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JACKELINE DA SILVA LUCIANO

RELATÓRIO FINAL DE ESTÁGIO

Relatório Final de Estágio para obtenção do


Diploma de Técnico em Nível Médio em
Química. Instituto Federal de Educação,
Ciência e Tecnologia do Amazonas- Campus
Manaus Centro. Matrícula do CIE-E: 521/14

RAFAELA DOURADO ALVES DA SILVA

Manaus

2017
SUMÁRIO

DADOS DE IDENTIFICAÇÃO ..............................................................................................04


1. INTRODUÇÃO ....................................................................................................................05
2. DESENVOLVIMENTO.......................................................................................................06
2.1.BIOSSEGURANÇA E REGRAS DE SEGURANÇA E BOAS PRÁTICAS
LABORATORIAIS EM MICROBIOLOGIA...........................................................................06
2.1.2. Regras de Segurança........................................................................................................07
2.1.3 Boas Práticas Laboratoriais..............................................................................................09
2.2 ORGANIZAÇÃO DO LABORATÓRIO............................................................................09
2.2.1. Equipamentos..................................................................................................................09
2.2.1.1 Tipos de Equipamentos Microbiológico........................................................................09
2.3 LAVAGEM, PREPARO E ESTERILIZAÇÃO DE MATERIAIS PARA ANÁLISES
MICROBIOLÓGICAS.............................................................................................................10
2.3.1 Objetivos..........................................................................................................................10
2.3.2 Materiais...........................................................................................................................11
2.3.3 Procedimentos..................................................................................................................11
2.3.4 Preparo de Provetas, frascos de Erlenmeyer, frascos shott e béqueres..............................11
2.3.4.1 Lavagem........................................................................................................................11
2.3.4.2 Esterilização..................................................................................................................11
2.3.5 Placa de Petri Descartáveis...............................................................................................12
2.3.6 Preparo de Pipetas.............................................................................................................12
2.3.6.1 Lavagem........................................................................................................................12
2.3.6.2 Esterilização..................................................................................................................12
2.3.7 Preparo de Tubos Durham................................................................................................13
2.3.7.1 Lavagem........................................................................................................................13
2.3.8 Preparo de Tubos de Ensaio com Tampas.........................................................................13
2.3.8.1 Lavagem........................................................................................................................13
2.3.9 Preparo de Tampas............................................................................................................13
2.3.9.1 Lavagem........................................................................................................................13
2.3.9.2 Esterilização..................................................................................................................14
2.4. Preparo e Esterilização de pinças........................................................................................14
2.4.1 Lavagem...........................................................................................................................14
2.4.2 Esterilização.....................................................................................................................14
2.4.3 Preparo e Esterilização de Bastões....................................................................................14
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2.4.3.1 Lavagem........................................................................................................................14
2.4.3.2 Esterilização..................................................................................................................14
2.4.4 Esterilização por Calor Úmido – Autoclave......................................................................14
2.4.4.1 Objetivos.......................................................................................................................14
2.4.4.2 Materiais........................................................................................................................15
2.4.4.3 Procedimento.................................................................................................................15
3. DESCARTE DE MATERIAL E AMOSTRAS.....................................................................16
3.1 Objetivos.............................................................................................................................16
3.1.1 Materiais...........................................................................................................................16
3.1.2 Descarte de Amostras.......................................................................................................16
3.1.3 Descarte de Materiais não reutilizáveis.............................................................................16
3.1.4 Descarte de Vidrarias Danificadas....................................................................................17

4. PREPARAÇÃO DE MEIOS DE CULTURA........................................................................17


4.1 Objetivos.............................................................................................................................19
4.1.1 Materiais...........................................................................................................................19
4.1.2 Procedimentos..................................................................................................................19
5. CALIBRAÇÃO DA BALANÇA ANALÍTICA....................................................................20
5.1 Objetivos.............................................................................................................................20
5.1.1 Materiais...........................................................................................................................20
5.1.2 Procedimentos..................................................................................................................20
6. UTILIZAÇÃO DO PHMETRO............................................................................................20
6.1 Caldo Batata Dextrose.........................................................................................................21
6.1.1 Materiais...........................................................................................................................21
6.1.2 Reagentes..........................................................................................................................22
6.1.3 Procedimentos..................................................................................................................22
7. CONCLUSÃO.......................................................................................................................23
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS......................................................................................24
DADOS DE IDENTIFICAÇÃO

 DADOS DO ESTAGIÁRIO:

Nome: Jackeline da Silva Luciano

Endereço: Rua Nonato Lopes, Cidade de Deus, Nº 240

CEP: 69099424

Telefone: (92) 98148-7792 E-mail: jackelineluciano.silva@gmail.com

Curso: Nível Médio Técnico em Química Ano de conclusão: 2014

 DADOS DA EMPRESA:

Nome: Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas (IFAM)

Endereço: Avenida 7 de setembro, 1975 – Centro – Manaus - Amazonas

CEP: 69020-120

Telefone: (92) 3621-6700

Home Page: www.ifam.edu.br

Setor de estágio: GEAQMA (Gerência da Área de Química e Meio Ambiente)

Número do telefone do setor: 3621-6720

Supervisora do Estágio: Rafaela Dourado Alves da Silva

Função: Auxiliar Técnico em Química

Período de estágio: 06/10/2014 a 06/01/2015

Carga horária total: 400 h


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1. INTRODUÇÃO

No IFAM, Campus Manaus Centro, Rede Federal de Educação Profissional e


Tecnológica e onde deu-se início ao estágio, recebi orientação dos próprios professores
encarregados de averiguar as disponibilidades de vagas para estágio que estavam abertas, as
vagas no período matutino e o período noturno estavam preenchidas nos laboratórios de
química, posteriormente me atribuíram uma vaga para o laboratório de Microbiologia, área na
qual o técnico em química também atua com especificidade no arquétipo dos parâmetros
microbiológicos. Como desejava realizar o estágio no período matutino oferecido pela própria
Unidade de Ensino, encaminhei-me ao DAP, que me ofereceu as devidas orientações para
iniciar o estágio, se fez necessário encaminhar um requerimento ao protocolo do IFAM, que
era encaminhado ao departamento, -além do requerimento para realizar o estágio na própria
Instituição, foram necessários um documento com alguns dados meus e uma foto 3X4.

