos descritos em 13.3.3.

Tabela 15 – Tensões para ensaio de descargas parciais e respectivos níveis permissíveis


aplicáveis a transformadores de corrente com isolamento sólido com tensão máxima ≤ 36,2kV

Tensão de ensaio Valor admissível de DP


Tipo de aterramento do sistema de DP (eficaz) pC
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kV Isolamento sólido

Sistema com neutro aterrado 1,1 × Um/√3 50


(fator de falta à terra de ≤ 1,5)

1,1 × Um 250 (ver NOTA 3)


Sistema isolado ou com neutro
não efetivamente aterrado
(fator de falta à terra > 1,5) 1,1 × Um/√3 50

NOTA 1 Se o tipo de aterramento não for definido, convém que sejam utilizados valores de sistemas isolados ou não
aterrados.
NOTA 2 O nível de DP permissível é também válido para frequências diferentes da nominal.
NOTA 3 Níveis aplicáveis mediante acordo entre fabricante e usuário.

Tabela 16 – Tensões para ensaio de descargas parciais e respectivos níveis permissíveis


aplicáveis a transformadores de corrente com isolamento sólido com tensão máxima > 36,2 kV
e a transformadores de corrente com isolamento líquido para qualquer tensão
Valor admissível de DP
Tensão de pC
Tipo de aterramento do sistema DP (eficaz)
kV Isolamento, Isolamento
imerso em líquido sólido

Sistema com neutro aterrado (fator de falta à terra Um 10 50


≤ 1,4) 1,2 Um /√3 5 20

Sistema isolado ou com neutro não efetivamente 1,2 Um 10 50


aterrado (fator de falta à terra > 1,4) 1,2 Um /√3 5 20
NOTA 1 Se o tipo de aterramento não for definido, convém que sejam utilizados valores de sistemas isolados ou não
aterrados.
NOTA 2 O nível de DP permissível é também válido para frequências diferentes da nominal.

6.1.2.4 Impulso atmosférico cortado

O ensaio de onda cortada é executado juntamente com o ensaio de impulso atmosférico, conforme
12.3.3.1.3

6.1.2.5 Capacitância e fator de perdas dielétricas

O fator de perdas dielétricas do isolamento somente deve ser medido em TC de tensão máxima igual
ou superior a 72,5 kV. O valor limite para o fator de perdas dielétricas do isolamento de TC novos
medidos à temperatura ambiente deve ser:

 a) 0,5 %, para TC imersos em líquido isolante

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 b) 1,0 %, para TC com isolamento sólido.

NOTA Este ensaio pode ser solicitado para classes de tensão menores que 72,5 kV, para equipamentos
imersos em óleo, mediante acordo entre fabricante e usuário.

6.1.3 Requisitos de isolamento entre seções

Para enrolamentos divididos em duas ou mais seções, a tensão suportável nominal à frequência
industrial do isolamento entre seções deve ser 3 kV eficaz.
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6.1.4 Requisitos de isolamento para enrolamentos secundários

A tensão suportável nominal à frequência industrial para isolamento do enrolamento secundário deve
ser 3 kV eficaz.

6.1.5 Requisitos para isolamento externo

Na Tabela 17, estão indicadas as distâncias de escoamento externo em função dos níveis de poluição
para transformadores de corrente para uso externo sujeitos à contaminação por essa poluição.

A Tabela 18 apresenta, para cada nível de poluição, uma descrição aproximada de algumas áreas
típicas correspondentes. Existem outros fatores para condições de poluição extremas nos quais
são considerados, por exemplo, chuva intensa e áreas áridas.

Tabela 17 – Distâncias de escoamento externo1


Distância de escoamento
Relação entre a distância de
Nível de poluição específica mínima a Um
escoamento e a distância de arco
mm//kV a, b
I 16
≤ 3,5
II 20
III 25
≤ 4,0
IV 31
a Relação da distância de escoamento entre fase e terra e o valor eficaz fase-fase da tensão máxima do equipamento
(ver ABNT NBR 5034 [1]1e ABNT NBR 6939).
b Para outras informações e tolerâncias de fabricação da distância de escoamento, ver ABNT IEC/TS 60815-1 [5].

NOTA 1 O desempenho do isolamento superficial é muito afetado pela forma do isolador.


NOTA 2 Em casos de poluição extremamente alta, a distância de escoamento específica de 31 mm/kV pode ser
inadequada. Baseando-se na experiência de serviço e/ou em resultados de laboratório, valores maiores de distância
de escoamento específica podem ser utilizados, mas em alguns casos, convém que a praticidade da lavagem
do isolador seja considerada.
NOTA 3 Para obter a distância de escoamento mínima de um dado equipamento, multiplicar a tensão máxima
fase-fase do equipamento (Um) pelo valor de distância mínima específica correspondente ao nível de poluição para
a qual o equipamento foi especificado.
NOTA 4 Recomenda-se que os isoladores a serem usados nos TC objetos desta Norma atendam aos requisitos
da ABNT NBR 5034 [1].

1 Números entre colchetes se referem ao item da Bibliografia.

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Tabela 18 – Níveis de poluição


Níveis de poluição Exemplos típicos de condições externas
Áreas com baixa densidade de indústrias ou casas, mas sujeitas a ventos e/ou
chuvas frequentes;
Áreas agrícolas; a
I – Leve
Áreas montanhosas;
Todas estas áreas devem estar situadas a uma distância mínima de 10 km a 20 km
do mar e não podem estar expostas diretamente a ventos marítimos.b
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Áreas com indústrias que não produzam basicamente poluição por fumaça e/ou com
média densidade de casas equipadas com sistema de aquecimento térmico;
Áreas com alta densidade de casas e/ou indústrias, e sujeitas a ventos e/ou chuvas
II – Médio
frequentes;
Áreas expostas a ventos marítimos, mas não tão perto da costa (pelo menos a alguns
quilômetros de distância).b
Áreas com alta densidade de indústrias e bairros de grandes cidades com altas
III – Pesado densidades de poluição gerada por aquecedores;
Áreas próximas ao mar ou relativamente expostas a fortes ventos marítimos.b
Geralmente áreas de moderada extensão, expostas a detritos e fumaça industrial,
produzindo uma deposição de materiais condutores;
Geralmente áreas de moderada extensão, muito próximas à costa e expostas
IV – Muito pesado
à maresia ou a fortes ventos poluídos oriundos do mar;
Áreas desérticas, caracterizadas por longos períodos sem chuva, expostas a fortes
ventos carregados de areia e sal, com condensação regular.
a O uso de fertilizantes pulverizados, ou resíduos de queimadas, podem levar a um alto nível de poluição, ambos
dispersos pelo vento.
b A distância da costa do mar depende da topografia costeira e das condições de vento máximo.

6.1.6 Requisitos para tensão de radiointerferência (TRI)

O limite máximo do nível de tensão de radiointerferência medido a 1,1 Um/√3 , para TC com tensão
máxima igual ou superior a 72,5 kV, é de 500 μV, referidos a 300 Ω, ou 250 μV, referidos a 150 Ω.
A medição deve ser realizada conforme a CISPR/TR-18-2.

6.1.7 Sobretensão transmitida

Estes requisitos se aplicam a TC com Um ≥ 72,5 kV ou a TC sem enrolamento primário associado


a equipamento com Um ≥ 72,5 kV (subestação isolada a gás, TC de buchas, TC de barramento)

As sobretensões transmitidas do primário para os terminais secundários não podem exceder os valores
da Tabela 30, sob as condições de ensaio descritas em 14.2, assegurando uma proteção adequada
aos equipamentos eletrônicos conectados aos enrolamentos secundários.

6.1.8 Múltiplos impulsos cortados

Se acordado adicionalmente, o enrolamento primário de TC imersos em líquido isolante,


com Um ≥ 362 kV, deve ser capaz de suportar múltiplos impulsos cortados, para verificar o compor-
tamento frente a estresses de alta frequência esperados em operação.

NOTA Recomenda-se que o projeto seja particularmente examinado com respeito às blindagens internas

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e conexões que conduzem correntes transitórias de alta frequência. O ensaio também pode ser aplicado para
TC com Um < 362 kV, mediante acordo entre fabricante e usuário.

6.1.9 Requisitos de isolamento entre espiras

A tensão suportável nominal para isolação entre espiras deve ser limitado a 3,5 kV de crista.

Para transformadores classes PX ou PXR com f.e.m. de joelho nominal superior a 350 V, a tensão
suportável nominal para isolação entre espiras deve ser um valor de crista de dez vezes o valor eficaz
da f.e.m. de joelho especificada, ou 10 kV de crista, o que for menor.
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Estes requisitos aplicam-se ao isolamento entre espiras de um mesmo enrolamento. O isolamento


entre seções de enrolamentos deve atender ao especificado em 6.1.2.

NOTA Devido ao procedimento de ensaio, a forma de onda pode ser altamente distorcida.

6.1.10 Limitação da tensão de circuito aberto

Quando especificado, os TC devem ser capazes de suportar por 1 min a tensão induzida no circuito
secundário aberto, em condições de emergência, submetidos à corrente térmica contínua nominal,
desde que o valor de crista da tensão na maior relação não seja superior a 3500 V. Se este valor for
superior a 3500 V, o TC deve possuir proteção adequada.

Quando o valor de Ek (classes PX ou PXR) ou da tensão limite de exatidão (classes P ou PR)


na maior relação for superior a 3500 V de crista, não se pode utilizar dispositivo limitador de tensão
secundária, e, portanto, nenhuma limitação de tensão de circuito aberto deve ser exigida.

Para este caso, é obrigatória a instalação de uma placa de advertência.

NOTA Calcula-se o valor de crista de Ek ou da tensão limite de exatidão multiplicando-se o valor eficaz
por √2.

6.2 Requisitos mecânicos

Estes requisitos só se aplicam aos transformadores de corrente com tensão máxima ≥ 72,5 kV.

Na Tabela 19, estão especificadas as cargas estáticas que os transformadores de corrente devem
suportar. A Tabela 29 indica o modo de aplicação destas cargas.

As cargas especificadas podem ser aplicadas nos terminais primários, em qualquer direção.

As particularidades dos ensaios mecânicos são dadas em 14.1

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Tabela 19 – Valores de ensaio de suportabilidade mecânica estática


Ensaio de carga estáticasuportável FR a
Tensão máxima do equipamento Um
daN
kV
Classe de carga I Classe de carga II
72,5 a 92,4 125 250

145 200 300

245 a 362 250 400


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≥ 460 400 600


a A soma das cargas em condições normais de operação não podem exceder 50 % da carga estática suportável.

NOTA Para algumas aplicações, pode ser necessário estabelecer a resistência à torção dos terminais primários.
Recomenda-se que o momento a ser aplicado durante o ensaio seja acordado entre fabricante e usuário.

7 Requisitos de exatidão para transformadores de corrente para medição


7.1 Classes para serviço de medição

Os TC para serviço de medição devem ser enquadrados em uma das seguintes classes de exatidão.

0,3 – 0,6 – 1,2 – 3,0

Para as classes 0,3 – 0,6 – 1,2 considera-se que um TC de medição está dentro de sua classe
de exatidão, nas condições especificadas em 7.3, quando, nestas condições, os pontos deter-
minados pelos fatores de correção de relação (FCR) e pelos ângulos de fase (β) estiverem dentro
dos paralelogramos de exatidão especificados conforme Figuras 3, 4, e 5, correspondentes à sua classe
de exatidão, sendo que o paralelogramo interno (menor) refere-se a 100 % da corrente nominal,
e o paralelogramo externo (maior) refere-se a 10 % da corrente nominal. No caso de TC com fator
térmico (Ft) nominal superior a 1,0, o paralelogramo interno (menor) refere-se também à corrente
térmica contínua nominal.

A classe de exatidão 3 não tem limitação de ângulo de fase, razão pela qual esta classe não pode ser
utilizada para serviço de medição de potência ou energia. No caso de um TC com classe de exatidão
3, considera-se a classe de exatidão atendida nas condições especificadas quando o fator de correção
da relação (FCR) estiver entre os limites de 1,03 e 0,97.

7.2 Classes especiais para serviços de medição

Para casos especiais nos quais ocorre grande variação nos valores de corrente primária em operação,
podem ser especificadas as classes 0,3S e 0,6S.

Considera-se que um TC com classe de exatidão 0,3S ou 0,6S está dentro de sua classe quando
o FCR e ângulo de fase (β) encontram-se dentro do paralelogramo menor para 20 % da corrente
nominal, para corrente nominal e corrente térmica contínua nominal, e dentro do paralelogramo maior,
para 5 % da corrente nominal.

NOTA O uso das classes especiais 0,3S e 0,6S justifica-se, por exemplo, para aplicações como as insta-
lações de cogeração, usinas termelétricas etc., nas quais os valores de corrente primária sofrem grandes varia-
ções sazonais.

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20% In,
100% In e
100% In.Ft para classe 0,3S 5% In para classe 0,3S

100% In e
100% In.Ft para classe 0,3 10% In para classe 0,3

1,014 -1,4
1,013 -1,3
1,012 -1,2
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1,011 -1,1
1,010 -1,0
1,009 -0,9
1,008 -0,8
1,007 -0,7
Fator de correção de relação (FCR)

1,006 -0,6
1,005 -0,5
1,004 -0,4

Erro de relação (%)


1,003 -0,3
1,002 -0,2
1,001 -0,1
1,000 0,0
0,999 0,1
0,998 0,2
0,997 0,3
0,996 0,4
0,995 0,5
0,994 0,6
0,993 0,7
0,992 0,8
0,991 0,9
0,990 1,0
0,989 1,1
0,988 1,1
0,987 1,3
0,986 1,4
-65 -55 -45 -35 -25 -15 -5 5 15 25 35 45 55 65
-70 -60 -50 -40 -30 -20 -10 0 10 20 30 40 50 60 70

Ângulo de fase (γ) em minutos

Figura 3 – Paralelogramos para classes 0,3 e 0,3S

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20% In,
100% In e
100% In.Ft para classe 0,6S 5% In para classe 0,6S

100% In e
100% In.Ft para classe 0,6 10% In para classe 0,6

1,014 -1,4
1,013 -1,3
1,012 -1,2
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1,011 -1,1
1,010 -1,0
1,009 -0,9
1,008 -0,8
1,007 -0,7
Fator de correção de relação (FCR)

1,006 -0,6
1,005 -0,5
1,004 -0,4

Erro de relação (%)


1,003 -0,3
1,002 -0,2
1,001 -0,1
1,000 0,0
0,999 0,1
0,998 0,2
0,997 0,3
0,996 0,4
0,995 0,5
0,994 0,6
0,993 0,7
0,992 0,8
0,991 0,9
0,990 1,0
0,989 1,1
0,988 1,1
0,987 1,3
0,986 1,4
-65 -55 -45 -35 -25 -15 -5 5 15 25 35 45 55 65
-70 -60 -50 -40 -30 -20 -10 0 10 20 30 40 50 60 70

Ângulo de fase (γ) em minutos

Figura 4 – Paralelogramos para classes 0,6 e 0,6S

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100% In e
100% In.Ft para classe 1,2 10% In para classe 1,2

1,056 -5,6
1,052 -5,2
1,048 -4,8
1,044 -4,4
1,040 -4,0
1,036 -3,6
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1,032 -3,2
1,028 -2,8
Fator de correção de relação (FCR)

1,024 -2,4
1,020 -2,0
1,016 -1,6

Erro de relação (%)


1,012 -1,2
1,008 -0,8
1,004 -0,4
1,000 0,0
0,996 0,4
0,992 0,8
0,988 1,2
0,984 1,6
0,980 2,0
0,976 2,4
0,972 2,8
0,968 3,2
0,964 3,6
0,960 4,0
0,956 4,4
0,952 4,8
0,948 5,2
0,944 5,6
-260 -220 -180 -140 -100 -60 -20 20 60 100 140 180 220 260
-280 -240 -200 -160 -120 - 80 -40 0 40 80 120 160 200 240 280

Ângulo de fase (γ) em minutos

Figura 5 – Paralelogramos para classe 1,2

7.3 Condições de funcionamento

7.3.1 TC com vários núcleos

Em TC de vários enrolamentos secundários (vários núcleos), cada enrolamento utilizado deve estar
dentro da sua respectiva classe de exatidão, com os enrolamentos dos demais núcleos conectados
à sua carga ou curto-circuitados se não utilizados.

7.3.2 Fator de segurança do instrumento para núcleos de medição

Esta Norma não estabelece limite para o fator de segurança do instrumento. No entanto, pode-se
especificar um valor sujeito a acordo entre fabricante e usuário.

NOTA 1 A especificação de um valor de fator de segurança tem por objetivo compatibilizar os valores
de corrente no secundário do TC em condições de falta com os limites suportáveis do instrumento conectado

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aos seus terminais secundários. Cabe ao usuário avaliar a necessidade de especificar ou não um limite para
o fator de segurança. Considerar que os medidores atuais suportam elevados valores de corrente.

NOTA 2 Na especificação do fator de segurança, convém que seja levado em consideração que este
é afetado pela carga conectada ao secundário. Se a carga real conectada ao secundário for inferior à carga
nominal especificada, a proteção do instrumento pode ser comprometida.

NOTA 3 Exemplos de valores para o fator de segurança do instrumento são 5 e 10.

O fator de segurança (FS) é um fator que multiplica a corrente primária nominal para se obter uma
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corrente primária na qual o erro de corrente composto do TC é igual ou superior a 10 %. O fator


de segurança está cumprido quando:
Ie
× 100 ≥ 10 %
Is × FS
onde

Ie é o valor eficaz da corrente de excitação;

Is é a corrente secundária nominal.

A corrente de excitação pode ser determinada pelo método indireto de determinação da exatidão.

A segurança do instrumento alimentado pelo TC deve ser tanto maior quanto menor for o fator
de segurança.

