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2010

GPS &
GEOPROCESSAMENTO
Curso básico para operadores da Limpel

MÓDULO 2 DE 4

Glauber Nóbrega

28/08/2010
CURSO DE GPS E GEOPROCESSOMENTO – MÓDULO 2 DE 4

ORIENTAÇÕES BÁSICAS

Será dado início ao uso de SIGs a partir desse módulo. A tendência é que se utilizem
cada vez mais exercícios práticos de modo a auxiliar na fixação dos conhecimentos. Nessa
fase também é necessário que o aluno aplique os conhecimentos adquiridos no módulo
anterior.

A apostila novamente é dividida em duas partes. A primeira contendo os conceitos


sobre projeção geográfica, princípios de lógica proposicional e planejamento de projetos. A
segunda com as descrições das funções e ferramentas básicas do SIG. Ao final do módulo o
aluno deverá ser capaz de:

Planejar um projeto básico de SIG;


Digitalizar objetos geográficos;
Criar banco de dados; e
Realizar consultas sobre banco de dados.

Boa sorte a todos.

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PRIMEIRA PARTE – CONCEITOS BÁSICOS

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O ARCVIEW

O Arcview é um sistema de informações geográficas robusto, isso que dizer que o


mesmo, apesar de simples, pode ser empregado numa grande variedade de projetos. A
partir dele é possível:

Visualizar dados geográficos;


Apoiar processos decisórios;
Criar mapas;
Gerencias informações diversas;
Apoiar análises espaciais.

Por causa dessas características e de suas ferramentas intuitivas e que o software é


um dos mais populares do mundo.

O Arcview organiza os dados e informações em camadas (ou shapes), cada qual


com uma forma de representação (ponto, linha ou polígono). Outra característica é que o
Arcview funciona apenas como um gerenciador de arquivos. Isso quer dizer que ele não
incorpora as informações. Desse modo, é possível ter duas pessoas trabalhando em
máquinas diferentes mas utilizando a mesma base de dados.

Ao utilizar esse método, é possível que todos tenham acesso a mesma informação
num mesmo momento para uso diversificado. Isso também permite que um projeto seja
desenvolvido em diferentes estações de trabalho para posterior integração.

ARQUIVOS NO ARCVIEW

Cada camada de informação é gerada por um conjunto de arquivos


complementares. Apesar de parecer ser distinto, cada um desses possui uma função
complementar, são esses:

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SHP – Geometria (ponto, linha ou polígono) propriamente dita;


SHX – Índice de formato e posição da geometria. Realiza a ligação entre a geometria
(desenho vetorial) com o banco de dados.
DBF – Atributos das entidades (banco de dados)

Existem outros formatos que não serão estudados no momento mas de grande
importância para um projeto.

ORGANIZAÇÃO DE INFORMAÇÕES NO ARCVIEW

O Arcview gerencia as informações a partir de seu menu principal as dividindo em


diferentes categorias: Views, Tables, Charts, Layouts e Scripts conforme a figura abaixo:

A View (ou visão) consiste num plano cartesiano onde as entidades geográficas são
representadas. É possível editar entidades geográficas e organizá-las em camadas de
forma que obtenham algum sentido. A sua janela possui vários ícones e menus exclusivos
para adição e edição de shapes, pesquisa simples, aplicação de questionários lógicos
(query), zoom, dentre outros.

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A Table abre o banco da dados de cada camada de informação. Também possui


menus exclusivos que permitem, dentre outros, a pesquisa de informações, cálculos,
sumarização e pesquisas.

O Layout é destinado à confecção de mapas. Possui uma representação do papel e


possuem ferramentas adicionais como legendas, textos, figuras etc.

O Script envolve programação em linguagem LEGAL. É destinado a usuários


avançados e não será objeto desse curso.

Para pensar:

Cada categoria serve apenas para visualizar e interagir com a mesma informação de
formas diferentes. Então se torna correto afirmar que elas apenas nos dão uma perspectiva
diferenciada do mesmo objeto.