Estagiei no laboratório de Microbiologia no período de 06/10/2014 sendo o termino em


06/01/2015, uma carga horária de estágio de 400h para o recebimento do diploma de nível
técnico em química. Durante o estágio exerci como principal atividade, o preparo e/ou auxilio
de aulas de docentes, que iriam utilizar o laboratório para ministrar aulas práticas às suas turmas.
Para o auxílio das aulas didático-experimentais, os materiais solicitados pelo docente incluíam
a organização do laboratório, esterilização de materiais, preparo de vidrarias, descarte de
materiais e separação de equipamentos auxiliares específicos, que notoriamente que se
demonstrava na preparação de meios de cultura em Agar e Caldo, sendo meios estéreis e alguns
meios inóculos, ressalvo a preparação de meios de cultura sólidos em placas de petri, meios
líquidos e semissólidos em tubos de ensaios, além da utilização de equipamentos de método
físico de controle microbiano como autoclave para esterilização de materiais e autoclave para
descarte de materiais de risco biológico variado, haja vista que houve o preparo de diferentes
soluções de limpeza podendo ser facilmente preparadas com as substancias presentes no
laboratório.

Contudo, além dessas atividades, algumas das vezes era necessário a calibração da
balança analítica, para os alunos obterem uma maior precisão principalmente em práticas
quantitativas, e utilização do medidor de pH para confirmar se as soluções advindas do
laboratório de físico-química poderiam influenciar na destruição do meio de cultura ou no
crescimento bacteriano.
2. DESENVOLVIMENTO

2.1 BIOSSEGURANÇA E REGRAS DE SEGURANÇA E BOAS PRÁTICAS


LABORATORIAIS EM MICROBIOLOGIA

A biossegurança no laboratório pode ser traduzida como um conjunto de práticas,


equipamentos e instalações voltadas para a prevenção, minimização ou até eliminação de riscos
inerentes às atividades realizadas no ambiente de trabalho, pensando em preservar a saúde dos
colaboradores, o meio ambiente e a qualidade dos trabalhos desenvolvidos. Esse conjunto de
atividades são descritos no manual de biossegurança do laboratório de microbiologia.

Agora serão descritos os possíveis riscos explicados a biossegurança no laboratório de


microbiologia (Tabela 1).

Tabela 1. Biossegurança no laboratório de microbiologia, conceitos básicos.


Aerossóis: Micropartículas sólidas ou líquidas com aproximadamente constituídas de micro-
organismos, matéria orgânica e fragmentos expelidos pela boca. Podem permanecer em suspensão por
várias horas em condições viáveis e podem alcançar longas distâncias. As partículas maiores caem no
chão e se juntam às sujidades, sendo ressuspensas pelo movimento das pessoas no ambiente,
contaminando roupas, superfície do mobiliário e a pele, além de provocar contaminação biológica e
química.
Descontaminação: Processo de desinfecção ou esterilização terminal de superfícies e objetos
contaminados com micro-organismos patogênicos, de forma a torná-los seguros à manipulação.
Desinfecção: Processo de eliminação ou destruição de todos os micro-organismos, na forma vegetativa,
presentes em objetos inanimados, por meio de meios químicos ou físicos. A desinfecção não destrói os
esporos de bactérias.
Equipamento de proteção individual (EPI): Jalecos, toucas, visor ou escudo facial, óculos de
proteção, luvas, botas e sapatos antiderrapantes e impermeáveis, máscaras e outros. São de uso
individual e intransferível.
Equipamento de proteção coletiva (EPC): Cabine de segurança biológica, capela de exaustão,
exaustor, extintor de incêndio, chuveiro, lava-olhos, sinalização, entre outros.
Esterilização: Processo de eliminação de todos os tipos de micro-organismos, inclusive de esporos, com
produtos químicos ou meios físicos.
Infecção: Doença caracterizada pela presença de agentes infecciosos, que causam danos em
determinados órgãos ou tecidos do organismo. Produz febre, dor, eritema, edema, alterações sanguíneas
e, por vezes, secreção purulenta.
Material perfurocortante: material pontiagudo, como agulhas, fragmento de vidros, bisturis e outros.
Podem perfurar e/ou cortar.
Micro-organismos: formas de vida de dimensões microscópicas. Organismos visíveis individualmente
apenas ao microscópio. Abrangem bactérias, vírus, fungos e protozoários.
Patogenicidade: capacidade de um micro-organismo causar doença em um hospedeiro suscetível
Resíduos: materiais considerados sem utilidade por seu possuidor.

Uma série de barreiras tem sido desenvolvida ao longo do tempo para proteger os
indivíduos sendo denominadas como barreiras de contenção. Essas barreiras de contenção são
uma combinação de práticas pessoais e técnicas, equipamentos de proteção individual e
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adequação física do laboratório para minimizar a exposição aos agentes biológicos. Os agentes
biológicos, por sua vez, são classificados de acordo com o risco de causar infecção em quatro
níveis (Tabela 2) e dependendo do risco que podem causar ao colaborador ou ao meio ambiente
é que se determina o nível de contenção que o laboratório deve ter.

