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TERCEIRO DOMINGO DA PÁSCOA

A Realidade
Na história da Igreja tivemos Papas que só deram maus exemplos, só pensaram
em poder e foram iguais, se não piores, a muitos tiranos da história. Hoje temos o Papa
Francisco, que, já pelo nome, mostra o rumo que deve seguir a Igreja de Jesus Cristo:
Pobre e a serviço dos pobres. Ele vem mostrando, mais pelo exemplo do que pelas
palavras, o que é ser verdadeiro discípulo de Jesus, o que é amar do jeito que ele amou.
A Palavra
Na primeira leitura o medroso Pedro enfrenta agora o próprio Sumo Sacerdote
cuja empregada o fizera tremer. É seu mais forte testemunho da ressurreição, da certeza
de que Jesus está vivo, a vida venceu a morte.
Na visão do Apocalipse (2ª. Leit.), céus e terra dão louvores ao cordeiro imolado
e de pé, Jesus morto e ressuscitado, único capaz de abrir e ler o livro da História.
O episódio evangélico que vamos ouvir é cheio de incoerências narrativas, mas
recheado de simbolismos. No centro está a figura de Pedro. Ele toma a iniciativa de ir
pescar, ele se veste e pula no mar, ele traz a Jesus a rede recheada de peixes, ele diz três
vezes amar Jesus, ele recebe a missão de alimentar os cordeiros, os pequenos, e guiar as
ovelhas, os discípulos adultos.
Passam a noite pelejando e nada pescam. Ao clarear do dia, seguem o palpite de
um desconhecido que está na praia e a pesca é abundante. É o Senhor! Pedro veste a
camisa de discípulo e se joga no mar, símbolo da morte. Está pronto a morrer com ele
em favor do outro.
A rede que seis não tiveram força para tirar da água, Pedro sozinho, sem que ela
se arrebente, a leva até Jesus. Em suas mãos estão todas as comunidades cristãs,
pequenas e grandes, e a rede não se arrebenta.
Quando Jesus lhe pergunta se ele o ama e lhe confia seu rebanho, tudo já tinha
sido dito na linguagem das metáforas.
O Mistério
“Anunciamos a vossa morte e proclamamos a vossa ressurreição”. A Missa
celebra a morte-ressurreição que lê e interpreta o livro da história escrito por dentro e
por fora. Nela devemos aprender a vestir a camisa de discípulos e pular no mar, estar
prontos a amar até a morte. Não basta repetir os gestos com que Jesus se entregou à
morte em favor dos inimigos, os pecadores, é preciso repetir sua atitude. Só assim
construímos a Igreja.
José Luiz Gonzaga do Prado