7.3.3 Condições para atendimento às classes de exatidão de medição

O TC de medição deve estar dentro de sua classe de exatidão nas seguintes condições:

 a) para todas as condições especificadas em 7.1 ou 7.2;

 b) para toda(s) a(s) carga(s) especificada(s) pelo usuário, conforme valor(es) de carga(s) contido(s)
nas tabelas de cargas (Tabelas 8 a 11);

 c) para todos os valores de fator de potência indutivo da carga medidos no primário dos transfor-
madores de corrente, compreendidos entre 0,6 e 1,0;

 d) o TC para serviço de medição com classe de exatidão 3, deve estar dentro de sua classe
de exatidão com 100 % e 50 % da corrente nominal e a 50 % e 100 % da carga nominal especificada,
conforme as tabelas de cargas (Tabela 8 a Tabela 11);

 e) nos TC para o serviço de medição, com enrolamento secundário provido de derivações, as classes
de exatidão devem ser especificadas separadamente para funcionamento em cada derivação.
Caso contrário, a classe de exatidão especificada é refere-se ao enrolamento secundário completo.

 f) para todas as cargas, desde a menor até a maior carga nominal especificada pelo usuário,
de um mesmo fator de potência, conforme as tabelas de cargas (Tabela 8 a Tabela 11).

No caso de ser especificada pelo usuário apenas uma carga, a exatidão deve ser garantida somente
para esta condição.

NOTA Para qualquer fator de correção da relação (FCR) conhecido de um TC, os valores-limite positivo
e negativo do ângulo de fase (β), em minutos, são expressos pela equação seguinte, onde o fator de correção
de transformação (FCT) deste TC assume os seus valores máximo e mínimo.

β = 2600 × (FRC − FCT )

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7.3.4 Marcação de placa de identificação para transformadores de corrente de medição

A placa de identificação deve ter a indicação apropriada conforme 10.1.1. Para marcação da carga-padrão
secundária e classe de exatidão, indica-se a carga em VA seguida da designação da classe.

(Exemplo) 1 12,5 VA 0,3.

Significa TC com carga-padrão secundária de 12,5 VA, atendendo a uma classe de exatidão de 0,3 %.

(Exemplo) 2 12,5 VA a 45VA 0,6.


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Significa TC com cargas-padrão secundárias 12,5 VA, 22,5 VA e 45 VA, atendendo a uma classe de exatidão
de 0,6 %.

(Exemplo) 3 4 VA a 10 VA 0,3

Significa TC com cargas-padrão secundárias de 4 VA, 5 VA, 8 VA e 10VA, atendendo a uma classe de exa-
tidão de 0,3 %.

(Exemplo) 4 5 VA 0,3 e 22,5 VA 1,2

Significa TC com carga secundária de 5 VA atendendo a uma classe de exatidão de 0,3 % e carga 22,5 VA,
atendendo a uma classe de exatidão de 1,2 %.

(Exemplo) 5 5 VA 0,3S.

Significa TC com carga secundária de 5 VA atendendo a uma classe de exatidão de 0,3S.

(Exemplo) 6 12,5 VA 0,3 FS10.

Significa TC com carga secundária de 12,5 VA atendendo a uma classe de exatidão de 0,3 % e com o fator
de segurança menor ou igual a 10.

8 Requisitos de exatidão para transformadores de corrente para proteção


8.1 Fator-limite de exatidão

Os fatores-limite de exatidão padronizados são: 5, 10, 15, 20 e 30.

Outros valores podem ser utilizados.

8.2 Condições de funcionamento

8.2.1 TC com vários núcleos

Em TC de vários núcleos (vários enrolamentos secundários), cada um deve estar dentro da classe
de exatidão, com os demais curto-circuitados.

8.2.2 TC com derivação secundária

Para TC destinado à proteção com enrolamento(s) secundário(s) provido(s) de derivações, as classes


de exatidão devem ser especificadas separadamente para funcionamento em cada derivação.
No caso de nada ser especificado, a classe de exatidão é referida ao funcionamento com o secundário
completo.

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8.3 Classes de exatidão para transformadores de corrente para proteção

Duas diferentes abordagens são utilizadas para definir transformadores de corrente de proteção.
Na prática, cada uma das duas definições pode resultar na mesma realização física.

Tabela 20 – Caracterização das classes de proteção


Limite para fluxo
Designação Explicação
remanescente
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P Não Define um transformador de corrente que cumpre com os requisitos


de uma corrente de curto-circuito simétrica.
PR sim
PX não Define um transformador de corrente pela especificação de suas carac-
terísticas de magnetização.
PXR sim
NOTA Para distinguir entre classes P e PR ou PX e PXR, utilizar o critério de fluxo remanescente.

8.3.1 Requisitos de exatidão para transformadores de corrente para proteção classe P

8.3.1.1 Representação da classe de exatidão

Esta classe de exatidão é representada pela letra P precedida do valor expresso em porcentagem,
correspondente ao maior erro composto que se deseja especificar.

O erro composto é medido para um valor de corrente correspondente à corrente nominal multiplicada
pelo fator-limite de exatidão especificado.

8.3.1.2 Classe de exatidão padronizada P

As classes de exatidão P padronizadas para TC para proteção são 5P e 10P

8.3.1.3 Limites de erro para transformadores de corrente para proteção classe P

Na frequência nominal e com a carga nominal conectada, o erro de corrente, o ângulo de fase e o erro
composto não podem exceder os valores dados na Tabela 21.

Tabela 21 – Limites de erro para transformadores de corrente para proteção classe P

Erro de corrente para Defasagem para corrente Erro composto da


a corrente primária nominal corrente primária limite
Classe de exatidão nominal de exatidão
% Minutos Centirradianos %

5P ±1 ± 60 ± 1,8 5
10P ±3 – – 10

Para transformadores projetados com baixa força magnetomotriz (baixo ampère-espira), os limites
de erro na corrente nominal devem ser acordados entre fabricante e usuário. Constituem exemplos
de TC com baixa força magnetomotriz: TC para groundsensor, TC de elevada relação entre a corrente
de curto-circuito simétrica e a corrente nominal, e outros.

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8.3.1.4 Marcação da placa de identificação para um transformador de corrente para proteção


classe P

A placa de identificação deve possuir as indicações apropriadas conforme 10.1.1

Para marcação da carga-padrão secundária e classe de exatidão indica-se a carga em VA seguida


da designação da classe, acrescentando-se o fator-limite de exatidão.

(Exemplo) 25 VA 5P15
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Significa TC com uma carga secundaria de 25 VA atendendo uma classe de exatidão de 5 %, com fator-limite
de exatidão de 15 vezes a corrente nominal.

8.3.2 Requisitos de exatidão para transformadores de corrente para proteção classe PR

8.3.2.1 Representação da classe de exatidão

Para transformadores de corrente para proteção classes PR, a classe de exatidão é garantida
admitindo o maior erro composto especificado, expresso em porcentagem, medido na corrente nominal
multiplicada pelo fator-limite de exatidão especificado, seguido pela designação “PR” (proteção
com baixa remanência).

8.3.2.2 Classe de exatidão padronizada PR

As classes de exatidão padronizadas PR para TC para proteção com baixa remanência são as
seguintes 5PR e 10PR.

8.3.2.3 Limites de erro para transformadores de corrente para proteção classe PR

8.3.2.3.1 Erro de corrente, ângulo de fase e erro composto

Na frequência nominal e com a carga nominal conectada, o erro de corrente, o ângulo de fase e o erro
composto não podem exceder os valores dados na Tabela 22

Os limites de erro são dados pela Tabela 22.

Tabela 22 – Limites de erro para transformadores de corrente para proteção classe PR


Defasamento angular na corrente Erro composto
Erro de corrente
primaria nominal da corrente
na corrente
Classe de exatidão primaria limite
primaria nominal
de exatidão
% Minutos centirradianos
%
5 PR ±1 ± 60 ± 1,8 5
10 PR ±3 – – 10

Para transformadores projetados com baixa força magnetomotriz (baixo ampère-espira), os limites
de erro na corrente nominal devem ser acordados entre fabricante e usuário. Constituem exemplos
de TC com baixa força magnetomotriz: TC para ground sensor, TC de elevada relação entre a corrente
de curto-circuito simétrica e a corrente nominal, e outros.

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8.3.2.3.2 Fator de remanência

O fator de remanência não pode exceder 10 %.

NOTA Recomenda-se que a inserção de um ou mais entreferros de ar no núcleo seja um dos métodos
para a limitação do fator de remanência.

8.3.2.3.3 Constante de tempo secundária (Ts)

O valor da constante de tempo da malha secundária (Ts) do TC é obtido da soma das indutâncias
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de magnetização e de dispersão (Ls) pela resistência total da malha secundária (Rs).

Ts = Ls / Rs

O valor de Ts deve ser informado pelo fabricante, quando solicitado.

8.3.2.3.4 Resistência do enrolamento secundário (Rtc)

O valor da resistência do enrolamento secundário (Rtc) deve ser informado pelo fabricante, quando
solicitado.

8.3.2.4 Marcação de placa para transformadores de corrente para proteção classe PR

A placa de identificação deve ter a indicação apropriada conforme 10.1.1. Deve-se apresentar a carga
nominal seguida do limite de erro composto, designação da classe e do fator-limite de exatidão.

(Exemplo)1 12,5 VA 10PR20

Significa TC de baixa remanência com uma carga secundária de 12,5 VA atendendo a uma classe de exatidão
de 10 %, com erro medido a uma corrente primaria de 20 vezes a corrente nominal.

Se requerido adicionalmente, devem ser marcados os valores da constante de tempo secundária e do máximo
valor da resistência do enrolamento secundário.

(Exemplo) 2 12,5 VA 10PR10; Ts 100 ms; Rtc ≤ 2,4 Ω.

Significa TC de baixa remanência com uma carga secundária de 12,5 VA atendendo uma classe de exatidão
de 10 %, com erro medido a uma corrente primaria de 10 vezes a corrente nominal, com constante de tempo
secundária de 100 ms e máxima resistência do enrolamento secundário de 2,4 Ω.

8.3.3 Requisitos de exatidão para transformadores de corrente para proteção classe PX

8.3.3.1 Especificação de desempenho para transformadores de corrente classe PX

O desempenho dos TC para proteção classe PX devem ser especificados conforme a seguir:

 a) corrente primária nominal (Ipn);

 b) corrente secundária nominal (Isn);

 c) número de espiras. O erro de relação de espiras não pode exceder ± 0,25 %;

 d) f.e.m. nominal (Ek) no joelho da curva;

 e) máxima corrente de excitação (Ie) na f.e.m. nominal (Ek) no joelho da curva e/ou porcentual
especificado;

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 f) máxima resistência do enrolamento secundário à temperatura de 75 °C (Rtc);

 g) carga resistiva nominal (Rc);

 h) fator-limite de exatidão (fator de dimensionamento) (Kx).

NOTA 1 O valor da resistência do enrolamento secundário é definido pelo fabricante.

NOTA 2 A f.e.m. nominal ( Ek ) no joelho da curva é geralmente definida como a seguir:


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Ek = K x × (Rtc + Rc ) × Isn

8.3.3.2 Requisitos de isolação para transformadores de corrente classe PX

8.3.3.2.1 Requisitos de isolação para enrolamentos secundários

A isolação do enrolamento secundário dos TC classe PX, com uma tensão no joelho da curva
de Ek ≥ 2 kV, deve suportar a tensão suportável à frequência industrial de 5 kV, valor eficaz para 60 Hz.
Para Ek< 2 kV, a tensão suportável deve ser de 3 kV, valor eficaz para 60 Hz.

8.3.3.2.2 Requisitos de isolação entre espiras

Para TC de classe PX com f.e.m. no joelho da curva de ≤ 350 V, a tensão nominal suportável
da isolação entre espiras deve ser conforme 6.1.9. Para TC com f.e.m. no joelho da curva > 350 V,
o valor de crista da tensão suportável para a isolação entre espiras deve ser dez vezes o valor eficaz
da f.e.m. no joelho especificada, ou 10 kV de crista , o que for menor.

8.3.3.3 Marcação de placa para transformadores de corrente para proteção classe PX

A placa de identificação deve ter a indicação apropriada conforme 10.1.1.

Os requisitos da classe devem ser indicados como a seguir:

 a) f.e.m. nominal ( Ek ) no joelho da curva;

 b) máxima corrente de excitação (Ie) na f.e.m. nominal (Ek) no joelho da curva e/ou porcentual
especificado;

 c) máxima resistência do enrolamento secundário completo à temperatura de 75 °C.

(Exemplo) Ek ≥ 200 V Ie ≤ 0, 2A Rtc ≤ 2,0 Ω

Se especificados, os seguintes parâmetros também devem ser indicados:

 d) fator-limite de exatidão (fator de dimensionamento) (Kx);

 e) carga resistiva nominal (Rc).

(Exemplo) Ek ≥ 200 V Ie ≤ 0, 2A Rtc ≤ 2.0 Ω Kx = 40 Rc = 3,0 Ω

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8.3.4 Requisitos de exatidão para transformadores de corrente para proteção classe PXR

8.3.4.1 Especificação de desempenho para transformadores de corrente classe PXR

O erro de relação de espiras para um TC de classe PXR não pode exceder ± 1 %.

O fator de remanência não pode exceder 10 %.

O desempenho dos TC para proteção classe PXR devem ser especificados conforme a seguir:
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 a) corrente primária nominal (Ipn);

 b) corrente secundária nominal (Isn);

 c) f.e.m. nominal (Ek) no joelho da curva;

 d) máxima corrente de excitação (Ie) na f.e.m. nominal (Ek) no joelho da curva e/ou porcentual
especificado;

 e) máxima resistência do enrolamento secundário à temperatura de 75 °C (Rtc);

 f) carga resistiva nominal (Rc);

 g) fator-limite de exatidão (fator de dimensionamento) (Kx).

NOTA 1 O valor da resistência do enrolamento secundário cabe ao fabricante.

NOTA 2 A f.e.m. nominal ( Ek ) no joelho da curva é geralmente definida com a seguir:

Ek = K x × (Rtc + Rc ) × Isn

NOTA 3 Para assegurar o fator de remanência ≤ 10 %, o núcleo do transformador pode ser construído com
entreferros.

NOTA 4 Para núcleos maiores com baixo ampère-espira, pode ser difícil cumprir o requisito de fator
de remanência. Nestes casos, um limite maior para o fator de remanência pode ser acordado.

8.3.4.2 Requisitos de isolação para transformadores de corrente classe PXR

8.3.4.2.1 Requisitos de isolação para enrolamentos secundários

A isolação do enrolamento secundário dos TC classe PXR, com uma tensão no joelho da curva
de Ek ≥ 2 kV, deve suportar a tensão suportável à frequência industrial de 5 kV, valor eficaz para 60 Hz.
Para Ek < 2 kV, a tensão suportável deve ser de 3 kV, valor eficaz para 60 Hz.

8.3.4.2.2 Requisitos de isolação entre espiras

Para TC de classe PXR com f.e.m. no joelho da curva de ≤ 350 V, a tensão nominal suportável
da isolação entre espiras deve ser conforme 6.1.9. Para TC com f.e.m. no joelho da curva > 350 V,
o valor de crista da tensão suportável para a isolação entre espiras deve ser dez vezes o valor eficaz
da f.e.m. no joelho especificada, ou 10 kV de crista, o que for menor.

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8.3.4.3 Marcação de placa para transformadores de corrente para proteção classe PXR

A placa de identificação deve ter a indicação apropriada conforme 10.1.1.

Os requisitos da classe devem ser indicados como a seguir:

 a) f.e.m. nominal ( Ek ) no joelho da curva;

 b) máxima corrente de excitação (Ie) na f.e.m. nominal (Ek) no joelho da curva e/ou porcentual
especificado;
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 c) máxima resistência do enrolamento secundário completo à temperatura de 75 °C

 d) carga resistiva nominal (Rc).

(Exemplo) Ek ≥ 200 V Ie ≤ 0,2A Rtc ≤ 2,0 Ω

Se especificado o seguinte parâmetro também deve ser indicado:

 e) fator-limite de exatidão (fator de dimensionamento) (Kx);

(Exemplo) Ek ≥ 200 V Ie ≤ 0,2A Rct ≤ 2,0 Ω Kx = 40 Rc = 3,0 Ω

9 Requisitos gerais
9.1 Materiais isolantes

Os materiais isolantes elétricos são classificados, conforme a ABNT NBR IEC 60085, nas classes
de temperatura, definidas pela temperatura máxima atribuída a cada uma, conforme a Tabela 23.

Tabela 23 – Classes de temperatura de materiais isolantes


Temperatura máxima atribuída
Classe
°C
Y 90
A 105
E 120
B 130
F 155
H 180
C Acima de 180

9.1.1 Características do liquido isolante

As características do líquido isolante retirado do TC devem atender aos requisitos da


ABNT NBR 10576 para equipamento novo. O fabricante é responsável em manter os valores esta-
belecidos para o líquido isolante até a expedição do TC, no caso de TC não selado, e até a selagem,
no caso de TC selado.

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No caso particular do óleo mineral isolante não inibido, este deve apresentar, por ocasião de seu
recebimento, características e respectivos limites, conforme a legislação vigente [12]2

9.1.2 Requerimentos para materiais sólidos utilizados em equipamentos

As especificações dos materiais orgânicos utilizados em TC (por exemplo: resina epóxi, resina poliu-
retano, resina epóxi cicloalifatica e material composito, etc.) para instalações internas ou externas são
dadas na série IEC 60455.

NOTA Os ensaios sobre o TC completo referentes aos fenômenos de variação de temperatura,


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flamabilidade e envelhecimento não são padronizados. A IEC 60660 [6] para isolação de TC de uso interno
e a IEC 61109 [8] para isolação de TC de uso externo podem ser usadas como guia.

9.2 Tratamento e acabamento das partes metálicas

As partes metálicas do TC devem receber tratamento e acabamento externo que as protejam contra
corrosão, tendo em vista o ambiente onde o TC vai ser instalado.

O acabamento interno deve ser compatível com o material isolante empregado.

9.3 Aterramento

Devem ser previstas facilidades para o aterramento do TC.

9.4 Polaridade

O TC deve ter polaridade subtrativa.

A identificação de polaridade deve ser de acordo com 10.2.

Os terminais de mesma polaridade dos enrolamentos devem ser claramente identificados.

Esta identificação deve ser feita:

 a) por emprego de buchas de cores diferentes; ou

 b) por meio de marcas permanentes, em alto-relevo ou baixo-relevo, que não possam ser escondidas
facilmente por pintura, e suplementadas, se desejado, por marcas de cor contrastante.

NOTA Recomenda-se que as identificações “a” ou “b” não sejam aplicadas aos vários terminais de enro-
lamento com derivações, senão para o terminal do início do enrolamento. Para determinação da polaridade
dos demais terminais de um mesmo enrolamento, referir-se ao método descrito em 10.2.