Tabela 2. Classificação de risco em laboratórios de microbiologia.


Classe de Risco Individual Risco para o meio Risco de Infecção
Risco ambiente
Nenhum risco ou baixa
1 Baixo/Ausente Baixo/Ausente
probabilidade de causar
infecção no homem
Pode causar infecções no
2 Moderado Baixo
homem e existem medidas
terapêuticas ou profiláticas
eficazes. Risco de
propagação da infecção é
limitado
Pode causar infecções
3 Elevado Moderado
graves no homem, podendo
infectar outras pessoas.
Existem medidas
terapêuticas e/ou profilaxia
Altamente patogênicos e de
4 Elevado Elevado
grande poder de
transmissibilidade de uma
pessoa para outra, direta ou
indiretamente. Não existem
medidas terapêuticas ou
profiláticas conhecidas

2.1.2 Regras de Segurança

 Refrigeradores, Micro-ondas e estufas não são apropriados para aquecer ou conservar


alimentos a serem consumidos;
 Não comer, beber ou fumar dentro do laboratório;
 O uso do avental de algodão é obrigatório;
 As mesas ou bancadas de trabalho devem ter superfície lisa, de fácil limpeza e de
desinfecção;
 Quando da manipulação de material tóxico ou infectante, usar luvas de proteção;
 As pipetas usadas devem ser colocadas horizontalmente em solução desinfetante
imediatamente após o uso, antes de se proceder a sua limpeza e esterilização;
 Não colocar materiais contaminados sobre a bancada. Esses materiais devem ser
colocados em recipientes apropriados e esterilizados em autoclave;
 Cuidado ao acender o bico de gás (bico de Bunsen). Verificar se não existem substâncias
inflamáveis por perto;
 Flambar alças, agulhas e pinças antes e após o uso;
 Todo o material deve ser identificado. As etiquetas devem ser autoadesivas;
 No caso de derramamento de algum material infeccioso, cobrir imediatamente a área
com um desinfetante adequado e deixar de 15 a 30 minutos antes da limpeza;
 Devem ser registrados os acidentes como o derrame de cultura, ferimentos etc. Os
ferimentos devem ser desinfetados e cobertos com esparadrapo;
 Os tubos com cultura devem ser conservados sempre em suas respectivas estantes;
 As culturas de fungos, quando esporuladas, apresentam riscos de infecção respiratória
ou de reação alérgica, mesmo sem formar aerossóis. Estas culturas devem ser
manipuladas rapidamente e sem movimento brusco;
 Não cheirar os meios de cultura inoculados;
 As placas de contagem de bactérias, preparadas com meios inócuos como ágar nutritivo,
não podem ser consideradas inofensivas;
 Lâminas e lamínulas utilizadas devem ser colocadas em recipiente com desinfetante;
 Lavar e desinfetar as mãos antes de iniciar uma atividade laboratorial. Repetir o mesmo
procedimento ao final da análise;
 Limpar a mesa de trabalho, antes e depois de cada sessão de trabalho, usando
desinfetante;
 Desinfetar a bancada de trabalho no início e término de cada atividade;
 Retirar os materiais, amostras e reagentes, bem como equipamentos e aparelhos, da
bancada de trabalho tão logo terminar a tarefa;
 Papéis e resíduos utilizados só devem ser colocados no recipiente de coleta de lixo
comum quando não apresentarem risco de contaminação;
 É indispensável a presença de extintores de incêndio, estrategicamente posicionados no
ambiente laboratorial. Os extintores devem ser do tipo pó químico pressurizado (tipo
BC), podendo ser utilizados em casos de acidentes elétricos ou em materiais
inflamáveis;
 Desenvolver o hábito da limpeza e da organização;
 . Não permitir a entrada ou permanência de pessoas estranhas no laboratório.
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2.1.3 Boas Práticas Laboratoriais

Em relação aos cuidados pessoais é obrigatório no laboratório do IFAM:

 Vestuário: Calcas compridas e sapatos fechados, o uso destes previne contra acidentes
com materiais pérfuros cortantes, substancias químicas e materiais biológicos;
 Cabelos: Sempre devem permanecer presos afim de evitar contato com materiais
biológicos ou químicos;
 Mãos: Lavadas constantemente, antes e após cada procedimento;
 Unhas: Devem ser mais curtas possíveis;
 Não se deve comer, beber, mascar chicletes e fumar em ambiente laboratorial;
 Deve-se evitar de levar as mãos a boca, nariz, olhos, rosto e cabelo durante a
permanência no laboratório;
 Evitar distrações e brincadeiras.

2.2. ORGANIZAÇÃO DO LABORATÓRIO

O laboratório de microbiologia possui instalações de ensaio que englobem o espaço


operacional do laboratório. Deve possui pelo menos: um espaço para recebimento e
processamento de amostras; um espaço para preparo dos consumíveis (p.ex.: meios de cultura);
um espaço para realização das análises; e um espaço para descontaminação de material e
descarte de amostras. O layout do laboratório não permitindo o cruzamento das áreas a fim de
evitar contaminação cruzada.

Preza-se a organização com o emprego de boas práticas laboratoriais, indicando a


manutenção da limpeza, deixando o ambiente livre de sujidades e contaminação por meios
externos e internos, em correlação com o armazenamento, esterilização e descarte de materiais.

2.2.1 Equipamentos

Todos os equipamentos devem ser devidamente instalados, qualificados e conservados


de acordo comas normas estabelecidas no laboratório. Deve-se documentar toda limpeza,
calibração e manutenção dos equipamentos, bem como monitoramento do seu uso.