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LÓGICA

A lógica é muita antiga e sofreu poucas modificações nos últimos 3.000 anos. Sua
origem é atribuída aos pensadores gregos, notadamente a Aristóteles, tanto que a lógica é
conhecida como lógica aristotélica. A última modificação da forma de pensar em lógica
ocorreu a cerca de 200 anos e consistiu na substituição de expressões por símbolos
matemáticos que representam seus conectivos.

Uma definição para lógica é: A ciência que ordena o pensamento. E onde podemos
encontrá-la? Em todo o lugar, de um clipe de papel até computadores quânticos.

Pense um pouco:

A matemática usa um tipo de lógica e alguns conectivos básicos como “+”, “-“, “>” e
outros. Avalie quantas coisas são possíveis de realizar somente com as operações básicas.
O mesmo ocorre com a lógica proposicional, que trata do cálculo dos argumentos.

CONECTIVOS E TABELA VERDADE

A lógica trabalha sobre os argumentos para definir a verdade. Esses argumentos


são aplicados no cálculo proposicional (cálculo lógico).

Para facilitar a assimilação vamos estudar alguns exemplos básicos. Imagine a


seguinte dramatização:

Dramatização:

Joãozinho está indo de mal a pior na escola. Quando muito, suas notas atingem 4
pontos (a média para aprovação é 7). Seus pais decidem fazer um trato. Se ele passar por
média lhe darão uma viagem para a Disney!

CONECTIVO “SE... ENTÃO”

Observe que é possível captar vários argumentos na dramatização. Joãozinho está


tirando notas ruins, provavelmente repetirá o ano e etc. Também vemos que á uma
condição. Agora responda:

Se Joãozinho passar por média, ele ganhará a viajem a Disney?


E Joãozinho reprovar. O que acontecerá com ele?

As respostas são simples e não deixam dúvidas sobre o destino de nosso


personagem. Esse tipo de argumento pode ser representado pelo símbolo “→” lido como
“se... então”. O sujeito e sua condição (Joãozinho passar de ano) podem ser representados
por uma letra minúscula, por exemplo, “j”, e a consequência (ganhar uma viajem para

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Disney) por uma letra maiúscula, por exemplo, “D”. Podemos então representar toda a
expressão por:

Se Joãozinho passar de ano então viajará para a Disney

ou

j→D

A maior vantagem de utilizar a representação matemática é a simplificação de toda


a sentença em apenas duas letras e um símbolo, o que economiza tempo e facilita a
aplicação de cálculos em tabelas verdades (item a ser visto mais adiante).

A mesma lógica é aplicada para o desenvolvimento e consulta em sistemas de


informações, não só os geográficos mas os de qualquer natureza.

CONECTIVO “E”

Agora imagine que além da viagem, os pais de Joãozinho lhe prometeram outro
presente: um aumento em sua mesada mensal. Nesse caso, se Joãozinho passar, ganhará a
viajem a Disney e um recompensa em espécie.

Entretanto, como todos bons brasileiros, os pais de Joãozinho tiveram de gastar


seus 13ºs para pagar contas extras e resolveram lhe dar apenas o aumento da mesada,
mesmo assim, com um valor bem abaixo do esperado. Qual será a reação de nosso
personagem? Para ele os pais foram falsos ou verdadeiros.

Podemos representar a viagem com a letra “D” (conforme descrito no item anterior)
e o aumento da mesada pela letra “M”. Assim, a expressão “viagem a Disney e aumento da
Mesada” seria:

DeM

Contudo, podemos observar que a expressão está incompleta, pois não tem um
condicional. Nesse caso, a condição seria ele passar de ano. Nesse caso a expressão
completa seria:

Se Joãozinho passar de ano ganhará uma viajem a Disney e uma aumento na Mesada

Ou

j → (D e M)

Como na matemática, podemos colocar as expressões entre parênteses para


facilitar sua compreensão. Verifique que a promessa dos pais só será verdadeira se o
Joãozinho ganhar as duas coisas.