9.5 Características para especificação

Na especificação do TC, para consulta ao fabricante, deve ser indicado no mínimo o seguinte:

 a) a(s) corrente(s) primária(s) e secundária(s) nominal(is) e/ou relação(ões) nominal(is);

 b) a tensão máxima do equipamento e os níveis de isolamento;

2 Números entre colchetes se referem ao item da Bibliografia.

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 c) a frequência nominal;

 d) a(s) carga(s) nominal(is);

 e) a(s) classe(s) de exatidão;

 f) número de núcleos para medição e proteção;

 g) fator térmico nominal;


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 h) corrente suportável nominal de curta duração;

 i) valor de crista nominal da corrente suportável;

 j) tipo de aterramento do sistema;

 k) o uso: para interior ou para exterior.

10 Marcações
10.1 Gravação da placa de identificação

10.1.1 Placa de identificação das características nominais do TC

Todos os transformadores de corrente devem possuir uma placa com pelo menos os seguintes dados
gravados:

 a) a expressão “TRANSFORMADOR DE CORRENTE”;

 b) nome do fabricante ou outra marca pela qual ele possa ser identificado prontamente;

 c) número de série;

 d) designação de tipo ou modelo;

 e) ano de fabricação;

 f) corrente(s) primária(s) e secundária(s) nominal(is);

 g) frequência nominal, em hertz;

 h) carga nominal e classe de exatidão correspondente;

 i) tensão máxima do equipamento;

(Exemplo) 72,5 kV.

 j) nível de isolamento nominal;

(Exemplo) NI 650/1 550/1 175 kV

NI 34/110/ – kV.

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 k) fator térmico nominal (Ft);

 l) corrente suportável nominal de curta duração (It) e tempo (ver 5.5);

(Exemplo) It = 40 kA/1s.

 m) valor de crista nominal da corrente suportável (Id) (ver 5.5);

 n) classe de isolamento, se diferente de classe A


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Se diversas classes de material isolante forem utilizadas, aquela que limita a elevação de temperatura
dos enrolamentos deve ser indicada;

 o) em transformadores com mais de um enrolamento secundário, a aplicação de cada enrolamento


e seus terminais correspondentes;

 p) número do manual de instruções;

 q) uso: para interior ou exterior;

 r) massa total, em quilogramas;

 s) tipo do líquido isolante e seu volume, em litros, para TC isolado a óleo;

 t) tipo do isolante sólido para TC a seco;

 u) norma e ano de sua edição;

 v) diagrama de ligações, no caso de TC religável, com derivações ou com mais de um secundário;

 w) quando aplicável, o valor da sobretensão sustentada por 1 h.

A Figura 6 apresenta um exemplo de uma placa de identificação típica.

Figura 6 – Exemplo da placa de identificação

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10.1.2 Gravação da placa de identificação para serviços de medição e proteção

As informações relacionadas à classe e à carga de exatidão devem ser feitas conforme 7.3.4 para TC
de medição, 8.3.1.4 para TC de proteção classe P, 8.3.2.4 para TC de proteção classe PR,
8.3.3.3 para TC de proteção classe PX e 8.3.4.3 para TC de proteção classe PXR.

10.1.3 Placa de religações primárias

Para TC com religação primária, o fabricante deve fornecer uma placa adicional indicando cada possi-
bilidade de religação.
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NOTA Considerando as dimensões do TC, as informações relativas a religações primárias podem constar
na placa de identificação das características nominais.

10.1.4 Placa de identificação para TC tipo bucha e de baixa tensão

O nome e/ou marca do fabricante e o número de série ou de referência devem ser identificados sobre
o corpo de todo TC tipo bucha ou TC de baixa tensão.

As informações relacionadas a seguir devem constar de uma placa de identificação a ser fixada
no equipamento no qual o TC tipo bucha deve ser empregado.

 a) a expressão: “TRANSFORMADOR DE CORRENTE”;

 b) nome do fabricante;

 c) número de série ou de referência;

 d) tipo ou modelo;

 e) número do manual de instruções;

 f) corrente(s) primária(s) e secundária(s) nominal(is) (Ip – Is) em ampères;

 g) frequência nominal em hertz;

 h) carga nominal e classe de exatidão correspondente;

 i) norma e ano de sua edição.

10.2 Marcação dos terminais

10.2.1 Regra geral

Os terminais devem ser adequadamente identificados para facilitar sua ligação correta, com uma letra
e algarismos em cada um dos terminais, sendo a polaridade indicada como descrito em 10.2.2.

10.2.2 Identificadores de terminais

A letra distingue o enrolamento a que pertence o terminal:

 a) P – terminal do enrolamento primário;

 b) S – terminal do enrolamento secundário.

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Os algarismos, dispostos conforme a série natural dos números inteiros, são usados como especificados
a seguir:

—— quando antes da letra, o algarismo indica o número do enrolamento primário ou secundário,

—— quando depois da letra, o mais baixo e o mais alto algarismo da série indicam o enrolamento
completo, e os intermediários indicam as derivações em sua ordem relativa.

(Exemplo) 2S1 a 2S5 para o segundo enrolamento com cinco terminais.


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—— a polaridade positiva de dois terminais escolhidos de um enrolamento é identificada pelo menor


algarismo que segue a identificação do enrolamento a que pertencem os terminais.

(Exemplo) Entre terminais identificados por 3S2 e 3S4, a polaridade positiva está sobre o terminal 3S2,
para o terceiro enrolamento do transformador.

Adicionalmente, deve ser feita marcação de polaridade sobre o início do enrolamento conforme exempli-
ficado nas Tabelas 6 e 7.

11 Classificação de ensaios
Os ensaios especificados nesta Norma são classificados como ensaios de tipo, ensaios de rotina,
ensaios especiais e ensaios de recebimento ou aceitação.

 a) ensaio de tipo: ensaio realizado em um transformador de cada tipo para demonstrar que todos
os transformadores feitos com a mesma especificação atendem aos requisitos não cobertos
por ensaios de rotina;

 b) ensaio de rotina: os ensaios que devem obrigatoriamente ser realizados pelo fabricante em cada
unidade produzida;

 c) ensaio especial: além dos ensaios aqui definidos como especiais, qualquer outro ensaio diferente
dos de tipo ou de rotina, acordado entre fabricante e usuário;

 d) ensaios de recebimento ou aceitação: ensaios que são realizados na presença do usuário
por ocasião da inspeção. Quando o usuário especifica os ensaios de recebimento ou aceitação,
estes são realizados, mediante acordo entre o fabricante e o usuário, em 100 % do lote a ser
fornecido ou em quantidade amostral a ser definida.

NOTA Pode ser adotada uma amostragem em quantidade igual ao menor número inteiro mais próximo
da raiz cúbica ou ao maior número inteiro mais próximo de 10 % do lote total fornecido ou definido pela
ABNT NBR 5426 [2].

11.1 Ensaios de tipo

Os ensaios de tipo são os seguintes:

 a) elevação de temperatura (ver 12.1);

 b) corrente suportável nominal de curta duração e valor de crista da corrente suportável (ver 12.2);

 c) impulso atmosférico (ver 12.3.3.1);

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 d) impulso de manobra (ver 12.3.3.2);

 e) tensão aplicada sob chuva para transformadores para uso externo (ver 12.4);

 f) tensão de radiointerferência (ver 12.5);

 g) resistência ôhmica dos enrolamentos (ver 12.6);

 h) estanqueidade (ver 12.7);


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 i) exatidão (ver 12.8);

 j) erro composto para classes P e PR (ver 12.9);

 k) todos os ensaios de rotina definidos em 11.3.

Todos os ensaios de tipo em dielétrico devem ser feitos no mesmo transformador, a menos que especi-
ficado em contrário.

Um TC é considerado aprovado nos ensaios de tipo, preferencialmente aplicados à mesma unidade,


quando bem sucedido nestes ensaios, em conformidade com os procedimentos e limites impostos
por esta Norma.

NOTA Um ensaio de tipo também pode ser considerado válido se é realizado em um transformador
que tenha desvios de projeto de menor importância. A aceitação de tais desvios está sujeita a acordo entre
o fabricante e usuário.

Quando for realizado um programa completo com todos os ensaios de tipo, todos os ensaios de rotina
devem ser realizados antes e após os ensaios de tipo.

A unidade submetida aos ensaios é considerada aprovada se os resultados nos ensaios de rotina
após ensaios de tipo atenderem aos critérios de aprovação de cada ensaio de rotina.

Quando um ou mais ensaios de tipos forem realizados isoladamente, deve-se verificar o item referente
aos critérios de aprovação destes mesmos ensaios, para avaliar se há necessidade de realização
de ensaios de rotina antes e após.

NOTA Como exemplo, 12.3.4, referente aos critérios de aprovação para o ensaio de corrente suportável
nominal de curta duração e valor de crista da corrente suportável, requer realização de ensaios de rotina
específicos para considerar o equipamento aprovado.

Quando um ensaio de tipo for realizado individualmente, deve-se verificar os critérios de aprovação
no item do ensaio.

11.2 Ensaios de rotina

Os seguintes ensaios se aplicam a cada transformador individualmente:

 a) verificação de marcação dos terminais e polaridade (ver 13.1);

 b) ensaio de tensão suportável à frequência industrial em enrolamentos primários (ver 13.2);

 c) medição de descargas parciais (ver 13.3);

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 d) ensaio de tensão suportável à frequência industrial em enrolamentos secundários e entre seções
(ver 13.5);

 e) medição de capacitância e fator de perdas dielétricas (ver 13.4);

 f) sobretensão entre espiras (ver 13.6);

 g) estanqueidade (ver 13.7);

 h) exatidão (ver 13.8);


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 i) fator de segurança do instrumento (ver 13.9, quando aplicável para enrolamentos de medição);

 j) erro composto para classes P e PR (ver 13.10);

 k) determinação do fator de remanência para classe PR (ver 13.11);

 l) determinação da constante de tempo secundária para classe PR (ver 13.11);

 m) medição da resistência ôhmica dos enrolamentos secundários para classes PX, PXR e PR
(ver 12.6);

 n) levantamento das características de excitação para núcleos de proteção (ver 13.11);

 o) resistência ôhmica dos enrolamentos para equipamento com Um ≥ 72,5 kV (ver 12.6);

 p) ensaios no óleo mineral isolante (ver 13.12).

A ordem dos ensaios não é normalizada, porém recomenda-se não realizar o ensaio de exatidão antes
do ensaio de tensão induzida.

11.3 Ensaios especiais

Caso haja acordo entre o fabricante e usuário, o seguinte ensaio deve ser realizado:

 a) ensaios mecânicos (ver 14.1);

 b) medição de sobretensões transmitidas (ver 14.2);

 c) múltiplos impulsos cortados (ver 14.3);

 d) sobretensão sustentada (ver 14.4);

 e) ensaio de tensão de circuito aberto (ver 14.5).

12 Ensaios de tipo
12.1 Elevação de temperatura

12.1.1 Objetivo

Verificar a elevação de temperatura média dos enrolamentos e pontos quentes do TC sob condições
de operação que produzam as perdas máximas admissíveis.

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12.1.2 Procedimento

O TC deve atender aos requisitos de 5.6, não excedendo os valores de elevação de temperatura espe-
cificados na Tabela 12.

O ensaio de elevação de temperatura deve ser realizado de forma a reproduzir as perdas que influen-
ciam na elevação de temperatura em condições normais de operação.

Para TC com Um< 460 kV, o ensaio deve ser realizado com a circulação da corrente térmica contínua
nominal em todos os seus enrolamentos.
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Para TC com Um ≥ 460 kV, o ensaio deve ser realizado com aplicação simultânea de tensão
ao isolamento principal (entre primário e secundários) e corrente através dos enrolamentos. O valor
da tensão aplicada ao isolamento principal deve ser de Um/√3, estando os enrolamentos secundários
e carcaça conectados ao referencial de terra. O valor da corrente que circula pelos enrolamentos deve
ser o valor da corrente térmica contínua nominal.

A aplicação da corrente pode ser feita por meio primário, com os secundários conectados às cargas
nominais, ou por meio de um ou mais secundários, com o primário e os secundários não alimentados
curto-circuitados.

NOTA Utilizar o Anexo A, para casos nos quais o ensaio com aplicação simultânea de tensão e corrente
possa não ser possível.

Para TC com religação primária, o ensaio deve ser realizado na conexão que resulte no maior valor
de corrente primária de ensaio.

O TC deve permanecer energizado até que as seguintes condições sejam atingidas:

 a) a duração do ensaio seja de pelo menos três vezes o valor da constante de tempo térmica do TC; e

 b) a taxa de variação da elevação de temperatura não exceda 1 °C por hora durante três leituras
de elevação de temperatura consecutivas. A constante de tempo térmica deve ser determinada
pelo fabricante a partir de ensaios realizados previamente em equipamentos de mesmo modelo
ou durante o próprio ensaio, conforme Anexo B.

O ensaio deve ser feito em recinto livre de correntes de ar, a fim de se evitar variações bruscas
de temperatura ambiente. O TC deve estar completamente montado, com todos os seus acessórios
e, se imerso em líquido isolante, com o tanque cheio até o nível adequado.

12.1.3 Método de ensaio

12.1.3.1 Aplicação da corrente de ensaio

A aplicação da corrente de ensaio pode ser feita ao enrolamento primário estando os enrolamentos
secundários curto-circuitados ou conectados a instrumentos de medição, conforme Figuras 7 e 9,
ou, ainda, pode-se alimentar enrolamentos secundários conectados em série, estando o primário
e demais enrolamentos secundários curto-circuitados ou conectados a instrumentos de medição,
conforme a Figura 8.

Em caso de aplicação de corrente através de enrolamentos secundários, a corrente primária deve ser
verificada por meio de sistema de medição independente ao TC, ou, ainda, por meio de enrolamentos
secundários que não estejam sendo alimentados pela fonte de corrente.

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Figura 7 – Circuito de ensaio de elevação de temperatura somente com aplicação de corrente

Figura 8 – Circuito de ensaio de elevação de temperatura com aplicação simultânea de tensão


e corrente, com alimentação de corrente pelos secundários

Figura 9 – Circuito de ensaio de elevação de temperatura com aplicação simultânea de tensão


e corrente, com alimentação de corrente pelo primário

12.1.3.2 Determinação da resistência a frio

A medição da resistência deve ser feita conforme 12.6, antes do início do ensaio. A temperatura
ambiente deve ser registrada.

O TC a ser ensaiado deve ser colocado no local do ensaio por tempo suficiente para que este esteja
estabilizado à temperatura ambiente.

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O tempo necessário para a estabilização dos valores de corrente e tensão (método da queda de tensão)
ou do valor de resistência (método da ponte) deve ser registrado após a medição da resistência
no início do ensaio. Este mesmo intervalo de tempo também deve ser considerado para efetuar
as primeiras leituras no final do ensaio.

12.1.3.3 Determinação da temperatura ambiente

A temperatura ambiente pode ser determinada pelos seguintes métodos:

 a) a partir da medição da resistência ôhmica de um dos enrolamentos de um TC idêntico ou de mesma


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constante de tempo térmica, posicionado de forma a responder às mudanças de temperatura


ambiente da mesma forma que o TC sob ensaio;

 b) quando não houver outro TC idêntico ou de mesma constante de tempo térmica disponível,
a temperatura ambiente deve ser determinada a partir da média da leitura de pelo menos
três termômetros ou termopares colocados a uma distância de 2 a 3 m e à meia altura do TC.
Os bulbos dos termômetros, ou os terminais de contato dos termopares, devem ficar imersos
em óleo.

Para TC imerso em líquido isolante, a temperatura ambiente deve estar compreendida entre 10 °C
e 40 °C. Nestas condições, não se aplica qualquer correção à elevação de temperatura determinada
no ensaio. Em caso de necessidade, o ensaio pode ser feito fora desses limites de temperatura
ambiente, desde que acordado entre as partes interessadas e desde que se conheçam fatores
de correção adequados a serem aplicados.

Para TC a seco, o ensaio também deve ser realizado à temperatura ambiente entre 10 °C e 40 °C.
Porém, caso a temperatura ambiente seja diferente de 30 °C, a elevação de temperatura determinada
no ensaio deve ser multiplicada pelo fator de correção C, determinado pela seguinte equação:
T + 30
C=
T +t
onde

t é a temperatura do ambiente, expressa em graus Celsius (°C);

T é igual a 235 °C para enrolamentos de cobre e 225 °C para enrolamentos de alumínio.

12.1.3.4 Temperatura do líquido isolante

A temperatura da parte superior do líquido isolante deve ser medida por meio de um termopar
ou termômetro imerso, no máximo 5 cm abaixo da superfície do líquido.

No caso de TC selados, o fabricante pode adotar a temperatura do óleo baseando-se na temperatura


de um ponto externo cuja temperatura se aproxime do líquido isolante (por exemplo: membrana
metálica).

12.1.3.5 Determinação das temperaturas finais e elevações de temperatura

12.1.3.5.1 Partes metálicas

A elevação da temperatura das partes metálicas deve ser determinada a partir da temperatura medida
por termopares ou termômetros.

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O termopar deve ser firmemente ajustado à superfície em contato direto com esta. Em qualquer caso,
o par termoelétrico deve ficar isolado termicamente do meio circundante.

A elevação de temperatura de cada ponto é determinada subtraindo-se a temperatura medida por meio
do termopar da temperatura ambiente no instante da medição.

12.1.3.5.2 Enrolamentos

A elevação de temperatura de um enrolamento deve ser determinada por um dos seguintes métodos:
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 a) variação da resistência (determina a elevação média da temperatura ao longo do enrolamento) ou;

 b) método termométrico (determinação do ponto mais quente por meio de termopares). Este método
é aplicável apenas para TC secos que tenham enrolamentos expostos.

A temperatura média a quente do enrolamento pela medição da resistência deve ser determinada pela
seguinte equação:

θ= × (T + θ0 ) − T
R0
onde

T é igual a 235 °C para enrolamento de cobre e 225 °C para enrolamento de alumínio;

R0 é a resistência a frio, expressa em ohms (Ω), determinada de acordo com 12.1.3.2;

Rθ é a resistência a quente em ohms (Ω);

θ0 é a temperatura correspondente a R0, expressa em graus Celsius (°C);

θ é a temperatura correspondente a Rθ, expressa em graus Celsius (°C).