2.2.1.1 Tipos de equipamentos microbiológicos

Devem estar equipados minimamente com:


 Autoclave: Utilizado para esterilização de materiais e consumíveis por aquecimento via
úmida. Deve ser mantido em boas condições de conservação e limpeza e, quando
possível autoclavar materiais de naturezas diferentes separadamente.
 Balanças: Utilizar balanças analíticas e ou semi-analíticas (com verificação).
 Banho-maria: Aplicável para incubação de meios de cultura inoculados e testes
temperatura-dependente, assim como para aquecer meios de cultura do tipo ágar à sua
forma líquida.
 Contador de colônias: Utilizado para contagem de colônias em placas de cultura.
 Estufa de incubação: Utilizada com o propósito único de incubar os meios inoculados
deforma controlada. Deve estar equipada minimamente de termostato, termômetro e
timer, todos funcionais, devidamente calibrados e documentados com dados rastreáveis.
 Estufa de secagem: Utilizado com o propósito de secagem de materiais. Deve estar
equipada minimamente de termostato e termômetro, todos funcionais e devidamente
calibrados.
 Fluxo laminar: Cabines fechadas com passagem de corrente de ar nas entradas,
bloqueando fisicamente a passagem de microrganismos. Utilizado com o propósito de
proteger a amostra de contaminação externa e de proteger o analista do material contido
dentro da cabine.
 Freezer: Quando não especificado, deve manter a temperatura interna a -18 °C.
 Geladeira: Quando não especificado, deve manter a temperatura interna a 5 °C ± 3 °C.
 pHmetro: Potenciômetro utilizado para medir potencial hidrogeniônico (pH) de meios
aquosos e sólidos. Deve ser capaz de medir valores com erro associado à primeira casa
decimal (± 0,1) e detecção de variações mínimas no pH.
 Destilador: Pode ser simples, de múltiplos efeitos e os de compressão de vapor.
 Microscópio: É um aparelho utilizado para visualizar estruturas com dimensões
invisíveis a olho nu (0,1mm).
 Micropipeta: Várias capacidades de 0,1 a 10 mL, utilizado para pipetagem de soluções
líquidas.

2.3. LAVAGEM, PREPARO E ESTERILIZAÇÃO DE MATERIAIS PARA ANÁLISES


MICROBIOLÓGICAS

2.3.1 Objetivo
6

Descrever a relação de materiais utilizados nos procedimentos analíticos do Laboratório


de Microbiologia bem como o seu preparo e esterilização dos materiais e vidrarias utilizados
nos experimentos.

2.3.2 Materiais

 Álcool 70%, algodão hidrófilo e  Luvas de amianto e luvas de


algodão hidrófobo; borracha;
 Autoclave;  Provetas graduadas de 1000 mL,
 Balança analítica; 500 mL, 250 mL e 100 mL de
 Bastões de vidro; borossilicato ou vidro neutro;
 Destilador e deionizador para água,  Tesoura e pinça de aço inoxidável;
 Escovetes de diversos tamanhos  Indicadores de esterilização
além de esponjas de aço e de fibra  Bico de Bunsen
sintética;  Tela de amianto
 Espátulas de aço inoxidável,  Béqueres de borossilicato ou vidro
 Estufa de esterilização e secagem, neutro
equipada com termômetro;  Estiletes,
 Papel Kraft  Fita adesiva tipo crepe, barbante e
gaze

2.3.3 Procedimentos

Antes de iniciar o procedimento de lavagem, sempre foi retirado a identificação das


vidrarias com algodão umedecido em álcool ou acetona.

2.3.4 Preparo de provetas, frascos de Erlenmeyer, frascos shott e béqueres

2.3.4.1 Lavagem

 Lavou-se com água e detergente, utilizando esponja e escovete. Caso os materiais


apresentassem incrustações ou resíduos gordurosos, procedeu-se à imersão destes em
solução de hipoclorito de sódio a 2% e detergente neutro por 1 dia;
 Enxaguou-se dez vezes com água corrente, enchendo e esvaziando totalmente a vidraria,
e no último enxágue, água destilada ou deionizada.
 As vidrarias sempre eram deixadas para secar na estufa a 100 °C.

2.3.1.2 Esterilização
 Coloca-se tampão de algodão hidrófobo e gaze no bocal dos frascos erlenmeyer.
 Cobriu-se com folha de alumínio ou papel Kraft e fixa-se com barbante, atilho ou fita
adesiva tipo crepe.
 Os bocais das provetas e dos béqueres são cobertos com folha de alumínio ou papel
Kraft e fixar com fita adesiva tipo crepe, atilho ou barbante.
 Esterilizar em autoclave a 121 °C, por 30 min ou em estufa a 170 °C – 180 °C por 2
horas.
 Sempre se identificou o material com data de esterilização e prova de esterilização.

Observação: Frascos destinados ao preparo de meios de cultura, que são submetidos


à esterilização por autoclave no momento do preparo do meio, dispensam esterilização
prévia.

2.3.5 Placas de Petri descartáveis

Colocadas em saco próprio para autoclave, esterilizadas a 121 +/- 1 ºC por 30 minutos
e descartadas após.

2.3.6 Preparo de pipetas

2.3.6.1 Lavagem

 Retira-se o algodão do bocal de cada pipeta com estilete de ponta fina ou agulha
histológica;
 Imergir as pipetas em solução de hipoclorito de sódio a 2% e detergente por 24 horas.
 Enxaguar em água corrente.
 Enxaguar, tantas vezes quantas forem necessárias, até a eliminação completa dos
resíduos.
 Enxaguar com água destilada ou deionizada.
 Secar em estufa a 100 °C.