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CONECTIVO “OU”

Agora vamos supor que ao invés de prometer as duas coisas (a viajem e a mesada)
os pais de Joãozinho dissessem que se ele passasse de ano iria ganhar a viajem a Disney
ou um aumento na mesada. Veja que nesse caso ele ficará feliz se apenas uma das
promessas for cumprida. Se as duas o forem, sua felicidade será maior ainda. O conectivo
“ou” nos dá opção. Nesse caso a expressão completa seria:

Se Joãozinho passar de ano ganhará uma viajem a Disney ou um aumento na Mesada

ou

j → (D ou M)

Apenas uma pequena mudança no enunciado pode mudar todo o sentido da frase.
Esses são os três conectivos básicos. Além destes existem outros como “se e somente se...
então” e “ou... ou” que serão trabalhados ao longo dos exemplos desse módulo.

CONDICIONANTE “NÃO”

Outro ponto que faz parte do argumento é o condicionante “não” ou de negação,


representado por um “~” antes do argumento.

Joãozinho possui a expectativa de ganhar o que lhe prometeram se ele passar “j”,
porém se isso não ocorrer “~j” (lê-se Joãozinho não passou de ano) ele poderá tirar o
“cavalinho da chuva”.

Reflita:

Toda argumentação, sistema ou processos, por mais complexos que seja, podem
ser decompostos em pequenas proposições para posterior integração.

TABELAS VERDADES

As tabelas verdades são ferramentas que auxiliam na organização dos argumentos


e no cálculo das interações. Cada conectivo, como descrito nos itens anteriores, possuem
relações únicas que podem ser unidas para análise de argumentos complexos. Já
entendemos que os conectivos representam diferentes funções (alternativas, aditivas,
condicionais etc.). Agora veremos como são definidas suas interações.

NEGAÇÃO

Como é de se supor, a negação contraria qualquer informação. A negação da frase


“Todos passarão no curso de GPS e geoprocessamento (C)” é “Ninguém passará no curso de

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GPS e geoprocessamento (~C)”. O resultado da equação (verdadeiro ou falso) é invertido.


Veja a tabela:

Argumento Condição
C Verdadeiro
~C Falso
A negação será empregada em argumentos exclusivos ou como limitador conforme
os exemplos a serem apresentados no decorrer do curso.

CONJUNÇÃO “E”

A conjunção possui um valor adicional. Lembre-se de caso do Joãozinho. Ela só é


verdadeira se todos os argumentos o forem.

Se afirmarmos, por exemplo, que Diogo e Roberta serão aprovados (d e r) será


possível concluir que a afirmação será verdadeira apenas se os dois argumentos também
forem verdadeiros. Vejamos a tabela verdade:

Resultado
(d) Diogo vai ser Conjunção (r) Roberta vai ser
Diogo e Roberta serão
aprovado (and ou ^) aprovada
aprovados
Verdadeiro e Verdadeiro Verdadeiro
Verdadeiro e Falso Falso
Falso e Verdadeiro Falso
Falso e Falso Falso
Observe que cada argumento possui uma condição verdadeira ou falsa e que a
verdade só ocorrerá se estiver ambos.

DISJUNÇÃO “OU” E DISJUNÇÃO EXCLUSIVA “OU...OU”

A conjunção possui um valor de alternância. Informa que é necessário que apenas


um dos requisitos seja atendido para se chegar à verdade.

Quando afirmo, por exemplo, que Diogo ou Igor (d ou i) serão aprovados concluo
que a única forma do meu argumento ser falso é quando nenhum dos dois atingirem a
nota mínima. Veja a tabela:

Argumento (d) Argumento (i) Resultado


Disjunção
Diogo será aprovado Igor será aprovado Diogo ou Igor serão aprovados
Verdadeiro ou Verdadeiro Verdadeiro
Verdadeiro ou Falso Verdadeiro
Falso ou Verdadeiro Verdadeiro
Falso ou Falso Falso

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A disjunção sempre nos remete a opção. Entretanto, existe outro tipo de disjunção,
é a chamada disjunção exclusiva (ou... ou). Essa é verdadeira se apenas um dos casos
também o for. O exemplo disso é o argumento “ou Roberta é aprovada (r) ou será
reprovada (R)”. Veja tabela:

Argumento (r) Argumento (R) Resultado


Disjunção
Roberta foi Roberta foi Ou os serviços são cobrados ou são
exclusiva
aprovada reprovada gratuitos
Verdadeiro ou... ou Verdadeiro Falso
Verdadeiro ou... ou Falso Verdadeiro
Falso ou... ou Verdadeiro Verdadeiro
Falso ou... ou Falso Falso

CONDICIONAL “ SE... ENTÃO”

A condicional indica de deve haver um motivo para que determinada coisa, ação ou
situação ocorra. Afirmo, por exemplo que, se todos estudarem, então passarão por média.
Veja a tabela:

Argumento (r) Argumento (a) Resultado


Todos Condicional Todos passaram por Se todos estudaram então
estudaram média passaram por média
Verdadeiro Se... então Verdadeiro Verdadeiro
Verdadeiro Se... então Falso Falso
Falso Se... então Verdadeiro Verdadeiro
Falso Se... então Falso Verdadeiro
A interpretação desta tabela precisa de uma pouco mais de esforço. O primeiro
argumento é chamado de condicional, e o segundo de implicação.

A bincondicional é semelhante ao anterior, mas nesse caso creio ter certeza do que
estou afirmando. Ela só será verdadeira se ambos os argumentos tiverem o mesmo valor.
Contudo, a mesma não fará parte de nosso curso.

COMO POSSO UTILIZAR TABELAS VERDADE PARA VALIDAR ARGUMENTOS E


MODELAR O BANCO DE DADOS?

Até o momento foram apresentados exemplos com apenas algumas variáveis para
exemplificação. Entretanto, é prudente observar que num banco de dados é possível que
existam muitas variáveis. Vejamos o exemplo a seguir:

Se o setor está desequilibrado (d) ou a equipe não está balanceada (~b) então é
preciso um intervenção do superintendente coorporativo (s) e de sua equipe (e) . Nesse
caso a equação será: (d ou ~b) → (S e E)

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A tabela é construída de modo a possuir todas as combinações possíveis. Para


calcular a quantidade de linhas elevamos a quantidade de resultados possíveis para cada
variável (v ou f, então 2) pela quantidade das variáveis. Nesse caso temos 2 resultados e 4
variáveis. Assim: 24 = 16 linhas.

Pense um pouco:

É possível modelar qualquer situação através da lógica e das tabelas verdades?

SISTEMA DE PROJEÇÃO

Uma projeção cartográfica é qualquer método destinado a representar em um plano


uma superfície esférica, em especial a da Terra. As projeções cartográficas são necessárias
na elaboração de mapas.

É possível construir uma infinidade de projeções diferentes, havendo dezenas que


são empregadas na prática cartográfica. Toda projeção de uma esfera em um plano
contém distorções, no sentido de que não pode preservar em escala todas as distâncias. As
principais são as projeções geográficas e as coordenadas UTM.

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2ª PARTE – MODELAGEM E FERRAMENTAS BÁSICAS

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DEFININDO OS OBJETIVOS DO SIG

A fase mais importante de um SIG é definição de seus objetivos. A partir dessa


definição é possível decidir quais os componentes necessários ao sistema e planejar aonde
obtê-los. A partir dos objetivos também é possível avaliar se os dados disponíveis são
suficientes para atingir a proposta ou se é necessário adicionar mais informação para esse
fim.

Os objetivos do SIG a ser desenvolvido para esse módulo são:

Apresentar produtividade (tonelada por dia) dos setores de coleta no período de 1 a


15 de agosto;
Avaliar produtividade por hora trabalhada no período de 1 a 15 de agosto;
Relacionar quantidade de viagens e a distância ao aterro sanitário no período de 1 a
15 de agosto.