O tempo decorrido entre o desligamento do TC e o instante de medição de cada resistência a quente


deve ser registrado. O tempo necessário para estabilizar a corrente de medição registrado durante
as medições de resistência a frio serve de base para se tomarem as leituras das resistências a quente
(ver 12.1.3.2).

Quando se transferirem os condutores de ligação dos instrumentos de um enrolamento do TC para


outro, deve ser mantida a mesma polaridade relativa aos terminais do TC.

A elevação de temperatura do enrolamento, obtida pela medição da resistência em um determinado


tempo após o desligamento, deve ser corrigida por meio de método gráfico, para se obter o valor real
no instante do desligamento.

Para a correção mediante gráfico de resfriamento, deve ser feita uma série de medições de resistência
do enrolamento (pelo menos quatro), a intervalos aproximadamente iguais e traçar a curva dessa
resistência em função do tempo (ver exemplo na Figura 10). Essa curva é então extrapolada para
obter-se o valor da resistência no instante do desligamento do TC. A primeira medição deve ser feita
em um tempo de no máximo 3 min após o desligamento. O intervalo entre cada medição deve ser
inferior a 3 min, mas não inferior ao tempo necessário para estabilização da corrente de medição.
Se a corrente de medição não exceder a 15 % da corrente nominal do enrolamento, a corrente pode
ser mantida durante todo o período das medições para a curva de resfriamento.

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Na determinação da elevação de temperatura do enrolamento pelo método termométrico, coloca-se


um número conveniente de termômetros de álcool ou de pares termoelétricos em cada enrolamento,
de modo a não prejudicar o resfriamento destes. Quando a elevação de temperatura ficar estacionária,
deve-se interromper a corrente de ensaio. Imediatamente depois, os termômetros ou outros dispositivos
indicadores de temperatura devem ser lidos contínua e sucessivamente, até a temperatura começar
a cair. Se algum dos termômetros indicarem temperatura maior que as observadas durante o ensaio,
a temperatura mais alta atingida é registrada como temperatura final do ensaio.
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Figura 10 – Determinação da temperatura dos enrolamentos pela medição da resistência

O valor da resistência R deve ser determinada no gráfico, em intervalos de tempo iguais ΔT, obtendo
na curva os pontos A, B, C, D,..., de ordenadas R1, R2, R3, R4,..., respectivamente. Determinar
as variações de resistência ΔR1 = (R1 – R2), ΔR2 = (R2 – R3), ΔR3 = (R3 – R4),..., e os pontos P1,
P2, P3,..., cujas abscissas são – ΔR1, – ΔR2, – ΔR3,..., e ordenadas R2, R3, R4,..., respectivamente.
Pelos pontos P1, P2, P3, .., e R0 (resistência a frio em ohms) traçar a reta h, que representa a variação
da resistência até a primeira medida R1. Determinar o ponto P0, com ordenada R1, sobre a reta h
e traçar, por este ponto, uma paralela ao segmento P1R1, cuja interseção com o eixo das resistências
determina o ponto inicial, R0, da curva “resistência × tempo”. R0 é a resistência no instante
do desligamento.

12.1.4 Critério de aprovação

O TC deve ser considerado aprovado no ensaio se as elevações de temperatura determinadas no final


do ensaio não excederem os valores especificados em 5.6.

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12.2 Corrente suportável nominal de curta duração e valor de crista da corrente


suportável

12.2.1 Objetivo

Este ensaio deve ser realizado para comprovar que o transformador de corrente foi projetado
e construído para suportar, sem danos, os esforços mecânicos e térmicos causados por curtos-circuitos
externos.
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12.2.2 Procedimento

Para este ensaio, o transformador deve estar inicialmente à temperatura ambiente.

O ensaio térmico deve ser efetuado com o(s) enrolamento(s) secundário(s) em curto-circuito
e passando pelo enrolamento primário uma corrente de valor eficaz I durante um tempo t, de forma
que a grandeza (I2t) seja pelo menos igual (I2t) com o valor de t compreendido entre 0,5 s e 5 s.

O ensaio da corrente dinâmica deve ser efetuado também com o(s) enrolamento(s) secundário(s)
em curto-circuito e com uma corrente tal que o valor da primeira crista seja ao menos igual à corrente
dinâmica nominal Id, passando uma corrente durante um tempo suficiente para se obter a primeira
crista ou mesmo ultrapassá-la.

O ensaio da corrente dinâmica pode ser associado com o ensaio da corrente térmica de forma que
a primeira crista não seja inferior à corrente dinâmica nominal Id.

O enrolamento primário deve ser ligado na condição que corresponda aos maiores valores de correntes
de curta-duração especificados. Caso os mesmos valores de correntes de curta-duração forem
especificados para diferentes religações primárias, o TC deve ser conectado na condição que oferece
maior densidade de corrente It/A, onde A corresponde à seção transversal do condutor primário,
na condição conectada.

12.2.3 Método de ensaio

O transformador de corrente deve ser energizado do lado primário com o(s) terminal(is) secundário(s)
curto-circuitado(s).

O arranjo do ensaio deve reproduzir adequadamente os esforços mecânicos devido às forças


de atração e repulsão dos barramentos. Para TC a partir de 72,5 kV, deve-se utilizar o arranjo apresentado
na Figura 11, onde y corresponde à menor distância entre fases para a classe de tensão do equipamento,
conforme as Tabelas 24 e 25.

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x1 x2

y
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Figura 11 – Arranjo para ensaio de curto-circuito

Tabela 24 – Distâncias entre condutores para arranjo de ensaios


de curto-circuito para Um ≤ 245 kV
NBI y x1 x1 x2
condutores flexíveis condutores rígidos
kV mm mm mm mm
350 630 1 260 756 315
450 900 1 800 1 080 450
550 1 100 2 200 1 320 550
650 1 300 2 600 1 560 650
750 1 500 3 000 1 800 750
850 1 700 3 400 2 040 850
950 1 900 3 800 2 280 950
1 050 2 100 4 200 2 520 1 050

Tabela 25 – Distâncias entre condutores para arranjo de ensaios


de curto-circuito para Um ≥ 245 kV
Tensão suportável y x1 x1 x2
de impulso de manobra condutores flexíveis condutores rígidos
kV mm mm mm mm
950 2 100 4 200 2 520 1 050
1 050 2 100 4 200 2 520 1 050
1 175 2 350 4 700 2 820 1 175
1 300 2 700 5 400 3 240 1 350
1 425 3 100 6 200 3 720 1 550
1 550 3 500 7 000 4 200 1 750

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12.2.4 Critério de aprovação

O transformador deve ser considerado aprovado neste ensaio se, depois de retornar à temperatura
ambiente, satisfizer os seguintes requisitos:

 a) não apresentar danos visíveis;

 b) permanecer dentro da sua classe de exatidão especificada;

 c) suportar os ensaios dielétricos especificados em 13.2, 13.3, 13.5 e 13.6, mas com a tensão
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de ensaio reduzida para 90 % daqueles valores;

 d) ao examinar, o isolamento próximo à superfície de ambos os enrolamentos primário e secundário,


este não apresenta deterioração significativa (por exemplo, carbonização).

O exame descrito em d) não é necessário se a densidade de corrente real dos enrolamentos não
exceder 180 A/mm2, quando o enrolamento for de cobre de condutividade não inferior a 97 %
do valor dado pela IEC 60028 ou 120 A/mm2, quando o enrolamento de alumínio de condutividade não
inferior a 97 % do valor dado pela IEC 60121. A densidade de corrente real deve ser baseada no valor
eficaz simétrico medido da corrente de curto-circuito no enrolamento secundário (dividido pela relação
de transformação nominal no caso do enrolamento primário).

NOTA A experiência demonstra que, em funcionamento, os requisitos para a corrente de curto-circuito


são geralmente atendidos no caso de isolação classe A (105 °C), desde que a densidade de corrente
nos enrolamentos correspondente à corrente de curto-circuito não exceda os valores acima mencionados.

12.3 Ensaios de impulso


12.3.1 Objetivo

Verificar a suportabilidade do TC frente a transitórios de tensão similares aos provocados pelas


descargas atmosféricas e operações de manobra no sistema.

12.3.2 Procedimento

O ensaio de impulso deve ser realizado conforme ABNT NBR IEC 60060-1.

Os ensaios de impulso consistem na aplicação de tensão nos níveis nominais e de referência. A tensão
de impulso de referência deve estar compreendida entre 50 % e 75 % da tensão suportável nominal
de impulso. Devem ser registrados o valor de crista e a forma de onda do impulso.

O valor da tensão de ensaio deve ser escolhido de acordo com a Tabela 13 ou 14, dependendo
da tensão máxima do equipamento e do nível de isolamento especificado.

Qualquer evidência de falha no isolamento devido ao ensaio pode ser detectada por meio de variação
na forma de onda de referência e tensão suportável nominal.

12.3.3 Método de ensaio

Devido à baixa impedância dos enrolamentos primários, os seus terminais devem ser interligados
e a tensão deve ser aplicada entre eles e os secundários curto-circuitados e aterrados, juntamente
com o(s) ponto(s) previsto(s) para o aterramento do TC, conforme Figura 12. O TC deve ser montado
em um nível acima do solo não superior à altura da estrutura-suporte usada em serviço. Para ensaios
de impulso, a altura máxima permitida para a estrutura-suporte utilizada é de 2 m.
NOTA A altura máxima para ensaio corresponde à altura mínima de segurança utilizada nas subestações.

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Gerador
de
impulso
Centelhador
de corte
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TC sob Divisor de
ensaio tensão e
sistema de
aquisição da
forma de onda

Figura 12 – Verificação da tensão suportável de impulso

O intervalo máximo entre duas aplicações consecutivas deve ser o menor possível, não excedendo
5 min.

Devem ser registrados os oscilogramas de tensão.

Devem ser oscilografados todos os impulsos aplicados que excederem 40 % do valor especificado
para impulso pleno, para fins de comparação com os demais impulsos aplicados no ensaio.

Nos relatórios devem constar no mínimo os oscilogramas do primeiro impulso com valor reduzido,
dos impulsos cortados e do primeiro e último impulso pleno com valor nominal.

12.3.3.1 Ensaio de impulso atmosférico

A tensão deve ser um impulso atmosférico padronizado de 1,2/50, como definido na


ABNT NBR IEC 60060-1.

12.3.3.1.1 Enrolamentos com Um < 362 kV

Os impulsos plenos sem correções atmosféricas devem ser aplicados na seguinte ordem:

 a) 15 impulsos plenos de polaridade positiva;

 b) um impulso pleno de polaridade negativa;

 c) dois impulsos cortados de polaridade negativa;

 d) 14 impulsos plenos de polaridade negativa.

NOTA 1 Especifica-se a aplicação de 15 impulsos plenos positivos e 15 impulsos plenos negativos para
ensaiar o isolamento externo. Se outros ensaios forem acordados entre fabricante e usuário para verificar
o isolamento externo, o número de impulsos atmosféricos pode ser reduzido a três de cada polaridade,
sem correção para condições atmosféricas.

NOTA 2 Após a aplicação dos 15 impulsos positivos e antes do primeiro impulso negativo, pode-se aplicar
dois impulsos reduzidos (50 % do valor nominal) para despolarização da amostra.

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12.3.3.1.2 Particularidades para impulso cortado

O ensaio de impulso cortado só deve ser realizado com polaridade negativa.

A tensão deve ser um impulso atmosférico padronizado como definido na ABNT NBR IEC 60060-1,
cortado entre 2 μs e 5 μs. O circuito de ensaio de onda cortada deve ser ajustado de forma que
a oscilação de polaridade oposta do impulso fique limitada a aproximadamente 30 % do valor de crista.

O valor de crista deve ser de 110 % da tensão de impulso atmosférico pleno para equipamentos
de Um ≤ 36 kV e 115 % para equipamentos de Um > 36 kV.
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NOTA Podem ser acordados entre fabricante e usuário valores menores de tensão de impulso cortado.

Diferenças na forma de onda de impulso pleno aplicada antes e depois dos impulsos cortados são
indicações de falta interna.

A não ocorrência de descarga disruptiva no centelhador ou através do isolamento externo


autorrecuperante (ar), embora o oscilograma indique corte no impulso de tensão, é sinal evidente
de falha do TC.

As descargas durante impulsos cortados ao longo do isolamento externo autorrecuperante (ar) devem
ser desconsideradas na avaliação do comportamento do isolamento.

12.3.3.2 Ensaio de impulso de manobra sob chuva

A tensão deve ser um impulso de manobra padronizado de 250/2 500, como definido na
ABNT NBR IEC 60060-1.
A tensão de ensaio deve ser escolhida de acordo com a Tabela 14 e depende da tensão máxima
do equipamento e do nível de isolamento especificado. Este ensaio é aplicável para TC com
Um ≥ 362 kV.

O ensaio deve ser realizado com polaridade positiva. Devem ser aplicados 15 impulsos sucessivos,
com correção para condições atmosféricas conforme a ABNT NBR IEC 60060-1.

As condições de chuva devem estar de acordo com a Tabela 26.

Deve ser utilizado o circuito de ensaio conforme a Figura 12.

12.3.4 Critério de aprovação

O transformador deve ser considerado aprovado no ensaio se:

 a) não ocorrer descarga disruptiva no isolamento interno e ao longo do isolamento externo não
autorrecuperante;

 b) não ocorrer mais que duas descargas ao longo do isolamento externo autorrecuperante (pelo ar);

 c) não for detectada nenhuma outra evidência de falha de isolamento, por exemplo, variações
na forma de onda das grandezas registradas.

 d) não ocorrer nenhum ruído audível vindo do TC sob ensaio.

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 e) ser aprovado nos ensaios de rotina de medição de descargas parciais, capacitância e fator
de perdas dielétricas após ensaio de impulso.

NOTA 1 A realização do ensaio de cromatografia do óleo isolante antes e após impulso pode também
ser considerada como item de análise para impulso atmosférico. Esta Norma não estabelece limites para
evolução de gases antes e após ensaio de impulso atmosférico.

NOTA 2 Desconsiderar impulsos com descarga para as paredes ou teto do laboratório.

NOTA 3 Discordâncias entre os oscilogramas dos impulsos de tensão também podem ser causadas
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por condições anormais do circuito de ensaio externas ao TC, ou por dispositivos de proteção, por isso
recomenda-se que sejam investigadas.

12.4 Tensão suportável à frequência industrial sob chuva para transformadores de uso
externo

12.4.1 Objetivo

O método de ensaio sob chuva tem por objetivo simular o efeito da chuva natural sobre a isolação
externa para os demais ensaios dielétricos.

12.4.2 Procedimento

O ensaio deve ser realizado com o valor apropriado de tensão suportável nominal à frequência indus-
trial da Tabela 13 ou 14, de acordo com a tensão máxima do equipamento, aplicando-se correções para
as condições atmosféricas.

A realização do ensaio de tensão suportável à frequência industrial sob chuva dispensa a realização
do ensaio de tensão suportável à frequência industrial a seco.

As condições de chuva devem estar de acordo com a Tabela 26.

O TC deve ser montado em um nível acima do solo não superior à altura da estrutura-suporte usada
em serviço. A altura máxima permitida para a estrutura-suporte utilizada é de 2 m.

NOTA A altura máxima para ensaio corresponde à altura mínima de segurança utilizada nas subestações.

Tabela 26 – Condições de precipitação para ensaio sob chuva à frequência industrial


e de impulso de manobra
Ensaio sob chuva à Ensaio de impulso de
Característica Unidade
frequência industrial manobra sob chuva
Precipitação média do componente
mm/min (3 ± 0,3) (1,0 a 2,0)
vertical
Precipitação média do componente
mm/min – (1,0 a 2,0)
horizontal
Ensaio sob chuva à Ensaio de impulso de
Característica Unidade frequência industrial manobra sob chuva
Limites para medições individuais mm/min (3 ± 0,75) ± 0,5 (da média)

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Tabela 26 (continuação)
Ensaio sob chuva à Ensaio de impulso de
Característica Unidade
frequência industrial manobra sob chuva
Temperatura da água coletada °C ± 15 (ambiente) ± 15 (Ambiente)
Resistividade da água Ωm (100 ± 10) (100 ± 15)
Tempo de aplicação de tensão de
S 60 –
ensaio
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NOTA Valores superiores de precipitação e duração da chuva podem ser acordados entre fabricante
e usuário.

12.4.3 Método de ensaio

O procedimento do ensaio sob chuva deve ser de acordo com a ABNT NBR IEC 60060-1.

O TC deve ser submetido a um pré-condicionamento por 15 min antes da aplicação da tensão, já nas
condições de chuva indicadas na Tabela 26.

O ensaio deve ser realizado conforme o procedimento do ensaio a seco, porém o TC deve ser montado
em um nível acima do solo não superior à altura da estrutura-suporte usada em serviço.

12.4.4 Critério de aprovação

Os critérios de aprovação são os mesmos do ensaio a seco.

12.5 Tensão de radiointerferência

12.5.1 Objetivo

Este ensaio tem por objetivo verificar o nível de emissão de radiointerferência do TC.

12.5.2 Procedimento

O instrumento de medição utilizado e os procedimentos a serem seguidos devem estar de acordo


com a CISPR/TR18-2.

Uma tensão de 1,2 Um/√3 é aplicada ao TC e mantida no mínimo por 5 min. A seguir, essa tensão
é reduzida em degraus de 0,1 Um/√3 até 0,3 Um/√3 e novamente elevada seguindo os mesmos
degraus. O ciclo é repetido três vezes, sendo anotados os valores da tensão de radionterferência
a cada degrau.

O valor da tensão de radiointerferência, para efeito deste ensaio, é o maior valor tomado a 1,1 Um/√3.
Os demais valores, meramente informativos, constituem a curva de radiointerferência do TC
e se prestam a estudos de distribuição de campo elétrico do equipamento.

O TC deve ser montado em um nível acima do solo não superior à altura da estrutura-suporte usada
em serviço. A altura máxima permitida para a estrutura-suporte utilizada é de 2 m.

NOTA A altura máxima para ensaio corresponde à altura mínima de segurança utilizada nas subestações.