2.3.6.2 Esterilização

 Coloca-se algodão hidrófobo no bocal das pipetas, acondiciona-se em porta-pipetas ou


as embrulham em grupos em papel Kraft.
 Identifica-se o material com nome, volume, data de esterilização e prova de
esterilização.
6

 Esteriliza-se em estufa a 170 °C, por 2 horas ou em autoclave a 121 °C por 30 minutos.
 Se identifica o material com data de esterilização e prova de esterilização.

2.3.7 Preparo de tubos de Durham

2.3.7.1 Lavagem

 Colocar em um recipiente com água e levar ao micro-ondas até ferver.


 Imergiei-los em solução de hipoclorito de sódio a 2% e detergente neutro por no mínimo
24 horas.
 Lavar os tubos com água e detergente.
 Enxagua-se dez vezes em água corrente, enchendo e esvaziando totalmente os tubos.
 Coloca-se em um recipiente com água destilada ou deionizada e levar ao micro-ondas
até ferver.
 Deixar esfriar e retirar bem a água.
 Secar em estufa a 100 °C.
 Os tubos de Durham dispensam prévia esterilização.

2.3.8 Preparo de tubos de ensaio com tampas

2.3.8.1 Lavagem

 Esvaziou-se o conteúdo do tubo e colocar de molho em solução de hipoclorito de sódio


a 2% e detergente neutro por no mínimo 24 horas.
 Lavou-se com água e detergente, utilizando escovetes e esponjas para retirar resíduos
internos.
 Enxaguar dez vezes em água corrente, enchendo e esvaziando totalmente os tubos.

 Utiliza-se no último enxágue utiliza-se água destilada.


 Deixar escorrer bem toda a água, colocar os tubos para secar em estufa a 100 ºC.

2.3.9. Tampas

2.3.9.1 Lavagem

 Imergiu-se em solução de hipoclorito de sódio a 2% e detergente neutro por no mínimo


24 horas.
 Foi lavado com água e detergente.
 Enxaguou-se dez vezes em água corrente.
 No último enxágue utilizou-se água destilada.
 Foi deixado para escorrer a água e secar em estufa a 50 °C.

2.3.9.2 Esterilização

 Esse procedimento é necessário para tubos utilizados para conter meios de cultura já
estéreis ou para soluções em ensaios complementares específicos.
 Vedou-se os tubos secos com as tampas, embrulhar em papel Kraft em grupos de três
ou cinco, de acordo com a utilização e esterilizar em autoclave a 121 °C, por 30 min, ou
em estufa a 180 °C, por 2 horas.
 Identificar com nome, volume, data de esterilização.

2.4 Preparo e esterilização de pinças

2.4.1 Lavagem
 Lavaram-se as pinças com água e detergente.

2.4.2 Esterilização

 Embrulha-se em grupos as pinças em papel Kraft.


 Esteriliza-se em autoclave a 121 °C, por 30 min, ou em estufa a 180 °C, por 2 horas.
 Identifica-se com nome, data de esterilização.

2.4.3 Preparo e esterilização de bastões

2.4.3.1 Lavagem

 Lava-se o material com água e detergente.

2.4.3.2 Esterilização

 Embrulha-se em grupos as pinças em papel Kraft.


 Esteriliza-se em autoclave a 121 °C, por 30 min, ou em estufa a 180 °C, por 2 horas.
 Identifica-se com nome, data de esterilização.

2.4.4. Esterilização por calor úmido – Autoclave

2.4.4.1.Objetivo

A autoclave é um aparelho utilizado nos processos de esterilização a vapor e pressão,


sendo empregada para materiais destinados a análises, meios de cultura e materiais
contaminados para descarte.

2.4.4.2 Materiais
6

 Autoclave
 Meios de cultura ou materiais

2.4.4.3 Procedimentos

 Abrir a tampa e colocar água na caldeira até cobrir o descanso do cesto.


 Introduzir o material a ser esterilizado.
 Fechar a tampa, apertando bem e por igual, os manípulos.
 Abrir o registro de pressão e ligar a chave elétrica no calor máximo.
 Aguardar o começo da saída do jato contínuo de vapor d’água e, então, fechar o orifício
de escapamento.
 Atingida a pressão de trabalho, regular a chave elétrica para o médio, a fim de manter a
pressão.
 Verificar a válvula de segurança de modo que o manômetro fique estável.
 Regular o relógio minuteiro para controlar o tempo de esterilização.
 Terminado o tempo de esterilização, desligar a autoclave.
 Esperar o manômetro descer a zero e abrir o registro para a saída do vapor.
 O tempo para a redução da pressão é imprescindível para a eficiência da esterilização.
 Abrir a tampa e retirar o material sempre utilizando luvas de amianto. Em cada
esterilização verificar o nível de água. Para troca de água e limpeza da autoclave utilizar
o registro inferior. Materiais limpos e materiais contaminados são autoclavados em
ciclos separados.
 O material limpo é esterilizado em autoclave à temperatura de 121 °C, com tolerância
de 1 °C, por 15 minutos. A esterilização em excesso de meios de cultura pode alterar
características bioquímicas, propriedades nutritivas e deteriorar a qualidade do meio;
Esterilização insuficiente pode não destruir as bactérias presentes;
 A eficiência da esterilização pode ser observada através do controle da temperatura ou
da eficiência biológica.

Para melhor eficiência da autoclave é recomendável:

 Não empacotar objetos totalmente fechados.