Com base nos objetivos do SIG é que passamos a desenvolver o seu projeto.
Inicialmente é necessário identificar quais os dados ou informações necessárias. Uma
forma simples é iniciar pelos objetivos, por exemplo:

Objetivo Dados ou informações necessárias

Apresentar produtividade Limite dos setores;


(tonelada por dia)... Tonelada coletado por dia (média por setor)
Avaliar produtividade por Limite dos setores;
hora trabalhada... Hora trabalhada por dia (média por setor)
Limite dos setores;
Relacionar quantidade de
Quantidade de viagens (média por setor);
viagens e a distância ao aterro
Localização do aterro sanitário;
sanitário...
Distância dos setores ao aterro sanitário;

O limite dos setores e a localização do aterro nos dão a idéia de representação


geográfica, os demais dados de valores numéricos que podem ser obtidos de forma direta
ou indireta. Diante dessa classificação, é possível dividir os dados em duas classes:

Entidades geográficas Dados ou informações não geográficas

Tonelada coletado por dia (média por setor)


Limite dos setores Hora trabalhada por dia (média por setor)
Localização do aterro sanitário Quantidade de viagens (média por setor)
Distância dos setores ao aterro sanitário.

A partir da classificação da tabela acima é possível avaliar como os dados e


informações poderão ser relacionadas. Também verificamos de forma intuitiva que parta

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das informações estão associadas aos setores (ton, hora e viagens) e outras a interação do
aterro com os setores (distância).

Pense um pouco:

Como é possível definir se um dado ou informação é uma entidade geográfica ou


não? Qual a diferença entre informações qualitativas e quantitativas?

MODELANDO O BANCO DE DADOS

Agora que sabemos qual o nosso objetivo e qual os dados ou informações


necessários pode-se dar início a modelagem do SIG. Sugere-se o uso de fluxogramas para
esse fim. Nesse caso:

SIG

Limite dos Localização do


setores de coleta aterro sanitário

Distância do
Tonelada Hora trabalhada Quantidade de
aterro aos setores
coletada por dia por dia viagens
de coleta

Logo após a modelagem é necessário verificar quais as informações estão


disponíveis para uso. Nesse caso possuímos:

Shape polígono com limites dos setores (o shape possui um banco de dados
formado pelo nome do setor e sua frequência de atendimento).
Coordenadas UTM do Aterro de Maceió (203.536, 8.941.963) coletadas com GPS e;
Banco de dados do SiSCOE contendo a quantidade de viagens por dia em cada
setor, peso coletado por viagem em cada setor e horas trabalhadas por setor (tabela
no anexo I dessa apostila).

Observa-se que as informações não atendem a todo as necessidades mas é possível


tratar-las para obter outras, estas sim adequadas aos objetivos. Por exemplo, a quantidade

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de viagens e o peso médio podem ser multiplicados para gerar o peso por dia. O resultado
seria como o apresentado abaixo:

SIG

Limite dos
Localização do
setores de
aterro sanitário
coleta

Distância do
Tonelada Hora trabalhada Quantidade de aterro aos
coletada por dia por dia viagens setores de
coleta

Peso Médio por Quantidade de


viagem viagens

EXERCÍCIO PRÁTICO

Encontre os resultados esperados para o SIG para entrega antes do final da aula.

TAREFA DE CASA:

Desenvolva um modelo e banco de dados para atender todas as demandas atuais da


empresa. Depois indique de onde as informações serão retiradas. (o trabalho deverá ser
realizado em grupo).

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ANEXO I

Setor Viagem/dia Ton/viagem Hora trabalhadas


C-01 1,84 9,74 9,67
C-02 2,18 9,37 10,33
C-03 1,70 9,78 9,23
C-04 1,95 8,32 9,02
C-05 1,73 9,81 8,53
C-06 1,91 8,60 9,42
C-07 1,85 10,37 9,35
C-08 1,99 9,19 9,82
C-09 1,81 9,34 8,57
C-10 1,50 10,77 8,02
C-11 2,47 10,88 8,27
C-12 1,93 11,58 9,37
C-13 1,69 9,63 8,07
C-14 1,98 9,96 8,95
C-15 1,57 10,14 8,55
C-16 1,88 9,69 9,33
C-17 1,78 9,51 9,22
C-18 1,90 9,38 9,17
C-19 1,69 11,13 9,05
C-20 1,48 11,35 9,32
C-21 1,85 8,32 8,68
C-22 2,19 8,20 9,08
C-24 2,17 8,66 9,52
C-25 1,25 10,75 9,68
C-26 2,00 9,15 11,82

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ANEXO II – APOSTILA ARCVIEW BÁSICO

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