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12.5.3 Método de ensaio

A Figura 13 representa o esquema do circuito de ensaio que deve ser utilizado para medição da tensão
de radiointerferência produzida pelo TC.
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Legenda

F filtro
Lp indutância de filtragem (≥ 1 mH)
Rm resistor de medição
G entelhador

Figura 13 – Circuito para medição da tensão de radiointerferência

NOTA O capacitor de acoplamento pode ser dispensado se for possível realizar a medição por meio
da capacitância do TC sob ensaio.

As condições de energização do TC devem ser as mais próximas da condição real de aplicação.


O TC deve estar montado, com todos os seus acessórios normais que sejam capazes de afetar
a distribuição de campo elétrico, na sua superfície, como conectores, centelhadores etc. O TC deve
ser montado em um nível acima do solo não superior à altura da estrutura-suporte usada em serviço.

Uma área livre na qual todos os objetos circundantes devem ser aterrrados deve ser prevista
em torno do TC. O nível de ruído de fundo não pode ser superior à metade do limite máximo da tensão
de radiointerferência.

12.5.4 Critério de aprovação

O TC deve ser considerado aprovado se os níveis de tensão de radiointerferência forem inferiores


aos limites especificados em 6.1.6.

12.6 Resistência ôhmica dos enrolamentos

12.6.1 Objetivo

Determinar a resistência ôhmica dos enrolamentos do TC.

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12.6.2 Procedimento

Para TC em geral, a temperatura dos enrolamentos é considerada como a mesma do ar que o circunda,
desde que esteja em equilíbrio térmico com o ambiente e que não tenha circulado corrente pelos
enrolamentos deste.

12.6.3 Método de ensaio

A resistência dos enrolamentos pode ser medida pelos métodos descritos em 12.6.3.1 ou 12.6.3.2.
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12.6.3.1 Método da queda de tensão

Efetuar as ligações conforme o diagrama da Figura 14. O voltímetro utilizado deve ser de alta impe-
dância (pelo menos 20 vezes a resistência a ser medida).

Figura 14 – Esquema de ligação para medição da resistência ôhmica


dos enrolamentos por meio do método de queda de tensão

Conforme mostrado na Figura 14, deve-se aplicar uma tensão contínua e fazer simultaneamente
as medições de corrente e tensão. Calcula-se, então, a resistência do enrolamento pela lei de ohm.
Combinações de resistores e milivoltimetros, ou outros instrumentos que permitam a medição com
a exatidão desejada, podem ser utilizados.

A corrente usada não pode ser superior a 15 % da corrente nominal do enrolamento sob ensaio,
para evitar erro causado pelo aquecimento deste.

Os condutores de ligação do voltímetro devem ser independentes dos condutores de ligação


da corrente e devem ser ligados o mais próximo possível dos terminais do enrolamento a ser medido,
para se evitar o efeito da resistência dos condutores de corrente e dos seus contatos.

Se a fonte de corrente não for bateria ou pilha, o ponteiro do voltímetro pode vibrar. Neste caso,
qualquer um dos enrolamentos estranhos à medição pode ser curto-circuitado, para amortecer tais
vibrações, o que, no entanto, só deve ser feito depois que a corrente no enrolamento ensaiado atingir
um valor estacionário. Se este curto-circuito for aplicado antes, o tempo para estabilização da corrente
deve ser maior, o que pode introduzir erros no valor da resistência medida.

Quando são usados instrumentos de deflexão, devem-se fazer leituras com pelo menos quatro valores
de corrente. A média aritmética das resistências calculadas com essas leituras é considerada como
o valor da resistência do enrolamento.

Para proteger o voltímetro contra danos causados pela deflexão excessiva do ponteiro, deve-se
desligá-lo antes de ser aplicada ou retirada a corrente do circuito.

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12.6.3.2 Método da ponte

Este método consiste no emprego da ponte de Wheatstone ou de Kelvin para a medição da resistência.
É o método geralmente preferido por sua exatidão, conveniência e campo de medição. É recomendado
para medições de resistência relacionadas com determinação de elevação de temperatura.

12.6.4 Critério de aprovação

Se especificados valores-limite de resistência, os valores medidos devem ser iguais ou inferiores


aos valores especificados. Quando não especificados, os valores obtidos são meramente informativos.
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12.7 Ensaio de tipo de estanqueidade

12.7.1 Objetivo

Verificar o projeto de TC imersos em líquido isolante quanto à estanqueidade em condições reais


de operação. Verificar o desempenho do projeto em relação à vedação e funcionamento dos dispositivos
de expansão de óleo.

12.7.2 Procedimento

As pressões e os tempos a que estarão submetidos o líquido isolante do TC, à sua temperatura normal
de operação, são os especificados na Tabela 27.

Tabela 27 – Valores para ensaio de estanqueidade


Tensão máxima Pressão manométrica Tempo de aplicação
Tipo do TC do equipamento
kV MPa h
Selado todas 0,07 1
≥ 72,5 0,05 24
Não selado
< 72,5 0,03 24
NOTA 1 MPa = 10,20 kgf/cm2 = 145,04 lb/pol2

12.7.3 Método de ensaio

O TC deve ser levado e mantido à sua temperatura normal de operação mediante circulação
de corrente térmica contínua nominal nos enrolamentos durante um período de 8 h.

Deve-se, então, aplicar a pressão (lida em um manômetro) sobre a superfície do líquido isolante
por meio de nitrogênio extraseco, por meio do óleo isolante ou por meio da pressão na membrana
do tanque de expansão. Atingida a pressão da Tabela 27, esta deve ser mantida constante durante
todo tempo de ensaio especificado na Tabela 27.

Este ensaio pode ser realizado após o ensaio de elevação de temperatura.

NOTA Mediante acordo entre fabricante e usuário, o aquecimento do TC pode ser realizado em estufas.
Recomenda-se que a temperatura e o tempo sejam ajustados de forma a produzir o mesmo efeito do método
convencional, sendo a temperatura dos enrolamentos obtida pela medição da resistência ôhmica.

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12.7.4 Critério de aprovação

O TC deve ser considerado aprovado no ensaio se durante este não apresentar vazamentos nem
deformações permanentes.

12.8 Exatidão

12.8.1 Objetivo

Verificar se o TC atende aos requisitos da classe de exatidão especificada.


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12.8.2 Procedimento

12.8.2.1 Enrolamento de medição

O ensaio deve ser realizado nas correntes de 10 %, 100 % da corrente nominal e corrente térmica
contínua nominal, com cada carga nominal especificada pelo cliente. Para as classes especiais 0,3S
e 0,6S, o ensaio deve ser realizado nas correntes de 5 %, 20 %, 100 % da corrente nominal e corrente
térmica contínua nominal.

Quando uma faixa de cargas for especificada, o ensaio de tipo deve ser realizado para todas as cargas
do intervalo que tenham mesmo fator de potência.

(Exemplo) 1 Especificação para o núcleo: 12,5 VA a 45 VA 0,6.

O ensaio deve ser realizado para as cargas-padrão no intervalo solicitado, ou seja (TC 5A): 12,5 VA,
22,5 VA e 45 VA, conforme a Tabela 8.

(Exemplo) 2 Especificação para o núcleo: 4 VA a 10 VA 0,3.

O ensaio deve ser realizado para as cargas-padrão no intervalo solicitado, O ensaio deve ser realizado
para as cargas-padrão no intervalo solicitado, ou seja (TC 1A): 4 VA; 5 VA, 8 VA e 10 VA, conforme
as Tabelas 10 e 11.

Este ensaio deve ser realizado na corrente nominal com cada carga nominal especificada pelo
cliente. Além dos erros de relação e defasagem, deve ser realizado o ensaio de determinação do erro
composto, conforme 12.9.

12.8.2.2 Enrolamento de proteção classes PX e PXR

Deve-se verificar o erro de espiras à corrente nominal, com carga nula. Deve-se também verificar
a tensão de joelho conforme 13.11.

12.8.2.3 Enrolamento de proteção classes PR

Este ensaio deve ser realizado na corrente nominal e corrente térmica contínua nominal com cada
carga nominal especificada pelo cliente. Além dos erros de relação e defasagem, deve ser realizado
o ensaio de determinação do erro composto, conforme 12.9.

12.8.3 Método de ensaio

Para as medições de erro de relação e fase, os ensaios podem ser feitos utilizando os seguintes
métodos.

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12.8.3.1 Métodos absolutos

O desempenho do TC é avaliado por meio de resistências e reatâncias de valores conhecidos.


Os métodos são os seguintes.

12.8.3.1.1 Método da resistência

Neste método, resistores não indutivos de quatro terminais, com resistências de valores conhecidos,
são ligados em série com o circuito primário e secundário do TC, aplicando-se suas quedas de tensão
em oposição a um instrumento adequado.
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12.8.3.1.2 Método da indutância mútua

Os circuitos primário e secundário do TC são, cada um deles, ligados em série com os enrolamentos
primários dos transformadores de núcleo toroidal de defasamento desprezível, comparando-se
as forças eletromotrizes induzidas nos enrolamentos secundários destes.

12.8.3.1.3 Método do equilíbrio da força magnetomotriz

Neste método, faz-se circular as correntes primária e secundária em dois enrolamentos opostos,
montados em um núcleo toroidal de três enrolamentos. A relação de espiras é então variada,
até se anular a tensão induzida no terceiro enrolamento.

12.8.3.2 Método relativo

Consiste na comparação com um TC-padrão, o qual pode ou não ter a mesma relação nominal do TC
sob ensaio, de acordo com o circuito de ponte utilizado. O TC sob ensaio é ligado em série com
o TC-padrão conforme a Figura 15. Os circuitos secundários são também ligados em série, de modo
a se somarem as suas tensões. A diferença entre as correntes secundárias é levada a um circuito
em ponte adequado para fins de medição.

Figura 15 – Circuito para ensaio de exatidão pelo método relativo

12.8.3.3 Método indireto

Consiste na determinação dos erros de relação e de fase por meio da medição de parâmetros do
circuito equivalente do TC. Para este método, sinais de baixa potência e baixa frequência são utilizados
para produzir no núcleo magnético o mesmo fluxo correspondente às condições nominais de corrente,
frequência e carga.

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A determinação dos parâmetros do circuito equivalente do TC é realizada de acordo com o princípio


apresentado no Anexo C.

12.8.3.4 Considerações gerais

Se o enrolamento primário consistir em duas ou mais seções com o mesmo número de espiras
cada uma, o erro de relação e o ângulo de fase devem ser praticamente os mesmos, quer estejam
as seções em série ou em paralelo, desde que a frequência, a carga secundária e a corrente secundária
sejam as mesmas.
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Antes do ensaio, o TC deve ser desmagnetizado conforme 12.8.3.5, exceto quando houver interesse
em conhecer os efeitos da magnetização residual sobre a exatidão do TC.

NOTA 1 Para todos os métodos, é permitido o uso de instrumentos eletrônicos dentro de sua validade
de calibração.

NOTA2 Para qualquer método escolhido, convém que seja tomado o cuidado de reduzir ao mínimo
os erros resultantes de defasamentos residuais em elementos do circuito, devido à interferência indutiva entre
os circuitos ou às capacitâncias de fuga.

12.8.3.5 Métodos para desmagnetização

Para desmagnetização do TC, são recomendados os métodos descritos a seguir.

12.8.3.5.1 Método 1

Ligar o TC conforme a Figura 16 de modo a circular uma corrente suficiente no enrolamento


de maior número de espiras, até que se observe a saturação do núcleo pelas leituras do voltímetro
e amperímetro, evitando-se, porém, que a corrente térmica contínua nominal seja excedida. Em seguida,
reduzir lentamente a corrente até zero.

Figura 16 – Desmagnetização energizando-se o enrolamento de maior número de espiras

12.8.3.5.2 Método 2

Ligar o TC conforme Figura 17 de modo a circular corrente térmica contínua nominal no enrolamento
de menor número de espiras. Aumentar a resistência R ligada ao enrolamento com maior número
de espiras até obter a saturação, o que é indicado pela redução da corrente no enrolamento de maior
número de espiras. Reduzir lentamente a resistência até zero e desligar a fonte de alimentação.

A resistência deve ser variada continuamente para evitar a abertura do enrolamento de maior número
de espiras.

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Figura 17 – Desmagnetização energizando-se o enrolamentode menor número de espiras


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NOTA Para casos onde a relação de transformação é 1:1, ambos os métodos podem ser utilizados
energizando-se qualquer um dos enrolamentos.

12.8.4 Critério de aprovação

Para os enrolamentos de medição, o TC deve ser considerado aprovado se os erros de relação


e ângulo estiverem dentro do paralelogramo de exatidão da classe especificada.

Para os enrolamentos de proteção classe P, o TC deve ser considerado aprovado se o erro de relação
e o erro composto estiverem dentro dos limites definidos na Tabela 21.

Para os enrolamentos de proteção classe PR, o TC deve ser considerado aprovado se os erros
de relação e ângulo estiverem dentro dos limites definidos na Tabela 22.

Para os enrolamentos de proteção classe PX, o erro de relação de espiras, medido à corrente nominal,
deve ser inferior a ± 0,25 %.

Para os enrolamentos de proteção classe PXR, o erro de relação de espiras, medido à corrente
nominal, deve ser inferior a ± 1 %.

12.9 Erro composto para classes P e PR

12.9.1 Objetivo

Verificar se o TC atende aos requisitos de erro composto da classe de exatidão especificada para
a corrente-limite de exatidão.

12.9.2 Procedimento

O ensaio de tipo deve ser realizado por ensaio direto conforme 12.9.3.1

Para TC com núcleos toroidais contínuos, e enrolamentos secundários uniformemente distribuídos


ou porções de enrolamentos secundários tendo ainda um condutor primário centralizado ou enrolamento
primário uniformemente distribuído, o ensaio direto pode ser substituído pelo ensaio indireto conforme
12.9.3.2, desde que os efeitos do condutor de retorno primário sejam desprezíveis.

12.9.3 Método de ensaio

12.9.3.1 Ensaio direto

O ensaio direto é realizado com aplicação ao enrolamento primário de uma corrente senoidal de valor
igual à corrente-limite de exatidão especificada. O enrolamento secundário sob ensaio deve estar
conectado à sua carga nominal especificada e os demais secundários devem estar curto-circuitados.

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12.9.3.2 Ensaio indireto

O ensaio indireto é realizado com o enrolamento primário aberto, sendo o enrolamento secundário
energizado à frequência nominal por uma tensão puramente senoidal cujo valor eficaz deve ser igual
à força eletromotriz limite de exatidão secundária definida em 3.3.10.

A corrente de excitação resultante, expressa como uma porcentagem da corrente secundária nominal
multiplicada pelo fator-limite de exatidão, não pode exceder o limite para o erro composto especificado.
O erro composto obtido por meio do método indireto é calculado a partir da expressão a seguir:
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Ie
Ec (%) = × 100
Fle × Is
onde

Fle é o fator-limite de exatidão;

Ie é o valor eficaz da corrente de excitação;

Is é a corrente secundária nominal.

NOTA 1 Para TC com enrolamento secundário uniformemente distribuído, no cálculo da força eletromotriz
limite de exatidão, a impedância do enrolamento secundário é assumida como sendo igual à resistência
do enrolamento secundário medida à temperatura ambiente e corrigida a 75 °C.

NOTA 2 Na determinação do erro composto pelo método indireto, uma possível diferença entre a relação
de espira e a relação de transformação nominal não precisa ser levada em consideração.

12.9.4 Critério de aprovação

O TC é considerado aprovado se o erro composto encontrado atender aos limites estabelecidos para
cada classe de proteção conforme Tabela 21, para classe P, e Tabela 22, para classe PR.

13 Ensaios de rotina
13.1 Verificação de marcação de terminais e polaridade

13.1.1 Objetivo

Verificar a correta polaridade e identificação dos terminais.

13.1.2 Procedimento

Devem-se verificar as marcações dos terminais conforme 10.2.

13.1.3 Método de ensaio

Para determinar a polaridade e verificar as marcações dos terminais, pode ser aplicado um dos dois
métodos a seguir:

 a) método da comparação com um TC de polaridade conhecida;

NOTA É permitido realizar este ensaio em conjunto com o ensaio de exatidão.

 b) método da corrente contínua.

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13.1.3.1 Método de comparação com um TC de polaridade conhecida

Quando se dispõe de um TC de polaridade conhecida e de relação nominal igual à do TC sob ensaio,


a polaridade deste último pode ser determinada por comparação, como prescrito a seguir.

Ligar os dois TC de acordo com a Figura 18. Fazer circular uma corrente nos primários ligados
em série. O amperímetro indica zero, no caso das polaridades relativas dos dois TC serem idênticas.

Como alternativa, a polaridade pode ser verificada durante o ensaio de exatidão pelo método descrito
em 12.8.3.2.
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NOTA Para aplicação da tensão, recomenda-se que seja respeitado o nível de isolamento dos terminais.

Figura 18 – Determinação da polaridade pelo método de comparação com um TC


de polaridade conhecida

13.1.4 Método da corrente contínua

Para o método da corrente contínua, existem dois procedimentos que podem ser aplicados de acordo
com as particularidades de cada caso. O primeiro é descrito em a) e o segundo, em b).

 a) ligar um voltímetro de corrente contínua aos terminais do enrolamento com maior número
de espiras. Aplicar a estes terminais uma tensão fornecida por uma fonte de corrente contínua,
conforme a Figura 19, e observar o sentido da deflexão do ponteiro do voltímetro. Transferir
em seguida a fonte aos terminais correspondentes do outro enrolamento, sem cruzar os fios.
Ao fechar-se o circuito da fonte, se a deflexão momentânea do ponteiro for no mesmo sentido
da anterior, a polaridade deve ser subtrativa, isto é, os terminais correspondentes devem ter
a mesma polaridade;

 b) ligar o voltímetro de corrente contínua aos terminais do enrolamento com maior número de espiras.
Aplicar a estes terminais uma tensão fornecida por uma fonte de corrente contínua, conforme
a Figura 20 e observar o sentido da deflexão do ponteiro do voltímetro. Desligar a fonte e transferir,
em seguida, o voltímetro para os terminais correspondentes do enrolamento com menor número
de espiras. Ao fechar-se o circuito da fonte, se a deflexão momentânea do ponteiro for no mesmo
sentido da anterior, a polaridade deve ser subtrativa, isto é, os terminais correspondentes devem
ter a mesma polaridade.

NOTA As Figuras 19 e 20 apresentam exemplos nos quais o enrolamento primário P1-P2 é o enrolamento
de maior número de espiras.