 Garantir o perfeito vedamento da tampa antes de ligar o vapor.
 Retirar todo o excesso de ar, trocando-o por vapor.
 Aguardar o equilíbrio de pressão antes de reabrir a autoclave. Observar continuamente
as marcações do manômetro e do termômetro.
 Para abrir a tampa da câmara de autoclave, deve-se observar se todo o vapor foi
evacuado e se o manômetro está marcando zero.
 Para retirada de material recém autoclavado, deve-se utilizar luvas de amianto de cano
longo.
 A água utilizada na autoclave deve ser destilada ou deionizada.
3. DESCARTE DE MATERIAL E DE AMOSTRAS

3.1 Objetivo

Descrever o procedimento de descarte de material utilizado e das amostras processadas


no laboratório de microbiologia. Aplica-se ao Laboratório de Microbiologia. Após o uso
(cultura de microrganismos ou material em contato com microrganismos), o aparelho ou
materiais e os seus conteúdos devem ser tratados para a destruição de microrganismos, antes da
limpeza ou descarte qualquer que seja o microrganismo envolvido. De acordo coma natureza
dos materiais, desinfecção, esterilização ou a incineração de material descartável pode ser
utilizado.

3.1.1 Materiais

 Autoclave.
 Caixa coletora para vidraria danificada.
 Saco para esterilização, saco de lixo comum.
 Caixa coletora para material tóxico e Perfurocortante.

3.1.2 Descarte de amostras

As amostras são descartadas quando do término da análise. As amostras processadas


são armazenadas em sacos adequados e destinados à esterilização em autoclave a 121 +/- 1ºC
por 20 min. Posteriormente o material é encaminhado ao destino estabelecido para lixo orgânico
na Instituição. As alíquotas de amostras utilizadas para as d3iluições nos processos analíticos
são autoclavadas da mesma forma e também encaminhadas ao lixo orgânico da Instituição.

3.1.3 Descarte de Materiais não reutilizáveis

As Placas de Petri e ponteiras são autoclavadas após a realização de análises e


descartadas conforme determinado na Instituição, ou seja, destinados ao lixo orgânico.
6

3.1.4 Descarte de Materiais Tóxicos e Perfurocortante

Estes materiais são acondicionados em caixa coletora própria, sendo seu recolhimento
efetuado quando atingida a capacidade da mesma.

3.1.5 Descarte de vidrarias danificadas

Estas vidrarias são armazenadas em caixa coletoras próprias e destinadas a usina de


reciclagem da própria Instituição para fins de reaproveitamento. As vidrarias quebradas com
meio de cultura são autoclavadas antes do descarte, acondicionadas em recipientes apropriados
(Becker de 1000 mL, potes plásticos).

4. PREPARAÇÃO DE MEIOS DE CULTURA

Meios de cultura consistem da associação qualitativa e quantitativa de substâncias que


fornecem os nutrientes necessários ao desenvolvimento (cultivo) de microrganismos fora do
seu meio natural. Tendo em vista a ampla diversidade metabólica dos microrganismos, existem
vários tipos de meios de cultura para satisfazerem as variadas exigências nutricionais. Além dos
nutrientes é preciso fornecer condições ambientais favoráveis ao desenvolvimento dos
microrganismos, tais como pH, pressão osmótica, umidade, temperatura, atmosfera (aeróbia,
microaeróbia ou anaeróbia), dentre outras.

Os meios de cultura se classificam quanto a sua:

A) Composição:

 Quimicamente definido – Constituintes definidos quimicamente. Exemplo: grau de


pureza.
 Quimicamente incompleto – Composição química não completamente definida.

B) Consistência:

 Meio líquido – Consiste em uma solução aquosa de um ou mais constituintes. São


comumente conhecidos como “caldos”.
 Meio sólido ou semi-sólido – contém materiais solidificantes, como agar-agar ou
gelatina, em diferentes concentrações

C) Intenção de uso:

 Meio de transporte – Preserva e mantém a viabilidade dos microrganismos no período


entre a coleta da amostra e o processamento no laboratório. Exemplo: Meio Stuart
 Meio de preservação – Preserva e mantém a viabilidade dos microrganismos por um
período de tempo prolongado e permite a recuperação após este período. Exemplo: Meio
Cary Blair.
 Meio de recuperação – Possibilita a recuperação dos microrganismos estressados ou
danificados e recupera sua capacidade de crescimento sem, necessariamente, promover
sua multiplicação.
 Meio de enriquecimento – Meio predominantemente líquido na qual, devido a sua
composição, proporciona condições favoráveis à multiplicação dos microrganismos.
Exemplo: Caldo Lactosado.
 Meio de enriquecimento seletivo – Meio de enriquecimento na qual favorece a
multiplicação de microrganismos específicos, ao mesmo tempo, que inibe parcialmente
ou totalmente o crescimento de outros microrganismos. Exemplo: Caldo Tetrationato.
 Meio de enriquecimento não-seletivo – Meio de enriquecimento na qual favorece o
crescimento da maioria dos microrganismos. Exemplo: Caldo Infusão de Cérebro e
Coração.
 Meio de isolamento – Meio sólido ou semi-sólido na qual favorece o crescimento de
microrganismos. Exemplo: Agar Caseína-Soja
 Meio de isolamento seletivo – Meio de isolamento na qual favorece o crescimento de
microrganismos específicos, ao mesmo tempo, que inibe outros microrganismos.
Exemplo: Agar Baird-Parker.
 Meio de isolamento não seletivo – Meio de isolamento na qual não inibe os
microrganismos seletivamente. Exemplo: Agar Nutriente.
 Meio diferencial – Permite testar uma ou mais características fisiológicas/bioquímicas
dos microrganismos para sua identificação. Exemplo: Agar Eosina Azul de Metileno.
 Meio de identificação – Produz uma reação de identificação específica na qual não
requer nenhum teste adicional de confirmação. Exemplo: Agar TSI.
 Meio de múltiplas finalidades – Certos meios que podem atender diversas categorias.
Exemplo: Agar Sangue. Água Peptonada Tamponada.