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Figura 19 – Determinação da polaridade pelo método de corrente contínua – Método a)

Figura 20 – Determinação da polaridade pelo método de corrente contínua – Método b)

13.1.5 Critério de aprovação

Pelo método de comparação com um TC de polaridade conhecida, a ausência de corrente no ampe-


rímetro indica que as polaridades dos dois TC são idênticas.

Quando a comparação for verificada no ensaio de exatidão, a defasagem angular deve estar dentro
da classe especificada.

Pelo método da corrente contínua, quando as deflexões momentâneas do ponteiro forem no mesmo
sentido para ambas as posições da chave, os terminais correspondentes são de mesma polaridade.

13.2 Ensaio de tensão suportável à frequência industrial a seco no primário

13.2.1 Objetivo

Verificar a suportabilidade dielétrica do isolamento entre enrolamento(s) primário(s) e secundário(s)


e massa.

13.2.2 Procedimento e método de ensaio

Os ensaios de tensão suportável à frequência industrial no primário devem ser realizados em confor-
midade com a ABNT NBR IEC 60060-1.

A tensão de ensaio deve ter o valor apropriado, indicado nas Tabelas 13 ou 14, de acordo com a tensão
máxima do equipamento (Um). O ensaio pode ser realizado a 60 Hz ou 50 Hz, com duração de 60 s.

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A tensão deve ser aplicada entre os terminais primários curto-circuitados e a terra. Os terminais
secundários curto-circuitados e a massa devem ser conectados à terra.

No caso de repetição por ocasião de ensaios de tipo ou especiais, ou em caso de TC usado ou recu-
perado, os ensaios de tensão suportável à frequência industrial devem ser feitos com 80 % da tensão
de ensaio especificada.

13.2.3 Critério de aprovação

Os TC devem ser capazes de suportar estes ensaios com os valores de tensão especificados sem que
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se produzam descargas disruptivas e sem que haja evidência de falha.

13.3 Medição de descargas parciais

13.3.1 Objetivo

Verificar a qualidade do isolamento por meio da medição do nível de descargas parciais.

13.3.2 Procedimento

O instrumento usado deve medir a carga aparente (q) expressa em picocoulomb. Os instrumentos
utilizados para medição de descargas parciais, bem como a calibração do circuito de ensaio, devem
estar em conformidade com a ABNT NBR 6940.

Exemplos de circuitos de ensaio são apresentados nas Figuras 21, 22 e 23.

Legenda

T transformador de ensaio (transformador elevador) (fonte de tensão)


C a transformador sob ensaio
C k capacitor de acoplamento
M instrumento de medição
Zm impedância de medição
Z filtro (não é necessário se Ck estiver no transformador de ensaio)

Figura 21 – Circuito de ensaio para medição de descargas parciais tipo A


(impedância de medição em série com o equipamento sob ensaio)

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Legenda

T transformador de ensaio (transformador elevador) (fonte de tensão)


C a transformador sob ensaio
C k capacitor de acoplamento
M instrumento de medição
Zm impedância de medição
Z filtro (não é necessário se Ck estiver no transformador de ensaio)

Figura 22 – Circuito de ensaio para medição de descargas parciais tipo B


(impedância de medição em série com o capacitor de acoplamento)

Legenda

T transformador de ensaio (transformador elevador) (fonte de tensão)


C a transformador sob ensaio
Ca1 transformador auxiliar isento de descargas parciais (ou Ck capacitor de acoplamento)
M instrumento de medição
Zm1Zm2 impedância de medição
Z filtro

Figura 23 – Circuito de ensaio para medição de descargas parciais tipo C (circuito balanceado)

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Quando utilizado instrumento de banda larga, a largura da banda deve ser de pelo menos 100 kHz,
com uma frequência de corte não excedendo 1,2 MHz.

Quando usado instrumento de banda estreita, este deve ter a frequência de ressonância entre
0,15 MHz. a 2 MHz. Os valores preferenciais ficam na faixa entre 0,5 MHz a 2 MHz, mas, se possível,
a medição deve ser executada à frequência de maior sensibilidade.

A sensibilidade deve permitir detectar um nível de descarga parcial de 5 pC.

O ruído de fundo deve ser igual ou inferior à metade do valor máximo permitido de descarga parcial
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para o nível de tensão de ensaio.

O ruído deve ser suficientemente menor que a sensibilidade. Podem ser desconsiderados pulsos que
forem identificados como perturbações externas.

NOTA 1 Para a supressão de ruído externo, o circuito de ensaio balanceado é o apropriado (ver Figura 20).
O uso de capacitor de acoplamento para equilibrar o circuito pode ser inadequado para a eliminação
de interferência externa.

NOTA 2 Quando for utilizado processamento e recuperação eletrônico de sinal para reduzir o ruído de fundo,
a eficácia deste método é demonstrada variando-se seus parâmetros de forma a permitir a detecção
de pulsos repetidos.

13.3.3 Métodos de ensaio

Depois de realizado o pré-condicionamento de acordo com procedimento A ou B, reduz-se a tensão


de ensaio de descargas parciais para os níveis especificados na Tabela 15 ou 16 de acordo com
a tensão máxima do equipamento e mede-se o nível de descargas parciais correspondentes dentro
de 30 s.

13.3.3.1 Procedimento A

O ensaio de descargas parciais é realizado ao reduzir-se a tensão, sem interrupção, em seguida


ao ensaio de tensão suportável à frequência industrial no primário, até alcançar as tensões de ensaio
especificadas para descargas parciais.

13.3.3.2 Procedimento B

O ensaio de descargas parciais é realizado após o ensaio de tensão suportável à frequência industrial
no primário. A tensão aplicada é elevada a 80 % da tensão suportável à frequência industrial
no primário, mantendo-a por não menos de 60 s e então reduzida, sem interrupção, às tensões
de ensaio de descargas parciais especificadas.

Se não especificado em contrário, a escolha de procedimento é do fabricante. O método de ensaio


deve ser indicado no relatório de ensaio.

13.3.4 Critério de aprovação

Os níveis de descargas parciais medidos não podem exceder os limites especificados na Tabela 15
ou 16 de acordo com a tensão máxima do equipamento.

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13.4 Medição de capacitância e fator de perdas dielétricas

13.4.1 Objetivo

A medição do fator de perdas dielétricas destina-se a obtenção de um parâmetro para avaliação


da qualidade do isolamento principal do TC por meio da comparação do valor medido em fábrica
com os valores obtidos em campo ao longo da vida útil do TC.

A medição da capacitância pode ser utilizada como meio de avaliação de uniformidade do lote.
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13.4.2 Procedimento

Este ensaio é aplicável para TC imerso em óleo com Um ≥ 72,5 kV.

NOTA Este ensaio pode ser solicitado para classes de tensão menores que 72,5 kV para equipamentos
imersos em óleo, mediante acordo entre fabricante e usuário.

A medição deve ser feita por meio do método do watt por volt-ampère ou pelo método de ponte.

As medições devem ser realizadas a 10 kV (eficaz) para ensaios de rotina. Quando este ensaio for
realizado como parte dos ensaios de tipo, deve também ser realizada medição a Um/√3.

A medição do fator de perdas dielétricas do isolamento deve ser realizada após os ensaios
de tensão suportável e, quando solicitado pelo usuário, pode ser feita também antes dos ensaios,
para comparação dos resultados das medições.

Uma vez que o valor da capacitância pode ser utilizado para verificar a uniformidade do lote, os limites
de variação na medição de capacitância podem ser objeto de acordo entre fabricante e cliente.

Quando o TC for fornecido com terminal isolado para medição de tangente de delta, este deve ser
submetido a um ensaio de tensão suportável à frequência industrial durante 1 min. O valor da tensão
aplicada entre o terminal e a base do TC deve ser de 4 kV para terminais abrigados dentro da caixa
secundária, e de 10 kV, para terminais expostos.

13.4.3 Método de ensaio

A tensão deve ser aplicada entre os terminais primários curto-circuitados e o terra. Os terminais
secundários curto-circuitados e a massa devem ser conectados à ponte de medição. Neste caso,
a massa deve estar isolada do potencial de terra.

Se o TC for fornecido com um terminal isolado especial para medição de tangente de delta,
este terminal deve ser desconectado do potencial de terra e conectado à ponte de medição.
Os terminais secundários e a massa são conectados à terra. Os circuitos de ensaio são apresentados
nas Figuras 24 e 25.

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Figura 24 – Circuito de ensaio para transformador sem terminal especial


para medição de tangente delta

Figura 25 – Circuito de ensaio para transformador com terminal especial


para medição de tangente delta

13.4.4 Critério de aprovação

O fator de perdas dielétricas medido à temperatura ambiente não pode exceder 0,5 % para TC imerso
em óleo.

NOTA Caso este ensaio seja solicitado para classes de tensão menores que 72,5 kV para equipamentos
imersos em óleo, convém que o critério de aprovação seja acordado entre fabricante e usuário.

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13.5 Ensaio de tensão de tensão suportável à frequência industrial em enrolamentos


secundários e entre seções do primário

13.5.1 Objetivo

Verificar a suportabilidade dielétrica do isolamento entre enrolamento(s) secundário(s), entre secun-


dário (s) e massa e entre seções dos enrolamentos primários.

13.5.2 Procedimento
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Entende-se por seções do primário as bobinas primárias independentes utilizadas para religações
em série, série-paralelo ou paralelo.

A tensão de ensaio de 3 kV (eficaz) deve ser mantida durante 1 min.

Para enrolamentos secundários especificados com classe PX ou PXR, com uma tensão de joelho
Ek ≥ 2 kV (eficaz), a tensão de ensaio entre secundários deve ser de 5 kV (eficaz).

13.5.3 Método de ensaio

A tensão de ensaio especificada é aplicada separadamente a cada um dos enrolamentos secundários,


ou seções, sucessivamente, com a massa e os demais enrolamentos curto-circuitados e aterrados.
O circuito de ensaio é apresentado na Figura 26.

Em TC usado ou com enrolamento(s) recuperado(s), o ensaio deve ser executado com 80 % da tensão
especificada.

Figura 26 – Circuito de ensaio para tensão suportável à frequência industrial


entre secundários ou entre seções do primário

13.5.4 Critério de aprovação

Durante 1 min, não podem ser observadas descargas disruptivas ou evidências de falha no isolamento.

13.6 Ensaio de sobretensão entre espiras

13.6.1 Objetivo

Verificar a suportabilidade dielétrica do isolamento entre espiras dos enrolamentos.

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13.6.2 Procedimento

O ensaio deve ser realizado no enrolamento completo de acordo com um dos métodos apresentados
em 13.6.3. Se nada for acordado previamente, a escolha do método cabe ao fabricante.

Quando o ensaio for realizado de acordo com o método B, a frequência da tensão de ensaio deve ser
majorada a uma frequência entre 120 Hz e 400 Hz, de forma a permitir a aplicação de um valor mais
elevado de tensão.

Quando a frequência de ensaio exceder duas vezes a frequência nominal, a duração do ensaio deve
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ser inferior a 60 s, conforme a expressão a seguir.


dobro da frequência nominal
duração do ensaio (em s) = × 60
frequência de ensaio
A duração não pode ser inferior a 18 s.

Em TC usado ou com enrolamento(s) recuperado(s), este ensaio deve ser executado com 80 %
das tensões especificadas.

A tensão de ensaio especificada é de 3 500 V crista.

NOTA Devido ao procedimento de ensaio, a forma de onda pode ser altamente distorcida.

Para enrolamentos secundários especificados com classe PX ou PXR, quando a tensão de joelho
for Ek ≥ 350 V (eficaz), o valor de crista especificado da tensão de ensaio deve ser dez vezes o valor
eficaz da tensão de joelho, ou 10 kV crista, o que for menor.

13.6.3 Métodos de ensaio

O ensaio deve ser realizado conforme um dos métodos descritos a seguir.

13.6.3.1 Procedimento A

Com o enrolamento secundário sob ensaio aberto (ou conectado a um dispositivo de alta impedância
que faça leitura de valor de crista da tensão), uma corrente senoidal, a uma frequência entre 40 Hz
e 60 Hz e de valor eficaz igual à corrente térmica contínua nominal, deve ser aplicada por 60 s
ao enrolamento primário. Os demais secundários devem estar curto-circuitados e aterrados. A corrente
aplicada deve ser limitada se a tensão de ensaio especificada é obtida antes de se atingir a corrente
térmica contínua nominal. A Figura 27 apresenta o circuito de ensaio para este procedimento.

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Figura 27 – Circuito para ensaio de sobretensão entre espiras conforme procedimento A

13.6.3.2 Procedimento B

Com o enrolamento primário aberto, a tensão de ensaio (a uma frequência não inferior a 120 Hz) deve
ser aplicada a cada enrolamento secundário por um tempo determinado conforme 13.6.2. A tensão
de ensaio deve ser elevada até que uma das condições a seguir seja atingida, a que ocorrer primeiro:

—— o valor da tensão aplicada atinja a tensão especificada;

—— a corrente secundária atinja o valor correspondente à corrente térmica contínua nominal.

O ensaio de sobretensão entre espiras não é um ensaio realizado para verificar a suportabilidade
do TC em operação com secundário aberto. O TC não pode operar desta maneira devido às sobre-
tensões potencialmente perigosas e sobreaquecimento que pode ocorrer.

Figura 28 – Circuito para ensaio de sobretensão entre espiras conforme procedimento B

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13.6.4 Critério de aprovação

O TC é considerado aprovado se não ocorrerem quaisquer falhas no isolamento entre espiras.

Para o método A, a falha pode ser verificada por meio de redução súbita no valor da tensão secundária.

Para o método B, a falha pode ser verificada por meio de elevação súbita da corrente durante o ensaio.

13.7 Ensaio de estanqueidade


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13.7.1 Objetivo

Este ensaio visa verificar as vedações e a resistência mecânica do TC imerso em líquido isolante para
um aumento de pressão interna.

13.7.2 Procedimento

O ensaio pode ser realizado durante o processo de fabricação conforme acordo entre fabricante
e usuário. Quando realizado durante o processo de fabricação, é necessário que o ensaio seja realizado
com o TC já montado com seus dispositivos de expansão e com o nível de óleo nas condições normais
de serviço.

Neste caso, o procedimento proposto pelo fabricante deve ser previamente informado ao usuário para
aprovação. Caso não seja aprovado, deve ser utilizado o procedimento descrito a seguir.

As pressões e os tempos a que devem estar submetidos o líquido isolante dos TC, à temperatura
ambiente, são os especificados na Tabela 28.

Tabela 28 – Valores para ensaios de estanqueidade a frio


Tipo do TC Tensão máxima Pressão Tempo de aplicação
do equipamento manométrica
kV MPa h
Selado Todas 0,07 1
≥ 72,5 0,05 24
Não selado
< 72,5 0,03 24
NOTA 1 MPa = 10,20 kgf/cm2 = 145,04 lb/pol2

13.7.3 Método de ensaio

Deve-se aplicar a pressão sobre a superfície do líquido isolante por meio de nitrogênio extra seco,
óleo isolante ou mediante pressão na membrana do tanque de expansão. A pressão deve ser medida
por meio de um manômetro instalado no topo do TC. Atingida a pressão da Tabela 28, esta deve ser
mantida constante durante todo tempo de ensaio.

13.7.4 Critério de aprovação

O TC deve ser considerado aprovado no ensaio se, durante este, não apresentar vazamentos nem
deformações permanentes.

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13.8 Ensaio de exatidão

13.8.1 Objetivo

Verificar se o TC atende aos requisitos da classe de exatidão especificada.

13.8.2 Procedimento

13.8.2.1 Enrolamento de medição


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O ensaio deve ser realizado nas correntes de 10 %, 100 % da corrente nominal e corrente térmica
contínua nominal, com cada carga nominal especificada pelo cliente. Para as classes especiais 0,3S
e 0,6S, o ensaio deve ser realizado nas correntes de 5 %, 20 %, 100 % da corrente nominal e corrente
térmica contínua nominal.

Quando mais de uma carga nominal for especificada, o ensaio deve ser realizado completo para uma
unidade do lote, conforme parágrafo anterior e apenas para a maior e a menor carga especificada
de cada fator de potência, para as demais unidades.

(Exemplo) 1 Especificação para o núcleo: 12,5 VA a 45 VA 0,6.

Uma unidade do lote deve ser ensaiada para as cargas 12,5 VA, 22,5 VA e 45 VA. As demais unidades devem
ser ensaiadas apenas com 12,5 VA e 45 VA. Não é realizado o ensaio para carga de 25 VA, por se tratar
de uma carga com fator de potência 0,5.

(Exemplo) 2 Especificação para o núcleo: 2,5 VA a 20 VA 0,3.

Uma unidade do lote deve ser ensaiada para as cargas 2,5 VA, 4 VA, 5 VA, 8 VA, 10 VA e 20 VA. As demais
unidades devem ser ensaiadas apenas com 2,5 VA e 5 VA, para fator de potência 1,0 e com 8 e 20 VA para
o fator de potência 0,9.

NOTA Mais unidades de um lote podem ser ensaiadas para todas as cargas mediante acordo entre
fabricante e usuário.

13.8.2.2 Enrolamento de proteção classe P

Esse ensaio deve ser realizado na corrente nominal com cada carga nominal especificada pelo
cliente. Além dos erros de relação e defasagem, deve ser realizado o ensaio de determinação do erro
composto, conforme 13.10.

13.8.2.3 Enrolamento de proteção classes PX e PXR

Deve-se verificar o erro de espiras à corrente nominal, com carga nula. Deve-se também verificar
a tensão de joelho conforme 13.11.

13.8.2.4 Enrolamento de proteção classe PR

Esse ensaio deve ser realizado na corrente nominal com cada carga nominal especificada pelo
cliente. Além dos erros de relação e defasagem, deve ser realizado o ensaio de determinação do erro
composto, conforme 13.10.

13.8.3 Método de ensaio

O método de ensaio é idêntico ao do ensaio de tipo, conforme 12.8.3.

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13.8.4 Critério de aprovação

Devem ser considerados os critérios de aprovação descritos em 12.8.4.

13.9 Ensaio de fator de segurança do instrumento

13.9.1 Objetivo

Verificar o atendimento ao requisito de erro composto igual ou superior a 10 % para enrolamento(s)


de medição de TC nas condições de corrente primária nominal multiplicada pelo fator de segurança
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do instrumento e carga nominal especificada, conforme 7.3.2.