D) Método de preparo:

 Meio pronto para uso – é fornecido em recipientes no formato pronto para uso.
 Meio desidratado comercialmente disponível – meio no formato seco na qual não está
pronto para uso imediato. Exemplo pó, grânulos. A re-hidratação formará um meio
6

completo pronto para uso ou um meio incompleto que necessita de componentes


adicionados na hora do uso.
 Meio formulado no laboratório.

4.1 Objetivo

Meios de cultura consistem fornecem os nutrientes necessários ao desenvolvimento de


microrganismos fora do seu meio natural. O Ágar Batata Dextrose é um meio de uso geral para
leveduras e bolores que pode ser suplementado com ácido ou antibióticos para inibir o
crescimento de bactérias. É recomendado para métodos de contagem em placas para alimentos,
produtos lácteos4-6 e testes em cosméticos. O Ágar pode ser utilizado para o crescimento de
leveduras e bolores clinicamente significativos.

4.1.1 Materiais

 Meio Ágar batata;


 Água Destilada 1L;
 Balança;
 Placas de Petri.
 Placa de aquecimento

4.1.2 Procedimentos

 Suspende-se 40 g de Ágar batata pesando na balança semi-analítica, e 1 L de água


purificada no erlenmeyer, com o auxílio do bastão de vidro homogeneíza-se a solução.
 Aqueça a solução sob a placa de aquecimento, agitando frequentemente e ferva por 1
minuto para dissolver completamente o meio.
 Autoclavar em erlenmeyer com meia rosca a 121°C por 15 minutos.
 Após a autoclavação adicionou-se 10 mL da solução de Ágar em uma placa de Petri
esterilizada, misturou-se gentilmente com movimentos circulares.
 Distribuir em placas ainda quente, posteriormente deixou-se solidificar. Após a
solidificação o meio está pronto para utilização.

Observação: Aparência Desidratado: O pó é homogêneo, fluxo livre e bege claro.


Aparência Preparado: O meio preparado é ligeiramente turvo e pálido a amarelo claro.

5. CALIBRAÇÃO DA BALANÇA ANALÍTICA

5.1 Objetivo
A balança analítica é um equipamento comumente utilizado em todo tipo de
laboratórios, é conhecida como um tipo de balança caracterizada por dar dados exatos e
específicos em relação ao peso de um objeto ou determinado elemento, possui uma capacidade
de me peso de até 220 g com ela obtém-se valores de massas de produtos ou para recolher
massas de um produto através de cálculos de massa, este aparelho tem como característica
principal a capacidade de observação de até quatro casas decimais, entretanto a calibração da
balança analítica leva em torno de cinco minutos, sendo realizado sempre ao ligar a balança.

5.1.1 Materiais

 Balança analítica

5.1.2 Procedimento

 Pressionou-se a tecla "MENU" seis vezes até a palavra "Func.SEL" ser exibido na tela,
seguidamente foi pressionada a tecla "TARA", onde apareceu na tela a expressão "Cal".
 Foi pressionado novamente a tecla "TARA", onde mostrou-se na tela a expressão "E
Cal".
 Pressionou-se novamente a tecla "TARA" para iniciar a calibração da balança. O
símbolo do um peso-padrão apareceu na tela. Em seguida, o valor "0,0000 g" aparecerá
e piscará diversas vezes na tela, seguidamente o valor do peso-padrão (isto é, 200,0000
g) será exibido e ficará piscando na tela.
 Abriu-se a porta de vidro. Com o auxílio de uma pinça de ponta curva, foi colocado o
peso-padrão de 200 gramas sobre o prato da balança. Em seguida, fechou-se a porta de
vidro, aguardando até que o valor "0,0000 g" ficasse piscando na tela.
 Abriu-se a porta de vidro e descarregou-se o peso-padrão com o auxílio da pinça. Em
seguida, a porta de vidro foi fechada. A calibração estará completa quando a expressão
"CAL End" for exibida por vários segundos na tela, após os quais a mesma retornará
para a exibição da massa.

6. UTILIZAÇÃO DO PHMETRO

O pH é o logaritmo da concentração hidrogeniônica com sinal negativo ou o logaritmo


do inverso da concentração hidrogeniônica. Para determinar o pH de uma solução encontramos
valores tabelados entre 0 e 14, as soluções que possuem valor de pH 7 são consideradas soluções
neutras, as que apresentam pH acima desse valor até pH 14 são consideradas soluções básicas
ou alcalinas e as que encontram valores inferiores a 7 até pH 0 são consideradas soluções ácidas.
6

A maioria das bactérias cresce melhor dentro de variações pequenas de pH sempre perto
da neutralidade, entre pH 6,5 e 7,5. Poucas bactérias são capazes de crescer em pH ácido como
pH 4,0. No entanto, algumas bactérias denominadas acidófilas apresentam alto grau de
tolerância à acidez. Os fungos filamentosos e as leveduras podem crescer em variações de pH
maiores que as bactérias, porém, os valores ótimos de pH para fungos são geralmente inferiores,
entre 5 e 6.As bactérias cultivadas em laboratório com frequência produzem ácidos que podem
acabar interferindo no seu próprio crescimento. Para neutralizar esses ácidos e para a
manutenção do pH normalmente são incluídos tampões químicos nos meios de cultura.
Portanto, os pHs dos meios de cultura variam de acordo com os microrganismos a serem
cultivado.

6.1. O Caldo Batata Dextrose com utilização do phmetro

6.1.1 Objetivo

E um caldo de uso geral para leveduras e bolores. O baixo pH deste meio inibe o crescimento
de bactérias. O Caldo Batata Dextrose possui a mesma fórmula do Ágar Batata Dextrose, porém
sem o ágar. Potenciômetro utilizado para medir potencial hidrogeniônico (pH) de meios
aquosos e sólidos. Deve ser capaz de medir valores com erro associado à primeira casa decimal
(± 0,1) e detecção de variações mínimas no pH. O potenciômetro funciona através da imersão
de um eletrodo e um sistema potenciômetro em uma solução. Esses dois estão conectados no
aparelho que calcula e indica o pH da solução através de soluções conhecidas como solução
tampão com um pH preciso, e, através de duas dessas medidas é realizada uma calibração onde
a máquina utiliza como base essas duas medidas para determinar o pH da solução analisada.

6.1.1.1 Materiais

 Caldo de Batata dextrose


 Água destilada 1L
 Béquer 1L
 Chapa aquecedora
 Bastão de vidro
 Proveta
 Phmetro
 Tubo de ensaio
 Barbante e papel Kraft
6.1.1.2 Reagentes

 Solução de ácido lático (0,1 %) ou hidróxido de sódio (1,0 N)

6.1.1.3 Procedimentos

 Dissolve-se 24 g do meio em 1 L de água purificada.


 Mistura-se completamente. Autoclave a 121°C por 15 minutos.
 O caldo batata foi pesado e colocado em um béquer. Acrescenta-se a metade dos 100
ml de água destilada, medida com uma proveta.
 Dissolve-se os ingredientes em água agitando continuamente com um bastão de,
evitando a formação de espuma.
 Após a formação de uma suspensão homogênea, completar o volume do meio com o
restante da água.
 Quando necessário, dissolver os ingredientes do meio de cultura em chapa aquecedora
até a ebulição, agitando sempre. Evitar o aquecimento desnecessário.
 Verificar o pH através do Potenciômetro e o ajusta para 7,2 usando solução de ácido
lático (0,1 %) ou hidróxido de sódio (1,0 N), com pipeta de 1 mililitro, gotejando aos
poucos.
 Distribuir 50 ml do meio em tubos de ensaio (5 a 7 ml por tubo)
 Tamponar os tubos, protegê-los com papel e amarrá-los com barbante, esteriliza-se em
autoclave a 121°C (1 atmosfera de pressão) por 20 minutos.
 Após a autoclavação se organiza o material para a aula do docente.

7. CONCLUSÃO

O curso de Nível Médio Técnico em Química ofertado pelo PRONATEC (Programa


Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego), satisfez todas as minhas expectativas, além
de acrescentar-me conhecimentos não somente práticos, mas também a empregabilidade de
conhecimentos teóricos adquiridos durante o decorrer do curso, o que demonstra a qualidade
6

do ensino repassado pelos professores e pela instituição, a qual vem se superando na preparação
profissionalizante tornando-os profissionais qualificados e preparados para o mercado de
trabalho regional.

Durante o período de estágio, aprendi a trabalhar no setor de microbiologia, pois é uma


grande área promissora na qual o técnico em química pode atuar, além do laboratório ter
recursos de infraestrutura modernos e equipamentos de última geração. A boa relação entre
mim e meus superiores que, apesar de agirem com seriedade, estavam dispostos a ajudar com
quaisquer dúvidas referente ao trabalho realizado, disseminando a melhor compreensão e
aprendizado em diversas atividades.

Ao final do estágio pude cumprir a carga horaria de 300 horas, passando por todos os
setores do laboratório de microbiologia, estagio que me permitiu associar com meu outro
técnico de analises clinicas, paixão após o curso técnico em química pelo Instituto Federal, que
me permitiu aprofundar-me na microbiologia aplicada a saúde.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 FELTRE, Ricardo. Química. 6. ed. São Paulo: Moderna, 2004


 GRADIM, Artur. Guia de Microbiologia. 1ªed. São Paulo, 2015.
 GERARD TORTORA; BERDELL FUNKE et al. Microbiologia. 10ªed. Porto Alegre,
Artmed, 2012.
 MADIGA, MICHAEL T.; MARTINKO, JOHN M. et al. Microbiologia de Brock. 14
ªed. Porto Alegre: Artmed, 2016
 MIRANDA, Daniele; COSTA, Bruno; YOGUI, Gilvan. Procedimento para
Utilização, Calibração e Verificação do desempenho da balança analítica.
Pernambuco: Universidade Federal de Pernambuco, 2012.
 PERUZZO, Francisco Miragaia; CANTO, Eduardo Leite do. Química na Abordagem
do Cotidiano. 5. ed. São Paulo: Moderna, 2009.
 SALVATORI, ROSÂNGELA; WOLF, GREICE et al. Laboratório de Microbiologia:
Normas gerais, instruções de trabalho e Procedimentos Operacionais Padrões.
Lajeado: 1 ªed, Univates, 2013.
 STEMPLIUK, VALESKA. Controle Interno da Qualidade para Testes de
Sensibilidade a Antimicrobianos. Agência Nacional de Vigilância Sanitária /
Ministério de Saúde e a Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial
da Saúde, Brasília, 2006.
 VOGEL, Arthur Israel. Química analítica qualitativa. 5ªed. São Paulo: Mestre Jou,
1981.