13.9.2 Procedimento e método de ensaio

A verificação do fator de segurança do instrumento é realizada por meio de método indireto.

Com o primário aberto, o secundário é energizado à frequência nominal com tensão senoidal. Qualquer
um dos procedimentos (A ou B) pode ser utilizado;

 a) procedimento A: a tensão é elevada até que a corrente de magnetização Ie atinja o valor
Is×FS×10 %.

 b) procedimento B: aplica-se uma tensão correspondente à força eletromotriz limite de exatidão
e mede-se a corrente de excitação correspondente. O erro composto é então calculado como
a seguir:
Ie
Ec (%) = × 100
FS × Is
onde

FS é o fator de segurança;

Ie é o valor eficaz da corrente de excitação;

Is é a corrente secundária nominal.

A força eletromotriz limite de exatidão é definida e calculada conforme 3.2.4.

13.9.3 Critério de aprovação

Para o procedimento A, o valor eficaz da tensão obtida deve ser inferior à força eletromotriz limite
de exatidão. Para o procedimento B, a corrente de excitação, medida à tensão correspondente à força
eletromotriz limite de exatidão, deve resultar em um erro composto igual ou superior a 10 %.

13.10 Erro Composto para classes P e PR

13.10.1 Objetivo

Verificar se o TC atende aos requisitos de erro composto da classe de exatidão especificada para
a corrente-limite de exatidão.

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13.10.2 Procedimento

Para TC com núcleos toroidais contínuos e enrolamentos secundários uniformemente distribuídos


ou porções de enrolamentos secundários tendo ainda um condutor primário centralizado ou enrolamento
primário uniformemente distribuído, sendo desprezíveis os efeitos do condutor de retorno primário,
os resultados devem ser obtidos utilizando o método indireto conforme 12.9.3.2.

Para TC que não satisfaça as condições anteriormente descritas, utiliza-se também o método indireto,
porém um fator de correção deve ser aplicado aos resultados, sendo o fator obtido de uma comparação
dos resultados dos ensaios direto e indireto aplicados a um TC de mesmo tipo, com as mesmas
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condições de carga e fator-limite de exatidão.

Neste caso, os certificados de ensaio para esta comprovação devem ser fornecidos pelo fabricante.

NOTA 1 O fator de correção é igual à relação entre o erro composto obtido pelo método direto e o valor
da corrente de excitação expresso como porcentagem da corrente secundária nominal multiplicada pelo
fator-limite de exatidão, como determinado pelo método indireto.

NOTA 2 A expressão “TC de mesmo tipo” implica que o ampère-espira é o mesmo, independente da relação
de transformação, e que os arranjos geométricos, materiais magnéticos e os enrolamentos secundários
são idênticos.

13.10.3 Método de ensaio

O método de ensaio deve ser considerado conforme 12.9.3.2.

13.10.4 Critério de aprovação

O TC é considerado aprovado se o erro composto encontrado atender aos limites estabelecidos para
cada classe de proteção, conforme a Tabela 21, para classe P, e Tabela 22, para classe PR.

13.11 Característica de excitação

13.11.1 Objetivo

Determinar as características de excitação do(s) núcleo(s) de proteção do TC.

Para todas as classes de proteção, deve-se traçar a curva de excitação, ou seja, tensão de excitação
secundária com primário aberto versus a corrente de excitação.

Adicionalmente, paras classes PX e PXR, verificar o atendimento ao valor especificado para a força
eletromotriz nominal do ponto do joelho.

Para as classes PR e PXR, verificar o atendimento ao valor especificado para a constante de tempo
secundária nominal e para o fator de remanência.

13.11.2 Procedimento

Para núcleos especificados conforme classe P, deve ser traçada a curva de excitação conforme
13.11.3.1 de todas as relações garantidas para uma peça de cada lote, sendo as demais peças
verificadas por meio da medição do erro composto.

Para núcleos especificados conforme classes PX, deve ser traçada a curva de excitação conforme
13.11.3.1 de todas as relações garantidas para uma peça de cada lote. As demais peças devem ser

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submetidas à verificação da força eletromotriz nominal de joelho (Ek) e a medição da máxima corrente
de excitação (Ie).

NOTA 1 Para as classes P e PX, o levantamento da curva de excitação de todas as peças do lote pode ser
acordado entre fabricante e usuário.

NOTA 2 Para outras relações além da maior relação, a força eletromotriz de joelho nominal (Ek) e a máxima
corrente de excitação (Ie) podem ser calculadas por meio da relação de espiras, uma vez que Ek é diretamente
proporcional à relação de espiras e Ie é inversamente proporcional à relação de espiras.
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(Exemplo) Seja um TC de proteção com relações 2 000/1 000-5 A com os seguintes valores de Ek e Ie para
a relação de 1 000-5:

Ek 1 000-5 = 200 V e Ie 1 000-5 = 100 mA

Os valores de Ek e Ie para a relação de 2 000-5 podem ser calculados como segue:

Ek 2000-5 = 200 × 2 000 / 1 000 = 400 V

Ie 2000-5 = 100 × 1 000 / 2 000 = 50 mA

Para núcleos especificados conforme classes PR e PXR, deve ser traçada a curva de excitação
de todas as relações garantidas para todas as peças, conforme 13.11.3.1. A partir da curva de excitação,
devem ser obtidos os valores da constante de tempo secundária e do fator de remanência.

Adicionalmente, para classe PXR, também deve ser verificada a força eletromotriz nominal de joelho
(Ek) e a medição da máxima corrente de excitação (Ie).

13.11.3 Método de ensaio

13.11.3.1 Característica de excitação para classes P e PX

Para o levantamento da curva de excitação, deve-se aplicar tensão senoidal à frequência nominal
aos terminais do enrolamento sob ensaio, estando o enrolamento primário e os demais enrolamentos
secundários abertos.

Devem ser medidos os valores eficazes da tensão aplicada e da corrente de excitação. Devido à natu-
reza não senoidal das grandezas medidas, devem-se utilizar instrumentos de valor eficaz verdadeiro
com fator de crista ≥ 3.

A curva de excitação deve ser traçada pelo menos até a tensão correspondente a 110 % da força
eletromotriz de joelho nominal (classe PX) ou a 110 % da força eletromotriz limite de exatidão (classe P).
O número de pontos deve ser objeto de acordo entre fabricante e usuário.

Para classe P, a curva traçada deve obrigatoriamente conter o ponto correspondente ao valor da força
eletromotriz limite de exatidão secundária, definida em 3.3.10.

Para a classe PX, a curva traçada deve obrigatoriamente conter os pontos correspondentes ao valor
da força eletromotriz de joelho nominal (Ek) e a 110 % de Ek.

A verificação da força eletromotriz nominal de joelho (Ek) consiste nas medições da corrente de exci-
tação para o valor de Ek e para 110 % de Ek.

NOTA É permitido realizar este ensaio em frequências inferiores à frequência nominal, devendo-se
corrigir os resultados para a frequência nominal.

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13.11.3.2 Característica de excitação para classes PR e PXR

O procedimento para o levantamento da característica de excitação para classes PR e PXR deve ser
realizado de acordo com o Anexo C.

13.11.4 Critério de aprovação

Para classe P, a corrente de excitação medida à força eletromotriz limite de exatidão deve atender
aos requisitos do erro composto, conforme a Tabela 21.
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Para classes PX e PXR, para um incremento de 10 % da tensão de excitação Ek, o incremento


da corrente de excitação deve ser ≤ 50 %.

Para classes PR e PXR, o fator de remanência (Kr) obtido a partir da característica de excitação deve
ser inferior a 10 %. Se for especificado um valor para a constante de tempo secundária, o valor obtido
a partir da característica de excitação não pode diferir mais do que ± 30 % do valor especificado.

13.12 Ensaios no óleo mineral isolante

13.12.1 Objetivo

Para equipamentos novos, verificar a qualidade do óleo mineral isolante após contato com os materiais
empregados na fabricação do TC.

13.12.2 Procedimento

Devem ser retiradas amostras de óleo em 10 % do total dos equipamentos do lote ou em um equipa-
mento, o que for maior, para serem realizados os seguintes ensaios:

 a) rigidez dielétrica;

 b) teor de água no óleo;

 c) fator de perdas dielétricas a 90 °C;

 d) tensão interfacial;

 e) densidade 20/4 °C;

 f) índice de neutralização.

13.12.3 Método de ensaio

Os ensaios devem ser realizados em conformidade com as seguintes normas em suas revisões atuais:

 a) rigidez dielétrica: ABNT NBR IEC 60156;

 b) teor de água no óleo: ABNT NBR 10710;

 c) fator de perdas dielétricas a 90 °C: ABNT NBR 12133;

 d) tensão interfacial: ABNT NBR 6234;

 e) densidade 20/4 °C: ABNT NBR 7148;

 f) índice de neutralização: ABNT NBR 14248.

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13.12.4 Critério de aprovação

Os resultados obtidos devem atender aos critérios estabelecidos na ABNT NBR 10576.

14 Ensaios especiais
14.1 Ensaios mecânicos
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14.1.1 Objetivo

Os ensaios mecânicos são realizados para demonstrar que o transformador de corrente é capaz
de atender aos requisitos especificados em 6.2.

14.1.2 Procedimento

O TC deve estar completamente montado, instalado na posição vertical, com a estrutura rigidamente
fixada.

Os TC imersos em líquido isolante devem ser enchidos com o meio de isolamento especificado
e devem estar submetidos à pressão de operação.

Os TC isolados a gás devem ser enchidos com o gás especificado ou mistura de gases à pressão
de enchimento nominal.

14.1.3 Método de ensaio

As cargas de ensaio devem ser aplicadas durante 60 s para cada uma das condições indicadas
na Tabela 29, acrescidas lentamente dentro de 30 s a 90 s para os valores de carga de ensaio de acordo
com a Tabela 19. Quando o valor é atingido, ele deve ser mantido por pelo menos 60 s. Durante este
tempo, a deflexão deve ser medida. Depois, a carga de ensaio deve ser retirada lentamente, medindo-se
então a deflexão residual.

14.1.4 Critério de aprovação

O TC é considerado aprovado no ensaio se não houver evidência de dano (deformação, rompimento


ou vazamento).

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Tabela 29 – Modos de aplicação das cargas de ensaio nos terminais primários


Modo de aplicação
Horizontal
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Vertical

NOTA Aplicar a carga no centro do terminal.

14.2 Medição das sobretensões transmitidas

14.2.1 Objetivo

Este ensaio deve ser realizado para verificar a transmissão de oscilações de tensão devido às opera-
ções de manobra do sistema, avaliando o atendimento aos requisitos especificados em 6.1.7.

14.2.2 Procedimento

Para transformadores destinados a subestações isoladas a ar, deve-se aplicar impulso do tipo A,
e para transformadores destinados a subestações isoladas a gás, deve-se aplicar impulso do tipo B,
conforme definido na Tabela 30.

Um impulso de baixa tensão (U1) deve ser aplicado entre um dos terminais primários e a terra.

Tabela 30 – Limites de sobretensões transmitidas


Tipo de impulso A B

2 2
Valor de pico da tensão aplicada (Uap) 1, 6 × × Um 1, 6 × × Um
3 3

Características da forma de onda:


—— tempo de frente convencional (T1) a 0,5 μs ± 20 %
—— tempo até o meio valor (T2) ≥ 50 μs
—— tempo de frente (T1) 10 ns ± 20 %
—— tempo de cauda (T2) >100 ns

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Tabela 30 (continuação)
Tipo de impulso A B
Valores-limite de sobretensão transmitida de
1,6 kV 1,6 kV
pico (Utr) b
a As características das formas de onda são representativas das oscilações de tensão devido às operações
de manobra.
b Outros limites de sobretensões transmitidas podem ser definidas entre fabricante e usuário.
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14.2.3 Método de ensaio

Para TC para subestações blindadas isoladas a gás, o impulso deve ser aplicado por meio de um cabo
coaxial adaptador de 50 Ω, conforme a Figura 29. O invólucro da seção blindada deve ser conectado
à terra, como em operação.

Para as outras aplicações, o circuito de ensaio está ilustrado na Figura 30.

Os terminais secundários destinados a serem conectados à terra devem ser conectados à base
e à terra.

A tensão transmitida (U2) deve ser medida nos terminais do secundário aberto por meio de um cabo
coaxial de 50 Ω conectado a um osciloscópio de impedância de entrada de 50 Ω, com largura de
banda ≥ 100 MHz , que registre o valor de crista.

NOTA Outros métodos de ensaio que evitem interferências na instrumentação podem ser acordados
entre fabricante e usuário.

Se o TC tiver mais que um enrolamento secundário, a medição deve ser realizada sucessivamente
para cada enrolamento.

No caso de enrolamentos secundários com tapes intermediários, a medição deve ser realizada apenas
no tape correspondente ao enrolamento total.

As sobretensões transmitidas ao enrolamento secundário (Utr) para as sobretensões especificadas


(Uap) aplicadas ao enrolamento primário, devem ser calculadas como a seguir.
U
U tr = 2 × Uap
U1
onde

U2 é a tensão transmitida (valor de crista) ao secundário, obtida no ensaio;

U1 é a tensão aplicada (valor de crista) ao terminal primário no ensaio;

Uap é a tensão aplicada (valor de crista) especificada;

Utr é a sobretensão transmitida (valor de crista) ao enrolamento secundário caso fosse


aplicado Uap no terminal primário.

No caso de oscilações na crista, recomenda-se traçar uma curva média, cuja amplitude máxima deve
ser considerada como o valor de crista (U1) para o cálculo da sobretensão transmitida (ver Figura 31).

NOTA A frequência e a amplitude da oscilação na onda de tensão podem afetar a tensão transmitida.

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Figura 29 – Medição das sobretensões transmitidas – Circuito de ensaio e arranjo


para TC de subestação isolada a gás

Figura 30 – Circuito de ensaio para medição das sobretensões transmitidas – Arranjo geral

U1 (p.u.)

T1 = 1,67T
1,0
0,9

0,5
0,3

0
0 T t
T2
T1

a) Forma de onda A

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U1 (p.u.)

1,0
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0
0 T1 T2 t

b) Forma de onda B

Figura 31 – Medição das sobretensões transmitidas – Formas de onda de ensaio

14.2.4 Critério de aprovação

O TC é considerado aprovado no ensaio se o valor da sobretensão transmitida não exceder os valores


dados na Tabela 30.

14.3 Múltiplos impulsos cortados

14.3.1 Objetivo

Este ensaio deve ser realizado para verificar o atendimento a 6.1.8.

14.3.2 Procedimento

O valor de crista da tensão de ensaio deve ser de 70 % da tensão suportável de impulso atmosférico.
A frente de onda do impulso deve ser a de uma onda de 1,2 × 50.

A duração da queda de tensão no corte, medida de acordo com a ABNT NBR IEC 60060-1, não pode
exceder 0,5 μs, e o circuito deve ser configurado de forma que a tensão reversa seja de aproximadamente
30 % da tensão de crista especificada para o ensaio.

Devem ser aplicados 600 impulsos a uma taxa aproximada de um impulso por minuto.

A forma de onda deve ser gravada no início e no final do ensaio, e no mínimo a cada 100 aplicações.

Devem ser retiradas amostras de óleo para ensaio de cromatografia gasosa antes e 72 h após o ensaio.

NOTA O número de impulsos pode se reduzido para 100 mediante acordo entre fabricante e cliente.

14.3.3 Método de ensaio

Este ensaio deve ser realizado com aplicações de impulso de polaridade negativa cortado próximo
à crista. A tensão deve ser aplicada entre os terminais primários curto-circuitados e a terra. A base,
os terminais secundários e pontos destinados a aterramento devem ser conectados juntos e aterrados.

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14.3.4 Critério de aprovação

Os critérios para avaliação do resultado deve ser baseado nos seguintes requisitos:

 a) a comparação entre os impulsos de tensão gravados no início, no final e a cada 100 aplicações
não pode apresentar evidência de qualquer modificação que possa ser atribuída a descargas
internas;

 b) o nível de descargas parciais medido após a realização do ensaio de múltiplos impulsos cortados
não pode exceder os valores especificados na Tabela 16;
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 c) deve-se fazer a medição da capacitância e do fator de perdas dielétricas antes e pelo menos 24 h
após a conclusão do ensaio. Não pode haver variação signficativa entre os valores medidos antes
e após. Deve-se considerar as incertezas atribuídas ao método de ensaio e outras grandezas
que podem influenciar os resultados (por exemplo, temperatura dos materiais isolantes);

 d) o aumento dos gases dissolvidos no óleo de amostras retiradas 72 h após o ensaio não podem
exceder os seguintes valores:

—— hidrogênio (H2): 20μL/L (nível mínimo detectável: 3 μL/L);

—— metano (CH4): 5 μL/L (nível mínimo detectável: 0,1 μL/L);

—— acetileno (C2H2): 1 μL/L (nível mínimo detectável: 0,1 μL/L).

 e) o procedimento para se retirar a amostra de óleo deve ser realizado de acordo com a
ABNT NBR 8840;

 f) durante este período de 72 h após o ensaio, o equipamento não pode ser deitado ou sofrer
grandes deslocamentos; pode passar por pequenos deslocamentos e até mesmo ensaios que
não submetam o isolamento a alta tensão, como, por exemplo, exatidão;

 g) no caso de qualquer critério de aprovação não ter sido atendido, o TC deve ser considerado
reprovado no ensaio.

14.4 Sobretensão sustentada

14.4.1 Objetivo

Este ensaio deve ser realizado para verificar o atendimento a 6.1.2.2.

14.4.2 Procedimento e método de ensaio

A tensão deve ser aplicada entre os terminais primários curto-circuitados e o terra. Os terminais
secundários curto-circuitados e a massa devem ser conectados à terra. A tensão de ensaio especificada
deve ser aplicada durante o período de 1 h.

Caso seja especificado o valor da tensão sustentada entre fases, para a realização do ensaio no TC,
este valor deve ser dividido por √3 (tensão fase-terra).

Após aplicação da sobretensão sustentada, deve ser realizada a medição de descargas parciais
conforme 13.3, procedimento B.

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14.4.3 Critério de aprovação

Os níveis de descargas parciais medidos após o ensaio de sobretensão sustentada não podem
exceder os limites especificados na Tabela 16.

14.5 Tensão de circuito aberto

14.5.1 Objetivo

Determinar o valor da tensão de circuito aberto no secundário.


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Verificar a suportabilidade do enrolamento à tensão de circuito aberto especificada.

Verificar, quando aplicável, o correto funcionamento do dispositivo limitador de tensão.

14.5.2 Procedimento

O TC deve estar montado com todos os acessórios destinados a limitar o valor da tensão de circuito
aberto, se existentes, a menos que se deseje conhecer o valor desta tensão sem a influência destes.

O valor de tensão de circuito aberto medido pode ser consideravelmente menor que o valor real,
se a impedância do circuito de medição ligado aos terminais secundários não for extremamente alta,
ou se houver qualquer distorção na forma de onda da corrente senoidal.

Para corrigir essas condições, a medição deve ser feita com o circuito da Figura 32, de modo que
a relação v3/v2 (ver Figura 32) seja igual ou inferior a 2.

O valor de crista da tensão secundária de circuito aberto, v1 (ver Figura 32), deve ser medido com
voltímetro de crista de alta impedância, osciloscópio ou centelhador calibrado. Aumenta-se o valor da
corrente primária, gradualmente, de zero até a corrente térmica contínuanominal, ou até que o valor
da tensão atinja 3 500 Vcrista, aquele que ocorrer primeiro. Quando a tensão de circuito aberto não
exceder 3 500 Vcrista, essa tensão deve ser corrigida para desvios da corrente primária em relação à
forma de onda senoidal. A correção, usando a Figura 32, é:
0,5 V
V  , quando 3 ≤ 2
Vr = V1  3 
V2  V2

onde

vr é o valor de crista da tensão de circuito aberto corrigida;

v1 é o valor de crista da tensão secundária medida, usando indicador de crista de alta impedância,
com chave CH1 aberta (ver Figura 32);

v2 é o valor instantâneo da tensão medida através da impedância mútua no instante de crista


da tensão induzida do TC. Essa leitura corresponde, no osciloscópio, ao menor “dip”
(descontinuidade), com a chave CH1 aberta (ver Figura 32);

v3 é o valor de crista da tensão medida por meio da impedância mútua, com a chave CH1 fechada
(ver Figura 32).

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Figura 32 – Circuito de ensaio para medição da tensão de circuito aberto

14.5.3 Método de ensaio

Este ensaio é realizado aplicando-se uma corrente de valor igual à corrente nominal vezes o fator
térmico, com frequência nominal, ao enrolamento primário, com o enrolamento secundário sob ensaio
em aberto, estando os demais enrolamentos curto-circuitados por 1 min. A tensão a que ficar submetido
qualquer enrolamento secundário nestas condições deve atender aos requisitos de 6.1.10.

Quando a tensão de secundário aberto exceder o valor de crista de 3 500 V, os enrolamentos


secundários devem ser equipados com dispositivos limitadores de tensão. O dispositivo limitador
de tensão deve ser capaz de suportar a condição de operação com o secundário aberto durante 1 min
sem danificar o enrolamento secundário. O dispositivo limitador pode ser substituído após esta
condição anormal.

Este ensaio não pode ser realizado quando o valor de Ek (classes PX ou PXR) ou da tensão limite
de exatidão (classes P ou PR) tiver seu valor de crista superior a 3 500 V.

O circuito para medição de tensão de circuito aberto é representado na Figura 32.

14.5.4 Critério de aprovação

O valor da tensão de circuito aberto para cada enrolamento secundário deve atender aos requisitos
de 6.1.10.

O enrolamento deve suportar a aplicação da tensão de circuito aberto durante 1 min sem quaisquer
danos aos enrolamentos secundários.

Os erros de relação e defasagem medidos após ensaio de tensão de circuito aberto devem permanecer
dentro da classe de exatidão especificada.

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Anexo A
(informativo)

Método alternativo para avaliação da elevação de temperatura


considerando a influência das perdas dielétricas
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O ensaio com aplicação simultânea de tensão e corrente ao TC pode apresentar dificuldades técnicas
de realização conforme a seguir:

 a) utilização de uma fonte de corrente com isolamento compatível com a classe de tensão do TC
sob ensaio;

 b) quando se realiza o ensaio com alimentação de corrente pelos secundários, há casos, nos quais
pode não ser possível a realização do ensaio devido a limitações de projeto, como elevadas
relações de transformação e/ou núcleos secundários com baixas tensões de saturação e elevada
impedância primária.

Nestes casos, mediante acordo entre fabricante e usuário, a avaliação da elevação de temperatura
pode ser definida com base em medições de elevação de temperatura com corrente e na determinação
do coeficiente de temperatura.

O coeficiente de temperatura é calculado a partir de valores medidos da tangente de delta do isola-


mento, como a seguir:
In (tg δ (θ2 )) − In (tg δ (θ1))
α=
θ2 − θ1
onde

α é o coeficiente de temperatura;

tgδ(θ2) é a tangente de delta medida à temperatura θ2;

tgδ(θ1) é a tangente de delta medida à temperatura θ1;

θ1 é a temperatura ambiente de 20 °C ± 10 °C;

θ 2 é a temperatura a quente de 85 °C ± 5 °C.

A partir do coeficiente de temperatura, pode-se avaliar a estabilidade das perdas dielétricas em função
da temperatura, e o TC pode ser avaliado com base na Tabela A.1.

Tabela A.1 – Valores para ensaios de estanqueidade a frio


Valor de α obtido no ensaio Resultado
α ≤ 0,01 O resultado indica que o TC é termicamente estável.
O TC deve ser submetido ao ensaio com aplicação simultânea de tensão
0,01 < α ≤ 0,03
e corrente. O resultado indica possibilidade de instabilidade térmica.
α > 0,03 O resultado indica que este é termicamente instável.

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Para os casos em que o coeficiente α ≤ 0,01 e não for possível a realização do ensaio com aplicação
simultânea de tensão e corrente, sugere-se a realização do ensaio de elevação de temperatura
apenas com aplicação de corrente e o estabelecimento de menores valores-limite para a elevação
de temperatura.

Neste caso, os limites devem ser objeto de acordo entre fabricante e usuário e podem ser baseados
em resultados prévios de ensaios realizados em equipamentos similares do ponto de vista do projeto
do isolamento.
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Anexo B
(normativo)

Método para determinação da constante de tempo térmica

Lista de símbolos
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θ temperatura em °C
temperatura do óleo, variando com o tempo (pode ser a temperatura do topo
θ(t)
do óleo, ou temperatura média do óleo).
θa temperatura ambiente externa (ar ambiente ou água) assumida como constante.
Δθ elevação de temperatura do óleo acima de θa.
θu, Δθu valores finais em regime permanente.
ε(t) desvio residual do valor em regime permanente θu.
constante de tempo para variação exponencial para elevação de temperatura
To
do volume de óleo.
h intervalo de tempo entre leituras.
θ1, θ2, θ3 três leituras de temperatura consecutivas com um intervalo de tempo h entre elas.

Em princípio, o ensaio deve continuar até que a elevação de temperatura em regime permanente
(do óleo) seja verificada.

θu = θa + ∆θu (B.1)

θ(t) = θa+ ∆θu(1− e−t/To) (B.2)

O “desvio residual” do regime permanente é dado por:

ε(t) = θu− θ(t) = ∆θu × e−t/To (B.3)

Considera-se que:

 a) a temperatura ambiente é mantida tão constante quanto possível;

 b) a temperatura do óleo θ(t) se aproximará de um valor final θu considerando uma função exponencial
com contante de tempo To.

A Equação B.2 é uma boa aproximação da curva de temperatura (ver Figura B.1).

Sejam três leituras consecutivas Δθ1, Δθ2 e Δθ3, se a relação exponencial da Equação (B.2) é uma
boa aproximação da curva de temperatura, então devem ter a seguinte relação:

∆θ2 − ∆θ1 (B.4)


= e h /t c
∆θ3 − ∆θ2

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h
To =
∆θ2 − ∆θ1 (B.5)
ln
∆θ3 − ∆θ2

As leituras também permitem uma estimativa da elevação de temperatura final:

( ∆θ2 )2 − ∆θ1∆θ3 (B.6)


∆θu =
2∆θ2 − ∆θ1 − ∆θ3
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Devem ser realizadas estimativas sucessivas ao longo do ensaio, e estas devem convergir para
o mesmo valor. Para evitar grandes erros numéricos, o intervalo de tempo h deve ser aproximadamente
To e ∆θ3/∆θu não pode ser inferior a 0,95.

Um valor mais preciso para a elevação de temperatura em regime permanente é obtido por meio
de um método de extrapolação dos mínimos quadrados de todos os pontos medidos aproximadamente
acima de 60 % de ∆θu (∆θu estimado por meio do método dos três pontos).

Uma formulação numérica diferente é dada por:

( ∆θ2 − ∆θ1) − ( ∆θ3 − ∆θ2 ) (B.7)


∆θu = ∆θ2 +
∆θ2 − ∆θ1
ln
∆θ3 − ∆θ2

Figura B.1 – Extrapolação gráfica para o valor final da elevação de temperatura

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Anexo C
(normativo)

Levantamento da característica de excitação para classes PR e PXR

O levantamento da característica de excitação do circuito magnético implica em estabelecer a relação


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entre o fluxo concatenado pelo enrolamento secundário e a corrente de excitação.

Se uma tensão arbitrária u(t) é aplicada aos bornes secundários (ver Figura C.1), o fluxo do circuito
magnético ψ(t) concatenado pelo enrolamento secundário no tempo t é relacionado a esta tensão pela
equação:
t
ψ (t ) = ∫ (u (t ) − Rtc ⋅ im (t ))dt
0

Os métodos descritos a seguir são baseados nesta relação.

im Rct

u(t)

Figura C.1 – Circuito básico para levantamento da característica de excitação


Tanto o método em corrente alternada quanto o método em corrente contínua podem ser utilizados.

Embora o método em corrente alternada seja mais fácil de aplicar, este pode conduzir a tensões
mais elevadas e também a valores mais elevados de fluxo remanescente devido a correntes de fuga
adicionais.

C.1 Método em corrente alternada


Uma tensão alternada consideravelmente senoidal é aplicada aos bornes secundários, e o valor corres-
pondente à corrente de excitação é medido. Ver Figura C.1.

O ensaio pode ser efetuado a frequência reduzida f’ para evitar uma solicitação de tensão inaceitável
no enrolamento e nos bornes secundários.

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A tensão joelho deve ser determinada conforme 3.3.8 e 13.11.3.

A indutância magnetizante deve ser determinada pela medição da indutância secundária entre 20 %
e 90 % do valor da tensão de joelho, como a seguir (i20 e i90 são os valores de crista da corrente
de magnetização para as porcentagens de 20 % e 90 % da tensão de joelho):

0, 7Ek (C.2)
Lm =
(i90 − i 20 ) × 2πf '
Na determinação do fator Kr pelo método de corrente alternada, é necessário integrar a tensão
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de excitação conforme a Equação (C.1). A tensão integrada com a corrente (Im) correspondente deve
resultar no laço de histerése, mostrando o fluxo de saturação (ψsat). O valor do fluxo na passagem
da corrente pelo zero é considerado para representar o fluxo remanescente (ψr).Ver Figura C.2.
O fator de remanência Kr é calculado da seguinte forma:
ψr
Kr = (C.3)
ψs

Figura C.2 – Determinação do fator de remanência pelo laço de histerese

C.2 Método em corrente contínua


O método de saturação em corrente contínua utiliza uma tensão contínua u(t) de duração tal que
o fluxo de saturação seja atingido. Ver Figura C.3.

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im
Rct
S

u(t) Rd um(t) ∫ ψ(t)


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im(t)

Figura C.3 – Circuito de ensaio para método em corrente contínua


A fonte da tensão aplicada deve ser adequada para atingir a saturação.

O resistor de descarga (Rd) deve ser conectado, pois de outra forma a indutância do núcleo pode
causar sobretensões muito elevadas quando a chave S é aberta e a corrente indutiva é interrompida.

Algum tempo após o fechamento da chave S, deve ser considerado que a corrente de excitação (im)
atingiu o seu valor máximo (im), ao qual o fluxo permaneceria constante.

Os valores crescentes da corrente de magnetização e do fluxo devem ser registrados até o tempo
para o qual os valores se tornam constantes, então a chave S deve ser aberta.

Registros típicos do fluxo ψ(t) e da corrente de magnetização im(t) são apresentados na Figura C.4.

Figura C.4 – Registros típicos do método em corrente contínua


A indutância de magnetização pode ser calculada a partir da equação a seguir.
0, 7ψ s
Lm = (C.4)
i90 − i 20
Onde, i90 e i20 são os valores da corrente de excitação para 90 % e 20 % do fluxo (ψsat).

Na abertura da chave S, uma corrente de magnetização decrescente flui através do enrolamento


secundário e do resistor de descarga Rd. O valor correspondente do fluxo diminui, mas pode não
atingir zero quando a corrente chega a zero. Quando uma corrente de excitação im adequada for

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escolhida para atingir o fluxo de saturação ψsat, o valor remanescente do fluxo para corrente igual
a zero deve ser considerado como o fluxo remanescente ψr.

Para transformadores de corrente PR e PXR, o fator de remanência Kr é determinado da seguinte


forma:
ψr
Kr = (C.5)
ψ sat
Antes da aplicação do pulso de corrente aos terminais do enrolamento secundário, deve-se proceder
a desmagnetização do núcleo.
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C.3 Método da descarga capacitiva


O método da descarga capacitiva utiliza a carga de um capacitor para energização do núcleo do TC pelo
secundário. O capacitor é carregado com uma tensão suficientemente elevada para produzir o fluxo
de saturação. O circuito de ensaio é apresentado na Figura C.5, e registros típicos são apresentados
na Figura C.6.

Figura C.5 – Circuito para o método de descarga capacitiva


Os valores da indutância de magnetização (Lm) e do fator de remanência (Kr) são obtidos de forma
idêntica ao método em corrente contínua (C.2).

Figura C.6 – Registros típicos para o método da descarga capacitiva


A constante de tempo secundária (Ts) deve ser determinada para transformadores de corrente classe PR.

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Seu valor não pode diferir em mais do que ± 30 % do valor declarado na placa de características
e deve ser calculado a partir da equação:
Lm
Ts = (C.6)
(Rtc + Rc )
Alternativamente Ts pode ser determinado a partir do erro de fase de acordo com a Equação (C.7):
1
Ts = (C.7)
ω × tan ( ∆ϕ )
Se Δφ for expresso em minutos, a seguinte equação aproximada pode ser aplicada:
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3 438
Ts [s ] = (C.8)
ω × ∆ϕ [ min ]
NOTA 1 O cálculo da constante de tempo secundária a partir de Δφ pode causar dificuldades para transfor-
madores de elevada relação de transformação e erros de fase muito pequenos devido à incerteza da medição
para baixos valores de erro de fase.

NOTA 2 Para a classe PR, a carga é definida em VA e Rc corresponde à componente resistiva da carga.

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Anexo D
(normativo)

Transformadores de corrente para uso em proteção classes P, PR


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D.1 Diagrama de vetores


Assumindo que os componentes elétricos e magnéticos de um determinado TC são lineares, assim
como a sua carga, e, ainda, supondo que a corrente primária é senoidal, então todas as correntes,
tensões e fluxos também devem ser senoidais. Desta forma, o desempenho pode ser ilustrado pelo
diagrama vetorial mostrado na Figura D.1.
lm
la
le

Es ls
l”p
∆φ

le

O 

Figura D.1 – Diagrama fasorial


Na Figura D.1, Is representa a corrente secundária. Ela circula pela impedância do enrolamento
secundário e pela carga que determina a magnitude e a direção da tensão induzida (Es) necessária
e do fluxo (Φ), que é perpendicular ao vetor de tensão. Este fluxo é mantido pela corrente de excitação
(Ie), com uma componente de magnetização (Im) paralela a Φ e uma perda (ou ativo) de componente
(Ia) paralela à tensão. A soma vetorial da corrente secundária (Is) e a corrente de excitação (Ie)
é o vetor (I”p),que representa a corrente primária dividida pela relação de espiras (número de espiras
do secundário pelo número de espiras do primário).

Assim, para um TC com relação de espiras igual à relação de transformação nominal, a diferença
dos módulos dos vetores Is e I”p, relacionado com o módulo do vetorI”p, é o erro de relação (ε)
de acordo com a definição 3.1.17, e a diferença angular (Δφ) é o deslocamento de fase de acordo
com 3.1.1.

D.2 Correção de espiras


Quando a relação de espiras é diferente da relação de transformação nominal, o transformador
de corrente é conhecido por ter correções de espiras. Assim, na avaliação de desempenho, é necessário
distinguir entre I”p, a corrente primária dividida pela relação de espiras, e I’p, a corrente primária
dividida pela relação de transformação nominal. A ausência de correção de espiras significa I’p = I”p.
Se a correção de espiras existe, I’p é diferente de I”p e, desde que I”p é usado no diagrama
de vetores e I’p é usado para determinação do erro de relação (ε), observa-se que a correção
de espiras tem influência no erro de relação (ε) (e pode ser utilizado deliberadamente para este propósito).

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Entretanto, os vetores I’p e I”p têm a mesma direção, então, a correção de espiras não tem influência
no deslocamento de fase.

D.3 O triângulo do erro


Na Figura D.2, a parte superior da Figura D.1 é redesenhada em escala maior e sob suposição
adicional que o deslocamento de fase é tão pequeno que, para fins práticos, os dois vetores Is e I”p
podem ser considerados como paralelos. Assumindo novamente que não há nenhuma correção
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de espiras, deve ser visto pela projeção Ie sobre Ip que uma boa aproximação da componente em fase
(ΔI) de Ie pode ser usada no lugar da diferença aritmética entre I”p e Is para obter o erro de relação (ε).
Similarmente, a componente de quadratura (ΔIq) de Ie pode ser usada para expressar o deslocamento
de fase.

lm

le l
la

lq

ls l”p

Figura D.2 – Detalhe do diagrama fasorial


Ainda pode ser observado que, sob as considerações dadas, a corrente de excitação Ie dividida pela
I″p é igual ao erro composto de acordo com 3.1.18.

Assim, para um TC sem correção de espiras e sob as condições onde uma representação de vetor
é justificável, a relação de erro (ε), deslocamento de fase e o erro composto